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A loucura está de volta

Na NBA, os playoffs chegam em abril. O que significa que em março, a margem de erro para várias equipas começa a apertar e os jogos começam a ganhar um outro nível de importância, tudo por uma posição nas oito melhores equipas da sua conferência. Mas há um torneio que rouba toda a atenção dos americanos no terceiro mês do ano: o March Madness. 64 equipas defrontam-se em eliminatórias de um jogo em campo neutro (o mata-mata que Scolari tanto gostava) pelo título de melhor equipa ao nível universitário. O primeiro fim-de-semana de loucura universitária já passou. E foi um dos melhores de sempre!

A equipa sensação da primeira ronda foi UMBC. Os Retrievers bateram a melhor equipa do país por vinte pontos, tornando-se no primeiro 16º classificado a eliminar um 1º classificado na história da NCAA. Para quem não está tão dentro do fenómeno do basquetebol universitário, o March Madness é dividido em quatro zonas, com dezasseis equipas cada. O que significa que os Retrievers eram uma das quatro “piores” equipas das 64 presentes no torneio, algo que só vem tornar este feito ainda mais surpreendente. Infelizmente para os adeptos dos “underdogs”, UMBC acabaria por ser eliminada na segunda ronda por Kansas State.

Mais sorte teve Loyola-Chicago, 11º da sua zona, que chegou por duas vezes aos segundos finais a perder exatamente 62-61. E nas duas vezes acabou por ganhar: primeiro ao eliminarem o 6º classificado Miami, com um triplo de Donte Ingram. E depois, ao deixarem de fora do torneio o 3º classificado Tennessee, com um tiro curto de Clayton Custer. O triplo de Jordan Poole que deu a passagem de Michigan frente a Houston e a recuperação de Nevada, que esteve a perder por 22 pontos frente a Cincinnati e acabou por ganhar por dois, na segunda maior reviravolta da história do March Madness, são também destaques de um excelente primeiro fim-de-semana.

Marvin Bagley é um dos talentos mais promissores no draft de 2018 da NBA
Fonte: Duke

Neste momento restam dezasseis equipas em prova e, para além da luta pelo título, interessa a muitos apaixonados pelo basquetebol acompanharem as partidas dos jogadores que entrarão no draft da NBA em 2018. Muitas das estrelas, como Ayton, Porter Jr. ou Jackson Jr. já foram eliminados porém, ainda existem várias futuras estrelas em prova.

Os postes Marvin Bagley e Wendell Carter Jr., de Duke, estão projetados para serem escolhidos nos lugares de lotaria da NBA e defrontam Syracuse, uma das surpresas do torneio. Zhaire Smith e Shai Gilgeous-Alexander são jogadores atléticos, que primam pela sua defesa e que têm vindo a subir na consideração dos olheiros. O primeiro defronta Purdue por Texas Tech, enquanto que o último é uma das principais armas de Kentucky para tentar bater Kansas State, para além de Kevin Knox, um extremo ainda algo “verde”, mas com tremendo potencial ofensivo.

Por fim, Mikal Bridges. O extremo tem sido um dos melhores jogadores do torneio, tem subido de produção consistentemente durante a temporada e é um dos jogadores com mais capacidade para começar a produzir ao nível da NBA a partir da próxima época. Bridges procura liderar a agora favorita Universidade de Villanova, que defronta West Virginia.

Foto de Capa: The Players’ Tribune

Liverpool FC: A equipa mais imprevisível da Champions

Das equipas apuradas para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, o Liverpool é talvez a que mais se destaca. Não por ser a favorita a conquistar a prova, mas porque é muito difícil afirmar qual o seu verdadeiro valor. Num dia bom, o clube de Anfield já mostrou ser capaz de derrotar qualquer adversário. Por outro lado, a irregularidade da equipa, que muitas vezes faz com que perca jogos com clubes pequenos, e não consiga somar várias vitórias consecutivas, é demasiado evidente para não ser tida em conta numa fase tão decisiva da Liga dos Campeões.

Tendo pela frente um duelo com o Manchester City, na prova elite de clubes na Europa, os Reds podem, se jogarem o seu melhor futebol, ser um candidado à vitória tão legítimo como Real Madrid ou Barcelona.

