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Cápsula Lusitana: Nené – O homem que não sujava os calções

Quem é?

Tamagnini Manuel Gomes Batista ou como é conhecido Nené. Nasceu em Matosinhos, em Leça da Palmeira, a 20 de Novembro de 1949. O avançado Português começou a sua carreira no Ferroviário da Manga em Moçambique e mais tarde no SL Benfica. O Assassino Silencioso, como assim era conhecido, venceu ainda vários títulos nacionais e a Taça de Portugal. Participou na fase final do Campeonato da Europa de 1984. Foi o jogador mais internacional durante 10 anos (1984-1994), recorde este que só foi ultrapassado por João Pinto (FC Porto).

O que ganhou?

Nené e um jogador que conquistou para o seu currículo vários campeonatos. Ganhou um campeonato Nacional de Juniores, 10 campeonatos Nacionais de Seniores e ainda sete Taças de Portugal. Para além de todas estas conquistas, Nené é o homem dos recordes.  Durante a sua carreira fez cerca de 1020 jogos e 594 golos. Atualmente é o jogador com mais golos ao serviço do Benfica, sendo o 2.º melhor marcador depois de Eusébio. Conta-se 385 golos em 641 jogos. Ao serviço da seleção marcou 22 golos em 71 jogos e, no início da sua carreira, no Ferroviário da Manga, 21 golos em 13 jogos.

Nené conta com várias vitórias durante a sua carreira
Fonte: SL Benfica

Ainda foi destacado como sendo o melhor marcador da Liga Portuguesa e na Liga dos Campeões.

Onde está?

Atualmente está fora dos relvados como jogador profissional, pois já conta com 68 anos, no entanto a sua marca no futebol continua bem viva.

Nené recorda com carinho o seu tempo de fenómeno no futebol
Fonte: SL Benfica

 O futuro?

Visto estar atualmente reformado, Nené, mantém-se longe dos relvados mas continua sempre com o futebol no coração.

Foto de Capa: SL Benfica

Profecia da desgraça pode, afinal, não se confirmar

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fc porto cabeçalho

Com a pré época a entrar na reta final e um troféu já no horizonte, em disputa, é chegada a altura de um primeiro balanço ao FC Porto que 2018/19 pode esperar. E a primeira conclusão a que facilmente se chega é a de que, ao fim de um ciclo de três particulares com um nível de exigência a crescer gradualmente de jogo para jogo, o nível da equipa foi, também ele, acompanhando esse crescimento.

Na última noite, e como que a dar uma resposta firme às muitas dúvidas que se iam acercando sobre a capacidade do FC Porto de corresponder às (elevadas) expetativas para a época que se avizinha, foi dado mais um passo (e que passo!) na otimização de processos, fomentação de dinâmicas e aquisição dos níveis físicos e mentais exigíveis.

O cliché certo neste momento será o de que “nem tudo estava mal antes, nem tudo está bem agora”, mas, de facto, com o onze mais próximo daquele que poderá ser apresentado dentro de duas semanas, esta foi a primeira aparição do velho Porto, sem que na primeira vintena de minutos tenha conseguido disfarçar, contudo, os pecados já cometidos ante Portimonense SC e LOSC Lille.

João Pedro parece uma aposta certa para a lateral direita
Fonte: FC Porto

A concludente e motivante vitória sobre os ingleses do Everton Football Club mostrou ainda que João Pedro pode mesmo vir a ser um reforço e não apenas uma contratação. As fragilidades no aspeto defensivo ainda precisam de afinação, mas a disponibilidade no ataque deixa antever que Ricardo Pereira e Diogo Dalot não deixarão assim tantas saudades no Dragão.

A necessidade de completar o grupo com mais um ou dois reforços mantém-se. Os primeiros começam hoje a treinar e dão pelo nome de Herrera e Corona. Maxi também já participou no particular com os ingleses e parece estar aí para as curvas. De repente, a lateral direita deixou de ser uma evidente preocupação, mas o centro da defesa ainda carece de um leque mais alargado de opções, apesar da excelente resposta de Diogo Leite, que transborda confiança, serenidade e competência. O meio campo verá, para além dos pesos pesados Herrera e Sérgio Oliveira e das “formiguinhas operárias” Óliver e Otávio, o Comendador de volta dentro de pouco tempo. Já no ataque, um novo desequilibrador não seria de descurar, apesar de Hernâni dar a entender poder ser, enfim, uma alternativa mais ou menos viável a Brahimi e Corona. Soares e Aboubakar ainda buscam a melhor forma e, talvez também por isso, o setor ainda não carbure com a frequência que já se lhe reconhece. Uma questão de tempo. As dúvidas aqui residem nos nomes de André Pereira e Adrián López, já que, pelo menos um deles deverá ver o seu nome riscado. A confirmar nos próximos dias.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Espanha 6-3 Portugal: Portugal atacou, a Espanha marcou

Mais do mesmo. Numa partida em que Portugal apostava na reconquista do Europeu, a Espanha acabou por, como de costume, ser mais feliz e eficaz, voltando a conquistar o Campeonato da Europa de Hóquei em Patins, ao derrotar a seleção portuguesa por 6-3. Resultado bastante mentiroso e dispare, que pode sugerir interpretações erradas.

Portugal foi quem saiu com bola e logo nos segundos iniciais visou a baliza espanhola, mas Sergi Fernández negou o golo a Gonçalo Alves e a Diogo Rafael.

Gonçalo Alves era quem mais procurava a “porteria” espanhola e após várias tentativas de meia distância, assumiu uma iniciativa individual, entrou pela defensiva espanhola a dentro e fez o 1-0 para Portugal.

O jogo estava muito intenso e perto da marca dos primeiros cinco minutos, Portugal quase chegou ao segundo através uma situação de dois para um. Na sequência, foi Jordi Adroher a testar Girão. Contudo, pouco depois, lançamento de Lamas e Adroher, em cima da baliza portuguesa, repôs a igualdade.

A seleção portuguesa não sentiu o golo e na resposta, foi por milímetros que João Rodrigues não marcou. Volvidos alguns segundos, Gonçalo Alves foi parado em falta no interior da área espanhola. No correspondente penalti, Gonçalo Alves permitiu a intervenção de Segi Fernádez. Na recarga, o número seis de Portugal tentou uma “picadinha”, mas a mesma embateu no poste. Não marcou a seleção nacional, marcou a Espanha. Bargalló viu a desmarcação de Ferran Font e serviu o número quatro da seleção espanhola que, no interior da área portuguesa, confirmou a reviravolta no marcador.

Portugal carregava, mas a sorte não parecia querer nada com o conjunto lusitano, pois, cada ataque, cada bola nos ferros. A Espanha, bem a seu jeito, demonstrava uma enorme eficácia, algo que estava a ser decisivo para estar na frente do resultado.

Com cerca de onze minutos para o intervalo, Ferran Font acabou por ver um cartão azul após um incidente com Henrique Magalhães. Hélder Nunes, que teve uma semana negra no que à conversão de livres-diretos diz respeito, manteve a senda negativa após enrolar o esférico ao lado da baliza de Fernández.

Em situação de superioridade numérica, Portugal quase não teve o esférico em sua posse, não tendo conseguido contrariar a boa circulação espanhola.

Os comandados por Luís Sénica estavam na mó de cima, mas por mais perigosos que os lances de perigo construídos fossem, a “redondinha” não entrava na baliza de Sergi Fernández. Na dianteira do marcador, a Espanha procurava os desvios em cima da baliza, com Casanovas a ser o fornecedor do esférico de serviço.

A menos de quatro minutos para a pausa, perda de bola no ataque de Portugal e através de um contra-ataque venenoso, Eduard Lamas, isolado perante Girão, aumentou a vantagem espanhola para 3-1.

Concluída a primeira metade, a Espanha vencia Portugal por 3-1. Resultado extremamente inglório por tudo aquilo que a seleção portuguesa havia feito em pista. Várias jogadas de golo criadas, inúmeras bolas aos ferros, etc. No entanto, por outro lado, mais dois lances de bola parada desperdiçados que, se tivessem sido concretizados, dariam uma cor diferente ao marcador. A Espanha, à procura de reconquistar um título que já não vencia desde 2012, demonstrava um alto nível de eficácia e com Sergi Fernández na baliza, tudo ficava ainda mais fácil.

João Rodrigues foi um dos poucos a conseguir superar a defensiva espanhola, tendo apontado dois dos três golos de Portugal
Fonte: Europeo de Hockey Patines – A Coruña 2018

A Espanha foi o conjunto com mais posse de posse nos minutos iniciais do segundo tempo, mas não conseguiu dispor de nenhuma chance para marcar. A única exceção foi um lance Alabart que Girão defendeu.

Apesar de estar em vantagem, era o conjunto espanhol que ia tendo as melhores oportunidades e pouco depois de uma enorme intervenção de Girão a evitar um golo certo de Adroher, a Espanha chegou mesmo ao quarto. Num lance parecido com o primeiro tento, Alabart, após a bola ter desviado num jogador português, apontou o 4-1. Volvidos alguns instantes, Nil Roca abriu o caminho da área portuguesa para Pau Bargalló com uma cortina e o capitão espanhol não falhou, fazendo o 5-1.

Com uma diferença de quatro golos a menos no resultado, Portugal, se ainda queria dar um outro rumo ao desenrolar dos acontecimentos, teria de realizar uma recuperação épica. Porém, a seleção nacional estava muitos furos abaixo do que havia apresentado na primeira metade e não conseguia ir para cima da Espanha.

A faltarem cerca de treze minutos para o fim, Pau Bargalló viu um cartão azul após protestos. João Rodrigues assumiu a conversão do livre-direto e com uma excelente “picadinha” reduziu o score para 5-2. Pouco depois, surgiu a 10ª falta espanhola. João Rodrigues voltou à marca do livre-direto, mas desta feita não conseguiu marcar, enviando o esférico ao ferro.

Portugal procurava continuar a reduzir, mas depois de um lance em que ficou a milímetros de finalizar, a Espanha chegou ao 6-2 na jogada seguinte, por intermédio de uma stickada de Ferran Font. Melhor exemplo dos que estes segundos para resumir o encontro era impossível. Isto, porque a seleção portuguesa atacava e ficava perto de marcar, ao passo que a Espanha atacava e marcava.

Os minutos passavam e apesar de não deitar a toalha ao chão, Portugal não estava ligado à corrente, nada disso. Bem pelo contrário. A Espanha, por seu lado, sabia que tinha o jogo ganho e o cetro europeu reconquistado, tendo começado a gerir e a circular o esférico sem atacar a baliza portuguesa.

A cerca de um minuto do fim, Portugal cometeu a sua 10ª falta. Ignacio Alabart foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas não conseguiu superar Girão. Segundos depois, através de um lance de insistência, Hélder Nunes serviu João Rodrigues que, totalmente isolado, fez o 6-3.

Até ao final o marcador não mais se alterou e a Espanha conquistou o seu 17º Campeonato da Europa.

Vitória justa da Espanha pela sua enorme eficácia, sentido de oportunidade e capacidade para controlar o encontro, sobretudo nos segundos vinte e cinco minutos. Todavia, o resultado de 6-3 é bastante exagerado e não espelha o que se passou na pista do Riazor. Portugal foi bastante infeliz na finalização e não conseguiu revalidar o título que havia conquistado no ano de 2016, em Oliveira de Azeméis.

As 5 revelações da formação do FC Porto nos últimos dez anos

fc porto cabeçalhoO FC Porto sempre foi conhecido como um clube que revela grandes jogadores para o futebol mundial. Vários atletas que “nasceram” nos escalões de formação do FC Porto ganharam tanto destaque que foram negociados por altos valores. Revelar e negociar faz parte de uma grande parcela da receita do clube, assim como contratar jogadores latinos a baixo preço e revendê-los por valores bem maiores. Nesse “Top BnR” vou listar as cinco maiores revelações do FC Porto dos últimos dez anos. O período escolhido revela-nos que o clube teve certa dificuldade em revelar atletas oriundos da sua própria formação, mas uma nova “fornada” de miúdos está prestes a aparecer e as expectativas sobre o futuro são boas.

Carta Aberta a Jonas

Caríssimos Jonas,

Quando sugeri escrever esta carta aberta a uma figura tão importante do Benfica, nem sabia se ia detalhar o que tu mesmo já fizeste acontecer nos relvados de Portugal ou se, pelo contrário, ia escrever aquilo que queria que fizesses daqui para a frente. No meio disto fica a certeza que o que já fizeste é aquilo que quero que continues a fazer: magia perante as balizas adversárias.

Chegaste ao Benfica a custo 0, um custo 0 que nada era aquilo que tu valias no mercado. Vinhas numa altura em que o Benfica tinha acabado de ficar sem uma das caras mais importantes do ataque encarnado dos últimos anos: Lima. E vieste tímido, com essa tua voz fininha, com números importantes, mas que em nada antevia aquilo que ias fazer daquele dia para a frente. A tua história por cá é bem conhecida, recheada de golos, de assistências, de criação de lances de ataque, de “partir rins” a adversários, de, como o meu avô diz: “momentos em que carregas o Benfica às costas”. Diria até, em estilo de brincadeira, que não foste tu que assinaste pelo Benfica, mas sim o Benfica assinou por ti. Vinhas de um clube que tinha uma dimensão à nossa e que te empurrou para fora pois queria realizar uma renovação de plantel com caras novas e promessas.

Jonas é, a par de Oscar Cardozo, o melhor ponta-de-lança do Benfica dos últimos anos
Fonte: SL Benfica

Tu estavas a entrar numa fase mais final da carreira. Cá recebemos-te e fizemos de ti um apoio fundamental ao finalizar que fosse ele quem fosse. Funcionavas como um falso 9, um 10 e meio, um segundo avançado, chamem o que quiserem. Aos poucos percebemos a dependência que tínhamos de ti dentro de campo. Há um Benfica com Jonas e um Benfica sem Jonas. Na temporada passada entramos em “pânico” quando o Rui Vitória decidiu jogar em 4-3-3 e deixar-te sozinho na frente de ataque. Não sabíamos se ias lidar bem com tanto espaço disponível para andar, não sabíamos se a tua vertente de segundo avançado funcionaria sem um avançado principal. Porra. Mais uma vez surpreendias. Surpreendias com recordes, com golos a trás de golos, com um Jonas finalizar e que, mais do que nunca, carregava o Benfica às costas.

Olha, esta temporada exijo mais do mesmo. Pouco ou nada me interessa a tua idade. És como o vinho do Porto. Interessa-me ver-te em campo seja em 4-3-3 ou 4-4-2. Interessa-me que voltes a ser o melhor marcador do campeonato. Que procures bater os teus próprios recordes. Que seja o camisola 10 que qualquer clube gostava de ter. Quero ver mais Jonas que vi até hoje. Quero que aproveites a frescura do início de temporada para disparares no número de golos na Liga. E se puder continuar a exigir-te mais: Vê se marcas mais do que 0 golos nos clássicos e derbies com os eternos rivais. Nesses jogos, talvez pela pressão que há sobre ti, acabas por ser um fantasma daquilo que és no último terço do terreno.

És capaz de ajudar muito no processo de criação de lances de ataque, mas no momento em que precisamos de um remate certeiro teu, não há. Aproveita bem esta época e desfruta dos relvados nacionais. Nunca é demais olhares para os nossos adeptos e veres aquilo que somos. Não sabemos se esta é a tua última época na Luz portanto desfruta da melhor forma. E eu prometo que cá estarei, no final da época, para escrever-te a carta aberta daquela que vai ser uma época de sonho para qualquer adepto e jogador do Benfica.

Foto de Capa: SL Benfica

Jogos Universitários Europeus: Goleados no futebol, medalhados na canoagem

Fecha-se um ciclo, abrem-se outros. Se ontem, o voleibol e o ténis disseram adeus a Coimbra, cedendo lugar ao Futsal e à Canoagem, hoje foi a vez do Futebol e do Basquetebol chegarem à cidade dos estudantes.

Porém, estes dois últimos desportos não chegaram de forma amigável, sobretudo para a equipa da casa: no futebol, foi goleada pela Academia de Desporto de Smolensk (4-1) em masculinos e derrotada pela Universidade de Frankfurt (4-3) em femininos e, no basquetebol, os rapazes perderam por 89-56 frente à Universidade de Sevilha e as raparigas por 67-33 perante a Universidade de Cracóvia. Valeu, para as cores lusas, a vitória da Universidade de Aveiro (59-37 sobre a Universidade de Munster).

No pólo oposto, o Futsal e a Canoagem deram alegrias. No Futsal, todas as universidades venceram os primeiros jogos. Na Canoagem houve … medalhas, todas para a Universidade de Coimbra, que averbou o ouro nos 500 de K1 misto e a prata nos 1000 metros de K1 masculinos e nos 1000 metros de C1 masculinos.

Pedro Machado

Os 10 futuros treinadores dos 3 Grandes – 5 regressos e 5 estreias

Quem contratariam para o vosso clube se fossem os ‘donos disto tudo’?

Fizemos um estudo exaustivo, verificámos estatísticas, estudámos probabilidades, olhámos o passado e planeámos o futuro e alcançámos 10 nomes que poderão ser os próximos a sentar-se enquanto treinadores principais nos bancos dos 3 Grandes Nacionais. Os cinco primeiros serão cinco regressos e os cinco últimos cinco nomes talvez menos esperados.

Descubra assim connosco os próximos 10 homens que estarão nas luzes da ribalta e o farão sonhar com conquistas nacionais e internacionais.

‘Pequenos’, mas grandes obstáculos

Excetuando os casos das ‘super equipas’, como o Manchester City FC ou o FC Barcelona de Pep Guardiola, os casos em que os rivais estão mais enfraquecidos ou os casos em que existe um gigante que raramente adormece, como a Juventus FC ou o FC Bayern Munchen, os campeonatos são decididos por pequenas margens, como habitualmente acontece em Portugal. A diferença está, logicamente, em quem perde menos pontos.

O favoritismo atribuído em todos os jogos aos crónicos candidatos ao título parece, por si só, reservar a decisão da competição para os jogos em que estes se defrontam. No entanto, tal não corresponde a uma verdade absoluta, podendo o campeão perder os jogos frente aos rivais diretos e, ainda assim, festejar em maio.

Olhando para o tetracampeonato do SL Benfica e o mais recente título azul e branco, os últimos cinco anos, portanto, podemos observar situações deste tipo. Na época de 2013/14, o SL Benfica venceu com sete pontos de avanço sobre o Sporting CP e 13 sobre o FC Porto. Os encarnados alcançaram resultados positivos frente aos rivais (apenas uma derrota frente aos dragões e um empate frente aos leões) e deixaram 11 pontos frente aos demais clubes portugueses. Num total de 16 pontos perdidos, as águias realizaram uma prova sólida, ao contrário dos rivais; 23 pontos perdidos pelos de Alvalade e 29 pelos azuis e brancos – destaque para 23 deles terem sido frente aos ‘pequenos’.

À 21.ª jornada da última temporada, o GD Estoril Praia recebeu e surpreendeu os leões
Fonte: GD Estoril Praia

Na temporada de 2014/2015, os encarnados renovaram a conquista, desta vez com mais três pontos que os dragões e nove que os leões. Novamente com bons resultados frente aos rivais (dois empates frente aos leões e uma vitória e um empate frente aos dragões), o SL Benfica voltou a perder 11 pontos frente aos restantes clubes, somando um total de 17 pontos perdidos, mais um que na época anterior. O clube da Luz voltou, desta forma, a realizar uma época segura, apesar da constante proximidade dos dragões. Com uma derrota e um empate frente ao vencedor da prova, o FC Porto anulou-se numa partida e venceu a outra contra os leões e perdeu 13 pontos com os outros adversários, num total de 20 pontos cedidos. Por sua vez, a equipa de Alvalade perdeu 26 pontos; 17 deles contra os adversários mais ‘pequenos’.

Portugal 4-2 Itália: Grande segunda parte garante final a Portugal

Num jogo que reeditou a final do Europeu de 2016, Portugal e Itália defrontaram-se com o objetivo de garantir o apuramento para o encontro de todas as decisões. O adversário já era conhecido e tal como se poderia antever, a jogar em casa, a Espanha não tremeu e goleou a França por 8-2. Resultado bastante mentiroso. Portugal até foi para o intervalo a perder, mas depois uns segundos vinte e cinco minutos a grande nível, carimbou a presença na final de domingo.

A partida teve um começo intenso, com a Itália a ser a seleção que mais tempo tinha a bola em sua posse, mas não conseguia encontrar os caminhos para a baliza de Girão. Portugal sofria do mesmo síndrome, pois, quando tinha o esférico controlado e procurava chegar à baliza de Gnata, também não era nada fácil vislumbrar um trilho aberto.

Sem grandes espaços para chegar ao golo, Diogo Rafael fez uso da sua velocidade, ganhou alguns metros e disparou rasteiro para o fundo das redes transalpinas. Gnata pareceu ter sido enganado, pois, tendo em conta o seu posicionamento, não esperava uma stickada pelo chão. A vantagem não durou muito, visto que, após um lançamento de Iluzzi, Verona, em cima da baliza portuguesa, desviou o esférico e restabeleceu o empate.

O golo italiano confirmou o crescimento do conjunto orientado por Massimo Mariotti em pista. Portugal, por seu lado, baixou o ritmo e intensidade apresentados nos minutos iniciais, tendo imensa cautela na circulação da bola, algo que “facilitava” a vida à Itália.

Mesmo com o passar dos minutos, a intensidade em rinque não era muita e, por vezes, a qualidade do hóquei em patins praticado também não. Desta maneira, Portugal não conseguia construir grandes oportunidades de golo. A única exceção à regra foi um lance entre Rafa e Henrique Magalhães, no qual Gnata impediu o golo de Henrique Magalhães em duas ocasiões.

A cerca de seis minutos da pausa, Iluzzi viu um cartão azul após uma falta sobre Rafa junto ao banco português. Hélder Nunes foi o atleta chamado à marcação do respetivo livre-direto e, como de costume, a bola não entrou. Na sequência do lance, Rafa esteve quase a marcar, mas Gnata negou o golo ao jogador do FC Porto.

Em situação de superioridade numérica, Portugal acabou por ser surpreendido em contra-ataque e após um grande trabalho de Verona, Banini fez o 2-1 para a Itália.

Finalizada a primeira parte, a Itália vencia Portugal por 2-1. Apesar de ter inaugurado o marcador, a seleção nacional deixou o ritmo do jogo diminuir bastante, para uma intensidade favorável aos italianos que não demoraram muito a chegar ao empate. A jogar agarrado ao stick e à cautela, nem quando beneficiou de uma situação de superioridade numérica Portugal voltou a marcar, tendo, sim, sofrido um golo. Tal como no Europeu de 2014 que, curiosamente, também foi jogado em Espanha, Alcobendas, a Itália fez um golo quando se encontrava com um jogador a menos dentro de pista. Se Portugal quisesse chegar à final teria de melhorar e muito, os seus índices exibicionais.

Ricardo Gnata foi uma surpresa no cinco inicial italiano, mas esteve em grande ao evitar vários golos da seleção portuguesa
Fonte: World Skate Europe RinkHockey

Portugal entrou muito bem na segunda parte, demonstrando outra atitude e intensidade, mas apesar das chances de golo criadas, o empate não surgiu. Contudo, pouco depois da Itália ter ficado perto de marcar, Rafa, com um passe por entre os “pingos da chuva” da área transalpina, encontrou João Rodrigues que, ao segundo poste, só teve de empurrar para fazer a igualdade.

A seleção portuguesa estava melhor, criando várias oportunidades para finalizar, mas Gnata ia impedindo o terceiro golo nacional. A Itália, por seu lado, não sentiu o tento do empate e circulava a bola à procura do momento ideal para atacar.

Jogados cerca de doze minutos do segundo tempo, Henrique Magalhães foi impedido de stickar dentro da área italiana por intermédio de Banini. No respetivo penalti, Gonçalo Alves, ele que tem sido fustigado por vários toques ao longo da competição, não deu quaisquer hipóteses e com uma stickada a meia altura junto ao poste direto, colocou Portugal na frente por 3-2.

Na dianteira do resultado, Portugal aumentou o ritmo e intensidade do jogo. Contudo, pouco depois de chegar à vantagem, a seleção portuguesa cometeu a sua 10ª falta. Giulio Cocco, jovem jogador transalpino que vai reforçar os dragões na próxima época, é um especialista na conversão de livres-diretos, mas não conseguiu bater Girão, que manteve o seu posicionamento e não caiu na “manha” de Cocco.

Apesar da vantagem no marcador, Portugal procurava ampliar a margem mínima, mas Gnata, com alguma ajuda dos ferros, estava a conseguir manter a diferença em somente um golo. As oportunidades de concretizar sucediam-se, mas a “redondinha” teimava em não querer entrar. Mesmo assim, o conjunto italiano, ainda para mais em desvantagem, procurava restabelecer a igualdade e a cerca de quatro minutos do fim, não chegou ao golo porque Girão defendeu um desvio de Iluzzi.

Já dentro do último minuto, Portugal dispôs de um lance de contra-ataque de dois para um, mas Diogo Rafael preferiu segurar o esférico e esses segundos extra com a bola em sua posse, permitiram ver a entrada de Rafa que, isolado perante Gnata, não falhou, fez o 4-2 e garantiu a qualificação da seleção portuguesa para a final.

Grande segunda parte de Portugal que, desta forma, conseguiu virar resultado que trazia do intervalo, assim como garantir a presença na final de domingo. Pela frente, tal como se poderia antecipar, estará a Espanha, que durante a tarde de sábado goleou a França por 8-2. Todavia, o resultado é bastante exagerado e não espelha, nem de perto nem de longe, o que se passou em pista.

Na final de domingo, Portugal não terá tarefa nada fácil, pois, a Espanha tem estado muito bem ao longo de toda a competição, sendo a seleção com mais golos marcados (73) e menos golos sofridos (8) do Europeu. Jogadores como Pau Bargalló, o capitão espanhol, os jovens Nil Roca e Ferran Font, mas, também, o guardião Sergi Fernandez, têm estado em grande destaque.

O calendário da 53.ª edição do Campeonato da Europa para este domingo é o seguinte:

Definição do 9.º ao 11.º lugar:

9h00: Holanda vs Áustria

Definição do 7.º e 8.º lugar:

11h30: Inglaterra vs Alemanha

Definição do 5.º e 6.º lugar:

15h00: Andorra vs Suíça

Definição do 3.º e 4.º lugar:

17h00: França vs Itália

Final:

18h30: Espanha vs Portugal

Portugal: 1-Ângelo Girão (GR), 4-Diogo Rafael, 6-Gonçalo Alves, 7-Hélder Nunes e 9-João Rodrigues (CAP.)

Jogaram ainda: 3-Rafa e 8-Henrique Magalhães

Banco: 43-Pedro Henriques (GR), 2-Poka e 5-Vítor Hugo

Itália: 22-Ricardo Gnata (GR), 5-Federico Ambrosio, 7-Giulio Cocco, 9-Domenico Iluzzi e 14-Alesandro Verona

Jogaram ainda: 15-Davide Banini e 19-Marco Pagnini

Banco: 10-Leonardo Barozzi (GR e CAP.), 2-Samuel Amato e 6-Andrea Malagoli

A despedida de um dos homens da casa

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fc porto cabeçalho

Gonçalo Paciência partiu para a Alemanha nesta que é a primeira aventura fora de Portugal sem estar vinculado ao FC Porto. O jogador foi transferido por uma verba de três milhões para o Eintracht Frankfurt Fußball A.G., o mais recente vencedor da Taça da Alemanha. Desde 2003/2004 ligado aos “azuis e brancos”, o filho de peixe que sabe nadar nunca conseguiu afirmar-se totalmente de dragão ao peito.

Após a sua primeira época na equipa principal, em 2014/2015, foram quatro os clubes em que Gonçalo jogou a título de empréstimo! Em 2015/2016 vestiu as cores da Associação Académica de Coimbra, onde marcou 4 golos em 30 jogos. No arranque da época 2016/2017 jogou no Olympiacos FC, da Grécia, realizando apenas uma só partida e voltou a Portugal em janeiro para ingressar no Rio Ave FC, fazendo apenas um golo em 15 jogos.

A sua melhor marca a nível profissional foi na temporada em que regressou a casa. No início da época 2017/2018, Gonçalo Paciência não contava para Sérgio Conceição e a direção decidiu transferi-lo a título de empréstimo, desta vez para o Vitória FC (Vitória de Setúbal). Em seis meses fez 25 jogos e marcou 11 golos, um deles frente ao Sporting CP na final da Taça CTT. As boas exibições de Gonçalo não passaram despercebidas a Sérgio Conceição que viu no jogador uma boa solução para a frente de ataque portista. O filho de Domingos Paciência regressou finalmente a “casa”, no entanto, em 12 jogos não conseguiu marcar qualquer golo, pois fez apenas dois jogos como titular.

Gonçalo Paciência conquistou o 28º campeonato pelo FC Porto na última época
Fonte: FC Porto

Apesar de ter poucos minutos e poucos golos somados no FC Porto, Gonçalo não esconde que conseguiu realizar o seu maior sonho – ser campeão nacional no clube do coração. O atleta afirma estar eternamente grato por tudo aquilo que fizeram por ele e revela que a sua partida para a Alemanha não é uma despedida, uma vez que o clube fará sempre parte dele. Apesar de nunca ter sido uma estrela, esta é uma das razões para Gonçalo Paciência ser estimado pelos adeptos portistas. A sua dedicação ao clube, o seu envolvimento com o “mundo” portista e o talento de Gonçalo, que lhe deve ser reconhecido, valem muito mais que três milhões de euros e com certeza que as imagens de Paciência a festejar efusivamente a conquista do campeonato vão deixar saudades.

A transferência de Gonçalo para a Alemanha causa alguma indignação por parte dos adeptos do FC Porto, uma vez que, como já referido, era um jogador da formação e que honrava o emblema que trazia ao peito, jogava nas camadas jovens da seleção portuguesa com bastante regularidade e para muitos o montante da transferência não faz jus ao valor do jogador. Mas os adeptos não foram os únicos a ficarem indignados, também Sérgio Conceição ficou descontente com a SAD do FC Porto, pois segundo a imprensa portuguesa, Gonçalo Paciência foi vendido sem o conhecimento do mesmo.

Apesar de tudo o que poderá estar envolto desta transferência, resta-nos agradecer por tudo o que Gonçalo fez pelo clube e desejar-lhe o maior dos sucessos na sua carreira. Boa sorte, campeão!

Foto de Capa: Eintracht Frankfurt Fußball A.G

Artigo revisto por: Jorge Neves