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Girabola’18: D’Agosto conquista triunfo importante no dérbi de Luanda

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A cinco jornadas do seu fim, o Girabola mantém-se bastante incerto quanto à decisão do título! A ronda 25 do principal campeonato de Angola jogou-se no fim-de-semana de 21 e 22 de julho, e ficou marcada pelo escaldante dérbi de Luanda.

O Estádio 11 de Novembro foi o palco do duelo entre os dois primeiros da classificação: o Petro de Luanda recebia o 1.º de Agosto num jogo importantíssimo para as contas do título. Com as duas equipas separadas apenas por um ponto, a expetativa era de se assistir a um dérbi bastante intenso e muito bem disputado, o que acabou por se confirmar ao longo dos 90 minutos. A vitória acabou por sorrir aos “Militares” (por 0-2, com os golos a serem apontados ainda na primeira parte, por intermédio de Razaq e Mário), que assim voltam a assumir a liderança do Girabola, com 43 pontos conquistados e dois de vantagem para o rival Petro.

Num duelo bastante intenso, o D’Agosto levou a melhor sobre o Petro no dérbi de Luanda
Fonte: Girabola ZAP

O Interclube aproveitou o desaire do Petro para subir um lugar na classificação. Num jogo que apenas se disputou no dia 24 (terça-feira), os comandados de Paulo Torres receberam e bateram o Sporting de Cabinda com um golo solitário de Mano, logo no início do encontro. Graças ao triunfo, os “Polícias” ultrapassaram a equipa petrolífera e estão na vice-liderança com 42 pontos.

O Kabuscorp voltou a perder fora. Nesta ronda, os homens do bairro do Palanca foram até ao terreno do Sagrada Esperança e saíram derrotados pela margem mínima – o único tento do encontro foi da autoria de Etson. Com este desaire, o Kabuscorp está atualmente no décimo lugar, com 26 pontos conquistados em 25 jornadas já disputadas.

O jogo com maior número de golos da jornada disputou-se no Bengo. O Rec. Libolo foi até à casa do Domant FC e teve uma partida bastante complicada: a equipa do Calulo esteve a perder por 2-0, mas conseguiu alcançar o empate a três minutos do fim do encontro, graças ao golo de Magrão. O ponto conquistado fora em nada altera a situação classificativa da turma libolense, que mantém o sétimo posto.

Nos outros jogos, o FC Casa Militar venceu em casa a Académica do Lobito por 2-0 e o Recreativo da Caála ganhou uma nova esperança na luta pela manutenção, graças ao triunfo por uma bola a zero sobre o 1.º de Maio de Benguela. Progresso do Sambizanga e Bravos do Maquis não desfizeram o nulo no marcador durante a partida inteira.

Em jeito de balanço, podemos concluir que o 1.º de Agosto conseguiu dar uma excelente resposta à série menos positiva de resultados e conquistou uma vitória importante rumo à conquista do tricampeonato. Será que o título já está entregue ou haverá ainda algum “golpe de teatro” no topo da classificação no que falta jogar no Girabola’18? Irá descobrir-se nas próximas jornadas!

Foto de capa: Girabola 

Um Chelsea FC sem Courtois e Hazard

Thibaut Courtois e Eden Hazard têm sido maioritariamente associados ao Real Madrid nesta janela de mercado e, portanto, uma das perguntas que impera é saber como será o Chelsea de Maurizio Sarri se estas duas saídas se concretizarem.

O guarda-redes e avançado belgas foram 3º classificados no mundial e esta talvez seja a altura certa para abraçar um novo desafio depois de várias épocas ligados ao emblema londrino: oito e sete temporadas, respetivamente, embora o guarda-redes tenha sido emprestado ao Atlético de Madrid nas primeiras três épocas de contrato com os ‘blues’.

No jogo particular com os australianos do Perth Glory, Marcin Bulka, polaco de 18 anos da formação do clube da capital inglesa, fez os 90 minutos, apesar de claramente não ser, à partida, a primeira escolha para a baliza. Ainda há Willy Caballero, o suplente de Courtois na última temporada, mas que não dá de todo garantias, ele que teve um mundial de pouca inspiração… Por tudo isto é de crer que o Chelsea vá ao mercado buscar um guardião para substituir o belga.

Depois dos ‘quartos’ do Euro 2016, a Bélgica foi 3ª classificada no mundial da Rússia. Se Courtois e Hazard saírem agora do Chelsea, saem sem dúvida pela porta grande
Fonte: Chelsea FC

Já no caso de Eden Hazard, as opções que existem internamente não abundam nem garantem com robustez a mesma produtividade. Michy Batshuayi, Willian e Lucas Piazón careceriam de mais uma ou outra unidade de classe mundial para trancar a segunda linha do ataque no caso da ausência do seu número 10.

Pela frente, o Chelsea tem agora duros duelos de pré-temporada contra Inter e Arsenal, a contar para a International Champions Cup, isto antes da Community Shield de dia 5 de agosto, diante do Manchester City. Serão oportunidades  para perceber com maior acuidade as necessidades e progressos da equipa.

Courtois e Hazard ainda não voltaram das merecidas férias. Quando voltarem todos nós veremos se ambos serão duas novas bombas do mercado e como, nesse caso, este novo Chelsea de Maurizio Sarri se reinventará.

Foto de capa: EFL
Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

Grazie, Piccini

A semana abriu com más notícias para os lados de Alvalade. Foi confirmada a saída de Cristiano Piccini para os espanhóis do Valencia, numa transferência que estará avaliada entre os oito e os dez milhões de euros.

Sempre fui um apoiante e fâ de Piccini, conforme asseveram os textos escritos mais ou menos há um ano, quando o italiano começou a jogar com a camisola verde e branca e foi criticado de forma acérrima pela maior parte da comunicação social, que acabou por contagiar erradamente muitos adeptos leoninos.

Piccini conseguiu calar quem tanto o criticou e falou antes de ver a sua qualidade
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Cedo Piccini mostrou ao que veio e aquilo que podia oferecer aos leões. É um jogador fortíssimo defensivamente, com um pulmão inesgotável e um assinalável sentido de posicionamento dentro das quatro linhas. Fez quarenta jogos durante a temporada, sendo um jogador fetiche do técnico Jorge Jesus. Piccini apenas não chegou aos cinquenta ou sessenta jogos devido a problemas físicos que o atormentaram, principalmente, na segunda metade da época. O italiano vindo do Betis vinha envolto em alguma desconfiança, devido aos três milhões que nele foram investidos e a nunca ter passado a barreira dos trinta jogos disputados por época, durante o período em que esteve na Andaluzia, ao serviço do Betis de Sevilha.

Perdidos no tempo: Javi García

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De craque e melhor que Matic, para desaparecido e (talvez) a caminho do Sporting Clube de Portugal.

Javi Garcia chegou ao Benfica como uma das promessas do futebol espanhol. Formado nas escolas do Real Madrid FC, chegou a fazer uma época no Osasuna mas foi na época seguinte que foi uma das caras do plantel principal merengue. Não era uma estrela da equipa, mas cumpriu mais de vinte jogos numa temporada em que o clube da capital espanhola conquistou a segunda posição da LaLiga. Ao Benfica custou na altura sete milhões de Euros e vinha encaixar-se num plantel com várias alternativas à posição de trinco: Rúben Amorim, Airton e Ramires.

Rúben Amorim era um experiente polivalente que conhecia bem o futebol nacional e que podia facilmente encaixar como titular. Airton era um promissor jogador brasileiro que chegava também naquele ano para conquistar um lugar no onze inicial. Ramires dispensa apresentações, foi médio, foi extremo, foi de tudo um pouco, mas o meio-campo era um terreno que conhecia bem.

Quando chegou a Lisboa precisou apenas de cerca de trinta jogos na liga para sagrar-se campeão nacional na primeira época de Jesus. Jogava como trinco e tinha sempre um parceiro que criava o processo ofensivo do meio-campo encarnado. Por cá andou durante quatro anos e no quarto acabou por carimbar a merecida transferência para um clube de renome do momento: Manchester City.

Javi Garcia chegou a ser uma das maiores promessas do futebol espanhol, hoje é apenas mais um a jogar futebol em Espanha
Fonte: SL Benfica

Recordo-me o pânico que foi perder uma das principais peças do plantel não sabendo ainda que no banco, de seu nome Matic, estava um craque em explosão. No Manchester City foi recebido por Mancini que queria lutar pelo primeiro lugar da Premier League, mas começava aqui a grande queda e desaparecimento de Javi Garcia.

De internacional espanhol rapidamente tornou-se numa sombra daquilo que tinha sido até ao momento e ali esteve até que se desvalorizou e acabou por ser vendido ao Zenit. Em terras russas, a competitividade era diferente e talvez os milhões que eram falados foram motivação para o espanhol partir para aquele lado do globo. É neste período que Javi Garcia desaparece por completo e acaba por apenas ser mais um e não o jogador da equipa. Se ao Zenit custou dezassete milhões depois do City dar vinte, o Betis acabou por ir buscar o já trintão por menos de dois milhões de euros numa tentativa de dar qualidade ao plantel.

Passada uma temporada, quase um ano do regresso a terras espanholas, Javi Garcia está nas bocas dos jornais portugueses devido ao possível interesse do Sporting CP nos serviços do jogador de trinta e um anos. Neste momento, numa altura em que a idade pesa e que dificilmente conseguiria relançar-se na carreira, a transferência para Alvalade daria ao próprio um maior destaque que aquele que têm no Betis.

Foto de capa: SL Benfica

Mbemba: Finalmente Chegou!

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Agora é oficial: o FC Porto anunciou esta segunda-feira a contratação de Chancel Mbemba, defesa-central de 23 anos que rubricou um contrato de quatro épocas com os dragões. O valor da transferência não foi tornado público mas, ao que o Bola na Rede conseguiu apurar, o FC Porto teve de desembolsar cerca de sete milhões de euros para garantir Mbemba.

Mbemba, internacional pela República Democrática do Congo, iniciou a carreira profissional no RSC Anderlecht, onde de resto completou a formação. Seguiu depois o Newcastle FC, equipa que representou durante três épocas, e aos 23 anos aterra na Invicta para reforçar o eixo central do conjunto de Sérgio Conceição, que ficou órfão das saídas de Marcano, Reyes e Osório, este último por empréstimo.

«Vou dar o máximo de mim com esta camisola. É uma grande felicidade para mim. Toda a gente conhece o FC Porto, um grande clube. Lembro-me de estar em África e ver o FC Porto a vencer a Liga dos Campeões e recordo-me dos grandes jogadores que passaram por aqui. Estou muito contente por assinar pelo FC Porto», disse o jogador, citado pela nota dos dragões.

A estrutura do FC Porto confia no potencial de Mbemba
Fonte: FC Porto

Qualidade técnica, poderoso fisicamente, facilidade de passe, capacidade na primeira fase de construção, joga com a mesma qualidade como central pelo lado direito ou esquerdo e em recurso pode também fazer de defesa direito e esquerdo. Um verdadeiro reforço que vai ser muito útil a Sérgio Conceição podendo fazer um excelente dupla com Felipe. Apesar dos seus 23 anos conta já com uma vasta experiência, internacional por 42 vezes pela sua seleção onde aliás é capitão de equipa, 42 jogos realizados na Premier League e 11 jogos na Champions League.

Os reforços para o setor defensivo dos azuis e brancos não vão ficar por aqui. Éder Militão vai ser anunciado brevemente e a chegada de um defesa esquerdo não está colocada de parte. Com estes reforços e partindo do pressuposto que nenhum dos indiscutíveis é transferido, o FC Porto dificilmente deixará fugir o bicampeonato.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

WWE Evolution: Um passo gigante na revolução feminina!

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No próximo dia 28 de outubro, a WWE irá apresentar o primeiro pay-per-view feminino da história! Com o nome Evolution, será a noite em que as mulheres serão rainhas, ao invés da maior parte dos especiais, que são mistos, e da Greatest Royal Rumble, que não contou com a sua participação, devido às leis na Arábia Saudita, que impedem as mulheres de competir.

O novo evento foi anunciado no episódio do Raw desta semana, por Stephanie McMahon, Triple H e Mr. McMahon, que se dirigiram ao ringue para congratular o esforço e dedicação de todas as mulheres da empresa e, ao mesmo tempo, apresentar o passo seguinte na revolução feminina que chegou à WWE em 2015.

O evento realiza-se domingo, dia 28 de outubro, no Nassau Veterans Memorial Coliseum, em Nova Iorque. O cartaz incluirá apenas combates femininos, as defesas de todos os títulos femininos da WWE: Raw Women’s Championship, Smackdown Women’s Championship, NXT Women’s Championship e NXT United Kingdom Women’s Championship, e ainda a final do torneio Mae Young Classic, que arranca em agosto.

O primeiro evento exclusivo de mulheres é o próximo passo na revolução feminina da WWE
Fonte: WWE

Entre as participantes, Stephanie McMahon anunciou que mais de 50 lutadoras do passado, presente e futuro marcarão presença, divididas por vários combates de destaque. Segundo o site da WWE, estão confirmadas Ronda Rousey, Charlotte Flair, Alexa Bliss, Sasha Banks, Carmella, Nia Jax, Asuka, Trish Stratus e Lita, entre muitas outras.

Este é um passo histórico para a divisão feminina na WWE! Saber que terão um evento exclusivo, onde estarão reunidas as peças fundamentais da divisão, é a prova clara de confiança por parte da empresa e a consciência, cada vez mais presente, de que as mulheres são capazes de tudo e que são iguais perante os homens.

Fico extremamente orgulhoso por todos os desenvolvimentos que esta revolução está a ter e que está a mudar para sempre a participação das lutadoras femininas no ringue da WWE e por todo o mundo em geral.

Nos últimos anos, foram vários os acontecimentos que nunca ninguém imaginou serem possíveis: o primeiro combate Royal Rumble, Elimination Chamber, Iron Man, Money in the Bank, Hell in Cell, Extreme Rules e Steel Cage da história, Sasha Banks e Charlotte fizeram parte do main event do Hell in a Cell 2016, o facto de serem denominadas de “women wrestlers”, em vez de “divas”, e, ainda, terem direito a mais tempo de televisão, em vez dos combates e segmentos de 5 minutos e até menos.

Este evento é mais um passo em frente nesta revolução, que está para ficar e só agora está a dar os seus primeiros grandes passos. No dia 28 de outubro, não percam o WWE Evolution e, até lá, vão estando a par de todos os combates e outros anúncios que acontecerão neste evento.

Foto de Capa: WWE

A troca em que todos saíram a ganhar

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Está, aparentemente, terminada a novela “Kawhi Leonard”. Os Spurs chegaram na semana passada a acordo com os Raptors para uma troca que envia Leonard, juntamente com Danny Green para Toronto, com DeMar DeRozan e Jakob Poeltl a fazerem a viagem contrária. Uma troca que acaba por agradar às duas partes, por diferentes motivos, e que fecha assim um dos assuntos mais discutidos dos últimos meses na NBA.

Depois de apenas nove jogos realizados na última temporada e de muita polémica que fez correr bastante tinta, Kawhi Leonard mudou-se para o Norte e deixou de ser um “Spur”. Um negócio que coloca os Raptors numa excelente posição (sim, mesmo que Kawhi escolha os Lakers daqui a um ano) e mantém os Spurs competitivos, ganhando algo na já conhecida saída da sua maior estrela.

Os Raptors acabaram por fazer, talvez, o melhor negócio do verão. Kawhi Leonard (com a cabeça no sítio, obviamente) é o principal candidato a melhor jogador do Este. Principalmente depois da saída de LeBron. Com Kawhi e também Danny Green, a juntar ao já extenso elenco dos Raptors, os canadianos partem na pole position para vencer o Este, juntamente com os Boston Celtics. Kawhi é um campeão, um MVP das finais e o jogador mais completo de toda a NBA e por isso um upgrade em relação a DeRozan. Ora, se com DeMar o único obstáculo dos Raptors para a chegada às finais era o “bicho-papão” LeBron, com James do outro lado do continente, a porta abre-se para uma presença canadiana nas finais.

Depois de toda a confusão, Kawhi Leonard viaja para o Canadá para tentar trazer o tão desejado anel
Fonte: Toronto Raptors

Também em San Antonio as reações ao negócio são positivas. Se perder a grande estrela e aquele que devia ser o pilar da equipa por largos anos não é positivo, o final desta história já era conhecido e nunca os Spurs ficariam com Leonard. Com esta troca, os Spurs ganham um dos melhores marcadores de pontos da liga e um poste jovem com potencial, para juntar a uma equipa que conseguiu chegar aos playoffs mesmo sem Leonard. San Antonio mantém a competitividade e, embora não partam nem de perto como favoritos no Oeste, irão com certeza oferecer resistência aos Warriors e Rockets.

Porém, há a probabilidade de Leonard ficar apenas um ano no frio de Toronto e mudar-se, finalmente, para Los Angeles. Isso não é um problema para os Raptors e é isso que faz deles o destino ideal para Kawhi. Se o extremo decidir fazer como Paul George e assinar na próxima temporada pela equipa que trocou por ele, os Raptors ganham um jogador no ponto alto da carreira para dominar o Este e aguardar por um tombo dos Warriors nas próximas épocas. Se Kawhi decidir mesmo sair, os Raptors ganham espaço salarial para poderem reconstruir a equipa. Kyle Lowry e Serge Ibaka entrarão no último ano de contrato e serão “fichas para troca” muito interessantes para os candidatos ao título.

Com esta troca, os Spurs ganham um All-Star e tentarão complicar ao máximo a vida aos facoritos. Já os Raptors, terão sempre um futuro interessante, qualquer que seja a decisão de Leonard daqui a um ano e podem aproveitar um ano com um dos melhores jogadores da liga. É uma troca que funciona para todas as partes e que fecha um capítulo que se ia tornando cada vez mais complicado de acompanhar.

Foto de Capa: San Antonio Spurs

Carta Aberta aos críticos da Sky: Façam um esforço!

Desde a vitória de Bradley Wiggins no Tour de France 2012, a Team Sky tem sido o saco de pancada preferido de uma grande parte dos seguidores de ciclismo, pelas mais variadas razões. Desde o seu estilo de correr até preocupações de cariz ético, tudo tem sido arma de arremesso contra os britânicos. Este texto destina-se a todos os adeptos que não hesitam em criticar a Team Sky porque, por cada vez que têm razão, rapidamente a perdem sucessivamente.

Comecemos pelo mais básico, o seu estilo de correr. Confesso que sou suspeito neste aspeto, porque até aprecio o ciclismo por eliminação que a Sky proporciona nas etapas de montanha, mas concordo inteiramente que, por vezes, se torna demasiado monótono e um pouco aborrecido.  O problema é que a culpa não é propriamente da Sky, que se limita a colocar em prática uma tática que já lhe deu inúmeras vitórias. Os adversários é que continuam a mostrar-se incapazes de a contrariar e o Tour de France deste ano tem sido exemplo disso: temos visto algumas equipas a tentar algo diferente com ataques à distância, só que não o oconjugam com um endurecimento do pelotão, o que permite à Sky levar a corrida ao seu ritmo, poupando os seus gregários e controlando à distância, levando sempre muita gente perto dos seus líderes. Que Luke Rowe controle sozinho mais de metade de uma etapa de montanha é a prova de que o mal está na estratégia dos adversários e não somente na Sky.

Uma mais recente situação é a de Gianni Moscon, o temperamental prodígio italiano. Ora, não há como escapar aos erros de Moscon que, claramente, precisa de apoio para ultrapassar a sua impulsividade, que até a ele o prejudica. Ainda assim não se pode deixar de colocar em perspetiva as suas ações. Foi rebocado pelo carro nos Mundiais? Sim, mas quantos não o fazem? Uns sem ser apanhados, outros sendo-o, até o idolatrado Nibali já foi mandado embora de uma Vuelta pelo mesmo motivo. E ninguém nega que foi grave e incorreto o “chega para lá” a Gesbert, mas alguém deixou de apoiar Rui Costa e Carlos Barredo por estes terem chegado a vias de facto há uns anos atrás?

Bem mais sério é o tema dos TUEs de Wiggins. Não há qualquer dúvida para mim que a Sky ultrapassou os limites da ética e que agiu incorretamente. Mas, e isto é de extrema importância, fê-lo dentro da legalidade. Por isso, ainda que se possa criticar – e com razão – a Sky, essa energia devia ser gasta com os verdadeiros culpados, os burocratas que permitem este regime aberto a abusos.

Apesar das polémicas, Chris Froome continua a ganhar
Fonte: Team Sky

Seguimos na linha de críticas e, irremediavelmente, vamos parar ao caso de Chris Froome e do Salbutamol. Tenho lido em vários locais adeptos a argumentarem que Froome acusou positivo em mais do dobro a uma substância e, ainda assim, o poderio da Sky conseguiu que fosse ilibado. Quem fala assim é porque não fez o mínimo de esforço para perceber o caso. Como já disse anteriormente, penso que o grande mal demonstrado por este caso é provável que haja ciclistas que foram suspensos apenas porque não tiveram os meios para uma defesa forte que contestasse os duvidosos critérios da WADA para esta substância.

O que realmente continua por esclarecer é a misteriosa transformação de Froome em 2011, que de um mês para o outro passou de ciclista medíocre a estrela de Grandes Voltas. No entanto, também aqui os críticos da Sky cometem um erro quando pretendem comparar Thomas a Froome, por ter sido um homem de pista. A diferença é que, ao contrário do ocorrido com Froome, a evolução de Geraint Thomas foi um processo gradual e à vista de todos.

Por isso, a minha mensagem para os críticos da Sky é que façam um esforço e pensem bem no assunto, não culpabilizando o conjunto britânico só porque não gostam dele. É que, realmente, a Sky tem esclarecimentos para dar, mas há muito de mal no ciclismo em que os culpados são outros e se limitam a assistir confortavelmente ao destilar de ódio contra a Team Sky.

Foto de Capa: Team Sky

Uma mão cheia de (quase) nada

A pré-época corre a passos largos para o seu epílogo. No próximo fim de semana a equipa do FC Porto será apresentada aos sócios (recebe o Newcastle) e na semana seguinte já tem o primeiro jogo oficial da temporada (5 de Agosto) frente ao Desportivo das Aves, numa partida a contar para a decisão da Supertaça Cândido de Oliveira. Quer isto dizer que, a duas semanas do arranque da época, a equipa do Porto tem a pairar sobre ela um número desmesurado de dúvidas e a chegada de reforços (ou falta dela) começa a fazer soar os alarmes dos adeptos portistas.

Todos os dias os adeptos são presenteados com notícias esperançosas sobre este ou aquele reforço de primeira linha que está para chegar mas a verdade é que tal teima em não suceder. Chegaram, até agora, João Pedro, Saidy e Ewerton e nenhum parece mostrar, no momento, qualidade inegável e capacidade de ser primeira opção. Os dois últimos já foram, inclusive, dispensados por Sérgio Conceição.

Começa a tornar-se preocupante a falta de capacidade da SAD no ataque ao mercado. Róger Guedes (Extremo ex Atlético Mineiro) e Bissouma (médio ex Lille) foram dados como muito próximos de fechar contrato com o FC Porto e acabaram por rumar a outras paragens. Acredito que teriam sido dois reforços de peso. Mbemba (central do Newcastle) já foi dado como certo no clube há mais de um mês e chegou apenas esta segunda-feira. Éder Militão (central do São Paulo), de quem também se diz ter viagem marcada para Portugal ainda esta semana, está a ser apontado ao clube desde Janeiro. São alguns casos sintomáticos que atestam bem as dificuldades de manobra do FC Porto no mercado e que justificam algum já notório desconforto e impaciência de Sergio Conceição. Aliado a tudo isto, paira, também, no ar a possibilidade de novas saídas (Alex Telles, Aboubakar e Diogo Leite à cabeça).

Mbemba já chegou mas Sérgio Conceição aguarda mais reforços
Fonte: FC Porto

Jogadores importantes saíram e as suas vagas não foram, ainda, colmatadas. Torna-se impossível dissociar toda esta questão e todos estes dossiers da debilitada situação financeira do clube, que a imprensa insiste atenuar e relativizar, e que me parece ser, porventura, o fator que maior preocupação deve gerar na nação portista. Há um claro desnorte na preparação da época que não pode nem deve ser escamoteado por um jogo mais positivo da equipa frente ao Everton no passado Domingo.

Resta aguardar pelos próximos dias e desenvolvimentos para que exista uma visão mais clara de qual vai ser o desenho final do plantel do FC Porto e perceber se a direção liderada por Pinto da Costa vai ter a capacidade de munir a equipa dos reforços importantes e prometidos só treinador aquando da recente renovação de contrato.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Jogos Universitários Europeus: Coimbra lidera o ranking de medalhas

Foi das águas de Montemor-o-Velho que voltaram a emergir medalhas para a comitiva portuguesa e o feito voltou a pertencer à Universidade de Coimbra (UC), que fez sucesso nos K2 200m mistos e no K1 200m femininos. Na primeira categoria, Francisca LaiaDavid Varela venceram a prova e Hugo Figueiras e Sara Sotero ficaram no 3º lugar do pódio. Na segunda, Francisca Laia voltou a amealhar ouro para a UC.

Também houve medalhas de ouro no Judo, no Kata Masculino e Feminino (João Patrício e Inês Moreira)… mas por falta de participantes, pelo que não está reconhecida no ranking de medalhas dos Jogos Universitários. Ainda assim, este é liderado pela Universidade de Coimbra, com 8 medalhas conquistadas.

Coimbra lidera ranking de medalhas dos Jogos Universitários Europeus
Fonte: EUG

No futebol e no basquetebol, as coisas não têm corrido tão bem às cores portuguesas. Em femininos, a Universidade de Coimbra e a Universidade de Aveiro já não podem ambicionar medalhas depois de terem sido afastadas na fase de grupos em ambas as modalidades, o mesmo acontecendo com a Universidade do Porto e com a Universidade de Coimbra em masculinos.

Há esperanças no judo (Catarina Costa e Rodrigo Lopes lutam hoje pelo ouro), no rugby de 7 e no futsal. Porém, as 8 medalhas averbadas pela UC são já uma grande conquista para as cores lusas.

Pedro Machado