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3 razões para continuar sportinguista

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A crise que se abateu sobre o clube de Alvalade tem feito correr muita tinta, animado muitos blogs e páginas de redes sociais e, sobretudo, enchido o peito a muitos jornalistas, jornaleiros e outros que tais, em programas televisivos de horário nobre. O discurso que se gerou em torno da crise do Sporting está a ter repercussões mais graves do que a crise propriamente dita. E isso agrada a muitos, particularmente aqueles que, vindo muitas vezes do interior do clube, rebocam nesse discurso para ver se ganham com isso um lugar ao Sol. Mas os sportinguistas estão atentos e não vão permitir tal coisa.

Permitam-me contrariar o sentido do vento. Não vou falar na tão já falada crise do Sporting. Vou pegar apenas nela para refletir sobre algo que me parece crucial: afinal, quais as razões para se continuar sportinguista nestes tempos de crise do Leão? Há três razões principais:

A braçadeira escolhe o seu dono

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A aproximar-se o início da nova temporada existem obviamente muitas arestas para limar. Um dos pontos que exige uma análise criteriosa é o lote de capitães, que têm um papel muito importante em qualquer equipa, seja de que modalidade for.

Ser capitão é um cargo extremamente importante no seio de um coletivo. Um capitão tem mais responsabilidades que os restantes elementos do coletivo, pois é ele que os representa. Seja no relvado ou no balneário, o capitão deve ser respeitado e zelar pelo melhor para os seus colegas e equipa. Provavelmente todos os jogadores gostariam de ser capitães, no entanto nem todos têm esse perfil. Um jogador pode até ser a “estrela” da equipa e pode não ter o perfil desejado que o cargo exige.

Na temporada anterior o trio de capitães dos leões era constituído por Rui Patrício, William Carvalho e Coates. Com as saídas confirmadas do guarda redes e do médio defensivo, irá ocorrer uma revolução no lote de jogadores que envergará a braçadeira na próxima temporada.

Portugal supera fase de grupos do Europeu com distinção

Após seis dias repletos de hóquei em patins, chegou ao final a fase de grupos da 53.ª edição do Europeu da modalidade que está a realizar na Corunha, Espanha, no Palacio de los Deportes de Riazor.

Portugal, inserido no grupo A, realizou uma fase de grupos em crescendo, tal como se poderia antecipar, tendo somado quatro vitórias em quatro jogos. Todavia, pese embora tenha vencido todos os jogos, no primeiro encontro a “sério” que teve contra a França, acabou por demonstrar alguns défices defensivos, que acabaram por ser suplantados por uma enorme determinação coletiva, que levou Portugal a virar o marcador e vencer a partida.

No domingo, Portugal fez a sua estreia no Europeu e diante de uma jovem seleção de Andorra, não necessitou de muito tempo ou esforço para garantir uma vitória segura e volumosa. Nem três minutos haviam sido jogados e a Portugal já vencia por 3-0. Antes da pausa, Rafa bisou e levou a seleção nacional a vencer por 5-0 para as cabines. O segundo tempo não trouxe nada de novo e sem impor um grande ritmo em rinque, os comandados de Luís Sénica foram aumentando a diferença no marcador até aos 11-0 finais.

Na segunda jornada, Portugal teve um teste, teoricamente e que se confirmou na prática, mais difícil ao defrontar a seleção da Suíça. A seleção nacional já se apresentou muitos furos acima daquilo que havia demonstrado na véspera. Impondo mais ritmo, velocidade e intensidade em pista, mas diante de um conjunto suíço que limitou a defender, baixando muito as linhas, saindo nunca ou raramente da zona do “garrafão” do basquetebol, acabou por ter dificuldades em chegar ao golo.

Não era nada fácil entrar no quadrado da seleção da Suíça e mesmo quando o conseguiu fazer, teve pela frente uma autêntica “parede” chamada Guillaume Oberson. Guardião do HC Montreux, que realizou uma enorme exibição e que foi travando grande parte dos lances que os seus colegas não conseguiram travar. Mesmo com uma enorme diferença de potencial entre as duas equipas, esta forma de abordar o jogo por parte da Suíça, fez com que, chegado o intervalo, o marcador somente indicasse uma vantagem de 2-1 a favor de Portugal. Na segunda metade a partida quase não se alterou, mas com maior ou menor dificuldade, Portugal foi avolumando o score até ao resultado final de 7-1. Segunda vitória em outros tantos jogos para a seleção nacional antes do dia de folga, mas nota negativa para os seis lances de bola parada (um livre-direto e cinco penaltis) que Portugal não conseguiu concretizar.

Terça-feira foi dia de folga, mas no regresso ao rinque do Riazor, Portugal não acusou a pausa e manteve o crescimento. Diante da Áustria, o conjunto mais fraco do seu grupo, a seleção nacional fez sua melhor exibição até então, tendo imposto um ritmo alto e melhorado alguns dos défices demonstrados perante a Suíça. Deficiências essas que se focavam mais na área da concretização.

A jogar bem e a marcar golos belos golos através de lances coletivos, o conjunto orientado por Luís Sénica chegou aos quinze minutos do primeiro tempo a vencer por 8-0. Segundos antes do intervalo, Rafa fez o 9-0 e o resultado registado ao intervalo. Nos segundos vinte e cinco minutos, o sentido do encontro manteve-se e Portugal foi marcando mais uns golos, mas, também, aproveitando para gerir forço para o que se seguia no campeonato da europa (a discussão do primeiro lugar do grupo com a França e a posterior fase a eliminar). Todavia, a Áustria ainda conseguiu marcar o seu golo de honra por intermédio de Stefan Sahler, fixando o marcador em 15-1.

João Rodrigues tem estado com o stick quente, tendo marcado por dezoito ocasiões durante a fase de grupos
Fonte: World Skate Europe RinkHockey

Na última jornada da fase de grupos, Portugal defrontou a França, seleção que venceu todos os encontros em que seria teoricamente mais forte, mesmo contando, somente, com oito jogadores na ficha de jogo, na partida que decidiu o primeiro e segundo lugar do grupo A. A seleção nacional entrou a perder, mas respondeu bem e conseguiu chegar ao empate. A igualdade durou apenas alguns segundos e pouco depois do 2-1, o conjunto gaulês fez o 3-1. Portugal jogava bem, mas não conseguia marcar, muito devido a uma excelente exibição de Keven Correia, guarda-redes com raízes lusitanas e que na próxima época vai reforçar o Valença HC. Desta forma, terminada a primeira metade, os comandados de Luís Sénica iam perdendo por 3-1.

A entrar na segunda parte em desvantagem, Portugal teve de correr atrás do resultado, mas Keven Correia foi negando o golo português. O balanço ofensivo lusitano foi tal que, num lance de contra-ataque, Carlo Di Benedetto aumentou a vantagem francesa para 4-1. A seleção nacional carregava e passados alguns minutos, Gonçalo Alves aproveitou uma grande penalidade para reduzir a diferença para 4-2. O golo deu um novo alento ao conjunto luso que, minutos depois, a partir de um lance de insistência de Diogo Rafael, João Rodrigues fez o 4-3. Portugal “cheirava” o empate e num novo lance entre os antigos companheiros de equipa no Benfica, João Rodrigues restabeleceu a igualdade.

Com pouco mais de um minuto para o final, Diogo Rafael apontou o 5-4 e garantiu uma vitória, totalmente, “arrancada a ferros”, assim como, o primeiro lugar do grupo para Portugal. Contudo, apesar da vitória, será necessário ter em conta os erros defensivos que resultaram em grande parte dos golos de França, mas, também, os três livres-diretos desperdiçados. Nota para que durante toda fase regular, a seleção nacional dispôs de treze lances de bola parada, sete livres-diretos e seis penaltis, tendo apenas concretizado um livre-direto e uma grande penalidade.

No que ainda diz respeito ás contas do grupo A, a Andorra acabou por ser a grande surpresa, ao finalizar a fase regular na terceira posição à frente da Suíça, que terminou em quarto, em virtude das vitórias contra a Áustria, o “lanterna vermelha”, por 6-0 e, precisamente, diante do conjunto suíço por 3-2.

No grupo B, Espanha e Itália não deixaram créditos por mãos alheiras e demonstraram ser as seleções mais fortes. Após goleadas diante da Bélgica e Holanda, Inglaterra e, sobretudo, a Alemanha foram conjuntos que maiores dificuldades conseguiram impor a espanhóis e transalpinos.

