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FC Porto 0-1 AS Monaco FC: Novas ideias exigem tempo, não estados depressivos

A APRESENTAÇÃO

Não tivemos novidades de última hora e esse ‘hábito’ acabou por se perder no tempo. Longe vão as épocas em que a expetativa era grande para se perceber o coelho que sairia da cartola no dia da apresentação oficial.

Foram 30 os nomes anunciados nos altifalantes e aqueles que desfilaram no relvado cerca de uma hora antes do prato forte do dia (o jogo). Havia a curiosidade para se perceber em que ponto estavam as relações do público com a (renovada) equipa, depois das sucessivas desilusões na ponta final da última época e do recente desaguisado entre capitão e treinador. Isso ficou à porta do estádio e sob o também renovado tapete verde (que também está pré época) só se ouviram aplausos… e dos fortes. Tudo começou com Fábio Silva, a nova coqueluche azul e branca, que concorreu, ao nível dos decibéis, com Romário Baró.

Marcano, que não havia reunido total consentimento por parte da massa adepta em relação ao seu regresso, também viu ser-lhe dispensado um dos mais calorosos aplausos do fim de tarde. Até que chegamos ao número 22, o de Danilo. Por entre um rosto fechado, mas os braços bem abertos para saudar os que o queriam ‘animar’, o capitão percorreu os largos metros até ao palco para se juntar aos colegas sob um forte sinal de apoio.

Em relação aos consagrados, Alex Telles e Marega também viram os seus nomes serem os mais aclamados desde a bancada, ao passo que a Sérgio Conceição foi pedido o resgate do título. O técnico respondeu com uma vénia e a comunhão entre equipa e adeptos parece, enfim, manter-se inatacável.

O JOGO

 Não correu bem o regresso a casa. As indicações deixadas no último particular, antes da estreia oficial com o FK Krasnodar, colocou a nu todas as debilidades próprias de uma equipa que se vê obrigada a uma reformulação em pouco mais de um mês. O futebol portista pareceu em muito momentos esgotado de ideias e sem capacidade para se impor perante este AS Monaco FC, que está longe do fulgor de outros tempos. O cansaço foi evidente em muitos momentos e isso acabou por limitar a fluidez que já se esperava que a equipa pudesse apresentar nesta partida. Ainda assim, vê-se neste FC Porto capacidade para evoluir e elevar o nível competitivo, tantos são os sinais de qualidade individuais que muitos jogadores, principalmente os novos, vão mostrando. Tudo isso, quando conjugado com o acerto da arrumação tática da equipa, acabará por mostrar um FC Porto bem mais coeso e entrosado. A derrota com o AS Monaco FC acaba por ser também a confirmação de algo que já se desconfiava: este plantel não pode estar fechado, pelo menos enquanto a ele não chegar um médio capaz de entrar diretamente na equipa e corresponder aquilo que são as (novas) ideias de Conceição.

Fábio Silva estreou-se no Estádio do Dragão e entrou com a força toda
Fonte: Bola na Rede

Novas, sim! E aqui reside um aspeto muito particular e talvez um pormenor que, se calhar, é um verdadeiro “pormaior”. Estiveram 45 mil adeptos no Dragão, mas os últimos instantes e sobretudo o final do jogo viram um Dragão praticamente despido, que abdicou de se despedir de uma equipa que, mais do que nunca, precisa de total apoio para poder crescer, não só no seu futebol como também nos índices motivacionais e de confiança. A maioria do público não quis sequer saber da nova realidade que impera no clube azul e branco ou, por mera impaciência, não dá importância ao facto de toda uma forma de jogar que já estava completamente enraizada, ter de ser adaptada em função das CINCO saídas de jogadores fundamentais em relação à última época. O futebol algo atabalhoado e aos repelões que os portistas mostraram hoje faz parte de um processo de crescimento que, naturalmente, está ainda longe de estar terminado. Não foi bonito que alguns assobios se fossem ouvindo, aqui e ali, a crucificar tomadas de decisão menos boas que, em boa verdade, acontecem pelo peso que as pernas carregam nesta fase da época. Sérgio sabe aquilo que tem à disposição e procura agora colocar a render o talento ao serviço da ideia que vem implementando e que demorará, normalmente, o seu tempo. Seria bom que a mentalidade fosse outra por parte de quem também tem a sua quota parte de importância neste processo evolutivo.

Quanto ao jogo, nota para Vaná e Danilo, que cumpriram os 90 minutos. O AS Monaco FC soube aproveitar um erro na construção para fazer o único golo da partida, por intermédio de Gelson Martins. Os dragões, por seu lado, acumularam variadíssimas oportunidades, apesar de não exercerem um domínio sobre o adversário e do seu jogo ser maioritariamente aos repelões e refém de iniciativas individuais preconizadas essencialmente por Corona e Luis Díaz.

