Foi recentemente conhecida a convocatória de Fernando Santos para os jogos de preparação para o Mundial 2018 frente ao Egipto e à Holanda. Numa lista de convocados com relativamente poucas surpresas, para os adeptos do FC Porto a grande nota de destaque acaba por ser a ausência de Ricardo Pereira, uma opção do selecionador nacional que parece tornar a presença do jogador no Mundial como pouco mais do que uma miragem.
A época já vai longa e certo é que Ricardo Pereira tem sido, com pouca margem para dúvidas, o melhor lateral direito da Primeira Liga. Para além da velocidade, ofensivamente é um futebolista capaz de desequilibrar as defesas adversárias pela sua técnica, pela capacidade de jogar em espaços curtos e pela competência na ligação com os seus colegas. Defensivamente, não sendo um fora de série, consegue fazer uso da sua velocidade para resolver os lances de 1×1 com os quais se vai deparando.
Realizando uma análise das opções de Fernando Santos, a (triste) conclusão a que se chega é que nenhuma delas é melhor, no cômputo geral, do que Ricardo Pereira. Por um lado, João Cancelo é um futebolista ofensivamente muito interessante, que consegue dar muita profundidade à sua ala; porém, defensivamente apresenta tremendas fragilidades, sobretudo se a equipa defender de forma zonal. Por outro lado, Cédric Soares é um daqueles casos de “sucesso” de difícil compreensão: trata-se de um futebolista com alguma competência no momento ofensivo, mas são evidentes as suas dificuldades para jogar em espaços curtos; defensivamente tende a não comprometer mas, não raras vezes, apresenta lacunas no capítulo do posicionamento.
Terá Ricardo Pereira dito, em definitivo, “adeus” ao Mundial 2018? Fonte: FC Porto
Posto isto, não restam senão muitas dúvidas relativamente às opções de Fernando Santos para a posição de lateral direito da seleção nacional. Numa luta na qual ainda deverá entrar Nélson Semedo, Ricardo Pereira parece perder cada vez mais espaço e será, sem grandes surpresas face à situação atual, um dos ausentes do Mundial 2018 por opção técnica.
O passado leva a que os adeptos acreditem em Fernando Santos, embora fique sempre a ideia de que um milagre não acontece duas vezes na mesma capela (será preciso muito mais do que a seleção nacional mostrou no Europeu para que esta possa estar na luta pelo Mundial!). Portanto, resta esperar para ver. Por enquanto, a ideia que fica é que Ricardo Pereira poderia ser, não só pela sua qualidade como também pela polivalência, um jogador-chave para as aspirações da seleção das “quinas”. Porém, como bons portugueses, queremos veementemente que esta não seja mais do que uma crença errónea.
O nosso campeonato está recheado de jogadores estrangeiros e daí vêm muitas críticas, mas não há dúvidas de que grande parte deles contribuem para o futebol nele praticado. Se são muitos os estrangeiros de baixa qualidade e que tiram o lugar a jogadores portugueses, também são muitos aqueles que realmente conferem a “nota artística” que tanto se ambiciona.
Prova disso são as várias ausências que os plantéis verificam quando as provas nacionais param para as jornadas amigáveis ou de competição das seleções nacionais. No entanto, nem todos os estrangeiros de qualidade veem o seu valor recompensado com idas à sua seleção, pelas mais variadas razões. Exemplos disso são os defesas Alex Telles, Álex Grimaldo, Cristiano Piccini e Nikola Maras, os médios Filip Krovinovic e Wakaso e o avançado Shoya Nakajima.
A seleção brasileira parece ter alguma obrigatoriedade de convocar jogadores que atuam no Brasileirão e só assim se explicam as convocatórias de Fagner e Rodrigo Caio no lugar de jogadores de elevada qualidade como Alex Sandro, David Luiz ou Danlio. Posto isto, e esquecendo por momentos a sua recente lesão, as portas da canarinha parecem bem trancadas para o dragão Alex Telles, apesar das suas épocas recentes e de ter sido visto e avaliado várias vezes por adjuntos de Tite.
De um “mal” parecido sofre Álex Grimaldo. Ao lateral espanhol do SL Benfica ninguém lhe nega qualidade nem a capacidade de representar o seu país, o problema está naqueles que com ele “competem” por um lugar na convocatória de Julen Lopetegui. Para se instalar numa das alas de “La Roja” ou apenas no banco, Grimaldo teria de superar nomes como Jordi Alba, Cesar Azpilicueta, Marcos Alonso, Dani Carvajal ou Álvaro Odriozola. Não será impossível e Grimaldo tem ainda uma grande margem de progressão, mas neste setor, a Espanha está muito bem servida.
Debaixo de duras críticas, a Itália não estará presente no Mundial deste verão e defende-se uma reestruturação total do futebol italiano. Apesar dos problemas inerentes à tentativa de remodelação, uma “Squadra Azzurra” de “cara lavada” poderá sempre contar com defensores de qualidade. Muito dependente do estilo de jogo que passar a apresentar e da formação que a seleção adotar, Cristiano Piccini, o defesa lateral leonino, pode desejar uma chamada à seleção e aí fazer de tudo para que possa por lá ficar. Terá de superar, no entanto, nomes como Andrea Conti, Matteo Darmian, Danilo D’Ambrosio ou Alessandro Florenzi.
No lote de defesas estrangeiros a atuar em Portugal e que esperam pela chamada à seleção, encaixa ainda Nikola Maras. Melhor dizendo, Maras já atuou num amigável da seleção principal da Sérvia e numa competição sub-21 realizada no ano passado. Beneficiando de uma excelente adaptação ao futebol português e de um treinador que trata os jovens e o seu lançamento como ninguém, o sérvio augura agora à sua própria evolução de forma a tornar constantes as suas chamadas à seleção dos Balcãs.
Na zona central do terreno, destaque para os médios do SL Benfica e Vitória SC. Filip Krovinovic, croata de 22 anos, chegou dos vilacondenses com grande potencial de evolução que confirmou ao atuar pelas águias. Com sete jogos realizados pela seleção sub-21 numa fase final em 2017, Krovinovic apresenta-se como um futuro maestro do meio campo encarnado e só a grave lesão atrasa essa afirmação. No entanto, à semelhança de Grimaldo, vê a seleção como uma meta difícil para um futuro próximo. O meio campo da Croácia conta com nomes como Luka Modric, Milan Badelj, Ivan Rakitic, Marko Rog, Marcelo Brozovic ou Mateo Kovacic. Afigura-se, portanto, uma tarefa monstruosa para o médio benfiquista e resta-lhe esperar que figuras míticas atuais da seleção croata, como Modric ou Rakitic, na “casa dos 30”, se retirem em breve.
Wakaso destaca-se pela regularidade em todos os clubes por onde passou em Porugal Fonte: Vitória SC
Por outro lado, o ganês Alhassan Wakaso ainda espera a sua primeira internacionalização. Quase sempre em Portugal, no Portimonense SC, Rio Ave FC e agora Vitória SC, as épocas de Wakaso caracterizam-se pela regularidade e pelo considerável número de jogos realizados em cada época. A sua concorrência resume-se a Mubarak Wakaso, Christian Atsu, Ebenezer Ofori, Edwin Gyasi, Godfred Donsah, Nasiru Mohammed ou Nana Ampomah. Se alguns são dos melhores jogadores da própria seleção, como Atsu, Ofori ou Donsah, Wakaso pode aspirar a substituir Mohammed ou Gyasi.
Nakajima é uma das revelações da presente temporada Fonte: Portimonense SC
Em terrenos mais adiantados surge o exemplo de Shoya Nakajima. O atacante japonês é uma das revelações do nosso campeonato e desde cedo despertou o interessa de várias equipas portuguesas. A agitação do mercado de inverno levou o jogador nipónico a assumir uma preferência e gosto pessoal em representar os azuis e brancos que comandam o campeonato. Tantas boas exibições, golos bonitos e cobiças levaram o selecionador do Japão a convocá-lo para compromissos amigáveis e o primeiro não podia ter corrido melhor. Entrou aos 60 minutos do encontro frente aos africanos do Mali e fez o golo do empate final (1-1) aos 90’ + 4’. Se aliar as boas exibições ao serviço do Portimonense SC a boas exibições pela “terra do sol nascente”, poderemos ver Shoya Nakajima no Mundial da Rússia deste ano.
