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Rio Ave FC 3-1 CS Maritimo: Bruno Moreira passa com distinção

A segunda jornada da Primeira Liga marcou o regresso do campeonato a Vila do Conde. Num duelo rico em golos, o Rio Ave bateu o Marítimo e estreou-se a vencer esta temporada.

Para o primeiro embate caseiro do campeonato, José Gomes apostou em Bruno Moreira na frente de ataque e sentou no banco João Schmidt, titular na ronda inaugural.

Já do lado da equipa do Marítimo, Cláudio Braga fez jus à máxima e não mexeu na equipa que venceu o Santa Clara na primeira ronda.

A formação insular até entrou melhor, mas, contra a corrente do jogo, foi a equipa da casa a chegar primeiro ao golo. Nadjack projetou Gabrielzinho na direita e o avançado fez um belo cruzamento para Bruno Moreira finalizar ao segundo poste.

O golo acentuou a tendência da partida, uma vez que, a perder, o Marítimo subiu as linhas e controlou ainda mais o jogo, sempre com Danny no comando. O internacional português, qual maestro, assumiu a bola e ditava o ritmo dos ataques da sua equipa.

Já o Rio Ave, com as linhas baixas, procurava sair em contra-ataque, mas definia quase sempre mal.

Ainda assim, a equipa de Vila do Conde melhorou depois da pausa técnica motivada pelo calor e Gelson Dala, depois de um primeiro aviso, ampliou.

O jogador emprestado pelo Sporting intercetou um passe de Zainadine já no último terço e, depois de tabelar com Bruno Moreira, empurrou para o 2-0, que se manteve até ao descanso.

Gelson Dala fez o 2-0 antes do final da 1.ª parte
Fonte: Rio Ave FC

Para o segundo tempo, Cláudio Braga reforçou o miolo com Jean Cleber e deslocou Danny para o corredor esquerdo, fixando Joel Tageau no corredor central.

O capitão do Marítimo continuava a ser a figura central do futebol dos insulares e, perto dos dez minutos do segundo tempo, deixou Correa na cara do golo com um grande passe, mas o disparo do argentino bateu no poste.

José Gomes tentou proteger a zona central do terreno, trocando Tarantini por Jambor, mas não conseguiu evitar o anunciado golo dos insulares.

Numa bola colocada na área da equipa da casa, Correa ganha a frente do lance a Buatu e é travado em falta, conquistando uma grande penalidade. Na cobrança, Joel Tagueu enganou o guardião do Rio Ave e reduziu para o Marítimo.

A perder pela margem mínima os visitantes continuaram em busca do empate, mas perderam Danny que, esgotado, teve de dar o lugar a Ricardo Valente. Já do lado do Rio Ave, José Gomes refrescou o ataque ao trocar Gelson Dala e Gabrielzinho por João Schmidt e Furtado.

O avançado francês, de resto, precisou de apenas sete minutos para justificar a aposta e, já perto dos 90, assinou o golo da tranquilidade. Num lance caricato, o jogador recém-entrado rematou contra Rúben Ferreira e, numa carambola, acabou por deixar Abedzadeh pregado à relva e sentenciar a partida.

 

Onzes iniciais:

Rio Ave FC – Léo Jardim, Nadjack, Buatu, Borevkovic, Afonso Figueiredo; Leandrinho, Tarantini (Jambor), Gabrielzinho (D.Furtado), Gelson Dala (J. Schimdt), Galeno; Bruno Moreira.

CS Marítimo – Amir, Bebeto, Zainadine, Lucas Áfrico, Rúben Ferreira; Edgar Costa (Cléber), Danny (Ricardo Valente), Fabrício (Everton) , Jorge Correa; Rodrigo Pinho e Joel Tagueu.

Contra tudo e contra todos: Sporting Clube de Portugal

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Esta semana tivemos mais um episódio lamentável que manchou (novamente!) o bom nome do Sporting Clube de Portugal. Importará certamente noutras plataformas informativas discutir as culpas, os culpados, os oportunistas e tudo o que se relaciona com a tão falada “crise leonina”. Mas, mais do que isso, importa sobretudo destacar o espírito de esforço, dedicação, devoção e glória que a equipa de futebol dos Leões, comandada por José Peseiro, está a ter dentro das quatro linhas neste início de época. Estes leões parecem não claudicar e afirmam de peito cheio “Contra tudo e contra todos: Sporting Clube de Portugal”!

A equipa dos leões bateu ontem em Alvalade a equipa do Vitória de Setúbal por duas bolas a uma. Os sócios corresponderam ao pedido dirigido por José Peseiro e compareceram massivamente ao anfiteatro leonino. Foi um jogo que esteve muito aquém das exibições deslumbrantes e de “encher o olho” doutros jogos e doutras épocas. Mas estes jogadores têm sabido interpretar o momento em que o clube se encontra e tem dado provas e mostras de serem verdadeiros leões. Os adeptos têm ajudado imenso neste início de época positivo. Afinal, também por isto, o Sporting é um dos melhores clubes do Mundo.

Os jogadores leoninos não hesitam em apontar o caminho para a saída da crise: os sportinguistas
Fonte: Sporting CP

Mesmo quando joga fora, joga em casa: basta vermos a mancha verde que se gerou em Moreira de Cónegos a semana passada para termos uma ideia mais concreta sobre um clube verdadeiramente nacional.

Faço votos para que esta atitude dos jogadores leoninos continue por todo o campeonato, independentemente da chamada “crise” que, espero, termine rapidamente. A ver vamos se este brio em vestir a listada verde e branca se mantém nos jogadores leoninos nos próximos jogos. O próximo é já no Estádio da Luz diante do eterno rival. Vamos leões!

Foto de Capa: Sporting CP

 

Marta Pen agarrou a oportunidade em Birmingham

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Há uma semana atrás, em Berlim, no final da prova dos 1500 metros, Marta Pen falava-nos da importância de poder vir a participar em eventos Diamond League. Passado poucos dias, a oportunidade surgiu e Marta Pen agarrou-se a ela como pôde, levando um excelente resultado de Birmingham. Correu os 1500 metros em 4:03.99, baixando pela primeira vez dos 4:04, cimentando a sua posição como a segunda melhor portuguesa da história da distância, apenas atrás da grande Carla Sacramento. Antes desta temporada, o melhor pessoal da atleta portuguesa era de 4:05.71, o que permite perceber a fantástica evolução que teve num ano em que bateu recordes pessoais dos 400 aos 3000 metros. 

Na prova, a atleta do Benfica voltou a demonstrar a coragem que já havia tido em Berlim, não se deixando intimidar pelo forte field que participava na prova da cidade inglesa, relembrando que todas as suas adversárias tinham um recorde pessoal melhor que o dela à entrada para esta prova. Com tempos de passagem impressionantes, a 400 metros em 1:05.4 e a 800 metros em 2:10.9, havia a dúvida se Marta Pen iria ter capacidade de aguentar a ponta final da prova, mas a verdade é que bateu-se bem até ao final e viria a terminar forte, colada inclusive a uma queniana bastante habituada a estas andanças, Winny Chebet. 

Em declarações no final, a atleta revelou-se satisfeita com a sua prestação, considerando que havia mostrado que a oportunidade tinha sido merecida, visivelmente feliz com o seu novo recorde pessoal. As declarações completas na zona mista podem ser encontradas aqui no Planeta do Atletismo.

A prova, essa, viria a ser ganha, sem surpresa, por Sifan Hassan, num tempo de 4:00.60. Pensava-se que iria cair para um tempo abaixo dos 4 minutos, mas mesmo Hassan não conseguiu manter o forte ritmo na parte final da prova. Uma curiosidade: quando todas provas terminaram, passado quase duas horas da prova de 1500 metros, a holandesa voltou à pista para treinar! No segundo lugar, a etíope Gudaf Tsegay correu em 4:01.03 e no terceiro lugar a polaca Sofia Ennaoui em 4:02.06.

Sifan Hassan venceu, tal como esperado
Fonte: IAAF

NXT Takeover: Brooklyn 4 – Melhor era impossível!

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O cartaz foi de luxo e as exibições aumentaram a fasquia por completo! O NXT Takeover: Brooklyn 4 foi mais um grande evento da marca preta e amarela, com todos os resultados e acontecimentos a resultarem na perfeição com a história que se pretendia contar.

A emoção esteve ao mais alto nível e, para isso, contribuíram as trocas de títulos e as exímias exibições de todos os envolvidos. 

Com o evento de hoje, começa uma nova era, com novos campeões, rivalidades e histórias que prometem fazer jus ao ano de ouro que a marca está a viver.

Nota do evento: 17/20

A liberdade condicionada

O arranque da pré-temporada de hóquei em patins em Portugal está cada vez mais próximo. Grande parte das equipas já tem os seus planteis totalmente ou quase definidos, assim como vão sendo conhecidos os jogos e torneios onde vão ser dadas as primeiras stickadas da época de 2018/2019. 

Desde cedo, ainda no final da temporada anterior, que a próxima edição do Campeonato Nacional da modalidade levantou discussão no seio do mundo hoquistico português. Isto, porque a Federação de Patinagem de Portugal propôs aos clubes, no mês de maio, uma alteração ao modelo competitivo do mesmo. Sendo que as opções propostas foram as seguintes:

1 – O campeonato voltava a ser discutido numa fase regular seguida de playoff’s;

2 – O campeonato passava a ser composto por duas fases regulares. Uma para determinar os primeiros e os segundos sete classificados e uma segunda para decidir quem seria o campeão e quem desceria à divisão inferior. Tal como acontece no campeonato nacional de andebol.

Inicialmente, foi reportado que, após um entendimento com os clubes, o campeonato passaria a ser disputado em duas fases regulares, tal como ocorre no andebol. No entanto, essa decisão viria a ser cancelada, em virtude da alta carga de jogos referentes ao campeonato que, assim, passariam de vinte e seis para quarenta e com várias dessas jornadas a serem jogadas a meio da semana. Contudo, apesar de ter caído o novo modelo competitivo, o fim sorteio condicionado, algo muito desejado por muitos, manteve-se. 

Desta forma, no dia 31 de julho, na sede da Federação de Patinagem de Portugal, realizaram-se os vários sorteios dos campeonatos nacionais da 1ª divisão, 2ª divisão (zona norte e sul) e 3ª divisão (zona norte A e B; zona sul A e B).

Os resultados dos mesmos não demoraram muito a serem tornados públicos e logo na primeira jornada do campeonato, que inicialmente estava marcado para dia 23, mas que acabou por ser antecipado para dia 13, era possível notar a ausência do sorteio condicionado, pois, no pavilhão João Rocha tem lugar um dérbi entre Sporting CP e SL Benfica. Todavia, quando se começa a observar com maior atenção o calendário é possível constatar que até à sétima jornada, os quatro candidatos ao título defrontam-se.

Segundo o planeamento da FPP, as datas dos jogos entre os principais candidatos ao título são as seguintes:

  • 13 de outubro e 26 de janeiro: 1.ª/14.ª Jornada-Sporting CP vs SL Benfica
  • 27 de outubro e 9 de fevereiro: 3.ª/16.ª Jornada-UD Oliveirense vs SL Benfica
  • 3 de novembro e 20 de fevereiro: 4.ª/17.ª Jornada-SL Benfica vs FC Porto
  • 10 de novembro e 23 de fevereiro: 5.ª/18.ª Jornada-Sporting CP vs UD Oliveirense
  • 21 de novembro e 2 de março: 6.ª/19.ª Jornada-UD Oliveirense vs FC Porto 
  • 24 de novembro e 16 de março: 7.ª/20.ª Jornada-Sporting CP vs FC Porto
O dérbi entre leões e águias é o principal encontro da jornada inaugural do campeonato
Fonte: Carlos Silva Photography/Bola na Rede

Assim, tendo em conta o calendário apresentado acima, quase não parece que o sorteio condicionado foi abolido e que mesmo apenas passou para a fase inicial do campeonato. Consoante o resultado do sorteio, tendo em conta que o campeonato termina no fim-de-semana de 25 e 26 de maio, a série de jogos mais importantes para a decisão do título, que colocam frente-a-frente os principais candidatos, termina no fim-de-semana de 16 e 17 de março, a seis jornadas do fim da competição. 

Pessoalmente, considero que, sendo a favor do fim do sorteio condicionado, a bem do espetáculo e imprevisibilidade no campeonato, o sorteio deveria ter sido repetido. Isto, porque seria muito melhor que as partidas entre os principais candidatos ao título ficassem espalhadas ao longo das treze jornadas de cada volta e não apenas confinadas ás primeiras sete. Algo que pode dar origem a que uma equipa “apenas tenha de cumprir calendário” para se sagrar campeã nacional. Tal como poderia ter acontecido com o SL Benfica na fase final da temporada de 2017/2018, mas aí com apenas duas jornadas para se jogar para confirmar a conquista do título, que veio a ser alcançado pelo Sporting CP. Porém, é ainda importante relembrar que, excluindo os jogos entre eles, são poucas as partidas e os palcos onde os quatro candidatos ao ceptro nacional perdem pontos. Com o Municipal de Barcelos a ser o palco que mais pontos tem reclamado a Sporting CP, FC Porto SL Benfica e UD Oliveirense nos últimos anos.

Por exemplo, utilizando o calendário do SL Benfica, se os encarnados conseguirem um bom desempenho neste minicampeonato, sendo a equipa que termina o mesmo mais cedo (20 de fevereiro), saindo na frente, será difícil que não seja campeão nacional. Tal como um arranque em falso poderá, quase, retirar as águias da luta pelo título muito cedo. Uso o exemplo do SL Benfica, mas afirmo o mesmo em relação ao Sporting CP, FC Porto e UD Oliveirense. 

Desta maneira, reafirmo que, na minha opinião, o sorteio deveria ter sido repetido, pois, temo que este calendário possa retirar emoção e espetáculo à parte final, o que, por sua vez, pode resultar em pavilhões menos cheios e audiências televisivas mais baixas.

Foto de Capa: Federação de Patinagem de Portugal

O que é feito de André Cardoso?

André Cardoso é um nome desconhecido da grande maioria dos Portugueses, mas reconhecido por todos aqueles que acompanham Ciclismo. Para quem não o conhece, André Cardoso é um ciclista português que durante vários anos foi figura de proa no ciclismo nacional e levou a nossa bandeira pelo mundo fora. Representou a Seleção Portuguesa de Ciclismo em diversas competições, como Campeonatos do Mundo, Campeonatos Europeus e Jogos Olímpicos.

A carreira de André Cardoso começou a subir de patamar em 2011, ano em que terminou a Volta a Portugal na segunda posição, pela equipa do Tavira Prio (atual Sporting-Tavira) do escalão Continental (terceiro escalão do Ciclismo Mundial), o que lhe valeu o salto para o estrangeiro. Passou seis épocas fora de portas, duas na equipa espanhola Caja Rural do escalão Profissional Continental (segundo escalão do Ciclismo Mundial) e mais quatro no World Tour (principal escalão do Ciclismo Mundial), ao serviço de equipas como Garmin Sharp, Cannondale e Trek-Segafredo. Ao serviço da última, André Cardoso preparava-se para disputar pela primeira vez na carreira a Volta a França, contudo, em vésperas da prova, foi submetido a um controlo antidoping que se revelou positivo. O ciclista natural do Porto mantém-se desde essa altura suspenso preventivamente pela UCI (União Ciclista Internacional), aguardando por uma decisão que tarda em chegar, encontrando-se impedido de competir em qualquer prova. 

O ciclista português foi submetido a um controlo antidoping cujo resultado da Amostra A (inicial) foi positiva, tendo o mesmo reiterado inocência e solicitado análise à Amostra B, que prevalece em relação à inicial, tendo o resultado desta sido inconclusivo. De acordo com as regras da Agência Mundial de Antidopagem, quando o resultado da Amostra B não se revela positivo, o ciclista é ilibado, uma espécie de “in dúbio pro reo”. Contudo, foi algo que não aconteceu com André Cardoso, pois o resultado da Amostra B foi classificado como “resultado atípico”, o que permite à UCI ainda que de forma pouco comum, mantê-lo suspenso.

Mais recentemente, houve um caso semelhante ao de André Cardoso mas com maior protagonismo, ou não se tratasse do vencedor por quatro vezes da Volta a França, vencedor de uma Volta a Espanha e de uma Volta a Itália, Christopher Froome que acusou positivo num controlo antidoping realizado durante a Volta a Espanha do ano transato. O ciclista britânico acusou positivo tanto na amostra A como na B cerca de dois meses depois de André Cardoso mas viu o seu caso ser resolvido com grande celeridade, tendo culminado na sua ilibação, ao contrário do português que desespera por uma decisão. É caso para dizer que a UCI teve dois pesos e duas medidas, André Cardoso pelo seu historial e pelo que já deu pela modalidade, merecia que o seu caso já estivesse resolvido há bastante tempo.

Em ação na Liége-Bastogne-Liége de 2017
Fonte: Trek-Segafredo

Uma coisa é certa, aos 33 anos (completa 34 em setembro), André Cardoso faz falta ao pelotão internacional e sobretudo, faz falta ao ciclismo português, ou não estaríamos a falar de um ciclista que nas sete Grandes Voltas (quatro Voltas a Espanha e três Voltas a Itália) em que participou, terminou todas elas no top 25 da geral individual, revelando-se um ciclista completo e sobretudo um trepador de elite mundial.

Foto de Capa: Slipstream Sports

Derradeiro obstáculo: PAOK FC

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Na derradeira eliminatória de apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões, os vice-campeões portugueses, SL Benfica, enfrentam os vice-campeões gregos e atuais vencedores da taça, PAOK de Salónica. Um adversário que promete vender muito cara uma possível passagem ao representante português. Importa então ficar a conhecer este oponente, num jogo de interesse para a nação benfiquista, mas também para o futebol português, após as perdas de Rio Ave FC e SC Braga nas pré-eliminatórias da Liga Europa.

Percurso

A nível de percurso, os Dikefalos Aetos (águia de duas cabeças), que ainda não iniciaram a sua campanha no campeonato nacional, já afastaram dois adversários de peso: FC Basel e FK Spartak Moscovo.

Para além de, na teoria, acabarem por afastar dois adversários que à partida eram favoritos, conseguiram fazê-lo em grande estilo, com duas vitórias caseiras e com duas boas exibições fora (0-3 na casa do FC Basel e 0-0 em Moscovo).

Em casa, pautam por assumir o jogo. Chutam bastante à baliza e são muito objetivos, empurrados por uma massa adepta ferrenha, que exige golos e espetáculo da sua equipa. Sobretudo contra o FC Basel, na sua casa (vitória por 2-1), fizeram quase 20 remates e, depois em St. Jakob Park, a jogar sobretudo em transições rápidas, conseguiram uns impressionantes três golos sem resposta.

Contra o FK Spartak Moscovo, em casa (vitória de 3-2), voltaram a jogar bastante ofensivamente (por vezes pagam caro por isso defensivamente), dando espetáculo e emoção ao jogo. Na Rússia, fizeram uma exibição de grande nível, tirando a bola aos russos e conseguindo ter bastante iniciativa de jogo, passando assim a eliminatória com nota artística (na primeira mão) e com classe e maturidade (na segunda).

Sporting CP 2-1 Vitória FC: Três pontos garantidos antes da visita à Luz

No relvado apresentaram-se duas equipas praticamente iguais àquelas que conseguiram vencer o seu jogo de estreia, sendo a única alteração nos 22 escolhidos a entrada do médio croata Josip Misic para o lugar de Petrovic na formação leonina, enquanto que Lito Vidigal manteve os mesmos 11 que venceram o Desportivo das Aves na jornada inaugural.

O Sporting entrou mais forte em campo e adiantou-se cedo no marcador, fruto de um rasgo individual de Nani, autor de um potente remate à entrada da área que só parou no fundo das redes do guardião sadino Cristiano. Nos primeiros dez minutos, mais concretamente aos nove, estava feito o primeiro golo do encontro. As bancadas do estádio José de Alvalade estavam mais uma vez muito bem compostas, num claro sinal de que os adeptos sportinguistas estão com a sua equipa num período conturbado a nível presidencial.

Quando nada o fazia prever, e após um erro monumental do guarda-redes francês Romain Salin, deixando a bola escapar, ficando esta à mercê dos atacantes vitorianos, o empate estava feito, após um golo aos 18 minutos do extremo Zequinha.

O Sporting acusou claramente o golo sofrido e demorou muito tempo a responder, ficando o resultado empatado até ao fim da primeira parte, com o Vitória Futebol Clube a criar as melhores ocasiões de golo, após ter alcançado o segundo tento do encontro.

Uma primeira parte frouxa da equipa orientada por José Peseiro, num jogo que parecia estar controlado nos primeiros 18 minutos, com o golo a aparecer relativamente cedo aliado a um certo conforto e domínio no jogo, mas que se complicou muito com o golo do empate.

Ao intervalo, houve uma troca de avançados no clube leonino, com a saída do holandês Bas Dost e a entrada do colombiano Fredy Montero.

A segunda parte mantinha o mesmo sentido da primeira, claramente desinspirada somente com alguns rasgos individuais de Nani (o outro grande desequilibrador, Bruno Fernandes, teve uma noite não).

Bruno Fernandes não teve uma exibição inspirada no jogo de hoje
Fonte: Sporting CP

Esta noite estaria reservada ao internacional português, que voltaria a marcar mais um golo, desta feita de cabeça após um grande cruzamento de Jovane Cabral aos 66 minutos, jovem lançado no decorrer da segunda parte.

Em suma, não foi um jogo brilhante do Sporting Clube de Portugal, longe disso, mas onde o objetivo mais importante ficou garantido, mais três pontos antes da visita ao Estádio da Luz, para encontrar o grande rival Sport Lisboa e Benfica na terceira jornada do principal escalão no futebol português.

 

Onzes Iniciais:

Sporting CP: Salin; Ristovski, Coates, Mathieu e Jefferson; Misic (Jovane Cabral) e Battaglia; Nani (Petrovic), Bruno Fernandes e Acuña; Bas Dost (Montero).

Vitória FC: Cristiano; Mano, Vasco Fernandes, Nuno Reis e Nuno Pinto; José Semedo, Costinha (Éder Bessa) e Ruben Micael (Alex); Zequinha (Berto), Mendy e Cádiz.

Boavista FC 0-2 SL Benfica: Encarnados somam e seguem!

Início da segunda jornada para Boavista FC e SL Benfica, que se defrontaram esta tarde, após terem entrado na Primeira Liga com triunfos importantes sobre o Portimonense e o Vitória SC, respetivamente.

No Estádio do Bessa, a formação de Jorge Simão manteve o mesmo onze, com os reforços Helton Leite, Neris, Rafael Silva e Falcone. Do lado benfiquista, a lesão de Castillo obrigou à entrada de Ferreyra, num onze que manteve a mesma base.

A primeira parte foi morna e pautada por oportunidades significativas e de claro estudo de ambas as partes, com o objetivo de chegar à baliza adversária.

Através de Cervi (2’) e André Almeida (7’), com um remate de meia distância, o SL Benfica manteve a postura atacante que tem mostrado nos últimos jogos. Do lado axadrezado, a oportunidade mais perigosa aconteceu por intermédio de Falcone (4’), que respondeu ao cruzamento rasteiro de Carraça, com um remate nas malhas da baliza de Vlachodimos.

Até ao primeiro golo, o jogo manteve-se bastante dividido, com as equipas a procurarem ter posse de bola e chegar à baliza adversária.

Ao minuto 35, o rumo da partida inverteu-se, com o golo de Facundo Ferreyra. A jogada surgiu no âmbito de um lançamento de Cervi ganho pela defensiva axadrezada. Ferreyra manteve-se atento e ganhou a bola a Idris e Carraça, inaugurando o marcador, com um remate cruzado e rasteiro.

A partir daí, e até ao fim da primeira parte, o SL Benfica entrou em crescendo, com mais posse de bola, e uma oportunidade clara de aumentar a vantagem, com um remate isolado de Salvio (41’) na cara de Helton, que defendeu.

Ferreyra abriu as hostilidades para o triunfo encarnado
Fonte: SL Benfica

Nos segundos 45 minutos, o SL Benfica manteve o mesmo ritmo, com dois remates perigosos de Gedson (47’) e Salvio (48’), num espaço de apenas um minuto.

O Boavista FC respondeu com a sua melhor oportunidade! Ao minuto 56, David Simão converteu um livre com efeito, que terminou com a defesa apertada de Vlachodimos.

Com o resultado em 0-1, o SL Benfica chegou ao segundo golo, com uma arrancada impressionante de Pizzi (62’), após recuperação e assistência de Salvio. Quatro minutos depois, Talocha esteve perto de fazer auto-golo, mas Helton manteve a concentração e afastou a bola em cima da linha de baliza.

Até ao final, o rumo da partida não mudou e, por duas ocasiões, o SL Benfica poderia aumentar a vantagem, através de Zivkovic (87’) e Pizzi (90’).

Apesar das oportunidades, o resultado manteve-se em 0-2, com uma boa exibição do SL Benfica, que soma mais três pontos na Liga Portuguesa. O Boavista FC começou por fazer frente à formação de Rui Vitória, mas a vantagem aparente dos encarnados acabou por fazer com que desaparecessem um pouco no jogo, apesar de terem criado oportunidades interessantes.

Na próxima jornada, o conjunto de Jorge Simão desloca-se a Santa Maria da Feira, para o embate com o Feirense, enquanto o SL Benfica disputa o primeiro derby da temporada, com o Sporting CP.

Onzes iniciais:

Boavista FC: Helton Leite; Talocha, Neris, Raphael Silva e Carraça; Rochinha, Idris (Rafael Lopes 71’), David Simão e Fábio Espinho (Rafael Costa 53’); Falcone e Mateus (André Claro 64’)

SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida, Rúben Dias, Jardel e Grimaldo; Fejsa, Gedson (Alfa Semedo 81’) e Pizzi; Salvio (Zivkovic 74’), Cervi (João Félix 88’) e Ferreyra

Chelsea FC 3-2 Arsenal FC: Marcos Alonso decisivo numa tarde fantástica

Na segunda jornada desta edição da Premier League, os blues, de Maurizio Sarri, procuravam dar continuidade à vitória de 3-0 sobre o Huddersfield. Já os gunners, de Unai Emery, queriam dissipar as críticas levantadas após a derrota de 2-0 face ao Manchester City. Dois técnicos novatos no futebol britânico e duas equipas ainda com muito a provar.

Aliás, desde o início do jogo, foram os dois treinadores que se destacaram. Isto porque o dérbi londrino se revelou extremamente aberto, com oportunidades de ambas as partes. O futebol ágil e largo próprio do estilo de jogo de Sarri embatia na pressão alta de Emery. Acabou por ser o técnico da casa a sobrepôr-se, quando Jorginho aproveitou a linha defensiva avançada do Arsenal para descobrir Marcos Alonso no flanco esquerdo. O lateral espanhol, isolado, passou a bola para o compatriota Pedro, igualmente sozinho na grande área contrária, e o número 11 do Chelsea não falhou. Após 9 minutos de grande intensidade, estava feito o 1-0.

As hipóteses não diminuíram depois do primeiro golo. No entanto, os blues agigantaram-se após saltarem para a frente. Jorginho e Kanté eram como portagens no meio campo e ninguém no Arsenal tinha a capacidade de as passar. Assim, os avançados tinham liberdade para pressionar alto e manter o domínio. Mas, aos 18 minutos, uma desatenção de Marcos Alonso deixa Bellerín solto no flanco direito. Este entra na área, mete o esférico rasteiro na área de penálti, onde estava Pierre Emerick Aubameyang, de baliza escancarada, para… falhar. Um desperdício anormal para um avançado desta qualidade, e que ainda foi mais agravado quando, no minuto seguinte, Morata ficou isolado em frente a Petr Cech – após passe de Azpilicueta – e fez o 2-0.

Morata celebrou ao serviço do Chelsea FC
Fonte: Chelsea FC

Além de um toque na bola com a mão de Marcos Alonso na sua grande área, aos 30 minutos, que o árbitro não assinalou, o Arsenal só se podia queixar de si próprio. Assim, quando o remate tenso de Mkhitaryan fez o 2-1, a 12 minutos do intervalo, os gunners assumiram a sua inconformação, para agrado de qualquer adepto neutro. E quando Iwobi respondeu ao cruzamento rasteiro de Bellerín para fazer o 2-2, o espetáculo estava definitivamente lançado. Quatro golos em 45 minutos, com os blues a voltarem aos balneários frustrados após perder uma vantagem aparentemente segura.

No reinício do jogo, que viu Lucas Torreira a entrar para o lugar de Xhaka, ambas as equipas pareciam ter assinado um pacto não verbal para desacelerar o ritmo da partida. O desgaste físico da primeira parte era aparente, e o Arsenal, que crescera no quarto de hora que precedeu o regresso aos balneários, acabou por devolver o comando do encontro ao Chelsea. Mais uma vez, as portagens no meio campo dos blues eram erguidas, e a criatividade de Iwobi, Özil e Mkhitaryan estaganara.

Infelizmente para os adeptos neutros, que tão contentes ficaram nos 45 minutos iniciais, teriam de esperar até aos 57 para ver a primeira hipótese de golo, por via de Ross Barkley, que obrigou Petr Cech a uma defesa muito complicada. Depois disto, o Chelsea não recuou, mas também pouco avançou. Ia controlando a partida face a um Arsenal cuja disponibilidade física era claramente inferior. Sarri, fumador compulsivo, estava visivelmente enervado com este impasse em que o jogo se encontrava. Sem o alívio de um cigarro à mão, decidiu, em sua vez, lançar Eden Hazard, para ver o que o craque belga podia fazer. E funcionou: aos 80 minutos, Lacazette sentiu na pele o que o número 10 do Chelsea consegue fazer, sendo deixado no chão, enquanto Hazard cavalga em direção à grande área do Arsenal, em cujo centro se encontrava Marcos Alonso. O lateral esquerdo, que já registara uma assistência nesta tarde, foi desta vez servido pelo colega de equipa e devolveu a vantagem aos blues.

Este golo deixou uns gunners já no limiar da exaustão, após 45 minutos a perseguir a bola, sem capacidade de resposta. Kepa Arrizabalaga ainda teve de fazer duas defesas pouco exigentes, mas foi Giroud que, aos 93 minutos, ainda teve uma grande oportunidade para ampliar a vantagem. No final de contas, o futebol dominante, rápido e ofensivo de Sarri prevaleceu sobre um Arsenal de Emery cuja pressão alta so funcionou durante um quarto de hora, dentro do qual ainda conseguiu fazer dois golos. Para os lados de Stamford Bridge, são seis pontos em seis possíveis. Já no Emirates Stadium a preocupação começa a aumentar: ainda por pontuar, os gunners veem-se agora mergulhados nos últimos lugares da tabela.

Onzes iniciais:

Chelsea FC – K. Arrizabalaga; C. Azpilicueta; A. Rüdiger; D. Luiz; M. Alonso; Jorginho; N. Kanté; R. Barkley (M. Kovacic 60’); Willian (E. Hazard 61’); Pedro; A. Morata (O. Giroud 75’)

Arsenal FC – P. Cech; H. Bellerín; S. Mustafi; Sokratis; N. Monreal; G. Xhaka (L. Torreira 45’); M. Guendouzi; A. Iwobi (A. Lacazette 75’); H. Mkhitaryan; M. Özil (A. Ramsey 68’); P. Aubameyang