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A Liga da atração

Arredada dos primeiros lugares das melhores ligas europeias (apenas sétimo lugar, atrás de Espanha, Inglaterra, Itália, França, Alemanha, e Escócia, segundo a IFFHS) e com presenças esforçadas, mas inglórias nas competições europeias, a Primeira Liga Portuguesa consegue recrutar antigas estrelas em final de carreira ou pérolas que ainda não brilharam nos colossos europeus.

Isto deve-se totalmente aos clubes que as conseguem contratar, mas deve ter-se em conta o contexto e adaptá-lo à nova realidade. Isto é, os clubes seduzem, atraem e conquistam, mas deve ser a Liga e o seu batalhão de entidades que devem tratar e cuidar destes “mini astros”.

Com isto não se pede tratamento especial nem vantagens sobre os demais competidores, mas sim um cuidado extra na relação com atletas de renome para que o proveito da sua presença nos nossos palcos seja o melhor.

A título de exemplo, o Sporting CP contratou em 2017/18 um defesa central com uma bagagem repleta de troféus vistosos; uma Liga dos Campeões, um Campeonato do Mundo de Clubes, uma Supertaça Europeia, duas Ligas espanholas, três Taças do Rei, uma Supertaça espanhola e uma Taça da Liga francesa.

Vindo do FC Barcelona, Jérémy Mathieu assumiu o eixo da defesa leonina e, apesar dos altos e baixos causados sobretudo pelas lesões, revelou-se uma contratação acertada. A humildade inerente ao estatuto de jogador de topo mundial veio ao de cima a cada partida realizada. Podia pensar-se que, em fim de carreira, Mathieu vinha descomprimir para os relvados portugueses, mas 81 jogos em dois anos provam o contrário.

O “astro” mundial das balizas integra o staff diretivo do FC Porto enquanto recupera do problema de saúde que sofreu na época passada
Fonte: FC Porto

Quando olhamos para trás não vemos nenhum tipo de ação por parte da Liga por poder contar com um nome tão relevante no seu campeonato. O mesmo se passou com Júlio César, guardião que entrou em Portugal pela porta do Estádio da Luz e por lá ficou durante três épocas. Ou com Iker Casillas.

Nem parece verdade. Duas entidades míticas entre os postes escolheram Portugal para continuar as suas carreiras e até se defrontaram. San Iker de um lado, Júlio César do outro; há uns anos seria uma utopia. Na altura, as contratações foram vistas como uma forma de divulgar o campeonato português, mas a verdade é que pouco ou nada foi feito.

Estas ocasiões devem ser vistas como oportunidades de acréscimo de qualidade ao nosso campeonato, mas não só. Os clubes fazem esforços no sentido de melhorar os seus plantéis e, consequentemente, o futebol praticado em Portugal. Por outro lado, a visibilidade da prova aumentará se as peças certas forem movidas. Ou seja, um simples ajuste de horários das partidas permitirá que adeptos de futebol de outras latitudes possam espreitar o campeonato português e a nova equipa deste ou daquele astro.

No caso das partidas europeias, há uma interação ao nível digital e social que pode e deve ser fomentada. Um simples vídeo de Iker Casillas e Gianluigi Buffon numa troca de curiosidades de um e outro rendeu partilhas e comentários em todo o mundo quando os dragões enfrentaram “La Vecchia Signora” na Liga dos Campeões 2016/17. Há uma mão cheia de iniciativas que podiam aproveitar, no bom sentido, a presença destas estrelas no nosso campeonato.

A capacidade de atração dos clubes mantém-se agradavelmente elevada. Raúl de Tomás trocou o Real Madrid CF pelos encarnados, depois de sucessivos empréstimos, e já se levanta em Espanha a dúvida se os “blancos” realmente tomaram a melhor opção, tendo em conta a valia do atleta. Luciano Vietto deixou o Atlético de Madrid para ser leão e a expetativa em torno do avançado de 25 anos é enorme. Urge ter à frente das várias entidades os “astrónomos” certos para que não sejamos um campeonato de estrelas cadentes.

Foto de Capa: SL Benfica

 

Bruno Magalhães volta à glória no CPR

O Campeonato de Portugal de Ralis foi ao arquipélago da Madeira. Depois do arquipélago dos Açores no ínico da campeonato, o rali da Madeira é a segunda prova da fase de asfalto do CPR. Aqui, como nos Açores, o conhecimento das especiais é muito importante.

A prova madeirense voltou a contar para o CPR, o CMR e o Ibirean Rally Trophy. Os Porsche 911 também foram uma grande fonte de animação para o público madeirense, com a presença de cinco carros nesta categoria.

