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Casa Pia AC 1-2 Sporting CP: Não deem tempo para Amorim falar no balneário

A CRÓNICA: TRANFORMAÇÃO TITÂNICA DO SPORTING NO SEGUNDO TEMPO

Em noite de Taça de Portugal e em clima natalício, o Sporting CP deslocou-se ao Estádio Pina Manique, onde derrotou o Casa Pia AC por 1-2.

Numa primeira parte chuvosa, o Sporting CP a entrou muito adormecido e o Casa Pia AC adiantou-se logo aos 8 minutos pelo homem do costume. Jota apareceu completamente solto na grande área e atirou de cabeça para o 1-0.

Os minutos passavam e tudo parecia mostrar que esta era uma noite não para os comandados de Rúben Amorim. As bolas paradas e os remates de meia-distância eram o único sinal de perigo frente a uma equipa pragmática e muito bem organizada.

Destaque para os cabeceamentos de João Palhinha e Matheus Reis que, juntamente com a meia-distância de Daniel Bragança deram o sinal de aviso.

O perigo só se materializou aos 33 minutos por outro homem do costume. Coates apareceu na sequência de um canto e atirou para o fundo das redes.

O empate trouxe outro fôlego, mas Pina Manique continuava a ser um palco duro para o campeão nacional.

A segunda parte acabou por trazer um Sporting CP totalmente diferente daquilo que vimos nos primeiros 45 minutos. Paulinho trouxe estabilidade à linha ofensiva.

Aos 53 minutos, Pedro Gonçalves atirou ao ferro e estava dado o aviso para o que vinha a seguir. Pablo Sarabia voltou a atirou à barra e tudo apontava para uma grande oportunidade de golo. Não foi a olho nuo, mas acabou por se confirmar que a bola afinal tinha entrado e estava feito o 1-2 nos pés do espanhol.

A partir daí, já pouco havia a fazer para a equipa de Filipe Martins. Só dava Sporting CP, e o 1-3 só não surgiu por cerimónia dos jogadores leoninos ou pela mancha de Lucas Paes.

Quando se pensava que a expulsão de Tabata aos 72 minutos poderia voltar a trazer os fantasmas da primeira parte, eis que surgiu Nuno Santos na ala esquerda e os 10 contra 11 era apenas um número.

É assim um regresso feliz de Rúben Amorim condecorado com a passagem aos quartos-de-final da Taça de Portugal.

 

 

A FIGURA

Sporting
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Pablo Sarabia – Apesar da primeira parte mais apagada, Pablo Sarabia foi um dos rostos do novo Sporting CP que subiu ao relvado no segundo tempo. Muito mais solto e com vontade de pegar na bola para criar estragos à defesa adversária. Foi o autor do 2-1 e ajudou a equipa a segurar o resultado da melhor maneira.

 

O FORA DE JOGO

Sporting
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Tabata – Mais um jogo pobre para o avançado brasileiro. Apesar de ser mais uma das vítimas da linha ofensiva leonina apresentada na primeira parte, no segundo tempo acabou por não conseguir impor-se noutra posição. Destaque negativo para a expulsão que dificultou a vida à equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC

A equipa de Filipe Martins alinhou num 3-4-3 pronto a encaixar taticamente no sistema tático do Sporting CP. Principalmente na primeira parte, a equipa respirou um pragmatismo com Jota a ser a principal referência ofensiva. A linha ofensiva do Sporting CP foi sempre bem anulada pelo esquema de 5 defesas.

Já em termos ofensivos, a busca da profundidade e o desequilíbrio nas alas foram os movimentos que mais se viram no Estádio Pina Manique. Na segunda parte, e face ao novo Sporting CP que apareceu, a equipa apagou-se totalmente e acabou por ceder o 2-1.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lucas Paes (5)

Derick Poloni (4)

Zidane Banjaqui (6)

Jota (7)

John Kelechi (4)

Zach Muscat (4)

Afonso Taira (5)

Lucas Soares (6)

Nuno Borges (4)

Hebert Santos (4)

Saviour Godwin (4)

SUBS UTILIZADOS

Ângelo Neto (5)

João Vieira (5)

Leandro Sanca (4)

Rodrigo Galo (-)

Leonardo Lelo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

A equipa de Rúben Amorim apresentou-se num 3-4-3 com Matheus Reis adaptado a terceiro central e Flávio Nazinho a lateral esquerdo. A linha ofensiva era muito móvel com Tabata mais à frente e com o apoio de Pedro Gonçalves (a deambular numa zona mais central para dar a ligação final ao ataque.) Pablo Sarabia completava o trio de ataque.

Depois de perceber que a estratégia não estava a resultar, Rúben Amorim promoveu a entrada de Paulinho na 2ª parte, o que também ajudou à mudança de mentalidade e forma de atacar da equipa.

Já com a reviravolta no marcador, ainda houve a necessidade de mais uma mexida depois da expulsão de Tabata. Nuno Santos acabou por assumir todo o corredor esquerdo e assumiu na perfeição um papel que, em condições normais, era distribuído por dois jogadores.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Virgínia (4)

Matheus Reis (5)

Coates (6)

Gonçalo Inácio (5)

Flávio Nazinho (4)

João Palhinha (5)

Daniel Bragança (5)

Ricardo Esgaio (6)

Bruno Tabata (4)

Pedro Gonçalves (6)

Pablo Sarabia (7)

SUBS UTILIZADOS

 Paulinho (6)

Matheus Nunes (5)

 Ugarte (5)

Nuno Santos (6)

 

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Casa Pia AC

Bola na Rede: Na primeira parte, o Sporting alinhou com um trio ofensivo mais móvel composto por Tabata, Pedro Gonçalves e Sarabia, bem anulado pelo Casa Pia, mas na segunda parte já apareceu um ponta de lança mais fixo como Paulinho. Foi com essas mudanças que teve uma maior dificuldade em anular o trio ofensivo do adversário?

Filipe Martins: Eu acho que a entrada do Paulinho teve um condão de afundar a nossa linha defensiva. A mobilidade da linha ofensiva na primeira parte criou muita instabilidade, mas não tanto em profundidade.

Essa foi a principal diferença da primeira parte para a segunda, no entanto, tirando os primeiros 10 minutos, percebemos o que se estava a passar, e equilibramos o jogo, e acabamos por fazer um jogo competente frente a uma equipa muito difícil de controlar como é o Sporting CP.

Sporting CP

Não foi possível colocar questões ao treinador do Sporting CP, Rúben Amorim

 

 

 

Vitória SC 66-99 FC Porto: Vitória SC perdeu o folêgo, FC Porto venceu folgado

A CRÓNICA: OS VITORIANOS ATÉ COMEÇARAM MELHOR, MAS A FRESCURA E QUALIDADE INDIVIDUAL SOBREPUSERAM-SE

O Vitória SC recebeu nesta quarta-feira, dia 22, o FC Porto em jogo a contar para o principal escalão do basquetebol nacional.

A equipa vimaranense que, à partida para este jogo é última classificada, com apenas uma vitoria em onze jogos, encontra os dragões que, em dez jogos apenas tiveram um desaire, na última jornada, frente ao CAB Madeira.

Num jogo que, à partida, seria dominado pela equipa visitante, dados aos argumentos diferentes que apresenta, foi o Vitória SC a entrar melhor.

Agressivos, tanto no ataque como na defesa, os vitorianos quiseram fazer jus à alcunha de conquistadores e foram para cima do vice-campeão nacional sem qualquer medo.

Num primeiro tempo onde o FC Porto demorou a atinar, foi aproveitando o Vitória para ser mais forte na luta das tabelas e provocar turnovers aos azuis e brancos, partindo para o segundo tempo a vencer por 25-21.

No segundo tempo, a música já foi outra. Com um parcial de 3-13 a começar o período, a equipa dos dragões foi ganhando confiança e recuperou aquilo que tinha sido a desvantagem criada por um mau arranque de jogo. Max Landis apareceu, com quatro triplos em cinco tentados, um deles do meio da rua, a bater o relógio, que mandou toda a gente para os balneários. Intervalo: 39-43, a favorecer a equipa portista.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Max Landis revelou-se importante no tiro exterior

A segunda parte chegou e as diferenças cada vez foram mais evidentes. O FC Porto, com uma rotação mais profunda e mais qualidade individual, foi alargando a vantagem sobre os vitorianos para números cada vez mais esclarecedores.

Francisco Amarante fez as pazes com o cesto e o FC Porto continuou a insistir no lançamento de três pontos para o sucesso coletivo da equipa.

Voytso apareceu a grande nível, colmatando a falta de eficácia do até então irrepreensível Max Landis. O Vitória SC entrou assim para o último e derradeiro (neste caso não tanto) período a perder por 55-72.

Com tudo já mais ou menos decidido, as equipas entraram de novo com vontade de fazer pontos. Brandon Austin, do lado dos vimaranenses, aqueceu as mãos e afinou a pontaria, chegando aos 21 pontos, registo máximo na partida.

Do lado dos portistas, continuou a eficácia de Francisco Amarante, que com 5 em 7 de três pontos chegou aos 18 pontos na partida. Charlon Kloof, que andou um pouco desaparecido durante a partida, também apareceu e foi 100% eficaz nos lançamentos de campo, juntando quatro ressaltos e sete assistências. O placar fechou-se com um 66-99 para a equipa visitante.

O FC Porto registou assim a sua nona vitória na liga, enquanto o Vitória SC continua à procura da segunda.

 

A FIGURA

Francisco Amarante – Acabou o jogo com 17 pontos, 2 ressaltos, 3 assistências e 0 turnovers. Muito eficaz em todos os momentos em que foi solicitado. Apenas lançou de três pontos e lances livres, mas tudo isso fez muito bem – 5 em 7 de três e 3 em 4 da linha de lance livre. Foi o homem mais na equipa no terceiro tempo, altura em que a vantagem portista disparou para se tornar confortável

 

O FORA DE JOGO

Rashard Odomes – Fez 6 pontos, 2 ressaltos e 1 assistência nos 19,12 minutos que jogou. Todos os pontos que fez foi numa fase em que o jogo estava decidido e a equipa foi melhor sem ele. Muito hesitante em todos os momentos com bola, acabou por não conseguir concretizar nenhum dos 3 lançamentos de 3 pontos que tentou.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

O Vitória SC entrou muito bem na partida, com André Bessa a comandar a equipa, mas a partir do segundo tempo perdeu o folego. Pouca profundidade na rotação e uma equipa bastante capaz do outro lado ditaram esta derrota pesada.

Começaram muito bem, com muita agressividade no ressalto e no ataque ao cesto, provocando também erros da equipa do FC Porto, conseguindo vantagem no fim do 1º tempo.

 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Brandon Austin (6)

Eric Coleman (6)

Hugo Soita (5)

André Bessa (7)

Malcom Drumwright (6)

SUBS UTILIZADOS

Manuel Magalhães (5)

Carlos Cardoso (7)

Jeremias Manjate (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto começou a partida com um 5 muito alto, com quatro americanos. Não teve a melhor entrada no jogo mas atinou no segundo tempo. Procurou abrir o campo e foi eficaz da linha dos três pontos. Miguel Queiroz foi referência no jogo interior, Max Landis muito efetivo e Brad Tinsley pautou muito bem o jogo.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rashard Odomes (5)

Brad Tinsley (8)

Miguel Queiroz (8)

Jonathan Arledge (6)

Charlon Kloof (7)

SUBS UTILIZADOS

Max Landis (7)

Vladyslav Voytso (7)

João Torrie (5)

Francisco Amarante (8)

João Soares (6)

Foto de capa: Francisco Silva/BnR

5 jogadores do SL Benfica que tinham lugar no FC Porto

A rivalidade FC Porto vs SL Benfica é, talvez, a mais intensa de Portugal, afinal, já se perderam as contas as batalhas em campo entre os dois históricos portugueses. Mas desta vez, o jogo é a doer e pode acabar com as ambições de conquistar a prova rainha, a Taça de Portugal.

Qual O jogador do SL Benfica que gostavas de ver no FC Porto?

Ambos os planteis estão repletos de jogadores com qualidade, não devemos sofrer de clubite aguda que nos impeça de ver a qualidade individual que o plantel do maior rival apresenta, assim sendo, as águias detém o passe de jogadores que poderiam vestir de azul e branco e preencher lacunas do plantel portista.

Como tal, será aqui apresentado um Top 5 de jogadores do SL Benfica que encaixariam no FC Porto.

Liga 3 | O ponto de situação na nova competição do futebol português

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Com 13 das 22 jornadas da primeira fase concluídas, a Liga 3 entra em “hibernação” até ao fim de semana de 7 e 8 de janeiro. A mais recente competição do futebol português foi apresentada pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) em maio deste ano, com a promessa de ser um espaço privilegiado para o desenvolvimento dos jovens jogadores portugueses, com mais equilíbrio, mais competitividade e mais contacto com os adeptos.

Três meses depois do arranque, já é possível fazer um balanço sobre a classificação, os candidatos à subida e os jogadores em destaque, bem como refletir sobre o verdadeiro impacto desta nova liga na pirâmide do futebol nacional.

Falcão, uma temporada de altos e baixos | MotoGP

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A temporada de 2021 de MotoGP decerto que será uma das mais marcantes para o piloto português da KTM. Foi acontecendo um pouco de tudo ao nosso piloto, indo desde os momentos mais entusiasmantes em que tudo correu bem até passar por maus momentos em que a sensação com que se ficava era que nada corria bem para o Miguel.

Olhando de uma perspetiva global e tendo em conta que esta foi apenas a sua terceira temporada na MotoGP, a categoria rainha da motovelocidade, não se pode dizer que foi uma má temporada, apenas que foi uma temporada que não correspondeu às suas próprias expetativas e às dos seus apoiantes. Contudo é compreensível a posição em que o piloto ficou devido aos vários problemas que teve de enfrentar e superar ao longo do tempo.

A primeira metade da temporada deixou toda a gente com água na boca para o que viria a seguir, sendo o piloto da Charneca de Caparica progressivamente mais veloz e “voando” entre os Grandes Prémios, sendo que a sua moto não é de todo das melhores do grid.

Oliveira começou a sua temporada pontuando por duas vezes consecutivas, no GP do Catar e de Doha, não tendo conseguido pontuar na corrida a seguir, em solo português, terminando a mesma na 16.ª posição, o primeiro lugar fora dos pontos. Voltou a pontuar no GP espanhol, ao ficar a uma posição de entrar no top dez da corrida. Foi na corrida a seguir no GP de França que aconteceu a primeira do que viriam a ser cinco quedas e consequentes abandonos, fator esse que se revelou decisivo para não permitir ao piloto dar o seu máximo em pista esta temporada.

A partir desse momento as coisas foram melhorando tendo o “Falcão da Charneca” alcançado o seu primeiro pódio da temporada desta feita no GP italiano, terminando a corrida na segunda posição, este que seria o primeiro de três pódios consecutivos para o piloto e que entusiasmou toda a gente. Seguiu-se então a vitória no GP da Catalunha, realizando uma prova que encheu o país de orgulho, em especial a turma 88 que sempre o acompanha em todos os momentos da sua carreira!

O GP que teve lugar depois foi o da Alemanha em que o Miguel tornou a subir ao pódio, desta feita para a segunda posição.

O GP dos países baixos ditou o regresso do Miguel às posições fora do pódio, tendo terminado numa boa quinta posição, sendo que no GP da estíria e da Áustria o piloto português teve a sua segunda queda e terceira queda e consequente abandono.

Depois dos dois abandonos consecutivos o piloto enfrentou alguns problemas e voltou a correr no GP britânico na esperança que tal não voltasse a acontecer tendo terminado essa prova com uma modesta 16.ª posição, algo que o piloto não estava habituado.

Em Aragão o Miguel ficou em 14.º lugar, subindo assim duas posições e regressando aos pontos, algo que não se verificou em San Marino tendo ficado no último lugar da corrida. Com a viagem aos Estados Unidos numa corrida marcada por uma enorme controvérsia em torno da segurança do circuito e dos próprios pilotos, o piloto português ficou fora dos pontos por muito pouco tendo terminado a prova na 11.ª posição.

Seguiram-se mais dois abandonos de prova no GP Emilia-Romagna e no seu regresso tão desejado ao Autódromo do Algarve, corrida essa que deixou um enorme travo amargo na boca dos portugueses ao ver o Miguel a protagonizar uma excelente prestação tendo caído breves momentos após alcançar os lugares de pódio, num fim de semana igualmente marcado por uma enorme demonstração de afeto e apoio da turma 88 para com o piloto.

A última prova do ano foi a corrida em Valência na qual o piloto da KTM conseguiu terminar a corrida na 14.ª posição.

Na classificação global do campeonato de MotoGP, o piloto terminou assim na 14.ª posição com indicações de que quer mais e vai lutar para provar a quem ainda duvida dele que é um dos pilotos mais talentosos e rápidos da grelha.

Obrigado, Miguel! Estamos todos a torcer por ti!

Foto de Capa: KTM Racing Factory

Os 3 Dragões que davam boas Águias | SL Benfica

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Qual destes 3 dragões achas que vai ser decisivo?

Avizinham-se dois Clássicos de final de ano que prometem ajudar a decidir muito do que será o futuro mais próximo de FC Porto e SL Benfica. Não estranhem, portanto, um recrudescimento do número de artigos incidentes no duplo confronto entre dragões e águias nos próximos dias. Este é, desde logo, um deles.

No caso, elencamos os três principais jogadores portistas que, pela sua valia e pelas necessidades atuais dos encarnados, encaixariam bem no plantel comandado por Jorge Jesus.

É preciso notar que a lista não esgota as possibilidades – haverá mais do que 3 dragões com capacidade para vingar na Luz, num hipotético cenário. Não é, igualmente, uma lista plenamente objetiva – poderiam estar aqui outros nomes.

Todavia, são estes os três eleitos. Vamos a isso.

Papo de Bola #9 – Balanço dos Campeonatos Nacionais da América do Sul

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Papo de bola no bola rede podcast sobre a copa do brasil

HORA DO NONO EPISÓDIO DO PODCAST “PAPO DE BOLA” SOBRE
A ATUALIDADE DO FUTEBOL SUL-AMERICANO!

Este episódio do “Papo de Bola” é especial, uma vez que fazemos um balanço final dos campeonatos nacionais da América do Sul. Apenas está a decorrer o campeonato colombiano, portanto, é a altura certa para fazermos esta análise. Vem daí connosco! 🇧🇷🌎

Fica com a nona edição deste podcast, que está disponível no Spotify, bem como em todas as plataformas habituais.

9.º PROGRAMA – BALANÇO DOS CAMPEONATOS NACIONAIS DA AMÉRICA DO SUL

5 jogadores decisivos em jogos entre FC Porto e SL Benfica

Um jogo entre FC Porto e SL Benfica é sempre sinónimo de um jogo emocionante e de resultado incerto.

Se juntarmos ainda o facto de o próximo confronto entre as duas equipas ser para a Taça de Portugal, temos ainda mais a certeza que nos espera um jogo electrizante e em que qualquer jogador pode assumir o papel do herói que resolveu a eliminatória.

Em 36 jogos a contar para a prova rainha do futebol português, o SL Benfica destaca-se, obtendo 21 vitórias contra apenas 10 do FC Porto. Nos cinco jogos restantes, deu-se um empate, algo que não poderá acontecer no jogo do Dragão. Contudo, contra esta estatística, o FC Porto emerge como favorito para este encontro, visto que joga no seu reduto e é, atualmente, um dos líderes da nossa liga.

Assim, decidimos escolher cinco jogadores que se destacaram ao longo dos últimos 20 anos nos jogos entre FC Porto e SL Benfica.

Casa Pia AC x Sporting CP: Amorim visita a sua primeira casa como treinador

Taça de Portugal: Quarta-feira, 20:45, 22 de dezembro de 2021

ANTEVISÃO: SÓ VITÓRIA DO SPORTING TORNA REGRESSO ESPECIAL

Com a vitória frente ao Gil Vicente FC por três bolas a zero, o Sporting CP chegou à 10ª vitória consecutiva no campeonato. O clube de Alvalade está em todas as competições possíveis e com uma vitória em Pina Manique assegura a continuação na prova rainha.

FRENTE A FRENTE ENTRE DUAS EQUIPAS COM AS MELHORES DEFESAS DOS RESPETIVOS CAMPEONATOS. SERÁ ESTA UMA NOITE DE POUCOS GOLOS? APOSTA JÁ COM A BWIN

Foi no estádio Pina Manique que Rúben Amorim deu os primeiros passos como técnico. Ao serviço do Casa Pia AC Amorim foi treinador estagiário. Em quatro jogos somou três vitórias e uma derrota, todas as partidas a contar para esta mesma prova, a Taça de Portugal.

O Casa Pia vinha de 13 jogos sem perder, tendo estado nos lugares de acesso à primeira liga. Mas nos últimos dois encontros para a Liga 2 teve dois deslizes, perdendo terreno para o Rio Ave FC e para o CD Feirense.

Ainda assim mantém-se colocado à formação de Vila do Conde. Ambos os emblemas com 27 pontos, dois atrás da equipa de Santa Maria da Feira. O conjunto de Lisboa continua, mesmo com os dois desaires, bem vivo na luta pela subida ao maior escalão do futebol português.

De um lado, um dos três grandes, obrigado a vencer. Do outro uma equipa um escalão abaixo, sem qualquer responsabilidade.

Duas equipas muito competitivas e prontas para dar espetáculo. Agora ao comando dos leões, Rúben Amorim precisa de vencer a ex-equipa para continuar a guardar os momentos que viveu no Casa Pia como felizes. Filipe Martins quer mostrar a Amorim a evolução dos gansos desde a sua saída.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. É a primeira vez que Rúben Amorim reencontra o Casa Pia AC desde a sua saída em 2018.
  2. É a primeira vez que leões e gansos se defrontam.
  3. O Sporting CP está há três jogos sem sofrer golos.
  4. 16 jogos que o Sporting marca pelo menos um golo.
  5. O Casa Pia soma dois jogos consecutivos a perder por 1-0.
  6. Ambas são as defesas menos batidas dos seus campeonatos.
  7. Nos últimos 15 jogos, o Casa Pia perdeu dois e o Sporting um.
  8. O melhor marcador dos gansos (Jota Silva) na Liga 2 tem tantos golo apontados (8) como os dois melhores marcadores (Pote e Nuno Santos) do Sporting na Liga Portugal.
  9. Dos nove jogos em casa disputados até agora, o Casa Pia perdeu apenas dois.
  10. O Sporting disputou 12 jogos fora de casa esta época e perdeu apenas dois.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Nuno Santos Sporting
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Nuno Santos (Sporting CP) – O extremo do Sporting perdeu algum espaço com a chegada de Pablo Sarabia, mas na maior parte das vezes que é chamado a intervir, contribui como poucos são capazes.

A titular ou a sair do banco, é um dos jogadores mais desequilibradores da formação verde e branca. Produz golos e assistências seja como avançado ou como ala. Leva nove contribuições para golo em 26 jogos esta época.

 

O registo de Jota Silva com a camisola do Casa Pia nos últimos 6 jogos.

⚽️ 7 golos
👟 1 assistência

O extremo de 22 anos marca há 6 jogos consecutivos. pic.twitter.com/WfyWjeew8P

— Diário de Transferências (@DTransferencias) November 1, 2021

Jota Silva (Casa Pia AC) – O avançado de 22 anos é uma das peças fundamentais do esquema de Filipe Martins. Soma oito tiros certeiros no campeonato, que correspondem a 40% dos golos da equipa na Liga 2. É verdade que não faz as redes balançar há quatro encontros, mas ainda há pouco tempo vinha numa série de oito jogos a marcar.

 

XI’S PROVÁVEIS

Sporting CP (3-4-3): João Virgínia; Inácio, Coates, Matheus Reis; Gonçalo Esteves, Palhinha, Daniel Bragança, Nuno Santos; Pedro Gonçalves, Paulinho e Sarabia.

Treinador: Rúben Amorim

“Esperamos um jogo muito difícil. Uma equipa que joga no mesmo sistema que nós. Há pouco liderava a classificação entre as equipas que podem subir. Temos de ser muito sérios. Se não formos intensos ou sérios, podemos não passar a eliminatória.”

Casa Pia AC (3-4-3): Ricardo Batista; Kelechi Kristian, Vasco Fernandes, Nermin Zolotic; Lucas Soares, Afonso Taira, Neto, Leonardo Lelo; Saviour Godwin, João Vieira e Jota Silva.

Treinador: Filipe Martins

“A taça é uma festa. Temos de desfrutar do jogo e do momento, sabendo que temos as nossas possibilidades, mais reduzidas que o normal, mas vamos sonhar. Sonhar não paga imposto.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: CASA PIA AC 0-3 SPORTING CP

 

CD Tondela 3-1 Estoril-Praia SAD: Passagem aos “quartos” com direito a cambalhota

A CRÓNICA: RECITAL DE TIAGO DANTAS ANTES DO NATAL

A festa da Taça de Portugal foi até à Beira Alta para abrir os oitavos-de-final. Numa partida com duas equipas de Primeira Liga, o CD Tondela recebeu e venceu o Estoril-Praia SAD, com direito a “cambalhota” no marcador como prenda de Natal para os poucos adeptos presentes no Estádio João Cardoso.

Num jogo que começou com as duas equipas a quererem pegar na partida, a primeira oportunidade de golo surgiu aos dez minutos, a favor dos beirões. Bebeto tirou o cruzamento a partir da direita, mas Salvador Agra não foi capaz de emendar com sucesso no coração da área estorilista.

A equipa lisboeta mostrou vontade em responder e, numa arrancada de Chiquinho pela esquerda, o avançado acabou pisado por Niasse. João Pinheiro recorreu ao VAR, deu penálti e, na conversão, Leonardo Ruíz bateu com classe para o fundo das redes. Vantagem do Estoril em Tondela.

A bola ia sendo dividida, mas a verdade é que as melhores oportunidades (ainda que poucas) pertenciam aos tondelenses. Prova disso foi o remate forte de Rafael Barbosa, ao minuto 25, que passou bem perto do poste da baliza de Daniel Figueira.

Quando se pensava que as inúmeras interrupções na partida e o baixo ritmo de jogo iriam levar a vantagem mínima do Estoril para o intervalo, eis que Bebeto “saca da cartola” um grande trabalho na ala direita e assiste Tiago Dantas. O médio emprestado pelo SL Benfica ao Tondela só teve que encostar, no centro da pequena área, para colocar o 1-1 no marcador em tempo de descanso.

A segunda parte trouxe a equipa beirã com mais vontade do que a formação da linha. Tal momento não podia ter sido melhor aproveitado pelo Tondela, que se colocou em vantagem à passagem do minuto 51. O cruzamento de Khacef foi intercetado por Dani Figueira, mas a bola sobrou para o remate acrobático de Boselli. O italo-uruguaio marca pela segunda eliminatória seguida na Taça de Portugal.

O maior ascendente tondelense foi se mantendo com o passar dos minutos, mas foi curiosamente numa altura em que o Estoril ia pegando no jogo que a equipa da casa ampliou a vantagem para 3-1. Daniel dos Anjos recebeu a bola ainda fora da área, driblou dois adversários e rematou rasteiro para o posto oposto, sem hipóteses para Figueira.

A partir deste golo, a equipa lisboeta tentou chegar perto do último terço do Tondela, mas sem criar verdadeiras oportunidades de perigo. A vantagem dos beirões prevaleceu e, assim, os tondelenses confirmam-se como a primeira equipa nos quartos-de-final da Taça de Portugal.

 

A FIGURA

Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Tiago Dantas – O título da crónica já deixava antever, mas a verdade é que a exibição de Tiago Dantas foi sublime. Apontou o primeiro golo do Tondela, teve apontamentos de génio e fez mexer uma equipa que bem precisava de um dínamo. Magnífico.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Rafael Barbosa – Apesar da vitória tondelense, o avançado português passou ao lado da partida. Falhou muitas das ações com bola e, sem ela, também não foi capaz de marcar a diferença. Uma exibição longe do que já mostrou que consegue fazer.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

A equipa do Tondela apareceu disposta em 4-2-3-1, com o meio-campo entregue a Undabarrena e Tiago Dantas (o primeiro numa missão mais defensiva e de contenção, o segundo a juntar-se ao ataque). Nas alas, Agra e Boselli davam velocidade e técnica, com Rafael Barbosa a aparecer nas costas do avançado Daniel dos Anjos. Destaque ainda para o jogo sólido dos centrais Sagnan e Manu Hernando.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Babacar Niasse (6)

Bebeto (6)

Manu Hernando (6)

Sagnan (6)

Khacef (5)

Undabarrena (6)

Tiago Dantas (7)

Salvador Agra (6)

Rafael Barbosa (5)

Boselli (6)

Daniel dos Anjos (7)

SUBS UTILIZADOS

Murillo (6)

João Pedro (5)

Dadashov (-)

Ricardo Alves (-)

Neto Borges (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESTOTIL-PRAIA SAD

Bruno Pinheiro dispôs a equipa em 4-3-3, com a principal novidade a ser a inclusão de Romário Baró no tridente do meio-campo, junto a Gamboa e Franco. No ataque, os extremos Chiquinho e Bruno Lourenço estiveram sempre muito abertos e junto à linha lateral, o que impediu as subidas dos alas Soria e Joãozinho.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Figueira (5)

Carles Soria (5)

Patrick William (5)

Ferraresi (5)

Joãozinho (5)

João Gamboa (5)

André Franco (5)

Romário Baró (6)

Bruno Lourenço (5)

Chiquinho (6)

Leonardo Ruíz (5)

SUBS UTILIZADOS

Rosier (5)

André Clóvis (5)

Artur Gomes (5)

Francisco Geraldes (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Tondela

BnR: O Tiago Dantas teve hoje, provavelmente, a melhor exibição aqui em Tondela. Sente que encontrou o melhor papel para ele dentro da equipa.

Pako Ayestarán: Eu acho que o Tiago já teve outras boas exibições, como logo no primeiro jogo, neste mesmo desenho tático. É um jogador que tem que estar na saída de bola, é onde se sente mais confortável, mas também lhe pedi que ajudasse na pressão à saída do adversário. Respondeu muito bem.

 

Estoril-Praia SAD

BnR: Na segunda parte, depois da saída do Romário Baró, a ligação entre o meio-campo e o ataque perdeu-se um pouco. Considera que a saída do jogador teve impacto no movimento ofensivo da equipa?

Bruno Pinheiro: Julgo que não. O Romário saiu com dores, mas não justifica a nossa queda. O jogo é feito de 11 jogadores, o que entrou tinha condições para responder à altura, por isso a derrota é de todos e não apenas devido à saída de um jogador.

Artigo revisto por Joana Mendes