Romário esteve em bom nível e fez as delícias das bancadas com toques de excelência, mas também ele acabou traído pelo desgaste físico, que o levou a não tomar as melhores decisões em muitas ocasiões. Ainda assim, esteve perto do golo num par de ocasiões. Antes do Mónaco marcar, não conseguiu responder ao cruzamento milimétrico de Corona e na segunda parte rematou forte de fora da área para defesa apertada de Lecomte.

A história fica ainda marcada pela grande penalidade que Telles desperdiçou à passagem da hora de jogo, numa altura em que o Mónaco procurou retirar a iniciativa ao FC Porto e quebrar o ritmo de forma inteligente, jogando pausadamente a toda a largura do terreno.

Os dragões não tinham neste momento soluções para responder ao jogo cínico dos franceses, mas a entrada de Fábio Silva acabaria por dar uma vitamina à equipa de Sérgio Conceição. Na primeira envolvência numa jogada de ataque, deixou a bola em Saravia que serviu Otávio, para este falhar à boca da baliza. Mais tarde, esteve perto de continuar a viver o seu conto de fadas, mas o cabeceamento após livre de Bruno Costa embateu na trave.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

FC Porto: Vaná, Manafá (Renzo Saravia 75′), Pepe (Osorio 83′), Marcano (Tomás Esteves 83′), Alex Telles (Diogo Leite 83′), Danilo, Sérgio Oliveira (Nakajima 59′), Luís Diaz (Zé Luís 59′), Romário Baró (Bruno Costa 59′), Corona (Fábio Silva 75′) e Soares (Otávio 59′).

AS Monaco FC: Lecomte; Sidibé, Jemerson, Panzo, Ballo-Touré (Lylle Foster 74′), Henrichs (Pelé 87′), Golovin (Badiashile 74′), Fábregas (Adama Traoré 46′), Gelson Martins (Ahoulou 74′), Boschilia (Nacer Chadli 64′) e Sylla (Rony Lopes 64′).

Portugal 0-2 Espanha (Sub-19): Qualidade da posse de bola decide vitória

Um ano volvido, e novamente, Portugal na final do Campeonato da Europa de sub-19. Desta vez, não correu tão bem como no passado ano, tendo sido derrotado por 2-0, frente à Espanha.

O jogo começou com ligeiro ascendente da seleção de ‘Nuestros Hermanos’, a efetuar o habitual jogo de posse, de circulação rápida em passes curtos. Portugal a apostar principalmente no contra-ataque.  Ainda assim, a primeira ocasião da partida veio do lado português, através de Félix Correia, com um remate de longe na sequência de um canto (10’).

Aos 15’, foi Moha a atirar para defesa tranquila de Celton Biai, também de fora de área. Altura em que se começou a notar a superioridade espanhola, pela qualidade da posse de bola. Pouco mais tarde foi Sergio Gomez a tentar, desta vez dentro da área, remate defendido pelo guarda-redes português.

Portugal tentava responder, mas sem grande sucesso. A apostar mais no passe longo e na bola aérea, do que no passe curto, a seleção lusa facilitava a vida aos defesas espanhóis. Do ponto de vista defensivo, os comandados de Filipe Ramos estavam bem até que à passagem do minuto 33’, Ferran Torres apareceu sozinho no coração da área após desconcentração coletiva na defesa de um livre lateral. Um a zero para a Espanha.

Portugal reagiu bem ao golo sofrido, forçando a pressão e com uma circulação de bola mais calma. Mesmo assim, não conseguia ferir a baliza do guardião espanhol. Portugal zero, Espanha um, à ida para o intervalo.

No início da segunda parte, Félix Correia a desequilibrar pelo lado esquerdo e a cruzar, mas não havia ninguém para encostar na zona da pequena área. Pouco depois, a Espanha respondeu, através de um cruzamento de Miranda pelo lado esquerdo do ataque, com Ferran Torres a bisar na partida (51’). Superioridade espanhola no corredor esquerdo, aliada a alguma falta de agressividade defensiva dos jovens portugueses.

Com dois a zero no marcador, a Espanha limitou-se a gerir a vantagem em zona subida. Fábio Vieira aos 74’ obrigou Tenas a uma defesa apertada para canto. Podia ter sido o momento de viragem para a seleção lusa. Até ao apito final não houve nenhuma oportunidade clara de golo, para qualquer lado. Depois de, há um ano atrás, Portugal ter vencido a Itália na final da competição, não conseguiu repetir o feito perante a congénere da Espanha.