Com um motor revisto pela Hyundai, Bruno e Hugo Magalhães (Hyundai i20 R5) eram dos mais experientes nas estradas da Madeira, no pelotão do CPR. Ricardo Teodósio/Jorge Teixeira (Skoda Fabia R5), José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 R5) foram ao Rali do Faial, a contar para o Campeonato da Madeira de Rallis, para testar para o Vinho da Madeira e poder lutar pela vitória. Pedro Meireles/Mário Castro também regressavam ao CPR com o segundo Volkswagen Golf GTI R5 e João Barros/António Costa vinha com o Skoda Fabia R5.

Fora da luta pelo campeoanto, Pedro Meireles regressou ao CPR com um novo Volkwsagen Polo GTI R5
Fonte: Rali Vinho Madeira

No pelotão madeirense, a armada R5 era constituida por Alexandre Camacho (Skoda Fabia R5), Miguel Nunes (Hyundai i20 R5), João Silva (Citroen DS3 R5) e Pedro Paixão (Skoda Fabia R5)

No pelotão internacional, José Maria Lopes (Pepe Lopez) regressava a Portugal com o Citroen C3 R5 da Sports & You e Giandomenico Basso trazia o Skoda Fabia R5 da Delta Rally.

José Pedro Fonte levou o mesmo carro que Pepe López, mas o piloto português ainda precisa de mais rodagem
Fonte: Rali Vinho Madeira

Começo do rali, na especial citadina, prova que traz muitos adeptos às ruas. Bruno e Hugo Magalhães mostraram que os problemas do i20 R5 no rali de Portugal estavam passados e foram os primeiros lideres à geral do Vinho Madeira. Ricardo Teodósio era segundo e Armindo Araújo era terceiro.

Mas, no segundo dia, Alexandre Camacho tomou as rédias do pelotão geral, perseguido por Pepe Lopez, que já tinha dado muito boa conta de si no ERC, rali das Canárias, prova em asfalto e Giandomenico Basso, experiente piloto italiano.

No terceiro dia, ninguém tocou em Alexandre Camacho, e o piloto madeirense repete a vitória do ano passado, com Pepe Lopez a mostrar o seu impressioante ritmo, num rali desconhecido, e a agarrar a segnda poisição. Bruno e Hugo Magalhães foram os terceiros à geral e garantiram a primeira vitória no CPR em 2019.

No CPR, com a primeira vitória de Bruno Magalhães, o campeonato torna-se cada vez mais interessante. José Pedro Fontes e Inês Ponte, mostraram que o Citroen C3 R5 está bom no asfalto, mas a diferença para Pepe Lopez, com o mesmo carro, é muita. José Pedro Fontes ainda pode fazer melhor. Armindo Araújo/Luís Ramalho minimizaram os danos no campeonato terminando no pódio, numa prova onde a RMC e o piloto de Santo Tirso tiveram imensas dificuldades na afinação do carro coreano.

João Barros voltou e mostrou ainda estar um pouco fora do ritmo, enquanto que Miguel Barbosa parece recuperar dos azares passados.

No CMR, Alexandre Camacho esta mais próximo de conquistar o título regional. Mas, o destaque vai para João Silva, que no ‘velhinho’ DS3 deu espetáculo e assinalou tempos muito interessantes. Pedro Paixão também continua a sua evolução positiva ao Skoda Fabia R5.

Alexandre Camacho e Vitor Calado estiveram muito fortes na prova rainha da Madeira
Fonte: Rali Vinho Madeira

Nas duas rodas motrizes nacionais, apenas Gil Antunes (Renault Clio R3T) e Paulo Neto (Citroen DS3 R3) foram à Madeira. Uma categoria que está muito dependente destes dois pilotos nas provas fora do continente. Algo tem de ser feito, e o grande problema parece ser os custos das provas fora do continente.

Cada vez mais próximo do final, o Campeoanto de Portugal de Ralis vai agora a Amarante, para o Rali de Amarante, nos dias 6 e 7 de setembro.

Foto De Capa: Hyundai Portugal Motorsport

 

FC Krasnodar: No meio está a virtude

O FC Porto fará hoje o primeiro de quatro jogos que terá que fazer para garantir um lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões. Para assegurar que não é relegado para a Liga Europa ao cabo de dois jogos, importará arrancar um bom resultado em solo russo. O FC Krasnodar, fundado em 2008, é portanto, o primeiro adversário da equipa portista neste pantanoso caminho até à mais importante prova de clubes a nível europeu.

Esta equipa russa é, para a grande maioria dos portugueses, desconhecida. Ora, esse desconhecimento pode levar, muitas vezes, a excessos de confiança e a facilitismos que, no caso, não têm razão de ser. O FC Krasnodar tem feito um trajeto ascendente no futebol russo e, pouco mais de dez anos após a sua fundação, procura a primeira presença na Liga dos Campeões. E essa presença só não está assegurada devido aos critérios de desempate do campeonato russo, uma vez que terminado o último campeonato russo, este clube situado a sul do país estava em terceiro lugar em igualdade pontual com o segundo (com acesso direto à Liga dos Campeões), o Lokomotiv de Moscovo, adversário do FC Porto na última edição da prova.

É uma equipa que, apesar de desconhecida, pode ser muito perigosa. Tem como ponto mais débil o setor defensivo e como ponto mais forte o meio-campo ofensivo, setor para o qual se reforçou, e bem, neste mercado de verão.

APOSTA JÁ NO DESFECHO DO JOGO DOS DRAGÕES NA RÚSSIA!

Começando de trás para a frente, a baliza é normalmente entregue a Safonov, um guarda-redes de 19 anos que apresenta uma invulgar maturidade para um jogador da sua idade, para além de bons atributos técnicos e físicos. À sua frente devem alinhar Petrov (prima pela regularidade) pela direita, Martynovich (grande estampa física, mas algo duro de rins) e Spajic (mais ágil do que o parceiro) no centro da defesa e Cristian Ramirez (melhor a atacar do que a defender) como lateral esquerdo. Eu diria que, apesar da regularidade dos jogadores que o compõe, é um setor com debilidades de sobra para serem aproveitadas pela velocidade e técnica dos avançados portistas.

Tonny Vilhena reforçou a equipa neste verão e é um dos nomes sonantes do clube russo
Fonte: FC Krasnodar

Na linha intermediária a música é outra. Chegaram esta época Vilhena, jogador de seleção holandesa vindo do Feyenoord, e Rémy Cabella, francês que chegou do AS Saint-Étienne. São dois jogadores de técnica apuradíssima e que conferem à equipa do FC Krasnodar maior e melhor capacidade de circulação bem como rasgo no momento do um para um. A fechar o trio de meio campo aparecerá Kombolov, um médio já bastante rodado e experimentado. A esta equação poderá ser adicionado Olsson, médio sueco de qualidade, que assumirá o lugar de Cabella caso o treinador russo opte por subir o francês no terreno. Provavelmente o setor mais forte do conjunto russo, muito alavancado pela qualidade técnica dos recentes reforços.

No que concerne ao ataque, Ari deverá ser o ponta-de-lança. Este brasileiro naturalizado russo já não tem a velocidade de outros tempos, mas continua a ser um tormento para qualquer defesa. No banco estará o conhecido Marcus Berg para qualquer eventualidade. Nas alas alinham, normalmente, Wanderson, extremo veloz e repentista, também ele um brasileiro naturalizado, mas pela Bélgica, e Younes Namil, dinamarquês com velocidade e capacidade de desequilíbrio. É certo que não é um setor composto por jogadores da elite europeia, mas tem qualidade de sobra para colocar em sentido a defesa portista se esta não estiver ao seu melhor nível.

Portanto, o FC Porto terá que se apresentar na sua melhor versão para vencer o jogo e trazer para a cidade invicta um resultado que lhe permita confirmar a passagem à fase seguinte, no Estádio do Dragão. Sérgio Conceição deve alertar a equipa contra os facilitismos que poderão surgir por via do desconhecimento que existe em relação a esta equipa do FC Krasnodar. Trata-se uma equipa com pouca experiência de futebol europeu, mas com muita qualidade. Analisando todos os setores, no meio está a maior virtude do adversário.

Foto de capa: UEFA

Não se esqueçam que o lugar de titular ainda é meu!

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Na primeira vez que escrevi sobre Vlachodimos, dei conta da firmeza e segurança que veio a confirmar na baliza encarnada. Sensivelmente um ano depois, o internacional grego já mostrou e demonstrou que faz mais sentido o lugar de titular, como referência nos postes, ser seu.

A escolha não poderia ser mais acertada! Odysseas é fundamental para Bruno Lage como primeira opção. A direção confia no seu trabalho e, por isso, está a ser estudada a possibilidade de renovação de contrato por mais um ano (até junho de 2024), com a cláusula de rescisão fixada nos 60 milhões de euros, a que acresce um aumento salarial.

Em paralelo, o mercado avança e, sem existir uma explicação prática, a baliza é um dos setores a reforçar. É facto que o Benfica está à procura de um guardião e, ao todo, já foram apontados oito nomes: Keylor Navas (Real Madrid CF), Gulácsi (RB Leipzig), Robin Olsen (AS Roma), Gerónimo Rulli (Real Sociedad), Sergio Rico (Sevilla FC), Perin (Juventus FC), Cillessen (Valencia CF) e Mignolet (Club Brugge), sendo que os últimos três, pelo italiano ter chumbado nos exames médicos e por o holandês e o belga terem assinado recentemente, estão riscados da lista.

Esta situação, que como disse carece de uma justificação, coloca uma enorme pressão sobre Odysseas, que pode ver o seu lugar em risco, devido ao facto de todos os nomes mencionados acima serem para a posição de titular. Só assim faz sentido, ou não fossem a grande maioria – com exceção de Navas e Rico – totalistas nos clubes que representam.

Mas Vlachodimos parece não estar afetado, porque a cada jogo que passa – já fez cinco no verão – vai rubricando excelentes exibições, como quem grita em plenos pulmões “Eu estou aqui e não se esqueçam do que posso dar”. Isto inclui as reposições largas de bola, o que implica maior poder muscular nos braços e no tronco, algo que tem vindo a ganhar com os exercícios e treinos diários.

Na pré-época, Vlachodimos não sofreu qualquer golo. Na Supertaça, brilhou com sete defesas
Fonte: SL Benfica

Se se pensar bem, a urgência não é assim tão grande, daí a naturalidade que o 99 vai levando! Como diz Bruno Lage, os reforços – se for caso disso – podem estar no Seixal. Isto porque não vejo necessidade de um reforço de maior nomeada que o próprio Vlachodimos. Como já disse aqui, Zlobin pode ser consolidado como alternativa principal e Bruno Lage é a pessoa indicada para o fazer, ou não se tivesse já cruzado com o russo na equipa B. Já o caso de Svilar não é tão linear quanto a isso. A falta de minutos é uma realidade, não faz bem a qualquer jogador e é certo que o belga será o primeiro a sair se alguém entrar.

Assim, esta busca incessante só tem cabimento se for para o posto de suplente, porque a titularidade não necessita de sair de Vlachodimos, que tem prezado pela segurança, regularidade e atenção na abordagem ao jogo, o que inclui a qualidade nas defesas que realizou em toda a pré-época e na Supertaça. Na mesma medida, tem-se esforçado para melhorar as situações em que é mais fraco, precisamente no ataque à bola com os pés.

Na versão 2019/2020, o Benfica e Bruno Lage contam com Vlachodimos, tal como o fizeram na época passada, onde foi o sexto mais utilizado em todo o plantel, com 50 jogos. A confiança mantém-se e, a poucos dias do arranque do campeonato, não há necessidade de alarmes desnecessários, resultantes do impacto que uma potencial entrada de um reforço para a baliza vai causar no grupo. Odysseas não tem de estar sujeito a isso e, mesmo não sendo tudo garantido na vida, este é um dos casos em que o lugar de titular tem de ser claro desde o início. Afinal, está em causa a estruturação de toda uma temporada. A partir daí, a tarefa passa por consolidar as restantes alternativas à disposição. A missão passa por definir as prioridades na baliza e até que ponto é justificável investir no defeso. Se sim, perceber quais as hipóteses de rendimento para quem chega. Se não, apostar em quem está, selando pelo bem-estar e evolução qualitativa dos atletas envolvidos.

No ataque à nova época, a importância de Odysseas Vlachodimos é crucial. Os primeiros meses de trabalho já serviram para provar que não há que ter qualquer receio quanto à estabilidade que se pede ao setor e, mais importante, que o lugar de Vlachodimos não está à disposição. Resta saber se os rumores se tornarão realidade e de que forma a estrutura benfiquista irá gerir os seus três guarda-redes, nunca esquecendo que o elemento principal já conhece dono.

Irá Vlachodimos manter a titularidade? Será que o Benfica vai conhecer um reforço para a baliza neste defeso? São questões para uma próxima oportunidade, já depois do fecho do mercado de transferências.

Foto de Capa: SL Benfica

Nova cidade, a mesma ideia

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Os Warriors estão de regresso a San Francisco, num ano de várias mudanças, mas com a mesma intenção: trazer o anel para casa. A tarefa já era de si complicada, com a saída de Kevin Durant, mas a lesão de Thompson e saídas de vários veteranos fazem com que esta seja uma tarefa hercúlea. Mas não retirem já os homens de Steve Kerr da luta…

Com as renovações de Klay Thompson e Draymond Green, os Warriors mostram que querem continuar na onda do sucesso. O caminho não será fácil e, pela primeira vez em muitos anos, a turma que agora está de volta a San Francisco não começa a temporada como favorita. Mas isso não pode (nem deve) retirá-los da luta. Há a adição de D’Angelo Russell, há uma intenção de colocar mais sangue novo na equipa e existem ainda jogadores de elite com pedigree de campeões. Os Warriors foram campeões pré-Durant e podem ser novamente no pós-Durant.

Ainda assim, há ajustes que terão de ser feitos. Nesta fase inicial, ainda sem Klay e sem saber qual o impacto de Russell, é fundamental que a diferença de Curry para o resto não seja tão grande. Foi notória a dificuldade dos seus colegas em marcar pontos nas finais, incluindo Draymond Green que terá de assumir muito mais a bitola, agir mais como um líder e menos como alguém ainda à procura do reconhecimento que há muito já alcançou.

Se Green conseguir juntar cerca de quinze pontos por jogo, consistentemente, às suas enormes capacidades como passador e defensor, os Warriors estarão em boas mãos. Também Kevon Looney terá de aumentar as suas responsabilidades ofensivas, pelo menos até à adaptação de D’Angelo ficar completa e Thompson regressar.

Green terá de dar o passo em frente para fazer dos Warriors candidatos
Fonte: Golden State Warriors
No fundo, estes Warriors são neste momento outsiders, algo que não eram há muito e precisam de mostrar que o que fizeram em 2015 e 2016 não foi obra do acaso. Steve Kerr é um treinador, na minha opinião, subvalorizado pela qualidade dos jogadores que teve à disposição até agora, mas terá talvez o seu maior teste desde que chegou. Um regresso dos Warriors a todo aquele movimento de bola que os tornou famosos e que confundia qualquer defesa deverá estar em cima da mesa, para competir com os Rockets e as duas equipas de Los Angeles.

A tarefa não se adivinha, no entanto, fácil. Tudo tem de correr bem aos Warriors, desde uma época sem lesões e ao nível de outras anteriores de Stephen Curry, uma recuperação rápida e eficaz de Klay Thompson e um Draymond a assumir-se como um veterano agora que não tem Iguodala e Livingston para ajudar. A juntar a isto, há ainda a incógnita de quais versões de Cauley-Stein e Russell chegam a San Francisco. São muitos se’s, que podem fazer a diferença entre a desilusão ou a continuação de uma dinastia.

Foto de Capa: Golden State Warriors

Uma segunda oportunidade para Marco Silva

A 31 de maio de 2018, Marco Silva, era apresentado como novo treinador do Everton. Na altura a escolha surpreendeu vários adeptos pois anteriormente o treinador português tinha passado, de forma repentina e sem muito sucesso, por dois clubes ingleses: Hull City e Watford, ambas equipas a jogar na Premier League.

É verdade que os recursos nestas equipas eram um pouco limitados, mas Marco Silva apresentou sempre uma ideia e um estilo de jogo interessantes e foi certamente por isso que a equipa de Liverpool decidiu dar uma oportunidade ao português de mostrar o seu verdadeiro potencial com recursos consideráveis.

Marco Silva chega ao Everton devido ao despedimento do treinador Ronald Koeman, depois do fracasso na Liga, onde terminou em 7º e fora de lugares europeus. Pedia-se mais ao treinador holandês depois de se ter feito um investimento em jogadores na ordem dos 200 M. Quem saiu a ganhar com aquele conjunto de jogadores de enorme qualidade foi o treinador português, que mesmo ainda adquiriu mais seis jogadores para atacar a nova temporada: Kurt Zouma, Yerry Mina, Lucas Digne, André Gomes, Bernard e Richarlison. Este último investimento ficou na ordem dos 90 M, ficando o Everton com um plantel bem capaz de assumir os lugares europeus. Algo que o treinador Marco Silva não foi capaz de conseguir, terminando pior (8º lugar na Liga) que Koeman na temporada transata.

Fonte: Watford FC

Foi Marco Silva que trouxe Richarlison para a Europa durante o tempo que esteve no Watford. Para Richarlison “Marco Silva é como um pai para mim. Onde ele for ele vai-me levar.” E a verdade é mesmo essa pois o treinador português seguiu para o Everton e levou consigo o seu “pupilo”.

A segunda oportunidade

O resultado desanimador daquela temporada não foi superior à crença e vontade de uma direção que preferiu manter o treinador que ali tinha chegado com ideais e métodos de trabalho interessantes. Iniciar um novo processo no clube, com um novo treinador poderia ser prejudicial e por isso esta segunda oportunidade para o treinador português pode vir a ser benéfica, algo que todos estamos à espera que aconteça.

Marco Silva inicia esta temporada com uma perda importante no plantel: o senegalês Idrissa Gueye, jogador imprescindível no meio-campo do Everton e que trocou a cidade de Liverpool pela cidade de Paris a troco de 30 M. Claro está que o técnico português não queria sair prejudicado e por isso adquiriu Gbamin, trinco que se destacou na Bundesliga na temporada passada ao serviço do Mainz.

Moise Kean chega à Premier League com 21 jogos e 8 golos marcados pela equipa principal da Juventus
Fonte: Juventus

Para além da contratação do costa-marfinense, Marco Silva consegue adquiri mais dois jogadores de peso e até de forma surpreendente devido aos papéis que desempenhavam nas suas anteriores equipas: Fabian Delph proveniente do Manchester City e a jovem promessa, Moise Kean da Juventus. Este último chega com alguma controvérsia pois os adeptos italianos ficaram frustrados por se ter vendido um craque por apenas 27 M, e digo “apenas” pois estamos a falar de um “diamante bruto” que tem apenas 19 anos, mas que já mostra muita qualidade. É daqueles que não engana e ninguém entende mesmo como é que a equipa de Turim foi capaz de vender um produto da casa com o selo de excelente qualidade.

Marco Silva começa o ataque à nova temporada já no próximo sábado no reduto do Crystal Palace, adversário teoricamente mais fácil e que apenas venceu cinco dos seus 19 jogos em casa. Será o 43º jogo enquanto treinador do Everton e os números com que aqui chega não são de todo animadores pois apenas venceu 17 jogos, empatou 9 e perdeu 16. O seu contrato dura até 2021 mas este terá que ser o ano da sua afirmação pois nenhuma direção gosta de investir sem ter o esperado retorno, em termos desportivos claro está.

 A oportunidade está dada e a confiança nas suas capacidades transmitida publicamente por várias vezes. Resta agora somente ao treinador português mostrar aquilo que em tempos mostrou com menos à disposição.

Foto de Capa: Everton

PAOK FC 2-2 AFC Ajax: Abel Ferreira empata em duelo de campeões

Tudo empatado no duelo de hoje entre o PAOK FC, campeão grego, e o Ajax Amsterdam, campeão holandês. A equipa de Abel Ferreira começou a perder na primeira mão da 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões mas deu a volta ao resultado ainda antes do intervalo. Na segunda parte Huntelaar empatou para o Ajax e fechou o resultado final.

Começou melhor o jogo o Ajax, entrando com mais posse de bola e sempre a rondar a área do PAOK. Os holandeses apresentaram-se mais estruturados e desinibidos, chegando à vantagem aos 10 minutos, num livre lateral de Ziyech batido tenso e que Giannoulis desviou para a própria baliza. Apesar disso, a UEFA atribuiu o golo ao médio marroquino do Ajax.

O PAOK respondeu logo de seguida, com Biseswar a rematar de longe e a testar a atenção de Onana. A equipa de Abel Ferreira entregava a iniciativa de jogo ao campeão holandês, esperando para pressionar apenas na zona do meio campo e explorando o contra-ataque para apanhar o Ajax em contrapé. O PAOK mostrou ter a lição bem estudada, ao perceber que teria mais hipóteses em sair com um resultado positivo deste jogo se soubesse aguardar pelas oportunidades certas, ao invés de tentar disputar o jogo olhos nos olhos com o favorito Ajax.

Biseswar esteve em destaque no PAOK
Fonte: PAOK FC

À passagem da meia hora chegou a primeira contrariedade para Ten Hag, com a lesão de Dolberg. Logo a seguir chegou a segunda contrariedade para o técnico holandês, com o PAOK a chegar ao empate num excelente contra-ataque conduzido por Biseswar. O médio holandês liderou a transição e libertou no momento certo para Giannoulis, que centrou atrasado para Akpom rematar de primeira para o 1-1.

O golo de Akpom desestabilizou o campeão holandês e o PAOK aproveitou para fazer a cambalhota no resultado aos 39’. Livre lateral exemplarmente cobrado por Biseswar e Léo Matos apareceu de rompante a cabecear para o fundo das redes. O PAOK foi extremamente eficaz a aproveitar o espaço entre linhas que o Ajax oferecia e foi para o intervalo a vencer pela margem mínima.

A segunda parte trouxe um Ajax novamente dominador e a procurar o empate, ao passo que o PAOK foi acusando mais o desgaste físico e ia sendo menos perigoso do que nos primeiros 45 minutos. Após algumas ameaças, o Ajax chegou ao empate aos 57’, num lance caricato de Varela. O defesa dos holandeses, na tentativa de tirar a bola da grande área, rematou contra Huntelaar e viu a bola desviar para a sua baliza.

Com o 2-2 no resultado o jogo atravessou uma fase de grande intensidade, com as duas equipas a procurarem o golo da vitória, o Ajax mais esclarecido e mais perigoso, o PAOK menos eficaz e mais dependente dos rasgos de Biseswar ou Akpom.

Até ao final Huntelaar (80’) e Marin (89’) estiveram muito perto de marcar mas o resultado não voltou a mexer. Abel Ferreira leu bem o jogo na segunda parte e mexeu na equipa, rodando para um 4-3-3 que passava a 4-5-1 no momento defensivo, de forma a ocupar melhor o espaço e a fechar os caminhos para a sua baliza.

A segunda mão disputa-se daqui a uma semana, com o PAOK a viajar até Amesterdão para tentar derrotar o Ajax pela primeira vez em jogos oficiais e assegurar a passagem ao playoff da Liga dos Campeões.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

PAOK FC: Paschalakis, Léo Matos, Crespo, Fernando Varela, Léo Jabá (Stoch, 79’) Esiti, El Kaddouri, Biseswar (Douglas Augusto, 73’), Pelkas (Limnios, 64’) e Akpom.

Ajax Amsterdam: Onana, Veltman, Schuurs, Martinez, Tagliafico, Mazraoui (Marin, 82’), Van de Beek, Daley Blind, Ziyech (Neres, 82’), Tadic e Dolberg (Huntelaar, 32’).

Agora quem dá bola é o Santos

O Santos é uma das grandes surpresas do futebol brasileiro nessa temporada. A equipe paulista divide esse status com o Athlético Paranaense. Mesmo em que pese as precoces eliminações na Copa do Brasil, para o Atlético Mineiro, e na Copa Sul-Americana, para o modesto River Plate do Uruguai, a equipe mostra um futebol interessante e lidera o brasileirão.

Treinada pelo argentino Jorge Sampaoli, o peixe praiano é a equipe brasileira que possui o futebol mais consistente em termos coletivos. Nenhuma outra parece ter tanta sintonia em campo. Aliás o trabalho do treinador é algo para ser elogiado e serve como reflexão para muitos técnicos do futebol brasileiro. Isso é ótimo. Essa abertura de mercado modifica um pouco aquele cenário vicioso de rotatividade entre os nossos treinadores.

Por falar em técnico, a contratação do Sampaoli foi a atitude mais acertada da direção do Santos nos últimos tempos. Após perder jogadores importantes do elenco e de algumas contratações bem questionáveis, o argentino assumiu o comando da equipe em um cenário pouco favorável. Atrasos de salários, plantel sem tanto recurso de qualidade e pressão da torcida contra a direção. Essa era uma rotina no clube. Então, chega a ser surpreendente a aceitação de Sampaoli para assumir o cargo. Mas para o bem do Peixe o argentino aceitou.

O Santos vive uma sintonia quase perfeita em campo e com a torcida
Fonte: Santos FC

A evolução do futebol jogado em 2018 em comparação a 2019 é gigantesca. O time parece ter aprendido a sair jogando e realiza marcação em linhas altas. O Santos é uma equipe que gosta de ter a bola em seu domínio e seu meio campo distribui bem o jogo. A metodologia de trabalho implementada nos dá a sensação de que não importa quem jogue, pois a equipe atuará da mesma maneira. Tem no meio campista uruguaio Carlos Sanchez a experiência para conduzir a partida e no médio Pituca a qualidade para sair para o jogo. Porém, o grande destaque do Peixe é o venezuelano Soteldo. O baixinho, de 1,60 m, é muito veloz e habilidoso. Gosta de cair pelo lado esquerdo do ataque e já possui 30 jogos na temporada. Com quatro gols marcados e três assistências. Soteldo está entre os melhores jogadores do Brasileirão 2019.

Se colocarmos no papel o elenco santista não estaria nem entre os cinco primeiros do futebol brasileiro. O poder aquisitivo para contratações também não está entre os maiores. Com isso podemos concluir com mais lucidez a eficiência do trabalho de Sampaoli. Não sabemos se o Santos brigará pelo título até a última rodada. O time precisa aproveitar que os principais concorrentes ainda estão em outros certames, Copa do Brasil e/ou Libertadores, para tentar colocar uma “gordura” na classificação. Contudo, a campanha no Brasileirão supera as expectativas e a torcida está animada como há algum tempo não se via.

Foto de Capa: Santos

 

Volta a Portugal: Aquilo que não vemos

Podia começar o texto com um breve resumo de quem ganhou a etapa onde estive. Mas seria algo que já tinha sido feito por muitos jornalistas e também com o tempo que já passou nem vale a pena começar por aí. Talvez mais tarde. Esta foi a primeira vez que vi uma chegada de uma etapa da Volta a Portugal em bicicleta. Quem diria?

Estar perto da reta da meta com muitas dezenas de pessoas ao longo daquela “pequena” subida, que custava (e muito) a subir. Ver todos os espetadores a bater efusivamente nas placas de publicidade em apoio aos ciclistas que cansados subiam para chegar a uma vitória de etapa. Foi incrível. Foi a primeira vez que senti toda esta atmosfera de perto.

Vivemos muito este desporto no nosso país e quando se fala na grande “Volta” aí já é outra coisa. Verões e verões que passei junto das zonas menos povoadas do nosso país – neste caso Salvador do Campo, em Barcelos – e habituei-me a ver ciclismo na televisão. Na altura, só havia quatro canais e tínhamos de passar o tempo com alguma coisa.

A Volta a Portugal em Bicicleta é um dos principais eventos durante o verão no nosso país
Fonte: Volta a Portugal

De tarde, ligava-se a televisão no canal um e aí ficávamos. Horas e horas a fio a ver o esforço dos ciclistas a pedalarem quilómetros e quilómetros. Acredito que este também tenha sido o “programa de festas” para alguns da minha idade que gostava de ciclismo.

Mas quando a competição arranca estamos demasiado focados em quem ganha, em quem perde, em quem enverga as camisolas da montanha ou juventude… Tudo sempre relacionado com a competição e o que se passa em cada edição da mesma.

Só quando estamos perante a organização de uma chegada de etapa, por exemplo, é que percebemos que há muito para além da competição. Esquecemo-nos das pessoas que por de trás de toda a corrida da Volta a Portugal dão o apoio necessário para que isto tudo funcione. E este texto é mesmo isso: «Aquilo que não vemos».

Um exemplo de gestão competente e sustentável

Se analisarmos o percurso de cada uma das equipas da Primeira Liga ao longo desta década, creio que é justo dizer que o Rio Ave Futebol Clube, para além de ser dos clubes que mais solidificou o seu estatuto na elite do futebol português, é daqueles que se tem mostrado mais competitivo e com maior crescimento em relação ao seu passado no maior escalão do futebol nacional.

Noutros tempos, o Rio Ave FC era um clube que tradicionalmente, lutava para não descer de divisão, embora tivesse uma época ou outra em que superasse as expectativas e conseguisse um lugar na primeira metade ou no primeiro terço da tabela classificativa. O seu período de maior fulgor deu-se na primeira metade dos anos 80, período no qual obtiveram a melhor classificação de sempre (quinto lugar em 82/82) e chegaram à final da Taça de Portugal em 83/84.

Hoje em dia, são presença assídua na luta pelos lugares de acesso às competições europeias, tendo conseguido nos últimos anos três qualificações para a Liga Europa, bem como a melhor prestação de sempre no campeonato, com um quinto lugar obtido na época 17/18 com 51 pontos.

Mas como é que esta mudança de estatuto começou? Tudo teve início em 2008, ano no qual o Rio Ave conseguiu a promoção ao primeiro escalão do futebol português após um segundo lugar obtido na Segunda Liga em 2007/2008. No dia 8 de Novembro de 2008, os sócios elegeram António da Silva Campos como novo presidente do Rio Ave FC. Este foi o primeiro passo dado no crescimento e sustentação do clube.

Daí para a frente, foram dados vários passos que permitiram ao clube subir degraus no seu crescimento e cimentar o seu estatuto na Primeira Liga, tais como o equilíbrio e a estabilidade financeira, a profissionalização da sua estrutura, e a aposta no scouting.

Para além de António Campos, outros homens influentes estiveram por detrás desta evolução, entre os quais está Miguel Ribeiro. O actual CEO da SAD do FC Famalicão foi Director Desportivo do Rio Ave FC entre 2011 e 2018, tendo chegado a referir numa entrevista que uma das principais virtudes de António Campos era o facto de querer estar rodeado de pessoas competentes nas mais diversas áreas.

Léo Jardim foi um de vários jogadores que o Rio Ave FC valorizou
Fonte: Lille OSC

Ao longo destes anos, o emblema vila-condense também tem desenvolvido uma relação próxima com Jorge Mendes. A parceria estabelecida com o Superagente permitiu ao clube aumentar a sua reputação no mercado e realizar alguns dos negócios mais lucrativos do futebol português.

Outra das imagens de marca de António Campos tem sido a aposta em treinadores jovens e com pouca experiência como treinador principal. Nalguns casos, apostaram mesmo em treinadores sem experiência como treinador principal numa equipa sénior, como nos casos de Nuno Espírito Santo e de Miguel Cardoso. Nem todas as apostas foram bem sucedidas, mas a maioria delas caminham num sentido de apostar num perfil que privilegia o futebol positivo.

Curiosamente, a aposta em Carlos Carvalhal para esta época não corresponde a esse mesmo perfil de treinador jovem e pouco experiente, mas traz com ele um trunfo: o adjunto Luís Nascimento. O ex-treinador das camadas jovens do Benfica (e irmão de Bruno Lage) pode ser uma peça importante no que diz respeito aos métodos de treino e à prática de um futebol positivo que privilegie a evolução dos jogadores.

Mas aqueles que possivelmente são os principais factores que têm contribuído para este crescimento do Rio Ave FC, têm sido a capacidade de recrutar jovens talentos e de gerir os seus activos. Estes dois factores em conjunto têm permitido ao emblema vila-condense manter uma equipa competitiva ano após ano, bem como render importantes encaixes financeiros, com os quais o clube tem investido nas suas infraestruturas, estando ainda prevista a construção de uma Academia.

Nos últimos anos, o clube valorizou muitos jogadores tais como Ederson Moraes, Ahmed Hassan, Krovinovic, Roderick Miranda, João Novais, Léo Jardim, entre outros; para além de ter tirado bom proveito de jogadores que tem recebido por empréstimo, tais como Jan Oblak, Gil Dias, Francisco Geraldes, Wanderson Galeno e Gelson Dala.

Tirando a época em que António Campos foi eleito presidente do Rio Ave FC, a única época em que o emblema vila-condense passou por aflições no que toca à luta pela manutenção foi a de 2011/2012, na qual terminaram no 14º lugar. Curiosamente, foi nessa mesma época que António Campos entendeu que estava na hora de mudar o paradigma do clube, terminando a ligação com Carlos Brito (provavelmente o treinador com mais história no clube), passando a apostar em treinadores que pudessem colocar o clube num patamar acima no futebol português.

Outra coisa que há-que ter em conta neste projecto, é que o Rio Ave FC é o único clube na Primeira Liga a par do FC Paços de Ferreira que não tem uma SAD, o que enaltece ainda mais a obra que António Campos tem feito nos seus 10 anos de presidência e que promete não ficar por aqui.

Foto de Capa: Rio Ave FC

Revisto por: Jorge Neves