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Os 5 melhores golos do Sporting CP em 18/19

O que que mais apaixona no futebol e dá vida a todas as alegrias é o golo. E sabe tão bem quando é o Sporting CP a fazê-lo. A época que passou trouxe inúmeros golos e a escolha deste tipo de decisões nunca é fácil. Ainda assim, vou tentar ser o mais justo possível e dar a conhecer a minha seleção dos cinco melhores golos verde e brancos apontados nesta época.

O treinador português está na moda

O futebol português é cada vez mais valorizado além-fronteiras, prova disso são os treinadores portugueses que esta época vão brilhar por essa Europa fora.

À cabeça vem-nos logo a AS Roma que esta época vai ser treinada por Paulo Fonseca. O treinador português vai treinar pela primeira vez um clube de Itália, após o sucesso conquistado na Ucrânia ao serviço do FK Shakhtar Donetsk. Para a liderança do tricampeão ucraniano, o Shakhtar contratou outro técnico português, Luís Castro. Depois de épocas muito boas ao serviço do GD Chaves e do Vitória SC, o técnico de 57 anos foi o escolhido para substituir Paulo Fonseca. Esta vai ser a sua primeira experiência fora de portas, um desafio onde vai ter todas as condições para poder implementar as suas ideias e filosofias de jogo.

Outro projeto que se deve acompanhar de perto é Olympique Marselha que vai ser orientado por André Villas-Boas. O treinador natural do Porto está de regresso aos bancos após uma pausa de um ano e meio, o último clube que havia treinado foi o Shanghai SIPG, da Superliga Chinesa.

O treinador de 41 anos está de volta ao ativo, e tem como principal objetivo devolver a glória ao Marselha
Fonte: Olympique Marselha

Apesar de não ser uma novidade aos olhos do público, o Wolverhampton Wanderers FC liderado por Nuno Espírito Santo vai ter um novo desafio. Após o histórico sétimo lugar na Premier League, a armada portuguesa do “Wolves” vai disputar a Liga Europa, pela primeira vez em muitos anos.  Um projeto interessante que promete ser uma das equipas surpresas esta temporada, após entrarem no top sete da Liga Inglesa, no ano em que subiram ao topo do futebol inglês.

Ainda em Inglaterra, outro projeto a ter a vista em cima é o Everton FC do treinador Marco Silva. Apesar da época inconsistente realizada em 2018/2019, o técnico português manteve a confiança da direção do clube de Liverpool, que lhe prometeu recursos para que o treinador português possa atacar os lugares cimeiros da Premier League.

Para além destes projetos desportivos acima mencionados, há mais talento português para ser seguido. Tais como o AEK Atenas de Miguel Cardoso, onde a conquista da Liga Grega é o principal objetivo; o Rio Ave FC de Carlos Carvalhal, que promete trazer de novo o clube de Vila do Conde à disputa pelos lugares cimeiros da Liga Portuguesa.

Apesar da época abaixo das expetativas realizada nesta temporada, o AS Mónaco de Leonardo Jardim é outra equipas merece a atenção de todos os adeptos de futebol. A continuidade de alguns jogadores portugueses é mais um motivo para a mantermos debaixo de olho.

É caso para dizermos que “Portugal está cada vez mais na moda”, e espalhado por esse mundo fora.

Foto de Capa: FK Shakhtar Donetsk

 

O defeso é apenas uma palavra

Estamos no defeso… E, fora a, ainda não confirmada, mediática transferência do jovem João Félix para o Atlético Madrid, apenas mais alguns actos avulsos têm agitado o mercado.

Aliás, até ao momento temos assistido mais a processos de intenções do que à concretização das mesmas, como até a “novela Félix” demonstra.

Nada, contudo, a que não estejamos habituados neste “rectângulo à beira mar plantado”. Assim, fruto do nosso carácter, ou das debilidades financeiras dos nossos clubes, seguimos aquela máxima: “Os melhores negócios fazem-se no fim”… Como se pudéssemos esquecer que “no fim da feira o material está sempre escolhido e sobram os restos de colecção.”

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Aliás, onde a efervescência parece ser maior é mesmo onde a Lusa Pátria nasceu, e continuamos sem falar em aquisições. O Vitória SC está a braços com um novo processo eleitoral, em que participam três candidatos, o que deixa antever um combate digno das presidenciais de 1986… Aguardamos, pois, o veredicto inapelável do povo para saber quem é fixe! Além disso, será o primeiro clube a entrar em competição… Cinco dias depois de ser entronizado o novo “Senhor do Castelo.”

A 20 quilómetros, porém, dá-se outro grito de insurreição quanto aos poderes instalados. Os nomes de Rolando, André Horta e Eduardo serão, talvez, os mais cintilantes deste início de defeso. Aliás, o futebol funciona como qualquer sector da vida… O regresso do emigrante, qual filho pródigo, só pode significar um progresso, seja ele civilizacional, educacional, ou ao nível do trabalho. Neste caso, deverá passar, também, pela responsabilização de Abel quanto à aproximação dos três emblemas mais titulados do futebol português. Contudo, felizmente, por estes dias, ainda há futebol jogado… E do bom!

Desde logo, na América, descoberta a meias por Colombo e por Pedro Álvares Cabral. Uma Copa América em terras canarinhas e com as crónicas e históricas selecções da Argentina e do Brasil a desiludirem.

Quem diria que Messi seria incapaz de catapultar a equipa das Pampas a um apuramento tranquilo frente a Colômbia, Paraguai e Qatar? Porém, o comportamento do Mago do Barcelona perante a selecção assemelha-se a um namoro de adolescência… Por vezes apaixonado, mas tantas vezes turbulento e votado ao silêncio, sempre com a ruptura final a ser equacionada.

Fonte: AFA

Mas não se pense que a eterna rival canarinha possa rir-se da sorte da eterna rival. Ainda que tenha batido a Bolívia tranquilamente, a incapacidade de bater uma Venezuela, liderada por um superlativo Osório a candidatar-se ao posto deixado vago por Militão, demonstrou insuficiências que Tite tarda em resolver.

Salva-se o pragmatismo colombiano, a raça uruguaia, numa prova que, qualitativamente, volta a deixar a desejar. Aliás, as bancadas vazias e as fracas audiências televisivas obtidas confirmam esses factos.

No velho Continente, duas provas prendem-nos a atenção.

Em Itália, o Europeu sub-21. Ainda que a prova esteja numa fase embrionária, a verdade é que duas favoritas já se encontram encharcadas em dúvidas. Falamos da anfitriã Itália – com nomes como Meret, Chiesa, Kean ou Barella (todos internacionais AA), entre outros- e da Espanha, que se arrisca a falhar o apuramento para as meias finais e… Concomitantemente a ida aos Jogos Olímpicos.

Em França, as senhoras dão espectáculo. É revigorante descobrirmos novos nomes no futebol. Conhecer histórias como a da norueguesa Ada Hegerbeg e as razões que a levaram a não participar na prova. A luta da brasileira Marta pela igualdade. A Mini-Messi inglesa, Fran Kirby, dona de um pé esquerdo de encantar. A loucura italiana por Barbara Bonansea, a impulsionadora da boa carreira das Azurre. E tantas outras, que merecem ser conhecidas, em jogos de estádio cheio e de alma ainda mais preenchida…

Por fim, the last but not the least… A Taça de África que começou recentemente no Egipto. Perfumes inebriantes de futebol, uma mescla de rebeldia, de feitiçaria, com a cientificidade europeia em espectáculos imprevisíveis, onde, em segundos, se passa do fantástico ao aterrador…

Afinal, o defeso é, apenas, uma palavra!

 

 

Foto de Capa: Real Madrid CF

Actualização do SL Benfica no mercado: o impasse por Félix e a aposta em Pedro Neto e Bruno Jordão

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A semana passada identifiquei aquelas que para mim seriam as necessidades do plantel de Bruno Lage e olhei aos nomes falados para reforçar o Sport Lisboa e Benfica à luz dessas.

Entretanto parece que ficámos perante uma grande mudança do contexto com a quase certeza da venda de João Félix por supostos 120 M. Com esta venda surge uma maior necessidade de se contratar um ou dois jogadores para o centro do ataque e aparecem novos recursos para o reforço do plantel.

Assim torna-se mais urgente a contratação de Raúl de Tomás. Um avançado móvel, com boa técnica e excelente capacidade de finalização. Irá competir directamente pela posição 9 com Seferovic apesar de não haver qualquer impedimento a jogarem juntos na frente de ataque. Com as dúvidas em torno de Jonas, o SL Benifca deve também olhar a um falso nove, a um substituto mais directo a João Félix.

Guilhermo Schettine já está contratado e faz exactamente a posição de João Félix. Contudo, tal como Cádiz, não deverá integrar o plantel do SL Benfica. Já se fala que deverá ser cedido ao próprio Santa Clara. Verdade seja dita, nenhum destes jogadores mostrou ainda ter qualidade para o SL Benfica e para uma equipa de Bruno Lage. Também para o ataque já foi contratado João Borges, jovem avançado brasileiro que deverá ingressar a equipa B ou os Sub-23.

Também Teemu Pukki tem sido falado como uma possibilidade para o ataque benfiquista. Avançado finlandês de 29 anos que este ano teve uma época de sonho no Norwich. Ponta-de-lança titular do campeão da Championship e melhor marcador com 29 golos conseguidos. Um goleador. Longe de ser o estilo de jogador que o SL Benfica necessita, principalmente se for concretizada a contratação de Raúl de Tomás. Por outro lado, a possibilidade Pinamonti é que parece estar afastada para já.

Por fim outro nome falado para reforçar o ataque encarnado é o de Silas Wamangituka, avançado congolês de 19 anos que joga no Paris FC. É um jogador que baseia o seu jogo em arrancadas individuais fazendo uso da sua velocidade e rapidez. Nem a capacidade de finalização nem a qualidade técnica estão devidamente aprimoradas. Um jogador de potencial mas insuficiente e descontextualizado neste SL Benfica.

Garantidos parecem estar Pedro Neto e Bruno Jordão. O primeiro é um jogador de linha que também pode jogar a segundo avançado. Tem potencial mas está longe de poder já fazer a diferença seja no lugar de Félix seja enquanto extremo da equipa. Já Jordão é um médio centro bem longe da qualidade necessária para actualmente se reforçar aquele sector do terreno. Dois reforços interessantes pelo seu potencial mas que em nada justificam o valor neles investido. Portanto desnecessários.

“Baliza, laterais e até a posição de defesa central. São estes o sectores onde maior foco se deveria dar neste mercado mas tardam em chegar boas novas neste sentido”
Fonte: SL Benfica

Depois do já contratado Caio Lucas, dos dados como certos Pedro Neto e Chiquinho e do já falado Quevedo, agora também se notícia que o SL Benfica terá apresentado proposta tanto por Milot Rashica e Josip Brekalo. Rashica é um extremo do Kosovo de 22 anos que este ano agarrou a titularidade no Wolfsburgo na segunda meta da época. É um extremo que se sente mais confortável a jogar junto à linha e que aposta constantemente no um para um e na aceleração do jogo. Talvez mais à imagem de Salvio. Já Brekalo, extremo croata de 21 anos que terminou a época como suplente do Werder Bremen, parece ser um jogador mais tecnicista e colectivo. Joga de cabeça mais levantada e parece integrar-se melhor neste SL Benfica de Bruno Lage. Na única posição onde o Sport Lisboa e Benfica não necessita de reforços é onde parece que, mais uma vez, se está a investir no maior número de jogadores. De todos estes só Chiquinho e o Brekalo me parecem realmente interessantes.