É de realçar a razoável exibição lusa perante a diferença abismal entre estas duas seleções. Numa época em que se fala mais de milhões do que de futebol propriamente dito, é importante referir que o valor de mercado do conjunto espanhol ronda os 55 milhões de euros (54.6M, mais precisamente). Já Portugal vale no seu todo 3.2 milhões. Valores incomparáveis.

Para além de que podemos considerar os jogadores espanhóis mais experientes do que os portugueses (alguns já com presenças na La Liga, Liga dos Campeões e Liga Europa). Já os pupilos lusos, têm maior rodagem na Liga Revelação e equipas B.

Vitória merecida por parte da Espanha, que foi superior em todos os momentos do jogo, mas há que realçar o trajeto feito por Portugal até a esta final, depois de ter estado inserido no chamado “grupo da morte”, com dois fortes candidatos à conquista da competição (Espanha e Itália), para além da anfitriã, a Arménia.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

Portugal: Celton Biai, Costinha, Gonçalo Loureiro, Gonçalo Cardoso, Tomás Tavares, Diogo Capitão, Fábio Vieira (Daniel Silva, 75’), Vítor Ferreira (Samuel Costa, 63’), Félix Correia (António Gomes, 75’), João Mário (Tiago Gouveia, 57’) e Gonçalo Ramos.

Espanha: Tenas, Víctor Gómez, García, Guillamón, Miranda, Blanco, Moha (Mollejo, 87’), Sergio Gómez (Muguruza, 80’), Gil (Orellana, 80’), Ferran Torres (García, 90’) e Ruiz (Mendez, 90’)

Antevisão GP da Alemanha: Teremos domínio da Mercedes?

Hockenheim traz-nos, este fim-de-semana, um circuito histórico, com já algumas surpresas na qualificação: o abandono repentino de Sebastian Vettel na Q1 devido a problemas no turbo determina que o piloto da casa irá partir para a corrida de amanhã em 20º.

Já a equipa da casa, a Mercedes, segue em primeiro lugar, com Lewis Hamilton na linha da frente, garantindo a sua 87ª pole position da carreira; Valtteri Bottas partirá de terceiro lugar, com Max Verstappen da Red Bull Racing a separar os dois pilotos da equipa alemã.

Durante o dia de ontem, tudo parecia correr bem para a Ferrari: a liderança nos dois primeiros treinos livres, e mesmo no treino livre desta manhã, em que poderia mesmo dizer que se sentiu uma diminuição de ritmo por parte da Mercedes, e que acabava por dar esperanças aos tiffosi da equipa italiana.

Apenas não passou de altas expetativas para a Ferrari, visto que também Charles Leclerc acabou por não estabelecer tempo na Q3, devido também a uma falha do carro, perdendo a sua oportunidade de ganhar a pole.

Charles Leclerc na box da Ferrari, após ter sido detetada uma falha no seu carro durante a Q3.
Fonte: Formula 1

Com a Ferrari a descair (impressionantemente!) na qualificação, a equipa liderada por Toto Wolff aproveita a oportunidade perfeita para brilhar, mais uma vez. Não é algo que não esperávamos de todo. No entanto, esperávamos pelo momento que a Ferrari desse luta e pudesse, outra vez, ganhar uma pole e liderar, principalmente Sebastian Vettel, que corre em casa e acaba por ter uma motivação extra.

Mas então, o que esperar da corrida de amanhã?

Portugal 5–5 Espanha (2-1 GP): Olá, Paraguai!

Depois da derrota contra a Itália, Portugal viu a oportunidade de se apurar diretamente para o Mundial, desvanecer-se. Restava apenas uma solução à seleção das “Quinas” para estar ainda este ano no Paraguai: vencer o play-off. A Espanha foi a sorte que calhou aos comandados de Mário Narciso. Um duelo ibérico que tinha de terminar com vitória portuguesa para estar no Mundial e assim foi. Portugal disse presente e ganhou o último bilhete para ir para o Paraguai.

ENTRADA PORTUGUESA EM FALSO

Portugal até começou bem no jogo, mas foram os espanhóis que entraram a vencer. Uma falta de Leo Martins, que levou amarelo, à entrada da área permitiu uma falta à Espanha que mais parecia um penalti. Na conversão da falta, Chiky não desperdiçou e meteu os espanhóis a vencerem por 0-1 com ainda sete minutos por jogar no primeiro período.

E não tardou para que o segundo golo espanhol viesse. Pouco depois, foi Cintas a aproveitar um pontapé de bicicleta do seu colega Llorenç e teve apenas que encostar para o fundo da baliza. Portugal perdia agora por dois golos e se a situação não estava boa piorou com este golo.

A faltar 3.20 para o fim do primeiro período, Portugal reagiu aos golos sofridos. Enquanto os espanhóis se queixavam de uma falta a meio campo Ricardinho seguiu com a bola. O número 13 português seguiu jogo e passou para Leo Martins que fuzilou a baliza adversária. Portugal fazia o 1-2 e procurava empatar a partida.

A areia parecia estar muito mais agradável do que realmente jogar, visto que os jogadores passavam mais tempo no chão. Até ao final deste período pouco mais aconteceu com a posse de bola a estar muito dividida e o resultado o mesmo: 1-2 para Espanha.

MUITAS OPORTUNIDADES, POUCA FINALIZAÇÃO

Portugal continuava muito ativo no jogo e com diversos remates à baliza de Dona, mas o problema é que não iam enquadrados com a mesma. Assim a tarefa de empatar o jogo tornava-se muito complicada. Já os espanhóis iam aproveitando os erros portugueses e muito bem.

Com o cronómetro a contar 07.46 do segundo período, uma má saída para o ataque da seleção e Belchior acabou por fazer falta. O dez português não se escapou do amarelo. Mais um livre que se assemelhava a um penalti novamente, porém, a sorte foi que Suarez não teve a sua pontaria afinada.

Espanha esteve sempre em vantagem no marcador, mas o terceiro período foi de loucos
Fonte: Nazare Beach Events

Portugal ia falhando oportunidades atrás de oportunidades para conseguir empatar a partida. Os espanhóis até faziam faltas que nos davam a possibilidade de livres perigosos, mas a pontaria portuguesa deixava muito a desejar.

A faltar 4 minutos para o final, Portugal não sofreu o terceiro por sorte… Por causa da areia, da má finalização e da pressão de Madjer. Após uma grande jogada espanhola, Pedro Garcia não conseguiu fazer o mais fácil e a bola ficou enrolada na areia. Elinton Andrade apanhou o esférico na linha, salvando a seleção nacional.

Se Portugal não aproveitava, os espanhóis conseguiam criar perigo de toda a maneira e feitio. O guarda-redes Dona subiu no terreno (lance habitual no Futebol Praia), rematou e mandou a bola ao bico direito da baliza portuguesa.

Pouco depois, foi Elinton Andrade a estar em destaque ao defender duas vezes e a negar o terceiro golo, outra vez. Portugal acabava o segundo período ainda a perder pelos mesmos 1-2 do que no primeiro. A seleção das “Quinas” teria de fazer muito mais se queria chegar ao Mundial no Paraguai.

A “novela” Fábio Coentrão e a investida inglesa por Marega

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Os últimos sete dias foram bastante atribulados para os azuis e brancos, mas a tempestade parece estar a acalmar. Logo no início da semana, a comunicação social portuguesa lançou um rumor que quase provocara uma guerra civil no FC Porto – Fábio Coentrão esteve muito perto de assinar pelos dragões. Esta notícia despoletou uma onda de indignação nos adeptos portistas e o Coletivo Ultras 95, uma das claques do clube, emitiu um comunicado pedindo aos responsáveis dos dragões que desistissem da contratação uma vez que o jogador em causa desrespeitou o clube no passado. Toda esta polémica fez com que Francisco J. Marques viesse a público, através do Porto Canal, desmentir a transferência de Coentrão para o FC Porto. Inclusive o próprio jogador em causa partilhou também um comunicado nas suas redes sociais afirmando que não tinha recebido qualquer proposta dos azuis e brancos. Após toda a polémica envolta, a novela de Coentrão parece ter terminado e não se sabe se o clube ainda procura um reforço para a posição de lateral esquerdo.

No que toca a saídas, Diogo Queirós pode estar de mala feitas e o destino, provavelmente, passará pela Alemanha ou Inglaterra. A imprensa tem noticiado que o jovem defesa central estará muito perto de reforçar o Eintracht Frankfurt a título de empréstimo, mas com uma cláusula de opção de compra de sete milhões de euros. Existe ainda a possibilidade de sair para Inglaterra a título definitivo.

Fernando Andrade também não contará para Sérgio Conceição na próxima época. O Portimonense SC está interessado em contratar os serviços do avançado brasileiro e as negociações, segundo alguns órgãos de comunicação social, parecem estar bem encaminhadas, ainda que não haja informação se será por transferência em definitivo ou um empréstimo.

A carreira de Moussa Marega pode passar por Inglaterra nos próximos tempos
Fonte: FC Porto

De Inglaterra chegam também notícias de que West Ham FC e Newcastle United FC lutam por Moussa Marega. O maliano, que ainda não se estreou na pré-época 2019/2020, poderá sair pelo valor da cláusula de rescisão (30 milhões de euros), contudo o mercado de transferência em terras de Sua Majestade tem novas regras este ano e fechará dia 8 de agosto, o que pode provocar uma corrida contra o tempo para a contratação do avançado ao FC Porto.

