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O Passado Também Chuta: A época do “quase” em Castelo Branco

o passado tambem chuta

Castelo Branco é um dos distritos em Portugal que há mais tempo não coloca qualquer equipa no principal escalão do futebol português. A última presença de um clube originário deste distrito na primeira divisão foi em 1987/1988, sendo que, apesar de ser um distrito que possuiu algum historial de primeira divisão e até no futebol português, uma vez que possui uma presença na final da Taça de Portugal, em 1956/1957, e 15 presenças no escalão cimeiro, é um único clube que acumula esse todo historial do distrito de Castelo Branco, de seu nome Sporting Clube da Covilhã.

Porém, tal não significa que outros clubes do distrito de Castelo Branco não tenham tentado e não tenham estado perto de alcançar a primeira divisão. Houve até um clube que se destacou nessa luta e de uma forma que dificilmente os albicastrenses tão cedo se esquecerão, falo do Sport Benfica e Castelo Branco, obviamente, e da sua época dramática em 1990/1991 na antiga Liga de Honra (actual Segunda Liga).

Mas, e antes de falarmos desta fatídica época para Castelo Branco, acho importante dar a conhecer melhor o clube através de algumas curiosidades que “afectam” o nosso futebol actual e que têm ao Sport Benfica e Castelo Branco alguma ligação. O Sport Benfica e Castelo Branco foi fundado em 1924, sendo a sétima filial do Sport Lisboa e Benfica, o que cedo veio a estabelecer a rivalidade regional entre o Sporting regional, ou seja, o Sporting Clube da Covilhã.

A história do clube é maioritariamente feita entre a extinta terceira divisão e a antiga Segunda B (actual Campeonato Nacional de Seniores) , onde o Sport Benfica e Castelo Branco conta com 34 presenças. Umas das curiosidades históricas que rodeiam este clube são o facto de Jorge Jesus, actual treinador do Sporting CP, lá ter feito uma temporada em 1988/1989 como jogador tendo como seu treinador… Miguel Quaresma, sim esse mesmo, um dos seus adjuntos no Sporting CP e que acompanha Jorge Jesus desde o Estrela de Amadora.

Época 1988/1989, Jorge Jesus (na fotografia) conhecia o seu actual adjunto Miguel Quaresma (treinador/jogador) em Castelo Branco Fonte: Blog Museu do Futebol
Época 1988/1989, Jorge Jesus (na fotografia) conhecia o seu actual adjunto Miguel Quaresma (treinador/jogador) em Castelo Branco
Fonte: Blog Museu do Futebol

Jorge Jesus como médio e Miguel Quaresma como treinador/jogador fizeram parte do elenco do Benfica de Castelo Branco em 1988/1989, uma amizade que começava em Castelo Branco e que se prolongaria até aos dias de hoje. O conhecimento que Miguel Quaresma demonstrará durante a sua temporada em Castelo Branco convencerá Jorge Jesus a confiar nele para seu adjunto bem desde cedo, Miguel Quaresma tinha iniciado a sua primeira experiência como treinador principal à frente do Sport Benfica e Castelo Branco em 1987/1988 mantendo-se até 1989/1990, quando viria a ser substituído por Mourinho Félix, pai de José Mourinho, na mesma altura em que Jorge Jesus começava a sua primeira aventura como treinador principal no Amora FC.

Processos antigos (e bem definidos) são a base de uma boa pré-época

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Durante a habitual paragem depois de uma época que foi desgastante a vários níveis, o futsal do Sporting Clube de Portugal começou desde logo a preparar a temporada que agora se avizinha. Oficialmente, a competição ‘a doer’ já começou e as primeiras indicações foram muito positivas para além, obviamente, da confirmação da qualidade dos atletas que compõem o plantel desta modalidade. Desde logo, os regressos de Cardinal e, sobretudo, de Divanei animaram muito a massa associativa, que tem cada vez mais esperança na conquista do título europeu, algo que já nos foge há alguns anos, não por falta de qualidade mas talvez por falta de sorte no momento-chave da competição.

Cardinal saiu ‘a mal’ com a direção leonina e com os adeptos depois de um tremendo desrespeito para com o clube. No entanto, é certo que todos reconhecemos a sua qualidade com os pés e essa foi a razão maior que o fez voltar e que fez com que Bruno de Carvalho aceitasse um simples pedido de desculpas para normalizar a questão e reatar relações com o jogador. Para já, Cardinal ainda parece estar numa fase de adaptação às ideias de Nuno Dias (apesar de já conhecer o clube e o treinador), que certamente evoluíram ao longo destes últimos anos e que têm variantes face aos anos em que Cardinal passou pelo futsal do Sporting.

No lado oposto, em termos de preferências temos Divanei, um talento puro e muito adorado pelos adeptos ao ponto de ter deixado saudades quando decidiu ir jogar para o Kairat Almaty. Felizmente, as boas relações criadas pelo jogador brasileiro dentro do clube permitiram o seu regresso que, tal como o próprio já fez saber, era um objetivo pessoal devido ao respeito que tem pelo Sporting e pela sua massa associativa que o fazem sentir em casa.

Olhando para a pré-época do Sporting, os resultados foram mais do que positivos e é quase obrigatório concordar com Joel Rocha, treinador do grande rival, que lembra que o Sporting é “bi-favorito” para o campeonato que começa no próximo Sábado. Nuno Dias tem a estabilidade que arrecadou ao longo dos últimos anos no comando dos leões e isso torna tudo mais fácil porque o conhecimento entre jogadores e técnico é profundo e os princípios de jogo estão muito bem enraizados. Tal como em épocas anteriores, as entradas têm sido cirúrgicas, com vista a melhorar a qualidade geral da equipa ou por necessidade de colmatar saídas, tal como aconteceu este ano com Leo Jaraguá.

Nuno Dias parte para a sua sexta época de leão ao peito Fonte: Facebook Oficial Sporting CP - Futsal
Nuno Dias parte para a sua sexta época de leão ao peito
Fonte: Facebook Oficial Sporting CP – Futsal

Se olharmos para a prova mais exigente em que o Sporting entrou nesta pré-época, a Record Masters Cup, foi possível ver que o plantel tem uma estrutura que lhe permite competir com os melhores da Europa da modalidade. Logo nas meias-finais, os leões defrontaram o Inter Movistar e conseguiram arrecadar uma vitória por 4-3 que deixou boas indicações para o futuro e, principalmente, para a UEFA Futsal Cup. No dia seguinte, o Barcelona foi o adversário do Sporting e, desta vez, foram os verde e brancos quem perderam por 4-3. No entanto, o golo dos espanhóis apenas foi marcado a sete segundos do final da partida, o que mostra bem o equilíbrio do jogo e a capacidade do Sporting de reagir à desvantagem no marcador, já que começaram o jogo a perder mas ao intervalo já tinham dado a volta ao resultado. Obviamente que os jogos de pré-época são um mero indicador e os resultados pouco interessam, mas, acima de tudo, o Sporting já demonstrou uma maturidade competitiva muito interessante numa fase da época que é sempre muito crítica devido ao cansaço acumulado.

Por fim, no passado fim-de-semana, o Sporting disputou a Supertaça de futsal frente ao Benfica. Neste caso, o adversário é alguém do nosso campeonato e que, em princípio, será o principal opositor na luta pelo tricampeonato. Mais uma vez, o Sporting mostrou ser uma equipa sólida, pronta para os desafios do jogo e conquistou o primeiro troféu oficial da época, porque foi mais competente e mais eficaz, mesmo tendo jogadores muito importantes de fora, como são os casos de Cavinato ou Fortino. Aliás, duas opções técnicas como manter Cavinato e Fortino na bancada e Divanei só entrar no fim do primeiro tempo revelam bem a qualidade dos jogadores à disposição de Nuno Dias. Os dados estão lançados e as bases estão criadas. O Sporting 2017/18 está aí, estreia o Pavilhão João Rocha no próximo fim-de-semana e todos desejamos que em Maio a festa seja verde e branca.

Foto de Capa: Facebook Oficial Sporting CP – Futsal

Artigo revisto por: Beatriz Silva

 

23.ª Jornada do Girabola 17: Apenas o Petro ficou a sorrir no final

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Cabeçalho Futebol InternacionalMais um fim-de-semana, mais uma ronda do Girabola´17. A 23ª jornada do campeonato angolano decorreu no passado fim-de-semana, dias 2 e 3 de setembro, e trouxe ainda mais incertezas em relação à decisão do título. Dos quatro candidatos ao título, apenas o Petro de Luanda venceu o seu jogo e aproveitou para ganhar alguma vantagem em relação à concorrência – 1º de Agosto, Kabuscorp e Rec. Libolo.

