O portento uruguaio está, finalmente, a assumir-se na Luz?
O mercado de transferências abriu, mas o reforço veio do próprio plantel. Darwin Núñez levantou voo e tem brilhado pelas águias. Leva já sete golos nos últimos três jogos, sendo já esta a melhor temporada de sempre do atacante uruguaio.
Bastante criticado desde que foi contratado ao Almeria por 24 milhões de euros na temporada passada, Darwin está a fazer uma época fantástica no que a golos diz respeito, que é, no fundo, aquilo que se quer de um avançado.
No último jogo, frente ao SC Marítimo, o avançado, de apenas 22 anos, bisou pela terceira vez na sua conta pessoal nesta temporada, sendo que conta já com dois hattricks, ainda que o primeiro tenha um grande asterisco. Foi frente ao Belenenses SAD, num jogo envolto em muita polémica.
Contudo, Darwin está a ser um dos melhores jogadores do SL Benfica e está, a par de Luis Díaz, do FC Porto, a lutar pelo título de melhor marcador da presente temporada.
Darwin apontou sete golos nos últimos três jogos Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Ainda estamos em dezembro, mas os números destes dois jogadores sobrepõem-se aos demais. Darwin leva 13 golos no campeonato português, enquanto o colombiano dos dragões conta com 12.
O SL Benfica está, finalmente, a ter o retorno do investimento que fez no uruguaio. De recordar que Núñez é a contratação mais cara do Futebol português (24 milhões de euros), superando o valor que também os encarnados pagaram por Raul Jiménez (22 milhões de euros).
Num plantel recheado de avançados, Darwin tem-se destacado pela positiva. Roman Yaremchuck tem tido alguns problemas em encontrar o caminho para o golo, Haris Seferovic não tem sido opção regular para Jorge Jesus e Gonçalo Ramos idem.
Assim, o uruguaio tem sido uma grande mais-valia para o treinador dos encarnados, mas este Darwin nem sempre foi assim. Que tem qualidade, isso é inegável, mas a sua inconsistência, pelo menos desde que chegou ao SL Benfica, sempre foi o seu grande problema.
O 5 da semana é uma rubrica semanal do Bola na Rede que tem o objetivo de destacar os melhores cinco jogadores daNBAde cada semana. Desta forma, aqui estão cinco dos jogadores que mais se destacaram na semana de 14 a 21 de dezembro.
Esta seleção será realizada todas as terças-feiras.
Com o Torneio dos Quatro Trampolins aí à porta, a Taça do Mundo de Saltos de Esqui cumpriria este fim-de-semana em Engelberg as duas últimas etapas, a nona e a décima do campeonato antes da pausa natalícia.
Depois de ter recaído um mar de dúvidas em torno da realização do evento, fruto da escalada de casos da nova variante Ómicron, foi com regozijo que chegava a notícia de que não só se cumpriria o previamente agendado, como o público teria presença assegurada. Foi então, em clima de grande animação e com algum frio à mistura, onde os tradicionais chocalhos também não faltaram, já uma marca em eventos desta índole por estas paragens, que o fantástico e emblemático Gross-Titlis receberia os destemidos homens “pássaro”!
Estrutura esta, um K140, que via o K-Point estar situado aos 125m contando com um recorde co-partilhado, marca essa de 144m, assinada primeiramente já no distante ano de 2016 pelo então inexperiente Domen Prevc replicada dois anos volvidos pelo samurai Ryoyu Kubayashi, que chegava ao país do chocolate com os esquis a “ferver”, dado que arrecadara o triunfo na pretérita competição em Klingenthal. Ainda de referir que na época anterior, neste mesmo local, o vencedor do anterior campeonato Halvor Egner Granerud havia logrado fazer a “dobradinha”.
A sexta-feira, como é norma, era destinada à qualificação, da qual sairiam os participantes para a competição do dia seguinte, os melhores cinquenta!
Quem arrecadava mais 3.000 francos suíços, visto ter vencido a ronda qualificativa, era o nipónico Ryoyu Kubayashi que voara 136.5m realizados do portão 16. Uma posição mais, face ao utilizado inicialmente, com o vento a dar um impulso extra aos registos. Em segundo terminava, efetuando distância igual à do “comandante”, mas mais penalizado quer em termos técnicos quanto nas condições de vento, o inconstante esloveno Timi Zajc, com o “delfim” a averbar 136m.
O atleta do país do esqui, Jan Hoerl, rubricaria menos meio metro, com o natural de Bischofshofen a terminar no bronze, seguido respetivamente pelo norueguês Robert Johansson que se ficava pelos 135m quarto colocado e por Kamil Stoch, que conta com três águias douradas no palmarés, a registar menos três metros.
Ainda dentro do lote dos dez melhores, espaço para os nomes de Marius Lindvik com o compatriota de Johansson a ser sexto. Peter Prevc, ex vencedor do grande globo de cristal concluía em sétimo seguido do caseiro Killian Peier. O atual detentor do título global, Halvor Egner Granerud a ser nono, ao passo que o atual líder da Taça do Mundo de Saltos de Esqui, o germânico Karl Geiger era décimo. Stephan Kraft, já vencedor no decurso da temporada seria 11.º posicionado, “sacando” uns 130.5m que indiciavam que caso forçasse a nota o baixinho poderia entrar para o extenso rol de saltadores a poderem assumir papel de destaque nesta equação!
O bávaro Markus Eisenbichler, que vinha de não pontuar em território pátrio, classificava-se na 13.ª posição, sendo que o melhor dos Russos, Evgeniy Klimov, terminava num moralizador 18.º posto três adiante de Simon Ammann, herói local que pretendia recuperar a forma atuando em casa, com o tetra campeão olímpico a realizar uns encorajadores 130m.
Quem ia dando indicadores de uma acentuada quebra, algo já conferido nos eventos mais recentes, era o também já vitorioso no decurso da época vigente Anze Lanisek, com o esloveno a ficar-se pelo 34.º registo nesta tarde de saltos no país dos relógios. Tarde essa que faria Dean Decker emergir dos demais compatriotas, com o californiano a assegurar a segunda presença consecutiva em provas da Taça do Mundo de Saltos de Esqui.
Ainda de realçar mais uma paupérrima exibição de David Kubacki, com o número dois polaco em atividade a registar apenas a 49.ª melhor marca enquanto o ucraniano Vitali Kalinichenko se posicionava um posto adiante do ex vencedor da “Champions” dos saltos de esqui.
Já o checo, que em tempos idos chegou a liderar a geral do campeonato somando um par de sucessos, Roman Koudelka , a concluir em 41.º lugar ele que após uma ausência de mais de um ano devido a lesão passara pela II Divisão desta modalidade a nível mundial, a Taça Continental, por forma a adquirir o ritmo pretendido.
No polo das desilusões, reservando lugar VIP no hotel ou nas bancadas para assistirem comodamente ao apronto de sábado estariam Domen Prevc e o “homem do disco-polo”, Piotr Zyla, campeão mundial em trampolim normal que saltaria apenas 107m.
Agora havia que retemperar forças, pois o dia seguinte seria de incontáveis emoções e muito trabalhinho! Finalmente, após o aperitivo, chegava o grande banquete, a prova a “doer”! Com as temperaturas a baterem nos dois graus centígrados, o problema mais complexo no caminho dos atletas seria um terrível vento de cauda que ia estando bastante irregular, não ajudando ao espetáculo, com condições agrestes para se verem boas marcas.
Numa ronda em que o portão de saída seria o 16 quem ia ocupando o trono, totalizando incríveis 139m, era Timi Zajc confirmando sinais muito animadores desvendados na véspera. A 1.4 pontos de distância do esloveno, “rodava” o alemão Geiger que arrancava um registo de 137m, com o helvético Peier a somar menos meio metro sendo terceiro, ele sob quem recaía a incógnita quanto ao que conseguiria ou não rubricar na segunda tentativa, com o caseiro a procurar apenas o segundo pódio da carreira. O quarto posto ia pertencendo a Ryoyu, que averbara 137.5m, mais um metro que o quinto classificado por estes instantes, Jan Hoerl.
Ainda na disputa pelas medalhas pareciam estar os restantes membros do Top dez: Lanisek em sexto, Stoch era sétimo, Schmid “navegava” em oitavo, sendo que Granerud e Kraft fechavam respetivamente a parte de cima da tabela, com estes, fruto da sua maior experiência e consistência a poderem sonhar ainda com algo maior! Cene Prevc, uma das revelações da temporada para os eslovenos, ia seguindo no 11.º posto, com Klimov e Johansson a se lhe sucederem.
Abaixo, uns “furos” do que se lhes exigia, necessitando de um grande segundo salto para finalizar em lugares de relevo, estavam Marius Lindvik 18.º posicionado, Markus Eisenbichler dois postos mais atrás, Peter Prevc e Simon Ammann, esloveno e suíço garantiam resvés a presença numa segunda ronda onde não participariam nomes como os dos polacos Stekala e Kubacki, o do norueguês Daniel Andre-Tande e o do alemão Andreas Wellinger, arredados do momento solene!
Todos temos perfeita noção de que no Futebol, como em qualquer outra actividade, o trabalho colectivo tem sempre melhores resultados do que várias individualidades que não juntem os seus esforços por um único objectivo.
E mesmo em actividades consideradas a “solo”, como alguns desportos individuais por exemplo, há sempre trabalho de “backoffice” como treinadores, família, agentes, que contribuem para o resultado final.
Ainda há poucos dias, um ex-jogador de Futebol veio criticar o trio de ataque da equipa do PSG por considerar que eles não correm em prole da equipa. Ou seja, correr até correm, uma vez que qualquer um deles é bem rápido com a bola nos pés, mas o que o crítico queria dizer é que não trabalhavam para a equipa quando a mesma estava sem bola, o que criava desequilíbrios tácticos.
Por isso é que estas equipas poderosas, cheias de grandes individualidades, quando encontram equipas bem organizadas e pressionantes têm maior dificuldades em ganhar, chegando mesmo a perder pontos apesar da grande diferença qualitativa.
Quanto a isso eu sempre digo que as equipas podem ter melhores jogadores que o adversário, mas só conseguirão ser superiores se correrem pelo menos tanto quanto os onze adversários para que depois a sua qualidade lhes possa dar vantagem sobre o oponente. E isto se tivermos apenas em causa a qualidade individual.
Mas conta muito mais ter um grupo bem organizado tacticamente, em que todas as “peças” sabem perfeitamente o seu papel em campo, tendo noção do que deve ser feito sempre que acontece uma variação no jogo, ou o colega faz determinado movimento, quando o adversário pressiona mais alto, quem deve sair na profundidade, quando e como, etc.
Um Sporting que vale pelo seu colectivo
A equipa do Sporting vale pelo seu todo, pela sua organização táctica, e porque correm e lutam sempre, pelo menos, tanto como os adversários. Mais importante que tudo isso, os jogadores leoninos parecem lutar uns pelos outros, porque sabem que o sucesso de um será o sucesso de todos. Sabem que, se tentarem jogar só para si nunca conseguirão ter sucesso, porque, ainda que se consigam destacar com fintas bonitas nunca conseguirão vencer. E só as vitórias geram campeões.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Ainda há pouco tempo atrás vi Pedro Gonçalves com a baliza à sua mercê, mas optou por fintar para trás e soltar para Paulinho que estava à entrada da pequena área. E Paulinho marcou um golo que lhe fazia falta como de “pão para a boca” para poder amenizar vozes críticas sobre o seu poder matador. O Ponta de lança marcou e agradeceu ao colega.
Lembro-me ainda de o Paulinho, aquele ponta de lança que devia estar lá só para fazer golos, no último jogo ter entrado na área, levantando a cabeça e descobrindo Daniel Bragança junto da marca de grande penalidade em boa posição para marcar.
Bragança nunca havia marcado pela equipa principal do Sporting, mas Paulinho ofereceu de bandeja essa oportunidade que, podia ter sido também mais uma chance de marcar mais um golo para calar a crítica. Ainda assim, esta sua decisão pode ter ajudado muito mais o Daniel e a equipa do Sporting.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Recordo-me ainda da estreia de Nazinho a titular na equipa principal do Sporting e o apoio que lhe foi oferecido pelo Matheus Reis, esse que era até há bem pouco tempo um dos patinhos feios do plantel. Sempre que o Nazinho precisava, tinha nas costas o Matheus Reis a dar-lhe tranquilidade, a compensar posicionamento, e o menino saiu do jogo com nota positiva.
E já que falamos de patinhos feios, falemos de Neto. Há bem pouco tempo, ainda que por declarações indiretas de alguém próximo aos jogadores, confidenciou-se a ajuda que dá à academia, aos jovens. Percebe-se também que é um dos jogadores que ajuda a gerir o balneário, e que, apesar de criticado, quando foi chamado não falhou e capitaneou a equipa tão bem que deixaria Coates orgulhoso. Com certeza deixou.
Coates, esse já pouco há a dizer, apesar de ter passado “as passas do algarve” para chegar ao actual estado de graça. Manteve-se fiel ao clube, e é hoje a referência maior no plantel leonino. Vê-lo a orientar, a explicar, a motivar os miúdos, e estes a olhar com o respeito que se olha para um líder/sábio, ou devia respeitar, deixa qualquer sportinguista confiante sobre os ensinamentos passados a estas novas gerações de jogadores sobre os valores do clube e comprometimento para com o mesmo.
Todos falam agora de Inácio, Porro, Coates, Palhinha, Pedro Gonçalves, da ligação que Paulinho proporciona ao jogo do Sporting, da regularidade de Matheus Reis e Esgaio, do comprometimento e qualidade de Nuno Santos, do futuro promissor de Gonçalo esteves, Nazinho ou Essugo, mas há bem pouco tempo ninguém dava nada por muitos destes jogadores, estando mesmo muitos deles a jogar na “pior geração de formados em alcochete” segundo alguns.
Mas todos juntos fizeram do Sporting campeão, e passada metade de mais uma época desportiva continua no topo da classificação, a lutar por todos os objectivos a que se propôs.
Tudo isto é culpa de todos os jogadores do plantel, sem excepção, e do treinador que consegue tirar o melhor de cada um, dando-lhes todas as ferramentas para que façam bem o seu trabalho. Organização e intensidade.
Todos trabalham, começando pelo treinador, para o colectivo, aproveitando a qualidade das individualidades, nunca colocando o interesse destas á frente do todo. E por isso, mesmo tendo Pedro Gonçalves como melhor marcador, quando é para cobrar, como diz o mister “se um falhou no jogo anterior, passa a vez a outro”.
O Sporting campeão fez-se com individualidades a servir o colectivo. Porque havendo um grupo a lutar pelo mesmo objectivo, todas as suas individualidades sairão valorizadas pelo sucesso alcançado.
Quando vemos esta equipa do Sporting a defender, a pressionar, a atacar como um bloco coeso, todos parecem craques. Porque o sucesso da tua equipa fará com que pareças melhor jogador do que efectivamente és. Basta colocares à disposição do colectivo a tua melhor versão. E este Sporting é a melhor versão que já vi.
Por muito que seja frequente ouvirmos que “o foco principal é o campeonato”, há algo sobre a Taça de Portugal que nos deixa a todos entusiasmados. O caráter decisivo de cada jogo atribui importância acrescida a todos os lances, disputas e golos.
A “Prova Rainha” do Futebol português dá sempre aso a surpresas, emoção e luta até ao último segundo. Entrando nas fases decisivas, há muitos pontos de interesse nestes oitavos-de-final, que começam hoje e têm um “clássico” em evidência.
A CRÓNICA: PETKOV DECISIVO NUM JOGO ONDE A CHUVA DEIXOU MARCA
O CD Trofense sofreu a primeira derrota sob o comando de Francisco Chaló por 0-1 diante o CD Feirense num jogo onde Petkov – saltado do banco – revelou-se decisivo, e catapultou assim a turma da Feira para o segundo lugar da tabela.
A chuva também deixou marca no jogo, sendo que foi Petkov, numa espécie de última gota de esperança, ao minuto 89, a dar o remate que deu a vitória aos fogaceiros.
Os primeiros 45 minutos foram muito «magoados» pela chuva intensa que se fez sentir na Trofa, com ambas as equipas a revelarem muitas dificuldades em ligar jogo de forma curta, pelo que o estado da relva impossibilitou que muitas bolas chegassem em boas condições aos atletas.
Ainda assim, é de ressalvar que pouco ‘chuveirinho’ se viu. Ambos os conjuntos trouxeram para dentro de campo processos muito bem oleados, e também, diga-se, muito semelhantes. O 3-4-3 de ambos os treinadores proporcionou um autêntico choque tático entre ambas equipas, sendo que, tal resultou em poucas chances, e num nulo no marcador ao intervalo. Resultado que se ajustava dado ao rendimento de ambas as formações.
A segunda metade do jogo trouxe um CD Feirense mais interessado no golo e a verdade é que, mesmo sem criar muitas oportunidades de relevo, os forasteiros foram lentamente remetendo o CD Trofense para a sua organização defensiva. O cruzamento servia de arma para colocar a linha defensiva em sentido, contudo, era no momento da pressão alta e de reagir à perda que os forasteiros se diferenciaram.
Dito isto, o golo, ainda que com muita sorte à mistura, surgiu com naturalidade e já muito perto do fim. Ao minuto 89 Petkov aproveitou um remate falhado e não vacilou na primeira oportunidade que teve ao seu dispôr. Ainda que Bruno Almeida tentasse contrariar a matreirice visitante, foi a experiência dos homens de Santa Maria da Feira a tomar conta do jogo até final.
Tudo dito, o CD Feirense leva três pontos para casa e sobe ao segundo lugar da Segunda Liga Portuguesa. Por outro lado, os homens da Trofa permanecem no 11º lugar da classificativa.
A FIGURA
Fonte: CD Feirense Petkov entrou e marcou perto do fim
Steven Petkov – Não podia ser outro. Saltou do banco, marcou o golo decisivo perto do minuto 90 e deu muito trabalho à linha defensiva do CD Trofense durante os 30 minutos que esteve em campo.
O FORA DE JOGO
Fonte: CD Trofense
Gustavo Furtado – Passou completamente ao lado, não se deu ao jogo e muito pouco perigo conseguiu criar na defensiva do CD Feirense. Não direi o principal culpado (longe disso), mas ficou muito àquem da expectativa.
ANÁLISE TÁTICA – CD TROFENSE
Francisco Chaló apresentou-se a jogo com o mesmo 11 que tem dado vitórias atrás de vitórias para a equipa da Trofa, num 3-4-3 sólido, com Daniel Liberal (mais tarde Rodrigo Ferreira) e Tiago André a preencher as alas – oferecendo profundidade em ataque posicional ofensivo – sendo que amboas alinhavam aquando do momento de defender numa defesa a cinco (traduzindo-se num 5-2-3).
Do ponto de vista da organização ofensiva destaque para Vasco Rocha sempre a oferecer-se para receber e para distribuir e também para Bruno Almeida – o principal criador do lado da casa. Em transição o homem mais perigoso no ataque ao espaço e em progressão foi Achouri.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Rodrigo Moura (5)
Daniel Liberal (-)
Ange Mutsinzi (6)
João Paulo (6)
Simão Martins (6)
Tiago André (6)
Matheus Índio (5)
Vasco Rocha (7)
Bruno Almeida (6)
Elias Achouri (5)
Gustavo Furtado (4)
SUBS UTILIZADOS
Rodrigo Ferreira (5)
Keffel (5)
ANÁLISE TÁTICA – CD FEIRENSE
A turma orientada por Rui Ferreira alinhou no seu habitual 3-5-2, que se transformava no momento de defender para um 5-3-2.
A turma forasteira acabou por procurar muito a vertigem de Kerwin Vargas no ataque, tendo em Fábio Espinho o principal homem para receber entrelinhas e atrair referências da zona defensiva do CD Trofense. A equipa da Feira procurou, invariavelmente, atrair por dentro para depois explorar o jogo exterior, tendo como consequência final (por norma) o cruzamento.
Defensivamente a equipa revelou-se sólida e sempre junta, ao passo que o momento da reação à perda também se identificou como fulcral para coletar a bola.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Bruno Brígido (6)
Diga (5)
Cláudio Silva (4)
Ícaro Silva (6)
Sidney Lima (6)
Zé Ricardo (6)
Latyr Fall (6)
Washington (6)
Samuel Teles (6)
Kerwin Vargas (6)
Fábio Espinho (7)
SUBS UTILIZADOS
Manu Silva (6)
Steven Petkov (8)
João Paulo (5)
Jorge Teixeira (6)
Oche (6)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
CD Trofense
BnR: Boa noite mister, gostaria de lhe perguntar o que é que ganha ao ter um “falso nove”, e que dinâmicas procurou, foi – dentro daquilo que falou – de procurar mais a transição?
Francisco Chaló: “Tem a ver com as características que nós achamos que no nosso modelo de jogo se adequam perfeitamente. E depois tem haver com as características dos nossos jogadores, que nós temos que potenciar. Estamos muito satisfeitos com a nossa mobilidade. E essa mobilidade, se reparar bem a frio, nós criamos muitas situações de ataque rápido, fomos foi menos consistentes na chegada devido ao futebol mais físico do adversário, nomeadamente nos confrontos diretos, e este terreno dava mais vantagens [ao CD Feirense].”
CD Feirense
BnR: Boa noite mister, ao longo do jogo, principalmente na primeira parte, a equipa acabou por explorar muito o jogo exterior e o momento do cruzamento, procurou, com as entradas de Petkov e de Jorge Teixeira, dar outra consequência nesta área do jogo? Ainda que, o golo não tenha surgido desta forma.
Rui Ferreira: “Aquilo que era a nossa estratégia de jogo era dar largura à nossa equipa, para depois conseguir espaço por dentro. Tanto como os homens que nós tínhamos em superioridade pelo meio, essencialmente tentar conquistar esse espaço. Não estávamos a fazer da melhor forma, verificamos que o espaço continuava lá na primeira parte, e tentamos entrar com o Petkov numa posição diferente do que estava habituado, num bloco mais avançado, e o Petkov nesse espaço entre setores para poder pegar na bola e ir para cima, um pouco do que se pedia a Fábio, e o acho que o Petkov entrou muito bem”.
A CRÓNICA: MAIOR SÉRIE SEM VITÓRIAS AGORA FICA NAS MÃOS DO VARZIM APÓS NOVA DERROTA LONGE DE CASA
O duelo entre duas das três piores campanhas da Segunda Liga começou sob forte neblina e chuva, tornando as condições plenas de jogo danificadas. Passes errados, escorregões e visão comprometida atrapalharam o início daquilo que deveria ser um jogo franco entre duas equipas que necessitavam a qualquer custo da vitória.
A situação chegou ao extremo do guarda-redes do Varzim, Ricardo Batista, que consultou o árbitro sobre o posicionamento dos refletores que produzem luz no Estádio José dos Santos Pinto. Estes estavam posicionados de maneira a eliminar a neblina, no entanto, acabavam por atrapalhar a visão de alguns jogadores no relvado.
Com pouco mais de 20 minutos de partida, e após paralisar o jogo por mais de 10 minutos, o árbitro João Casegas retomou o jogo, ainda sob forte neblina, mesmo após fortes reclamações do número 13 do Varzim em direção aos delegados da partida.
Com a região da baliza comprometida pela neblina, os Lobos do Mar defenderam-se como puderam. No entanto, o Covilhã aproveitou-se do fenómeno natural presente no seu estádio. Por volta do minuto 39, os leões da serra mantiveram a bola no ataque e giraram a sua jogada até achar Jean Felipe com espaço pelo lado direito. O melhor assistente da Segunda Liga jogou de perna direita em direção à área totalmente coberta pela névoa. Lá dentro, Ahmed Isaiah encontrou a bola e finalizou com sucesso.
Como se os deuses do futebol interviessem, logo a seguir ao golo do Covilhã, a névoa cessou, por vezes, durante o decorrer da segunda etapa.
Com este prognóstico, o Varzim saiu do intervalo com outro ímpeto e partiu em busca da vitória. Isto ocasionou três oportunidades nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, que exigiram a intervenção do guarda-redes Léo.
No entanto, quem teve a melhor oportunidade para fazer um golo foi a equipa local. Aos 29 minutos da segunda parte, após recuperar a bola no setor ofensivo, Gilberto driblou um marcador e rematou forte, exigindo ótima defesa de Ricardo Batista. Como resposta, a condução do jogo ficou por conta da equipa do Varzim, que melhorou consideravelmente o seu desempenho durante o segundo tempo.
Mesmo com algumas oportunidades criadas, o último suspiro de golo da equipa visitante surgiu dos pés de Cássio, que viu o guarda-redes fora de posição. O seu remate forte foi em direção ao fundo das redes, porém Léo espalmou para cima da baliza. Desta forma, enquanto a chuva não deu trégua, as equipas proporcionaram uma segunda etapa com muito empenho em direção ao ataque, mas somente quem conseguiu tirar vantagem das condições presentes no relvado saiu vencedor.
Assim, a equipa da Covilhã finalmente encerrou a sua sequência de jogos sem vitória. Por outro lado, o Varzim carrega a sua sétima derrota seguida e aumenta a contagem para 11 jogos sem vitória na Segunda Liga.
A FIGURA
Ahmed Isaiah, médio de 25 anos, rescinde contrato com o Gil Vicente e assina por duas épocas pelo SC Covilhã. pic.twitter.com/gHD7gSfven
— Diário de Transferências (@DTransferencias) August 11, 2021
Ahmed Isaiah – O responsável direto pelo retorno das vitórias para o Covilhã, o médio Ahmed Isaiah percebeu o papel proposto por Leonel Pontes e ficou encarregado da ala esquerda de ataque. O nigeriano teve a devida intensidade na hora de pressionar a saída de jogo do Varzim e destacou-se na parte ofensiva com a sua criatividade e bom controle de bola. A sua inteligência foi notada ao finalizar o cruzamento de Jean Felipe no golo da partida. Assim, com bom posicionamento e grande trabalho na parte ofensiva, Isaiah destacou-se.
O FORA DE JOGO
Sporting CP empresta Rodrigo Rego e Bruno Tavares ao Varzim até ao final da temporada. pic.twitter.com/sTnV5XyJLD
Rodrigo Rêgo – A situação do Varzim antes da partida era delicada e a nova formação tática foi a tentativa para sair desse jejum. No entanto, Rego muitas vezes ficou exposto e não soube livrar-se dos seus marcadores. As suscetíveis derrotas no combate defensivo contra Arnold evidenciaram o baixo nível técnico e físico do jogador nesta partida. Desta forma, o defesa sentiu-se com pouca confiança durante todo o jogo, estando abaixo do nível exigido para buscar a vitória.
ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ
Ainda em busca da sua primeira vitória ao comando do Covilhã, Leonel Pontes armou a equipa no mesmo 4-3-3 das últimas jornadas. Contudo, desta vez contaram com a volta da dupla Jorge Vilela e Gilberto, além da constante presença do australiano Ryan Teague para completar o setor de meio do campo.
A principal novidade foi o posicionamento do ataque, com Ahmed posicionado no lado esquerdo, enquanto Arnold se posicionou na ala direita. As substituições, além de renovar o vigor físico, trouxeram um fator mais propenso ao contra-ataque, com a entrada de Devid Silva.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Léo Navacchio (7)
Jean Felipe (7)
Jaime (6)
Héliton (6)
David Santos (5)
Gilberto Silva (6)
Jorge Vilela (4)
Ryan Taegue (4)
Arnold Issoko (5)
Ahmed Isaiah (7)
Jô Batista (6)
SUBS UTILIZADOS
Diogo Almeida (5)
Deivid Silva (5)
Felipe Dini (5)
André Almeida (-)
ANÁLISE TÁTICA – VARZIM SC
No seu segundo jogo à frente do comando do Varzim, o mister Pedro Miguel demonstrou concretamente as primeiras mudanças na formação tática. A novidade foi a escolha do esquema de 3-4-3, com um setor defensivo mais protegido graças à volta do defesa e capitão André Micael.
No segundo bloco, João Reis e Raí Ramos deram a sustentação defensiva, além de apoiar ofensivamente no setor das laterais. No ataque, a grande mudança deu-se através da saída do ponta de lança Heliardo. Assim, Zé Tiago foi utilizado também como um médio avançado, com Tavinho e Murilo que ficaram responsáveis pelas pontas.
Desta forma, o ataque tornou-se mais móvel e veloz para atacar nos contra-ataques. Logo após o golo adversário, a entrada de Assis foi a resposta do Varzim para dar mais intensidade ao setor do meio-campo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo (6)
Rêgo (4)
André Micael (5)
Cássio (5)
João Reis (5)
Nuno Valente (6)
André Leão (6)
Raí Ramos (5)
Murilo (5)
Tavinho (6)
Zé Tiago (7)
SUBS UTILIZADOS
Assis (6)
Cerveira (5)
Pinheiro (5)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SC Covilhã
BnR: “Considera que o principal problema do Covilhã é arranjar a parte defensiva para depois focar na parte ofensiva, mesmo que a equipa não seja uma das que sabem marcar muitos golos?”
Leonel Pontes: “Nós temos que ter capacidade de criar situações de finalização. Isto é um trabalho que demora e precisamos de maior capacidade ofensiva. Precisamos de jogadores que saiam para o ataque, pois os jogadores ainda estão com receio de sair para o ataque. Esse receio que está contido na equipa fez com que os jogadores se preocupassem em manter o 1×0, mais do que em ampliar o resultado. A verdade é que conseguimos, mérito ao trabalho dos jogadores. Mas sim, temos que ganhar maior consistência defensiva por que isto vai dar-nos capacidade e mentalidade para chegar à frente com mais jogadores e com maior qualidade”
Varzim SC
BnR: “Concorda com a decisão do árbitro de seguir com a partida mesmo depois do seu guarda-redes pedir a intervenção e a paralisação por conta do nevoeiro?”
Pedro Miguel: “Se nós estamos numa liga profissional, eu tenho que ver o que se está a passar. Sou sincero, ao nível do banco eu não conseguia ver o que se passava do outro lado. Ao nível do banco, não conseguia ver o movimento dos meus jogadores. Quando digo eu, eu também falo do treinador do Covilhã. Na minha perspetiva não pode haver jogo, ou eu acho que ele não verá. Então temos que ter a lucidez para pausar o jogo. Quando não há condições, as pessoas devem ter bom senso para encerrar ou pausar a partida. Não estou a dizer só por que perdi a partida, se fosse vencedor diria o mesmo. Não está em causa o resultado, eu não consigo alertar os meus jogadores. Eu, no golo, pouco vi. Isto não é futebol.”
Quando Nuno Mendes – ou o “prodígio quiçá diamante em bruto” como lhe chamo – se foi embora, não quis acreditar. Aposto uma quantia monetária significativa que todos os sportinguistas ficaram, no mínimo, apavorados.
E não adianta agora dizerem que afirmaram (são os tais diz-que-afirmaram) “ah e tal, o miúdo foi embora, mas joga outro no lugar dele. A equipa é forte, está unida e tem mais soluções do que pensam”. O engano próprio e voluntário dói, corrói e alimenta esperanças vãs. Sem o lateral-esquerdo, a equipa perdia mais do que ganhava. Trata-se de senso-comum.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
O avião que sobrevoou Paris instalou o menino na cidade da flama. O paquete (a sua existência não se resume a filmes) reuniu as bagagens e encaminhou-o ao local da expectativa, onde constam os respetivos cartazes pois a estrela da companhia petrolífera do Paris Saint-Germain tinha atracado há instantes.
Horas volvidas, aquando do encerramento do aeroporto – o cenário é ficcional e o autor decidiu que o aeroporto não era constituído por uma carga horária relativa a uma bomba de gasolina ou ao McDonalds – o porteiro avistou uma bagagem extraviada na zona de embarque. Lisboa era o único voo sem asas funcionais e a mala ocupou o lugar vago.
Sarabia como “moeda de troca” no negócio entre PSG e Sporting
Pablo Sarabia, extremo emprestado pelo clube parisiense, foi dadivado ao emblema de Alvalade. Diz-se que serviu de moeda de troca pelos danos causados no corredor esquerdo. Neste parágrafo, até pode convir citar o Grupo Novo Rock (GNR) porque “o petróleo não é tudo, JR!” e quem financia é o PSG, até parlapiê em contrário. O paquete cometeu um equívoco, certamente…
O eterno problema da adaptação foi, desde o primeiro momento, o foco dos críticos e dos media nas flashs ou conferências de imprensa. A resposta foi una: o sistema tático perpetrado por Maurício Pochettino dispensava Pablo Sarabia da maioria das ações defensivas, enquanto a estrutura e o enquadramento erigidos por Rúben Amorim obrigam a uma postura mais agressiva quando a equipa está mais recuada. Em Portugal, antes da identificação do não tão notório rendimento, prefere inferir-se ou atribuir a designação “flop” …
Apurando a veracidade dos factos, o internacional espanhol – embora não passasse pelo melhor momento da carreira – contribuía com dinâmicas de ataque inovadoras, assistências quando a equipa mais precisava e com golos na prova milionária. Mesmo sem aquele entrosamento instantâneo que muitos consideraram anormal não possuir, devido a ser um titular da La Roja, por exemplo.
Felizmente, a 28 de novembro de 2021, Pablo Sarabia impingiu que a redondinha beijasse a rede em competições internas, diante do CD Tondela. A Crítica moderou o tom, retirou da órbita algumas alfinetadas e esgrimiu alguns louvores.
Seguiu-se aquela “raquetada” à la Roger Federer defronte do rival eterno, o SL Benfica. Aqui, o leque de peritos visou o aspeto tático e defendeu que a entrada de Pablo Sarabia para o trio de ataque leonino libertava Pote para possíveis rasgos individuais e Paulinho da designação de “referência ofensiva”.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Na semana passada, frente ao Boavista FC, o espanhol inaugurou o marcador, foi eleito MVP, mas confesso que assisti à partida com a televisão em modo mute.
Lições de moral correspondem, quase sempre, a perdas de tempo. E a clichés. Por essa razão, não vão ler nestas linhas uma dissertação acerca de o futebol viver apenas de números, estatística e de títulos, apesar de terem lido a tese porque vos a impingi. Pablo Sarabia, apesar de perder tempo na Taça da Liga e na Taça de Portugal, tem sido um bom rapaz, na opinião de quem não é crítico (eu).
Na volta, o paquete tinha a perfeita consciência do que estava a planear…
Se há uma equipa onde os postes costumam ser as estrelas, são os Orlando Magic. É uma franquia da conferência Este que tem tido muitas dificuldades nos últimos anos – não conhece o sabor dos playoffs há quase três anos – e são a segunda equipa com mais derrotas na atual época.
É uma das poucas equipas da NBA que ainda não conquistou o principal título do campeonato e parece que não vão conhecer essa sensação nas próximas épocas.
Apesar disso, os Magic já participaram em duas finais: em 1995, graças a Shaquille O’Neal, e em 2009, devido a Dwight Howard.
São dois dos melhores postes da história da NBA e ambos já representaram os Magic, no início da carreira, como o número um do Draft. Shaquille O’Neal teve uma média de 27.2 pontos por jogo, 12.5 ressaltos por jogo e 2.8 bloqueios por jogo, nas quatro épocas que representou a franquia.
Já o jogador que foi comparado com o Shaq no início da carreira, Dwight Howard, teve uma média de 18.4 pontos por jogo, 13 ressaltos por jogo e 2.2 bloqueios por jogo. Existe um grande problema entre ambos: Shaquille O’Neal nunca gostou de Dwight Howard, por causa das comparações.
O dia 24 de junho é bem peculiar para o Orlando Magic. Nessa data, no draft de 1992, a franquia selecionou Shaquille O’Neal na primeira escolha geral. 12 anos depois, também em 24 de junho, a franquia também tinha a pick 1 do draft e escolheu Dwight Howard. pic.twitter.com/9V8q9nupqj
O basquetebolista não-poste que teve mais sucesso na franquia foi Tracy McGrady, um dos melhores marcadores de sempre da história da NBA.
Durante as quatro épocas com os Magic, T-Mac teve uma média de 28.1 pontos por jogo, 7 ressaltos por jogo, 5.2 assistências por jogo, a melhor média de eficácia da carreira (48,4%) e só não marcou em um dos 295 encontros que jogou. Um atirador incrível na quadra.
Nas últimas épocas, o melhor líder que a equipa teve foi Nikola Vucevic, o poste de Montenegro. Representou o clube durante oito épocas e meia e teve uma média de 17.6 pontos por jogo, 10.8 assistências por jogo, uma média de eficácia no lançamento de 52% e chegou a ser All-Star.
Março de 2021 foi o mês em que os Magic revolucionaram o seu plantel, fizeram muitas trocas e Vucevic foi uma delas.
Fora o montenegrino, também saíram Aaron Gordon e Evan Fournier. A franquia mostrou o seu posicionamento em relação ao futuro: perder o maior número de jogos possíveis para ter uma melhor posição no Draft, ou seja, tanking.
Terminaram a época em penúltimo na conferência, com o terceiro pior recorde da NBA, mas ficaram com a quinta escolha do Draft, onde escolheram Jalen Suggs.
O novato está a fazer a sua primeira época na NBA e está a mostrar que merece ficar: 12.3 pontos por jogo, 3.6 assistências por jogo, 3.4 ressaltos por jogo e 1.1 roubo de bola por jogo, numa equipa que ocupa os últimos lugares.
Jalen Suggs parando um ataque 2×1 e salvando o Orlando Magic.
Quando uma equipa está nesta situação, é necessário perceber que há um jogador que costuma “carregar” em certos jogos, e esse jogador é Cole Anthony.
O basquetebolista foi escolhido pelos Magic no Draft de 2020, na 15ª posição, e teve uma subida incrível na segunda época: 19.9 pontos por jogo, 6.1 ressaltos por jogo, 5.6 assistências por jogo e 1.1 roubos de bola por jogo.
A situação dos Magic parece que não vai ser a melhor nos próximos anos, mas, se escolherem bem os basquetebolistas nos próximos drafts, pode chegar um título à cidade da Disneylândia. Afinal, nem sempre é mau perder muitos jogos na NBA.
Faz hoje pouco mais de uma semana que terminou o último Grande Prémio da temporada de Fórmula 1, o GP de Abu Dhabi. A derradeira corrida, a hora da verdade, o embate entre dois titãs, que marcou o fim de uma das temporadas mais épicas da modalidade, não deixou ninguém indiferente.
Hamilton e Verstappen partiam os dois com o mesmo número de pontos (algo só visto no ano de 1974) e ambos com a ambição de atingirem um patamar histórico: o britânico procurava o oitavo título mundial, ultrapassando Michael Schumacher; o neerlandês procurava ser o primeiro piloto dos Países Baixos a ser campeão do mundo e um dos novos de sempre a conquistar tal título.
Abu Dhabi foi um turbilhão de emoções, com muita polémica à mistura, que acabou com o coroar de Max Verstappen como novo campeão mundial, contudo o papel de protagonista principal ficou a cargo da direção de corrida e até já há quem ironize a situação comparando a Fórmula 1 ao futebol, uma vez que se falou mais do árbitro do que da corrida. Assim que Max voou sobre a bandeira axadrezada, pondo fim à hegemonia de Lewis Hamilton, as emoções vieram ao de cima, de um lado a alegria e do outro a tristeza.
Mas aqui não estaria a ser eu se não salientasse aquela que foi a atitude de Hamilton de puro desportivismo. Dei por mim boquiaberto a apreciar aquilo que via na televisão, um piloto destroçado depois de sair derrotado de um dos campeonatos mais frenéticos da história, de cabeça erguida a felicitar Max pela vitória. Defendo, piamente, que isto não deveria ser algo que me deixasse espantado, porque deveria ser sempre assim. A verdade é que, por defeito ou qualidade do ser humano, são raros os casos como este.
The absolute class of the field
18 wins between them in 2021, and they battled until the very last lap of the season ⚔️
Apesar de todos estes acontecimentos, creio que Abu Dhabi acabou por se superiorizar a tudo isso, mostrando que este desporto está mais vivo que nunca e que atingiu uma dimensão global. É isso que me apraz, hoje, aqui, constatar. Assisti a algo que nunca tinha visto, de repente milhões de pessoas falavam sobre a Fórmula 1, jornais faziam capas com a Fórmula 1, as redes sociais inundavam-se com mensagens, tweets, posts sobre a Fórmula 1.
Vimos estrelas como Martin Garrix ou Marc Márquez a puxar por Max Verstappen. Assistimos a Justin Bieber intitular Hamilton de GOAT e George Lucas “abençoá-lo” com a mítica frase que marcara a saga Star Wars (“The force be with you”).