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Olheiro BnR – Megan Jastrab

Depois de nomes como Joe DiMaggio, Tom Brady ou Paul George, é a vez do Ciclismo receber os proveitos da fábrica de talentos da Califórnia através de uma jovem fenómeno que dá pelo nome de Megan Jastrab.

Apesar de ainda ter idade de júnior, já se bate cara a cara com as melhores do circuito americano desde a época passada, correndo já pela Rally, uma das melhores equipas do ciclismo feminino nos Estados Unidos.

A sua assombrosa capacidade de aceleração é o que mais chama à atenção e não há dúvidas que Jastrab tem tudo para se afirmar como um dos grandes nomes do sprint a nível mundial, mas as suas perspetivas de sucesso não se ficam por aí.

Mas, Jastrab não parece ter a mesma dificuldade nas subidas que os sprinters habitualmente têm, fazendo acreditar que possa vir a desenvolver-se de forma a estar na discussão também nas clássicas, um pouco ao estilo do que faz hoje Marianne Vos.

Adicionalmente, também já deu boas indicações no contrarrelógio, colocando-se assim como uma ciclista com potencial para disputar também algumas provas por etapas mais pequenas e sem montanha e, acima de tudo, ser uma prolifera máquina de vitórias.

Domínio absoluto na Holanda
Fonte: Healthy Ageing Tour

Estas características têm-lhe permitido dominar de forma impressionante as provas de juniores europeias, em que participou ao serviço da seleção americana. Em Itália, venceu o acidentado Piccolo Trofeo Alfredo Binda. Seguiu-se o paralelo belga em que sprintou para o segundo posto da Gent-Wevelgem, apenas batida por uma Elynor Backstedt que aguentou o pelotão para triunfar isolada. Finalmente, dominou de fio a pavio o Healthy Ageing Tour, vencendo a primeira e a terceira etapa e sendo segunda na outra jornada, conquistando assim a Geral, os Pontos e a Juventude (sim, vale sempre a pena relembrar que nem sequer é júnior de último ano).

No entanto, a sua mais impressionante prestação deu-se numa prova não categorizada. Durante a estadia europeia, a seleção americana ocupou uma parte vazia do calendário com a participação numa kermesse masculina. E, contra rapazes apenas um ano mais novos que ela, Jastrab não se fez rogada e esteve sempre entre os melhores, finalizando no terceiro posto.

Foto de Capa: USA Cyling

Revisto por: Jorge Neves

Semana amarga para os tenistas portugueses

João Sousa, Pedro Sousa, Gastão Elias e Gonçalo Oliveira voltaram aos courts para mais uma semana de muito ténis. Fica agora a conhecer a prestação dos tenistas portugueses.

Começo pelo número um nacional. João Sousa marcou presença no torneio de Gstaad, na Suíça. O tenista natural de Guimarães iniciou a sua caminhada na prova com uma vitória por 2-0 sobre Steve Darcis. O mesmo resultado repetiu-se nos oitavos de final, desta vez diante do jovem italiano Gian Marco Moroni.

Nos quartos de final, João Sousa teve um encontro bastante complicado contra o espanhol Roberto Bautista-Agut. O semifinalista do torneio de Wimbledon venceu o primeiro set da partida, no entanto não conseguiu responder à ofensiva de João Sousa. Foi com grande determinação que o português conseguiu a reviravolta e carimbou a passagem às meias finais.
João Sousa derrotou Roberto Bautista-Agut e confirmou uma das melhores vitórias desta temporada
Fonte: Open de Gstaad

Depois do triunfo frente ao 13º classificado do ranking ATP, o vimaranense de 30 anos foi surpreendido por Cedrik Marcel Stebe. João Sousa ainda venceu o primeiro set, mas não foi capaz de assegurar o triunfo no encontro e permitiu ao jogador alemão, que ocupa o 455º lugar do ranking ATP, operar a mudança no marcador e vencer a partida. Ficou um sabor amargo nesta prestação de João Sousa, uma vez que teve todas as condições para chegar à final e conquistar o título de campeão.

Na República Checa, Frederico Silva participou no Challenger de Praga. O tenista de 24 anos alcançou a sua melhor marca esta temporada ao chegar às meias finais. O sonho de lutar pelo título foi travado por Chun Hsin Teng. O jovem, de apenas 17 anos, demonstrou todo o seu talento dentro do court e conseguiu derrotar o português com os parciais de 6-1 e 6-4. Apesar da derrota, não deixou de ser uma boa prestação por parte de Frederico Silva que segue agora para a Polónia, país no qual vai disputar o Challenger de Sopot.

Quem também chegou às meias finais foi Pedro Sousa. O número dois português jogou no Challenger de Tampere, na Finlândia. Pedro Sousa conseguiu três triunfos tranquilos e chegou às meias finais com fortes hipóteses de jogar a grande final. Porém, viu essas mesmas hipóteses desaparecerem no início do segundo set da partida quando desistiu devido a uma lesão na perna direita. Não tem sido uma época fácil para o tenista luso ao nível das lesões. Espero que recupere rápido e volte a demonstrar toda a sua qualidade dentro do court.

Uma lesão deitou por terra as aspirações de Pedro Sousa em chegar à final
Fonte: Challenger de Tampere

O Challenger de Tampere contou com mais dois tenistas portugueses. Gastão Elias ficou pelo caminho nos quartos de final ao ser eliminado por Blaz Rola por 2-0. Gonçalo Oliveira não conseguiu passar da primeira ronda do torneio.

Ambos os tenistas alinharam também na vertente de pares e chegaram-se a defrontar nos quartos de final. Gastão Elias teve a ajuda de Pedro Sousa e juntos derrotaram a dupla formada por Gonçalo Oliveira e Zdenek Kolar. Esta vitória garantiu a presença da dupla nacional na meia final que acabou por não se realizar devido à lesão contraída por Pedro Sousa.

No final, o balanço desta semana podia ter sido mais positivo. Apesar de terem chegado longe nos torneios, os tenistas portugueses perderam uma grande oportunidade de lutar pelos títulos. Desejo que voltem a repetir estas exibições, mas aguardo um desfecho diferente.

