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US Open: As Previsões da Equipa de Ténis do “Bola na Rede”

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Em vésperas de se dar início ao último torneio do Grand Slam da temporada tenística, é chegado o momento de analisar o percurso recente dos jogadores, o seu histórico no Major nova-iorquino, os seus resultados em piso rápido e, reunindo todas essas (e outras) informações, fazer algumas previsões para aquilo que se poderá esperar da edição de 2017 do US Open. Assim, a equipa de ténis do “Bola na Rede” juntou-se para apresentar, relativamente aos quadros feminino e masculino, as suas previsões acerca de quem se sagrará campeão do torneio, quem poderá assumir o papel de darkhorse, e quem irá ficar aquém das expetativas.

Quem poderá sair vencedora do US Open? As apostas dividem-se! Fonte: Website “Firstpost"
Quem poderá sair vencedora do US Open? As apostas dividem-se!
Fonte: Website “Firstpost”

Campeã Feminina

Garbiñe Muguruza: A espanhola venceu em Wimbledon e conquistou igualmente, em Cincinnati, o maior torneio de preparação para o US Open (derrotando categoricamente Simona Halep, por 6-1 e 6-0, na final). Apesar de nunca ter passado da segunda ronda do Major nova-iorquino e de assumir que não se sente confortável com o “barulho” da cidade, caso consiga manter a concentração parece não haver, atualmente, no circuito WTA qualquer tenista capaz de a derrotar. (Francisco Sampaio)

Elina Svitolina: Tem sido a época de ouro para a ucraniana. Cinco títulos oficiais e ainda faltam alguns torneios importantes do circuito feminino. Svitolina venceu de forma categórica o torneio de Toronto tendo derrotado quatro nomes grandes do circuito consecutivamente: Venus Williams, Muguruza, Halep (por 6-1 e 6-1) e Wozniacki (6-4 e 6-0). Está, portanto, em grande forma a número quatro do mundo. (Henrique Carrilho)

Karolina Pliskova: A número dois do ranking mundial está ainda à procura do seu primeiro título do Grand Slam e, depois de perder uma equilibrada final para Kerber, em 2016, no US Open, esta parece ser a sua melhor oportunidade, especialmente considerando a excelente forma que tem apresentado recentemente. (Manuel Traquete)

As norte-americanas podem surpreender no torneio nova-iorquino Fonte: Website “EURweb.com”
As norte-americanas podem surpreender no torneio nova-iorquino
Fonte: Website “EURweb.com”

Darkhorse Feminina

Sloane Stephens: Assumindo o termo darkhorse como “tenistas fora do top 10 mundial que podem surpreender”, a escolha recai na atual número 83 do ranking WTA. Regressada de lesão, Sloane Stephens atingiu a meia-final em Toronto e em Cincinnati. A jogar “em casa”, e tendo (presumivelmente) nas primeiras rondas adversárias que estão longe de estar a realizar uma boa temporada (como Roberta Vinci ou Dominika Cibulkova), não seria de estranhar que a norte-americana conseguisse atingir, no mínimo, a quarta ronda do US Open. (Francisco Sampaio)

Madison Keys: É uma das mais promissoras atletas norte-americanas desde há alguns anos e, na ausência de Serena Williams, muito será o apoio que Keys terá por parte do público. Não terá facilidades no quadro, é certo, mas se há torneios onde os atletas da casa se superam, o US Open é certamente o melhor para isso acontecer. (Henrique Carrilho)

Venus Williams: A norte-americana continua à procura de mais um título do Grand Slam para pôr um ponto de exclamação na sua ilustre carreira, e o US Open é mais uma oportunidade para o fazer após perder a final de Wimbledon. (Manuel Traquete)

Kerber tem tido uma má época; Halep tende a ceder perante a pressão Fonte: Website “Tennis World USA”
Kerber tem tido uma má época; Halep tende a ceder perante a pressão
Fonte: Website “Tennis World USA”

Desilusão Feminina

Angelique Kerber: A tenista alemã está a ter uma época para esquecer e, pese embora as principais dificuldades devam surgir apenas na quarta ronda (com o presumível duelo frente a Jelena Ostapenko), Kerber parece hoje uma tenista capaz de perder contra (quase) qualquer adversária que mantenha alguma consistência. (Francisco Sampaio)

Angelique Kerber: A alemã continua sem mostrar o seu melhor ténis e nas últimas semanas, nos torneios de Toronto e Cincinnati, não conseguiu bons resultados perdendo para Sloane Stephens e Makarova, respetivamente. A atual número seis do ranking WTA terá no seu quarto do quadro atletas como Jelena Ostapenko, Madison Keys, Eugenie Bouchard e Elina Svitolina. Não se antevê vida fácil para a alemã. (Henrique Carrilho)

Simona Halep: Halep tem o infeliz hábito de ceder à pressão quando tem o primeiro lugar do ranking mundial em jogo, e desta vez tem uma prova de fogo logo na primeira ronda contra Sharapova. (Manuel Traquete)

As 50 Sombras de Jorge Jesus

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Já se sabe que “burro velho não aprende línguas”, mas o treinador leonino leva o ditado demasiado à letra. Quando Jorge Jesus veio para o Sporting não veio pelas suas qualidades linguísticas (sejam em que “língua” for), mas sim pelas suas qualidades de treinador.

“O mestre da táctica”, como se autoproclamou, tem uma necessidade quase doentia de não estar sempre tudo bem por onde ele passa. Ou são os resultados que não aparecem, ou é a autovalorização em prol do mérito à equipa, ou são escolhas “estranhas” para provar que ele é que sabe o que a equipa precisa, ou é a aposta em jogadores só porque são “fetiches” do amadorense, ou são acusações que depois não vão avante, ou são comentários desnecessários que faz.

A verdade é que o “cérebro” sente um prazer especial e precisa de picardias para estar no mundo do futebol. Precisa dos “mind games” e precisa da adrenalina que advém das constantes polémicas nas quais está inserido. A mais recente aconteceu no final do jogo com o Steaua de Bucareste para o playoff da Liga dos Campeões.

O Sporting Clube de Portugal faz uma boa exibição, Jorge Jesus elogia e valoriza a equipa, tem um discurso “coerente” e eis que mesmo no final da flash interview, larga a bomba: «…mas queria realçar aqui uma coisa que, para mim, foi muito importante ter visto neste jogo. Vi uma equipa a ser goleada 5-1 e vi os adeptos do Steaua a baterem palmas aos jogadores, a estarem com eles, a mostrarem paixão. Porque a paixão não é só quando se ganha. Isto para mim foi mais uma coisa que aprendi na minha vida».

Que a voz dos adeptos do Sporting Clube de Portugal nunca se cale. E que a ganhar ou a perder os atletas e dirigentes dos leões dêem tudo até “morrer”. Estaremos sempre juntos, semana após semana Fonte: Sporting CP
Que a voz dos adeptos do Sporting Clube de Portugal nunca se cale. E que a ganhar ou a perder os atletas e dirigentes dos leões dêem tudo até “morrer”. Estaremos sempre juntos, semana após semana
Fonte: Sporting CP

E aqui não me posso calar. “Quem não sente não é filho de boa gente!” – Senhor Jorge Fernando Pinheiro de Jesus, sou adepto do Sporting Clube de Portugal desde 26 de Agosto de 1981 e não duvide que a minha paixão pelo clube verde-e-branco não é só quando ele ganha. E peço desculpa aos meus companheiros de paixão pela apropriação, mas creio partilhar com milhões de sportinguistas a mesma opinião que transmiti acima. Os “melhores adeptos” do mundo que convivem semana após semana em Alvalade fazem-no, não pelas constantes vitórias e conquistas, mas pelo amor que nos une ao símbolo do leão.

Não aceito que você me venha dar uma lição de paixão sobre este meu amor. O Sporting é muito mais que um jogador, um treinador ou um presidente. Infelizmente o meu clube há 15 anos não dá aos adeptos aquilo que eles já merecem ao tempo, mas continuamos lá, semana após semana. E sim, por vezes somos críticos… E porque o somos? Já viu em que jogos isso aconteceu?

Grandes jogos em que perdemos e vocês foram aplaudidos como se os tivessem ganho, agora não aceitamos que se desleixem ou que pura e simplesmente não corram. Se os “meus” jogadores passarem os 90 minutos a lutar pela vitória, pode ter a certeza que seremos milhões unidos a si. Agora se outros factores estiverem na cabeça quer dos jogadores, quer do treinador, pode ter a certeza que iremos apupar e pedir mais esforço e dedicação.

“Quando os rapazes de verde-e-branco entram em campo é p´ra ganhar… não tenham medo, joguem à bola e a camisola é p´ra suar!”

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

 

Caio Japa tomba o gigante espanhol!

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Arrancou este sábado a Record Masters Cup, logo com um embate que prometia bastante entre o FC Barcelona e o SL Benfica, e devo dizer que este embate não defraudou as expetativas. Em termos de golos não foi muito produtivo, pois apenas se marcaram dois, mas ambas as formações mostraram que queriam vencer o encontro. O jogo acabou empatado a uma bola, num jogo emocionante e onde uma das grandes figuras do encontro foi o guarda-redes dos encarnados, Diego Roncaglio na primeira metade e o jovem guardião Cristiano na última parte. Uma grande variedade de defesas para todos os gostos, a travar os perigosos ataques dos catalães.

Bruno Coelho fez neste lance o golo do Benfica no encontro, que permitiu o empate Fonte: SL Benfica
Bruno Coelho fez neste lance o golo do Benfica no encontro, que permitiu o empate
Fonte: SL Benfica

Mesmo assim, foi a equipa blaugrana que se adiantou no marcador, após uma jogada de ataque bem desenhada e finalizada pelo pivô Ferrão. O tento foi apontado ainda na parte inicial do encontro, mas nem por isso o Barça deixou de atacar a baliza defendida pelo antigo guarda-redes do Kairat Almaty, que sempre que foi chamado a intervir o fez com mestria, com exceção do lance anteriormente descrito.  Nos derradeiros 20 minutos os pupilos de Joel Rocha tentaram pressionar o conjunto catalão, que não descurava a oportunidade de criar perigo sempre que possível, esbarrando num inspiradíssimo Cristiano, que logrou manter a sua ficha limpa, mostrando que é uma ótima alternativa ao keeper brasileiro. Nos últimos segundos, Bruno Coelho apontou de forma irrepreensível um livre direto e conseguiu empatar o jogo, numa inequívoca demonstração de que o velho ditado “enquanto há vida há esperança” se adequa perfeitamente ao desporto em geral e ao futsal em concreto.

Rio Ave FC 1-1 SL Benfica: Campeão tropeça em Vila do Conde

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O Benfica deslocou-se a Vila do Conde para disputar a quarta jornada, frente ao Rio Ave, e não foi além de um empate. A exibição das ‘águias’ deixou muito a desejar; Lisandro López, que rendeu Jardel, lesionado, aos 15 minutos, fez um autogolo e a igualdade no resultado só saiu do pé de Jonas na sequência de um pénalti.

Desta vez, sem Salvio na ala direita, de fora por lesão, Rafa entrou como titular na equipa de Rui Vitória. O internacional português não fez nenhum brilharete e mostrou algumas dificuldades em dar conta do recado.

Os ‘encarnados’ entraram mal no jogo e o Rio Ave, jogando em casa, desde logo dominou. O alívio da pressão na área do Benfica chegou apenas depois dos 20 minutos de jogo; os tetracampeões nacionais viram mesmo um golo anulado por fora de jogo. Ainda assim, mesmo com remates de um lado e do outro, a equipa da casa continuava por cima na partida e o Benfica jogava de forma apagada e pouco inspirada.

Na segunda parte, as ‘águias’ entraram mais motivadas, numa tentativa de dominar a defesa dos vilacondenses, e o jogo equilibrou. Mas, antes de fazer tremer as redes da baliza de Cássio, o Benfica foi traído pela sorte e Lisandro López fez um autogolo. Depois de uma defesa de Bruno Varela, a bola bateu no argentino, que não conseguiu evitar o 1-0 para a equipa de Miguel Cardoso.

Poucos minutos depois, estava feito o empate após um pénalti batido por Jonas. Marcão fez uma falta sobre o avançado brasileiro, que deu numa grande penalidade convertida pelo ‘Pistolas’.

Os tetracampeões nacionais saem do Estádio dos Arcos com um empate que em nada os satisfaz, mas que não deixa de ser justo, dado o pouco que o Benfica fez durante o jogo.

Os primeiros Mundiais nos Roller Games

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Os Roller Games, os Jogos Mundiais de Patinagem, têm início já neste fim de semana. No que ao hóquei em patins diz respeito, são os escalões de seniores femininos e sub-20 masculinos que dão a stickada de saída à modalidade. Os seniores masculinos apenas entram em ação no dia 3 de setembro.

Esta, que é primeira edição dos Roller Games que, inicialmente, estava prevista para Barcelona, vai decorrer na cidade chinesa de Nanjing e está repleta de novidades no que aos modelos competitivos diz respeito. Vamos por partes; começando pelo caso dos seniores masculinos, existem três competições distintas. O Campeonato do Mundo, a FIRS CUP e a Confederations CUP. O Mundial é composto por dois grupos de quatro seleções, onde estão presentes os oito primeiros classificados da última edição. A FIRS CUP é igualmente composta por dois grupos de quatro seleções sendo que, aqui, estão presentes países que ficaram na segunda metade da tabela em 2015, as duas melhores classificadas do Mundial B de 2014 que se inscreveram e uma estreia. Por último, na Confederations CUP, estão presentes apenas cinco seleções, muito por conta das desistências do Brasil e do Egito, sendo elas três regressos e uma estreia.

Campeonato do Mundo

Grupo A: Argentina (1º 2015), França (6º 2015), Itália (5º 2015) e Portugal (3º 2015)

Grupo B: Alemanha (4º 2015), Chile (8º 2015), Espanha (2º 2015) e Moçambique (7º 2015)

FIRS CUP

Grupo A: África do Sul (16º 2015), Áustria (12º 2015), Colômbia (13º 2015) e Macau (6ºB 2014)

Grupo B: Angola (9º 2015), Estados Unidos (4ºB 2015), Holanda (14º 2015) e Israel (Estreia)

Confederations CUP

Austrália (Regresso), Índia (Regresso), Japão (Regresso), Nova Zelândia (Regresso) e Taipé Chinesa (Estreia)

Para além deste novo formato de competição existem, ainda, dois pormenores interessantes e que apenas se aplicam no Mundial. Seguem para os quartos de final os três primeiros classificados de cada grupo e o primeiro classificação dos dois grupos da FIRS CUP, sendo que os últimos dois grupos do Mundial são relegados para os quartos de final da FIRS CUP. Outro elemento interessante é o emparelhamento feito para as meias-finais. Por exemplo, Portugal e Argentina fazem parte do mesmo grupo mas, em virtude das alterações no cruzamento dos jogos, podem voltar a defrontar-se nas semifinais.

Na FIRS CUP não há muito a dizer a não ser a troca de seleções com o Mundial. De resto é tudo como o habitual, fase de grupos e fase a eliminar, para determinar o vencedor da prova. A Confederations CUP, ao ser apenas disputada por cinco seleções, funcionará em formato de liga.

GP Bélgica: Hamilton iguala recorde de Schumacher

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Após o período de férias na Fórmula 1, a modalidade regressa e logo para um Grande Prémio emblemático e histórico. O Grande Prémio da Bélgica celebra a sua 50ª aparição recheada de histórias e de duelos, e é apreciada por muitos pilotos como sendo um dos circuitos preferidos pela maioria. Em termos históricos, a Ferrari é a equipa que obteve o maior número de vitórias até ao momento no circuito de Spa-Francorchamps (16) e Michael Schumacher é o maior vencedor a nível individual, alcançando 6 vitórias, 2 com a Benetton e 4 com a Ferrari. Dos pilotos que se encontram no activo, Kimi Raikkonen da Ferrari é o detentor de maior vitórias no circuito Belga, cerca de 4, ao invés de Vettel e Hamilton que venceram apenas por duas ocasiões. De recordar que este é o GP nº 200 da carreira de Hamilton na F1.

Um Grande Prémio da Bélgica carregado de história, como já pôde verificar, ainda para mais com a demonstração de Mick Schumacher em Spa com o monolugar que deu o primeiro título de Campeão do Mundo ao pai, num acto simbólico a representar os 25 anos da primeira vitória do Michael Schumacher que foi precisamente na Bélgica.

Em relação aos treinos livres e naquele que é o seu circuito preferido, Raikkonen rapidamente alcançou um elevado ritmo, conseguindo obter a primeira posição na primeira e terceira sessão de treinos cronometrados. A segunda sessão foi liderada por Hamilton, naquela que foi a primeira demonstração do que a qualificação nos poderia oferecer, um grande equilíbrio entre Ferrari e Mercedes. Na teoria, este circuito de Spa é mais favorável à Mercedes, pelo que, não era de esperar uma Ferrari tão veloz, prova disso foi Vettel durante os treinos que nunca conseguiu alcançar uma volta digna de registo de alta performance. Destaque ainda para o acidente de Massa no Williams na primeira sessão de treinos, que fez com que o brasileiro não pudesse correr as restantes sessões.

Um Grande Prémio até ao momento marcado pelas confirmações da extensão de contracto por parte das equipas da frente, nomeadamente, da Ferrari, ao confirmar Raikkonen por mais um ano, e Vettel até 2020, acabando desta forma com as especulações em torno de possíveis trocas, no entanto, o anúncio oficial será dentro de 8 dias, no Grande Prémio de Itália em Monza. Desconfia-se da possibilidade de Alonso retirar-se da Fórmula 1 ou de…ingressar na Williams! Vandoorne da Mclaren também renova por mais uma temporada e Jenson Button pode regressar à modalidade. Convém referir que os regressos de pilotos à F1, salvo raras excepções, nunca vêm beneficiar em nada as próprias carreiras, antes pelo contrário, nalguns casos só vêm manchar o que alcançaram até então, e a modalidade fica limitada à entrada de novos talentos.

Lewis Hamilton alcançou a sua 68ª Pole da carreira, um feito que traduz mais que um número, o inglês fez história e alcançou o recorde de Pole Position de Michael Schumacher, numa volta canhão, onde o monolugar esteve perfeito e o piloto não errou em qualquer ocasião, não deixando qualquer margem de manobra aos seus rivais. Sebastian Vettel que até à sessão de qualificação ainda não tinha demonstrado o seu real desempenho em Spa, apenas na sua última volta da Q3 realizou a sua melhor volta de sempre, ficando a cerca de 2 décimos de segundo do inglês. Na luta de finlandeses, foi Bottas a levar a melhor ao colocar-se na 3ª posição e Raikkonen na 4ª, onde este teve problemas com a vibração do monolugar durante toda a qualificação e inclusive na última tentativa.

A surpresa do mercado

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Após os primeiros jogos da pré-temporada, uma das lacunas identificadas pelo Futebol do clube era a ausência de uma alternativa credível para a posição de lateral-direito. Pedro Pereira, regressado ao Benfica após um ano e meio em Itália, revelou dificuldades em ambientar-se à nova realidade no clube e ao sistema táctico de Rui Vitória. Aurélio Buta, promovido directamente da equipa B, mostrou bons pormenores, mas ainda revela alguma imaturidade.

Como tal, o clube foi ao mercado à procura de um jogador para a posição. A imprensa chegou a falar em alguns nomes, como o brasileiro Douglas, que pertencia aos quadros do Barcelona, ou o alemão campeão europeu de sub-21 Jeremy Toljan, mas a opção do clube encarnado acabou por recair sobre um jogador desconhecido para a maioria do grande público.

Falo de Mato Milos, um recém-internacional croata de 24 anos que jogava no modesto NK Istra e que tem alternado a sua carreira entre o seu país e a Série B italiana. Esta contratação foi uma surpresa para todos os benfiquistas. Francamente, eu acho que existem vários factores em redor da sua contratação e das suas possibilidades de se afirmar no clube da Luz, uns favoráveis e outros desfavoráveis.

Milos irá enfrentar o desafio mais exigente da sua carreira.  Fonte: NK Istra 1961 Pula
Milos irá enfrentar o desafio mais exigente da sua carreira.
Fonte: NK Istra 1961 Pula

Antes de mais, devo esclarecer que o facto dele ser um desconhecido para a esmagadora maioria dos adeptos não significa que seja um desconhecido para o clube. Com certeza que o conceituado departamento do scouting do clube já observava o jogador há algum tempo.

Depois, existem aspectos positivos em redor desta contratação. Primeiro do que tudo, fez a pré-temporada e jogou como titular nas primeiras quatro jornadas do campeonato croata. O que significa que já vem com ritmo e andamento para o Benfica. Depois, agrada-me também o facto dele já ter 24 anos.

Ele vem de uma escola da qual gosto bastante e, para além disso, o facto de já ter 24 anos também me agrade. Isto porque muitas estrelas emergentes desta região do globo deixam o seu país ainda em tenra idade e sem a maturidade que a idade e a experiência traz, muitos acabam por se perder. Mato Milos, apesar de já ter passado pelo futebol italiano, aos 24 anos tem a maturidade que um miúdo de 18 ou 19 não tem.

Antevisão do jogo SC Braga – FC Porto: “A Batalha do Norte”

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O SC Braga conseguiu assumir-se nos últimos anos como o “4º grande” em Portugal e, apesar de na época passada ter sido ultrapassado na tabela classificativa pelo Vitória de Guimarães, continua a ser uma equipa bastante forte, principalmente a jogar no seu terreno. O FC Porto é a próxima equipa a deslocar-se ao estádio do AXA e a batalha que se aproxima no Norte é o jogo de maior cartaz da jornada 4 e tem tudo para ser um duelo alucinante de inico ao fim.

Braga- Porto

O FC Porto teve um início de temporada fulgurante e com três triunfos nos três jogos já disputados. A equipa de Sérgio Conceição continua imbatível neste arranque de época e será interessante analisar como é que a sua equipa irá lidar com um adversário de maior nome como o SC Braga, numa deslocação que tem trazido complicações aos dragões nos últimos anos.
Por sua vez, os “Guerreiros do Minho” encontram-se de momento no 5.º lugar tendo ganho os últimos dois jogos frente aos recém-promovidos Aves e Portimonense e perdido na jornada inaugural contra os atuais detentores do título, SL Benfica.

Braga- FC Porto

A equipa de Abel Ferreira, que carimbou a passagem para a fase de grupos na passada quinta-feira frente ao FH, poderá apresentar algum desgaste, porém a vitória europeia também serve como fator moralizador para a equipa bracarense que estará assim motivada frente ao FC Porto.

Antevê-se assim, um jogo bem disputado entre duas das melhores equipas do futebol português, com o FC Porto a defrontar o adversário mais complicado na Liga Nos até ao momento, numa deslocação complicada frente à equipa do SC Braga, possivelmente desgastada mas também motivada.

 

Jogos

Um homem para muitas e longas Battaglias

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Rodrigo Battaglia chegou este verão a Alvalade. Com 26 anos, o argentino chegou, creio eu, na altura ideal a Lisboa e ao Sporting Clube de Portugal. Assinou contrato por cinco anos, um vínculo de longa duração e que promete, a ver pelas primeiras amostras, vários êxitos.

Depois de uma formação dividida por Vélez Sarsfield, Almagro e Huracán, o centrocampista notabilizou-se ao serviço destes últimos, ao serviço dos quais se estreou no futebol profissional. Na Argentina, Battaglia jogava primordialmente como médio defensivo e, depois de uma passagem pelo Racing Club de Avellaneda, veio para Portugal, onde assinou pelo SC Braga. Contudo, as épocas nos arsenalistas foram atribuladas, com empréstimos a Moreirense, Rosario Central e Desportivo de Chaves. Neste último emblema, Battaglia cimentou a titularidade, aproveitando a ida de Jorge Simão para Braga para o acompanhar na segunda metade da temporada transata.

Battaglia já mostra autoridade para querer mostrar o caminho certo no meio campo leonino Fonte: Facebook oficial de Rodrigo Battaglia
Battaglia já mostra autoridade para querer mostrar o caminho certo no meio campo leonino
Fonte: Facebook oficial de Rodrigo Battaglia

Confesso que apenas tinha visto Battaglia ao vivo por uma vez, na final da Taça da Liga entre os bracarenses e o Moreirense. E não fiquei nada impressionado, devo dizer. Porém, Battaglia jogou na “posição 8” durante essa partida. Acho que o seu melhor desempenho vem ao de cima jogando mais atrás, posicionado à frente da dupla de centrais. É nesse lugar que o argentino tem sido maioritariamente utilizado por Jorge Jesus, tanto nos testes de pré-época como nos primeiros encontros oficiais neste mês de agosto. Battaglia apenas foi suplente utilizado na Vila das Aves, na única partida onde William Carvalho foi chamado. É bom lembrar que William tem sido constantemente associado ao West Ham e, também por isso, Battaglia foi titular nas receções a Vitória de Setúbal e Steaua e nas deslocações a Guimarães e Bucareste.

O tanque argentino é muito forte na luta corpo a corpo no meio campo, um atleta muito agressivo no bom sentido, apresentando também um jogo aéreo forte e um enorme sentido de entreajuda, como é bem necessário naquele setor do terreno de jogo. Bom de bola em espaços curtos, Rodrigo Battaglia tem de crescer ainda no campo da visão e leitura de jogo, tem de ser mais rápido e astuto na circulação de bola. Isto fica demonstrado pelo enorme à-vontade que Battaglia tem na condução de bola, não tendo medo de avançar no terreno com a mesma controlada. Às vezes, até leva esse esforço longe demais.

CF ‘Os Belenenses’ 1-1 Vitória FC: Empate entre Azuis e Sadinos

Cabeçalho Futebol Nacional

A quarta jornada da Liga NOS teve início esta sexta-feira, no estádio do Restelo.  Frente a frente esteve o Belenenses, de Domingos Paciência, que não pôde contar com o habitual titular Miguel Rosa (ausente por lesão), e o Vitória de Setúbal, do recém-chegado Yanick Djaló, que não marcou presença na convocatória dos sadinos. Num jogo marcado por uma primeira parte bastante interessante e competitiva, o resultado final ficou em 1-1.

Com um anoitecer bastante calmo e totalmente favorável para assistir ao encontro no estádio, as bancadas do Restelo receberam mais adeptos visitantes do que propriamente adeptos da casa.

A partida iniciou-se com um Setúbal bastante atrevido, que criou perigo várias vezes durante os primeiros 20 minutos da partida. Logo aos 5’, Muriel rematou forte e perigoso ao lado da baliza; aos 9’ foi a vez de João Teixeira se desmarcar para rematar para uma defesa apertada do guardião dos azuis; e já nos 15’, bom trabalho na extrema direita do ataque sadino, que poderia ter culminado no golo se não fosse Gonçalo Paciência atirar por cima da baliza.

Em resposta às investidas do Setúbal, o Belenenses contra a corrente do jogo, chega ao golo através de um auto-golo de Paciência aos 20’. Livre de Chaby no lado direito do ataque do Belém que resultou num cabeceamento para a própria baliza do avançado emprestado pelo Futebol Clube do Porto.

O Belenenses ganhou entusiasmo com o golo e, já na meia-hora, esteve perto de ampliar a vantagem para 2-0, depois de um cabeceamento de Maurides. No lance seguinte, João Teixeira perde a bola em zona proibida para Roni, que, posteriormente, cai na área de forma duvidosa, depois de um lance divido com o médio emprestado pelo Benfica. O árbitro da partida, Manuel Oliveira, recorreu ao vídeo árbitro e decidiu que o lance não era motivo para assinalar grande penalidade.

Depois de uma primeira parte bem disputada por ambas as equipas, o segundo tempo ficou marcado pela disputa de bola apenas a meio campo e pela falta de desequilíbrios e lances possíveis de golo. Uma clara segunda parte sem ideias e com pouco nível de Futebol praticado pelas formações.

Apesar da escassez de oportunidades, o Vitória de Setúbal chegou ao golo aos 81’ ,num livre de Nuno Pinto batido na extrema direita do ataque sadino. Já em tempo de compensação, destaque para a expulsão de Sasso, por acumulação de amarelos.

Com este resultado, o Belenenses regista o primeiro empate nesta edição da liga NOS e o Setúbal continua sem vencer qualquer jogo.