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Exigências de uma nova dinâmica

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É um FC Porto demolidor aquele que se tem apresentado nesta pré-época que agora findou. A mesma equipa, com novos processos, novos automatismos e, invariavelmente, novas dinâmicas. Tudo isto adquirido ao longo de trinta dias intensos de árduo trabalho físico e tático, na busca e implementação de uma nova ideia que devolva ao FC Porto o poder futebolístico que foi assegurando e posteriormente perdendo ao longo dos anos.

Trata-se, pois, de um processo de revitalização de um clube que transparecia um certo adormecimento e, até, uma acomodação da qual não conseguiu sair face às imensas e sucessivas conquistas que foi conseguindo. A primeira fase está, então, concluída, com nota positiva de acordo com o que foi possível observar. Desde logo, o resgate essencialmente emocional de alguns ativos que estavam emprestados (e pareciam, consequentemente, não contar para o clube) e que surgem, neste arranque de época, como autênticas mais valias, permitindo um certo comodismo na hipotética necessidade de ir ao mercado.

O FC Porto tem outra dinâmica em 2017/18 Fonte: FC Porto
O FC Porto tem outra dinâmica em 2017/18
Fonte: FC Porto

Esse é, naturalmente, um mérito que deve ser atribuído a Sérgio Conceição, o homem responsável pela renovação da crença dos adeptos. Em tão pouco tempo conseguiu colocar a sua equipa a jogar…à sua imagem, que é, inquestionavelmente, a imagem do que deve ser uma equipa a que todos gostamos de apelidar à Porto. De entre as muitas mudanças que saltam hoje à vista, gostaria de destacar o aproveitamento de um sistema tático que já estava minimamente rotinado, oferecendo-lhe uma nova dinâmica, capaz de permitir ao FC Porto maior objetividade, pragmatismo e celeridade no seu futebol.

Porém, este 4-4-2 de Sérgio Conceição, ainda que com um onze base que dá mostras de ter já altos índices de entrosamento, revela alguns problemas (naturais) que, creio, serão alvo de resolução ao longo do tempo…e dos jogos. Falo, essencialmente, do problema que tem sido o momento da organização defensiva da equipa, principalmente quando a pressão alta que Sérgio tem exigido não funciona e o adversário consegue ultrapassar essa primeira linha. Vai-se ainda notando um certo fosso entre a linha defensiva e as peças mais recuadas do meio campo, que também ajudam nessa pressão em bloco.

Estes e outros problemas, que vão esfriando um pouco o entusiasmo que vem sendo nota dominante nesta pré época, não sugerem, para já, um estado de alerta, mas serão, com certeza, aspetos prioritários que Sérgio terá em conta e tratará de resolver o quanto antes. A confirmar, já na próxima quarta feira.

Foto de Capa: FC Porto

Estamos na final!

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Estamos na final! Após um jogo bastante duro e intenso, Portugal conseguiu garantir a qualificação para a partida decisiva que se realiza neste sábado pelas 20h00. Após uma primeira parte em que foi claramente superior, a seleção nacional conseguiu aguentar uma boa entrada de Itália na segunda metade e venceu o conjunto organizador do europeu por 6-2.

A partida teve um inicio equilibrado, com as duas seleções a procurarem chegar à baliza através de seticadas de meia distância. Todavia, não foi preciso esperar muito para a primeira grande chance do jogo. Aos três minutos, Marco Ardit viu um cartão azul por falta sobre José Gonçalves. Diogo Abreu, um dos jogadores principais jogadores do conjunto luso, atirou rasteiro, mas não conseguiu bater Ermanno Cognonato.

Em situação de superioridade numérica, Portugal não esteve bem e a Itália conseguiu manter a posse de bola durante grande parte dos dois minutos, assim como, arrancar algumas faltas e o resultado não se alterou.

Retomado o cinco para cinco, o encontro passou a ser disputado a um ritmo muito bom, tal como já havia acontecido na primeira meia-final, com os guarda-redes a começarem a ser chamado a intervir cada vez mais. Foi nesta fase que Portugal chegou ao primeiro. Triangulação perfeita da seleção nacional e depois de um belo passe de José Gonçalves, Diogo Abreu fez o 1-0. Pouco depois, boa circulação de bola e após um remate de meia distância, Diogo Abreu foi mais rápido que os adversários e apontou o 2-0.

Se o primeiro golo já demonstrava uma superioridade da seleção portuguesa, com o 2-0 isso ainda se acentuou mais. A Itália defendia muito fechada e Portugal, com paciência fazia circular o esférico e foi assim que surgiu o 3-0. Após um belo passe do meio campo de Gustavo Pato, José Gonçalves rodou e atirou rasteiro para o fundo das redes italianas. De seguida, iniciativa individual de João Pereira e com uma seticada ao angulo superior direito fez o 4-0.

A superioridade em pista era evidente e os golos iam surgindo com naturalidade. A boa e rápida circulação de bola da seleção portuguesa estava a fazer muitos estragos e o resultado ia-se avolumando, sem que a seleção transalpina conseguisse dar alguma resposta.

A cinco minutos do intervalo, a Itália teve a sua primeira grande oportunidade, em virtude de uma falta de José Gonçalves sobre Serse Cabella. Francesco Banini foi o escolhido para marcar a grande penalidade e com uma seticada a meia altura reduziu para 4-1.

Francesco Banini reduzia para 4-1 Fonte: CERS-Rink Hockey/Marzia Cattini fotografa
Francesco Banini reduzia para 4-1
Fonte: CERS-Rink Hockey/Marzia Cattini fotografa

O golo italiano não alterou o jogo. Portugal continuava com mais posse de bola, agora mais com o objetivo de controlar do que aumentar o marcador. Contudo, a história da primeira parte ainda não estava toda contada. A um minuto da pausa, livre-direto para a Itália, devido a uma falta de José Gonçalves sobre Marco Ardit. O próprio assumiu a marcação do lance e não desperdiçou, reduzindo a desvantagem para 4-1. De seguida, a seleção portuguesa beneficiou de uma grande penalidade, mas Gustavo Pato não conseguiu concretizar.

Grande primeira parte, com Portugal sair a vencer por 4-2, resultado mais que justo para a superioridade que apresentou na maior parte dos vinte minutos iniciais. Contudo, a seleção italiana aproveitou os dois lances de bola parada que teve a seu favor, algo que os “Ursinhos” não fizeram, reduzindo a desvantagem em dois golos. A segunda parte prometia.

No regresso dos balneários, foi a Itália começa melhor e desde cedo obrigou Alejandro Edo a fazer duas grandes defesas. Embora tenha sido a seleção da casa a entrar na mó de cima, quem marcou foi Portugal. Diogo Barata, ao passar atrás da baliza italiana, deixou a bola ao primeiro poste e Diogo Abreu aumentou para 5-2. Golo muito importante para Portugal, pois travou a boa entrada transalpina e repôs os comandados de Nuno Ferrão no controlo da partida.

Novamente a perder por três golos, a Itália não conseguiu responder e a melhor oportunidade que teve foi um livre-direto, depois de um cartão azul visto por Diogo Barata. Marco Ardit tentou uma “picadinha”, mas desta feita não conseguiu bater Edo.

Alejandro Edo foi um elemento chave da meia-final Fonte: CERS-Rink Hockey/Marzia Cattini fotografa
Alejandro Edo foi um elemento chave da meia-final
Fonte: CERS-Rink Hockey/Marzia Cattini fotografa

Em situação de superioridade numérica, a Itália conseguiu criar algumas oportunidades e sempre que foi necessário, o guarda-redes português respondeu a altura.

Com o final do jogo cada vez mais próximo, Portugal tentava manter a matriz apresentada na primeira parte, mas a grande pressão italiana não o permita. Por sua vez, a Itália procurava ataques rápidos e ia dando cada vez mais trabalho a Edo.

A quatro minutos do final, Portugal cometeu a sua 10ª falta e a seleção italiana voltou a dispor de uma nova oportunidade para reentrar no jogo. Contudo, o livre-direto acabou por ser anulado, pois um jogador transalpino saiu da sua área antes do tempo.

Até ao final, a Itália bem insistiu, não conseguindo voltar a marcar, mas Portugal sim. Aos trinta e sete minutos de jogo, numa joga a papel químico do quinto golo nacional, José Gonçalves assistiu João Pereira para o 6-2.

Vitória clara de Portugal que, perante a seleção da casa, apresentou um hóquei em patins bastante personalizado e de bom nível, o que deixa excelentes perspetivas para a final deste sábado frente à Espanha.

No dia final do Europeu de Sub-17 o calendário é o seguinte:

9º e 10º Lugar

Áustria-Israel às 12h00

7º e 9º Lugares:

Andorra-Inglaterra às 14h00

5º e 6º Lugares

Alemanha-Suíça às 16h00

3º e 4º Lugares

Itália-França às 18h00

Final

Portugal-Espanha às 20h00

Todos os jogos do Campeonato Europeu de Hóquei em Patins Sub-17 que se está a realizar em Fanano, Itália, tem transmissão em direto através do canal de Youtube da Cers TV.

Foto de Capa: CERS-Rink Hockey/Marzia Cattini fotografa

Recordar é Viver: Supertaça Cândido de Oliveira

recordar é viver

Este sábado, a partir das 20h45, Aveiro será palco de mais uma edição da Supertaça Cândido de Oliveira, que colocará em confronto o SL Benfica, campeão nacional 2016-2017, e o Vitória SC, equipa finalista da Taça de Portugal, precisamente diante das “águias”, que também arrecadaram o troféu.

Espectáculo em perspectiva, bancadas cheias e equilíbrio a prometer ser nota dominante num duelo entre clubes com grandes pergaminhos no futebol português e que arrastam toda uma efervescência consigo.

Falando mais em concreto do Benfica, tetracampeão nacional, podemos dizer que a Supertaça está longe de constituir o seu mundo encantado – seis conquistas, contra… 20 do FC Porto – mas a verdade é que nos últimos três anos a turma da Luz esteve sempre presente neste jogo que abre o apetite futebolístico a toda uma nação obcecada pela bola.

Recuemos então um pouco no tempo e recordemos essa tal tríade de partidas, que acabaram por ser o pontapé de saída para um denominador comum: festa benfiquista no Marquês de Pombal, algum tempo depois, em Maio.

Sporting e a saga do lateral direito

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A procura de um lateral direito para o Sporting Edição 2017/18 tem sido uma verdadeira Saga que se repete dia após dia nesta pré-temporada. O meu último texto no Bola na Rede foi precisamente sobre “um Sporting que coxeia”, onde refletia sobre as limitações e debilidades futebolísticas do reforço Cristiano Piccini, ex-Bétis de Sevilha. Contudo, esse texto foi escrito antes do jogo com a Fiorentina do passado sábado (29/07) onde o italiano esteve com uma prestação bastante acima daquilo que eu (e certamente muitos adeptos, sócios, comentadores e jornalistas desportivos) consideram ser o desempenho habitual do jogador. Oxalá a minha opinião sobre o jogador esteja errada!

Naquele texto sobre o coxear leonino noticiei também a movimentação do Sporting no mercado de transferências com vista a colmatar essa “falha” no flanco direito da Defesa. Referi que o francês Matthieu Saunier, jogador de 27 anos que atua no Granada, seria uma possibilidade, uma vez que o atleta não quer disputar a segunda liga espanhola. Rapidamente, essa opção pareceu inviável. Antes disso, alguma comunicação social tinha falado na eventualidade do francês Dimitri Foulquier, também do Granada, vir para Alvalade, algo que se revelou também muito remoto passado algum tempo, devido ao corte nas negociações entre os dois clubes.

A Saga do Lateral Direito continuava então a assombrar as hostes leoninas neste defeso 2017/18. Até que no passado dia 31 de julho, a manchete do Record dá conta do interesse dos Leões no macedónio Stefan Ristovski, do Rijeka, referindo: “Leões tentam pré-acordo antes de o defesa jogar 4ª feira na Champions”. Parecia, pelo tom e firmeza que era dado na notícia, que a Saga iria terminar. Notícias mais recentes, desta vez do jornal A Bola davam conta de um “Ristovski mais perto de Alvalade”: “O Rijeka, de resto, adiou ao máximo o avanço das negociações com o Sporting tendo em vista a venda de Ristovski com o objetivo de ter o lateral-direito, titular indiscutível, nos dois jogos (da 3ª Pré-eliminatória da Liga dos Campeões) com o emblema austríaco”, pode ler-se no site do jornal diário desportivo.

Ristovski (de equpamento branco na foto) é o mais recente jogador apontado como possível reforço do Sporting Fonte: Facebook oficial de Stefan Ristovski
Ristovski (de equpamento branco na foto) é o mais recente jogador apontado como possível reforço do Sporting
Fonte: Facebook oficial de Stefan Ristovski

Segundo o site Transfermarkt, trata-se de um lateral direito de 25 anos, de 1,80 m de altura e com um valor de mercado de 2.50 milhões de euros. Atualmente na primeira liga croata, representando o HNK Rijeka. Conta com 30 presenças na seleção principal da Macedónia e foi também internacional nos escalões inferiores da formação, Sub-17, Sub-19 e Sub-21.

De facto, a avaliar por aquilo que a comunicação social portuguesa diz sobre a contratação do macedónio, a transferência está bem muito bem encaminhada e pode mesmo firmar-se nos próximos dias. Mas com tantas certezas e incertezas da comunicação social face às contratações, nunca sabemos quem vem, quem sai e quem fica. Daí que a questão que por agora se coloca seja a seguinte: Será que é desta, com a contratação de Ristovki, que o Sporting terminará em definitivo com a sua Saga pelo lateral direito ou, por outro lado, conhecerá agora novos capítulos, desenlaces e protagonistas? Convém não esquecer que o campeonato começa já no próximo domingo em Vila das Aves e começa também a escassear de sobremaneira o tempo para sagas e saguinhas…

Foto de Capa: Facebook oficial de Cristiano Piccini

Neymar no PSG: As implicações desportivas

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Cabeçalho Liga Francesa

Valores à parte, é compreensível a decisão de Neymar em querer deixar Barcelona. O brasileiro tem revelado qualidade, mas por cada momento deslumbrante que faça num jogo, há outro que acontece, minutos antes ou depois, do lado oposto. Messi brilha tanto que acaba por o ofuscar, tirando os holofotes do samba dos pés de Neymar, sedentos de magia … e de uma Bola de Ouro.

Para a atingir é essencial ser o principal protagonista por onde quer que passe. Neymar sê-lo-ia em Barcelona, com o passar do tempo (tem 5 anos a menos que Messi), até porque estava num clube que ganha, frequentemente, títulos importantes, e onde já era idolatrado. Mas Neymar não quis esperar (como se comprova o seu comportamento recente), e decidiu sair, ganhando a coragem necessária para abandonar um contexto tão confortável rumo à tão desejada glória.

Bola de Ouro será objectivo para Neymar Fonte: Eurosport
Bola de Ouro será objectivo para Neymar
Fonte: Eurosport

Com Messi pelas costas, de facto, fica um obstáculo ultrapassado, mas surge outro – a visibilidade do campeonato francês, que pode vir a ser fatal caso não chegue a uma final da Champions. Ou seja, ou Neymar bate recordes em França e atinge a inédita glória europeia parisiense, ou o objectivo pode ser hipotecado, ainda por cima em ano de Mundial, e para o qual o “seu” Brasil se apresenta como forte candidato a vencer a prova.

É certo que não encontrará uma equipa qualquer (há magia por todos os cantos, entre Draxler, Di María, Cavani e Pastore, um meio-campo sólido com um Rabiot em ascensão, um incrível Matuidi e um omnipresente Verrati e uma defesa de betão alicerçada em Thiago Silva e a nova contratação Dani Alves), será bem recebido no balneário por compatriotas experientes e com muitos anos de casa, como Thiago Silva ou Thiago Motta, e até será orientado por um treinador (Unai Emery) com queda para as provas a eliminar (venceu, por três vezes seguidas, a Liga Europa ao serviço do Sevilha). Mas se o objectivo é a Bola de Ouro, a mudança para Paris tem, ainda assim, os seus riscos.

Foto de Capa: imguol.com.br

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Volta a Portugal 2017 – Todos contra uma equipa?

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Cabeçalho modalidades

A “Grandíssima” está de volta à estrada e, desta vez, a comemorar os seus já longos e espetaculares 90 anos. Ainda assim, a organização optou por deixar de fora uma chegada em alto à “rainha” do costume: a Torre. Entre 04 e 15 de Agosto, iremos ter mais uma edição desta prova, sendo que, nesta edição, contamos com um início em Lisboa e fim em Viseu, ambas as etapas a terem uma corrida contra o tempo a iniciar e terminar esta Volta.

Depois de 3 anos a terminar a prova, Lisboa irá assistir à partida, com um prólogo de 5,4 quilómetros junto ao Rio Tejo. Um CR totalmente plano e que se espera que não faça grandes diferenças entre os favoritos. No dia seguinte, na primeira etapa, o rumo é para Vila Franca de Xira, sendo que o pelotão irá cumprir cerca de 203 quilómetros até Setúbal e passarão pela bela – e desnivelada – Serra da Arrábida. Subidas curtas, num final “acidentado”, e bastante duras que poderão deixar alguns puros sprinters para trás.

Com a ausência de um final em subida à Torre, a Senhora da Graça terá mais protagonismo nesta prova  Fonte: tempocaminhado.blogspot.pt
Com a ausência de um final em subida à Torre, a Senhora da Graça terá mais protagonismo nesta prova
Fonte: tempocaminhado.blogspot.pt

A segunda etapa une Reguengos de Monsaraz a Castelo Branco, marcando o regresso do tão ansiado Alentejo, depois de 8 anos de ausência da prova. Os ciclistas irão encontrar algumas subidas, sendo uma de 3.ª categoria, mas o final parece ser acessível para todos e deverá terminar, mais uma vez, ao sprint. Além disso, o calor poderá ser um fator decisivo neste dia.

A terceira etapa irá passar pela região de Trás-os-Montes e o Alto Douro, ligando Figueira de Castelo Rodrigo a Bragança, com a travessia pela Serra de Bornes (subida de 2.ª categoria) a ser um dos principais obstáculos para os corredores. Depois iremos ter um circuito pelos lados de Bragança, sendo que, mais uma vez, é esperada uma decisão ao sprint.

Finalmente, ao quinto dia, 8 de Agosto, teremos o primeiro grande teste para os favoritos a vencer esta Volta a Portugal com a mítica subida à Senhora da Graça, na quarta etapa da prova. Com a ausência de uma chegada final à Torre, este será o ponto mais alto da prova. Serão mais de 150 quilómetros desde Macedo dos Cavaleiros até chegar a esta incrível subida, com cerca de 8 quilómetros de subida e promessa de muito espetáculo.

Foto de Capa: Volta a Portugal

Sortes distintas na Europa

Cabeçalho Futebol InternacionalApós de, no dia de ontem, as duas equipas portuguesas que disputaram a terceira pré-eliminatória da Liga Europa terem carimbado a sua presença no playoff de acesso à fase de grupos, realizou-se hoje o sorteio no qual ficaram o conhecer os adversários que irão defrontar nesta próxima fase. Ao Sporting de Braga calhou em sorte a tarefa teoricamente mais fácil, onde defrontará o FH Hafnarfjördur, da Islândia.

Os campeões deste país nórdico caíram na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, onde foram eliminados pelos eslovenos do Maribor. Na primeira mão, a 17 de Agosto, os minhotos deslocar-se-ão ao reduto do seu adversário, enquanto que no dia 24 o irão receber em Braga para a disputa da segunda mão desta ronda.

Fonte: FH Hafnarfjörður
Fonte: FH Hafnarfjörður

O Marítimo, por sua vez, irá ter pela frente uma tarefa que será, em teoria, bastante mais árdua. Os madeirenses defrontarão o Dínamo Kiev, vice-campeão da Ucrânia, que foi afastado da Liga dos Campeões pelos suíços dos Young Boys. A primeira mão deste playoff está marcada para dia 17 de Agosto nos Barreiros, sendo a segunda disputada dia 24 em Kiev.

Após uma ronda em que os Braguistas tiveram bastante dificuldade em garantir o seu apuramento, o estatuto de cabeças-de-série no sorteio garantiu-lhes um adversário que leva a prever que desta feita o apuramento poderá ser alcançado com muito mais tranquilidade. Apesar de os nórdicos se apresentarem com maior ritmo competitivo, devido à fase já avançada do seu campeonato, a diferença de qualidade é inquestionável.

Fonte: FC Dynamo Kyiv
Fonte: FC Dynamo Kyiv

Na outra face da moeda encontra-se o Marítimo, a quem não caberá o papel de favorito nesta ronda. Não sendo cabeça-de-série, o sorteio poderia ter-lhe oferecido vários adversários de elevado grau de dificuldade. Coube em sorte serem os ucranianos o seu adversário, equipa que está mais habituada aos palcos da Liga dos Campeões do que propriamente da Liga Europa, e que levará os madeirenses a terem que superar todas as expetativas para lograrem uma vaga na fase de grupos.

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por: Beatriz Silva

As estrelas do Atletismo estão prontas a brilhar

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Cabeçalho modalidadesJá a semana passada, na nossa publicação inaugural, falámos aqui dos Mundiais de Londres. Na altura demos destaque aos portugueses, mas hoje falaremos um pouco mais daquilo que podemos esperar a nível global dos campeonatos que se iniciam já hoje e que durarão exactos 10 dias.

Antes de mais, público. Serão os campeonatos mundiais com maior público da história (e com bilhetes mais caros, diga-se) o que é sintomático da relação que a Grã-Bretanha tem com o Atletismo. Cerca de 700.000 bilhetes estão vendidos e as sessões noturnas estão todas praticamente esgotadas com bilhetes a variar entre as 45 e as 155 libras esterlinas. Isto falando do preço de venda ao público, não falaremos das vendas paralelas. A comunhão existente nos Jogos Olímpicos estará mais uma vez presente e certamente que Londres estará à altura dos acontecimentos e deixará atletas, treinadores e espectadores a salivar por mais.

De seguida, pode-se esperar despedidas emotivas. Mo Farah (GBR) o atleta da casa e verdadeiro herói nacional (é já Sir!) irá deixar as pistas no final desta temporada, virando-se para as provas de estrada (a idade não perdoa…) e quererá certamente despedir-se em casa dando aos adeptos aquilo que todos esperam: mais dois Ouros mundiais nas suas provas de eleição, os 5.000 e os 10.000 metros.

O jamaicano é o único bicampeão nas categorias de velocidade nos JO Fonte: businessinsider
Fonte: businessinsider

Mas claro que não é apenas de Farah que se falará quando se falar de despedidas. O mundo certamente irá centrar as suas atenções na despedida de Usain Bolt do Atletismo. O maior sprinter de toda a história, o atleta mais rápido de sempre fará em Londres a sua despedida, correndo apenas os 100 metros e as estafetas 4×100. Desta vez, preferiu não correr a sua distância preferida, os 200 metros, e bem na nossa opinião. Muita emoção é o que se espera na final dos 100 metros já este sábado à noite, naquela que será a última prova individual de Usain Bolt. O astro jamaicano não tem feito uma época excepcional (aliás, tem sido a pior desde que atingiu o estrelato), mas sabemos como o mesmo responde em grandes eventos e não podemos deixar de o apontar como favorito, apesar da concorrência de nomes como Yohan Blake, Justin Gatlin ou Christian Coleman. De Grasse, que poderia ser também uma ameaça, falhará os campeonatos por lesão.

E recordam-se que dissemos que achávamos bem Bolt abdicar dos 200 metros? Pois bem, a razão é que Bolt espera vencer e acabar em grande em Londres e nos 200 vai estar um monstro: Wayde Van Niekerk arrebatou o mundo ao bater o recorde mundial dos 400 metros que durava há mais de 17 anos e este ano espera conquistar o Ouro nos 400 e…nos 200!

Supertaça Cândido de Oliveira: Regressa a emoção, de taça na mão

Cabeçalho Futebol NacionalVai começar tudo de novo! Depois de algumas dolorosas semanas sem futebol e após outras tantas de jogos amigáveis de pré-época para aquecer os motores, as grandes emoções vão finalmente regressar. E obviamente que o pontapé de saída dos grandes palcos futebolísticos do nosso país é dado com a Supertaça Cândido de Oliveira. Este ano o troféu é disputado pelo SL Benfica, o tetracampeão nacional, e pelo Vitória Sport Clube, a equipa revelação da temporada passada. Mas o que esperar deste aguardado duelo?

Queixinhas, Ironia e Perda de Tempo

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Como já tem vindo a ser habitual na Liga Portuguesa, as últimas semanas resumem-se em queixas, escândalos e circo. E, como dita a regra, a culpa é do mesmo de sempre.

Começo pelas queixas feitas pelo Sporting CP, onde era “exigida” a interditação do Estádio da Luz pelo facto de o clube apoiar “claques” ilegais e conceder benefícios materiais como tarjas e bandeiras. Ora, para os mais curiosos e pacientes, deixo aqui o Regulamento das Condições Técnicas e de Segurança dos Estádios, para que possam esclarecer qualquer dúvida:

http://www.idesporto.pt/ficheiros/file/Dec_Regulamentar_10_2001.pdf

Se tiverem interesse em estar a par de todas as exigências feitas pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude, leiam e verão que o Estádio da Luz cumpre todos os requisitos. Aliás, se não cumprisse, porque haveria de ser palco de uma final da Liga dos Campeões e de inúmeros jogos da Seleção Portuguesa? Posto isto, o assunto Segurança da Luz está arrumado e pouco me interessa o resto, para além de uma evidente curiosidade mórbida acerca de qual será a próxima queixa a ser feita.

O outro assunto, talvez mais interessante e, inegavelmente relacionado com o acima referido, é o apoio às ditas “claques” do Benfica. Segundo Luís Filipe Vieira, o Benfica tem apenas grupos de sócios organizados que, como qualquer pagante, têm os seus direitos. A questão aqui são os apoios e regalias que esses tais grupos receberão do Sport Lisboa e Benfica. Uma queixa bem fundamentada poderia deixar o clube em maus lençóis, mas, quando o ponto de partida são os lugares, as tarjas e bandeiras, a queixa cai por terra. Ora, ninguém me pode impedir de juntar um grupo de amigos e comprarmos todos redpass para uma determinada zona do estádio, correto? E que mal faria arranjarmos qualquer um acessório inofensivo, para dentro do recinto?

Fonte: Upperwestside-slb.blogspot.pt
Fonte: Upperwestside-slb.blogspot.pt

Então, pergunto-vos: já ouviram falar do fantástico Upper West Side? Esse grupo, não é nada mais nada menos, que um grupo de sócios organizado. Segundo as mais recentes notícias e queixas, o melhor é acabar também com esse ajuntamento perigoso do terceiro piso! Atenção, não estou a compará-los com os dois grupos reconhecidos em qualquer lado (No Name Boys e Diabos Vermelhos), apenas pretendo mostrar que, as declarações do Presidente do Sport Lisboa e Benfica (um pouco ao jeito de Pinto Da Costa nos seus anos áureos), não são assim tão descabidas. Todos rimos, a internet não perdoou, mas, no fundo, ele não mentiu.

Resumindo, não podemos proibir a entrada de tarjas nem pedir que o clube da Luz seja punido por um suposto “apoio” a claques ilegais. É preciso um controlo de quem entra ou não entra no estádio, é preciso haver um controlo sobre qualquer sócio para que, caso algo corra mal, este possa ser responsabilizado, mas isto aplica-se a qualquer um, não apenas aos que preferem ver a bola no Topo Sul ou na Curva Norte. E, fora do recinto desportivo, o Benfica em nada se poderá responsabilizar – quer por sócios, individualmente, quer por um grupo dos mesmos.

Legalização, segurança e leis. Investigue-se. E depois sim, fale-se.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Beatriz Silva