António Jesus Correia, um dos elementos que pertenceu ao quinteto atacante mais famoso do futebol português, denominado como Os Cinco Violinos. Era natural de Paço de Arcos e tinha dois “amores” desportivos, hóquei em patins e futebol, tendo sido atleta de alta competição destas duas modalidades, em simultâneo. Necas, como também era conhecido, foi o último “violino” a falecer, com 79 anos. Deixou um marco impressionante na história, não só leonina como nacional, tendo conquistado vários troféus nas duas modalidades coletivas, quer como jogador, quer como treinador/selecionador.
No que ao hóquei em patins diz respeito, iniciou a sua carreira no clube da sua terra natal, no Paço de Arcos Hockey Club, onde marcou mais de 290 golos em 172 jogos. Entre 1942 e 1955, foi campeão nacional por oito vezes. Na Seleção Nacional de Hóquei em Patins, foi internacional por 142 vezes, onde venceu seis títulos mundiais e outros tantos europeus.
Em relação ao futebol, foi num clube da sua terra natal (Associação Académica) que deu os primeiros “pontapés” na bola. Antes de vestir a verde e branca, ainda esteve à experiência n’Os Belenenses”.
Decorria o ano 1943, quando Jesus Correia, através da passagem de uma oficina de automóveis para um armazém de mercearia, conheceu um diretor dos leões, que lhe deu a oportunidade de mostrar o seu valor num treino à experiência. Depois de ser rejeitado no Belenenses, aceitou a oportunidade e impressionou desde logo os responsáveis leoninos, especialmente Joseph Szabo – técnico leonino na época.
Ao serviço da equipa leonina, conquistou dois campeonatos de Lisboa, sete campeonatos nacionais e duas taças de Portugal. Ao longo das nove temporadas, o extremo direito vestiu a nossa camisola em 208 jogos, tendo levado a massa adepta leonina a festejar por 158 vezes os seus golos, mostrando também a sua veia goleadora. Necas fazia da velocidade, facilidade de remate e entrega em campo os seus principais atributos. Na história de goleadores do Sporting Clube de Portugal, posiciona-se na oitava posição.
Um dos momentos mais marcantes da sua “passagem” pelo Sporting Clube de Portugal foi no dia cinco de setembro de 1948, num jogo amigável para inauguração do estádio metropolitano do Atlético de Madrid, onde a equipa da casa recebeu o Sporting Clube de Portugal. Naquela época os jogadores queriam ganhar sempre, como se diz na gíria do futebol “perder?! nem a feijões”, e o resultado demonstra bem isso, numa vitória bem expressiva por 6-3, com todos os golos leoninos a serem apontados por Necas.
Já só sobram oito clubes na Liga Europa. Mas qual deles será o favorito para ganhar a segunda maior competição de clubes da UEFA? Vamos pôr de lado o chavão “quando se chega a esta fase todos têm hipótese de vencer” e procurar descobrir a equipa que tem mais probabilidades de levantar o caneco em Lyon.
Primeiro dia de Azores Airlines Rally com alguma emoção. Alexey Lukyanuk é o líder da prova, apesar de uma pequena excursão à relva na segunda classificativa. O russo conta com 2.7s de vantagem sobre Ricardo Moura. O vice-campeão da Europa, Bruno Magalhães, segue em quarto da geral.
Ricardo Moura, que estreia nesta prova um carro novo, o Skoda Fabia R5, foi cauteloso na primeira especial, tendo terminado em sexto lugar. A partir daí o açoriano parece ter começado a atacar, acabando o dia em segundo da geral. Já Bruno Magalhães, apesar de parecer cauteloso devido à lesão contraída na última prova em que participou, parece estar a tentar subir o seu ritmo. Dentro da prova europeia destaque para o húngaro Dávid Botka, que venceu a primeira especial do dia, mas aparentemente teve problemas no seu Skoda Fabia R5, encontrando-se agora em décimo quarto.
Bruno Magalhães mostrou estar recuperado da lesão, conseguindo um quarto lugar da geral no primeiro dia Fonte: BnR/David Pacheco
No Campeonato Português de Ralis, Moura é líder, seguido de Bruno Magalhães. Pódio surpreendente para Bernardo Sousa, que parece não ter perdido qualquer ritmo desde a última vez que pilotou um carro de ralis (encontra-se em quinto da geral). Mas a luta mais intensa não é entre os três pilotos da frente, mas sim, mais atrás. José Pedro Fontes, em Citroen DS3 R5, encontra-se na quarta posição, beneficiando de uma penalização de Ricardo Teodósio, que chegou tarde a um ponto de controlo e viu assim serem-lhe colocados dez segundos adicionais ao seu tempo, descendo para a sexta posição. Atrás de Fontes está o campeão nacional, Carlos Vieira em Hyundai i20 R5. Vieira está apenas a dois segundos atrás de Fontes, prometendo assim uma luta a três entre Fontes, Vieira e Teodósio pela quarta posição. Azarado do dia foi Manuel Castro que viu o seu Hyundai I20R5 falhar no parque de assistência.
Ricardo Moura estreou o Skoda Fabia R5 na primeira prova do ERC Fonte: BnR/David Pacheco
O Azores Airlines Rally continua amanhã com a passagem pela histórica especial de Sete Cidades.
Quando a Team Sky foi lançada com o intuito de ser uma das melhores do mundo, o seu Diretor Dave Brailsford anunciou a política da equipa face ao doping: Tolerância Zero. Tal aplicava-se aos atletas, que só seriam contratados se nunca tivessem sido sancionados e despedidos se apanhados nas malhas do doping, e estendia-se aos staff, com vários elementos da equipa técnica a saírem da equipa após terem admitido infrações com substâncias ilícitas aquando das revelações do escândalo Armstrong/US Postal.
A prova da conformidade da Sky com esta ideia era David Millar. Um dos melhores ciclistas britânicos da história e amigo pessoal de Brailsford, Millar tinha servido uma suspensão de dois anos, após a qual ajudara a fundar a equipa Slipstream, uma das mais vocais na defesa de um desporto limpo. A sua história de redenção, as suas credenciais atléticas em conjunto com a nacionalidade faziam dele o candidato perfeito a integrar a equipa, mas tal nunca chegou a acontecer, porque a Sky insistiu em cumprir sempre a sua política que não admitia perdão.
A ideia por trás da ação era de que quem o fizera uma vez, não teria tanto pudor em voltar a fazê-lo e poderia transmitir os valores errados aos muitos jovens talentos que a equipa integrava. No entanto, como se pode facilmente perceber, nem sempre é essa a melhor forma de abordar este problema e talvez a presença de alguém que já cometeu esses erros pudesse dar uma outra perspetiva e outro tipo de conselhos.
De qualquer forma, foi curioso que, apesar dessa política apertada, a Sky nunca aceitou aderir ao Movimento por Um Ciclismo Credível (MPCC), uma associação de equipas que pretende diminuir a influência do doping na modalidade. Criado por várias equipas, o MPCC tem hoje entre os seus membros 7 equipas World Tour e 23 conjuntos Continentais Profissionais, sendo que os membros se comprometem com regras ainda mais apertadas que as que são impostas pela UCI e pela WADA. Por exemplo, impõe que os ciclistas tenham um período de 8 dias fora de competição quando têm níveis baixos de cortisol. Por exemplo, se a Sky tivesse aderido ao MPCC, Bradley Wiggins não teria podido participar no Tour de 2012 que ganhou, já que estaria a cumprir esses dias sem competir em vez de recorrer a um TUE.
Os casos Henao e Froome tiveram tratamento diferenciado pela Team Sky Fonte: Team Sky
Ora, a Sky teve um primeiro teste à sua conduta por conta de Sergio Henao. Por duas vezes, houve dúvidas quanto a certos valores do Passaporte Biológico do ciclista e a Sky reagiu suspendendo o colombiano da competição, forçando-o até a falhar um Giro d’Italia em que deveria ser uma peça fulcral para a equipa. A Sky não tinha de o fazer, mas a sua política interna compeliu-a a agir desse modo. A verdade é que Henao seria inocentado, com a culpa neste caso a recair na altitude da sua terra natal e na forma como esta afeta o crpo humano.
Essa decisão não encontrou, ainda assim, paralelo esta época com o caso Chris Froome. Mais uma vez, o ciclista não está impedido de correr pelas leis do desporto, mas, nesta ocasião, a Sky relaxou a sua postura interna. Por um lado, compreende-se que seja difícil ter a maior estrela da equipa parada meses a fio à espera de uma decisão final da UCI, mas quando se diz estar tão comprometido com o combate anti-doping como a Sky afirma, esse é um pequeno preço a pagar pelo defesa de um desporto limpo e justo. Por isso, a Sky deveria ter sido coerente com as suas palavras e abster-se de fazer alinhar Froome até se saber se este iria ou não enfrentar uma sanção.
Adicionalmente, há uma outra questão que a Sky vai ter de responder e que fará o juízo final sobre a sua (cada vez mais diminuída) credibilidade. Se Froome for mesmo suspenso – como é provável –, irá a equipa cumprir a sua Tolerância Zero e despedi-lo? Ou preferirá ficar do lado da sua estrela maior e, finalmente, abdicar da postura imaculada que há anos alega ter?
É já no dia 22 que se inicia mais uma grande etapa da Liga Placard. A fase dos play-offs está dividida entre as primeiras e as últimas seis equipas, em dois grupos distintos. Nesta quinta-feira, as seis equipas mais bem classificadas na fase regular do campeonato vão se defrontar em 3 jogos. O Vitória de Guimarães defronta o CAB Madeira em casa. No dia seguinte, o vencedor da Taça de Portugal, Illiabum, defronta o Benfica e o FC Porto, que terminou em 3º lugar, enfrenta o seu maior rival nesta época regular, o UD Oliveirense.
No domingo, dia 25, o UD Oliveirense defronta o Vitória de Guimarães, o CAB Madeira recebe o Illiabum e jogar-se-á o clássico SL Benfica e o FC Porto.
Após o anúncio dos jogos que se irão realizar este fim-de-semana, só nos resta a nós, caro leitor, dar uma pequena antevisão do que se esperará nesta nova etapa.
Na primeira rodada de jogos, é de esperar que o Vitória de Guimarães garanta uma vitória tranquila frente à equipa madeirense. Um fator determinante que ajudará a equipa vimaranense a garantir a vitória será o poderio ofensivo de Roderick Nealy que, na fase de campeonato, consagrou-se o melhor marcador com 450 pontos.
Já no que toca ao jogo entre o Illiabum e o Benfica, prevê-se que a equipa das águias procure a desforra após perder a taça para a equipa liderada por Pedro Monteiro, no entanto, espera-se uma excelente exibição da equipa ilhavense. Neste jogo, o favorito é o SL Benfica, sem menosprezar a garra e o esforço do Illiabum.
Jeffrey Jr. e Carlos Morais numa disputa intensa Fonte: Federação Portuguesa de Basquetebol
No último jogo do dia 23, o FC Porto terá de se esmerar para conseguir vencer à equipa de Oliveira de Azeméis. De notar que, durante a fase regular, o Oliveirense saiu por cima em todos, e repito, todos os encontros frente à equipa portista. Será que se verá uma reviravolta nesta fase do campeonato? Espera-se, acima de tudo, um jogo intenso e com muito ritmo.
No que toca a dia 25, o destaque vai, acima de tudo para o clássico disputado entre o SL Benfica e o FC Porto. Mais uma vez, o SL Benfica é o favorito para o encontro. No jogo que coloca o CAB Madeira frente ao Illiabum, o favoritismo está colocado no esquadrão de Ílhavo. O poder ofensivo de Jeffrey Jr., a visão de jogo de Carlos Cardoso e a liderança de Augusto Sobrinho podem ser mais que suficientes para destronar a equipa madeirense, que se classificou no sexto lugar do campeonato, ou seja, na última posição do grupo A.