No entanto, nenhuma das duas perdeu pontos e o primeiro lugar do grupo ficou por definir no confronto direto entre a “La Roja” e a “Squadra Azzurra”. Numa partida muito equilibrada, bastaram dois momentos para a Espanha levar de vencida a Itália por 2-0. Na primeira parte, uma distração de Federico Ambrosio ofereceu a Nil Roca os milésimos de segundo que necessitava para ganhar espaço e só com Barozzi pela frente, atirou a contar para o 1-0. Na segunda metade, através da 10ª falta transalpina, Jordi Adroher apontou o 2-0.

Continuando no grupo B, Alemanha e Inglaterra, apesar de terem perdido os seus jogos contra a Espanha e a Itália, demonstraram qualidade e evolução do Hóquei em Patins praticado e, por isso, não é de estranhar que tenham vencido as partidas contra a Holanda, que também demonstra ter alguma qualidade que pode e de ser trabalhada, e contra a Bélgica. No jogo que decidiu o terceiro e quatro lugar do grupo, o conjunto germânico acabou por ser mais forte e derrotar os britânicos por 8-4. No encontro entre os dois últimos classificados, a Holanda confirmou a superioridade teórica que vinha apresentando e goleou a seleção belga por 10-5.

Nesta fase de grupos da 53.ª edição do Campeonato Europeu de Hóquei em Patins, nota ainda para dois recordes. Logo na primeira jornada, a Itália aplicou a maior goleada de sempre em Europeus, ao ter derrotado a Bélgica por 24-0. Na terceira ronda, destaque para o golo apontado pelo belga Serge Berthels, atleta de 52 anos carinhosamente conhecido como o Avô da Bélgica, que se tornou no jogador mais velho de sempre a marcar num Campeonato da Europa.

O calendário do Europeu para sexta-feira é o seguinte:

Definição do 9.º ao 11.º lugar

9h00: Áustria vs Bélgica

Quartos de final

11h30: Alemanha vs França

16h30: Andorra vs Itália

19h00: Suíça vs Espanha

21h00: Inglaterra vs Portugal

Foto de Capa: World Skate Europe RinkHockey

«O meu objetivo é divertir-me»: o que traz Sarri ao Chelsea FC?

Enquanto os olhos do mundo do futebol estavam postos na Rússia, grandes mudanças ocorriam em Stamford Bridge. Antonio Conte, que chegara em julho de 2016 e dera ao clube o título de campeão inglês na sua primeira época, foi demitido. Para o seu lugar, chegou Maurizio Sarri, anteriormente do SSC Napoli. Um italiano austero, apaixonado e agressivo é substituído por um compatriota delicado, calmo e ponderado. Com esta mudança de personalidade vem uma mudança na filosofia de jogo. O que podemos esperar dos blues esta época?

Na sua primeira conferência de imprensa enquanto treinador do Chelsea FC, Sarri falou pouco das alterações que pretende implementar. Afirma que é necessário deixar o que “Antonio Conte fez bem” como está. De resto, teve uma afirmação, no mínimo, caricata: quando questionado acerca do que teria de fazer para manter o seu lugar enquanto treinador, o italiano respondeu apenas que o seu objetivo pessoal é divertir-se: “Nem toda a gente tem o privilégio de se divertir enquanto faz o seu trabalho”, disse.

A imprensa inglesa não parece ter apreciado as palavras do novo comandante londrino, pelo que a esta afirmação se seguiu um peremptório “ser divertido ganha troféus?” da parte de um jornalista. Aqui, Sarri aproveitou para vincar o tipo de mentalidade que quer incutir no clube: “é melhor desfrutar e não ganhar do que vice-versa”.

Sarri despertou a curiosidade de todos os adeptos da equipa londrina
Fonte: Chelsea FC

Estas declarações apresentam-se aos adeptos do Chelsea como uma espada de dois bicos: se por um lado é bom ter um treinador que queira apresentar um futebol positivo, que contrarie a tendência defensiva da equipa desde a última passagem de Mourinho, em 2015, não será que estes também procuram, acima de tudo, uma equipa que vença títulos domésticos e europeus?

Uma equipa que possa ombrear com alguns dos maiores nomes do futebol? E, além disto, ainda existe o fator Roman Abramovich. Dono do clube desde agosto de 2003, o magnata russo já despediu mais de uma dezena de treinadores, entre os quais se contam José Mourinho (duas vezes), Carlos Ancelotti e Roberto Di Matteo, este último afastado mesmo após a conquista da Liga dos Campeões. Abramovich investiu centenas de milhões de euros no clube e não exige dos seus técnicos nada menos que a excelência. Resta saber como é que irá reagir a esta conferência de imprensa.

O futuro é agora

No pouco que pude ver da pré-época há já dois jogadores da formação que poderão ser apostas no decorrer da próxima época. Falo de João Félix e Gedson Fernandes.

João Félix tem o toque dos predestinados. É um miúdo talentoso, que gosta de ter a bola e de a jogar com os colegas. É tecnicamente apurado, criativo e gosta de jogar bonito: tenta tabelas e triangulações e só parte para o drible quando vê que há condições para ser bem sucedido.

Está ainda num processo de maturação porque só pode jogar aquilo que sabe quando o modelo de jogo em que está inserido o permite. E até ver o modelo de Rui Vitória ainda não potencia as qualidades de jogadores assim, jogadores que dão o máximo só quando a equipa está perante uma forma única e criativa de jogar. João Félix lembra Aimar, permitam-me a heresia. O mago argentino teve uma primeira temporada no Benfica boa mas não excelente. Percebia-se que o seu nível só estaria no ponto quando encontrasse um treinador que potenciasse os seus atributos. Felizmente para ele e para o Benfica Jorge Jesus chegou na época seguinte e retirou do eterno 10 o melhor que o mesmo tinha para dar. Aimar, com a ajuda de Saviola, Ramires, Fábio Coentrão ou Di Maria, pertenceu a uma das melhores equipas que o futebol português alguma vez viu e o Benfica realizou uma época brilhante.

Com Félix terá de suceder o mesmo. Se Rui Vitória conseguir juntar os mais talentosos em campo nem precisa de muito, eles entendem-se. É preciso o treinador do Benfica perceber isso e escolher os melhores. Se assim o fizer, Félix será titular rapidamente.

João Félix é para jogar já, se o modelo de Rui Vitória o permitir
Fonte: SL Benfica

No caso de Gedson Fernandes o caso é diferente. Gedson é um protótipo de jogador moderno. Moderno porque tem características que se adequam a qualquer modelo e a qualquer treinador, sejam ambos bons ou maus.

Gedson é arrogante, tal qual Renato Sanches, não se escudando do jogo. Mas é melhor que Renato porque tem mais classe. Não esgota o seu futebol em correrias loucas e no poder físico. Faz isso mas junta-lhe a pausa e uma qualidade técnica superior. Acrescente-se a isto velocidade e inteligência de execução com um raro poder de chegar à área e rematar e estamos perante um jogador do futuro, que agrada a qualquer um. Jogue o Benfica com dois ou três médios considero que é uma questão de tempo até Gedson se fixar no onze. Os sacrificados podem ser Pizzi ou Zivkovic mas um deles sairá, com toda a certeza.

Félix e Gedson, dois talentos da formação, provam que o futuro é agora.

Foto de Capa: SL Benfica

Jogos Europeus Universitários: portugueses sem medalhas, mas de cabeça erguida

Sem medalhas, mas com a cabeça levantada. É assim que se pode resumir o espírito das equipas portuguesas de Badminton e Andebol no último dia de competição destas modalidades nos Jogos Europeus Universitários.

No Badminton, os quintos lugares da Universidade Nova de Lisboa (Singulares Femininos) e da Universidade de Lisboa (Singulares Masculinos e Pares Masculinos) não deram medalhas, mas são motivo de orgulho para os respectivos atletas.

Quanto ao Andebol, é de destacar o 6º lugar da Universidade do Minho e o 9º da Universidade de Coimbra nos masculinos, sendo que este tem um sabor especial, pois a equipa da casa era a única sem ranking entre as participantes e teve algumas condicionantes, segundo nos revelou Sandro Gomes, treinador da Associação Académica de Coimbra«uma equipa do grupo [Universidade de Varsóvia] perdeu o voo, não competiu e isso prejudicou-nos. Podíamos, agora, ter disputado um lugar entre os 8 primeiros».

O treinador da Universidade de Coimbra esteve à conversa com o BnR
Fonte: Pedro Semedo / Bola na Rede

Ainda assim, o jovem treinador, que também orienta as camadas jovens da Vacariça, revelou-se satisfeito com os Jogos e com a sua equipa – «Tivemos grande espirito de grupo. Houve boas vivências e a organização esteve bem ao nível das condições dos pavilhões, dos transportes e da alimentação. Correu tudo bem, com a excepção da organização do quadro competitivo».

Pedro Machado

Guerra aberta no CF ‘Os Belenenses’: o que diria o Velho do Restelo?

A pré-temporada da equipa a quem chamamos, pelo menos por enquanto, CF ‘Os Belenenses’ tem sido tudo menos calma. O panorama em que a equipa atua neste momento pode ser considerado tudo menos normal.

Os desentendimentos entre o clube e a SAD parecem não ter meio de se resolver e os impactos que este cenário irá ter a níveis desportivos são, ainda, meras suposições. Bem, o certo é que a pré-temporada já arrancou e parece que as coisas não estão mais fáceis para a equipa do ‘Restelo’ dentro das quatro linhas. Digo ‘Restelo’ entre aspas mas, se assim o preferirem, assumam que leram ‘Jamor’.

Se os maus resultados têm alguma coisa a ver com este cenário (ou não) é difícil de se dizer, mas a verdade é que em quatro jogos o CF ‘Os Belenenses’ perdeu três deles, tendo ganho apenas o último contra a Académica de Coimbra num desempate por grandes penalidades. No segundo desses quatro jogos, chegou mesmo a ser goleado pelo CF Penafiel por 5-2.

Em quatro jogos, os adeptos do Belém viram a sua equipa derrotada três vezes no início desta pré-época
Fonte: CF ‘Os Belenenses’

Em termos de jogo jogado, o CF ‘Os Belenenses’ parece uma equipa apática com muito pouco entrosamento entre os seus jogadores. Uma equipa que a época passada conseguiu fazer tremer e ‘roubar’ pontos inclusive aos dois candidatos ao título, FC Porto e SL Benfica, deixa muito a desejar neste arranque inicial de pré-temporada.

Pagava para ver o que diria o Velho do Restelo sobre isto tudo que se passa no clube da sua terra. Bastante crítico das modernices sobre a ida dos Portugueses para a Índia, decerto que também o iria ser perante a situação atual do CF Os Belenenses. Estas modernices que encontramos no futebol hoje em dia metem qualquer um maldisposto e apreensivo à semelhança dessa figura criada por Camões.

Chamem-me Velha do Restelo se quiserem, não me queiram é convencer de que isto que se passa no clube de Lisboa é normal. É péssimo para o futebol e para os seus adeptos e, pelos vistos, também para aqueles que suam a camisola pelas cores que representam. Os resultados dos últimos jogos, pelo menos, isso o demonstram.

Foto de Capa: CF ‘Os Belenenses’

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Do Porto para Espanha: a transferência que já era certa antes de o ser

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fc porto cabeçalho

Não seria uma grande surpresa ver Miguel Layún deixar o Dragão. Já era uma saída falada no passado mercado de verão, também no de inverno, e era de esperar que o defesa não se mantivesse de azul e branco. Desta vez, já é oficial. Layún rumou ao Villarreal CF.

Talvez a grande surpresa aqui, desta vez, seja o fluxo de saídas de que a defesa do FC Porto tem sido alvo nesta janela de transferências. Layún pouco se afirmou no Dragão, depois de uma primeira época em que deu nas vistas, 2015/2016, a época da sua chegada, foi a época de mais volume de jogos: 27, num total de 2370 minutos jogados e cinco golos assinalados na primeira liga. Por essa altura, Layún ficou conhecido como o “rei das assistências”, com 19 passes certeiros que terminaram em golos em todas as competições.

Ainda assim, o fulgor inicial foi-se perdendo, ora pela falta de aposta, ora pela troca na sua posição original. A titularidade deixou de ser um posto seguro para o mexicano, que viu os seus dias complicarem aquando da chegada de Alex Telles. Com Sérgio Conceição, Layún continuou a não ser aposta regular e a saída na segunda metade da época fazia prever uma transferência a tempo definitivo.

Layún e um dos compatriotas da equipa, Corona.
Fonte: FC Porto

Apesar de ter sido chamado pelo selecionador mexicano para integrar a comitiva que rumou à Rússia, para disputar o Campeonato do Mundo, o defesa já se tinha demonstrado insatisfeito no plantel portista e seria de prever que saísse para outras paragens. O grande fluxo de saídas poderia impedir que acontecesse, mas não se verificou. Villarreal CF é o destino.

Na última época, Layún realizou apenas sete jogos de dragão ao peito, num total de 258 minutos. Isto, na primeira liga. Alinhou ainda em duas partidas para a Taça de Portugal e três para a Taça da Liga.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

“New York, concrete jungle where dreams are made of…”

Jean Eric-Vergne, piloto francês de 28 anos é o quarto campeão da Fórmula E. O francês sucede assim ao brasileiro Lucas Di Grassi. 

Vergne começou a sua carreira nos Fórmulas em 2007, na Formula Campus Renault até que em 2010 ganhou a F3 britânica a conduzir pela Carlin. A partir daí foi presença habitual nas várias Fórmulas 3, até chegar à Fórmula Renault 3.5 Series. Esta seria a sua rampa de lançamento para a maior montra dos desportos motorizados, a F1.

Na temporada de 2011 enquanto conduzia na Fórmula Renault 3.5 Series, Vergne foi piloto de testes da Scuderia Toro Rosso. Em 2012 veio a confirmação oficial de que o francês iria conduzir a temporada completa pela equipa italiana. Mas o francês foi sempre um mal-amado neste mundo. A F1 é uma competição onde existe muita pressão, tal como disse Mark Webber numa entrevista à “Beyond the Grid | F1 Podcast”. Talvez por isso o francês nunca se conseguiu impor. Na temporada de 2015, Jean Eric-Vergne não teve lugar e acabou por assinar pela Ferrari como piloto de testes, mas o seu trabalho seria principalmente no simulador da equipa de Maranello. 

Em conjunto com o papel de piloto de testes da Ferrari, Vergne foi para um campeonato recentemente criado, a Fórmula E. Na primeira temporada da Fórmula E, o francês assinou pela Andretti Motorsport, equipa atual do nosso António Félix da Costa. Ainda passou pela DS Virgin até que assinou pelos chineses da Techeetah. Na primeira época pela equipa chinesa Vergne ficou em quinto no campeonato, com cinco pódios e uma vitória. Mas nada previa o que iria acontecer este ano. Quatro vitórias, seis pódios, voltas rápidas e 198 pontos tornaram Vergne no primeiro francês a ganhar a Fórmula E.

Jean Eric Vergne a correr pela Scuderia Toro Rosso em 2014
Fonte: Scuderia Toro Rosso

A sua coroação veio neste último Grande Prémio, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América. 

A primeira qualificação viu os dois pilotos da Techeetah, Vergne e o alemão Andre Lotterer serem penalizados para o final da grelha após uso abusivo da potência máxima, dificultando assim o trabalho de Vergne pela conquista do campeonato. O rival do campeonato mais próximo, Sam Bird, classificava-se em 14 da grelha. A pole position ia para Sebastien Buemi, da DAMS, com 1.13.911m.

Jogos Europeus Universitários 2018: O dia das primeiras medalhas portuguesas

Diz-se que Coimbra tem mais encanto na hora da despedida. Poderá ser verdade. Mas isso não implica que a cidade dos estudantes não seja encantadora na hora da chegada. A testemunhá-lo estão os rostos de felicidade e o espírito jovial de milhares de estudantes que nunca tinham estado na cidade e que por estes dias animam o complexo do Estádio Universitário, vestindo o papel de representantes das respectivas universidades (espalhadas por toda a Europa) como atletas das mais variadas modalidades nos Jogos Universitários Europeus.

Final do Basquetebol 3×3 disputa-se hoje
Fonte: Bola na Rede

Esse espírito positivo alastra-se um pouco por toda a cidade (as noites dos jardins do bar da Associação Académica de Coimbra têm combatido a habitual sazonalidade, por exemplo) e abrange tanto vencedores como vencidos. Embora, claro, seja muito melhor sair de Coimbra com algo mais que o habitual souvenir e experiências enriquecedoras.

E os estudantes-atletas da Universidade de Reading são, até ver, aqueles que terão as malas mais pesadas. Conquistaram seis medalhas (duas de ouro, seis de prata e três de bronze) todas no remo, modalidade onde, curiosamente, as Universidades portuguesas conquistaram as únicas medalhas até agora. A Universidade do Porto amealhou duas medalhas de ouro e a Universidade de Coimbra, equipa da casa, conquistou uma de ouro e outra de bronze.

Pedro Machado