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Inglaterra: A glória Internacional está próxima

Cabeçalho Futebol Internacional

É quase matemático: em alta competição, um jogo de futebol mal preparado é jogo perdido. A evolução da tática encarregou-se de enaltecer o estudo do adversário, pelo que a mutabilidade de um sistema é essencial nos tempos que correm. Assim, velhos paradigmas tácticos como como o “kick-and-rush” caem em desuso pela sua previsibilidade. Ciente disto, e dos sucessivos trambolhões nas principais provas de seleções (não esteve no Europeu de 2008, por exemplo, e não passa os quartos-de-final desde 1996), a Inglaterra, ‘cliente’ habitual desta espécie de filosofia, adaptou-se e mudou. Não erradicou completamente o ‘pontapé para a frente’ em busca da velocidade ou do físico de uma referência ofensiva aéreo, por exemplo, mas também incutiu outros princípios de jogo… de raíz, sem que se sugasse o “kick-and-rush” do ADN (aliás, seria impossível fazê-lo, porque é um modelo transversal a muita gerações).

Ao ver as seleções jovens de Inglaterra jogar apercebemo-nos disso. À medida que se baixa o escalão, vai ficando cada vez mais nítida a aposta em modelos alternativos (que tomaram, por exemplo nos sub17, a opção principal) que contemplam mais técnica e um futebol ofensivo construído de forma mais apoiada. Na hora de defender, a abordagem já não é exclusivamente agressiva, permitindo alguma expectativa perante o que possa fazer o adversário. Ou seja, já não existe tanta vulnerabilidade à qualidade técnica do adversário.

Inglaterra venceu o último Mundial de Sub20 Fonte: FIFA
Inglaterra venceu o último Mundial de Sub20
Fonte: FIFA

Neste contexto, a Inglaterra preparou-se para disputar, de igual para igual, encontros frente a seleções como a espanhola ou a portuguesa, mais capazes tecnicamente, sem desvirtuar o que de bom tem o kick-and-rush e que permite a imposição do físico. Os resultados estão à vista: as seleções jovens dos três leões só não chegaram à final de uma competição neste verão, perdendo nas grandes penalidades frente ao vencedor do torneio (Alemanha, em sub21). De resto, disputaram 3 finais e ganharam duas. Nos sub17, perderam de forma ingrata (estiveram a vencer até aos 6 minutos de compensação, mas consentiram o golo que levou o jogo para prolongamento, vindo a perder o troféu para a Espanha nas grandes penalidades, nos sub 19, venceram o Europeu, batendo Portugal na final e nos Sub 20, venceram o Mundial.

Perante factos, não há argumentos. Mantendo esta aposta na formação, dotando-a de mais qualidade técnica (veja-se Foden ou Mason Mount, por exemplo… e até Pickford!, guarda-redes que promete vir a colmatar um drama de vários anos relativo à posição) e, claro, maior capacidade táctica (McEachran, Chalobah ou Lewis Baker), a Inglaterra pode muito perfeitamente vir a vencer uma grande competição nos próximos anos.

Foto de Capa: Mirror

O “Duelo dos Pereira” pela direita do FC Porto

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fc porto cabeçalhoRicardo Pereira, na “flor da idade” e com meia Europa a seus pés num frente a frente com Maxi Pereira, jogador experiente e com um palmarés invejável. Num duelo entre irreverência vs experiência, os dois laterais enfrentam-se numa competição saudável em que o prémio final é a titularidade no lado direito da defesa portista. Vamos aos factos:

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

Frente a Frente:

Na época de 2016/2017, Maxi Pereira, um dos jogadores mais utilizados do plantel portista (2928 minutos distribuídos por 35 jogos), foi dono e senhor do lado direito da defesa. No entanto, com a chegada do “reforço” Ricardo Pereira todo o panorama da posição modificou-se e ainda é incerto quem irá assumir a titularidade no arranque do campeonato. Contudo, como temos visto pela pré-época, Ricardo Pereira parte neste momento como o favorito ao lugar.

A história de Ricardo Pereira é a típica história do emigrante português que, ao não ser reconhecido no seu país, procura a sua sorte no estrangeiro e após ser valorizado e comentado lá fora regressa a Portugal quase como herói.

Ricardo Pereira regressou ao Dragão e é neste momento um nome muito cotado e com valor no mercado internacional. O lateral versátil português já foi associado neste mercado de transferências a vários “tubarões” europeus como PSG, Bayern, Borussia Dortmud e o mais falado de todos, o Tottenham. No entanto, ao que tudo indica, Ricardo veio mesmo para ficar e para afirmar-se de dragão ao peito. Mas será que o FC Porto merece toda esta dedicação e compromisso por parte do jogador? Nas duas épocas no Dragão, Ricardo nunca foi levado a sério como opção nem a lateral nem a extremo direito e tudo isto por culpa de Paulo Fonseca, Julen Lopetegi, Rui Barros e José Peseiro que nunca souberam potenciar o talento do jogador, estagnando por duas longas épocas o desenvolvimento da promessa portuguesa. Apesar disso, Ricardo parece ter deixado essas desavenças para trás e isso são notícias muito boas para os adeptos portistas. Face ao contexto atual do FC Porto, é um luxo poder contar com um jogador do calibre de Ricardo Pereira. As exibições do internacional português na pré-época deixam água na boca nos adeptos portistas e, a meu ver, faz lembrar outro grande lateral direito do passado recente do FC Porto, Danilo, visível pela sua disponibilidade física, fazendo toda a ala e dando profundidade ao ataque portista.

Danilo no Manchester City

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Cabeçalho Liga Inglesa

O mercado de transferências deste verão tem sido bastante rico em grandes negócios, uns melhores que outros, transferências surpreendentes, quer em relação aos clubes quer aos valores das mesmas… Para além disto, algo que tem surpreendido bastante neste defeso são as contratações de laterais direitos por parte de grandes clubes europeus, como as de Walker para o Manchester City ou de Nélson Semedo para o FC Barcelona, bem como a de Danilo também para a equipa do City. Tendo sido já oficializadas estas contratações, cabe-nos agora a nós pensar sobre qual será o impacto destes jogadores nos seus novos clubes, sendo que neste artigo constará uma análise à contratação de Danilo por parte do clube inglês.

Danilo entrou na Europa pela porta do FC Porto, em 2011, depois de ter jogado no América Mineiro e no Santos. No entanto, na primeira época no Dragão encontrou uma forte concorrência para a sua posição – Sapunaru e Fucile, razão pela qual o brasileiro nunca teve muitas hipóteses de brilhar. Contrariamente à primeira época de dragão ao peito, nas seguintes, quer ao comando de Vítor Pereira, Paulo Fonseca ou Lopetegui, foi sempre indiscutível no onze portista, tornando-se num dos jogadores mais apetecíveis dos mercados de transferências, tendo mesmo acabado por se transferir para o Real Madrid, onde nunca se afirmou tanto como na Invicta. Finalizada a jornada no Bernabéu, a sua recente transferência para o City poderá ser o passo que faltava a Danilo para se tornar novamente num dos melhores laterais do Mundo e voltar a garantir um lugar na equipa da seleção nacional brasileira, em ano que acaba com o Mundial 2018.

Para singrar na Premier League, Danilo terá de se reencontrar com a sua boa forma, a forma com que jogou no FC Porto Fonte: FC Porto
Para singrar na Premier League, Danilo terá de se reencontrar com a sua boa forma, a forma com que jogou no FC Porto
Fonte: FC Porto

O único entrave que o ex-Real Madrid poderá ter pela frente na equipa de Guardiola é, mais uma vez, a forte concorrência para a sua posição. É que, para além da sua entrada no plantel, entrou também o anteriormente jogador do Tottenham, Kyle Walker, que se tornou no defesa inglês mais caro de sempre ao ser vendido por 57 milhões de euros.

Real Madrid CF 2-3 FC Barcelona: Eletrizante, acutilante e apaixonante

Cabeçalho Futebol InternacionalAs duas equipas apresentaram-se com onzes sólidos e competentes. Jogando nos seus esquemas táticos habituais, como dizia uma tarja de adeptos afetos ao Barça: “fiéis ao seu estilo”. 4-2-3-1 e 4-3-3, respetivamente. No lado de Madrid, Asensio ocupava o lugar de CR7 e Kovacic jogava ao lado do compatriota Modric; no Barça, Nelson Semedo começou no banco de suplentes e viu a posição de defesa direito ser ocupada por Aleix Vidal. André Gomes ainda não se juntou ao grupo.

O encontro começou com sentido único. Depois de Neymar, sabe-se lá porquê, se ter magoado, Messi logo na sua primeira diagonal em direção à baliza merengue, bate Keylor Navas. A bola ressalta em Varane antes de chegar ao guarda-redes, acabando por mudar ligeiramente a trajetória da bola.

Aproveitando os ventos favoráveis, o Barcelona chega facilmente ao segundo. Desta vez, Rakitic recebe a bola a passe de Neymar e, sem pestanejar, atira forte, cruzado e colocado para o fundo das redes. Navas ficou isento de culpas em ambos os golos, ao contrário do resto da sua equipa, que revelava uma enorme impotência e alguma falta de vontade, perante um Barça super motivado e intenso.

O meio campo dos blancos não dava sinais de vida, e os médios e avançados catalães lá progrediam, quase sem oposição, chegando facilmente à zona de finalização. Aos 10’, Rakitic, novamente, deixa um aviso muito claro, e Suárez, dois minutos depois, atira por cima, após um livre no flanco direito do ataque blaugrana.

Fonte: El Comércio
Fonte: El Comércio

Kovacic, aos 14’, tem uma iniciativa que nenhum outro companheiro seu teve até então, e inventa o golo que reduz a desvantagem. Soberbo controlo de bola, encontra o espaço, enquadra-se e remata muito forte. Grande golo do croata. Estava dado o mote da reação madridista.

O Real após este golo muda completamente de figura, começa a ter mais bola e a aventurar-se muito frequentemente no ataque, algo não visto até à altura. Num espaço de cinco minutos, os madrilenos criaram cinco lances de perigo, em que se destacam o remate de Benzema que, praticamente na cara de Cilessen, remata cruzado, mas sai ao lado; e Modric, um minuto depois, ao encabeçar um contra ataque e concluir o dito. Saiu por cima.

Bale andava desaparecido, não tinha tido impacto algum neste jogo. Por outro lado, Neymar sai-se com um drible bem ao seu jeito, arranjando espaço para armar o remate, quando estava, aparentemente, bem “domado” por Varane. Logo depois, Messi em apenas um minuto tem duas claras ocasiões para marcar. Poderia ter decidido melhor. Sorte para o Real.

Os últimos dez minutos da primeira parte foram muitos intensos, assistia-se a um grande jogo de futebol: “partido” com muitas ocasiões de golo parte a parte, muitas jogadas de grande nível, desenhadas pelos melhores deste business, rotulado de melhor clássico do universo. Aos 36’, Asensio, com uma grande iniciativa individual, combina com Kovacic e Benzema, e surge cara de Cilessen, que mesmo com Benzema em melhor posição, assume o risco e coloca o esférico no fundo das redes. Forte e muito bem colocado, este remate foi indefensável para o guarda redes do Barcelona. Foi audaz e teve ousadia para tomar a decisão de atirar à baliza, estava assim feito o empate! Agora era o Barcelona que sentia dificuldades, a equipa pedia o intervalo. E ele chegou.

O Barcelona entrou fortíssimo novamente. Logo aos 50’, chegou novamente à vantagem. Gerard Piqué foi o autor do golo, após um livre na esquerda. Estava muito partido o jogo, “bola cá, bola lá”, fora o exagero, o preço do bilhete era diretamente proporcional com a qualidade apresentada pelas equipas. Uma atmosfera no Hard Rock Stadium, em Miami, literalmente, ao rubro! Com uma larga comunidade espanhola neste Estado americano, qualquer pessoa que começasse a ver o jogo naquele momento, sem ter conhecimento do contexto, não diria que se tratava de um jogo de pré-época.

Neymar e Messi mostravam-se em forma, a equipa catalã não sentia tanto a falta de Iniesta, que saíra ao intervalo. O Real também entrava duro logo no meio campo, impedindo a construção e transporte de bola dos blaugrana. Muitas picardias, duelos entre oponentes diretos, mas mais futebol. Na área do Real, aos 55’, grande lance de Neymar que, na cara de Navas, não consegue introduzir a bola no fundo das redes. Logo depois, Marcelo testou a atenção de Cilessen. Contra ataque do Barça pela direita, e Aleix Vidal sai-se com um passe absolutamente perfeito, com um arco que permite a bola chegar, nas costas dos centrais merengues, a Suárez. O uruguaio, desinspirado, falhou o alvo. Um minuto depois, Umtiti poderia ter alargado a vantagem, mas Varane corta sobre a linha de golo. Aos 59’, ou seja, logo no minuto seguinte, Isco Alarcón testa a elasticidade de Jasper Cilessen, promovendo uma excelente defesa do último.

Fonte: The Telegraph
Fonte: The Telegraph

Isto tudo aconteceu em 5 minutos! Aos 60’, todas essas picardias converteram-se em amarelos. Carvajal e Suárez envolveram-se numa troca de palavras um pouco mais acesas, digamos assim, e foram advertidos pelo árbitro.

Nélson Semedo entrou para o lugar de Aleix Vidal aos 63’. Vermaleen, Denis Suárez e Paco Alcácer entraram também, para as saídas de Umtiti, Messi e Suárez, respetivamente. O português ainda não mostra um nível ideal de entrosamento com os restantes companheiros, o que é normal. Porém, poderia investir mais nas suas armas, como a velocidade e o drible.

Gareth Bale, aos 65 minutos da partida, continuava sem preponderância na dita. Não está em forma o galês. Aos 73’, saem Neymar e Busquets; no Real saem Casemiro e Carvajal. Até ao final, o ritmo acalmou bastante, mas aos 81’, Isco vê um remate com selo quase carimbado ser negado por Cilessen! Ver para querer, um grande momento…

Depois de se terem ouvido “olés” por parte do público, voltam a ser ouvidos aos 78’, quando o jogo se ia fechando no 2-3 final.

Este clássico foi tão bom que, a certo ponto, a falta de Cristiano Ronaldo não era notada. Contudo, caso tivesse jogado, decerto teria a sua importância, sobretudo na altíssima capacidade de finalização.

Foi um partidazo, um autêntico jogo de futebol a sério. A tamanha rivalidade entre estas duas equipas, torna o El Clássico uma coisa muito séria, ao ponto de que mesmo se tratando de um amistoso, é amigável.

O El Clássico em terras americanas não desiludiu, e nem se deu conta da ausência de Cristiano Ronaldo.

Poderá Portugal brilhar no mundial Atletismo?

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Cabeçalho modalidadesEstamos a menos de uma semana dos Mundiais de Londres e é nesta altura que nos surge o repto de iniciar esta colaboração entre o Bola na Rede e o Planeta do Atletismo. Não poderia haver uma altura melhor para começarmos esta parceria e só poderíamos começar por falar dos portugueses e do que poderemos fazer em Londres.

Portugal irá levar para Londres uma comitiva composta por 21 atletas, com expectativas diferentes, mas todos com a ambição de se superarem. Dos nomes mais conhecidos dos portugueses, podemos contar com a participação de Nelson Évora, Patricia Mamona, Tsanko Arnaudov, Sara Moreira ou Marta Pen.

Mas é de um dos nomes menos reconhecidos do público em geral que nos pode chegar a glória: Inês Henriques. A atleta que irá participar nos 50 km Marcha é a actual recordista mundial de uma distância que apenas foi reconhecida oficialmente pela IAAF este ano. Até à última hora pairou no ar a dúvida se pela primeira vez a Marcha de 50 KM iria ter atletas femininos nos Mundiais e foi apenas há uma semana (!) que tal foi confirmado. Apenas 6 atletas femininas confirmaram os mínimos e por isso as expectativas de que Inês Henrique possa trazer uma medalha são obviamente reais, apesar da atribuição das mesmas estar dependente de tempos de passagem.

Inês Henriques posa com o seu recorde mundial Fonte: Inês Henriques
Inês Henriques posa com o seu recorde mundial
Fonte: Inês Henriques

Quanto aos restantes atletas, a expectativa de bons resultados existe em Tsanko Arnaudov (12º mundial do ano), em Patrícia Mamona (7ª do ano) ou em Nelson Évora. No entanto, esperar medalhas de qualquer um dos atletas não parece ser realista. Para Arnaudov uma presença na final já seria um excelente resultado. Para Mamona e Évora as expectativas deverão ser semelhantes: ficar nos oito primeiros seriam bons resultados para ambos os atletas, até porque tanto no feminino, quanto no masculino, as medalhas de Ouro e Prata já parecem com dono prévio no Triplo Salto.

Tour de France 2017 – E vão 4 para Chris Froome!

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Cabeçalho modalidadesNum Tour menos espetacular do que algumas das suas recentes edições, voltámos a ver o domínio de Chris Froome e da Team Sky numa prova em que não parece haver, por enquanto, rival à altura do britânico e da sua equipa.

Destaques:

Chris Froome é o primeiro e óbvio destaque. A quarta conquista não foi fácil, mas também nunca pareceu ter estado em causa a sua posição de líder, nem mesmo quando perdeu por momentos a camisola amarela. Desta vez, a diferença notou-se que esteve claramente nos contrarrelógios, ao contrário de anos anteriores, onde Froome dominou aí e também nas montanhas. Ainda assim, é mais uma vitória e já só está a uma de alguns nomes míticos do Tour e do ciclismo. Depois disto, acredito que será um dos favoritos para conquistar a Vuelta e fazer uma “dobradinha” histórica.

Froome
Fonte: Chris Froome

Como nesta modalidade é quase impossível ter sucesso sem uma boa equipa, há que dar, novamente, mérito à fortíssima Team Sky (que finalmente venceram o prémio de melhor equipa). Com um elenco “de luxo” (onde 3 ou 4 nomes poderiam lutar por uma Grande Volta), os nomes de Michal Kwiatkowski – se existisse prémio para “melhor gregário do Tour” este iria para o polaco – e Mikel Landa sobressaem e merecem o devido destaque dentro deste incrível coletivo. Quando um elemento como Sérgio Henao passou praticamente “despercebido” na prova diz muito da qualidade desta equipa.

Depois dos dois maiores destaques deste Tour, surgem outros nomes. O colombiano Rigoberto Urán, grande segundo classificado desta edição, está presente nas surpresas deste Tour, tal como Mikel Landa e Warren Barguil, portanto, não é preciso destacá-los ainda mais, mas apenas mencionar que merecem o seu nome bem vincado na história deste Tour 2017.

O francês Romain Bardet também merece destaque por ter conquistado mais um pódio na sua “prova natal”. Em 2016 foi segundo classificado, mas o CR continua a ser algo em que o ciclista da AG2R (boa prova, igualmente, desta equipa) tem que melhorar bastante e foi por isso que nunca pareceu pôr em causa a liderança de Froome e até perdeu o segundo lugar para Urán, sendo que apenas por 1 segundo manteve o seu lugar no pódio mesmo à frente de Mikel Landa, que quase surpreendeu o francês no contrarrelógio final.

AS Mónaco 1-2 PSG: Daniel Alves crava o espinho no Mónaco de Jardim

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Cabeçalho Liga Francesa

Tânger foi o local escolhido para receber a Supertaça Francesa. O Mónaco de Leonardo Jardim, campeão da League 1, e o PSG de Gonçalo Guedes, que ganhou a Taça de França, defrontam-se pela primeira vez esta época.

A equipa monegasca apostou na dupla Mbappé e Falcao, com as caras novas de Tielemans e Kongolo para fazer frente aos parisienses, que apostavam num 4-3-3 com uma frente de ataque com Dani Alves, Cavani e Pastore.

O Mónaco entrou a pressionar alto e a jogar com bastante intensidade, empurrando o PSG para o terço defensivo. Certo é que, nos primeiros dois minutos, a equipa de Leonardo Jardim já contava com dois remates e um canto.

Mbappé fez as redes balançar logo aos cinco minutos, no entanto o golo foi bem anulado devido a um fora de jogo do jovem francês.

O PSG respondeu com um primeiro remate de Dani Alves, que Subasic defendeu para a frente e Cavani ainda tentou remediar, mas sem sucesso. O uruguaio ainda teve outra oportunidade, mas acabou por ser travada pela defensiva monegasca.

Numa altura que o Paris Saint Germain estava a dominar o jogo, Fabinho passa a Falcao, que isola Sidibé. O francês acabou por rematar à panenka, fazendo assim o primeiro golo do jogo à meia hora de jogo.

Perto do intervalo, Subasic quase comprometia a vantagem da sua equipa, depois de uma má abordagem a uma bola parada. Sorte a sua e do Mónaco por não estar nenhum homem do PSG pronto a encostar. Já Marquinhos, na outra ponta do campo, também cometeu um erro defensivo, que Lemar acabou por não aproveitar.

Mbappé foi o marcador o primeiro golo da partida, mas acabou por se revelar infrutífero  Fonte: Eurosport
Mbappé foi o marcador o primeiro golo da partida, mas acabou por se revelar infrutífero
Fonte: Eurosport

O Mónaco entrou forte na primeira parte, com Falcao a cabecear perto da baliza de Areola, querendo defender o resultado e, possivelmente, ampliá-lo .

Contudo, foi do outro lado que aconteceu a surpresa: depois de uma falta cometida por Sidibé, Daniel Alves é chamado à marcação do livre e através de um remate irrepreensível marcou o primeiro golo pelo Paris Saint Germain. Depois de já ter ameaçado na primeira parte, acabou por carimbar assim uma estreia de sonho.

A equipa de Jardim manteve a estratégia inicial de começar a pressionar logo na zona defensiva do seu adversário, aproveitando assim alguns erros defensivos para rematar à baliza.

O jogo tornava-se cada vez mais interessante. O PSG começou a empurrar a equipa do principado para a sua zona defensiva e, se não fosse Subasic, o jogo não estaria com um resultado tão nivelado.

Mas Dani Alves estava – passe a expressão – com o diabo no corpo e assistiu Rabiot, o qual estou certa que será um dos meninos prodígio de Unai Emery, cabeceou sem hipótese para Subasic. Estava assim feita a reviravolta no marcador.

Leonardo Jardim viu-se, em pouco mais de dez minutos, confrontado com uma desvantagem que, ao ritmo a que o PSG marcava, poderia ser mais alargada. O Mónaco ainda ameaçou através de alguns ataques,  mas mesmo assim não conseguiu concretizar.

O jogo acabou por terminar com a vitória da equipa parisiense, neste que foi o primeiro grande embate entre Leonardo Jardim e Unai Emery.

Foto de Capa: Star Africa

Sporting CP 1-0 ACF Fiorentina: Quando eles querem jogar

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William chegou-se à frente e tapou o buraco deixado pelas lesões e escassez de defesas centrais no plantel leonino. O maestro, Bruno Fernandes, “ordenou” que Adrien voltasse asentar-se ao lado de Paulinho no banco de suplentes. O onze do Sporting não fugiu muito àquele que venceu os campeões franceses: Rui Patrício; Fábio Coentrão, Tobias Figueiredo, William e Piccini; Battaglia e Bruno Fernandes; Podence, Gelson Martins, Acuña e Bas Dost.

A frente de ataque estava com os três turbos ligados e de Bas Dost só esperava um toque para facturar. Lá atrás, para quem não queria pôr as mãos na cabeça, pedia-se a mesma afinação que os cinco violinos, um jogo certinho e capacidade para anular o possante Babacar. Mais do mesmo, diríamos nós. Na frente, o ataque a carburar e a defesa a gorar. Ainda assim, “os rodinhas” lá iam criando perigo com a sua técnica apurada e a velocidade sempre em redline – Podence aos quatro e aos vinte e sete minutos teve na ponta da bota a possibilidade de inaugurar o marcador.

Aos vinte e nove minutos, o grande momento da primeira parte: o árbitro assistente anula e o vídeo-árbitro rectifica. Assim se vai dando razão a Bruno de Carvalho e à verdade desportiva. Pela segunda vez consecutiva, o vídeo-árbitro consegue interferir e ajudar a cimentar a ideia de que o futebol necessita desta tecnologia como o Sporting precisa de um novo central. Bas Dost (quem mais?), lá estava para dar o toque para dentro das redes. À meia hora de jogo, Gelson Martins rogou a possibilidade dos leões dilatarem a vantagem. O extremo português, num claro três para dois, errou no último passe, deixando passar nova oportunidade de golo.

Uma primeira parte pouco intensa, onde se pode referir uma melhoria na pressão sem bola do Sporting. Um claro 4x2x4, que deixa apenas a possibilidade da equipa adversária jogar futebol directo. Destaque, também, para a exibição de Battaglia. O “tanque” argentino a justificar porque Adrien continua ao lado de Paulinho. De referir ainda que, a melhor oportunidade da Fiorentina, surge aos quarenta minutos em nova falha de Tobias Figueiredo, mas que Rui Patrício corrigiu com classe e prontidão. Vitória justa e clara, como o cabelo do Coentrão, do Sporting ao intervalo.

Bas Dost foi o autor do único golo deste Troféu Cinco Violinos Fonte: Facebook oficial de Bas Dost
Bas Dost foi o autor do único golo deste Troféu Cinco Violinos
Fonte: Facebook oficial de Bas Dost

A segunda parte manteve o ritmo e a pouca intensidade exercida nos primeiros quarenta e cinco minutos. Aos cinquenta e cinco minutos, Piccini foi com tudo e serviu numa bandeja o golo a Podence que falhou. Na recarga, Bruno Fernandes rematou fraco e à figura. Seguiram-se as substituições e a quebra aumentou. Esta segunda linha não oferece a mesma garantia e a qualidade do jogo só não se esfumaçou totalmente porque Adrien Silva estava em campo. Da zona da imprensa são facilmente percetíveis os quilos a mais de Bruno César e Alan Ruiz. Ainda assim, Jonathan Silva e Iuri Medeiros mostraram bons apontamentos e que Jorge Jesus tem ali dois pés esquerdos capazes de participar quando forem chamados.

E o que dizer da exibição de William Carvalho? Agradável surpresa! O internacional português esteve sempre seguro e atravessa uma forma e confiança que não podem passar despercebidas. O treinador português irá ter uma daquelas boas dores de cabeça durante a semana. Aquele cabelo branco irá rejubilar ainda mais só de pensar como vai encaixar estas peças todas no puzzle do
leão. O troféu Cinco Violinos permanece em casa, são seis conquistas em seis edições.

Arsenal FC 5-2 SL Benfica: Campeão aquém das expectativas

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sl benfica cabeçalho 1O Benfica entrou no jogo com uma equipa já muito próxima do que será o onze titular para a próxima época,  na tática habitual de 4-4-2, com um bloco médio alto e tentando criar assim pressão no adversário, sendo Jonas e Seferovic os jogadores mais avançados no terreno.

O jovem Buta foi o escolhido por Rui Vitória para o lado direito da defesa, mostrando ainda muita inexperiência e o Arsenal acabou por aproveitar essa lacuna, conduzindo constantemente o seu ataque pelo corredor esquerdo. De referir que, para este jogo, Filipe Augusto foi o jogador que ocupou a zona mais recuada do meio campo, jogando no lugar do habitual Fejsa.

Numa primeira parte rápida e dividida, com boas oportunidades de golo para ambas as equipas, o Benfica acabou por inaugurar o marcador aos 11 minutos, por intermédio de Cervi, após um contra ataque rápido. O Arsenal ainda deu a volta ao resultado, mas ainda antes de terminar a primeira parte os encarnados fizeram o golo do empate através de Salvio.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

No intervalo Rui Vitória fez apenas uma substituição, trocando Jardel por Lisandro.

A segunda parte iniciou com um Arsenal mais forte e pressionante e com um Benfica que, até final da partida, não mais se encontrou. De salientar os três golos que o Arsenal marcou no segundo tempo, com muitas culpas para a defesa encarnada, a limitar-se a ver jogar.

Rui Vitória aproveitou a segunda parte da partida para fazer mais substituições trocando Rafa por Jonas, Grimaldo por Eliseu, Chrien por Cervi, Rúben Dias por Pizzi e Raúl por Sefererovic, mas a qualidade jogo em nada melhorou, bem pelo contrário.

GP Hungria: Ferrari mais forte

Cabeçalho modalidadesSebastian Vettel e Kimi Raikkonen asseguraram os dois primeiros lugares da grelha de partida do GP deste fim-de-semana, respectivamente. Os pilotos da Ferrari confirmaram o favoritismo e relegaram os Mercedes para a segunda linha do grid. A pista de Hungaroring não facilita as ultrapassagens e ficou bem claro que os “flechas de prata” não estão ao nível da scuderia italiana. Vai ser um domingo muito complicado para Lewis Hamilton, que parte de quarto, ainda atrás de Valtteri Bottas.

Max Verstappen, que ainda tentou intrometer-se no meio dos Ferrari na Q1 e na Q2, acabou por garantir o quinto lugar, seguido pelo colega de equipa Daniel Ricciardo. Hulkenberg, que fez uma excelente qualificação e rodou sempre perto dos Red Bull, vai sair de décimo segundo; o piloto da Renault foi penalizado em cinco lugares por ter trocado de caixa de velocidades.

A surpresa da grelha são os McLaren: Alonso e Vandoorne ficaram ambos no top 10 e ainda beneficiaram da penalização de Hulkenberg para saírem de sétimo e oitavo. Logo a seguir, Carlos Sainz e Jolyon Palmer fecham os dez primeiros.

Fonte Facebook Oficial da F1
Fonte Facebook Oficial da F1

Esta qualificação ficou também marcada pela ausência de Felipe Massa, que se sentiu mal e não pôde estar ao volante do Williams. Foi substituído pelo escocês Paul di Resta que, sem treino de pista nem preparação, conseguiu ainda qualificar-se à frente do Sauber de Marcus Ericsson.

O Grande Prémio da Hungria é o último antes das férias de verão e tem partida marcada para este domingo às 13h, hora de Portugal Continental.

Foto de Capa: Facebook Oficial de Sebastian Vettel

Artigo revisto por: Beatriz Silva