Já para a baliza parece certo que os negócios Keylor Navas e Cillessen caíram.

Baliza, laterais e até a posição de defesa central. São estes o sectores onde maior foco se deveria dar neste mercado mas tardam em chegar boas novas neste sentido.

Foto de Capa: SL Benfica

GP França: Hamilton, Mercedes e um passeio em Paul Ricard

Lewis Hamilton pôde apreciar as vistas do Sul de França, tal o domínio que mostrou no Grande Prémio de França em Paul Ricard. O britânico terminou a 18 segundos do colega de equipa Valteri Bottas, que ficou na segunda posição, seguido de Charles Leclerc da Ferrari.

Numa corrida onde os pilotos líderes quase nunca conseguiram aproximar-se uns dos outros e batalhar por posições, foi o pelotão que ofereceu os melhores momentos da corrida, com grandes lutas desde a 7ª às últimas posições.

A primeira volta tem o hábito de ser entusiasmante e esta não foi exceção, as primeiras curvas tinham Carlos Sainz e Max Verstappen a lutar por posição, Ricciardo a tentar ultrapassar Vettel, até que a tabela classificativa assentou e apenas começou a despoletar interesse, quando Antonio Giovinazzi entra nos pits para colocar os pneus duros.

A partir daqui, víamos equipas a tentar fazer uma corrida longa com os pneus iniciais, e as outras a tentar ultrapassar através das pitstops. Aqui, os vencedores foram sem dúvida os Renault e Kimi Raikkonen, que conseguiram a vantagem sobre Pierre Gasly nas boxes. 

Nas últimas voltas, desilusão para Lando Norris, o britânico que começava a pressionar o colega de equipa pela 6ª posição, teve problemas hidráulicos, o que o deixou à mercê de Ricciardo, Raikkonen e Hulkenberg. Ricciardo eventualmente ultrapassa, mas está sobre investigação, por ultrapassar completamente fora da pista. Hulkenberg e Raikkonen deixam também para trás o rookie britânico, que até lá, estava a executar uma excelente corrida.

Fim de semana quase de sonho para a Mclaren
Fonte: Formula 1

Para além de Norris, Bottas também começava a ter problemas de aderência, ficando a escassas décimas de segundo de vantagem de Leclerc na linha final, sendo que se houvesse mais 2 voltas, o mais certo era o monegasco subir para a segunda posição e estragar a dobradinha à Mercedes.

Max Verstappen terminou em 4º, numa corrida muito solitária, onde não desafiou, mas também não foi desafiado, ficando entre os dois Ferrari. Já Vettel, apenas conseguiu subir para a 5ª posição, após começar em 7º. O resto do top 10, é formado por Carlos Sainz, Daniel Ricciardo, Kimi Raikkonen e Lando Norris.

Não foi a corrida mais entusiasmante do ano, mas não foi tão parada como a corrida na China por exemplo, apesar da falta de ação e tensão nos lugares cimeiros, o pelotão teve várias batalhas apetecíveis, incluindo a Williams, que se vê obrigada a lutar consigo mesma, tal a distância para o resto das equipas.

Com Hamilton a finalmente colocar Bottas no lugar, não vejo como será possível parar esta equipa da Mercedes, por este andar, o título estará fechado bem antes do final da época.

Piloto do Dia: Carlos Sainz

Fonte: Formula 1

O piloto espanhol, merece que lhe tirem o Jr do nome. Está um piloto feito, muito seguro e constante, teve no arranque da corrida o melhor momento, onde mais uma vez levou a luta aos Redbull. Entretanto pôs os pés na terra, e geriu a corrida da melhor forma que podia, incluindo do seu próprio colega de equipa. Há ali muito talento, e com a forma como a Mclaren evoluiu de um ano para o outro pode significar um regresso aos dias de glória pela equipa de Woking. Carlos e Lando são uma das duplas mais talentosas da Formula 1, hoje voltaram a demonstrá-lo, e tenho a certeza que a Redbull está a coçar a cabeça sobre a decisão de apostar em Gasly e não em Sainz…

Foto de Capa: Formula 1

Léo Jardim e a iminente saída

Léo Jardim está a ser muito cobiçado lá fora e provavelmente a sua venda vai mesmo significar o principal encaixe financeiro do Rio Ave FC para esta temporada. O jogador brasileiro já teve interesse por parte do Lille, clube que até vai atuar na Champions League na próxima temporada, mas quem vai à frente da corrida é mesmo o Mónaco que apresenta valores mais simpáticos às aspirações de negócio dos vila-condenses.

A saída de Léo Jardim para o clube francês já foi uma realidade quase assegurada, mas a verdade é que os dias passam e não há ainda confirmação alguma de negócio. Quanto a valores, também ainda não há confirmações, mas sabe-se que a transferência do guarda-redes pode vir a render aos cofres do Rio Ave bem mais de um milhão de euros.

Todos sabemos o cinto apertado com o qual os clubes portugueses vivem época após época e, por vezes, negócios destes fazem toda a diferença para o planeamento de uma próxima temporada. E, nesse aspeto, a direção do Rio Ave esteve toda muito bem. Léo é um ativo que provou o seu valor e que dificilmente permanecerá em terras portuguesas (de relembrar que, nem vai há muito tempo, também já foi associado ao Sporting CP).

Léo Jardim foi uma das peças-chave do Rio Ave na época 2018/2019
Fonte: Rio Ave FC

O Rio Ave exerceu a sua opção de compra ao Grémio de Porto Alegre já no final da época e, deste modo, uma futura venda do jogador vai lucrar aos cofres do clube muito mais do que aquilo que iria há uns meses. Léo mostrou todo o seu valor fazendo uma fantástica época e desde cedo que surgiram rumores de possíveis clubes interessados. Tendo em conta isto, a direção do Rio Ave optou pela ótima estratégia de compra pensando sempre num negócio futuro.

Confesso que estes planos de comprar a pensar já numa possível venda de jogadores me faz alguma confusão, mas é assim a realidade do futebol hoje em dia e há que dizer que foi, sem dúvida, uma boa estratégia. Apesar de não ter ficado com a totalidade do passe, uma boa proposta pode dar um balão de oxigénio fundamental para a época 2019/2020 do Rio Ave. Na minha opinião, sendo o Mónaco ou não, uma boa proposta por Léo vai acontecer, pois a quantidade de clube interessados remete-me a essa inevitabilidade.

Se a saída de Léo Jardim efetivamente acontecer, resta também saber quem vai ser o sucessor desta guarda-redes brasileiro de 24 anos. Já há rumores de que Cláudio Ramos pode ser uma possibilidade e para mim faz todo o sentido. É um dos melhores guarda-redes a atuar em Portugal e é, sem dúvida, uma mais valia para qualquer equipa.

Recordo-me até que já fiz um artigo sobre o mesmo quando foi convocado por Fernando Santos, tendo sido uma exceção à regra, visto que não há muito poucos jogadores a jogar em clubes mais pequenos em Portugal e mesmo assim estarem presentes numa convocatória da Seleção. Posto isto, acho que não é preciso dizer muito mais acerca deste potencial sucessor de Léo que, para mim, irá com certeza colmatar a sua ausência.

Foto de Capa: Rio Ave FC

Gonzalo Plata: o leão que mais brilha internacionalmente

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A espuma mediática tem apenas um nome por estes dias: João Félix. A teia com que se tecem os argumentos “pró” e os argumentos “contra” a ida do jovem para o Atlético de Madrid tem esgotado a possibilidade de se olhar para aquilo que verdadeiramente importa: a bola a rolar, os seus protagonistas em campo, enfim, o jogo de futebol propriamente dito. O futebol moderno é cada vez mais mercado e menos futebol e isso, quanto ao mim, agrada-me pouco. Avancemos.

Além de João Félix, e além do mercado de transferências, há um conjunto de competições que importa destacar. Não para ver o rendimento dos jogadores com vista à rentabilidade que clubes, empresários e agentes arrecadam com isso mas sim para, mais uma vez, vermos aquilo que verdadeiramente importa: o jogo em si mesmo. E, neste plano, há um conjunto de jogadores do Sporting a grande nível em várias competições internacionais. Desde as excelentes prestações de Miguel Luís ou Thierry Correia na seleção nacional para o Mundial de Sub-20 disputado na Polónia até às exibições de encher o olho de Gonzalo Plata ao serviço do Equador na mesma competição.

Aliás, no Mundial de sub-20 não foi só a sua seleção que conseguiu chegar ao bronze: também Plata conseguiu ser o terceiro melhor jogador do torneio, através de um leque de exibições e recortes técnicos que certamente deixaram Keizer bastante satisfeito por ter um diamante tão valioso no clube, prontinho para o holandês lapidar. O Sporting tem agora um jogador mais maduro e às ordens de Keizer para disputar um lugar nas alas da equipa principal. Plata é, por isso, o leão que mais brilha nas competições internacionais.

Gonzalo Plata encheu o olho aos amantes do futebol no Mundial de sub-20 e tudo indica que terá as portas abertas para a equipa principal dos Leões
Fonte: Sporting CP

A Copa América disputa-se este ano no Brasil e conta também com a prestação de alguns leões: Marcos Acuña ao serviço da Argentina, Sebástian Coates ao serviço do Uruguai e Cristián Borja ao serviço da Colômbia, comandada pelo português Carlos Queirós. Nenhum deles foi titular nas partidas ou sequer chamado ao jogo. Mas isso não é por demérito deles mas antes consequência de um simples facto: os jogadores titulares que atuam nas suas posições são de qualidade mundial. Veja-se, por exemplo, o caso da Argentina. Tem, muito provavelmente a melhor dupla de centrais do mundo a titular – José Maria Giménez e Diego Godín – obscurecendo Coates no banco que espreita, apesar de tudo, uma oportunidade na equipa alviceleste.

Além disso, outros leões disputarão a CAN deste ano que se realizará no Egipto. São eles: Bruno Gaspar e Gelson Dala, ambos ao serviço de Angola, Abdoulay Diaby ao serviço do Mali e Mama Baldé ao serviço da Guiné. O jogador emprestado na época passada ao Desportivo das Aves pode ser incluído no negócio de Rosier, fazendo-o deslocar-se para o Dijón, emblema francês que nunca escondeu a atração pelo atleta guineense.

A ver vamos como estes leões se irão comportar na maior competição africana de seleções. Todos eles, sem exceção, entrarão depois da sua passagem pelas respetivas seleções nacionais, mais experientes e com mais garra para agarrar o símbolo do leão rampante que trazem ao peito.

P.S: Destaque ainda para Wendel no torneio de Toulon, cuja conquista da seleção carinha em muito deve ao médio do Sporting. Virá certamente mais amadurecido com a experiência internacional.

Foto de Capa: Sporting CP

Formula E: Vergne é rei em Berna

Jean Éric Vergne coloca uma mão e meia na coroa de campeão de Formula E após mais uma excelente performance que o levou à terceira vitória no campeonato, e terceiro pódio seguido. A fechar o pódio foram os mesmos da grelha inicial de partida, Mitch Evans em segundo e Buemi em terceiro. 

Logo no princípio da corrida assistimos a um momento exatamente ao estilo da Formula E, com uma bandeira vermelha na primeira curva, após um choque de Pascal Wehrlein da Mahindrae Max Gunther  da Geox Dragon. Contudo, neste acidente, apenas Robin Frinjs saiu danificado o suficiente para desistir da corrida.

Este acidente causou polémica após pilotos como Lucas Di Grassi, Felipe Massa e António Félix da Costa aproveitarem a confusão para subir vários lugares. Porém, os comissários da corrida tomaram a decisão de recomeçar a corrida com a grelha inicial, o que levou a uma discussão muito acesa de Di Grassi com os comissários, e atirou os pilotos referidos para as posições iniciais.

Caos na primeira curva, bandeira vermelha em punho
Fonte: Formula E

A comida recomeçou e a batalha titânica de Mitch Evans e Jean Éric Vergne pela liderança. Durante vários momentos da corrida, o piloto da Jaguar parecia mais rápido, mas Vergne mostrou mais uma vez porque é um dos melhores a defender a sua posição. Sempre no limite do quase contacto, os dois pilotos deram um espetáculo de competição automobilística acesa.

A certo ponto, o Mahindra de Pascal Wehrlein encostou na lateral da pista, o que causou um Full Course Yellow, que acalmou as hostilidades por momentos. No entanto, após o final da mesma, Sam Bird da Virgin começou a subir na tabela classificativa, inclusive com uma ultrapassagem fenomenal a Max Gunther no limite da aderência do carro, e rápido se aproximou de Sebastien Buemi da Nissan, começando uma batalha aberta pelo último lugar do pódio.

André Lotterer da DS Techeetah fazia uma corrida silenciosa até ao momento, mas rápido se aproximava de Sam Bird e se intrometia na batalha pela terceira posição, sendo que este pelotão também conseguiu fazer a aproximação à dupla frontal de Evans e Vergne.

Maurizio Sarri: O ex bancário fumante que dividiu Itália

Sem nunca ter jogado futebol profissionalmente, Maurizio Sarri iniciou o seu percurso como treinador em 1990 e em paralelo com o seu cargo executivo no banco deu os seus primeiros passos no desporto rei. Em 2004, Sarri orientava o conjunto da Sangiovannese e alcançou o feito de histórico de promover o modesto clube à terceira divisão italiana, o que despertou o interesse do Pescara em contratar sarri.

Nas épocas seguintes, o homem das 33 táticas, como é conhecido, comandou várias equipas da Serie B e foi entre 2012 e 2015 que mais destaque teve, uma vez que ao serviço do Empoli apresentou um futebol moderno e de grande qualidade para a divisão que disputava. Em 2015 levou mesmo os azzurri à Serie A e deu o maior salto na sua carreira: em junho desse mesmo ano, Sarri foi contratado pelo Nápoles, rendendo Rafael Benítez.

Apesar de Maradona não estar confiante das capacidades de Sarri, a verdade é que o Nápoles mesmo sem nenhuma conquista com Sarri no comando, melhorou claramente a sua posição no futebol italiano, deixando para trás AS Roma, Inter de Milão e AC Milan, o que valeu a Maurizio Sarri um triunfo não como treinador, mas como homem. Tornou-se uma personagem de culto durante a sua estadia em Nápoles.

Funcionando como uma doutrina desportiva, mas com uma forte influência sociopolítica, o sarrismo levou a luta de classes entre o norte industrializado e rico de Itália e um sul mais rural e frágil para o relvado. Em causa estava a tentativa de quebrar a hegemonia da Juventus, feito esse que não foi alcançado, mas o Nápoles de Sarri surpreendeu o futebol europeu e assumiu-se como uma das melhores fases da história do clube.

Chegar às bocas do futebol europeu possibilitou a Sarri uma primeira experiência no estrangeiro e logo no melhor campeonato do mundo. Na temporada passada, orientou o Chelsea FC, numa campanha que não foi de sucesso com várias dificuldades dentro e fora do campo, mas que trouxe algo muito valioso ao treinador italiano: o seu primeiro título enquanto treinador profissional – a conquista da Liga Europa.

Reconhecido por todos como uma época não conseguida, era certo e sabido que Sarri não continuaria no Chelsea. Porém, a grande surpresa chega quando é desvendado o seu próximo clube.

“Se não os consegues vencer, junta-te a eles”, já diz o velho ditado…

Assim foi, com mais ou menos escândalo, Sarri será o treinador da Juventus em 2019/2020.

Esta novidade caiu que nem uma bomba no futebol italiano sobretudo junto dos membros fundadores do sarrismo, que não se inibiram de comentar a situação:

“O treinador prevaleceu sobre o homem e matou o comandante. Se Sarri traiu alguém, foi a si mesmo. Fica a dúvida se ele era mesmo uma personagem antissistema porque o sistema não o aceitava, ou se ele era porque ele não aceitava o sistema. Pois quando teve hipótese, não apenas aceitou, como casou-se com o sistema”.

Fonte: Sarrismo – Gioia e Rivoluzione

Curiosidades e polémicas à parte, Sarri está determinado em dar continuidade ao poderio da vechia signora e conspiram-se já algumas mudanças que o treinador poderá implementar em Turim.

A imprensa italiana dá como certo que Cristiano Ronaldo deve tornar-se CR9, não na camisola, mas talvez no campo. Sarri pondera colocar o internacional português no centro do ataque, restando se apostará em Ronaldo como um avançado mais móvel em conjunto com Icardi (ou Mandzukic) ou como um ponta de lança fixo.

Além de ter interrompido as férias de Cristiano Ronaldo para falar com o craque acerca das suas ideias para a Juventus, Sarri elaborou uma lista de jogadores dispensáveis e é grande a suspeita de que João Cancelo integra esse conjunto.

Maurizio Sarri é sem dúvida um homem de personalidade irreverente e que no futebol só peca pelo fraco palmarés. Apresenta-se bastante empenhado e com desejo de sucesso pelo que será certamente interessante acompanhar a próxima temporada da Juventus FC.

Foto de Capa: Juventus

Sérgio Oliveira de regresso ao Dragão

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Depois de meio ano de empréstimo ao PAOK, da Grécia, Sérgio Oliveira está de volta ao FC Porto para cumprir a época 2019/2020 de dragão ao peito.

O médio português, depois de ter sido uma peça essencial no esquema de Sérgio Conceição em 2017/2018, perdeu fulgor na primeira metade de 2018/2019 e acabou excluído das opções do técnico azul e branco. Com incontestável qualidade dentro das quatro linhas, foi apontada ao médio falta de intensidade nos treinos e falta de resiliência para voltar à titularidade quando Sérgio Conceição o colocou no banco de suplentes.

A Grécia foi o destino e parece ter sido o mais acertado para Sérgio. O médio foi titular em oito dos 11 jogos que disputou pelo PAOK, marcou três golos e foi coroado campeão grego, num título que fugia ao conjunto de Salónica há 34 anos. O clube grego ficou agradado com as prestações do português e quis acionar a cláusula de compra, mas os 12 milhões de euros que estavam contemplados nessa cláusula não estavam ao alcance.

Sérgio Oliveira foi uma peça essencial à conquista do Campeonato Nacional 2017/2018
Fonte: FC Porto

O médio portista, que renovou contrato até 2021, tem agora a oportunidade de mostrar a qualidade técnica e tática que lhe é reconhecida e lutar pelo lugar no onze inicial deixado vago por Héctor Herrera, caso se confirme a saída do mexicano, que termina contrato com o FC Porto no final deste mês.

De recordar que Sérgio Oliveira tem valências enquanto médio defensivo, tendo interpretado a posição de duplo pivot defensivo aquando da lesão de Danilo em 2017/2018, de médio centro ou médio ofensivo, onde habitualmente é colocado. O médio português destaca-se ainda pela sua meia distância, a sua qualidade de passe longo e a eficácia nas bolas paradas.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira