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5 jogadores portugueses em destaque na Europa

A temporada futebolística está – aproximadamente – a meio e, com o Mundial 2022 à porta, onde esperamos que Portugal marque presença, alguns são os jogadores, que em alguns dos casos têm estado fora dos radares mediáticos, em destaque nesta temporada desportiva.

Estes cinco jogadores são quase todos internacionais portugueses e, perante a obrigatoriedade de vencer a Turquia e a Itália no play-off de acesso à competição no Catar, podem sonhar ainda com uma presença na seleção de Fernando Santos.

Falando em viagens, a FutebolTravel é uma empresa responsável por aproximar os amantes de futebol aos seus clubes do coração. Somos responsáveis por delinear toda a viagem, desde o momento em que escolhe o clube que deseja ver e procuramos tornar a sua viagem o mais agradável possível para que possa tirar todo o proveito da mesma.

Num ano que se espera ser de muito futebol, a FutebolTravel é uma excelente solução para acompanhar o melhor do desporto rei.

Belenenses SAD vs. CF “Os Belenenses” é possível?

Já vimos que o CF “Os Belenenses” para chegar ao principal escalão do futebol português terá de ser pelo seu próprio mérito, ou seja, não poderá por ser por outra via, tal como já aconteceu com outros emblemas como o Gil Vicente FC ou o Boavista FC, que naturalmente foram por outros motivos.

Agora, esta decisão do Tribunal da Relação de Lisboa continua ou poderá continuar a suscitar dúvidas a todos nós, sendo que uma dessas perguntas que nos poderá passar pela cabeça será o facto de ser viável ou não termos estas duas entidades na mesma competição?

Se haverá aqui algum dever que possa impossibilitar a coabitação entre estes dois protagonistas do futebol português, como o de não concorrência.

A obrigação de não concorrência surge naturalmente no âmbito de alguns negócios jurídicos legais, tal como o trespasse, que essencialmente se define pela transmissão em vida de um negócio ou de um estabelecimento comercial de um sujeito para outro. Mas o que poderá a ter a ver com o assunto em análise?

Numa explicação muito básica e simplista, de modo a fortalecer as regras do direito permite-se que algumas regras anexas a certos negócios jurídicos se possam aplicar, caso haja algum grau de comparação, a outros regimes.

CF "Os Belenenses" Belenenses SAD
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Sendo que é algo que poderá acontecer com o trespasse na criação de sociedades desportivas, relativamente à transmissão de direitos que naturalmente acontece do clube para a sociedade, que convém relembrar que são entidades diferentes, caso não haja uma SDUQ em jogo, pois aí o clube, enquanto associação desportiva, desaparece.

Porém, para que o trespasse possa ser aqui aplicado de forma analógica e algumas das suas regras terá de haver uma transmissão de uns certos elementos mínimos que se considere indispensável para a titularidade da sociedade desportiva.

Só respeitando este elemento é que poderemos associar a criação de uma sociedade desportiva a um trespasse e aplicar este dever de não concorrência.

Não conhecendo bem as especificidades em que a Belenenses SAD foi criada, parece claro que os elementos desse “âmbito mínimo” não foram de todo passados, pelo que não parece que haja qualquer imposição dessa obrigação.

Mas, suponhamos que havia aplicabilidade desse dever. Estamos perante um conceito que restringe o princípio da liberdade económica, assim como da autonomia privada, que são princípios constitucionalmente consagrados, daí que a sua aplicação exige muito cuidado e rigor.

Desta forma, por este motivo, a aplicação desta “obrigação de não concorrência” tem de respeitar alguns limites, como o limite material e o temporal, no caso em apreço.

Neste sentido, este triste dilema do futebol português já é sobejamente conhecido por todos os adeptos do desporto rei, pelo que todos saberão que a Belenenses SAD não será o CF “Os Belenenses” e vice versa.

Depois, também já ocorreram alguns anos da sua separação, o que na prática parece óbvio que já decorreu tempo suficiente para haver uma desmitificação sobre a sua união ou desunião.

Por outro lado, o âmbito material parece passar pela participação em competições profissionais, o que não aconteceu também, dado que “Os Belenenses” foram relegados para as competições amadoras, após o seu “renascimento”. Assim, também o âmbito material já parece estar cumprido.

CF “Os Belenenses” vs Belenenses SAD: um possível jogo histórico (não necessariamente pelos melhores motivos

Na prática, aos dias de hoje, todos nós já sabemos que um não é outro, logo não será necessário jogar ao “quem é quem” para saber que a Belenenses SAD é a Belenenses SAD e o CF “Os Belenenses” são CF “Os Belenenses”.

Neste sentido, caso daqui a 2 ou a 5 anos aconteça a coincidência de ambas as entidades participarem na mesma prova profissional, do lado legal não haverá qualquer impedimento nessa lógica.

Assim, Portugal arrisca-se que, daqui a uns anos, um dos jogos mais polémicos e problemáticos do futebol nacional possa acontecer.

FC Vizela 0-4 FC Porto | Vitinha é homem a Díaz

A CRÓNICA: FELIZMENTE, HÁ DÍAZ EM QUE APETECE ACORDAR CEDO

A época natalícia gera tremeliques frequentes. Num dos últimos polos minhotos, a termómetro registava índices baixos e o setor defensivo do FC Vizela sucumbiu à pressão do FC Porto à passagem do minuto 15: Otávio, atrás da linha de meio-campo, penteou a bola e colocou Luis Díaz em posição fatal; como se não bastasse, gingou à frente de Bruno Wilson e não perdoou defronte de Charles. 0-1 no placard!

Taremi entrou para a “Ordem dos Primeiros Perdulários” por duas ocasiões consecutivas (aos 17 e aos 18´), antes de o FC Porto dilatar a vantagem.

Caso para dizer que existem Díaz assim, seja lá o que isso signifique: o extremo portista, no corredor esquerdo, foi solicitado por Taremi, percorreu alguns metros até à linha delimitadora do terreno e cruzou atrasado para Otávio, posicionado na zona de pénalti. 0-2 em (apenas) 20 minutos!

Ai, a facilidade… esse conceito abstrato perfilhado pelos suportes pedais de Vitinha. Comentava-se, entre adeptos, que o médio sofria de síndrome de JDEQ: Jogo Direto com Extrema Qualidade. Taremi e Luís Díaz eram os visados pelo número 20. Os dragões dominaram, quase na íntegra, a primeira metade.

Aos 43 minutos, os redatores olharam para o cronómetro e observaram o primeiro lance de perigo vizelense: Kiko Bondoso retira de cena Zaidu e desfere um remate portentoso, mas Diogo Costa encarna em muralha e trava a redução do marcador.

Apito soado para os segundos 45 minutos, as equipas oriundas do chá das 19:50h regressaram ao relvado. A bola situava-se no meio-campo, Bruno Wilson desliza, Mehdi Taremi vai ao chão e o esférico descobre, na atmosfera, um atalho para o flanco esquerdo.

O resto diz respeito a uma correria desenfreada de Zaidu e um remate sem hipótese de defesa para Charles. 0-3, com direito a cachaços diretamente do banco de suplentes!

Bola ao centro, reação da equipa da casa, expulsão de Schettine. Entenderam?

Eu explico: o recém-entrado Nuno Moreira, após tabelinha com Samu, deixa Mbemba fora de órbita, envia a bola para o poste mais distante e Kiko Bondoso, nas costas de Zaidu, cabeceia para defesa de Diogo Costa em sociedade com o poste; na tentativa de recarga, o 99 portista adianta-se a Schettine e sofre um golpe violento no peito.

O minuto 64 assinalou o acontecimento mais insólito da partida. Num canto ofensivo, Vitinha faz um compasso de espera – espécie de ritual – aponta a mira para o primeiro poste. Bola batida e quem aparece no local errado, à hora errada? Samu, médio do FC Vizela. Autogolo, 0-4 e a edificação da goleada!

Até ao término da partida, duas notas dignas de registo: a inevitável e notória diferença de primor técnico entre as duas equipas – objetiva superioridade do FC Porto durante os 90 minutos – e o usufruto da voz, por parte dos adeptos do FC Vizela, incansáveis no apoio à equipa, apesar do desaire que irá deixar nódoa negra.

A fita cinéfila foi gasta. Os dragões colam-se ao Sporting CP na liderança partilhada do campeonato português, com 41 pontos.

A FIGURA

FC Vizela FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Luis Díaz – Foram apenas 60 minutos em campo, mas durante esse tempo foi arrasador. Teve em todas as jogadas de perigo dos dragões, quer no ataque à profundidade, quer com bola controlada da esquerda para dentro. Teve muito espaço para correr e aproveitou-o. Tivesse sido mais eficaz e teria levado a bola para casa, mas mesmo assim deixou a sua marca com um golo e uma assistência.

O FORA DE JOGO

FC Vizela FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Schettine – A equipa do Vizela não foi muito perigosa e por isso, Schettine não acrescentou muito no jogo da equipa minhota. Fica marcado pela expulsão, numa entrada perigosa (mas não maldosa) em que acabou por atingir Diogo Costa e deixou a sua equipa reduzida a dez unidades.

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

O FC Vizela apresentou-se no seu habitual 4-3-3, repetindo o onze da goleada frente ao FC Arouca. A equipa orientada por Álvaro Pacheco, à medida do que já costuma acontecer, foi mostrando uma grande variabilidade no meio-campo, com Samu, Marcos Paulo e Zag a trocarem constantemente entre quem subia mais no terreno com bola.

Numa primeira fase defensiva, a equipa vizelense fez juntar Samu a Schettine para uma pressão em 4-4-2, mas aquando de um recuo das linhas, essa nuance deixou de acontecer. Com dois golos sofridos ainda dentro dos primeiros vinte minutos, o Vizela teve de se adaptar e mudar um pouco a estratégia definida para o jogo.

A lentidão na reação à perda, erros individuais na saída de bola e a dificuldade no controlo da profundidade foram fatais para o insucesso da equipa da casa nesta partida.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Charles (4)

Bruno Wilson (5)

Aidara (3)

Ofori (4)

Koffi (4)

Zag (4)

Samu (5)

Marcos Paulo (5)

Kiko (6)

Schettine (3)

Zohi (4)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Moreira (4)

Mendez (4)

Julião (-)

Guzzo (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto, depois do 4-3-3 na partida frente ao SC Braga, voltou ao 4-4-2, com Vitinha e Uribe a tomarem conta do meio-campo, sempre com a ajuda de Otávio, médio direito que joga sempre muito por dentro. Luis Díaz a partir do corredor esquerdo para dentro e Taremi e Evanilson em apoio ou em profundidade, alternando qual fica com cada tarefa.

A equipa portista entrou muito bem na partida e um dos principais fatores foi a procura do espaço que a equipa vizelense estava a dar nas costas da sua defesa.

Taremi, Evanilson e Luis Diaz foram desafiando a profundidade com movimentos entre central/lateral, criando muitas oportunidades, resultando também de um desses movimentos o primeiro golo dos portistas.

A variação da bola de flancos foi muito rápida e fluída, o que permitiu aos dragões serem perigosos durante praticamente todo o jogo. Taremi mostrou-se muito entrelinhas, funcionando como um dez em muitos momentos do jogo, sendo muito solicitado pelos médios do Porto, especialmente por Vitinha.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (7)

Fábio Cardoso (7)

Mbemba (6)

João Mário (6)

Zaidu (7)

Uribe (7)

Vitinha (8)

Otávio (8)

Luis Diaz (9)

Evanilson (7)

Taremi (7)

SUBS UTILIZADOS

Corona (5)

Fábio Vieira (5)

Sérgio Oliveira (5)

Wendell (-)

Bruno Costa (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Nenhum elemento do FC Porto compareceu à CI.

FC Vizela

BnR: Hoje vimos um Vizela um pouco descoordenado defensivamente, além do muito espaço nas costas da defesa, principalmente do lado direito, a não ter a reação à perda que é habitual e característica na sua equipa. Acha que esse foi um dos pontos chave para o insucesso do Vizela, principalmente nos primeiros 30 minutos?

Álvaro Pacheco: Com o espaço na profundidade concordo. A abordagem à profundidade do Porto dificultou as nossas transições defensivas, devido à velocidade dos mesmos. Acho que quando o Porto criou mais perigo foi quando perdia a bola e recuperava rapidamente e não tanto com a nossa reação à perda. Não tivemos muito mal na reação nem a condicionar o FC Porto, mas nesse momento não estávamos tão bem posicionados. Foi também mérito do Porto e há que dar os parabéns ao adversário.

Rescaldo de opinião da autoria de Francisco Moreira e Silva e Romão Rodrigues

AC Milan 0-1 SSC Nápoles: Vitória pela margem mínima garante segundo lugar aos napolitanos

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A CRÓNICA: MUITA TÁTICA, POUCA MAGIA

Em vésperas de entrarmos na época natalícia, para os adeptos do futebol italiano, o Natal chegou mais cedo, com a jornada 18 do campeonato transalpino a trazer-nos um duelo de titãs entre AC Milan e SSC Nápoles, duas equipas que ocupam o pódio na tabela classificativa.

No mítico palco que é o estádio Giuseppe Meazza – também conhecido como San Siro -, o encontro não podia ter começado de melhor maneira para a formação visitante, que se adiantou no marcador, logo à passagem do quinto minuto, por intermédio de Elmas, que respondeu da melhor maneira a um canto cobrado por Zieliński. O Milan mostrou dificuldades em responder de imediato ao tento sofrido, mas foi mostrando algum ascendente com o decorrer do tempo de jogo. Ainda assim, as oportunidades escassearam para ambos os lados no primeiro tempo, com a partida a mostrar-se muito tática, e a formação de Nápoles foi para o intervalo com a vantagem mínima no marcador.

Na segunda parte, o Milan entrou melhor nos minutos iniciais, tentando visar, com alguma pressa, a baliza adversária, mas cedo os napolitanos voltaram a assumir a posse, e a “empurrar” as linhas adversárias. No último quarto de hora do encontro, o Milan arriscou e subiu ainda mais as suas linhas, pressionando o Nápoles e criando algumas ocasiões de golo. O tão ambicionado tento acabaria por surgir, por intermédio de Kessie, em cima do minuto 90, para grande festa dos caseiros, mas o lance acabaria por ser anulado devido a um fora de jogo, para alívio dos visitantes.

Assim, com este importante triunfo, o Napoli sobe ao segundo posto da tabela classificativa, reduzindo a distância para o FC Internazionale Milano em quatro pontos. Já o AC Milan perde um lugar e cai para o terceiro lugar, ainda que em igualdade pontual com o Nápoles.

 

A FIGURA

Amir Rrahmani – O central foi, a meu ver, o melhor em campo. Mostrou-se um autêntico patrão na defensiva do Nápoles, na ausência de Koulibaly. Um grande jogo do defesa kosovar.

 

O FORA DE JOGO

Brahim Díaz – O espanhol de 22 anos foi, na minha opinião, o elemento mais fraco em campo. Falhou em servir o avançado sueco Zlatan Ibrahimović, bem como ocupar os espaços entrelinhas cedidos pelo Nápoles. Uma prestação fraca do médio.

 

ANÁLISE TÁTICA – AC MILAN

Os pupilos de Stefano Pioli, dispuseram-se no terreno de jogo num sistema tático de 4-2-3-1. Sem o internacional português Rafael Leão, que continua indisponível por lesão, Zlatan Ibrahimović assumiu o destaque da frente de ataque “rossoneri”. O AC Milan mostrou dificuldades em chegar com perigo à baliza adversária, excetuando um ou outro momento em que remates de média e longa distância requereram a atenção do guarda-redes adversário. O espaço cedido entrelinhas também foi algo problemático ao longo do encontro, mas acabou por não causar prejuízo efetivo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Maignan (6)

Florenzi (7)

Tomori (7)

Romagnoli (7)

Ballo (7)

Tonali (6)

Kessie (6)

Messias (6)

Díaz (5)

Krunić (6)

Ibrahimović (6)

SUBS UTILIZADOS

Giroud (6)

Saelemaekers (6)

Bennacer (6)

Castillejo (6)

Kalulu (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SCC NÁPOLES

Já os comandados de Luciano Spalletti, perfilaram-se num dispositivo tático base, também ele em 4-2-3-1. Numa equipa titular com muitas ausências de peso, a maior surpresa terá sido mesmo a presença de Dries Mertens no banco e não no onze inicial. A formação visitante mostrou-se bem organizada, preocupando-se mais em fechar espaços, do que propriamente jogar um futebol vertical e de ataque, valorizando muito o momento da posse de bola, principalmente após o golo, que surgiu muito cedo na partida.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ospina (7)

Di Lorenzo (6)

Rrahmani (7)

Jesus (7)

Malcuit (6)

Demme (6)

Zieliński (7)

Lozano (6)

Anguissa (6)

Elmas (7)

Petagna (6)

SUBS UTILIZADOS

Lobotka (6)

Politano (6)

Ounas (6)

Mertens (6)

Ghoulam (-)

Sporting CP 6-5 FC Porto (9-11): Dragões arrecadam 1.º título mundial

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A CRÓNICA: PRIMEIRA MÃO FEZ A DIFERENÇA

O FC Porto conquistou a primeira Taça Intercontinental frente ao Sporting. Apesar da derrota no Pavilhão João Rocha, a vitória na primeira mão por 6-3 no Dragão Arena permitiu assegurar o caneco.

A equipa da casa entrou determinada a recuperar da desvantagem que trazia do jogo anterior. No entanto, foram os dragões que marcaram primeiro por Di Benedetto.

Os leões não desanimaram e ainda dentro do terceiro minuto da partida empataram o jogo por Verona, numa jogada individual de grande recorte. A equipa de Paulo Freitas conseguiu mesmo dar a volta com golos de João Souto e Toni Pérez, em duas belas jogadas coletivas.

Ainda em vantagem na final, os dragões viram Di Benedetto ser expulso. Contudo, em desvantagem numérica, foram mesmo os visitantes que marcaram por Reinaldo Garcia.

Já em igualdade numérica, o Sporting conseguiu voltar a marcar por Toni Pérez ainda antes do intervalo.

O segundo tempo iniciou praticamente com mais golo leonina. Toni Pérez fez o 5-2 e dava esperança à equipa em título da Liga Europeia. O jogo estava dividido com qualquer um dos conjuntos a poder marcar. Os visitantes acabaram por marcar por Rafa aos 30´, mas a seguir Gonçalo Alves não aproveitou um livre direto que podia tranquilizar os dragões na eliminatória.

Os leões igualariam o resultado da primeira mão por João Souto na emenda a um remate de Nolito. Os últimos quinze minutos adivinhavam-se frenéticos.

Numa fase mais expectante por parte das duas equipas já nos últimos dez minutos da partida, o FC Porto conseguiu voltar para a frente na final ao marcar por Xavi e ainda alargou a vantagem por Gonçalo Alves.

O Sporting só tinha uma opção: arriscar. A aposta no guarda-redes avançado acabou por não resultar pela boa organização defensiva do FC Porto.

Os dragões celebram a primeira conquista mundial no Hóquei em Patins, 25 anos depois do último trofeu internacional, numa Taça Intercontinental realizada de forma diferente habitual…

 

A FIGURA

Fonte: Bola na Rede / Carlos Silva

Toni Pérez – Apesar de a sua equipa não ter ganho a competição, o internacional espanhol colocou a equipa na luta pela vitória na competição. O avançado foi fundamental na manobra ofensiva e ainda foi o escolhido para uma função de grande responsabilidade a de guarda-redes avançado.

 

O FORA DE JOGO

Gestão do jogo leonino – A equipa conseguiu empatar a eliminatória e esteve superior em vários momentos do jogo do FC Porto. No entanto, nos momentos em que a equipa parecia que iria ficar à frente na final, acaba por não conseguir controlar os dragões e acabava por sofrer.

 

 ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Paulo Freitas arriscou para ficar com o caneco mundial. Toni Pérez e Verona eram os elementos mais ofensivos e desequilibradores. A tentar chegar à vantagem na final, acabou por vezes por ficar instável na defesa. Nos minutos finais, o treinador arriscou bem no guarda-redes avançado, apesar de não ter tido efeitos práticos.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ângelo Girão (7)

Gonzalo Romero (6)

Matias Platero (6)

Verona (7)

 Toni Pérez (8)

SUBS UTILIZADOS

Zé Diogo Macedo (-)

António Monteiro (-)

Gustavo Carvalho (-)

Gonçalo Nunes (6)

Henrique Magalhães (6)

João Almeida (-)

Ferran Font (7)

João Souto (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O conjunto de Ricardo Ares entrou demasiado expectante, a deixar que os leões tomassem mais conta do esférico. Apesar de a equipa não ter dominado em vários momentos do jogo, soube marcar nos momentos certos e consegue levar o troféu para Dragão Arena pelo bom jogo da primeira mão.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Xavi Malián (6)

Telmo Pinto (6)

Rafa (7)

Di Benedetto (7)

Gonçalo Alves (6)

SUBS UTILIZADOS

Tiago Rodrigues (-)

Carlos Ramos (-)

Xavi Barroso (7)

Reinaldo Garcia (7)

Mena (6)

Hugo Santos (-)

SL Benfica 7-1 CS Marítimo: Valeu a fé e Deus no comando

A CRÓNICA: À BASE DO ESPÍRITO SOB O OLHAR DE DEUS

Encontraremos sempre anomalias na relação entre o espiritual e o concreto. Nas alturas de maior aperto, dizem, os milagres irrompem as paredes do real para oferecerem ajuda ao sofrimento, perante o qual são alheios, mas nutrem solidariedade.

No entanto, não são precisos milagres quando as ações tomadas se encontram no mesmo nível existencial que a estratégia delineada para alcançar o sucesso. O SL Benfica não cedeu nem um bocadinho a desvios e cumpriu todos os mandamentos para levar de vencida o CS Marítimo.

Com Jesus a cumprir castigo pelos pecados cometidos, Deus desceu de novo da residência oficial do azul do céu ao banco do Estádio da Luz para guiar as águias. A mesma coisa é dizer que o João foi resolver os inconvenientes provocados pelos sacrilégios do Jorge.

Começar numa ponta e terminar na outra. Pelo meio, mudar tudo e nem rasto deixar do anterior estado das coisas. Uma atitude que em tudo se assemelha à revolução que o onze inicial do SL Benfica sofreu em relação ao jogo da Taça da Liga com o SC Covilhã.

O início do jogo foi divinal aos olhos dos encarnados. Darwin quase atropelou Rafa para, com três minutos jogados, assinalar um início de jogo que não foi nada católico para o CS Marítimo. Poucas vezes o ponteiro dos minutos do relógio se mexeu até que o uruguaio voltasse a repetir a façanha, desta vez de cabeça.

O SL Benfica não precisou de estar com um volume ofensivo avassalador, apenas de acelerar o jogo nos momentos certos. Quem mais do que Rafa para assapar e colocar a bola na hora certa em Gilberto para este fuzilar as redes?

Era o momento de Rafa. O internacional português picou sobre Paulo Victor para o quarto golo da noite e descobriu Yaremchuk para o quinto, naquela que foi a segunda assistência da noite com o seu cunho.

Se até aqui não se falou do CS Marítimo é porque foi inoperante ofensivamente, principalmente quando o domínio do SL Benfica se acentuou na segunda parte. As tentativas iam sendo feitas com remates fora de área. A exceção a este cenário verificou-se quando Pelágio cruzou para Alipour reduzir.

Gonçalo Ramos e Seferovic fecharam as contas do jogo em 7-1. O SL Benfica continua assim na perseguição aos rivais. Antes da ceia de Natal, há viagem ao Dragão a contar para a Taça de Portugal. O CS Marítimo avança para as rabanadas.

 

A FIGURA

Deus SL Benfica Darwin
Darwin voltou a estar em destaque. marcando dois golos
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Darwin Núñez – Que grande momento vive. Sete golos nos últimos três jogos é o registo recente do uruguaio. A exibição frente ao CS Marítimo ficou marcada pela bravura imposta em cada ação, quer defensiva, quer ofensiva. No final, levou para casa o que plantou.

 

O FORA DE JOGO

Deus SL Benfica
Paulo Victor não esteve ao seu melhor nível
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Paulo Victor – Faltou-lhe aderência nas luvas para segurar alguns remates que terminaram em golo para o SL Benfica. Fica a ideia de que poderia ter sido feito mais em certos lances. Além disso, encaixar sete golos nunca é bom.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica abdicou de ter dois homens na frente de ataque e recuperou o 3-4-3 tradicional. Darwin caiu sobre a esquerda, mas sabe-se que é dentro da área, a procurar finalizar, onde melhor respira.

Rafa também partiu do corredor, no caso, o direito, para ir ao espaço interior. Assim, ambos funcionaram como falsos extremos, o que explica o porquê de o jogo do SL Benfica ter fluído bastante melhor pelo corredor central.

Os encarnados não fecharam os olhos ao adiantamento da linha defensiva contrária. Deste modo, lançaram vários jogadores ao ataque do espaço nas costas da defesa do CS Marítimo, sendo Darwin quem mais vezes fez esse tipo de movimentos.

Numa fase inicial do jogo, o SL Benfica denotou dificuldades em realizar uma saída mais curta a partir de trás devido à pressão contrária, mas foi eficaz no direcionamento de bolas longas. Quando esta situação alternativa acontecia, Darwin foi importante na ajuda a Yaremchuk na luta com três dos defesas contrários.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (5)

Gilberto (6)

André Almeida (5)

Nicolás Otamendi (6)

Jan Vertonghen (6)

Álex Grimaldo (5)

Julian Weigl (6)

João Mário (6)

Rafa Silva (8)

Darwin Núñez (8)

Roman Yaremchuk (6)

SUBS UTILIZADOS

Morato (5)

Adel Taarabt 5)

Gonçalo Ramos (6)

Haris Seferovic (6)

Valentino Lázaro (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Cuidadoso, o técnico Vasco Seabra recuou da posição de extremo Henrique para compor uma linha defensiva de cinco elementos, visando retirar o espaço à largura do SL Benfica e reduzindo a influência dos laterais encarnados. Este aspeto defensivo, surgia como mutação de um 4-3-3 com o qual o CS Marítimo partiu para jogo.

No plano tático, o CS Marítimo assumiu uma postura de pressão alta, marcada por Edgar Costa – que compensava o recuo de Henrique -, Rafik Guitane e Joel Tagueu.

Nas costas destes três jogadores, Beltrame trazia ordens para se colar a João Mário e impedir o médio do SL Benfica de pensar o jogo, enquanto Iván Rossi não se comprometia com nada, mas estava atento a tudo.

Quando o SL Benfica esticava o jogo na frente, Matheus Costa, Zainadine e Vitor Costa ficavam encarregues de dominar o espaço aéreo.

Do ponto de vista ofensivo, Guitane foi quem mais desequilíbrios tentou provocar com bola e através da movimentação interior. Winck beneficiou com isso e foi tentando projetar-se pelo corredor. Progressivamente, Vitor Costa e Henrique, do lado canhoto, desprenderam-se dos papéis defensivos e dinamizaram o corredor.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Victor (4)

Cláudio Winck (6)

Matheus Costa (4)

Zainadine (4)

Vitor Costa (4)

Iván Rossi (5)

Edgar Costa (5)

Stefano Beltrame (5)

Rafik Guitane (6)

Henrique (4)

Joel Tagueu (4)

SUBS UTILIZADOS

André Vidigal (5)

Pedro Pelágio (5)

Ali Alipour (5)

Diogo Mendes (4)

Clésio (4)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL BENFICA

Bola na Rede: Numa fase inicial, o SL Benfica teve que recorrer a bolas longas para superar a pressão do Marítimo. O que foi preciso fazer para ligar o jogo de uma forma mais curta?

João de Deus: Foi preciso pôr em prática aquilo que tinha sido treinado na preparação do jogo. A partir do momento em que o começámos a fazer, conseguimos desmontar a pressão do adversário e conseguimos chegar aos golos.

 

CS MARÍTIMO

Bola na Rede: A pressão alta do CS Marítimo foi uma das grandes marcas estratégias que trouxe para o jogo. Porquê exercê-la com um dos médios interiores a subir, no caso, o Edgar Costa, para se juntar ao Joel e ao Guitane?

Vasco Seabra: A nossa forma de pressionar uma construção a três tem sido esta. Assim, podemos saltar, pressionar e impedir o adversário de conseguir ligar bolas, tanto por dentro, como para a frente, procurando que a bola não fique descoberta nesse momento.

Por isso, o nosso objetivo era tapar a largura com o nosso ala esquerdo e tendo o nosso “10”, chamemos-lhes assim, o nosso ponta e o nosso ala direito a pressionar mais à frente para conseguirmos condicionar o SL Benfica. Sinceramente, até acho que conseguimos recuperar uma quantidade muito grande de bolas no meio-campo ofensivo.

O pior foi a seguir. O SL Benfica perdeu, mas recuperou de imediato. Nesse momento, encontrou a nossa linha defensiva mais desprotegida. No nosso momento de ganho de bola faltou-nos ligar o primeiro e segundo passe para que pudéssemos estabilizar a seguir.

Tottenham Hotspur FC 2-2 Liverpool FC: Empate afasta “Reds” da liderança

A CRÓNICA: COM VIRADAS E EXPULSÕES, MAIS UM CONFRONTO COM FUTEBOL DO MAIS ALTO NÍVEL

Como um típico jogo de Liga Inglesa, a intensidade e movimentação de ambas as equipas surgiram desde o primeiro segundo de jogo. Com uma frenética intensidade, o primeiro perigo de golo veio do Liverpool FC, que nos dois minutos iniciais, ocasionou duas finalizações com grande perigo em direção à baliza de Lloris.

A resposta do Tottenham Hotspur FC veio logo aos 13 minutos. Quando o Liverpool saía para o jogo ainda no seu setor defensivo, Keita perdeu a bola, que chegou a Ndombele. Numa grande visão de jogo, o francês jogou a bola entre os defensores em direção a Harry Kane, que se posicionou de forma perfeita, esperou o passe e rematou com classe no canto direito, tirando as oportunidades de defesa do guarda-redes Alisson. Desta forma, o ponta de lança acaba com o seu maior jejum de golos dentro do Tottenham Stadium.

Em seguida, o Liverpool subiu a sua marcação e avançou em direção ao ataque. No entanto, isto resultou em mais espaços para o contra-ataque dos Spurs. Todavia, o Tottenham novamente abusou das oportunidades perdidas.

A resposta do Liverpool veio pelo lado esquerdo: a pressão resultou na recuperação da bola por Robertson que cruzou para Diogo Jota. Este apareceu sem marcação e completou o cruzamento de cabeça com a bola na rede.

Desta maneira, a primeira parte do jogo encerrou-se com um Liverpool que pressionou e teve a maioria da posse da bola. Por outro lado, o Tottenham criou as suas oportunidades, ao estabelecer o seu modelo de jogo baseado no contra-ataque.

Já na segunda parte, permaneceu a grande intensidade no jogo, com grandes oportunidades perdidas pela equipa londrina.

Por outro lado, os sucessivos erros perto da baliza do Tottenham viram o seu castigo através da virada do Liverpool. Aos 69 minutos, a jogada que começou pelo lado esquerdo de ataque do Liverpool foi em direção a Salah, que cabeceou de maneira fraca, obrigando Lloris a se esticar para afastar a bola. Como resultado, Alexander-Arnold ficou com a sobra e cruzou forte em direção à área, onde Robertson finalizou de cabeça.

O alto nível da Liga Inglesa faz com que qualquer erro seja fatal. Assim, passados apenas cinco minutos da virada do Liverpool, o até então herói, Alisson, errou a saída em direção da bola deixando o caminho livre para Son empatar.

A arbitragem durante o jogo não conseguiu manter os ânimos dos jogadores contidos. Assim, outra, até então, figura da partida, Robertson, fez uma entrada dura em cima de Emerson Royal. O árbitro ainda necessitou do VAR para revisar a sua decisão e impor a cartolina vermelha para o lateral escocês.

Após a expulsão, o prognóstico da partida modificou-se no sentido de que o Tottenham entendeu a vantagem de ter um jogador a mais e partiu para o ataque, enquanto o Liverpool inseriu defensores, para garantir o empate.

Assim, o árbitro apitou o final do jogo concretizando o empate no Tottenham Stadium. De certa forma, justo por tudo o que as equipas criaram neste jogo frenético, tipicamente proposto no alto nível da Liga Inglesa.

Para o Liverpool, o empate encerrou a sua sequência de oito vitórias seguidas e aumentou a distância para o líder Manchester City FC. Já para o Tottenham, Antonio Conte deixa a equipa cada vez mais equipa competitiva.

 

A FIGURA

Trent Alexander Arnod – Um dos melhores jogadores da lateral direita no mundo, Arnold é uma das peças mais polivalentes e importantes para o jogo do Liverpool. Dentro de uma partida em que os erros individuais foram essenciais para a construção do resultado, o permanente bom ritmo durante a partida fez com que Arnold sempre levasse perigo pelo lado direito de ataque. Responsável pela assistência do segundo golo, Arnold gradualmente retoma o nível que encantou a todos na campanha da Liga dos Campeões de 18/19.

 

O FORA DE JOGO

Mohamed Salah – O jogador que nos últimos 15 jogos seguidos apontou, no mínimo, um golo ou assistência, é um dos destaques da campanha do Liverpool, também considerado um dos principais jogadores desta época no futebol mundial. A expectativa de Salah decidir o jogo era grande, porém o avançado africano não correspondeu com o que lhe era esperado. Poucas vezes foi visto no campo, e de maneira sucinta foi engolido pela marcação de Sessegnon.

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

O técnico Antonio Conte, aos poucos, vai mostrando os seus princípios ao esquadrão dos Spurs. Visto que o seu costumeiro 3-4-3 foi a formação selecionada para o início da partida, com Davies agora na função de defensor. No meio-campo, a ausência de Hojbjerg foi o grande desfalque na parte física e defensiva do Tottenham.

Durante a partida, o Tottenham mostrou-se competente na construção veloz de contra-ataques e também nos lançamentos de longa distância, ao aproveitar a baixa movimentação defensiva do Liverpool. Conte entendeu o momento favorável após a expulsão e colocou Lucas Moura, com perfil mais incisivo e veloz, e retirou Dele Alli, que tem um perfil mais cerebral.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (7)

Royal (6)

Sanchez (5)

Dier (5)

Davies (6)

Sessegnon (6)

Winks (8)

Dele Alli (7)

Ndombele (7)

Son (7)

Kane (7)

SUBS UTILIZADOS

Reguillón (5)

Lucas Moura (5)

Skipp (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Os últimos surtos de COVID-19 chegaram ao balneário do Liverpool ao desfalcar os setores da defesa, com a ausência de Van Dijk, e do meio-campo, com Fabinho e Thiago também ausentes. Somado a isto, Henderson ainda se recupera de uma lesão e também foi desfalque.

Como consequência, Jurgen Klopp, entrou com um meio-campo inédito, com a estreia de Morton. Já para o ataque, Diogo Jota continuava com os iniciais, como de costume desde o início da época. No segundo tempo, a entrada de Firmino no lugar de Morton modificou a dinâmica do Liverpool, ao dar maior intensidade na pressão no ataque. Formou-se um 4-2-4 totalmente agressivo na parte ofensiva. Com a expulsão, Klopp sacrificou Mané para colocar Tsimikas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (7)

Alexander-Arnold (8)

Matip (5)

Konaté (6)

Robertson (7)

Morton (5)

Milner (6)

Keita (5)

Mané (7)

Salah (4)

Diogo Jota (7)

SUBS UTILIZADOS

Firmino (6)

Tsimikas (6)

Joe Gomez (5)

Casa Pia AC 0-1 Rio Ave FC: Pedro Mendes desatou o nó em Pina Manique

A CRÓNICA: JOGO AMARRADO E ENCAIXADO FOI DECIDIDO NUMA BOLA PARADA QUE LEVOU À PRIMEIRA DERROTA CASEIRA DOS GANSOS

Casa Pia AC e Rio Ave FC, segundo e quarto classificados da Segunda Liga, respetivamente, defrontaram-se esta tarde em Pina Manique, num duelo entre duas equipas que têm mostrado que podem atacar os lugares de subida de divisão.

Esperava-se por isso um bom jogo de futebol. Mas as cautelas defensivas foram mais evidentes…

Aos 6 minutos, Aziz foi desmarcado por Joca, mas, no frente a frente com Ricardo Batista, o guarda-redes do Casa Pia levou a melhor. A resposta da equipa da casa não se fez esperar, com Godwin a fletir da esquerda para o meio, mas a rematar torto.

Aos 11 minutos, nova investida junto da baliza de Jhonatan, com o guarda-redes a defender com os pés um remate de Jota, após cruzamento de Leonardo Lelo.

Num jogo inicialmente equilibrado, o Casa Pia foi conseguindo ligeiro ascendente ao longo da primeira parte, com algumas aproximações pelos corredores laterais que deixavam a defesa de Vila do Conde em sobressalto.

Mas as ocasiões de real perigo desapareceram depois dos primeiros 10 minutos. O 0-0 com que se chegou ao intervalo justificava-se por isso mesmo.

No início da segunda parte, notou-se a intenção do Rio Ave em pressionar mais alto do que estava a fazer no primeiro tempo.

Pedro Mendes teve na cabeça a primeira ocasião do segundo período, aos 48 minutos, mas atirou ao lado. De bola parada, foi mesmo a equipa visitante a marcar primeiro. Canto da esquerda batido por Pedro Amaral, com Pedro Mendes a soltar-se da marcação e a saltar mais alto para cabecear para o 0-1.

O Casa Pia tentou reagir, ficando perto do empate aos 64 minutos, num remate de Leonardo Lelo que passou muito perto da baliza de Jhonatan.

Nos dez minutos finais, o jogo teve algumas ocasiões de golo, para ambas as equipas. Aos 79 minutos, João Graça obrigou Ricardo Batista a uma boa intervenção, que voltou a impedir o golo a Costinha, com uma mancha minutos depois. Aos 83, foi Aziz a fletir da direita para o centro e a rematar ao poste.

Mesmo com a maior parte das ocasiões a pertencerem ao Rio Ave, o Casa Pia podia ter empatado, por Kelechi, também na sequência de um canto.

Os gansos ainda tentaram o ‘chuveirinho’ nos instantes finais, mas o Rio Ave aguentou-se para uma importante vitória, que lhe permite igualar o Casa Pia no segundo lugar da tabela.

 

A FIGURA

Joca (Rio Ave) – Mesmo na fase em que o jogo estava mais amarrado, o camisola 14 do Rio Ave foi quem foi oferecendo mais e melhores soluções criativas à sua equipa. Num jogo de encaixe, Joca distinguiu-se pelo que foi dando ao jogo do ponto de vista ofensivo.

O FORA DE JOGO

Afonso Taira (Casa Pia) – Perdeu a marcação a Pedro Mendes no lance do canto que deu origem ao golo do Rio Ave. Num jogo em que as duas equipas se encaixaram, mesmo em termos de sistema, o meio-campo do Casa Pia não conseguiu fazer a diferença.

ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC

Filipe Martins optou por um sistema tático de 3x4x3 para este jogo, com Lucas Soares e Leonardo Lelo a darem largura pelos corredores direito e esquerdo, respetivamente, suportados pelos três centrais: Kelechi, Vasco Fernandes e Zolotic. Neto e Taira formaram a dupla de meio-campo, atrás de um trio ofensivo composto por Jota, Godwin e João Vieira.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Batista (6)

Lucas Soares (5)

Kelechi (5)

Vasco Fernandes (5)

Zolotic (5)

Leonardo Lelo (5)

Ângelo Neto (4)

Afonso Taira (4)

Jota (5)

Godwin Saviour (4)

João Vieira (5)

SUBS UTILIZADOS

Banjaqui (5)

Nuno Borges (5)

Camilo (5)

Sanca (5)

Hebert (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

Luís Freire optou neste jogo por um sistema de 3x5x2. Sávio jogou como terceiro central, ao lado de Aderllan Santos e Renato Pantalon, com Costinha e Pedro Amaral a preencherem as faixas laterais. Guga, Vítor Gomes e Joca (com Joca a juntar-se aos três da frente no momento defensivo) foram os três médios, com Pedro Mendes e Aziz na dupla da frente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jhonatan (6)

Costinha (6)

Aderllan Santos (5)

Renato Pantalon (5)

Sávio (5)

Pedro Amaral (6)

Guga (6)

Vítor Gomes (5)

Joca (6)

Aziz (6)

Pedro Mendes (6)

SUBS UTILIZADOS

João Graça (5)

Alhassan (5)

Ukra (5)

Hugo Gomes (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Casa Pia AC

BnR: Num jogo de vários duelos, em que o Casa Pia pressionou mais alto na primeira parte e o Rio Ave mais na segunda, o que é que pretendeu com as substituições que efetuou, concretamente com as duas primeiras, quando tira o Neto e o Taira e coloca o Nuno Borges e o Banjaqui no meio-campo?

Filipe Martins: Sabia que o jogo se ia partir, quis arriscar um pouco mais e dar um pouco mais de frescura ao meio-campo, pondo um médio mais posicional e pondo um 10, praticamente, como é o Zidane.

Mas acima de dar tudo dar mais frescura, porque sabia que o jogo podia entrar mais em transições e esperar que o Zidane pudesse jogar mais adiantado e explorar algum espaço entrelinhas. Mas foi sobretudo com a ideia de refrescar e não tanto com o Neto e o Taira estarem mal.

Rio Ave FC

BnR: O Rio Ave veio para este jogo a espelhar o sistema do Casa Pia defensivamente, com o Sávio como terceiro central. Depois de uma primeira parte em que o Casa Pia acabou ligeiramente por cima nas estatísticas ofensivas, o que é que disse à equipa ao intervalo, em termos estratégicos, na tentativa de tornar o resultado a seu favor?

Luís Freire: Sabíamos que era um jogo contra um rival direto com três pontos de avanço, sabíamos que vínhamos de jogo a meio da semana com o FC Porto, no Dragão, e também do jogo com o Mafra, que nos marcou e nos estimulou para este jogo.

Vínhamos com a ideia de ser uma equipa muito organizada e muito competente. Conseguimos condicionar bem o Casa Pia, não fomos tão agressivos como acho que podemos ser. Ofensivamente, estivemos bem, com jogadas com princípio, meio e fim, tivemos uma grande oportunidade de golo do Aziz na primeira parte. Foi uma primeira parte equilibrada.

O que eu pedi na segunda parte foi para sermos mais agressivos, ganhar mais duelos porque os jogadores estavam bem posicionados. Entrámos bem na segunda parte, a ganhar duelos constantemente.

Senti que, se marcássemos, era o nosso dia. Não espelhámos o jogo do Casa Pia porque temos esta solução há já algum tempo, com o Pedro e o Aziz, é um 3x5x2 a atacar. O jogo correu como planeado, mas o mérito é dos jogadores, por inteiro.

FC Vizela x FC Porto | Vencer para pensar no(s) Clássico(s)

Primeira Liga, jornada 15: domingo, 19h, 19 de dezembro de 2021
ANTEVISÃO: Dragões enfrentam os vizelenses, num terreno onde, até ao momento, apenas os encarnados venceram

UMA VITÓRIA DO FC PORTO SEM GOLOS DA EQUIPA DA CASA TEM UMA ODD BEM INTERESSANTE! VÊ POR TI E APOSTA COM A BWIN!

O FC Vizela recebe em casa o FC Porto, um duelo de equipas do norte do país. Salientar que os azuis se encontram no segundo posto da competição (com menos um jogo que o líder à condição, o Sporting CP) – seguem com nove triunfos consecutivos na prova e 42 jogos seguidos sem perder no campeonato.

Os vizelenses ocupam o décimo segundo lugar da competição, com apenas treze pontos somados até ao momento.

As duas equipas chegam a este duelo depois de terem vencido os últimos jogos para o campeonato: o FC Vizela venceu fora de casa o FC Arouca, por 4-1, já os dragões saíram vitoriosos no clássico do norte frente ao SC Braga, por 1-0.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Os azuis e brancos somam dois jogos consecutivos a vencer por 1-0;
  2. Os vizelenses venceram dois dos últimos três jogos que disputaram;
  3. O primeiro e único jogo entre as duas equipas, em casa do FC Vizela, ocorreu no ano de 1985;
  4. O FC Porto, nos últimos cinco jogos, venceu quatro;
  5. De sete jogos realizados em casa nesta época, o FC Vizela perdeu apenas um (frente ao SL Benfica, por 0-1);
  6. FC Vizela e FC Porto defrontaram-se apenas por duas vezes, ambas para o campeonato, registando-se uma vitória dos dragões e um empate;
  7. O FC Porto não perde há 42 jogos para o Campeonato;
  8. Os azuis e brancos marcaram três golos em cada um dos três últimos duelos realizados fora de casa no campeonato;
  9. O FC Vizela, nos últimos cinco jogos, só saiu derrotado apenas num deles;
  10. Luis Díaz é o melhor marcador da competição, a par de Darwin Núñez, do SL Benfica, com onze golos faturados;

JOGADORES A TER EM CONTA

FC Porto FC Vizela Luis Díaz
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Luis Díaz – O avançado colombiano é o motor da equipa. Está num momento de forma tremendo, decide jogos por si só. Como já é habitual, no confronto frente ao FC Vizela, pode resolver o jogo.

Schettine – No último frente ao FC Arouca, bisou no encontro. Dos doze jogos do campeonato em que esteve presente, marcou por cinco vezes. Um avançado perigoso para a defesa portista que tem sofrido com constantes baixas de peso.

XI’S PROVÁVEIS

FC Vizela (4x3x3): Charles Silva; Koffi, Bruno Wilson, Mohamed Aidara e Ofori; Marcos Paulo, Samu e Zag; Kiko Bondoso, Kévin Zohi e Schettine.

Treinador: Álvaro Pacheco

“Acredito que a jogarmos em casa, junto dos nossos adeptos, seremos uma equipa corajosa, que vai tentar discutir os três pontos.”

FC Porto (4x3x3): Diogo Costa; João Mário, Mbemba, Pepe e Zaidu; Otávio, Vitinha, Uribe, Sérgio Oliveira e Luis Díaz; Evanilson.

Treinador: Sérgio Conceição

Não compareceu em conferência de imprensa, devido a castigo.

PREVISÃO DO RESULTADO: FC Vizela 0-3 FC Porto

Sporting CP: O estilo de jogo que poucos souberam combater

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Nas conferências de imprensa e nos espaços de comentário por esse país fora, surge muitas vezes a ideia nos intervenientes de que a forma como o Sporting CP joga é fácil de decifrar e identificar, mas difícil de contrariar.

Prova disso, é o rendimento da jovem equipa leonina, que continua na liderança partilhada do campeonato e vai marcar presença nos oitavos de final da Liga dos Campeões. Mas, afinal, qual são os segredos da formação leonina?

É inegável o sucesso que Ruben Amorim trouxe ao Sporting CP. Para além da conquista do campeonato nacional da temporada transata, a percentagem de vitórias desde a chegada do jovem português ao comando técnico dos leões é superior a 70%, números impressionantes para quem vai já a caminho das 80 partidas de leão ao peito.

Como diria Rúben Amorim se lhe perguntassem sobre este tópico, o segredo da sua equipa é trabalho e competência – da parte dos jogadores, mas sobretudo do treinador. Porém, como o meu discurso pode ir um pouco além das típicas conferências de imprensa, destaco quatro pilares do sucesso da equipa do Sporting CP.

 

Os segredos do 3-4-3 do Sporting de Rúben Amorim

O primeiro, e provavelmente o mais importante, é a coesão defensiva da equipa do Sporting CP. O ano passado foi a melhor defesa do campeonato, e esta temporada para lá caminha – em 14 partidas da Liga Portuguesa, os leões sofreram apenas cinco tentos na sua baliza.

Mérito do enorme guarda-redes titular, António Adán, que tem sido seguríssimo entre e a sair dos postes, mas principalmente de toda a equipa. A maneira como a linha de cinco defesas está montada e preparada para pôr os adversários em fora de jogo, aliada à pressão intensa dos três da frente na primeira fase de construção adversária, são a simbiose perfeita para o sucesso defensivo.

Depois, a eficácia ofensiva que revela, sobretudo nos jogos grandes. Falo disto porque, nesta fase, o Sporting CP ainda se sente mais confortável a sair em transição rápida, como se revelou na vitória frente ao SL Benfica no Estádio da Luz.

Sporting x Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Apesar de estar a jogar melhor em organização ofensiva do que o ano passado, parece que a frieza diante da baliza é menor. Os 24 golos marcados no campeonato, comparando com 34 e 39 de FC Porto e SL Benfica, respetivamente, são reveladores de que o Sporting CP se fia muito na capacidade defensiva, descartando, por vezes, dilatar a vantagem no marcador, em prol de não se desequilibrar.

Os poucos golos que o Sporting CP marca frente a equipas ditas menores devem-se também aos poucos elementos desequilibradores (do ponto de vista individual) presentes no plantel leonino. Muitas vezes, é Matheus Nunes que “sai” da sua posição e enverga por zonas mais adiantadas do terreno, procurando encontrar caminhos para desbloquear o adversário, através da sua velocidade e fintas de corpo.

Muitas vezes, Ruben Amorim é acusado de ser demasiado fiel às suas ideias e de ter problemas em mudar de esquema tático. Embora a utilização do 3-4-3 seja primordial para o técnico, a variabilidade dentro deste mesmo sistema está garantida, mediante os intervenientes do jogo.

Ao contrário daquilo que dizem, o Sporting CP muda de dinâmicas durante o jogo quando sente que é necessário, algo que revela que o treinador prepara vários cenários e estuda bem os adversários. Para além disso, também o trabalho que se faz na constante versatilidade dos membros do plantel é sinal de que Amorim cria mais opções dentro do plantel limitado que tem à disposição.

Por fim, mas não menos importante, a eficácia nas bolas paradas do Sporting CP é impressionante. Embora não pretenda alongar-me muito neste tópico, pois já dediquei um artigo inteiro à importância deste tipo de lances no jogo de Ruben Amorim, os leões são fortíssimos em grandes penalidades, livres indiretos e pontapés de canto. Fica apenas a falta um exímio batedor de livres diretos.

Teremos o próximo special one português?

Ruben Amorim Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sei bem que é uma frase bastante arriscada de escrever. Porém, o trabalho que o treinador de 36 anos tem vindo a fazer na Liga Portuguesa, ao serviço de SC Braga e Sporting CP, é digno de quem percebe da coisa. Ruben Amorim tem tudo para evoluir ainda mais, afinar as suas ideias e experiência (que ele próprio diz que ainda está a aprender) e, infelizmente para os sportinguistas, brevemente voar para patamares mais altos.

O fator decisivo que vai fazer com que Amorim dê o salto ou fique estagnado no nível em que está é o lidar com egos altos do futebol, situação recorrente nos grandes clubes europeus. É preciso haver uma prova de que o treinador português tem também essa capacidade para unir um balneário com “vedetas” do desporto rei, algo que acredito piamente que irá acontecer.