Foto de Capa: Open de Gstaad

artigo revisto por: Ana Ferreira

AC Milan 0-1 SL Benfica: o herói inesperado

No terceiro e último jogo disputado na competição, o SL Benfica somou a terceira vitória na International Champions Cup. Com um golo solitário de Adel Taarabt a 20 minutos do fim, os encarnados carimbaram os nove pontos na competição que lhes pode valer o troféu (não me atrevo a chamar-lhe “título”).

Com um onze inicial próximo do previsível onze que iniciará a Supertaça (Vlachodimos; Nuno Tavares, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Pizzi, Fejsa, Gabriel e Rafa; Taarabt e Seferovic), as águias entraram bem, sendo mais fortes nos primeiros 15 minutos e criando, nessa janela temporal, perigo por duas vezes, por Rafa e Taarabt. No primeiro quarto de hora, os encarnados defenderam com linhas altas e com os jogadores bem posicionados, ainda que não tenham imprimido a pressão alta e intensa que marcou os primeiros minutos do jogo frente à Fiorentina e que é marca de Bruno Lage. Ainda assim, conseguiram inibir a saída em construção a partir do guarda-redes do AC Milan.

No entanto, também o SL Benfica apresentou dificuldades nessa vertente do jogo, denotando-se alguma passividade e lentidão de processos no primeiro terço. Aproveitou a turma italiana que, aos 16 minutos, aqueceu o ferro da baliza defendida por Vlachodimos, já pré-aquecido a 32ºC, temperatura que se fazia sentir em Foxborough, Massachusetts, no Gillette Stadium. A bola não entrou, mas o domínio da partida passou para o lado milanês, de onde não saiu até ao intervalo.

Os pupilos de Giampaolo foram criando perigo e somando oportunidades diversas, mas sempre partindo do corredor central, espaço mal defendido pelo SL Benfica, que demorava a encurtar espaço na zona dos 25 metros para os médios do AC Milan que procuravam a posição frontal. Fazendo usufruto desse espaço, a equipa rossoneri utilizava sempre uma de duas fórmulas: remate de meia distância ou paralelas pela relva entre os centrais ou entre o central e o lateral, procurando os movimentos em diagonal de Piatek ou de outro jogador que atacasse as costas da defensiva encarnada. E, não raras vezes, esse espaço era encontrado pelos italianos. Era-o muito pelo facto de o SL Benfica mostrar claramente estar a praticar/treinar a colocação dos adversários em fora-de-jogo, notando-se uma preocupação por parte da linha composta por Tavares, Dias, Ferro e Grimaldo de suprir uma falha apontada publicamente por Bruno Lage durante a semana.

O SL Benfica nunca havia vencido o 7 vezes campeão da Europa AC Milan
Fonte: SL Benfica

Esporadicamente, a equipa da Luz mostrou boas dinâmicas ofensivas e boas jogadas de entendimento, sobretudo na segunda parte, em que conseguiu equilibrar a partida. Pecando, acima de tudo, na decisão, no último passe, no critério, os comandados de Bruno Lage executaram com qualidade movimentos da esquerda para o centro, prosseguindo, por vezes, até ao corredor direito, apanhando, pela rapidez com que a bola trocava de flancos, os milaneses em desequilíbrio. Mas o golo não surgia, nem para um lado nem para o outro, apesar das tentativas. Tentativas goradas pelos postes, pela ineficácia e pelas excelentes exibições de Vlachodimos e Donnarumma (saiu ao intervalo).

Do ponto de vista do AC Milan, a não chegada ao golo justificava-se, creio, por se tratar do segundo jogo de pré-época da segunda equipa mais titulada da história da Liga dos Campeões/Taça dos Campeões Europeus. Já o SL Benfica pode justificar a dificuldade em praticar um futebol de excelência por dois fatores, na minha opinião: primeiro, Fejsa não conseguiu dar à equipa o que esta precisa e que tem recebido de Samaris e, a uma extensão notável, de Florentino. O médio sérvio não conseguiu ser a tarântula que já foi defensivamente e não conseguiu construir, delegando a Gabriel essa função. Segundo, a entrada de Taarabt para a posição de segundo avançado trouxe nuances à ideia de jogo do SL Benfica, pelas características do marroquino, que não é – ninguém é – Jonas nem João Félix. No entanto, essas nuances notaram-se mais no momento defensivo. Com Raul de Tomas e Seferovic, os dois avançados formavam a primeira linha de pressão, Pizzi e Rafa juntavam-se aos médios centro para formar uma linha de quatro e o quarteto defensivo era a terceira e última linha no momento de defender. Com Taarabt, os encarnados defenderam com quatro linhas – quarteto defensivo, médios centro, alas e Taarabt, Seferovic.

Aos 69… o 49. Adel Taarabt, um dos melhores em campo a par de Rafa e Vlachodimos, assumiu o papel de herói (algo) inesperado e apontou o golo da vitória, com um remate à entrada da área italiana, descaído para a esquerda, rebatido por uma das pernas de um dos jogadores do AC Milan, que não conseguiu aliviar a bola na sequência de um canto pela direita. O resultado não se alterou até ao final da partida, que contou ainda com Ebuehi, Caio Lucas, Samaris, Florentino, Chiquinho, Jardel, Zivkovic e Jota.

Num jogo quente – pelo clima, pela intensidade e pela excitação dos 27.565 adeptos presentes no estádio cuja relva deixou um pouco a desejar (influenciou o rolar da bola, por vezes) – e bem disputado, o SL Benfica levou o AC Milan de vencida pela primeira vez e fica à espera do que faz o Manchester United FC no próximo sábado frente a esta mesma equipa. Se os ingleses não vencerem por pelo menos quatro golos, os encarnados serão os vencedores da oitava edição da International Champions Cup.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

AC Milan: Gigio Donnarumma (Pepe Reina, 46′); Davide Calabria (Andrea Conti, 46′), Mateo Musacchio (Matteo Gabbia, 64′), Alessio Romagnoli e Ricardo Rodríguez (Ivan Strinic, 64′); Çalhanoglu (Rade Krunic, 64′), Lucas Biglia, Fabio Borini (Marco Brescianini, 87′) e Suso; Samu Castillejo e Krzysztof Piatek (Daniel Maldini, 87′)

SL Benfica: Vlachodimos; Nuno Tavares, Rúben Dias, Ferro (Jardel, 73′) e Grimaldo (Ebuehi, 73′); Pizzi (Chiquinho, 72′), Fejsa (Florentino, 73′), Gabriel (Samaris, 72′) e Rafa Silva (Caio Lucas, 72′); Taarabt (Jota, 86′) e Seferovic (Zivkovic, 87′)

GP da Alemanha: Um futuro clássico!!

Max Verstappen (Red Bull Racing) saiu vitorioso de uma corrida de proporções épicas na pista de Hockenheim, na Alemanha. Com os elementos meteorológicos a não serem simpáticos para os principais concorrentes, a corrida foi imprevisível até à última volta.

Numa prova onde aconteceu de tudo um pouco, Sebastian Vettel (Scuderia Ferrari) conduziu de forma soberba para subir da última posição na largada para o segundo lugar no pódio, um sinal de que o Vettel dos tempos da Red Bull ainda está presente, apenas tem estado adormecido.

A fechar o pódio ficou surpreendentemente Daniil Kvyat (Scuderia Toro Rosso), naquele que é apenas o segundo pódio da equipa italiana, sendo o primeiro uma vitória de Vettel em Monza, no ano de 2008.

Enquanto alguns sonharam alto, outros viveram um pesadelo, nomeadamente a Mercedes. Lewis Hamilton liderou uma boa parte da corrida, até que perdeu o controlo do carro e se despistou na última curva, voltando às boxes de forma ilegal para colocar uma asa dianteira e pneus novos. Por ter entrado da forma errada nas boxes sofreu ainda uma penalização de cinco segundos, porém, este não seria o último susto de Hamilton. Quando tentava recuperar posições despistou-se na primeira curva e por pouco não atingiu as barreiras, contudo, danificou os pneus e foi obrigado a colocar novos  pneus macios.

Do outro lado da garagem, Valteri Bottas procurava ultrapassar Lance Stroll (Racing Point), que no caos da decisão entre pneus slick e de piso molhado das outras equipas se chegou a colocar na liderança, porém, seguia em terceiro, conseguindo manter o finlandês atrás de si durante várias voltas. No mesmo local onde Hamilton se despistou pela segunda vez, Bottas perde o controlo da mesma forma, mas com consequências mais graves, desta vez chocando com as barreiras, e retirando-se da corrida.

Corrida de pesadelo para a Mercedes.
Fonte: Formula 1

O princípio da corrida não pareceu prometedor para Max Verstappen, que apesar de começar em segundo foi engolido pelos Mercedes e pelo Alfa Romeo de Kimi Raikkonen. Mas após várias decisões acertadas e um susto de ‘morte’ onde quase se despistou com slicks, conseguiu colocar-se na liderança, e não olhou mais para trás, para fazer uma corrida quase perfeita.

Na garagem da Ferrari as esperanças eram pelo menos chegar ao pódio com Charles Leclerc, mas o monegasco despistou-se na última curva quando se aproximava rapidamente dos três primeiros, acabando a corrida mais cedo. Mas,os sonhos de pódio da Ferrari tornaram-se realidade quando Vettel conseguiu saltar sete posições nas últimas 15 voltas, uma demonstração de grande qualidade do alemão, e uma das suas melhores performances.

Mais atrás o caos era semelhante, com vários pilotos a aparecerem na luta pelo pódio, como Carlos Sainz e Alexander Albon, e outros a não terem tanta sorte e a despistarem-se ou terem falhas mecânicas, como Hulkenberg e Daniel Ricciardo respetivamente, sendo que o alemão chegou a subir à segunda posição.

A equipa da Alfa Romeo também chegou a estar em lugares do pódio com Kimi Raikkonen no inicio da corrida, mas penalizações de 30 segundos para os dois carros após uma infração relacionada com o uso da embraiagem no arranque, atiraram os dois monolugares italianos para as últimas posições, o que fez subir os Haas de Romain Grosjean e Kevin Magnussen para sétimo e oitavo, respetivamente. Hamilton fica em nono e, acima de tudo, tornou possível o impossível, colocou o Williams de Robert Kubica em décimo, dando o primeiro ponto à equipa britânica deste ano.

Nas restantes posições temos Lance Stroll em quarto, após uma corrida estrategicamente perfeita, Carlos Sainz em quinto e Alexander Albon em sexto.

Desde a monótona corrida de França que a Fórmula 1 está em crescendo no que toca à qualidade das corridas, e este foi o clímax da trilogia. É possivelmente a melhor prova de Fórmula 1 desde 2012 no Brasil, e tal como essa, daqui por uns anos, o Grande Prémio da Alemanha de 2019 será visto como um clássico e irão dizer: “Olha, em 2019 as corridas é que eram fantásticas.”

A idade é só um número!

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O FC Porto, como havia comunicado, levou para os trabalhos de pré-temporada alguns jovens da formação azul e branca. Os resultados estão à vista de todos e só podem dar motivos para Sérgio Conceição sorrir.

Diogo Costa, Diogo Queirós, Diogo Leite, Madi Queta, Tomás Esteves, Fábio Silva e Romário Baró. São estes os nomes que ecoam no universo portista e deliciam os adeptos nos primeiros pormenores entre os mais velhos. Numa altura em que as formações dos clubes portugueses são mais valorizadas que nunca, eis que surgem estes jovens com pés e cabeça bem adultos.

Diogo Costa era um talento anunciado, um dos melhores da sua geração e que todos reconhecem como sendo o futuro dono das redes portistas. Por diversas razões, o futuro chegou mais cedo para o jovem português e este tem-se mostrado à altura. Na luta pela baliza com Vaná e Mbaye, é Diogo Costa quem tem levado a melhor e protagonizado exibições de grande qualidade, cumprindo sempre que é chamado a intervir, tendo inclusive dado a vitória ao FC Porto nos penáltis frente ao Bétis, na meia-final da Copa Ibérica.

Quem não tem sido bafejado pela mesma sorte é Diogo Queirós, capitão dos sub-19 do FC Porto na época passada e internacional pelas seleções jovens de Portugal, que viu a contratação de Marcano e o regresso de Osório taparem-lhe os caminhos da equipa A dos dragões. Por outro lado, Diogo Leite, à semelhança da última época, parece enquadrar o lote de defesas centrais de Sérgio Conceição e, com a sua tranquilidade dentro de campo, terá um futuro risonho sob o comando do técnico português.

Madi Queta é, ao que tudo indica, outro dos excedentários do plantel 2019/2020. Apesar da renovação de contrato e de ter concretizado alguns golos na pré-temporada, o futuro deste jovem deve passar pela equipa B ou por um empréstimo, de forma a que mature os seus dotes técnico-táticos e dê o salto definitivo na próxima época.

Romário Baró tem sido o elemento em maior destaque na pré-época do FC Porto
Fonte: FC Porto

Por fim, o trio que anda nas bocas do mundo. Tomás, o novo número dois dos azuis e brancos, o que lhe vale uma responsabilidade extra olhando ao passado desse dorsal, tem feito esquecer os seus 17 anos e tem impressionado tanto adeptos como equipa técnica com a sua lucidez, o seu bom posicionamento defensivo, os seus pormenores técnicos e a sua luta constante, numa posição que, em julho, estaria destinada ao reforço Saravia, mas que agora não gera consenso entre os adeptos, depois das boas exibições deste jovem.

Fábio, a grande promessa no reino do dragão, mostrou ser uma opção válida para o treinador portista nos minutos em que esteve em campo, que não poderiam ter sido mais face à numerosa concorrência para a frente de ataque portista. O jovem avançado mostrou garra, mostrou ser tecnicamente muito evoluído e, acima de tudo, mostrou ter faro de golo. 17 anos e um golo que deu a Copa Ibérica ao FC Porto, MVP na partida, apesar de ter entrado já nos minutos finais da mesma. Na apresentação oficial aos adeptos, em pleno Estádio do Dragão, novamente Fábio, com a sua irreverência e vontade de se mostrar, criou um lance que só não deu golo por centímetros em falta a Otávio.

Romário, o MVP da pré-época portista, um “touro” no meio-campo, um jovem cheio de “genica”, que não se faz rogado perante os mais velhos e recupera bolas, progride com a bola colada ao pé, executa passes longos e curtos na perfeição, chega à área para finalizar, está em todo o lado. Tem sido uma peça fundamental no meio-campo azul e branco e Sérgio Conceição não tinha como não perceber isso, tendo-o colocado na equipa titular no primeiro jogo da equipa no Dragão. E que bem que o “ miúdo” respondeu. Melhor jogador em campo na minha opinião, um poço de força e determinação com um recorte técnico-tático invejável para a idade. Muitos dores de cabeça virão para os adultos, que terão de se empenhar para conseguir roubar o lugar ao jovem Baró.

Depois de conquistada a Youth League, muito se especulou em volta destes jovens com um talento acima da média. Agora, junto dos mais velhos, têm vindo a confirmar esses dotes e a mostrar que a idade é, realmente, só um número.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Holloway mantém-se rei e Cyborg está de volta

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A cidade de Edmond no Canadá foi palco do UFC 240. Max Holloway reteve o título ao vencer Frankie Edgar por decisão e Cyborg está de volta às vitórias depois de vencer Felicia Spencer por decisão. Os prémios de Performance da Noite foram atribuídos a Hakeem Dawodu e Geoff Neal. A Luta da Noite foi entre Alexandre Pantoja e Deiveson Figueiredo.

Max Holloway vs Frankie Edgar

O evento principal da noite foi o combate pelo título de peso-pena de Max Holloway. O havaiano fazia assim a sua terceira defesa de título, depois de ter vencido José Aldo e Brian Ortega. Em abril tentou subir de divisão e conquistar o título interino de peso-leve, mas perdeu uma decisão frente a Dustin Poirier.

Frankie Edgar é uma lenda no desporto. O americano e Holloway já se deviam ter enfrentado no UFC 222, mas o campeão lesionou-se numa perna. Edgar aceitou lutar contra Brian Ortega quando não tinha obrigação para tal, e foi nocauteado no primeir round. Depois de uma vitória por decisão frente a Cub Swanson, o UFC decidiu dar-lhe a merecida luta por título.

Este combate era intrigante porque era a primeira vez que Holloway enfrentava um wrestler de elevada qualidade. Por outro lado, a envergadura e resistência de Holloway era um fator a favor do campeão.

Ambos lutadores entraram a estudar a distância um do outro. Holloway fez aquilo que era esperado: manter-se longe de Edgar. Contra-atacou alguns golpes e estava numa posição que lhe permitia também estar preparado para defender projeções, especialidade do adversário. Edgar, na tentativa de encurtar a distância, acertou alguns golpes e esteve muito bem quando pressionava o campeão.

Holloway esteve muito bem no segundo round no jogo à distância. Contra-atacou qualquer golpe de Edgar, conseguiu anular a tentativa de encurtar distância e variou os golpes entre cabeça e corpo. Defendeu bem no clinch e as tentativas de projeção. Fez um espetacular rotativo ao corpo mesmo a terminar a ronda.

Troca de golpes entre Holloway e Edgar Fonte: UFC

No terceiro round a gestão da distância de Holloway foi novamente eficaz. Edgar esteve melhor no strike porque Holloway esteve menos ativo neste aspeto. Perto do fim da ronda o campeão conseguiu acertar alguns ganchos que abanaram Edgar. Frankie conseguiu ainda uma projeção, embora não tenha feito grande trabalho no chão.

Edgar entrou ativo no quarto round. Foi quem lançou mais golpes até dois terços do round. Holloway começou a pressionar mais e a acertar grande parte dos golpes que lançava. O round terminou numa troca de mãos onde Edgar quase vacilou.

O quinto round foi de domínio para Holloway, como um campeão. Esteve muito bem no trabalho de lançar diretos e a manter Edgar longe.

No final, os juízes atribuíram a vitória a Max Holloway por decisão unânime (48-47, 49-46, 50-45).

Cris Cyborg vs Felicia Spencer

Cyborg esteve dominante como nunca e parecia invencível. Até chegar Amanda Nunes, e não só se tornou campeã de peso-pena como nocauteou Cyborg em 51 segundos. A brasileira andava a pedir uma desforra, mas precisava de uma vitória para isso.

Felicia Spencer fez a sua estreia no UFC ao submeter Megan Anderson no primeiro round. Estava invicta na carreira e este era o seu maior combate até à data.

O round começou com Cyborg a entender a distância para Felicia e a lançar muitos golpes significativos. Felicia procurou aquilo em que é melhor e tentou o clinch, mas Cyborg defendeu-se bem. Na saída do clinch a brasileira lançava muitos golpes e Spencer ia mostrando ser muito dura.

No segundo round Spencer pressionou no clinch, mas Cyborg conseguiu uma projeção. Em posição dominante lançou vários golpes e fez um bom trabalho no chão. Quando subiram para o strike, notava-se um pouco de cansaço em Cyborg que já não batia com tanta força como no primeiro round.

Cyborg acerta um cotovelo em Spencer
Fonte: UFC

A terceira ronda foi só de strike. Spencer não conseguia encurtar a distância e Cyborg mantinha-se longe a lançar golpes de forma a controlar a distância para a adversária.

No final, a decisão dos juízes foi unânime: Cyborg venceu todos os rounds e conseguiu assim uma pontuação de 30-27 (x3).

Geoff Neal vs Niko Price

Ninguém esperava que este combate na divisão de peso meio-médio fosse a decisão. Neal está invicto desde que chegou ao UFC e em 12 vitórias 9 foram por finalização.

Por sua vez, Price nunca passou da segunda ronda no UFC. Em 13 vitórias 12 foram por finalização.

Ambos começaram o primeiro round a trocar vários golpes. Neal conseguiu uma projeção a partir do clinch, mas foi no strike que o combate se desenrolou com ambos a lançar golpes muito fortes. Depois de ambos terem acertado um golpe no adversário, houve um choque de cabeças que fez ambos atletas irem ao tapete. Price consegue capitalizar e ir para cima de Neal, mas não conseguiu a finalização. No fim da ronda, Neal ainda conseguiu mais uma projeção.

O segundo round começou com uma troca de golpes incrível, ambos a preocuparem-se em lançar e não defender. Na sequência disto, Neal vai ao chão, mas consegue ficar por cima de Price. Nesta posição deferiu vários golpes e através desse ground and pound conseguiu finalizar o combate.

Neal após nocautear Price
Fonte: UFC

Aubin-Mercier vs Arman Tsarukyan

Aubin-Mercier vinha de duas derrotas consecutivas na divisão de peso-leve. Lutar em casa (sendo canadiano) era a oportunidade perfeita para reverter esta situação negativa.

Tsarukyan fazia apenas o seu segundo combate no UFC. Apesar de ter perdido em abril contra Islam Makhachev, fez uma performance muito positiva.

O combate começou com Tsarukyan a procurar o clinch e a mostrar ser bom nesse aspeto. No strike, Mercier estava melhor. Tsarukyan voltou a procurar a projeção e no clinch foi tentando ganhar as costas. Embora sem sucesso, foi muito pressionante durante grande parte da ronda.

No segundo round, Mercier esteve melhor no strike e com o joelho levou Tsarukyan ao tapete. Apesar disto o russo conseguiu pressionar novamente no clinch.

Na terceira ronda, Tsarukyan consegue uma projeção depois do clinch e dominou o round no chão: muitos golpes lançados e constantes tentativas de melhoria de posição.

No final os juízes atribuíram a vitória a Arman Tsarukyan e pontuaram 29-28 (x3).

Marc-Andre Barriault vs Krzysztof Jotko

Barriault fez a sua estreia no UFC quando perdeu contra Andrew Sanchez em maio. O canadiano procurava assim vencer para relançar a carreira no peso-médio.

Jotko vinha de uma vitória em abril frente a Amedovski. O atleta de apenas 29 anos já luta no UFC desde 2013!

A primeira metade do primeiro round foi praticamente no clinch. Jotko saiu desse trabalho mais cansado que o adversário. Na troca de strikes apenas acertavam quando se aproximavam um do outro. Voltaram ao clinch e cada um fez uma projeção, mas nenhum teve posição dominante.

Na segunda ronda, o cansaço de Jotko era visível, mas este continuava a lançar golpes que estavam a acertar. Barriault não procurou variar os golpes, mas conseguiu uma projeção no final.

No terceiro round, Jotko esteve novamente melhor no clinch, a lançar mais golpes nessa posição. No strike, Barriault esteve melhor acertando bons golpes. A projeção que Jotko conseguiu no final foi muito importante pois pontuou imenso.

No final do combate a vitória foi dada a Krzysztof Jotko, numa decisão dividida: 29-28; 28-29 (x2).

O próximo evento de UFC será a Fight Night em New Jersey, num cartaz protagonizado por Colby Covington e Robbie Lawler.

Foto De Capa: UFC

Sporting CP 1-2 Valencia CF: “Leões” a meio gás para o jogo da Supertaça

Em jogo a contar para o Troféu Cinco Violinos, torneio organizado em homenagem ao grupo mais icónico da história dos “leões”, o Sporting CP defrontou o Valencia nesta tarde de domingo.

O jogo até começou com o Valencia CF a ter mais bola, mas quem chegou à vantagem foi mesmo o Sporting. E começamos logo pelo golo porquê? Porque o tento foi mesmo aos quatro minutos, ainda as duas equipas não tinham ensaiado qualquer tipo de lance de maior relevo.

Depois de um cruzamento do suspeito do costume, Bruno Fernandes, Bas Dost remata forte para dentro das redes do guarda-redes Domenech. Estava feito o 1-0 para a equipa da casa.

A resposta veio logo cinco minutos depois. Aos nove minutos, por intermedio de Kondogbia, o Valencia depois de um canto batido por Parejo. A igualdade foi reposta e a verdade é que também nenhuma das equipas fez muito dentro de campo para se evidenciar, sendo o empate ajustado àquilo que estava a acontecer dentro de campo.

Estava a ser um jogo típico de pré-época: sem muito ritmo, sem muita intensidade, sem muito espetáculo. Muita posse de bola, muitos passes curtos, muitas jogadas calculadas, mas a verdade é que não passou disso até aos 27 minutos. Nesse mesmo momento, o Valencia cria perigo à baliza do Renan. Depois de um cruzamento pela direita de Wass, Maxi cabeceia picado para a baliza, mas o guarda-redes brasileiro do Sporting conseguiu segurar a bola.

Minutos depois, o Sporting ameaçava na área espanhola, mas Raphinha foi travado por Guedes que consegue tirar a bola ao extremo. A posse de bola para os espanhóis foi sol de pouca dura. Rapidamente perderam a bola e permitiram espaço para Vietto rematar cruzado à entrada da área aos 30 minutos. O remate saiu forte, mas ao lado.

Depois de uns minutos de maior ânimo dentro das quatro linhas, só aos 36 minutos é que ocorreu outro lance digno de destaque. Garay faz o remate, mas Renan, atento, impede que a bola entre. Na sequência da jogada, Kondogbia tenta aproveitar depois do ressalto, mas a bola sai mesmo muito por cima.

O jogo estava melhor, é verdade, mas ainda assim, não muito intenso. Poucos minutos antes do término do primeiro tempo, Domenech acaba por comprometer a sua equipa ao fazer uma má saída de bola, onde a mesma vai parar a uma zona proibida. Na zona central da entrada da área, Vietto aproveita a desatenção do guarda-redes e tenta fazer o segundo dos “leões”, mas a bola sai, mais uma vez, ao lado. O jogo ficou então empatado ao intervalo depois de uma primeira parte sem grande espetáculo.

O Valencia CF veio a Alvalade vencer o Sporting por 2-1 na 8.ª Edição do Troféu Cinco Violinos
Fonte: Valencia CF

A entrada para a segunda parte ficou marcada por um penalti logo aos 52 minutos a favor do Valencia. Mathieu fez falta sobre Rodrigo dentro da área e o árbitro João Pinheiro assinala penálti para os espanhóis. Renan defende o pontapé da marca dos 11 metros protagonizado pelo número 19 – Rodrigo. Nesse instante a bancada vibrou como se um jogo oficial se tratasse.

Depois de alguma emoção após o castigo máximo, o jogo voltou a esmorecer novamente e só aos 66 minutos houve algo para contar. Depois de um cruzamento de Rodrigo, Gameiro marca o 2-1 para o Valencia.

O Sporting não teve uma boa reação ao golo sofrido e a verdade é que as tentativas de resposta surgiram maioritariamente pelo lado direito, onde estava Thierry Correia. Numa das investidas do jogador, a bola sobra para o capitão do Sporting. Bruno Fernandes, dentro da área, pontapeia o esférico na atmosfera, mas a bola passa para lá do poste.

Aos 72 minutos, Thierry Correia arranca novamente pela direita e cruza para Raphinha. O brasileiro remata, mas a bola fica a razar o poste direito da baliza de Domenech. O Sporting começava a mostrar indícios de querer inverter a desvantagem no marcador, mas a quantidade de bolas a passar ao lado da baliza não foi um bom indicador nesse sentido.

Aos 76′, Bruno Fernandes surpreende todos (verdade seja dita: coisa difícil de fazer neste momento) menos o guarda-redes que defende um remate seu em arco. A bola veio com efeito, mas Cillessen, algo inconsequente em alguns momentos anteriores na partida, respondeu à altura e defendeu, impedindo o empate à equipa verde e branca.

A partida permaneceu assim e o Sporting acabou mesmo por perder o último encontro por 2-1 antes do primeiro jogo oficial da época 2019/2020 frente ao SL Benfica, em jogo a contar para a Supertaça 2019.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Sporting CP – Renan Ribeiro, Coates, Bruno Fernandes, Vietto, Raphinha, Jeremy Mathieu, Borja, Bas Dost, Thierry Correia, Wendel, Doumbia (entraram ainda Acuña, Luís Neto, Diaby, Luiz Phellype, Ilori, Eduardo Quaresma, Daniel Bragança, Gonzalo Plata)

Valencia CF – Domenech, Salva Ruiz, Kondogbia, Guedes, Jason, Parejo, Diakhaby, Wass, Manu Vallejo, Maxi, Garay (entraram ainda: Cillessen, G. Paulista, Gameiro, Cherychev, Gaya, Kang In, Coquelin, Rodrigo, Piccini, Uros, Jimenez, Villalba)

Actualização do SL Benfica no mercado: procura-se guarda-redes

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Após o jogo com o Chivas fiz um pequeno balanço quanto ao momento de construção do plantel do SL Benfica. As saídas confirmadas eram as de Corchia, Yuri Ribeiro, Krovinovic, Salvio, Jonas e João Félix. Já os reforços integrados eram cinco: Chiquinho, Caio Lucas, Raul de Tomas, Carlos Vinicius e Cádiz.

Entre os reforços, o destaque teria de cair sobre Raul de Tomas. O avançado, também conhecido por RDT, chegou para uma posição órfã de criatividade de golos de Jonas e João Félix e tem sido uma excelente surpresa. Tem golo, mobilidade, técnica, inteligência e uma rapidez de movimentos que lhe traz uma excelente capacidade de criar espaços dentro da grande área. Também Chiquinho e Caio Lucas têm vindo a mostrar algumas mais valias.

Passado uma semana, já se tendo jogado com a Fiorentina e a uma semana do arranque da época encarnada no derby com o Sporting CP para a Supertaça, há um novo balanço a fazer à abordagem ao mercado por parte do SL Benfica.

Há uma semana identificava como prioritária a contratação de um guarda-redes e de um defesa direito. Identificava também a posição de defesa central – um jogador para o lugar de Rúben Dias – como sendo algo a prestar atenção. A uma semana do arranque da época, continuo a destacar estas três posições na abordagem ao mercado. Com a menor utilização de Samaris e uma dupla que ainda não me convenceu – Florentino e Gabriel – vejo com mais optimismo a possibilidade de se contratar um médio para jogar com o brasileiro no meio-campo encarnado.

Neste período vimos cair nomes como os de Mattia Perin, Gonçalo Cardoso e possivelmente o de Brekalo. Por outro lado, é na baliza que parece estar praticamente todo o foco da direcção encarnada: só esta semana já se falou em Simon Mignolet, Robin Olsen, Gerónimo Rulli e Sergio Rico!

Sergio Rico, guardião espanhol, actuou no Fulham depois de três épocas como titular do Sevilha
Fonte: Sevilla FC

Destes, aquele que parece ter sido um alvo mais sério das águias é o argentino Rulli. Este guarda-redes de 27 anos e 1,89m tem sido o dono da baliza da Real Sociedad nas últimas cinco épocas. Um guarda-redes já a atingir a fase de maturação, seguro entre os postes e muito concentrado. Rulli enche bem a baliza e parece já dominar toda a parte técnica da sua posição. Vendo por este prisma seria uma mais valia comparativamente ao Vlachodimos. Contudo não parece um guarda-redes rápido nem especialmente ágil. Assim, podendo ser uma mais valia não acho que seja um guardião à medida da baliza do Estádio da Luz.

Sergio Rico, guardião espanhol de 25 anos e 1,94m, actuou na última época no Fulham depois de três épocas como titular do Sevilha. Apesar de não estar tão evoluído quanto Rulli, apresenta maior domínio do jogo aéreo, mais rapidez, agilidade e uma maior propensão para o jogo com os pés. A apostar num guarda-redes apostaria no espanhol.

Por fim, surgiu o nome do avançado alemão Luca Waldschmidt. Aos 23 anos, vem de uma época de maior afirmação no Friburgo, joga com o pé esquerdo e actua precisamente no espaço anteriormente ocupado pelo João Félix. Avançado móvel, de cabeça levantada e com um remate fácil, seja na área ou de meia-distância. Um jogador em plena afirmação que poderia causar estragos no campeonato português. Contudo parece-me que o foco da direcção do SL Benfica nesta altura já deveria estar noutras posições onde faltam jogadores e qualidade e não para um ataque onde abunda talento e executantes.

Bruno Lage tem sido muito claro na sua intenção de reduzir o plantel encarnado. Assim prevejo que nas próximas semanas assistamos a uma maior dinâmica nas saídas do plantel e que talvez a baliza veja o ingresso de algum reforço.

Foto de Capa: SL Benfica

Goleadores do Campeonato Português

No futebol há poucas coisas melhor do que um golo. Para o adepto, para a equipa ou para quem marca, o golo em si proporciona momentos únicos e emoções inesquecíveis.

Graças a uma fotografia partilhada no Instagram oficial da Liga Portugal recuámos até à época de 1995/96 e fazemos assim um perfil aos melhores marcadores de cada temporada.

Há 24 anos o FC Porto foi campeão com Bobby Robson no comando técnico. Os portistas fizeram 84 pontos (mais onze do que o segundo classificado, o SL Benfica), perderam apenas duas vezes (frente ao Marítimo) e no total marcaram 84 golos. Em média, foram 2,5 golos por jogo e Domingos Paciência (agora treinador) foi quem mais contribui para esse registo: nessa época, Domingos fez 25 golos e ficou à frente João Vieira Pinto (18 golos) e de Edinho (15 golos). Até aos dias de hoje, esta foi uma das únicas vezes em que um português foi o melhor marcador do campeonato.

Um ano depois (1996) chegou a Portugal o homem golo. Durante quatro anos consecutivos, o disco girou e tocou sempre o mesmo: o samba de Super Mário Jardel. O brasileiro chegara ao nosso campeonato depois de ter ganho e de ter sido o melhor marcador da Copa Libertadores da América de 1995.

De dragão ao peito, Jardel veio elevar os registos no futebol português. No seu primeiro ano marcou 30 golos e levou o Porto a ser tricampeão (ficou à frente de Jimmy Hasselbaink, 20 golos, e Gaúcho, que jogava no Estrela da Amadora e faturou 16 vezes). Os portistas, comandados por António Oliveira, marcaram 80 golos e terminaram 13 pontos de avanço. Um ano depois, o Porto fez algo que só o Sporting CP tinha feito: o tetracampeonato. Super Mário fez 26 golos (mais 8 do que Nuno Gomes e mais 10 do que Kwame Ayew). Os azuis e brancos marcarem 75 vezes nessa edição do campeonato e terminaram com nove pontos de avanço.

A época de 98/99 veio para ficar na história do futebol em Portugal: “todo o mundo tenta, mas só o Porto é penta”. Os 36 golos do brasileiro, que nesse ano marcou mais do que toda a gente na Europa e ganhou a Bota de Ouro, levaram os homens de Fernando Santos a conquistar o único pentacampeonato de sempre. Com 79 pontos e 85 golos marcados, os nortenhos acabaram o campeonato com 8 pontos de vantagem de outro clube nortenho, o Boavista FC. Atrás de Jardel: Nuno Gomes (24 golos) e Demétrius (16), antigo jogador do Campomaiorense. Em 1999/2000 o campeão mudou, mas Jardel continuou a olhar para baixo na lista de melhores marcadores. No ano em que o Sporting matou o jejum de 18 anos, o seu melhor marcador (Beto Acosta) faturou 22 vezes, mas ainda assim ficou atrás de Super Mário, que tinha marcado 38 golos. Por coincidência, no ano em que Jardel marcou mais golos de dragão ao peito não foi campeão.

Jardel rumou ao Galatasaray (Turquia) mas em Portugal os golos continuaram a sambar. A época de 2000/2001 veio também ficar na história do futebol em Portugal: 55 anos depois havia um campeão que não pertencia aos três grandes, o Boavista FC. Com apenas um ponto de vantagem em relação ao segundo classificado (Porto), os boavisteiros conseguiram ser superiores aos 22 golos de Pena, foram a melhor defesa da liga e conseguiram mesmo ser campeões.

Jardel deixou saudades. Esteve apenas um ano fora e voltou para Portugal. Desta feita, para vestir de verde e para ter um leão na camisola. Aliás, a época de 2001/2002 foi mesmo a época em que Super Mário mais faturou: 42 golos. Se o brasileiro já tinha feito história pelo Porto, os registos tornaram-se icónico quando este jogou pelo Sporting. Os “leões” foram campeões e bem podem agradecer ao mítico avançado e ao seu “pai”, João Vieira Pinto. O português deixou o Benfica e chegou ao Sporting para assistir Super Mário: que dupla! Porque será? Viemos a saber que a culpa era do Guaraná.

Jardel saiu de Portugal e os golos parece que acabaram. Em 02/03, Portugal ficou a conhecer o incrível génio de José Mourinho, que fez 86 pontos e levou novamente os festejos à Invicta. O melhor marcador? Os! O topo da lista de melhores marcadores ficou partilhado por Fary e Simão Saborosa: ambos marcaram 18 golos.

Um ano depois, Mourinho continuou a deixar magia no campeonato português. E desta vez o melhor marcador era portista: Benni McCarthy. O sul africano fez 20 golos (o Porto 63) e ficou à frente de Adriano e de Liedson.

Em 2004/2005 foi o “Levezinho” quem mais marcou. Liedson marcou 25 golos no ano em que o Benfica beneficiou de muita polémica: o jogo contra o Estoril no Algarve, o golo (e a falta) na Luz contra o Sporting,… Onze anos depois, e com Giovanni Trapattoni como treinador, os encarnados mataram o jejum e voltaram ao Marquês.

Na época seguinte, o Porto foi campeão apenas com 16 golos sofridos e o melhor marcador jogava no clube que acabou a temporada em décimo quinto: Meyong Zé, um icónico do nosso futebol. Com 17 golos, o jogador do CF “Os Belenenses” foi a salvação da equipa do Restelo, que não desceu por apenas 5 pontos.

Em 06/07 o “31” voltou a ser o melhor marcador. Liedson faturou 15 vezes e o Porto foi campeão com um ponto de vantagem do Sporting: bicampeonato para a Invicta.

No ano seguinte, Lisandro Lopéz contribui para o tricampeonato do Porto e ao todo marcou 24 golos. Estava de volta o poderia portista em Portugal.

08/09 e uma (grande!) surpresa: Nenê, avançado brasileiro, marcou 20 golos no campeonato e foi o melhor marcador no ano em que o Porto foi tetra. O clube do avançado? Nacional da Madeira.

Um ano volvido e o Benfica voltou a ser glorioso.  Os títulos voltaram à Luz e Jorge Jesus veio para a ribalta do futebol português. Apoiado por um futebol de alta intensidade, Cardozo faturou 26 vezes e foi quem mais marcou em Portugal.

A temporada 2010/2011 veio e ficou para a história: o Futebol Clube do Porto, comando por André Vilas Boas, foi campeão sem qualquer derrota. Com um plantel luxuoso (Hulk, James, Falcão,…), foi o ‘monstro’ brasileiro quem ganhou o troféu de melhor marcador: Hulk marcou 23 golos.

No ano seguinte, mas já com Vítor Pereira no comando técnico, o Porto esteve perto de fazer o mesmo. Porém, uma derrota em Barcelos frente ao Gil Vicente FC fez com que o número 1 aparecesse na lista de derrotas portistas. Nesse ano, voltou a haver um empate na lista de melhores marcadores: Cardozo (Benfica) e Lima (Braga) marcaram 20 golos.

Fonte: SL Benfica
Será o suíço capaz de voltar a ser o melhor marcador?

2012/2013: Kelvin aos 92 minutos. Está tudo dito em relação a esse campeonato. O melhor marcador? Jackson Martínez com 26 golos.

Um ano depois, o país voltou a ser vermelho. O Benfica foi campeão, mas o avançado colombiano voltou a ser o melhor marcador. Desta feita, com apenas 20 golos.

O Benfica foi bicampeão, mas voltou a não ter o homem mais goleador. Aliás, esse homem voltou a ser o mesmo: Jackson Martínez. Nesse ano, marcou 21 vezes.

Em 2015/2016, o campeonato foi fácil de descrever: 86 pontos, Bryan Ruiz – Benfica tetracampeão. Jonas marcou 32 golos e foi o melhor marcador.

No ano seguinte foi feita história no Benfica: o primeira tetra de sempre. Bas Dost foi quem mais marcou e faturou 34 vezes.

Um ano depois, foi Sérgio Conceição quem impediu o penta encarnado: 88 pontos e o Porto campeão. Jonas fez os mesmo golos do que Bas Dost na época transata (34) e voltou a ser o melhor marcador.

Nesta época, Bruno Lage fez o Benfica campeão e contou com os 23 golos de Haris Seferović: homem com mais golos em Portugal.

Foto de Capa: Liga Portugal

 

 

Eduardo, o grande

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Eduardo Henrique é uma das contratações do Sporting para a temporada que se avizinha. Veio do Belenenses SAD, onde foi peça crucial no meio-campo da formação comandada por Silas. As suas prestações mostraram um elevado sentido posicional e tático, bem como um bom domínio de bola e excelente capacidade de progressão no campo com o esférico colado ao pé. Estas características estiveram certamente na retina e na mente dos responsáveis leoninos quando o contrataram por uma verba que se cifrou nos 3M€ ao clube que detinha o passe do jogador, o emblema brasileiro do Internacional de Porto Alegre.

Os restantes companheiros têm explicado ao ex-Belenenses SAD os caminhos para a titularidade na equipa do Sporting
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Eduardo tanto pode atuar como um “seis” ou como um “oito”, mas Keizer parece estar mais inclinado para a primeira opção. A ser assim, Eduardo terá que disputar a titularidade com Idrissa Doumbia. O costa-marfinense mostrou já na época passada as suas qualidades futebolísticas, embora esta pré-temporada esteja a ser marcada por alguma insegurança e pouca consistência exibicional. Situação mais do que suficiente para Eduardo “aproveitar” e singrar de leão ao peito.

Em suma, Eduardo tem tudo para ser grande em Alvalade e ficar com o cognome de “Eduardo, o grande”. Depois da saída de Gudelj para os espanhóis do Sevilha e com Doumbia uns furos abaixo daquilo que rendeu a época passada, o “caminho” para Eduardo Henrique está aberto. Mas isso só acontecerá com muito esforço, dedicação, devoção e glória nos jogos e treinos com a listada verde e branca.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira