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Sai Beto, entra Salin

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Tal como era expectável para este mercado de transferências, o internacional português Beto decidiu dar um novo rumo à sua carreira, com vista sobretudo ao Mundial de seleções que se realiza no próximo ano na Rússia. Sem jogar em Alvalade por “culpa” do melhor guarda-redes português da atualidade, Rui Patrício, a sua chamada à campeã da Europa estava dependente de jogar com regularidade e, por isso, Beto optou por rumar à Turquia para ser opção na baliza do Göztepe.

No futebol, quando há saídas sabemos que irão haver entradas. Por isso mesmo, o Sporting foi ao mercado contratar Salin, conhecido da liga portuguesa por ter representado durante pouco mais de quatro épocas a formação do Marítimo. Apesar de ser um guarda-redes experiente e que conhece bem o campeonato português, há também aspetos onde a sua contratação deixa algumas dúvidas. Acima de tudo, a chegada de Salin acontece para não permitir que Rui Patrício “relaxe” ao longo da época sendo uma aposta para o imediato, algo que não assegura o futuro da baliza verde e branca devido aos seus 33 anos de idade. Por outro lado, Beto é considerado por muitos o segundo melhor guarda-redes português da atualidade e, para além disso, é um sportinguista de alma e coração que tinha importante presença dentro do balneário. A sua saída deixa um vazio que, em muitos aspetos, não é preenchido na totalidade pela chegada de Salin.

Salin fez ontem o seu primeiro treino enquanto jogador do Sporting Clube de Portugal Fonte: Sporting CP
Salin fez ontem o seu primeiro treino enquanto jogador do Sporting Clube de Portugal
Fonte: Sporting CP

A titularidade é de Rui Patrício, sem sombra de dúvidas, a menos, claro, que aconteça algo inesperado como uma transferência (pouco provável, parece-me) ou uma lesão. Só nesse caso é que Salin seria chamado a jogar com regularidade em competições de maior importância como o campeonato ou a Liga dos Campeões, caso o Sporting consiga o acesso à fase de grupos. Nesse campo, é seguro dizer que a contratação de Salin é uma segunda linha para ser usada na Taça da Liga e, talvez, na Taça de Portugal e que, se não houver azares de maior, o francês consegue perfeitamente dar conta do recado. No entanto, nesta fase, é importante ganhar rotinas, conhecer a forma de jogar da equipa e perceber qual o papel do guarda-redes na estratégia do treinador. Nesse aspeto, Salin já chegou tarde porque perdeu todos os jogos de preparação da equipa, algo que lhe poderia ter dado todo esse conhecimento dentro do terreno de jogo com tempo para errar e melhorar.

A contratação de Salin vem também levantar uma velha questão relacionada com a formação. Com Azbe Jug a mostrar mais uma vez durante a pré-época que não tem estofo para estar na equipa principal do Sporting, não seria mais vantajoso dar a oportunidade a Pedro Silva ou Vladimir Stojkovic de jogarem nas competições teoricamente de menor importância, para ganharem ritmo competitivo e minutos na equipa principal ao mesmo tempo que isso nos permitia construir e moldar o substituto de futuro de Rui Patrício? Já sabemos que, para Jorge Jesus, a idade conta mais do que a qualidade mas às vezes é bom relembrar que Rui Patrício se estreou na equipa principal do Sporting com 18 anos e não mais largou a titularidade até se tornar no símbolo que é hoje, tanto a nível do clube que representa como da seleção onde joga. Se calhar, era importante refletir que apostar nos jovens nem sempre é mau…

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Vai mesmo apostar em João Sousa?

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Cabeçalho modalidadesJoão Sousa é reconhecido por todos há alguns anos como o mais bem cotado tenista português de sempre. Este ano, porém, tem vindo a encarar bastantes dificuldades dentro dos courts e os resultados (bem como, consequentemente, a sua classificação no ranking ATP) têm vindo a ser consistentemente piores do que aqueles a que o vimaranense de 28 anos nos habituou.

João Sousa até entrou com o pé direito nesta época de 2017 – enquanto 43º classificando no ranking, chegou à Final do ATP250 em Auckland, sem ceder um único set até ser batido no 3º set por Jack Sock. Nos seguintes meses, João conseguiu ainda subir até que, em maio, estava na 35ª posição. Pela mesma altura, no ano passado, João alcançava a mais alta classificação nesta hierarquia de sempre dele e simultaneamente de qualquer tenista português, o 28º posto. Em maio, porém, João não conseguiu aguentar o nível daquele que é porventura o trimestre mais difícil do circuito (disputam-se 5 torneios da categoria Masters 1000, e dois torneios do Grand Slam – Roland Garros e Wimbledon).

As piores indicações por parte do vimaranense surgiram mesmo em casa quando disputou o Estoril Open e, tendo um quadro relativamente acessível e propício a que alcançasse uma das últimas rondas do torneio, desiludiu novamente sendo eliminado na 1ª ronda frente a Bjorn Fratangelo (133º classificado no ranking ATP). Desde então, João Sousa contou apenas com 4 vitórias em 10 torneios realizados. Dentro deste trimestre “negro”, o português sofreu algumas derrotas que serão sempre pouco compreensíveis tendo em conta o nível e qualidade do tenista. Entre estas contam-se derrotas na 1ª ronda dos torneios categoria ATP250 de Genebra (frente a Rogério Dutra da Silva, 78º), Antália (frente a Radu Albot, 116º), Umag (frente a Aljaz Bedene, 48º) e mais recentemente em Gstaad (frente ao 170º classificado Yannick Hanfmann). Importa ainda acrescentar que destes 4 torneios, apenas Antália não foi disputado sob terra batida – supostamente a superfície onde João Sousa se sente mais cómodo.

Fonte: Facebook Oficial de João Sousa
Fonte: Facebook Oficial de João Sousa

Digo supostamente pois é lógico ter este pensamento, uma vez que o vimaranense fez as malas aos 15 anos para se mudar para Barcelona, onde desde então vive e treina na Academia de Francis Roig, o segundo treinador de Rafael Nadal. Para além disso, é o próprio João que diz que essa é a sua superfície de jogo favorita. Assim, bem como qualquer jogador formado em solo espanhol, João deveria (assumindo um pensamento meramente lógico) tratar “por tu” a superfície do pó de tijolo e assentar o seu jogo em longas trocas de bola, pancadas de fundo do court consistentes e um físico pronto para longas maratonas dentro do court.

Os videojogos enquanto desporto

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Cabeçalho modalidadesÉ um contrassenso. Quando se pensa em videojogos, imaginamos um sedentário nerd, de janelas semicerradas agarrado a um computador ou consola durante largas horas a fio, desperdiçando a sua vida. O preconceito é quase omnipresente e, contrariamente aos outros produtos de cultura, é quase exclusivamente pejorativo. Não me ocorre alguém ser criticado por adorar livros, por ouvir muita música ou por ser um fã incondicional de cinema. Professor que sou, nunca vi uma mãe preocupada com o insucesso escolar do seu rebento por força das suas constantes idas a concertos ou pelo devorar de clássicos de literatura até às 2 da manhã. Mas os videojogos… isso são “coisas de crianças”; são brincadeiras; são desperdícios de tempo. Não se aprende nada.

Há um sem-número de argumentos que vão sendo usados para denegrir esta forma de entretenimento em particular. Daí que o facto de um videojogo se tornar um desporto deixe alguns boquiabertos… daí o facto de, quando se fala de números nos desportos tradicionais e se refere que há eventos de eSports cujo prémio é maior do que o de um Masters de Golf, das finais de NBA ou do famoso Super Bowl, essa incredulidade venha acompanhada de ruídos de incompreensão.

Fonte: Dota Blast
NBA Finals – 24 milhões de espectadores na AB, aproximadamente 7 milhões de dólares de prémio
Fonte: Dotablast.com

Um dos passos importantes foi dado há relativamente pouco tempo, com intenções de articular campeonatos de desportos electrónicos com os Jogos Olímpicos. Há, claro, um conjunto de regras específicas para os desportos electrónicos que não encontram particular reflexo nos desportos convencionais. Estes primam por uma estabilidade em termos de regras e alterações.

Os campeões de pré-época do costume

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De La Fontaine a Shakespeare, o Mundo encheu-nos de histórias que criam sonhadores e destacam os mais audazes. No campeonato futebol de português, a história não é diferente. Se Shakespeare me faz lembrar dos contos mais esperançosos e mais belos que terminam em tragédia, La Fontaine lembra-me as suas fábulas e todas aquelas vezes que, quem ri por último ri melhor, que devagar se vai ao longe e que cada passagem nas nossas vidas deve servir de aprendizagem.

Mais uma vez, no campeonato português, a cantiga é a mesma. E porquê? Se as lendas fazem parte do seu historial, muitos adeptos insistem nos mitos, nas suposições e nas vitórias morais quando, na maioria das vezes, “casa de ferreiro, espeto de pau”.

Antes de mais, eu não condeno a imaginação fértil e crença dos adeptos dos clubes rivais e porquê? Cresci a ver o Benfica rodeado de incompetentes, de campeonatos ganhos no Verão ou (com sorte) no Natal. Cresci a ver dirigentes cujas aparições públicas eram apenas para desculpar os seus fracassos e para se refugiarem em arbitragens. Logo, eu percebo a revolta e entendo que a verdade seja dura e que tentem fazer de tudo para terminar a hegemonia do Benfica na história recente do futebol português, antes sequer da temporada começar.

Nos últimos anos, quantas vezes se ouvem os mitos de um Futebol Clube do Porto com alma e como o suposto melhor futebol praticado em solo lusitano mas que, quando se lembram que não têm banco, já é tarde de mais? Todas as épocas. Admiro a atitude que o Sérgio Conceição tem tido. Sem falar que é um claro upgrade em relação ao Nuno Espírito do Santo, a sua persistência, insatisfação e nível de competitividade e intensidade exigidos a meio de Julho, faz-me lembrar a chegada de Jesus ao Benfica onde, chegava a Fevereiro, sem pernas para o resto da temporada. Mais do mesmo portanto.

Nos últimos anos quantas vezes ouvimos os mitos de um Sporting líder do mercado, de um Sporting com um plantel claramente superior aos rivais e campeão já em Agosto? Todas as épocas. Como as fábulas de La Fontaine deveriam ter ensinado Bruno de Carvalho, Nuno Saraiva e Jorge fala-se depois do sucesso alcançado. Mas não é que a cantiga continua a mesma? Mais uma vez vemos um Jorge Jesus a investir Mundos e fundos num ataque e uma defesa cheia de invenções e dúvidas para a próxima época.

Carta Aberta a Beto

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Caro Beto,

Foi com tristeza que vi as notícias que deram conta da tua saída para os turcos do Göztepe. És um sportinguista ferrenho, daqueles que, como eu, canta O Mundo Sabe Que a plenos pulmões no início de cada partida em Alvalade.

Deste conta do recado quando o Rui Patrício esteve indisponível e com certeza que foste um dos melhores colegas com quem ele trabalhou na baliza leonina. Até porque quem tem de trabalhar com Azbe Jug deve agradecer todos os dias por ter um colega como tu ao lado. Um guarda redes extremamente ágil e corajoso, com uma elasticidade e reflexos bastante assinaláveis. O teu currículo fala por ti. Já ganhaste várias Ligas Europa, uma delas contra o nosso arquirrival. Os Sportinguistas que dizem não ter gostado nada das tuas defesas naquela noite não falam verdade, certamente.

Beto terá sempre portas abertas para um eventual regresso ao templo de Alvalade Fonte: Facebook de Beto Pimparel
Beto terá sempre portas abertas para um eventual regresso ao templo de Alvalade
Fonte: Facebook de Beto Pimparel

Para o teu lugar, foi contratado o Romain Salin. Penso que ficamos claramente a perder na comparação direta entre um e outro. Contudo, só tenho a desejar-te felicidades nesta tua nova etapa. Porque és sportinguista dos sete costados e porque espero, convictamente, que venhas a ser convocado para o Mundial’2018. Isso seria bom sinal por dois motivos: em primeiro lugar, porque seria sinal de que Portugal assegura a passagem à fase final da maior competição de seleções do mundo; em segundo lugar, porque seria sinal que o Rui Patrício teria um fiel companheiro a seu lado.

Tu, Beto, és um jogador de que muitos treinadores têm de gostar. Sentes a tua camisola como ninguém, tens uma garra contagiante, muita qualidade naquilo que são as tuas tarefas específicas dentro de campo e és um bom companheiro. Apesar de todos os jogadores  ficarem insatisfeitos por não jogarem, e tu não és exceção, nunca te ouvi nenhuma declaração a fazer “birra” ou a criar problemas por ser suplente.

Quem vem para a baliza do Sporting atualmente sabe que tem uma missão impossível, que é tirar a titularidade a um profissional insaciável como é o Rui Patrício. Tu foste aquele que esteve mais perto de questionar esse lugar de um dos melhores guarda redes do Mundo. E isso é claramente algo a assinalar.

Espero que sejas muito feliz na Turquia e atinjas todos os objetivos a que te propões, incluindo estar no Mundial’2018. Com a certeza que as portas do Sporting Clube de Portugal estarão sempre abertas para te receber.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

O término da odisseia

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Chega ao fim este conto, em modo novela, sobre transferências, interesses e boatos que a imprensa foi divulgando até hoje. Foram mais de trinta jogadores associados ao universo leonino e dez as contratações, a contar com Romain Salin, que vieram alegrar e convencer os adeptos leoninos.

Desta fornada, podemos admitir que, em comparação com a época transacta, estes reforços dão mais garantias. Mas, o mercado ainda não encerrou e até ao fecho, certamente, haverá mais movimentações. É tão necessária a colocação dos dispensados como o Bruno César aviar uma picanha todas as noites. Tão preto no branco que o Sporting precisa reforçar o sector defensivo como despachar o Douglas à primeira proposta.

Para completar este plantel serão precisos dois defesas, um lateral e um central. André Pinto está lesionado e poderá estar ausente durante um largo período. Ao que parece, os ares de Lisboa são tão fortes que tiraram força ao ex-Bracarense. Piccini é o único lateral direito após André Geraldes ter hibernado. De Inglaterra é esperado um reforço para colmatar um destes buracos. Durante a semana, o Sporting irá receber um novo jogador e se for brasileiro, já sabemos com quem vai dividir a picanha.

A abertura, electrizante, desta época, começa este Domingo em Vila das Aves. O Sporting defronta o Desportivo das Aves e o cérebro tem tantas peças que pode utilizar, que vai pedir uma extensão do tabuleiro para poder utilizar todos os seus trunfos. Se for pela experiência, irá utilizar os pesos pesados do plantel. Se optar pela intensidade e momento de forma, irá utilizar um onze próximo daquele que bateu o Mónaco e os amici da Fiorentina. A equipa inicial não deverá ser muito diferente da seguinte: Rui Patrício será o guardião do templo; a defesa será composta por Fábio Coentrão, Piccini, Coates e se Mathieu não recuperar e Jorge
Jesus não quiser arriscar, jogará com William Carvalho. Meio campo está reservado a Battaglia e Bruno Fernandes; Acuña, Gelson Martins e Podence serão os turbos no apoio ao artilheiro Bas Dost.

Plantel do Sporting, neste início de agosto
Plantel do Sporting, neste início de agosto

Jogue quem jogar, todos os adeptos só quererão um resultado: GANHAR! Na imagem em cima temos aquele que é o plantel actual. A vermelho temos, ainda, alguns jogadores que poderão deixar a equipa verde e branca e, também, a forte hipótese de Adrien poder ser transferido.

Foto de Capa: www.amorsporting.com

Silver falou e Seattle voltou a sonhar

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Quando comecei a estar atento à NBA, há uns bons anos, os Seattle SuperSonics eram uma das equipas a ver. Mesmo longe do seu auge, as cores vibrantes dos equipamentos refletiam-se na força e paixão dos adeptos. Seattle era uma cidade cinzenta onde a chuva governa. Mas dentro do pavilhão, tudo era mais colorido. A equipa da casa jogava melhor ali, os forasteiros pior. Até que alguém decidiu pegar nos Sonics e transformá-los nos Thunder de OKC. Quase dez anos depois, Adam Silver afirmou pela primeira vez que a expansão da NBA é possível e que Seattle será sempre uma das favoritas a receber uma equipa da NBA. Algo que os adeptos dos Sonics têm sonhado desde 2008 e que faz todo o sentido para quem gosta da NBA.

Em 2006, o então dono dos Sonics, Howard Schultz decidiu vender a equipa a um grupo de investidores de Oklahoma City liderados por Clay Bennett, que lhe garantiu que não mudaria a equipa de cidade. Porém, depois de não verem garantidos fundos necessários por parte da cidade de Seattle para a construção de um novo pavilhão, Bennett acordou com a NBA a mudança dos Sonics para Oklahoma. A cidade de Seattle ainda levou o caso a tribunal por haver um contrato de arrendamento do pavilhão em Seattle por parte dos SuperSonics até 2010, o que manteria a equipa na cidade até aí. Mas antes da decisão judicial, a cidade de Seattle e Bennett chegaram a um acordo: Bennett levava o franchise para OKC, mas teria de pagar 45 milhões de dólares à cidade, não usar o nome SuperSonics para a equipa e manter a história dos Sonics.

Payton e Kemp, duas lendas dos Sonics Fonte: NBA
Payton e Kemp, duas lendas dos Sonics
Fonte: NBA

O povo de Seattle ficou destroçado. Foram 41 anos de história, de uma das equipas mais marcantes para qualquer adepto de basquetebol. Um dos pavilhões mais ruidosos da NBA, onde brilharam os campeões Gus Williams, Jack Sikma e Dennis Johnson. A equipa de 95-96 onde pontificavam Gary Payton, Shawn Kemp e Detlef Schrempf, só derrotada pelos poderosos Bulls de Michael Jordan. Os Sonics de Lenny Wilkens, Spencer Haywood ou mais recentemente de Ray Allen e Rashard Lewis e ainda do rookie Kevin Durant. Tudo deitado ao lixo por mau planeamento da cidade, má gestão dos donos do clube e um último dono com segundas intenções.

Mas há luz ao fundo do túnel. Adam Silver tem rejeitado o aumento do número de equipas na NBA. Até que parou de o fazer na semana passada. Numa entrevista ao The Players’ Tribune, o comissário da NBA admitiu que há uma boa possibilidade de isso acontecer no futuro próximo (provavelmente de 30 para 32 equipas), com Seattle na pole-position para (voltar a) receber uma equipa. A história do franchise ficaria, no papel, em OKC. Mas depois da tentativa furada de mover os Kings de Sacramento e sem grandes razões para acreditar na possibilidade de mover uma das equipas existentes para Seattle, esta será sempre a melhor opção e a que mais esperança traz a uma das cidades mais apaixonadas por basquetebol nos Estados Unidos. Os adeptos merecem e a NBA será sempre melhor com os Sonics presentes.

Foto de Capa: NBA

O novo finlandês voador

Cabeçalho modalidadesO título deste artigo refere-se a Esapekka Lappi, vencedor do Rali da Finlândia, mas poderia aplicar-se também a Teemu Suninen, que também fez uma prova quase perfeita, mas já vamos lá. Esta foi uma vitória mais que justa, mas que acho que ninguém esperava. No meu artigo anterior do WRC, na parte de antevisão já tinha dito que os Toyota iam estar muito fortes, mas não esperava um domínio tão avassalador em que a meio do segundo dia de prova tinham os seus três carros nos três primeiros lugares.

Lappi é um justo vencedor, mas teve sorte, é um facto que o próprio assume. Jari-Matti Latvala estava a ser mais forte no segundo dia e a começar a cavar um fosso para o seu colega de equipa, 8,5s pode não parecer muito, mas ao nível a que estava a prova era quase um mundo. Se fosse até ao ano passado já saberíamos porque Latvala não venceu, mas não desta vez – diga-se que está muito melhor neste aspeto – não se despistou. O piloto teve um problema elétrico no seu Yaris WRC que o levou ao abandono, injusto, diga-se. Mas voltemos ao vencedor; Lappi confirmou-se como o mais recente finlandês voador ao vencer o rali, com uma prestação excelente, no que é apenas o seu quarto rali com um WRC. No entanto, Lappi é um piloto muito experiente, apesar da idade (26), tendo já no seu palmarés um título europeu e outro do WRC2. Estamos, provavelmente, perante um futuro vencedor do WRC.

Para fechar o rali quase perfeito só faltou Juho Hanninen terminar em segundo, mas o último troço foi madrasto e, por apenas 0,3s, Hanninen terminou em terceiro. Este é um dos pilotos que mais gosto, mas tem de mostrar mais serviço se se quiser manter na Toyota para o ano.

No segundo lugar ficou Elfyn Evans. O britânico da M-Sport foi o único, a par do seu colega de equipa Ott Tanak, a conseguir dar luta aos finlandeses, que chegaram a ter os quatro primeiros lugares do rali. Evans igualou o seu melhor resultado no WRC, foi a terceira vez que terminou em segundo, sendo a segunda vez este ano, e deverá um dos próximos pilotos a ter uma vitória no WRC no palmarés, apesar de não acreditar que aconteça este ano, mas também não acreditava na vitória de Lappi…

Suninen é já uma certeza para o futuro Fonte: Rali da Finlândia
Suninen é já uma certeza para o futuro
Fonte: Rali da Finlândia

Mas a grande estrela dentro dos M-Sport foi Suninen. O jovem de 23 anos fez apenas o seu segundo rali com um WRC. Na estreia foi sexto, na Finlândia foi quarto, mas andou muito bem até cometer um erro quando estava a tentar apanhar Lappi na liderança. Um erro de falta de experiência, mas ficou provado que temos piloto para o futuro. No próximo rali, na Alemanha, Suninen volta ao Fiesta R5, mas não deverá continuar por muito tempo neste carro.

Sebastien Ogier cometeu um erro logo no quarto troço e desistiu, num duro revês para o francês, que lhe fez perder a liderança do campeonato, apesar de estar em igualdade pontual com Thierry Neuville. Ott Tanak foi muito rápido, mas um erro que o levou a furar fê-lo ficar fora das contas, igualmente no quarto troço. O tempo perdido não deu para mais do que terminar em sétimo, um mau resultado para o que andou.

A Citroën continua o seu caminho conturbado, em que Craig Breen parece ser o único a conseguir ter um ritmo certo e aceitável. O irlandês foi quinto pela quinta vez esta temporada, não tendo ainda conseguido quebrar esta marca. Kris Meeke, que deveria ser o ponta de lança da equipa, foi apenas oitavo e raramente se encontrou em mais um rali para esquecer, o que tem sido uma regra este ano. Uma profunda desilusão a temporada da equipa francesa, acho que ninguém apostaria isto no início da temporada.

 

Meeke está a ter uma temporada para esquecer Fonte: Rali da Finlândia
Meeke e a Citroën estão a ter uma temporada para esquecer
Fonte: Rali da Finlândia

Por fim temos a Hyundai, que teve o seu rali mais complicado da temporada. Neuville nunca conseguiu aproveitar a desistência de Ogier e foi apenas sexto, conseguindo, no entanto, ser o terceiro mais rápido na Power Stage, fazendo assim os 11 pontos que tinha de desvantagem para o francês. Os 160 pontos de ambos são desempatados pelo número de vitórias de cada, o belga tem três contra duas de Ogier. Dani Sordo nunca se conseguiu encontrar em prova, terminando em nono, mas tendo sido consistentemente o mais lento entre os pilotos regulares dos novos WRC. Já Hayden Paddon foi forçado a desistir precisamente na mesma especial de Ogier, a quarta.

Lappi foi então um mais que justo vencedor em casa, mas na próxima prova já não deverá ser assim. Já a meio de agosto teremos o Rali da Alemanha, prova de asfalto, o que muda tudo, ou quase tudo. Este será apenas o segundo – e último! – rali totalmente em asfalto e a minha aposta vai para a repetição do pódio da outra prova de asfalto, na Córsega, no entanto em minha defesa só me apercebi desta repetição depois de fazer o pódio. Assim sendo, a minha aposta vai para a vitória de Neuville, seguido de perto de Ogier, com Sordo a fechar o pódio, mas já algo afastado dos dois candidatos ao título.

Foto de Capa: Esapekka Lappi

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Upgrade Pizzi

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No Verão de 2013, o Benfica gastou seis milhões de euros por metade do passe de um jogador do Atlético de Madrid chamado Luís Miguel Fernandes, mais conhecido no mundo do futebol por Pizzi. Apesar do preço elevado, este não foi aposta imediata no plantel, sendo emprestado ao Espanhol de Barcelona em 2013/2014.

Regressado na época seguinte à equipa encarnada, Jorge Jesus viu nele o substituto ideal para Enzo Pérez, que seria vendido ao Valencia em Janeiro. Pizzi já na altura se destacava como um jogador que tornava o difícil fácil, um jogador criativo, de grande imprevisibilidade e que definia bem os lances. Com isso, Jorge Jesus entendeu que ele seria uma boa opção para a posição de 8, visto que, como JJ gosta de dizer, é um jogador que percebe os momentos do jogo.

O transmontano assumiu o lugar no miolo na segunda metade da época e o Benfica acabaria a época com o bicampeonato e mais uma Taça da Liga. Porém, o seu desempenho na posição foi algo irregular. Se nos jogos em casa realizava grandes exibições pautando o ritmo da equipa, nos jogos fora, contra equipas que colocavam mais homens no seu meio-campo, Pizzi tinha mais dificuldades em impor o seu jogo e a equipa ressentia-se disso.

Na época seguinte, já com Rui Vitória ao leme, após algumas más exibições no miolo e o aparecimento de Renato Sanches, Pizzi seria desviado para a ala direita. Como interior-direito, Pizzi tornar-se-ia num dos jogadores mais importantes na manobra da equipa, funcionando como terceiro médio em situação defensiva. Nestas funções, Pizzi evoluiu no aspecto táctico, aprendendo a posicionar-se dentro do terreno de jogo.

Pizzi representou a equipa das quinas na Taça das Confederações Fonte: SL Benfica
Pizzi representou a equipa das quinas na Taça das Confederações
Fonte: SL Benfica

Na minha opinião, a posição de box-to-box é a posição mais importante e a mais difícil de desempenhar, principalmente num 4-4-2. E na época passada, quando Pizzi rendeu o lesionado André Horta a oito, já se viam algumas melhorias na posição, mas ainda não estava no ponto.

Nova face no Dragão

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No dia de ontem decorreu a apresentação oficial da equipa principal de futebol do FC Porto à sua massa adepta. Com esperança e expectativas renovadas os sócios e simpatizantes do clube acorreram em massa e provocaram a primeira enchente do ano desportivo no Estádio do Dragão. As feridas parecem saradas e as pazes parecem feitas. Alguns proscritos foram aplaudidos e o treinador, Sérgio Conceição, foi a estrela de uma tarde/noite bastante agradável.

Este novo Dragão entusiasma. Mantém o 4x4x2 e a base da época passada (apenas Ricardo e Aboubakar não estavam na temporada que passou e ganharam bilhete de primeira classe para o onze inicial) mas as ideias e princípios de jogo são totalmente opostas. De um Dragão que dava primazia à organização defensiva e que raramente era apanhado ou apanhava os adversários em contrapé, vemos agora uma equipa com mais chegada à área adversária e que recupera a bola em zonas mais adiantadas.

Sérgio Conceição está, ainda, em estado de graça e por isso é cedo para retirar as devidas conclusões acerca da sua comunicação para o exterior. No entanto, aproveitemos enquanto ainda se fala mais de futebol do que dos árbitros.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Dizia o timoneiro azul e branco, ontem e após uma contundente vitória sobre os galegos do Deportivo da Corunha, que a base da equipa em termos de intérpretes transitava da equipa orientada por Nuno Espírito Santo, mas que as ideias e o que é pedido aos mesmos, como já referido há um par de parágrafos, é substancialmente diferente.

A pressão alta parece palavra de ordem. Para isso muito contribuem Soares e Aboubakar que são exímios a massacrar as defesas tanto com como sem bola. Esta dupla, salvo um qualquer tipo de infortúnio, parece estar cimentada e desempenhará um papel decisivo no sucesso e insucesso do FC Porto. Assim que mantenham e aliem frescura física para pressionar e a habilidade para marcar golos durante o desenrolar de uma longa época e o FC Porto estará mais perto de se tornar campeão nacional. No jogo de ontem foi possível ver ambos a pressionar bem alto os defesas e o guarda-redes adversários bem como a defender na bandeirola de canto junto à área de Iker Casillas. Parece-me sintomático.