Com um estilo de jogo muito ofensivo, caracterizado pela pressão alta, capacidade de trabalho do coletivo, e a velocidade e mobilidade dos seus jogadores da frente, como Salah, Firmino ou Mané, o Liverpool é uma equipa com qualidades muito particulares. Embora tenham algumas fragilidades defensivas, a intensidade com que o conjunto de Merseyside ataca os adversários, e a facilidade com que consegue fazer golos, tornam qualquer jogo em que a equipa entre num grande espetáculo de futebol.

Com as ideias de Klopp já fortemente implementadas no clube, o Liverpool tem feito, ainda que lentamente, o caminho de regresso à grandeza do passado. Desde a chegada do alemão a Anfield, os Reds, mesmo não tendo conquistado nenhum título, ganharam uma mentalidade vencedora, que há muito tinham perdido. Atualmente. o Liverpool entra em qualquer competição para vencer, e é essa a grande diferença desta equipa para outras de anos anteriores.

Com um passado de muitas conquistas, na Europa e a nível interno, o conjunto de Anfield convive há muitas temporadas com a pressão dos adeptos, que anseiam que o clube volte a ganhar com a regularidade de outras décadas. Afinal, tirando a Taça da Liga, conquistada em 2012, o Liverpool não vence troféus há mais de 10 anos. Os últimos, ainda que importantes, como a Liga dos Campeões em 2005, e a Taça de Inglaterra em 2006, foram apenas triunfos pontuais, e não o início de uma nova era de domínio do Liverpool no futebol europeu.

Salah tem sido a grande figura do Liverpool esta temporada
Fonte: Liverpool FC

Com 18 campeonatos conquistados, e cinco Ligas dos Campeões, os Reds são das equipas mais tituladas da Europa. Das conquistas na Champions, quatro foram obtidas entre 1977 e 1984, no período áureo do clube. Nessa altura, e por mais alguns anos, até ao início da década de 90, o Liverpool continuou a ser forte internamente. No entanto, com o aparecimento da Premier League, a situação alterou-se.

A entrada de novas receitas televisvas permitiu às equipas de Inglaterra ter maior orçamento, e passou a haver vários clubes com possibilidades de lutar por títulos. O surgimento do Manchester United como grande potência, com um plantel jovem, sob o comando de Alex Ferguson, depois também de anos sem conquistar títulos, acabou, de vez, com o domínio do Liverpool. Os Reds continuaram a ter grandes jogadores, ficaram em segundo lugar várias vezes na Premier League, conquistaram taças, a Liga dos Campeões e a Liga Europa, mas deixaram de ser vistos como um gigante europeu.

É cedo para dizer que a equipa recuperou essa grandeza, mas, com Klopp, o Liverpool mudou em vários aspetos. O treinador ex-Dortmund conseguiu que os adeptos voltassem a estar com a equipa, e o mítico estádio de Anfield tem sido, de novo, um terreno muito difícil para os adversários.

A história do Liverpool nas competições europeias é, neste momento, um grande incentivo para o encontro dos quartos-de-final frente ao Manchester City. Com a ambição de mostrar que está de regresso à elite europeia, a equipa parte como menos favorita para a eliminatória, mas também tem a seu favor o facto de se sair bem nos jogos grandes, e de ter sido o único clube a vencer, de forma clara, o City esta época.

Numa das eliminatórias mais equilibradas dos quartos-de-final da Champions, resta à equipa de Salah jogar ao seu melhor nível. Pois, apesar de inconstante, um Liverpool no topo das suas capacidades, e motivado, é suficientemente forte para passar esta eliminatória. E, atingindo as meias-finais, afirma-se como um sério candidato à vitória na competição.

Foto de Capa: Liverpool FC

NCAA: Um olhar por dentro de uns campeonatos universitários ao nível da elite mundial!

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Há pouco mais de uma semana, o mundo acordou chocado com as notícias que vinham do Texas. Dois recordes mundiais indoor e dois recordes nacionais norte-americanos tinham caído numa só noite dos Campeonatos Universitários! Mas afinal o que têm os Universitários norte-americanos de tão especial que os colocam ao nível da elite do Atletismo, com algumas marcas superiores, inclusive, às que vimos nos Mundiais?

Os Campeonatos: Recordes, Marcas e Figuras

O novo Recorde Mundial dos 400 Metros Indoor:

https://www.youtube.com/watch?v=V1AvgP8VyEo&t=69s

Voltando àquela noite de sábado. Michael Norman, com apenas 20 anos, corria apenas a sua terceira corrida Indoor de 400 metros na sua carreira. Não se pode dizer que Norman fosse um desconhecido. Não era. Em 2016, ao ar livre, Norman sagrou-se campeão mundial sub-20 dos 200 metros na Polónia. Este ano, em Fevereiro, já tinha corrido em 45.00 segundos os 400 metros indoor, nos EUA, naquele que era o segundo melhor tempo do ano antes destes campeonatos. Portanto, Michael Norman já era uma das grandes promessas norte-americanas e mundiais do Atletismo. Mas nunca ninguém imaginou que no passado dia 10 de Março, corresse a distância em 44.52 segundos, marca que é um novo recorde mundial da distância, batendo o anterior recorde de Kerron Clement (44.57) que durava desde 2005! No mesmo dia, o jamaicano Akeem Bloomfield, também de 20 anos, correu, nos mesmos campeonatos, a distância em 44.86, tornando-se o sexto melhor atleta da história e o melhor jamaicano da história da distância indoor!

As grandes prestações não se ficaram por aí: nos 4×400, tivemos três equipas universitárias abaixo do recorde mundial polaco alcançado em Birmingham há poucas semanas! A equipa da USC – que contava com…Michael Norman! – foi mesmo a primeira da história a baixar dos 3 minutos e 1 segundo, com 3:00.77!

A prova mais rápida de sempre nas estafetas!

Porém, não se sabe ainda se este será o novo recorde mundial. Expliquemos: para que seja considerado um recorde mundial nas estafetas, a IAAF exige que todos os atletas sejam representantes do mesmo país (de forma a que se evitem também compras de atletas unicamente para se bater recordes). Acontece que um dos atletas da USC (Rai Benjamin) que até nasceu nos EUA (e tem dupla nacionalidade) aparece ainda oficialmente como representante da Antígua & Barbuda. Para complicar tudo, já desde o ano passado que o atleta tinha apelado para competir pelos EUA! Resumindo, neste momento não existe ainda uma versão oficial, mas mesmo que esta marca não seja considerada recorde mundial (sendo, no caso, um “World Best”), o recorde caiu de certeza naquela noite, porque a equipa segunda classificada (Texas A&M) era toda formada por atletas norte-americanos e correram em 3:01.39!

Fases Finais Campeonatos Universitários de Lisboa – Dia #1

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E já passou o primeiro dia das Fases Finais dos Campeonatos Universitários de Lisboa. Os jogos foram muitos e as emoções também e por isso, para que te possas focar melhor, aqui tens o resultado de todas as partidas disputadas:

Os resultados do primeiro dia de Fases Finais. A vermelho, as equipas apuradas para a final. Em Rugby disputou-se a Terceira Fase.
Fonte: ADESL

Amanhã disputar-se-ão as meias-finais de futsal – masculino e feminino -, e voleibol e andebol masculino. Os jogos das meias-finais de futsal (AE ISCTE-IUL vs AE UE e AE ISEL vs AE IST) terão transmissão em direto em exclusivo na página de Facebook do Bola na Rede. Eis os horários dos jogos de amanhã:

Os jogos de amanhã, em mais um dia de provas. A azul, aqueles que podes acompanhar no Facebook do Bola na Rede
Fonte: ADESL

Naomi Osaka, a nova rainha do deserto

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No torneio WTA Premier Mandatory de Indian Wells, a grande vencedora acabou por ser a japonesa Naomi Osaka, a grande revelação deste torneio considerado o “quinto Grand Slam” da época tenística. Sem o estatuto de cabeça-de-série, atribuído às 32 jogadoras com melhor ranking aquando da realização do sorteio do quadro principal, a jovem (apenas 20 anos!) nipónica fez um torneio absolutamente brilhante e arrecadou o seu primeiro troféu da categoria WTA ao levar de vencida na final a russa Daria Kasatkina, também ela uma surpresa ao chegar à final mas que podia ser considerada algo favorita pelo seu melhor ranking e por estar a uma vitória de se estrear no top 10 do ranking feminino (com esta bela prestação, fica no 11º lugar da classificação aos 20 anos).

Num duelo Next Gen, expressão habitualmente usada quando dois atletas do circuito masculino (ATP) com grande potencial se enfrentam, a jogadora asiática conseguiu controlar melhor as emoções neste jogo decisivo e não deu grandes hipóteses à sua adversária, ganhando pelos parciais de 6-3 e 6-2. Foi um encontro sem grande história, uma vitória relativamente tranquila de Osaka, mas o mais importante não é falar do encontro decisivo, mas sim do caminho até ao último jogo. A japonesa “despachou” a romena Simona Halep (atual número um mundial) por 6-3 6-0 nas meias-finais, depois de ter deixado pelo caminho Maria Sharapova, Agnieska Radwanska, Sachia Vickery, Maria Sakkari, Karolina Pliskova e as duas atletas anteriormente citadas no seu glorioso caminho que culminou hoje com a conquista do troféu californiano.

A semana perfeita da nipónica terminou com a conquista do seu primeiro torneio WTA
Fonte: BNP Paribas Open

Por sua vez, a atleta oriunda do leste europeu eliminou Katerina Siniakova, a atual detentora do troféu do US Open, Sloane Stephens, a número dois mundial Caroline Wozniacki, a germânica Angelique Kerber e a americana Venus Williams. Foi, portanto, um torneio repleto de surpresas, onde vimos duas atletas com menos de 21 anos a chegar à final pela primeira vez desde que Kim Clijters e Serena Williams disputaram a final de 2001. Pese embora o facto de apenas a jogadora Japonesa ter saído de Indian Wells com o cetro de campeã, ambas melhoram substancialmente o seu posto na próxima atualização do ranking WTA.

A campeã surge no 22º lugar, melhorando substancialmente o seu melhor lugar de sempre, que era o 40º. A tenista russa fica literalmente às portas do top 10, ao se posicionar no 11º posto, como já referi anteriormente.

Para além dos resultados, fica a sensação de que neste torneio a nova geração mostrou que pode ombrear com as melhores da atualidade e que o futuro está bem recheado de grandes valores, capazes de assumir lugares de destaque no médio/longo prazo!

 Foto de Capa: BNP Paribas Open

 

Estrelas da formação: Diogo Queirós

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Diogo Queirós, natural de Matosinhos, internacional português e campeão europeu de sub-17 por Portugal, é uma das promessas dos azuis e brancos para o futuro do clube, um jogador à imagem do eterno capitão Jorge Costa.

O defesa central chegou ao clube em 2010, proveniente do Leixões SC, e joga atualmente pela equipa B dos azuis e brancos tendo sido titular em grande parte dos jogos disputados esta época na Segunda Liga e na Youth League.

Um jogador rápido e seguro, com um bom posicionamento defensivo e muito forte no jogo aéreo, à semelhança dos melhores centrais da atualidade, o defesa central apresenta caraterísticas de um defesa forte e agressivo no um-para-um.

Tendo sido capitão em praticamente todas os escalões portistas nos quais jogou, Queirós apresenta-se como um líder dentro de campo tanto no FC Porto como na Seleção Nacional, na qual conta já com várias internacionalizações, tendo sido ele o capitão no europeu de sub-17, no Azerbaijão.

Avizinha-se um futuro risonho para Diogo Queirós
Fonte: Bola na Rede

Imprescindível esta época na equipa de António Folha, o jovem português tem realizado exibições seguras e de qualidade, apresentado uma mentalidade forte e madura para a tenra idade que ainda tem e que hoje em dia é, cada vez menos, um impedimento para a ascensão de jovens talentos.

A recente aposta forte em jogadores da formação, com a chamada de Diogo Dalot e Bruno Costa ao onze de Sérgio Conceição, pode ser visto como um fator de motivação para jogadores como Diogo Queirós, que trabalham para também eles conseguirem estrear-se na equipa principal de dragão ao peito.

Foto de Capa: FC Porto

Estrelas da Formação: Úmaro Embaló

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Que gozo me dá poder estar a escrever sobre este miúdo! Afinal, se os rumores de Janeiro se tivessem concretizado nada disto estaria a acontecer, e teríamos perdido mais uma hipótese de ver uma promessa da casa, a pisar o relvado da Luz. E no que toca a Úmaro, acho que estamos todos ansiosos por esse momento.

Úmaro, ou “Di Maria Embaló”, como é apelidado, é sem dúvida um dos casos mais promissores da formação encarnada. O jovem de apenas 16 anos vai-se afirmando como uma estrela. Chega ao Benfica em 2015, e na primeira temporada marca 23 golos em 24 partidas. Coisa pouca. De tal forma, que nesse mesmo ano chegou mesmo a ser chamado ao escalão superior, onde registou dois golos em cinco jogos. O ano passado foi a confirmação do potencial deste miúdo, já que apontou 21 golos em 34 partidas.

Quem já o viu jogar sabe que Embaló é realmente um jogador que dá nas vistas. Canhoto, com uma velocidade acima da média, muito forte no um contra um, um desequilibrador puro, que têm muito golo nos pés, e muito futebol para a idade que tem. Tanto que apesar de ter idade de juvenil, joga nos juniores, e já foi falado para a equipa B. Um caso ímpar de entre os muito casos de sucesso que a formação tem dado.

Úmaro Embaló é uma das mais maiores promessas “made in Seixal”
Fonte: SL Benfica

Tanta qualidade despertou o interesse de tubarões como o Manchester United, Barcelona, Real Madrid, Inter de Milão e mais recentemente o RB Leipzig, e as propostas já ascenderam aos 15 milhões de euros.

Bem sabemos que estes valores são difíceis de rejeitar, principalmente por um jogador de tão tenra idade, mas estamos todos a fazer figas que o miúdo chegue à equipa principal. Não ter rumado a Leipzig, no último mercado de transferência, foi talvez a melhor notícia, no meio de tanta expectativa quanto a novos jogadores para a equipa principal.

Que assim seja durante mais uns anos, e que mostre toda a sua classe na equipa principal. Se for bem aproveitado, será um jogado de topo, com capacidade de calçar a bota em qualquer tubarão mundial. Mas por agora, que seja nosso!

Foto de Capa: SL Benfica

Del Potro soma e segue no deserto

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Realizou-se na passada semana o primeiro de dois ATP Masters 1000 que se disputam em Março em solo dos Estados Unidos. O primeiro, e que já tem fama de ser considerado (de forma oficiosa claro está) o 5º Grand Slam, realizou-se como de costume no Indian Wells Tennis Garden, no deserto da Califórnia. À cabeça estavam praticamente os mesmos dos últimos meses, Roger Federer, Novak Djokovic (que fez o seu regresso à competição), Grigor Dimitrov, Del Potro, Alexander Zverev entre outros, fazendo-se sempre notar a ausência de Rafa Nadal, Murray ou Stan “The Man” Wawrinka – todos afastados devido a lesões.

Numa primeira semana com pouca emoção de uma forma geral, houve um nome a fazer sensação entre os demais: depois de levar de vencido o veterano russo Mikhail Youzhny em três duros sets, o (cada vez mais) imprevisível João Sousa fez o melhor jogo da sua época para, num terceiro set épico, vencer o número 5 do mundo Sascha Zverev (Sousa d. Zverev 7/5, 5/7, 6/4). João Sousa continua a mostrar que, quando tudo indica que o vimaranense está num péssimo momento de forma (Sousa vinha de 4 derrotas consecutivas em primeiras rondas frente a adversários bem mais modestos que o alemão), o português supera-se e é capaz de manter a consistência naquela sua cadência de direitas infernais. No entanto, o estado de graça do Português não durou mais do que dois encontros, graças à boa prestação do canadiano Milos Raonic que conseguiu reproduzir um bom ténis (algo que, nos últimos meses, não tem sido muito frequente) e acabou por confirmar que mesmo assim, o favoritismo tinha razão de existir e eliminou o português ao cabo de 3 sets bem disputados (Raonic d. Sousa 7/5, 4/6, 6/2).

O resto da semana acabou por ocorrer com maior ou menor naturalidade, com Roger Federer a passear pelos courts até à meia-final, e um super-Del Potro (tal como já tínhamos abordado no artigo da semana passada) a superar jogos difíceis frente a David Ferrer (tal como havia acontecido em Acapulco, na semana passada) e Philipp Kohlschreiber que obrigou o gigante de Tandil a disputar 3 sets, tal como o também argentino Leo Mayer. Mas com maior ou menor tranquilidade, Delpo e Federer eram mesmo os melhores em prova. Nas meias-finais, Roger Federer teve a derrota ao virar da esquina, num jogo frente ao mentalmente renovado jovem Borna Coric. O jovem croata de 21 anos apenas fez um torneio absolutamente espetacular, derrotando consecutivamente Bautista Agut, Taylor Fritz e o 8º do ranking Kevin Anderson. E só não juntou a esta lista o nome do Roger Federer porque… é Roger Federer. Num terceiro set atípico, cheio de breaks e surpresas, Coric cedeu quando servia para se manter no encontro, e o suíço “cheirou o sangue” e não perdoou, concluindo a partida com os parciais de 5/7, 6/4, 6/4. Já na conferência de imprensa, o próprio maestro helvético admitiu “Coric foi melhor hoje, eu deveria ter perdido” naquele que foi “o encontro mais difícil do ano”. Mal sabia Federer – que contava então com o melhor arranque de sempre de temporada com 21 vitórias em 21 encontros disputados até então – o que o esperava no Domingo.

Federer mostrou-se permanentemente zangado com o árbitro do encontro
Fonte: BNP Paribas Open

Chegou o dia da Final e Juan Martin Del Potro parecia ser o underdog – como é qualquer jogador que defronte Roger Federer, ainda mais na final de um Masters 1000. A somar a esta condição “inevitável”, o argentino afirmou recentemente que “não há dia em que não sinta dores nos pulsos” – o seu “calcanhar de Aquiles”. Não obstante a Torre de Tandil afirmava-se confiante na véspera da Final e disse saber o que ter de fazer para derrotar Federer novamente (recorde-se que em 2009 Delpo venceu Federer para vencer o US Open bem como nos quartos-de-final do mesmo Grand Slam, no ano passado).

As expetativas eram elevadas para este 25º embate entre Federer e Del Potro e os artistas… não defraudaram os fãs. Num encontro épico, ao nível dos melhores embates de sempre entre estes dois craques, o nível raramente abrandou. Se no primeiro set foi um break solitário no 5º jogo a favor de Del Potro que acabou por ditar o 6/4 a favor do argentino, já no segundo set a história foi diferente. Foi um dos sets mais tensos dos últimos anos para Federer, polvilhado aqui e ali com bate-bocas entre o suíço e o árbitro Fergus Murphy e com um comportamento hostil por parte do público americano para com Del Potro (o fanatismo mundial por Federer mostrou novamente que não tem a mesma classe do suíço, de todo). Neste clima, os jogadores mantiveram o equilíbrio e o set desembocou num natural tie-break – e que tie-break que foi! O suíço adiantou-se no marcador e, com 6-5 no marcador a seu favor, o suíço disparou um primeiro serviço que Del Potro não controlou e o suíço festejou com o público. Cedo demais. O resultado do hawk-eye pedido pelo argentino deu bola fora do suíço – segundo serviço. O suíço não queria acreditar, e serviu a segunda bola que caiu quase um metro para lá dos limites. Tensão ao rubro em Indian Wells. Del Potro dispôs depois de um match-point e, com 8-8 no marcador, o suíço voltou a quebrar o serviço de Delpo fechando o segundo set com 10-8 no tie-break. O terceiro set foi mais do mesmo – ténis da mais alta qualidade para brindar os espetadores – e incerteza até ao final. O set decidiu-se mesmo num novo tie-break mas desta feita Del Potro entrou de forma explosiva adiantando-se por 5-0 no marcador e a partir daí foi uma questão de manter o seu serviço e vencer o seu primeiro troféu Masters 1000 da carreira, derrotando o detentor do título até então e colocando um ponto final na sua série invencível.

Juan Martin Del Potro foi o merecido vencedor
Fonte: BNP Paribas Open

Del Potro surge hoje então na 6ª posição do ranking ATP, a sua melhor classificação desde Fevereiro de 2014 e, se os pulsos o permitirem, o argentino estará seguramente no top-4 no final do ano. Para já, vem aí o ATP Masters 1000 de Miami, será que Del Potro consegue estender a sua série de 11 vitórias consecutivas? Provavelmente, sim.

Foto de Capa: BNP Paribas Open

Leões que levam as quinas ao peito

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Na passada semana foi conhecida a convocatória de Fernando Santos, para os dois jogos amigáveis que se avizinham, frente ao Egipto e à Holanda. Nos 25 convocados constam cinco leões, Rui Patrício, Fábio Coentrão, William Carvalho, Bruno Fernandes e Gelson Martins.

Esta convocatória do selecionador nacional confirma mais uma vez o Sporting com mais jogadores da sua formação, nos 25 convocados. Além disso, o Sporting Clube de Portugal é o clube com mais atletas chamados à seleção.

Infelizmente, o lateral-esquerdo Fábio Coentrão foi dispensado dos trabalhos da seleção “A” devido a problemas físicos. O experiente lateral leonino, já conta com 52 internacionalizações e cinco golos pela equipa das quinas. Numa temporada em que é um dos titulares para Jorge Jesus, tem demonstrado toda a sua qualidade e com certeza que será um dos 23 convocados para o Mundial Rússia 2018.

Os campeões da Europa Rui Patrício e William Carvalho estão também a realizar uma grande temporada, com a camisola verde e branca. Rui Patrício é hoje um dos melhores guarda-redes do mundo, vale pontos e títulos. William Carvalho será novamente aposta de Fernando Santos para o meio-campo, um verdadeiro craque.

Os outros dois leões são claramente dois dos melhores talentos do futebol português, Bruno Fernandes e Gelson Martins. Ambos são fundamentais no Sporting, nomeadamente na sua manobra ofensiva, juntos já marcaram 25 golos esta temporada. Dois enormes talentos, que só podem ser duas certezas nos 23 escolhidos para o Mundial 2018.

Muitos atletas do Sporting estiveram nomeados para a gala Quinas de Ouro, que premeia os melhores do futebol, futsal e futebol de praia nacionais
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Por fim, há ainda um outro atleta que poderá dar o seu contibuto à seleção de Fernando Santos, André Pinto. Tendo em conta as praticamente certas chamadas e titularidades de Pepe e José Fonte, o defesa-central leonino poderá ser opção em detrimento de Bruno Alves ou Luís Neto. André Pinto, apesar de não ser titular indiscutível para Jorge Jesus, já realizou quinze jogos esta temporada, tendo dado uma boa resposta dentro das quatro linhas.

Estes são apenas os internacionais portugueeses, num plantel repleto de craques. O Sporting tem ainda Bas Dost ao serviço da Holanda, Marcos Acuña pela Argentina, Ristovski pela Macedónia, Bryan Ruíz pela Costa Rica, entre tantos outros, que habitualmente vestem as camisolas das suas respetivas seleções.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Paragem no campeonato? Duas semanas para trabalhar

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Tal como num jogo de Xadrez, num campeonato de futebol, são muitas as jogadas possíveis e possíveis caminhos para a vitória… chegou a hora de estudar as melhores jogadas e caminhos!!!

Jorge Jesus queixou-se do tempo… do tempo que não tinha para conseguir trabalhar os seus jogadores! Agora, vai ter esse tempo para alinhar ideias com aqueles jogadores que acabaram de chegar ou com os menos utilizados no plantel.

Esta paragem pode (e deve) trazer melhorias para a equipa orientada por J.J.

O treinador dos leões por norma faz sempre boas pontas finais de campeonatos e acredito que esta paragem chegou na melhor altura para o plantel leonino. Também é verdade que não vão estar todos os jogadores disponíveis (temos muitos ao serviço das suas selecções), mas chegou a oportunidade de se trabalharem jogadores como Wendel, Misic (que “acabaram” de chegar); Ruben Ribeiro e Montero (para entenderem melhor as ideias do treinador); Petrovic, Palhinha, Ristovski (serem alternativas “efectivas” ao onze titular); Rafael Leão (para poder procurar o seu lugar ao sol no plantel do Sporting).

Rafael Leão terá que ser aproveitado ao máximo nesta ponta final de campeonato para poder dar rotatividade e competitividade à equipa
Fonte: Sporting Clube de Portugal

E aliado a isto, a recuperação física do plantel e criação de melhor fio de jogo. Vem aí uma ponta final infernal e todos serão necessários para as duras batalhas que se avizinham.

Jorge Jesus tem razão numa coisa, estamos na luta por todas as frentes e os nossos adversários não irão facilitar em momento algum. Mas não deve ficar o ónus no lado deles, mas sim no nosso. Não são eles que nos irão fazer a vida negra… somos nós que iremos correr mais, querer mais, jogar mais.