Falando de regressos, Falcão continua a ser associado ao FC Porto pela imprensa estrangeira, ainda que tenha sido desmentido, há alguns dias atrás, por um jornal português. O colombiano chegou ao Porto na passada sexta-feira, mas para se juntar ao plantel do AS Mónaco que está a preparar o jogo de apresentação frente aos azuis e brancos. Na Colômbia fala-se também que Fredy Guarín, ex-médio do FC Porto, estaria de regresso ao clube, mas a notícia teve pouca repercussão em Portugal.

Para a baliza, Kevin Trapp continua a ser referenciado, mas causa cada vez menos “barulho” na imprensa, podendo ser um sinal de que as negociações estagnaram. Agustín Marchesín foi muito recentemente apontado como o novo alvo para a baliza e com ele pode chegar também o médio Mateus Uribe, ambos jogadores do CF América do México.

Para a equipa B, Gonçalo Brandão, defesa central de 32 anos proveniente do Lausanne-Sport, da Segunda Liga da Suíça, assinou até 2021 e chega para ser o “tutor” dos jovens da formação do FC Porto.

Foto de capa: UEFA

artigo revisto por: Ana Ferreira

Quem irá receber o testemunho no balneário?

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No último ano, Luisão, Jonas e Salvio saíram do Benfica. Três jogadores que, além daquilo que deram ao clube dentro das quatro linhas nos últimos anos, tinham também um enorme peso no balneário. As suas saídas irão logicamente implicar que apareçam novas referências no clube, fora e dentro das quatro linhas, e que sejam capazes de assumir os lugares deixados pelos três jogadores referidos acima.

Na minha opinião, um dos factores que levou o Benfica a construir a sua hegemonia, conquistando cinco dos últimos seis campeonatos, foi o espírito que houve no balneário, que sempre mostrou uma equipa unida como uma família e que foi capaz de superar todas as adversidades.

Luisão jogou 15 anos no SL Benfica                                                                                                Fonte: SL Benfica

Logo, quando há um rombo destes no balneário, é normal que a equipa se ressinta. No entanto, há uma coisa que não pode ser esquecida: ao longo de 115 anos, foram muitos os jogadores que entraram na história do SL Benfica e o clube permaneceu sempre grande depois da saída deles. E que de todos esses jogadores, apenas um tem uma estátua à porta do estádio: Eusébio.

Felizmente, o Benfica ainda tem muitos jogadores no plantel com vários anos de casa e que têm condições de assumirem estes lugares. Apesar da possível saída de Fejsa, existem ainda jogadores como André Almeida, Samaris, Pizzi, Rafa, sem esquecer o capitão Jardel que já está há nove anos no Benfica e ergueu o último troféu de campeão.

Luisão, Jonas e Salvio fazem parte da história do Benfica, mas o balneário continua a estar bem servido com vários jogadores que têm condições para assumirem os seus lugares e liderarem o balneário. Quem poderá continuar o legado e ser considerado como a próxima referência no balneário do SL Benfica?

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

André Villas-Boas pediu mas Marselha tarda em ir ao mercado

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Tem sido uma pré-época algo atípica aquela que o Olympique de Marseille tem vindo a protagonizar. A chegada de André Villas-Boas ao comando da equipa da cidade de Marselha e a saída de vários jogadores no final da época passada, foram o prólogo de um defeso difícil de adjetivar. As derrotas surpreendentes do quinto classificado da última Ligue 1 com o modesto Accrington Stanley, do terceiro escalão inglês, e com o Rangers FC, por 4-0, juntam-se à inércia quase total do clube neste mercado de transferências. É certo que o Marselha entretanto venceu o troféu de pré-época EA Ligue 1 Games, mas a equipa ainda carece de reforços e o mercado há muito que abriu.

Até ao momento, o único reforço de André Villas-Boas chegou por empréstimo do Villarreal FC, o defesa espanhol Álvaro González, mas o clube viu sair 8 jogadores e necessita de ir ao mercado apetrechar-se de forma a poder lutar pelo pódio do Campeonato Francês, objetivo traçado por Villas-Boas para esta época. É verdade que o técnico português promoveu quatro jovens da equipa B à equipa principal, mas o reforço de qualidade que a equipa precisa terá que vir de fora.

Recentemente o treinador português afirmou que pretende receber mais quatro ou cinco jogadores para fechar o plantel e neste defeso já foram vários os jogadores associados ao clube. Primeiro foi Marega, naquele que foi um pedido especial de Villas-Boas, depois Valentin Rongier, médio que também interessa ao FC Porto, Dario Benedetto também foi apontado ao Marselha e mais recentemente Ribéry, que pode regressar a um clube que já representou, e chegaria a custo zero por a sua ligação contratual com o Bayern Munique já ter terminado.