Por último, a partida entre o UD Oliveirense e o Vitória de Guimarães prevê-se animado. As duas equipas irão defrontar-se com o propósito de se afirmarem, mais uma vez no basquetebol português. Será um jogo pautado pela intensidade e pelo ritmo de jogo acelerada que ambas tentarão impor desde cedo. Neste caso, seria injusto escolher um favorito, dado o valor que um jogo deste calibre traz para um campeonato como o campeonato nacional.
Resta, por fim, avisá-lo, caro leitor, que a fase de play-offs desta temporada promete muitas surpresas. Pela primeira vez desde há algum tempo, sejamos francos, somos capazes de apontar mais do que duas equipas a potenciais vencedoras deste campeonato. A decisão está em aberto e, facto é, que qualquer das equipas presentes no campeonato é um potencial campeão nacional. Resta-nos acompanhar afincadamente os restantes jogos que estão por vir.
Quando falamos em estrelas em ascensão, temos de falar de Mohamed Salah. O jogador egípcio que passou de flop a estrela tem tido uma carreira atribulada, mas conseguiu no ultimo ano mostrar que é um dos melhores jogadores jovens do mundo. Ao serviço do Liverpool, Salah tem sido a grande figura do reds, que ainda disputam a Liga dos Campeões.
O extremo começou a sua carreira profissional no FC Basel, em 2012, onde captou logo as atenções dos grandes clubes europeus. Acabou por ser contratado pelo Chelsea FC, na altura comandado pelo português José Mourinho. Depois de dois fracos anos em Londres, onde apenas disputou 19 jogos e marcou dois golos, o egípcio acabou por se tornar num “flop”, tendo sido emprestado aos italianos da ACF Fiorentina onde também não teve uma boa performance. Salah consolidou assim o seu estatuto de “flop”, visto que veio rotulado para Inglaterra como um potencial craque e que depois não correspondeu às altíssimas expetativas.
Eis que em agosto de 2015, as coisas mudaram para o jogador: como o término do empréstimo à equipa viola, o extremo voltou a ser emprestado, desta vez, à Roma, com uma opção de compra futura sediada nos 15 milhões de euros. Fez uma excelente época em Roma, que culminou com o prémio de melhor jogador da temporada em Itália, com 14 golos marcados (melhor marcador da sua equipa) e seis assistências. Voltou a ser visto com outros olhos, e no ano passado regressou a Inglaterra, para representar o Liverpool FC, depois de uma transferência de 42 milhões de euros, tornando-se o jogador africano mais caro da história.
Salah tem sido uma das estrelas do Liverpool FC, esta época, e é o melhor marcador europeu Fonte: Liverpool FC
Salah chegou a Liverpool para ser mais uma ajuda para o clube, tal como outros tantos, mas desde a sua estreia, frente ao Watford FC, que se tem vindo a destacar, não podendo ser visto apenas como uma ajuda, mas sim como uma peça fundamental para a equipa de Jurgen Klopp. Depois da saída de Philippe Coutinho, para o Barcelona, Salah assumiu um papel mais preponderante na equipa e tem correspondido muito bem. O jogador africano já conquistou os adeptos de Anfield e esta época já festejou por 36 vezes em apenas 41 jogos, tendo marcado um póquer na ultima partida, diante do Watford FC.
Rápido, versátil, com um bom drible e uma boa meia distancia, a estrela da seleção egípcia (conta com 56 internacionalizações e marcou o célebre golo que qualificou o Egipto para um Mundial, 28 anos depois) marcou nos últimos sete jogos a contar para o campeonato inglês e este é sem duvida o melhor momento de forma do jogador. O egípcio é o melhor marcador europeu e o seu futuro em Inglaterra é, neste momento, incerto, pois é um dos jogadores mais cobiçados do mundo.
Com apenas 25 anos e com este talento todo a vir ao de cima, nos últimos tempos, Mohamed Salah já se tornou um dos melhores jovens jogadores do mundo e, agora sim, pode ser rotulado com um craque do futebol mundial.
Diz-se que a vida académica, a desses homens do futuro, é boémia. Que é construída ao sabor do vento e do café. Sem pressas, sem stress. Tranquila e simplificada. Talvez o seja para muitos, mas não para Rodrigo. Não que a vida universitária seja, para ele, um sacrifício, mas tranquila seria um exagero. Porquê? Porque no meio dos cadernos e das noites mal dormidas, é atleta e dirigente desportivo universitário. Pouca tranquilidade? Talvez. Mas muita felicidade. É isso que diz cada um dos seus dias. Este é apenas mais um deles.
Cheguei cansado ao ISEL – Instituto Superior de Engenharia de Lisboa –, já com o peso de quase todo um dia nas pernas e na cabeça. Carregado, de tripé e mochila às costas, procurava na zona dos campos de futsal um tal de Rodrigo Morais. Disseram-me que era atleta e dirigente universitário. Tanta coisa para uma só alma académica, pensava eu do fundo do meu preenchido dia jornalístico e também ele académico. Quando finalmente dei de caras com ele, percebi que talvez o meu dia fosse, na verdade, uma bênção.
Passado alguns minutos lá apareceu, sorridente pela pausa: Rodrigo Carvalho Morais. Tem 24 anos e é estudante do 2º ano de Engenharia Eletrotécnica, mas já com uns quantos anos em cima. Anos e atividades, porque não é só o curso que ocupa a rotina de Rodrigo. Desde 2015 que joga na equipa de futsal e de futebol da AE ISEL, acumulando, também desde esse ano, o cargo de Responsável pelo Desporto da Associação de Estudantes.
“Na AE ISEL tenho ocupação mais regular: trato das inscrições dos atletas e das equipas no início de ano e depois, ao longo do ano e no decorrer dos campeonatos, organizo os jogos e tudo o que lhes está adjacente”, diz Rodrigo. E é realmente muita coisa: “Tudo o que seja material e marcação de treinos, gestão de atletas, comunicação com treinadores, entre outras coisas semelhantes, sou eu que trato. Todos os dias tiro um pouco do dia para organizar jogos e situações envolventes”, acrescenta.
O tempo que passa no departamento de Desporto da AE ISEL é direcionado para a organização dos horários e do material Fonte: Bola na Rede
Mas se apenas isto parece dar trabalho, então adicione-se mais um cargo. Rodrigo é, desde o ano passado, vogal do Conselho de Disciplina da ADESL, Associação Desportiva do Ensino Superior de Lisboa, organização que gere os Campeonatos Universitários de Lisboa. Acredita que não lhe retira tanto tempo como as suas funções na AE ISEL, mas não tem dúvidas de que dá muito trabalho: “Tenho de ir ao Estádio Universitário, no mínimo, uma vez por semana, para verificar os relatórios disciplinares. Não convém acumular isso, até para os atletas terem sempre informação atualizada”.
«Às vezes não é fácil ter cuidado com a alimentação e com a condição física. Afinal de contas, um universitário que não viva a vida, não é universitário»
Um trabalho semanal, portanto, mas que implica uma dedicação regular e uma organização extrema devido ao excesso. Aquele dia, o da nossa entrevista, foi o exemplo perfeito. Rodrigo vive na Ericeira, o que não ajuda muito às contas: “Hoje tive de acordar por volta das 6h15, para sair de casa às 6h50 e estar aqui no ISEL às 8h00, que é quando começam as minhas aulas”.
Quando falamos de futebol de treinadores e de símbolos representativos do desporto rei, entre muitos é inevitável não falarmos de José Mourinho, pelos feitos e conquistas ou simplesmente pela sua personalidade Mourinho é um dos nomes que representam o futebol moderno.
Com um vasto currículo internacional o Português já percorreu meia Europa conquistando tudo o que havia para ganhar no que diz respeito a competições de clubes. Para além das conquistas Mourinho sempre nos habitou aos seus “mind games” e ao seu lado mais controverso, “mind games” esses que eram sustentados com os resultados que vinha obtendo. Sempre com uma postura longe de ser consensual muitos lhe apontavam alguma arrogância e falta de humildade mas a verdade é que no final o que contam são os resultados e Mourinho nesse ponto sempre foi “Special”.
Muitas são as vezes em que o ego é afetado por resultados desportivos, mas será que foi esse mesmo ego de Mourinho que afetou os seus resultados e a sua capacidade de adaptação às recentes mudanças do futebol?