Ora, a equipa petrolífera recebeu e bateu o Recreativo da Caála por 3-0. Na partida disputada no Estádio 11 de Novembro, o destaque vai para o avançado Tiago Azulão, que bisou no encontro e cimentou, assim, a sua liderança na lista de melhores marcadores, com um total de 13 golos. Com esta vitória, o Petro alcançou os 50 pontos e poderá subir ao primeiro lugar, caso vença o seu jogo em atraso, frente ao ASA na próxima quarta-feira, dia 6.

O campeão em título, o 1º de Agosto, não foi além de um empate frente ao último classificado, o Santa Rita de Cássia. No Uíge, os Militares até foram para o intervalo a vencer pela margem mínima, mas permitiram o empate logo no início da 2ª parte. No final do jogo, a equipa de casa ficou com mais motivos para sorrir, dado que garantiu um ponto importante na luta pela permanência no Girabola.

Resultados da 23.ª jornada do Girabola´17 Fonte: Facebook do Girabola Zap
Resultados da 23.ª jornada do Girabola´17
Fonte: Facebook do Girabola Zap

O jogo de destaque da jornada colocou frente a frente o Recreativo do Libolo e o Kabuscorp do Palanca. No Calulo, a expetativa era enorme entre os adeptos das duas equipas para o embate entre os dois crónicos candidatos ao título, mas o jogo não teve golos e terminou empatado a zero. Com este resultado, ambos os clubes atrasaram-se ainda mais na discussão do título, quando faltam apenas seis jornadas para se jogar.

Quem não parece acusar a pressão dos quatro candidatos ao título é o Sagrada Esperança. Atualmente no 3.º lugar da classificação, a equipa treinada pelo turco Ekrem Asma bateu o Académica do Lobito por 2-1 e continua a provar que é a “Equipa-Revelação” da edição 2017 do campeonato angolano.

Em jeito de conclusão, no final da jornada, o único que teve motivos para sorrir foi o Petro de Luanda, mas até final tudo se mantém incerto quanto ao futuro campeão angolano. As próximas jornadas poderão ajudar a dissipar todas as dúvidas na frente do campeonato.

 

Foto de Capa: Girabola Zap

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Sporting CP conquista lugar na EHF Champions League

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Cabeçalho modalidades O Sporting CP conseguiu um lugar no grupo D da fase de grupos da maior competição de clubes a nível europeu, após derrotar o Apla HC Hard no prolongamento, cumprindo, assim, um dos objetivos da época.

Os “leões” começaram o jogo algo desconcentrados e nervosos, o que levou a que cometessem algumas falhas técnicas que permitiram que o Apla HC Hard conquistasse uma vantagem de três golos. A primeira linha dos austríacos esteve muito forte durante a primeira parte e o Sporting CP não conseguiu responder e foi a grande exibição (mais uma vez) do croata Matej Asanin que permitiu que o jogo fosse empatado para o intervalo.

Na segunda parte, foi a vez da equipa de Hugo Canela aproveitar as falhas técnicas do Apla HC Hard para se chegar à frente no marcador, fazendo um parcial de 5-0 em sete minutos, numa altura em que o reforço brasileiro, Filipe Borges, esteve em grande nível. Apesar de apresentar queixas no joelho direito, Asanin continuou a apresentar-se em grande plano, impedindo que os austríacos ganhassem vantagem devido às suas dores. Janko Bozovic teve hipóteses de impedir que o jogo seguisse para o prolongamento, mas falhou o remate no instante final.

A experiência de jogadores como Tiago Rocha e o ambiente que se vive na equipa levaram a equipa mais além em alturas de maior dificuldade Fonte: Sporting CP
A experiência de jogadores como Tiago Rocha e o ambiente que se vive na equipa levaram a equipa mais além em alturas de maior dificuldade
Fonte: Sporting CP

No prolongamento, o Apla HC Hard já não se encontrava nas melhores condições físicas, o que deu alguma vantagem ao Sporting. No entanto, o treinador Petr Hrachovec fez algumas mudanças táticas, que permitiram que a sua equipa continuasse na luta pelo jogo – mudou o sistema defensivo para uma marcação 1×1, em detrimento de uma marcação à zona, jogou sem guarda-redes em alguns momentos, apesar da grande quantidade de golos dos leões. O marcador do golo decisivo foi Frankis Carol, mas Matej Asanin ainda impediu que os Austríacos chegassem ao empate com (mais) uma defesa decisiva.

O Sporting CP irá juntar-se ao HC Metalurg, Montpellier, Chekhovskie Medvedi, Motor Zaporozhye e Besiktas.

A grande exibição de Matej Asanin, o plantel mais forte e capaz que os adversários, a paixão e a boa visão do jogo de Hugo Canela e a vontade de vencer por parte de toda a equipa foram fatores decisivos para a equipa leonina voltar à elite do Andebol 16 anos depois.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Que sofrimento!

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Cabeçalho modalidadesNa edição de hoje do DN12 destaque para a vitória tangencial de Portugal sobre a França por 6-5, o que lhe garantiu a passagem da fase de grupos do Mundial de Hóquei em Patins. Jogo onde ficou expresso que os jogadores orientados por Luís Sénica têm de dar muito mais ou habilitam-se a ser surpreendidos por Moçambique.
Também neste programa podem saber os resultados do dia, o emparelhamento dos quartos de final e ainda algumas notas rápidas sobre outras modalidades.

Foto de Capa: Marzia Cattini

O “efeito Conceição”: Fim da hegemonia do SL Benfica?

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São avassaladoras as diferenças entre o atual FC Porto e o da época transata no que ao futebol praticado diz respeito. Até prova em contrário, esta parece ser a mais bem preparada equipa do FC Porto desde a saída de Vítor Pereira, com um modelo de jogo já bem definido, com ideias de equipa “grande” e competência coletiva em todos os momentos do jogo.

Os adeptos do FC Porto têm referido insistentemente que Sérgio Conceição trouxe garra e uma atitude diferente à equipa. Porém, o que Conceição trouxe foi uma maior organização, assente num modelo de jogo que potencia as individualidades. Os jogadores do FC Porto não correm mais do que na época passada, mas correm melhor.

Defensivamente muito se elogiava o FC Porto de Nuno Espírito Santo. Contudo, o êxito defensivo da equipa assentava essencialmente na qualidade dos cinco futebolistas mais recuados ao nível dos duelos individuais, ou seja, o mérito era sobretudo dos jogadores (pelas suas caraterísticas) e não do trabalho do treinador. Atualmente, a somar aos jogadores (que, na linha defensiva, são praticamente os mesmos), existe organização, entenda-se, processos bem definidos que começam logo na pressão alta realizada pelos médios e avançados.

A competência coletiva do FC Porto cresceu exponencialmente Fonte: FC Porto
A competência coletiva do FC Porto cresceu exponencialmente
Fonte: FC Porto

Ofensivamente as diferenças são assombrosas. Uma equipa que outrora “esticava o jogo na frente”, insistentemente, através de bolas longas a partir dos defesas centrais ou laterais, é hoje uma equipa na qual Danilo recua para junto dos centrais e Óliver, Brahimi e Corona baixam para receber o primeiro passe que sai da construção. O FC Porto é hoje uma equipa “de posse”, mas não de posse sem objetividade tal como se verificava na “era Lopetegui”; existe capacidade de acelerar o jogo através de passes verticais que conduzem à criação de desequilíbrios nas defesas adversárias.

É por tudo isto que o FC Porto parece hoje, muito mais do que nos anos anteriores, uma equipa capaz de lutar pela conquista da Liga NOS. Ainda não sofreu golos e não se afigura fácil, para qualquer adversário, desmontar um misto entre organização defensiva e competência individual nos duelos defensivos. Por outro lado, tem marcado muitos golos mas, acima de tudo, tem conseguido criar oportunidades claras para chegar ao golo, em grande número, em todos os jogos disputados até ao momento.

O FC Porto tem demonstrado grande poder ofensivo Fonte : FC Porto
O FC Porto tem demonstrado grande poder ofensivo
Fonte : FC Porto

Porém, nem tudo é perfeito! O FC Porto tem um plantel “curto” e com alternativas de qualidade individual claramente inferior à dos futebolistas que integram o onze-tipo. Para além disso, existe um problema na linha ofensiva: tanto Soares como Aboubakar são futebolistas que, pese embora sejam possantes fisicamente e, dessa forma, desgastem as defesas adversárias, têm pouco critério com bola e apresentam claras limitações ao nível da tomada de decisão. O caso de Marega é ainda mais grave, visto tratar-se de um jogador com tremendas dificuldades (inclusivamente técnicas) no momento de organização ofensiva. Neste cenário, não se compreende o empréstimo de Rui Pedro ao Boavista FC.

No cômputo geral, e ainda que o SL Benfica apresente mais soluções individuais (embora, pela primeira vez nos últimos anos, com lacunas em algumas posições) e um super-Jonas na frente de ataque, este FC Porto parece capaz de desafiar o tetracampeão nacional na luta pela conquista da Liga NOS. O desfasamento qualitativo entre as duas equipas, sobretudo no plano coletivo, parece ter-se dissipado e, quando assim é, as probabilidades de sucesso repartem-se. Será este o “ano do dragão”?

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Portugal 2-0 País de Gales (Sub 21): Nova fornada de talento, a mesma qualidade

Cabeçalho Seleção Nacional

Foi num Estádio Municipal de Chaves bem composto e com um relvado em más condições que a selecção nacional portuguesa de sub-21 iniciou a sua campanha de qualificação rumo ao Europeu de 2019 em Itália, campanha essa que arrancou, desde já, com uma vitória frente ao País de Gales.

Após algumas mexidas na selecção nacional por efeitos de idade, pois alguns jogadores deixaram de ter idade para representar esta selecção, muita da base da qualidade manteve-se, pegando logo em Renato Sanches, Gonçalo Guedes, Ruben Neves… Qualidade essa que vem agora a ser complementada pela nova “fornada” de talento da geração seguinte, falo nomeadamente de jogadores como Xadas.

Portugal apresentou por isso um onze cheio de qualidade e talento para o seu primeiro jogo de qualificação, um onze de deixar muitos países a roerem-se de inveja. Portugal iniciou o seu jogo algo nervoso e o País de Gales aproveitou-se dessa situação para arrancar com algum domínio durante os primeiros cinco/dez minutos, situação que se veio a reverter quando a selecção portuguesa se libertou do nervosismo, a qualidade portuguesa começou a vir ao de cima e começou-se a ver uma excelente troca de bola e um excelente “tratamento” da mesma por parte de alguns jogadores, evidenciando-se Renato Sanches, Gonçalo Guedes, Xadas, Gil Dias e João Carvalho, o relvado por vezes, mesmo assim, dificultava a construção de jogo de Portugal.

As oportunidades aos 12, 13 , 15 , 18 e 20 minutos foram a prova do quanto Portugal carregava sobre a área galesa, sempre com os mesmos protagonistas, a nossa seleção esteve mais perto de marcar do que nunca durante este período e a bola parecia não querer entrar, mas tal foi a insistência portuguesa que Gonçalo Guedes conseguiu arrancar um penalty aos 23 minutos que foi concretizado com categoria por Rúben Neves, estava assim inaugurado o marcador em Chaves e Portugal chegava finalmente ao golo que tardava, dado o número de oportunidades.

Portugal inaugurava o marcador mas nem por isso tirou o pé do acelerador e o que se viu foi um contínuo “carregamento” sobre o meio campo galês que não tinha sossego, as oportunidades portuguesas sucediam-se umas atrás de outras e não é de admirar que, ainda antes do intervalo, Portugal tenha chegado ao segundo golo, uma combinação perfeita entre o trio Renato Sanches-Xadas-Gil Dias com Gonçalo Guedes a finalizar da melhor maneira aos 40 minutos, terminava assim uma primeira parte de grande qualidade da equipa de Rui Jorge, resultado curto tendo em conta o número de oportunidades que Portugal desperdiçou.

A segunda parte trouxe um jogo diferente e, consequentemente, um Portugal diferente, que tirou o pé do acelerador e passou a praticar um futebol de mais controlo do resultado, o que permitiu ao País de Gales praticar um futebol mais confortável e com mais oportunidades, a bola ao poste aos 60 minutos traduzia o domínio do Pais de Gales nesta fase do jogo. O resultado ficaria sentenciado aos 82 minutos com a expulsão de Chris Mepham, a partir daqui o País de Gales quebrou fisicamente e Portugal voltou a dispor de algumas oportunidades para aumentar o marcador, a bola ainda foi introduzida dentro da baliza no período de descontos, mas o golo seria anulado por fora de jogo.

Terminava assim o jogo em Chaves, com um resultado feito na primeira parte, o melhor período de Portugal, e onde melhor pudemos ver o que esperar desta geração para esta qualificação, prometeram muito e não desiludiram, veremos se será mais uma qualificação tranquila, estão reunidas todas as condições para tal, outra vez.

 Foto de capa: FPF

Carta Aberta a Bruno Magalhães

cartaaberta

Bruno,

Foi assim que nos dirigimos a ti nos diversos autógrafos pedidos (o mais antigo que encontrámos já data de 2003, do Rali dos Açores), nos tímidos “boa sorte” desejados, e é assim que hoje te falamos. Não nos conheces (seria impossível, com tantas abordagens das mais variadas pessoas, com as mais variadas idades!), mas nós, assim como todos os fãs de rali, conhecemos-te.

Estás, neste momento, a disputar uma das mais duras batalhas da tua carreira: a luta por ser campeão europeu de ralis. Há pouco mais de um ano, o país parou para assistir à tão desejada conquista do Campeonato da Europa de futebol, depois da tragédia grega de 2004. O desporto nacional tem vindo a evoluir num sentido bastante positivo e tu fazes parte dessa evolução. Estás a 23 pontos da liderança do europeu, faltam dois ralis. É difícil? Sim. Afinal, estás a lutar contra o actual bicampeão europeu, Kajetan Kajetanowicz, que está tão empenhado na vitória quanto tu.

E tal como o teu adversário não facilita, também a constante falta de apoios das empresas portuguesas tem sido notória. A dúvida sobre se terás patrocinadores mantém-se a cada inscrição num novo rali, o teu futuro é sempre uma incerteza.

A 1 de Abril deste ano, ganhaste o Rali dos Açores e colocaste Portugal em mais um primeiro lugar. No entanto, e ao contrário do que seria de esperar, essa vitória não surtiu os efeitos desejados – as marcas mantinham a falta de disponibilidade para apoios. Disseste, no final deste Rali, “ganhámos o nacional, estamos à frente no campeonato da Europa e agora vamos para casa!”. Não foste para casa, mas as condições para continuares têm sido más.

É a Seajets que nos permite sonhar com o título europeu Fonte: ERC
Fonte: ERC

Conseguiste ir às Canárias e manter a liderança do ERC, mas… em vez de ganhares apoios, perdeste um. O sonho parecia próximo do fim. A apenas poucos dias do Rali da Grécia conseguiste confirmar a presença nos dois ralis seguintes, graças a um patrocínio grego. É estranho, sim: eras o líder do europeu e, mesmo assim, só na Grécia conseguiste dinheiro para continuar.

Para nós é estranho reconhecer que se não fosse uma empresa grega, os portugueses não teriam o prazer de te ver brilhar, mas, ao mesmo tempo, deixa-nos felizes que no estrangeiro o teu valor seja reconhecido. Tal como em tantos outros exemplos de talento e profissionalismo portugueses, o estrangeiro, por vezes, dá mais condições e reconhecimento do que o próprio país. Não culpamos as marcas nacionais, mas questionamos o porquê de ser assim. Queremos acreditar que não se trata de falta de apoio e de vontade de te ver vencer, mas sim impossibilidade, medo do risco, incerteza quanto ao retorno.

Estamos a duas semanas da próxima prova do ERC e, enquanto os teus principais rivais treinam para o rali em Itália, a tua luta é outra: a procura de apoios. Sabemos que a situação é totalmente desmotivadora e frustrante para ti e, por isso, é a ti que esta carta se dirige.

A tua dedicação, assim como a do Hugo Magalhães, é inspiradora. A tua força dá-nos a certeza de que a frase “todos os caminhos vão dar a Roma” foi criada para este teu momento. Estaremos deste lado a apoiar-te.

Conta connosco,

Francisca Carvalho e Rodrigo Fernandes

Foto de Capa: Bruno Magalhães

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Pavilhão João Rocha, o sonho de todos os Sportinguistas

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Esta semana, arrancam os jogos oficiais do Sporting Clube de Portugal no recém inaugurado, Pavilhão João Rocha. Na próxima quarta-feira, o Andebol leonino defronta o Fafe em jogo a contar para a primeira jornada do campeonato nacional. Já no domingo, os pupilos de Nuno Dias jogam contra os Leões de Porto Salvo, na primeira jornada da fase regular da Liga.

Este foi um sonho de todos os sportinguistas, para os atletas, para treinadores e para estruturas das modalidades. O último jogo disputado na Nave de Alvalade foi a 3 de Janeiro de 2004, treze anos depois o Sporting tem a sua casa para as modalidades.

Com o Pavilhão João Rocha a tornar-se realidade, as equipas de Andebol, Futsal, Hóquei em Patins, e Voleibol que regressa este ano ao Sporting, vão ter a sua casa e as condições necessárias para enfrentar os seus desafios.

No andebol, os campeões nacionais, vão defrontar o Fafe na primeira jornada, numa época com objetivos claros: revalidar o título nacional, vencer a Taça de Portugal e a já conquistada presença na fase de grupos da Liga dos Campeões. Que os comandados de Hugo Canela vençam neste seu primeiro jogo no Pavilhão João Rocha.

O andebol e o futsal já começaram a época a conquistar objetivos Fonte: Sporting Clube de Portugal
Futebol feminino, andebol e futsal já começaram a época a conquistar objetivos
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Os leões de Nuno Dias, depois de conquistarem a Supetaça, disputam a primeira jornada da fase regular no próximo domingo. O Sporting inicia assim a sua caminhada para mais um título frente aos Leões de Porto Salvo, agora treinados por Jorge Monteiro, que esteve muitos anos ligado ao futsal de formação. Os bicampeões nacionais têm como objetivos maiores a conquista do tricampeonato e da UEFA Futsal Cup e ainda, a Taça de Portugal e a Taça da Liga.

O Sporting espera assim arrancar os seus jogos no novo pavilhão com duas vitórias, mas essencialmente perante os sportinguistas com casa cheia. Que o Pavilhão João Rocha seja não só a casa das modalidades, mas uma autêntica fortaleza repleta de vitórias, títulos e conquistas, como outrora aconteceu com a Nave de Alvalade.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal
artigo revisto por: Ana Ferreira

A utilidade de Samaris

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sl benfica cabeçalho 1Por estes dias, existem questões com um grau de dificuldade acima da média, que dificultam a capacidade que temos para responder. Será que a Terceira Guerra Mundial vai acontecer? Qual é a posição da China no meio disto tudo? Onde anda o Big Big Mac? Entre elas, está uma à qual vou procurar ajudar a responder: qual é a utilidade do Samaris para esta temporada?

Parece que o grego está a perder o pouco espaço que já tinha no plantel. Até aqui, ele era uma das duas hipóteses para o sector mais recuado do meio-campo do Benfica, sendo que a outra era o titularíssimo Fejsa. Contudo, a concorrência foi, a seu tempo, começando a ser um problema para Samaris.

Dividir o poleiro de médio-defensivo com o sérvio era mais do que aceitável e até se pede que uma equipa que quer lutar pelo campeonato, taça e ir longe na Champions tenha, pelo menos, duas alternativas para cada uma das posições.

Contudo, o problema começou a surgir quando o Benfica comprou Filipe Augusto e, no espaço de meia-época, o brasileiro ganhou o estatuto de número dois nas escolhas de Rui Vitória, para o mesmo lugar que Samaris.

Samaris perdeu espaço na equipa encarnada Fonte: SL Benfica
Samaris perdeu espaço na equipa encarnada
Fonte: SL Benfica

Convém dizer que, entre os adeptos e simpatizantes do Benfica, Samaris não é o nome mais consensual. É um pouco como a maionese, uns gostam, outros nem por isso. E percebe-se. Já demonstrou ser capaz do melhor e do pior. Causou impacto logo na primeira temporada de águia ao peito, ao completar 37 jogos oficiais, números que foram melhorados na época seguinte, com 41 jogos e dois golos.

Daí para a frente, implementou-se a era da inconsistência nas exibições de Samaris. O espaço para jogar começou a ser cada vez menor, apesar dos 32 jogos realizados na temporada passada, devido à lesão de Fejsa.

Esta temporada, o Benfica já realizou cinco partidas e o melhor que vimos de Samaris foi o relaxe natural do grego sentado no banco de suplentes. Não que não esteja em pulgas para ir para dentro de campo, mas a verdade é que a probabilidade de tal acontecer laje na fugaz hipótese de Fejsa voltar a atravessar um longo período lesionado e de tal coincidir com uma lesão de Filipe Augusto.

Só assim é que Samaris poderá ir a jogo, e se a isto juntarmos o que parece ser um Rui Vitória não muito convencido com o real valor dele, então o grego, que não saiu neste mercado de transferências, corre sérios riscos de o fazer no mês de Janeiro.

Em jeito de conclusão, a utilidade de Samaris para esta temporada está perto de ser nula.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Francisca Carvalho