Álvaro González foi o único reforço do Marselha até ao momento
Fonte: Olympique de Marseille

No que toca a saídas do clube, a mais significativa foi a de Lucas Ocampos, que rumou ao Sevilha FC. Deixaram ainda o clube Mario Balotelli, Rolando, Sari, Escales, Hubocan, Cagnon e Abdenmour. É também sabido que a saúde financeira do Marselha já teve melhores dias e que o clube estará disposto a prescindir de jogadores como Florian Thauvin e Morgan Sanson de forma a poder fazer encaixes financeiros significativo.

Neste capítulo, uma boa notícia para o clube será a confirmação da transferência de Rémy Cabella do AS Saint-Étienne para o FC Krasnodar, adversário do FC Porto na 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Caso a transferência se concretize, o Marselha terá direito a receber cerca de um milhão de euros, como resultado da cláusula de revenda estabelecida aquando da venda do jogador ao Saint-Étienne.

É certo que a janela de transferências em França fecha a 2 de setembro mas André Villas-Boas quererá ter o plantel fechado antes desta data, até porque o primeiro jogo oficial da sua equipa está marcado para o segundo fim-de-semana de agosto, com a primeira jornada da Ligue 1.

Foto de Capa: Olympique de Marseille

artigo revisto por: Ana Ferreira

E se fosse consigo?

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Imagine que é um atleta de alta competição e acabou de ficar em segundo lugar no campeonato do mundo. Após longos meses de preparação e de descurar a vida pessoal em prol dos resultados desportivos, o único capaz de o bater é um atleta que já esteve antes suspenso por ter acusado uma substância proibida e que recentemente acabou um teste anti-doping destruindo com um martelo as amostras recolhidas. Parece-lhe razoável que se manifestasse com um protesto na cerimónia protocolar?

Imagine agora que é um atleta de alta competição, sujeito a um sistema de controlo anti-doping que o obriga a dar o seu paradeiro às autoridades a praticamente todo o momento e que lhe pode aparecer para o testar em locais como restaurantes, hotéis, casas de amigos,… Num desses testes, três pessoas aparecem para o procedimento, mas apenas uma delas está devidamente credenciada, após lhe tirarem sangue percebe que a enfermeira que o fez não tem as habilitações necessárias para o fazer e os formulários que tem de preencher contêm vários erros.

Perante isto, depois de consultar tanto o seu advogado e treinador como representantes das autoridades anti-doping, decide não assinar os documentos e não permitir que a recolha seja concluída. Ah! E, entretanto, já passaram mais de quatro horas desde o início do teste e são três da manhã. Parece-lhe descabido que, chegado a este ponto, recorra ao seu segurança para destruir as amostras e finalmente acabar com esta questão?

Esta é, em traços gerais, a situação com que se depara Sun Yang, um dos mais bem sucedidos nadadores deste século e cujas vitórias nos mundiais de Gwangju 2019 têm sido recebidas por protestos dos seus colegas.

Mack Horton foi um dos que protestou contra Yang
Fonte: FINA

A história não está do lado de Sun Yang, já que o chinês é conhecido por ser alguém muito efusivo e até algo arrogante, que não hesita em provocar os seus adversários. Além disso, cumpriu já uma suspensão de três meses há alguns anos.

No entanto, foram apenas três meses exatamente por existirem vários atenuantes: Yang acusou a uma substância recém adicionada à lista de proibidas da WADA utilizada num medicamento para um problema de coração à qual já recorria anteriormente e para a qual obteve depois um TUE.

A situação é delicada, seguramente, mas a primeira decisão saiu em favor de Sun Yang. Apesar de ser reconhecido que a sua ação foi imprudente e incorreta, é também aceite que não há violação das leis anti-doping porque este tem razão no que alega, logo, aquelas amostras nunca poderiam vir a ser utilizadas para o testar. De qualquer modo, o desenrolar do caso ainda não chegou ao fim, já que a WADA recorreu para o CAS, que se deverá pronunciar nos próximos meses.

É compreensível que os seus adversários se revoltem perante as notícias que lhes chegam e com as atitudes do chinês, mas também se percebe, pelo menos neste caso, que alguma razão Sun Yang tem.

Na verdade, por mais protestos que alguns nadadores façam, a postura intransigente de Sun Yang perante esta situação está a defender todos os atletas. As instituições servem para defender os atletas que cumprem as leis e os expedientes requeridos pelos regulamentos funcionam para garantir uma avaliação justa a estes, pelo que é importante que não se abdique de exigir a sua aplicação. De qualquer modo, estas regras servem também para proteger as próprias instituições e garantir que as suas posições são fiáveis.

