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HC Turquel 1-7 Sporting CP: Marcar cedo foi decisivo

Na noite de sábado e perante um pavilhão Gimnodesportivo de Turquel a rebentar pelas costuras, a equipa da “aldeia do hóquei” não conseguiu fazer frente ao Sporting, tendo acabado goleada por 7-1.

O jogo começou da melhor maneira possível para o Sporting que, através da bola de saída, abriu o marcador por intermédio de Ferran Font. A equipa da casa tentou responder, mas numa situação de contra-ataque, Pedro Gil fez o segundo para os leões.

Entrada em grande do Sporting que, sem atacar muito, conseguiu ter algumas chances para fazer golo, das quais concretizou duas. Situação que deixou o Turquel em dificuldade e algo “anestesiado”. Dificuldade essa que se acentuava, devido à habitual boa postura defensiva apresentada em pista pelos verde e brancos.

A vencer por duas bolas de diferença, o Sporting controlava a partida, optando por fazer ataques mais longos, sem arriscar muito. O comportamento na meia pista turquelense apenas se alterava em momentos de contra-ataque.

O tempo passava e mesmo com o desenrolar do jogo, que estava a ser extremamente correto, com apenas uma falta nos primeiros dezoito minutos, a toada não alterava e o ritmo do marcador também não. Através de uma bela jogada coletiva, o conjunto leonino chegou ao terceiro da noite, que foi apontado por Toni Pérez. Praticamente de seguida, o Turquel teve uma grande hipótese para reduzir o marcador, em virtude uma grande stickada de Pedro Vaz, mas as caneleiras de Girão mantiveram as redes da sua baliza imovíeis. Pouco depois, ataque do Sporting e Caio, totalmente solto frente a Marco Barros, aumentou para 4-0.

Numa altura em que o marcador já indicava sintomas de goleada, o Turquel conseguiu ter duas boas oportunidades de golo, mas nenhum dos lances foi enquadrado à baliza de Girão.

Chegado o intervalo, o Sporting vencia por quatro bolas de diferença. Resultado que espelhava bem o que se havia passado nos primeiros 25 minutos da partida, sendo que o golo obtido por Ferran Font logo aos cinco segundos e 2-0 perto dos quatro minutos, acabaram por ser essenciais para o desfecho do primeiro tempo. O Turquel, apesar de uma chance ou outra, nunca conseguiu ter a “arte e engenho” necessárias para incomodar, verdadeiramente, Girão que, perto do intervalo, acabou por ser substituído por José Diogo Maceda.

Ângelo Girão, pilar da defensiva sportinguista, cumpriu mais um jogo em branco
Fonte: Sporting CP

O problema de Girão não terá sido muito grave, visto que, logo nos primeiros momentos da segunda parte, travou uma bola de Vasco Luís. Lance ao qual se seguiu uma stickada de Pedro Gil à barra.

A atitude dos jogadores da casa estava diferente, estando mais rápidos e a conseguir chegar mais vezes junto à baliza leonina, mas a parte decisiva do jogo, os golos, esses continuavam sem aparecer, mas, neste caso, Girão era o “culpado”.

Jogados oito minutos do segundo tempo, Ferran Font, isolado perante Marco Barros, não desperdiçou e aumentou o score para 5-0. Golo que surgiu contra a corrente do jogo, mas que serve de elemento definidor das diferenças entre as duas equipas.

Após um belo regresso dos balneários, o quinto golo verde e branco alterou a partida, o Turquel deixou de ter bola e o Sporting, tal como tem feito ao longo da época, tomou conta das rédeas da partida, gerindo a posse de bola e, por sua vez, o desgaste que pudesse existir.

A faltarem cerca de cinco minutos para o final, depois de um lance onde o Turquel ficou perto de marcar o golo de honra, Caio, com um autêntico míssil, não deu quaisquer hipóteses a Samuel Matos, que entretanto entrara para o lugar de Marco Barros e fez o Sporting chegar à meia dúzia.

O jogo não poderia acabar sem um golo do Turquel e com pouco mais de um minuto para se finalizar a partida, Daniel Matias fez uso da sua potente stickada para fazer o golo de honra da equipa da casa e reduzir o marcador para 6-1. No entanto, o resultado ainda não estava feito, pois, em cima do toque da buzina, João Pinto fez mexer as redes da baliza caseira por uma última vez, fixando o marcador final em 7-1 a favor do Sporting.

Vitória sem qualquer tipo de contestação dos leões, onde os dois golos cedo, assim como o segundo tento de Font no jogo, acabaram por ser decisivos para o desfecho do encontro. Depois de uma primeira parte onde o Sporting esteve melhor, a atitude diferente com que o Turquel entrou na segunda metade poderia ter mexido com a partida. Algo que o quinto golo leonino não permitiu e retirou qualquer imprevisibilidade que o jogo ainda pudesse vir a ter.

Com esta vitória, o Sporting ascende ao primeiro lugar, ainda que de forma provisória, com quarenta e nove pontos, ficando à espera do desfecho da partida entre Valongo e Benfica, que se vai realizar na tarde de domingo. O Turquel continua na décima primeira posição, a última acima da zona de despromoção, com doze pontos, apenas mais um do que o Hóquei Clube de Braga que, hoje, recebeu e venceu o Paço de Arcos por 6-4.

O próximo fim de semana será dedicado às competições europeias, com o Sporting a decidir, em casa, contra os espanhóis do Liceo, quem fica no primeiro lugar do grupo D da Liga Europeia. Enquanto que, por sua vez, o Turquel viaja até Itália para defrontar o Breganze na segunda mão dos quartos de final da Taça CERS. Eliminatória onde, neste momento, perde por 5-4.

SL Benfica 5-0 CS Marítimo: Jonas foi super-herói aquático

Depois da vitória do FC Porto no clássico, o SL Benfica teve sobre os seus ombros uma pressão acrescida: somar mais 3 pontos para voltar a estar a 5 pontos da liderança. Rui Vitória não arriscou alterações e apresentou o mesmo 11 inicial. E fê-lo bem: a equipa da casa começou bem o jogo, com o Benfica a fazer circular a bola com muita agilidade e urgência, tanto nas alas como a partir das zonas mais recuadas do terreno.

Por sua vez, o Marítimo não conseguiu travar as arrancadas de Rafa e os cruzamentos de André Almeida. Já se vai tornando previsível que todas as equipas que joguem na Luz tenham uma dificuldade incomensurável em bloquear os criativos de Vitória: nem a previsibilidade das diagonais da lateral para o meio de Grimaldo foram anuladas pelo lateral direito do Marítimo, Bebeto.

Eis que chegou um momento esbelto com Jonas, o melhor jogador do campeonato português, a inaugurar o marcador com um pontapé airoso. A turma de Rui Vitória não parou, à imagem daquilo que tem acontecido nos últimos jogos: a defesa adversária prefigurou-se de manteiga a Grimaldo, que fez aquilo que quis. O lateral esquerdo espanhol combinou com Zivkovic que, com um passe engenhoso, soltou o defesa. De seguida, agilmente, Grimaldo picou a bola sobre o guardião Charles Silva.

Fejsa, sozinho, impediu 99% das progressões dos jogadores do Marítimo: o tanque sérvio foi o elemento com maior destaque na zona mais recuada do campo. Aos 35 minutos, depois de mais um cruzamento tenso de André Almeida, o mágico Jonas faz um golo do outro mundo: o 29º golo no campeonato.

Aquilo que os adeptos que estiveram presentes no Estádio da Luz viram foi uma sessão de entretenimento puro, protagonizada por uma equipa confiante e que nunca parou de procurar mais golos. Chegou ao quarto golo antes do intervalo, depois de um penalti convertido por quem? Já nem espanta: Jonas – terceiro golo do brasileiro.

O Presidente do Marítimo, Carlos Pereira, via, do assento presidencial, a sua equipa a perder a cabeça: João Gamboa decidiu tentar fraturar a perna de Andrija Zivkovic. Foi, naturalmente, expulso. A partir desse momento, a formação chefiada por Daniel Ramos não encontrou outro caminho que não fosse o recuo das linhas: tentando implantar uma muralha em frente à sua baliza.

O sérvio Zivkovic faz o 5º golo encarnado aos 81 minutos. Não faz um golo, faz um golaço: com o pé menos forte, Andrjia deu o efeito que quis ao esférico, que foi de encontro ao ângulo mais afastado da baliza dos verde-rubros. O jovem já merecia, e só não é justo brindá-lo com a apreciação de melhor jogador em campo porque existe um Jonas.

Há VAR e VAR – Há marcar e não marcar

Sou pela verdade desportiva. Que isso fique claro! Sou pelo VAR utilizado em todos os jogos e em todas as competições. Agora têm que rapidamente se definir as regras de utilização e critérios dos mesmos, e aplicar-se igualmente em todos os terrenos de jogo. O clima de suspeição que se está a gerar à volta do Video-Árbitro não é bom para os profissionais da arbitragem, não é bom para os adeptos que ficam com os nervos em franja e sempre inseguros sobre este sistema, e não é bom para os jogadores que veem o ritmo de jogo quebrado e perdem a frieza necessária para o jogo.

Estes volte-faces constantes nas decisões e nos golos enervam e dão uma instabilidade tremenda. É necessário rapidamente se juntarem os intervenientes no processo e limar arestas sobre o mesmo. É necessário que não existam “apagões ou falhas”, que bandeiras não interrompam a vista do mesmo e que em dois campos diferentes não existam dois pesos e duas medidas.

Há ainda um longo caminho a percorrer para colocar o sistema no ponto ideal, mas agora, para a credibilidade do futebol português, é necessário existirem algumas reuniões pedagógicas para explicar como isto funciona. No campeonato inglês, um jogador era constantemente expulso pela arbitragem e o Conselho de arbitragem inglesa reuniu-se com a equipa, com o jogador e com os árbitros envolvidos e, pedagogicamente, percebeu-se que as decisões estavam bem tomadas, o jogador tinha era um péssimo tempo de entrada (ainda não estava habituado ao ritmo frenético do campeonato inglês) e foi aconselhado a rever e a treinar isso. Até ao final da época não teve mais nenhuma expulsão. Em Portugal isto seria impensável! Mas é este o caminho certo! Não ganhar com falsidade e tentar tornar o nosso campeonato mais competitivo e “espectacular”!

No Sporting-Feirense, o VAR teve a capacidade de enerVAR todos os adeptos presentes no Estádio de Alvalade
Fonte: www.osangueleonino.blogspot.com

O que se passa agora é que a dúvida sobre o Video-Árbitro é demasiado grande para que ele possa fazer o seu trabalho.

Um Vídeo-Árbitro eficaz tem um nível de 98,9% de exatidão das decisões e o seu tempo médio de revisão anda na casa dos vinte segundos. Ainda longe está Portugal destes valores. Nas primeiras dezassete jornadas, em 41 “casos”, 28 decisões repuseram a verdade desportiva.

Neste momento, os quatro momentos protocolados para a utilização do VAR são: golos, lances de penálti, cartões vermelhos e casos de identidade trocada, ainda têm um longo caminho a percorrer até serem perfeitamente entendidos por todos os intervenientes no processo.

No último jogo no Dragão, o VAR não esteve bem. E não há que ter medo de o dizer… EnerVAR, foi a palavra de ordem. Se numa altura em que só a vitória fosse possível para uma equipa e um penaálti não fosse assinalado… o que iria ser escrito e dito quer pela comunicação social ou pelos nossos rivais?

Foto de Capa: http://refereetip.blogspot.pt

O sonho cada vez mais perto

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A vitória de ontem do FC Porto frente ao Sporting CP catapultou ainda mais os dragões para o topo. A vitória no clássico não era de caráter obrigatório nem decisiva para ambas as partes mas era, sem dúvida, um dos jogos mais importantes da época. No final, venceu o FC Porto e, com a vantagem atual de oito pontos, podemos dizer que o Sporting CP sofreu um duro golpe na luta pelo título.

Depois da conquista dos três pontos no clássico, o FC Porto alargou a sua vantagem pontual para oito pontos sobre o Sporting CP e SL Benfica, apesar dos encarnados terem um jogo a menos. Muitos dirão que o campeonato estará entregue à turma de Sérgio Conceição, já que os dragões, historicamente, não costumam desperdiçar uma vantagem tão alargada a faltar poucos jogos para o final do campeonato. No entanto, enquanto adepto pessimista/realista prefiro, ainda assim, manter os “pés bem assentes no chão”, apesar do cenário atual ser bastante positivo.

O realismo com que me prendo quanto à possibilidade de o FC Porto ser campeão esta época deve-se, em parte, ao jejum de títulos dos dragões que já dura há quatro anos. Esta seca de conquistas “traumatizou” alguns adeptos e eu faço parte desse lote. Prefiro, assim, acompanhar jogo a jogo e no final, se tudo correr bem, desfrutar de uma conquista há já muito ansiada.

O último troféu ganho pelo FC Porto foi a Supertaça Cândido de Oliveira, em 2013
Fonte: Lusogolo

A pressão com que o FC Porto tem de lidar até ao fim não assusta Sérgio Conceição. O técnico azul e branco já reforçou por várias ocasiões que “gosta de sentir a pressão de liderar” e, verdade seja dita, é melhor estar no topo a olhar de cima para os adversários que perseguem do que estar em baixo à espera de um possível tropeção do líder.

Avizinham-se, assim, nove finais que prometem deixar o “coração na boca” dos adeptos portistas. As deslocações a Paços de Ferreira, ao CF “Os Belenenses”, CS Marítimo, Vitória SC e, claro, SL Benfica, apresentam-se como as partidas mais complicadas a atravessarem-se no caminho dos dragões.

Com o Sporting CP a afastar-se, inevitavelmente, da corrida pelo título, só o SL Benfica se apresenta como concorrente direto aos dragões. A turma de Rui Vitória teve um início atribulado de campeonato e os próprios adeptos encarnados chegaram a duvidar que fosse possível lutar pela conquista do pentacampeonato. No entanto, as águias melhoraram muito nos recentes encontros disputados e prometem criar dificuldades aos dragões até ao fim. O derby Lisboeta frente ao Sporting CP, na penúltima jornada do campeonato, será o jogo mais importante da época para os encarnados e o desfecho desse encontro será, sem dúvida, decisivo para as contas finais do campeonato.

O FC Porto tem protagonizado uma excelente campanha com Sérgio Conceição ao leme e não restam dúvidas de que, caso venha a conquistar o campeonato, será um justo vencedor. A rotatividade eficaz do plantel, juntamente com a agressividade demonstrada em campo (à imagem do treinador), têm sido os principais ingredientes desta receita bem elaborada por Sérgio Conceição.

Foto de Capa: Adaptada de Twitter do FC Porto

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

Os 10 grandes goleadores da La Liga no século XXI

Atualmente, é comum associar a liga espanhola, sobretudo, à excelência dos médios que jogaram e jogam nesta competição. Isto não significa, porém, que nuestros hermanos não tenham sido brindados com atacantes de calibre mundial, e o facto de esta lista, não baseada apenas na quantidade de golos marcados, mas também na qualidade, influência e sucesso desportivo dos jogadores, ter de deixar de fora nomes como Antoine Griezmann, Gonzalo Higuaín ou Karim Benzema confirma-o.

Posto isto, aqui estão dez goleadores que marcaram este início de século de La Liga.

Nota: As estatísticas apresentadas referem-se ao período entre a época de 2000/2001 e a época atual.

O Passado Também Chuta: Alma Salgueirista

Com 117 anos de idade, está “perdido” na série B do Campeonato de Portugal mais um histórico do futebol português. Falo do Sport Comércio e Salgueiros, clube que foi fundado no ano de 1911 por um grupo de jovens que ficou encantado com a modalidade após assistir a um jogo disputado ente Porto e Benfica. Pouco tempo depois já estava filiado na Associação de Futebol do Porto, chegando a disputar até algumas edições do Campeonato de Portugal, a primeira competição do futebol português a distinguir qual o campeão nacional.

Em 1943, o Salgueiral, como é carinhosamente conhecido, disputou o a sua primeira época na primeira divisão portuguesa, que terminou no último lugar da classificação. No entanto não houve lugar a descida de divisão, uma vez que há dita altura tal ainda não acontecia. Mas este seria apenas o início de uma rica história do clube portuense no nosso principal escalão. Foi a partir da época 1982/83 que o clube adquiriu o estatuto de primodivisionário, tendo entre os anos 80 e 90 a grande parte das suas participações no principal escalão.

Os anos 80 e 90 foram os anos de ouro da equipa do Salgueiros
Fonte: cromos_da_bola.blogspot.com

O Salgueiros haveria de disputar por 21 vezes o principal escalão, alcançando um 5º lugar em 1990/91. Essa classificação valeu-lhe o acesso à Taça Uefa na época seguinte, onde acabou por se ficar apenas pela primeira eliminatória, afastado pelos franceses do Cannes no desempate por grandes penalidades após ambas as equipas terem vencido por 1-0 as partidas realizadas em casa. Curiosamente, nessa mesma eliminatória estreou-se pelos franceses um tal de Zinedine Zidane, que haveria de se tornar num dos melhores jogadores da história.

Conhecidos pela sua enorme “alma salgueirista”, os adeptos do clube sempre foram fervorosos no apoio, destacando-se mesmo a quando da queda do clube. Decorria a época 2001/02 quando o clube disputou pela última vez o primeiro escalão, terminando no 16º posto e sendo portanto despromovido. Duas épocas depois, o clube seria despromovido mais uma vez, para a II Divisão B, devido a dívidas à Liga. Na temporada seguinte conseguiu apenas cinco pontos na sua participação no terceiro escalão, acabando por extinguir o seu futebol sénior.

Deco, aquando da sua passagem pelo Salgueiros
Fonte: etatico.blogspot.pt

Apenas em 2008 surgiu a primeira lufada de ar fresco nesta crise salgueirista, quando o clube foi “refundado” e denominado por Salgueiros 08, de modo a conseguir assim inscrever a sua equipa sénior nos campeonatos distritais do Porto. Os adeptos puderam então apoiar novamente o seu clube, e voltaram a ter esperança numa retoma ao futebol profissional. Dez anos depois, tal ainda não se verificou. O Salgueiros conseguiu rapidamente escalar alguns degraus, e tem disputado o terceiro escalão do Futebol Nacional, mas ainda sem lograr uma subida aos campeonatos profissionais. Já de novo com o seu nome original, mas com condições financeiras ainda precárias e sem estádio próprio (tem disputado os seus jogos no Estádio Municipal Dr. Costa Lima na Maia), o clube vai tentando a pouco a pouco estabilizar, para que no futuro possa voltar a pensar em voos mais altos.

Para já, restam as memórias a quem já viu o seu clube bater-se com os maiores, e teve a honra de assistir a jogadores como Deco, Sá Pinto ou Fehér envergarem a camisola vermelha. Resta também a esperança de um futuro novamente risonho, e a certeza de que a alma salgueirista continua bem viva nas gentes de Paranhos.

Foto de capa: planetadesportivo.pt

Campeonatos Mundiais Indoor (Birmingham 2018): Resumo do 2º Dia e Antevisão do 3º

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Análise do Dia 2- Finais
É difícil dizer qual foi o momento mais marcante do dia de ontem e pelos bons motivos. A Grã-Bretanha teve o seu primeiro Ouro e Anita Marton finalmente conseguiu ser campeã mundial, mas o que Echevarria, Manyonga e Dendy fizeram no Salto em Comprimento será recordado por muitos anos. Mas depois ainda apareceu Murielle Ahouré…

60 Metros Feminino

Fonte: IAAF

Esta aguardada final começou algumas horas antes. Vamos explicar: a primeira série das semi-finais que apenas apurava duas atletas directamente tinha entre as participantes várias das candidatas: Elaine Thompson (JAM), Dafne Schippers (HOL), Javianne Oliver (USA), Murielle Ahouré (CIV) e Asha Philip (GBR). Nessa série, apurada directamente Ahouré com marca líder do ano (7.01) deixando um claro aviso ao que vinha. Numa rapidíssima série, Elaine Thompson correu em 7.07, mesmo depois de um lento arranque. Mais tarde, viria a qualificar-se Schippers (HOL) como a mais rápida das restantes em 7.09. Na final, juntariam-se a Ta Lou (CIV) em 7.08, Remona Burchell (JAM) e Michelle Lee-Ahye num empate em 7.15 na segunda série e na terceira série as qualificadas viriam a ser Mujinga Kambudji (SWI) em 7.10 e Carolle Zahi (FRA) em 7.17. De fora da final ficava Tatjana Pinto (GER), um dos destaques do início da época que apenas chegou a Birmingham na noite anterior, o que com certeza influenciou a sua preparação. Graças ao empate da segunda série, a grande azarada foi Javianne Oliver (USA), que era a líder mundial e correu em 7.10, mas não chegou para a final por estar na tal 1ª série rapidíssima!

A final, essa trouxe-nos o melhor tempo dos 60 metros dos últimos 8 anos! Ahouré (CIV) saiu dos blocos como uma flecha e foi claramente dominadora, conquistando o seu primeiro grande título mundial e o primeiro Ouro da história da Costa do Marfim. Ahouré é agora a sexta mais rápida de sempre e detém também o recorde do continente africano. E no segundo lugar…Ta Lou, também da Costa do Marfim! Correu em 7.05, naquela que foi a sua melhor marca de sempre, voltando a vencer mais uma Prata, depois das duas Pratas em Londres no ano passado (nos 100 e 200), embora esta seja a sua primeira medalha em eventos indoor. No terceiro lugar, enorme Mujinga Kambundji! A suiça teve uma época indoor em cheio e sai de Birmingham com uma merecida medalha de Bronze, com o mesmo tempo de Ta Lou (7.05). O tempo de Kambundji é o mais rápido de sempre de uma terceira classificada. Fora das medalhas Elaine Thompson (JAM) e Schippers (HOL), mesmo que ambas tenham corrido abaixo dos 7.10. Desde 1987 (há 21 anos atrás) que não tínhamos um pódio desta distância sem qualquer atleta norte-americana ou jamaicana.

https://www.youtube.com/watch?v=pCgkrdEjc-I

Salto em Comprimento Masculino

Fonte: fbcdn.net

Um dos melhores concursos da história! Isso resume tudo. Mas vamos lá ao que se passou. O jovem Miguel Echevarria (CUB) abriu logo em 8.19m, mostrando que não é facilmente impressionável pelos ambientes das grandes competições. Melhorou no segundo salto para 8.28m. Os dois favoritos (Lawson e Manyonga) não andavam lá perto. Lawson (USA) sabia que tinha saltado o suficiente para fazer mais 3, mas Manyonga (RSA) tinha dois nulos. Ao terceiro, no limite, garante a passagem aos 3 últimos saltos e passa para a frente da prova, ao saltar 8.33m! No quarto salto, Echevarria (CUB) volta à liderança em 8.36m, melhor marca pessoal e melhor marca do estádio. Mas essa marca foi logo de seguida melhorada por Manyonga, com 8.44 metros! Estava quente o Salto em Comprimento e Dendy (USA) ainda veio complicar tudo mais, alcançando um máximo pessoal em 8.42m e passando para o segundo lugar. Echevarria estava no Bronze, mas voltaria a chocar o pavilhão e a liderar ao fazer 8.46, marca líder do ano e enorme recorde pessoal! Ainda saltaram mais uma vez, mas nada mudou, com Manyonga a fazer nulo num salto que lhe poderia ter dado o Ouro. Terminava um concurso que ficará para a posterioridade e que consagrou Echevarria como o melhor do mundo aos 19 anos! Manyonga (RSA) teve que se contentar com o recorde do continente africano e ainda estamos a pensar em como os 8.42 metros de Dendy apenas chegaram para o Bronze…este salto daria para vencer os 7 últimos campeonatos mundiais!

De onde virá a surpresa?

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Golden State Warriors, Houston Rockets, Boston Celtics, Cleveland Cavaliers. Não sendo, necessariamente, esta a ordem, é, provavelmente, o conjunto mais unânime de equipas apontadas como as favoritas à conquista do anel de 2018. E, mesmo neste lote, os Celtics correm, de certa forma, por fora. Portanto, a questão que serve como título para este texto procura obter uma resposta: se estas quatro equipas falharem por alguma eventualidade, quem se chega às frente na restante liga?

Olhando para esta Este, surge uma resposta que parece tão óbvia. Os atuais líderes da conferência, os Toronto Raptors. Na prática, isto não é nada óbvio. Apesar do bom basquetebol da presente temporada e da consistência demonstrada, a equipa do Canadá costuma, de certa forma, sufocar na postseason e as suas principais armas, Kyle Lowry e DeMar DeRozan,  costumam ficar muito aquém das expectativas. Ainda assim, são uma ameaça. Pequena, mas uma ameaça.

Os Wizards podem apertar com qualquer um dos favoritos, sobretudo se depois do regresso de John Wall a equipa perceber como têm que funcionar. Porém, será extremamente difícil obter quatro vitórias, quer contra os Celtics quer contra os Cavs. Podem sim, ser a surpresa chegando a uma possível final de conferência. E, bem, olhando para o restante Este percebe-se que as restantes equipas não têm, por um lado, a força necessária ou, por outro, encontram-se ainda demasiado “verdes”, como é o caso dos Milwaukee Bucks e dos Philadelphia 76ers.

A Oeste a coisa parece, de facto, mais ameaçadora. Os San Antonio Spurs serão sempre uma ameaça, sobretudo numa altura em que se intensifica os rumores de um regresso iminente da Kawhi Leonard aos pavilhões. Ninguém dúvida o quão melhor é a equipa dos Spurs com o seu principal astro e toda gente se lembra do extremamente complicado que a série da temporada passada estava para os Warriors até ao momento da lesão de Kawhi. Os Timberwolves podem surpreender, até porque a lesão de Butler vai afastar o mesmo até ao início dos playoffs. Com um Jimmy descansado, desde que em plenas condições físicas, os T-Wolves podem ser um equipa difícil de bater para qualquer um dos favoritos.

Os Thunder procuram surpreender a liga e mostrar uma coesão que ainda não se viu
Fonte: NBA

Se a defesa da equipa melhorar, maior será a ameaça. Por fim, a equipa que considero que pode ser o maior x-factor de toda esta questão, os Thunder de Oklahoma. O starpower está lá, falta um maior entendimento do papel de cada um. A perda de Andre Robertson parecia à partida insignificante mas o seu auxílio, sobretudo no meio-campo defensivo, faz falta e tem contribuído para uma maior instabilidade dos OKC. Russel Westbrook, Paul George e Carmelo Anthony podem assumir-se como o leão que corre por fora sempre de olho na sua presa.

Concluo com um pensamento muito pessoal: não me parece que o título fuja das mãos daquele primeiro lote de equipas, focando as coisas essencialmente nos Rockets, nos Warriors e nos Cavs e com claro pendor para a equipa que emergir vitoriosa da complicada conferência Oeste.

Foto de Capa: NBA

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

Estrelas da formação: Rafael, o Rei Leão

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A época 2017-18 viu nascer mais um Leão da formação do Sporting CP. Sim, caro leitor, este é mesmo Leão, de nome e coração. O seu nome é Rafael, o Rei Leão.

Tem apenas dezoito anos e está ainda, por isso, na fase de adaptação ao Plantel Sénior dos Leões. Marcou um grande golo no Estádio de Dragão, o único da equipa de Alvalade. Apesar da derrota, Leão mostrou-se muito bem na partida, rendendo de forma exímia Doumbia. Já no penúltimo jogo contra o Moreirense, entrou a meio da segunda parte, encostado ao lado esquerdo do ataque leonino e fez o passe que desmarcou Gelson Martins para o golo sentencial da partida. Foi mais uma explosão do Rei Leão, rasgando o meio-campo defensivo da formação de Moreira de Cónegos. Aquilo foi, pura e simplesmente, arte em Alvalade!

Parece inequívoco que este Leão vai crescendo de jogo para jogo e, ao que parece, tem merecido toda a confiança do técnico Jorge Jesus. Por isso, é legítimo perguntar: até onde pode chegar o Rei Leão?

Com apenas 18 anos, Rafael Leão já festeja os golos da equipa principal e partilha as alegrias com os melhores da Europa
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Destaque para o seu poderio físico (1.88 m), bom na condução de jogo e veloz nos momentos de transição atacante. Está ainda na fase “de se mostrar”, sendo por isso compreensível alguma “ligação afetiva” à bola procurando, sobretudo, jogadas individuais. Isso faz com que seja, ainda, um pouco egocêntrico no domínio e na posse de bola. O jogador tem uma excelente capacidade no um-para-um, aliando técnica, força e impulsão nas suas projeções ofensivas.

Este Leão não engana, é mesmo Leão: Leão de nome, Leão de coração. Dará certamente um grande jogador de futebol e Jorge Jesus estará na linha da frente como aquele que “lançou” este Leão numa equipa de Leões. Todos poderão ser Leões mas este será, não tarda muito, o Rei Leão.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

FC Porto 2-1 Sporting CP: Via aberta para título

Ao quarto duelo entre dragões e leões, a vitória voltou a sorrir aos azuis e brancos, fruto de uma exibição completa, da defesa ao ataque, com enorme espírito de sacrifício e com a competência necessária para “matar” o adversário em momentos decisivos. Os verdes e brancos ficam agora a oito pontos de distância e, ainda que tenham “carregado” nos minutos finais, a ineficácia de Rafael Leão (esteve perto de ser herói em dose dupla) e Montero, bem como um Casillas enorme a fechar a baliza, não permitiram a conquista de qualquer ponto. Marega e Doumbia foram os azarados da noite.

Muito do que poderá ser a descoberta do próximo campeão nacional jogou-se esta noite no Estádio do Dragão. O FC Porto entrava em campo com o conforto de saber que, independentemente das incidências da partida, continuaria na liderança isolada da prova. O Sporting CP, por outro lado, jogava todas as fichas possíveis no encurtamento de distâncias para o rival. Face a tamanhas ausências de ambos os lados nenhum dos técnicos surpreendeu no momento de escalar os onzes iniciais. Sérgio Conceição, ainda que com os regressos de Aboubakar e Ricardo, manteve Dalot na esquerda e chamou Gonçalo Paciência para o batismo a titular esta época com a camisola do FC Porto. Jorge Jesus, que hoje não contou com Bas Dost, Gelson e Piccini, chamou Ristovski para fechar a lateral direita e Bryan Ruiz para oferecer os apoios necessários a Doumbia.

O jogo era muito importante para os portistas e quase decisivo para os sportinguistas e, dessa absoluta necessidade de vencer, saiu reforçado o espetáculo, que viu os dois conjuntos numa busca incessante pelos golos que teimaram em escassear nos três clássicos anteriores. O primeiro sinal de perigo saiu da cabeça de Marega, que enviou a bola ao poste na sequência de um pontapé de canto, ainda não estava decorrido um quarto de hora. A resposta leonina obrigou Casillas a corrigir um mau cálculo de Marcano, que deixou Doumbia isolar-se perante o espanhol. De seguida, Marega voltaria a ser protagonista quando percorreu 30 metros a cem à hora, sem qualquer oposição e, frente a frente com Rui Patrício, não conseguiu melhor do que disparar ao lado. Era a melhor oportunidade dos azuis e brancos, que estavam apenas a ensaiar o festejo que se comprovou cinco minutos depois. Sérgio Oliveira bateu um canto da esquerda e a bola percorreu toda a área até chegar a Herrera; o mexicano combinou com Maxi, que lhe devolveu a bola, fazendo um cruzamento milimétrico para a cabeçada triunfal de Marcano. O FC Porto estava por cima e a lesão de Doumbia, mesmo em cima do intervalo, não augurava nada de bom, não fosse entrar para o seu lugar o jovem prodígio com nome de predador. Rafael Leão não precisou de mais do que um minuto em campo para mostrar aos colegas o caminho para reentrar na luta. Brahimi perdeu a bola a meio-campo e Bryan Ruiz conduziu-a em direção à área até isolar o jovem avançado português, que a colocou por entre as pernas do consagrado espanhol.

Com a vitória frente ao Sporting CP, o FC Porto aproxima-se do título de campeão nacional.
Fonte: FC Porto

O duro golpe, mesmo no fim do primeiro tempo, acabou por ser corrigido logo nos instantes iniciais da etapa complementar, altura em que o estreante Gonçalo Paciência contemporizou na área até encontrar, no seu raio de visão, completamente solto, Brahimi do outro lado. O argelino recebeu com o pé direito, enquadrou-se e colocou a bola no ângulo contrário, garantindo que Patrício não lhe chegaria.

Daqui em diante, pouco critério dos leões na procura pelo empate, ao passo que o FC Porto aproveitava para colecionar desperdícios com contra-ataques em superioridade numérica. Marega, em noite “não”, viu-se novamente isolado perante o guardião português, mas o chapéu ficou curto e Battaglia salvou em cima da linha. Na sequência, o maliano lesionou-se (parece grave) e estava dado o mote para que, a faltar 10 minutos para o fim, a ordem fosse para cerrar fileiras e guardar a preciosa vantagem com a entrada de Reyes para formar um meio-campo a três.

O Dragão haveria de suspirar de alívio quando Casillas negou o que seria um golo certo de Montero ao 87’ e quando o jovem Leão falhou de forma incrível o empate. No fim sobraram os festejos dos homens da casa, cientes de que haviam dado um passo de gigante rumo ao objetivo final. O Sporting CP, agora a oito pontos, parece estar praticamente fora da corrida.

 

Como jogou o FC Porto:

Titulares – Casillas, Maxi, Felipe, Marcano, Dalot, Herrera, Sérgio Oliveira, Otávio, Brahimi, Marega e Gonçalo Paciência.

Suplentes – José Sá, Ricardo, Reyes, Oliver, Corona, Hernâni e Aboubakar.

Substituições – Corona por Otávio aos 66’; Aboubakar por Gonçalo Paciência aos 71’; Reyes por Marega aos 81’.

Cartões amarelos – Felipe aos 64’ e Herrera aos 90+2’.

Cartões vermelhos – nada a registar.

Golos – Marcano aos 29’; Brahimi aos 49’.

 

Como jogou o Sporting CP:

Titulares – Rui Patrício, Ristovski, Coates, Mathieu, Fábio Coentrão, William Carvalho, Battaglia, Bruno Fernandes, Acuña, Bryan Ruiz e Doumbia.

Suplentes – Salin, Bruno César, Misic, Palhinha, Rúben Ribeiro, Montero e Rafael Leão.

Substituições – Rafael Leão por Doumbia aos 45’; Rúben Ribeiro por Ristovski aos 67’; Montero por Fábio Coentrão aos 85’.

Cartões amarelos – Bruno Fernandes aos 77’; Acunã aos 86’.

Cartões vermelhos – nada a registar.

Golos – Rafael Leão aos 45+1’.