E, no final de contas, que credibilidade tem uma agência anti-doping incapaz de cumprir os procedimentos mais básicos?

Foto de Capa: FINA

artigo revisto por: Ana Ferreira

Real Madrid CF 3-7 Club Atlético Madrid: Uma goleada à antiga com cheirinho português

Em mais um jogo da Taça Internacional dos Campeões (International Champions Cup), o calendário ditou um clássico madrileno por terras americanas. O Atlético Madrid venceu o Real por sete bolas a três, nesta que foi uma goleada das “antigas”.

Adivinhava-se um jogo com muitos golos, a partir do momento em que Diego Costa marca o primeiro aos 44 segundos, após passe da nova “coqueluche” do Atlético, João Félix. Era notável a agressividade defensiva do Atlético e a simplicidade de processos no momento ofensivo.

Primeiro assistiu, depois marcou. Bastou um toque subtil de Félix, no coração da área, para fazer o dois a zero, após passe de Saúl (8’). Início estrondoso dos comandados de Simeone: dois remates, dois golos.

Do lado do Real Madrid, o único inconformado era Vinícius. Foi ele o dono da maioria das investidas ofensivas Merengues, ainda que em nenhuma tenha tido grande sucesso. E quando o Real aparentava sinais de querer melhorar, Correa aproveitou a desorganização da defesa adversária e marcou o terceiro golo para o Atleti (19’).

O Atlético a jogar no contra-ataque, a não dar hipótese ao eterno rival. Eficácia extrema. Há que dar mérito aos “colchoneros”, mas este Real tem muito que trabalhar, sobretudo defensivamente. Isto é, se quiserem voltar aos tempos não muito longínquos de glória europeia. Tempos esses, que por acaso, coincidiram com a presença de um tal de Cristiano Ronaldo no Santiago Bernabéu.

À passagem do minuto 27’, novamente o matador do costume, Diego Costa, a rematar certeiro, após recuperação de bola de Saúl, fruto da pressão alta exercida pelos dois médios do Atlético no pontapé de baliza do Real. 4-0.

Só depois da primeira meia hora é que o Real Madrid começou a tentar mandar no jogo. Mas a circulação de bola era lenta e demasiado previsível. Assim tornava-se cada vez mais complicado ultrapassar a muralha defensiva do Atlético, que defende com os onze jogadores!

A primeira situação de golo do Real surgiu apenas aos 38’ minutos da primeira parte, através do remate de Vinícius Junior ao poste da baliza de Oblak. E que mais poderia acontecer ao Real neste jogo? Um penalti convertido por Diego Costa (hat-trick), na sequência de uma entrada imprudente de Isco sobre o próprio Diego, em cima do intervalo.

O Atlético foi muito superior aos merengues
Fonte: Club Atlético Madrid

Na segunda parte, era a continuação do pesadelo para o Real Madrid. Processos simples e futebol vertical. Livre indireto, bola em João Félix, que faz mais uma assistência primorosa para o “póquer” de Diego Costa, que com frieza coloca a bola por cima de Keylor Navas e faz o sexto golo para o Atletico (51’). Mais uma vez, com a defesa do Real a dormir…

Aos 59’, Nacho fez o primeiro golo do Real, na resposta a um cruzamento de Hazard. Titular neste encontro, mas só à hora de jogo é que o génio belga conseguiu criar o primeiro desequilíbrio.

E como um dérbi não é um dérbi sem confusão e polémica, o autor de quatro dos sete golos do Atlético, pontapeou Dani Carvajal, que ripostou, acabando ambos com ordem de expulsão. Diego Costa a “borrar a pintura”. Um excelente jogador, antes do sangue começar a ferver. É pena não ser tão frio nas relações com os adversários, como é em frente à baliza.

Ao minuto 70’, já depois de muitas mexidas de parte a parte nos onzes titulares, Vitolo fez o que quis da defesa do Real, antes de rematar para o sétimo golo do Atlético (70’).

À medida que se aproximava o final da partida, o jogo tornava-se mais calmo, ou seja, mais de posse para ambas as equipas. E ainda deu para se notar a qualidade de alguns jovens da cantera dos rojiblancos, em especial Sergio Camello.

Aos 84’, o antigo jogador do FC Porto, Héctor Herrera cometeu falta dentro de área e Benzema fez de penalti o segundo golo dos blancos. Antes do apito final, Sánchez fez o terceiro golo do Real Madrid, fixando o resultado final em 7-3.

Certamente, nem nos melhores sonhos, Diego ‘El Cholo’ Simeone imaginaria este resultado. Mas aconteceu, e por mérito do Atlético. Podemos observar, a espaços, o que pretende o técnico argentino para a nova temporada. Defensivamente: linhas muito próximas; agressividade à perda da bola; e todos defendem. Ofensivamente: o contra-ataque habitual de Simeone, aliado à simplicidade de processos; jogo vertical; extremos por dentro; laterais dando profundidade. Os adeptos colchoneros bem podem estar otimistas para o que aí vem.

Se o Atlético já tem rotinas e já joga como um todo, o Real é quase o oposto. Parece que começaram a pré-epoca no dia anterior a este jogo. Correu tudo mal. E não dá para entender especificamente o porquê. É notório que ainda têm bastantes excedentários, jogadores jovens, jogadores contrariados… Mas é importante que o treinador francês comece a impor o bom futebol que a equipa praticou aquando da sua ultima passagem pelo Bernabéu. Com adeptos exigentes como os que têm, rapidamente pode “chover” lenços blancos

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

Real Madrid: Courtois (Navas, 46’), Marcelo (Bale, 62’), Nacho, Ramos (Sánchez, 62’), Odriozola (Carvajal, 46’), Kroos, Modric (Kubo, 62’), Isco (Rodrygo, 62’), Hazard (De La Fuente, 62’), Vinicius (Vázquez, 46’) e Jovic (Benzema, 28’).

Atlético Madrid: Oblak, Lodi (Sanchez, 66’), Hermoso (Montero, 66’), Savic (Felipe, 66’), Trippier (Munoz, 66’), Lemar (Sanabria, 66’), Koke (Llorente, 66’), Saúl (Herrera, 66’), Félix (Vitolo, 66’), Morata (Correa, 13’) e Costa.

A promessa (eternamente) adiada?

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No curso normal da vida de cada um, perduram incompreensões, coisas, factos ou acontecimentos de que nunca descortinamos a razão, o âmago da questão que nos assola. E, viver a vida com esse fardo, é tudo menos agradável. Arrisco-me a dizer inquietante, como um simplório inseto que insiste (e resiste) às nossas pancadas e que volta, uma e outra vez, a causar a sensação de transtorno. Ou como a presença da torrente proteica e lipídica através da qual, as mães, saturam as suas crias aquando de uma evasão caseira, mesmo que por um único dia. (Elas ainda argumentam, mas continuo envolto no meu ceticismo…)

Todo este exórdio em tons de crónica social para esclarecer, o que quer que a palavra signifique neste caso, a eternização de Matheus Pereira. Sim, o leitor leu bem. Nos anos sob a alçada do Crucificado, as primeiras aparições conservaram “charcos” de saliva na boca dos sportinguistas e, apesar de não dispor de qualidade nem maturidade suficientes, alicerçou-se a esperança. Contudo, até hoje, a promessa permanece hirta, intacta. Os irracionais mais crentes (paradoxo?) chegaram a pensar que o desenlace do embrulho se poderia efetuar na época natalícia, mas nem aí…

O jovem extremo ainda procura o seu espaço no Sporting CP
Fonte: FC Nurnberg

As pré-épocas sinalizavam escaladas e, tal como no início, prometiam mundos e fundos. Contudo, chegada a hora da verdade e onde só os mais audazes vingavam, recaía sobre ele o quebranto. A ideia que trespassa é a de que reúne todas as agonias possíveis no corpo. Aquele pé esquerdo enérgico, o drible curto e o ritmo de quem pretende colocar o adversário a sambar. Nunca tal contemplamos e o mais próximo que estivemos de o fazer surgiu aquando da sua cedência ao GD Chaves… Atrofia muscular, birra ou algo no qual o fundamento é inatingível?

“Matheus Pereira não quebrou o enguiço com Jorge Jesus, mas com Peseiro será diferente pelo facto de ser um treinador propulsor de jovens”, balela! O vigor foi esbanjado na pré-época novamente; “um segundo empréstimo trará nova alma ao jogador”, infâmia! Ao serviço do Nuremberga, no cômputo da performance individual, não foi Matheus Pereira. Atuar no estrangeiro, na querela que classifica o campeonato alemão, constitui um entrave, efetivamente. Porém, ciente das suas capacidades, tal facto não estimulava a tormenta.

Marcel Keizer parece ter seguido as pegadas dos seus antecessores. Aqui jaz a impaciência! O extremo leonino não cumpre os requisitos, é demasiado bom para agarrar a titularidade ou algo que, reiterando, ainda ninguém foi capaz de destrinçar? Tenho um palpite: considero que o trauma o circunscreveu. Matheus é aquele miúdo que promete o ato heroico na peleja, durante o intervalo, quando ainda está na sala de aula. Do género “lá fora falamos”. Espero o diálogo ansiosamente…

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira