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A glória do triplo salto verde e branco

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Antes de partirem para os Mundiais de Atletismo que decorrem este ano em Londres, os atletas portugueses deslocaram-se a Vagos para disputar a última fase do campeonato. Mais uma vez, Patrícia Mamona e Nélson Évora foram os atletas em destaque depois de já terem brilhado no campeonato da Europa ao trazerem para ‘casa’ as medalhas de prata e ouro, respectivamente. Numa prova onde o vento foi o pior inimigo, os atletas do Sporting voltaram a mostrar que estão numa forma incrível e, que a continuarem assim, é bem provável que se crie uma hegemonia sportinguista nas próximas temporadas, no que ao triplo salto diz respeito.

Nélson Évora trocou o Benfica pelo Sporting quando muita gente já o dava como ‘acabado’ para a modalidade depois das várias lesões que o vinham a atormentar de há uns anos para cá. A verdade é que o português continua a dar cartas no desporto que o tornou um ídolo nacional e, desta vez, Nélson Évora saltou 16,78 metros, marca que foi suficiente para arrecadar o título de campeão nacional de triplo salto. Este título vem coroar uma série de boas prestações do português que, tal como referido anteriormente, também arrecadou o título de campeão europeu em Março passado. Para além de Nélson Évora, também Marcos Caldeira teve uma prova interessante em Vagos, ao conquistar o terceiro lugar do pódio com a marca de 15,71 metros.

Em Março, Patrícia Mamona já tinha conquistado o título de vice-campeã europeia de triplo salto Fonte: Facebook oficial de Patrícia Mamona
Em Março, Patrícia Mamona já tinha conquistado o título de vice-campeã europeia de triplo salto
Fonte: Facebook oficial de Patrícia Mamona

No que ao troféu feminino diz respeito, Patrícia Mamona não esteve com cerimónias e conquistou o seu décimo título nacional consecutivo. Se alguém ainda tinha dúvidas em relação à grande forma da portuguesa, todas elas foram dissipadas, ainda para mais sendo ela a vice-campeã europeia de triplo salto em pista coberta. A verdade é que, cada vez mais, a hegemonia criada por Patrícia Mamona nas competições nacionais tem vindo a ser cimentada ao aliar a grande qualidade que possui a uma grande capacidade de trabalho, algo que lhe tem permitido ganhar títulos com regularidade e competir ‘olhos nos olhos’ com as suas maiores rivais europeias. A atleta de 28 anos arrecadou o título com um salto de 14,40 metros, oito centímetros a mais daquilo que tinha saltado em Março em Belgrado e que, na altura, tinha sido a sua melhor marca pessoal do ano.

Neste momento, o Sporting tem os dois melhores atletas portugueses de triplo salto, tanto no feminino como no masculino, algo que é sinónimo de títulos e boas prestações nacionais e europeias. Nélson Évora é uma contratação recente ao invés de Patrícia Mamona, atleta que tem muitos anos de casa. Para o Sporting e em particular para o atletismo enquanto modalidade verde e branca de referência, é muito importante que sejamos capazes de manter ambos os atletas por muitos mais anos, dando-lhes as condições necessárias para que continuem a vencer e a elevar o nome do clube o mais alto possível.

Foto de Capa: Facebook oficial de Patrícia Mamona

Futsal: Sporting na final do Play-Off

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No passado sábado, o Sporting Clube de Portugal recebeu o Modicus, no pavilhão dos Leões de Porto Salvo, vencendo por 5-2. Depois de ter vencido em Sandim o primeiro jogo também por 5-2, os leões garantiram a presença na final do play-off da Liga Sport Zone.

O Modicus, acabou por ser uma surpresa deste campeonato. Eliminou o Belenenses com recurso a terceiro jogo e, nesta meia-final, deixou uma boa réplica diante um favorito Sporting. Frente ao Modicus, o Sporting fez uma excelente exibição, tendo sido superior nos dois jogos. Neste segundo jogo, os leões criaram muitas dificuldades ao Modicus, sobretudo, devido à pressão alta dos pupilos de Nuno Dias.
Na final, o Sporting irá ter pela frente o SC Braga, que eliminou o Benfica com recurso a dois jogos na meia-final. O histórico entre Braga e Sporting é favorável aos leões, no entanto os bracarenses já provaram a sua qualidade esta temporada.
A equipa de juvenis do Sporting, que foi campeã nacional com 100% de vitórias Fonte: Sporting Clube de Portugal - Futsal
A equipa de juvenis do Sporting, que foi campeã nacional com 100% de vitórias
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futsal
Em condições normais, o Sporting irá sagrar-se bicampeão nacional de futsal, nesta final à melhor de cinco. Os leões têm hoje um dos melhores planteis de sempre do futsal leonino.
No mesmo dia, os juvenis do Sporting derrotaram o Benfica, curiosamente também por 5-2 e conquistaram o “penta”. Uma época fantástica para os atletas de Tiago Varanda, com 32 vitórias em 32 jogos. Este foi o 16º título dos leões neste escalão, o 106º troféu para o futsal leonino. Também no futsal, o Sporting forma a ganhar.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal – Futsal

O início da revolução

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A transformação do plantel para a próxima temporada começou a ganhar os primeiros contornos. Ruben Semedo foi vendido ao Espanhóis do Villarreal e Sacko ao Leeds United. Era mais que previsível a saída do internacional sub-21, a venda dos dois jogadores permitiu encaixe financeiro de 16 milhões de euros a juntar aos 35 milhões positivos que a SAD leonina apresentou nas contas referentes aos três primeiros trimestres. Balanço agradável para a primeira de Julho onde não houve nenhuma entrada a registar.

Matheus Dória é o jogador pretendido para ocupar a saída de Ruben Semedo. O passe do internacional brasileiro está avaliado em 2,5 milhões de euros mas o Marselha não estará disposto a perder os 8,5 milhões que gastou em Dória. O defesa de 22 anos tem enorme potencial e uma enorme margem de progressão que Jorge Jesus poderia muito bem trabalhar. Mathieu é outro nome lançado como alvo do Sporting. Tendo em conta as suas características, principalmente técnicas, diríamos que será difícil de agradar o treinador leonino.

O próximo jogador a abandonar será Marvin Zeegelaar, o holandês tem mercado em Inglaterra e tudo indica que será o seu destino. A contratação de Fábio Coentrão estará pendente com a confirmação desta transferência e do negócio de Battaglia que inclui as saídas de Jefferson e Ricardo Esgaio para Braga. Schelotto está referenciado pelo Nice, mas os Franceses estarão a tentar baixar o preço do defesa leonino.

Marvin Zeegelaar poderá estar prestes a sair de Alvalade Fonte: Sporting CP
Marvin Zeegelaar poderá estar prestes a sair de Alvalade
Fonte: Sporting CP

Cada vez mais próximos da saída estão William Carvalho e Adrien Silva. A iminência da saída dos jogadores levou o Sporting a sondar Bradaric. O internacional croata tem tido bastantes clubes interessados e o preço do jogador duplicou nos últimos dias, complicando ainda mais o interesse leonino.

O Lobo da Cosme Damião

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Leonardo di Caprio no seu melhor papel até hoje, Scorcese genial como só ele sabe ser, e uma narrativa única: tudo reunido num filme que se tornou de culto e que, até ontem, fazia questão de ver uma vez por ano.

Pedro Guerra, muito provavelmente de forma inocente, acabou de estragar um dos melhores filmes dos últimos anos, no qual a personagem principal é mais corrupta do que qualquer apito dourado mas de que o espetador acaba sempre por gostar; um anti-herói de alto gabarito.

Jordan Belfort é esquivo, é inteligente, sabe como ganhar dinheiro, e gosta de droga, algo que num país como Portugal seriam capacidades ideais para governar um clube de grande dimensão. Contudo, como Wall Street não é, de todo, a Avenida Cosme Damião ou a Eusébio da Silva Ferreira, acabou por ser preso, julgado, e perdeu uma fortuna de milhões.

Mas que raio tem o cu que ver com as calças (perguntam os leitores)? E por que raio o Pedro Guerra te estragou o filme, ó seu lagarto?

Pois bem, é apenas por esta parte:

 

Pedro Guerra, ou Chester Ming num universo paralelo, fez-me lembrar os Strattonites. Todos sabiam o que fizeram, o deboche que era a empresa deles; as farras, a corrupção e a “vergonha” (c’mon, todos os homens gostavam de certas coisas, right?) que para ali havia, e ainda assim, quando confrontados com a questão, nenhum deles se lembrava.

É estranho que o “senhor” Guerra, apesar de todo o “volume” de informação que aparenta ter, sofra de Alzheimer seletivo, que o leve a lembrar-se de onde conheceu a pessoa X, a conversa que tiveram e em que momento, mas que se esqueça de um e-mail que poderia ser tão nocivo para a instituição sediada à beira da Avenida Cosme Damião.

Estranhamente, ou não, todo o isolamento promovido pela estrutura do clube encarnado a Pedro Guerra leva a querer que, por um lado, é uma situação bastante delicada e que, por outro, tudo isto pode ser o início de uma revolução, seja apenas internamente ou a uma escala maior, envolvendo todos os poderes.

Espero sinceramente que isto leve a que Pedro Guerra saia de cena, e que leve a uma reformulação da estratégia de comunicação do Benfica. Está na altura de os recetores da cartilha, seja por mensagem, mail ou talvez por conversa Skype por portas travessas, serem mandados embora.

Mais, talvez seja altura de os Jordan Belfort’s cá do sítio serem julgados e condenados, seja o Jorge, o Bruno ou o Luís. Talvez seja altura de todos perceberem que, enquanto nós ficamos felizes por um campeonato, há malta a enriquecer “estupidamente” à custa do meu, do teu e do nosso Amor.

Talvez seja altura.

Taça das Confederações ’17 (Magazine): Chile

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Neste mês de junho vai disputar-se a décima edição da Taça das Confederações, na Rússia. O representante da América do Sul vai ser o Chile, por ter vencido a Copa América em 2015, em pleno território chileno.

Atualmente, com um treinador diferente dessa altura, os chilenos são um dos candidatos à vitória nesta competição. Juntamente com Portugal, México e Alemanha, vejo os chilenos com hipóteses reais de vencerem o torneio. Com vários jogadores a atuarem nos melhores campeonatos europeus, esta seleção é bastante competitiva, ou não estivesse habituada a competir permanentemente com países como Uruguai, Brasil ou Argentina nas competições continentais.

Carta Aberta a Jorge Jesus

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Caro Mister,

Imagino que por estes dias esteja a fazer contas à vida, o que significa, mais ou menos, estar a fazer contas ao nosso plantel. Como não tenho a certeza de que irá ler esta carta até ao fim, quero pedir-lhe já isto: não estamos em era de milagres, mas não deixe sair o puto Gelson. E se os outros também não saírem melhor ainda. Depois trate do outro lado do problema. Deixe sair quem tem de sair, sem remorsos caso a culpa da escolha tenha sido só sua. É este o meu conselho, o que significa, também, um apelo à lógica.

Já confessei algumas vezes a inveja que sinto dos meus patriotas clubísticos que se lembram de ter festejado um campeonato. Acho que eu, enquanto adepto, preciso tanto de vencer um Campeonato como precisa o nosso Clube. E como o prazo vai encurtando, está em si essa responsabilidade. Deixe-me que lhe diga o seguinte: quando se confirmou a sua vinda para Alvalade pareceu-me surgir uma certa ressurreição na alma verde e branca. Foi como se começássemos de novo e já ninguém tinha dúvida de que esse ano é que era. Se nem você percebeu bem como é que aquilo aconteceu, imagine o resto dos Sportinguistas. Para além daquele futebol desenhado só há uma coisa a reter daquele tempo, e acho que o Míster concordará comigo. É que afinal é mesmo possível ser Campeão, e isto é quase filosófico. Pense comigo. Não ganhámos, é um facto, mas embora isto pareça contra-producente, a verdade é que aquela sua primeira época serviu-nos de elucidação.

Jorge Jesus é o timoneiro que vai tentar acabar com o jejum do Sporting Fonte: Forum SCP
Jorge Jesus é o timoneiro que vai tentar acabar com o jejum do Sporting
Fonte: Forum SCP

De nada valeria este elogio se não repararmos no que sucedeu na segunda época. Foi mau, Míster. Acho que, outra vez, nem você percebeu bem como é que aquilo aconteceu. Nem eu, nem nenhum Sportinguista. Há quem diga que foi algo transcendente à ciência futebolística, porque a base do Plantel era a mesma e porque até vieram para a equipa craques que souberam atenuar a saída de outros craques. Mas quem jogou no Bernabéu como nós jogámos deve querer mais, e, acima de tudo, apelar às revitalizações da memória. Há ainda outra coisa, Míster, que já disse no passado e que quero voltar a dizer. Mesmo quando você treinava o rival, eu era daqueles que o admirava. Continuo a acreditar que há muito poucos a conseguir perceber o que o jogo pede como você consegue, mudar a rota da equipa de um momento para o outro, por exemplo. Depois a forma de moldar o jogador à sua capacidade e não o contrário, dizer ao atleta que, afinal, ele só será de topo caso jogue naquela posição e não nesta, e caso jogue desta forma e não daquela. É por isto, Míster, que quando se confirmou a sua vinda para Alvalade, nós sabíamos que não podíamos ter melhor.

Por ser difícil gerir a angústia há quem sugira a sua saída, como se fosse inadmissível, quase imperdoável, não termos sido campeões nos últimos dois anos, como se fosse sua a culpa de estarmos quase a bater o grande recorde de jejum. É claro que ganhar muito é dar de bandeja trunfos ao argumentário de quem já não o quer no Sporting, mas também eles se esquecem daquilo que fomos pagando a quem nunca soubemos bem só, e apenas isso, para irmos festejar ao Jamor de vez em quando. Por fim, e o Míster deve sabê-lo, há por aí quem entre em regozijo por nós dizermos que para o ano é que é. Mas a verdade é que a grandeza do nosso clube, do meu e do seu, não deixará que se adie por muito mais tempo aquilo que inevitavelmente irá acontecer. E quando acontecer só faz sentido ser consigo, Míster.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Duas consecutivas para Dovizioso, pneus voltaram a ser protagonistas

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Cabeçalho modalidadesUns dizem que os novos pneus da Michelin favorecem a Ducati, outros que favorecem os pilotos menos pesados devido à aderência, é certo que não tem existido um contentamento generalizado e tem sido cada vez mais complicado correr, sem pensar em não poupar os pneus para alguns momentos cruciais da corrida.

Mas realmente quem tem aproveitado tem sido a Ducati, mais concretamente o Dovizioso, que após vencer em Itália, voltou a vencer agora na Catalunha. Com isso, passou a ter 104 pontos e mantem-se em segundo lugar do mundial em luta com Viñales (111 pontos), passando Márquez em terceiro com 88 pontos, Pedrosa quarto com 84 e Rossi quinto com 83.

Isto ao fim de uma corrida que logo de início teve um momento de cortar a respiração, Petrucci arranca mal, tenta fechar e acaba por tocar na moto de Márquez, em que por sorte, conseguiram ficar os dois em pista.

Várias lutas ao longo deste grande premio da Catalunha Fonte: Moto GP
Várias lutas ao longo deste grande premio da Catalunha
Fonte: Moto GP

Márquez, parecia determinado em ser o único a querer desde início lutar com a faca nos dentes, como lhe é característico ao contrário de todos os outros que se preocupavam em poupar os pneus. Ao fim da primeira volta, Lorenzo estava de forma surpreendente a liderar a corrida, mas perante a pressão de Márquez, cometeu um erro, um erro que o destabilizou, pois numa volta perdeu vários lugares.

Márquez perdeu a liderança para Pedrosa que se notava ser, juntamente com Dovizioso, os mais à vontade em pista. Por isso poucas voltas bastaram para ser uma luta entre os dois para ver quem liderava. E a 10 voltas do fim, os 5 primeiros do campeonato mundial estavam em posições bem distintas, Pedrosa liderava, no entanto, Dovizioso percebia-se que estava apenas à espera do momento certo para o passar. Márquez era terceiro, Rossi tentava ultrapassar Lorenzo pelo 8º lugar e Viñales não conseguia melhor que um 14º lugar até ao momento.

MotoGP em desenhos manga Fonte: Moto GP
MotoGP em desenhos manga
Fonte: Moto GP

Até que começou o desgaste dos pneus, e com isso Dovizioso passa para a liderança, Márquez ultrapassa Pedrosa, e Lorenzo voltava a sentir mais confiante e a subir na tabela. Petrucci, cai a duas voltas do fim e acabava com uma bela corrida em que lutava pelo quarto lugar.

O top 3 acaba por ficar sem nenhuma alteração, Lorenzo consegue chegar ao quarto lugar, Rossi acabou em oitavo e Viñales acabou em 10º.

Miguel Oliveira novamente em grande destaque Fonte: Moto GP
Miguel Oliveira novamente em grande destaque
Fonte: Moto GP

Em Moto2, Miguel Oliveira voltou a ter uma belíssima prestação ficando em 4º, a poucos segundos de Luthi, Pasini em segundo e o vencedor Alex Márquez. Na classificação geral, o português mantem o 4º lugar com 83 pontos, agora com menos 20 de Márquez, menos 33 pontos que Luthi e com menos 40 pontos que o líder, Morbidelli.

Foto de Capa: Moto GP

Belém Open: O circuito challenger vem a Portugal

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Cabeçalho modalidadesComeça hoje o Belém Open, o único torneio challenger jogado em Portugal. Dada a natureza invariavelmente errática dos jogadores rankeados fora do top 50 mundial é difícil prever quem pode vencer o torneio. O primeiro cabeça de série é Damir Dzumhur, um jogador bósnio que já deu cartas no circuito principal, mas que está longe de ser imbatível a este nível. Outro nome relativamente sonante é o de Santiago Giraldo, finalista de Barcelona em 2014 e um muito bom jogador de terra batida; o Colombiano será quiçá o segundo maior favorito à conquista do título.

Fonte: Lisboa Belém Open
Fonte: Lisboa Belém Open

Mas as atenções estarão obviamente centradas nos jogadores portugueses, especialmente em Gastão Elias, que jogando em casa tem hipóteses realistas de conquistar o título se conseguir jogar o seu melhor. João Domingues tentará confirmar as excelentes indicações que deu no Estoril Open, e muitos jovens jogadores portugueses tentarão dar o primeiro grande passo nas suas carreiras. Dos jogadores nacionais notáveis apenas João Sousa não fará parte do elenco do torneio.

Não tendo a qualidade que os torneios ATP exibem, se há algo que torna os challenger torneios interessantes é a extrema imprevisibilidade; é bem possível que seja um português a levantar o troféu no próximo domingo.

Foto de Capa: Lisboa Belém Open

GP do Canadá: As saudades que a Mercedes tinha de um passeio de domingo

Cabeçalho modalidadesO Grande Prémio do Canadá é um excelente exemplo de speed over machine. Esforça os pneus, segue o esquema recta-curva-recta-curva e obriga a uma concentração total dos pilotos. A Mercedes levou a melhor.

Lewis Hamilton aproveitou a qualificação para fazer história e igualou o número de pole-positions de Ayton Senna: 65. Para além disso, fez o melhor tempo de sempre no circuito Gilles Villeneuve – 1m11.459s. Vettel puxou dos galões e também bateu o mesmo recorde, mas não conseguiu chegar ao tempo de Hamilton. Atrás dos dois grandes candidatos ao título, ficaram Bottas e Raikkonen, com os dois Red Bull logo a seguir.

A dúvida no arranque era apenas uma: se o melhor arranque ia pertencer a Hamilton ou a Vettel. A resposta foi, também, apenas uma: a Verstappen. O jovem piloto “tirou da manga” um autêntico arranque canhão e saltou de quinto para segundo, deixando Vettel, Bottas e Raikkonen para trás. Um momento emocionante logo no arranque do GP, proporcionado pela Red Bull e por Verstappen: o holandês pôs o pé no acelerador e ultrapassou três carros por fora, sabendo que a segunda curva era para a direita e ficaria por dentro. Uma jogada de mestre de Max Verstappen.

Mas a animação da primeira volta não ficou por aqui. Carlos Sainz foi tocado na traseira por Grosjean e perdeu o controlo do Toro Rosso, iniciando um conjunto de piões que só terminou quando abalroou o Williams de Massa. Foi o fim da corrida para os dois pilotos. Um balde de água fria para Felipe Massa, que tinha conseguido um sensacional oitavo lugar na grelha.

A manobra arriscada de Verstappen fez estragos e danificou a asa dianteira de Vettel, obrigando o alemão a ir à box. Resultado: último lugar e 28 segundos de distância para Lewis Hamilton. Quase ao mesmo tempo, Raikkonen comete um erro e vai contra o muro, deixando Sergio Perez tomar a sua posição. Um início terrível para a Ferrari, que tinha grandes ambições para uma corrida que costuma causar muitos problemas à Mercedes.

Max Verstappen viu todas as aspirações que tinha para este GP irem por água abaixo na volta 11, quando o Red Bull parou inesperadamente. Boas notícias para a Mercedes, que via Bottas apoderar-se do segundo lugar e dar um passo de gigante para a dobradinha.

Max Verstappen
O inesperado abandono de Max Verstappen alterou o rumo do Grande Prémio
Fonte: Facebook Oficial de Max Verstappen

A Pirelli tinha recomendado pneus macios, super macios e ultra macios. Contudo, todas as equipas optaram por super ou ultra macios para arrancar – a hipótese de algum construtor montar macios era remota. E foi por isso que a decisão da Red Bull, na volta 19, de colocar pneus macios no monolugar de Ricciardo foi surpreendente. Mas causou tendência: Bottas seguiu o exemplo pouco depois.

Quando Bottas regressa do pit-stop, que está em segundo é…Sebastian Ocon. O piloto da Force India ainda não tinha parado e aproveitou as paragens de Bottas e Ricciardo. Ao mesmo tempo, também o colega de equipa Sergio Perez seguia num óptimo quinto lugar.

A ordem do universo fez das suas e Valtteri Bottas recuperou rapidamente a vice-liderança, assim como Ricciardo voltou a ficar no último lugar do pódio. O piloto da Mercedes descolou e deixou o Red Bull à mercê dos dois Force India.

Vettel, depois de mais uma paragem, vinha entretido com a sua escalada pelo pelotão até chegar bem pertinho de Raikkonen, que acabou por ultrapassar.

Ficou atrás do trio que lutava incessantemente por um degrau no pódio. E ainda acreditava.

Mas não basta acreditar. O alemão ainda viu os dois Force India ficarem para trás mas não já não teve tempo para chegar a Ricciardo. O australiano ficou mesmo com a terceira posição.

Nota agridoce para Alonso; o espanhol tudo fez para pontuar mas, quando rodava em lugares pontuáveis, o motor Honda partiu. Novamente atraiçoado pela mecânica, Fernando Alonso saiu do circuito pela bancada, tirando fotos, distribuindo sorrisos e oferecendo as luvas. Um verdadeiro profissional. Nota positiva para a Mercedes: dobradinha e pole-position, vitória, melhor volta e liderança desde a partida para Lewis Hamilton. Foi um passeio para o inglês. Má prestação da Ferrari, que conseguiu minimizar os estragos e beneficiar da perseverança de Sebastian Vettel. Grande menção honrosa para os dois pilotos da Force India que fizeram, muito provavelmente, a sua corrida do ano.

Grande elogio a Lance Stroll – o piloto conseguiu pontuar pela primeira vez, em casa, na sua temporada de estreia.

Azar para Verstappen, sorte para Hamilton, desafio para Vettel. O GP do Canadá teve de tudo. Lewis Hamilton ganhou e reduziu para 12 pontos a distância em relação a Vettel na classificação geral. O Fórmula 1 regressa no fim de semana de 23 a 25 de Junho, com o Grande Prémio do Azerbaijão.

Foto de Capa:  Facebook Mercedes AMG Petronas

Reencontro de Glórias

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sl benfica cabeçalho 1Terminou a zeros o jogo que juntou em campo velhas glórias do Benfica e do Barcelona em Camp Nou. Mas o resultado pouco importava, numa noite que servia para homenagear a equipa do Barcelona que venceu a primeira Liga dos Campeões, em 1992.

Com as ‘águias’ como convidadas especiais, do lado do Benfica pôde ver-se Rui Costa, Veloso, Van Hooijdonk, Vítor Paneira ou Ricardo Rocha, treinados por Toni. Do lado do Barcelona, estavam, por exemplo, Pep Guardiola e Ronald Koeman. O jogo decorreu a baixo ritmo, durante 40 minutos, e o campo era de dimensões reduzidas, dada a atual forma física dos atletas. De destacar ainda a prestação de Paulo Santos, guarda-redes da equipa ‘encarnada’, que evitou males maiores para a baliza do Benfica.

Mas, antes do apito inicial, houve ainda tempo para uma cerimónia que serviu de celebração aos 25 anos da conquista catalã em Wembley. Através de um espetáculo multimédia, passaram no estádio várias imagens da equipa de 1992 do Barcelona. Os jogadores campeões europeus subiram, um a um, ao relvado, e Koeman, autor do golo da final contra a Sampdoria, foi aplaudido de pé.

Fonte: Twitter Oficial de Ricardo Rocha
Fonte: Twitter Oficial de Ricardo Rocha

E, porque o futebol é muito mais do que um jogo, este Barcelona-Benfica foi sobretudo uma festa, não só em honra da Dream Team do Barça, como também de tributo a grandes lendas do desporto rei mundial. Foi especialmente bonito ver o companheirismo entre Rui Costa e Guardiola, que puseram a conversa em dia antes do início da partida e fizeram os amantes do futebol voar aos tempos em que os viam fazer magia em campo.

Estas iniciativas transbordam aquela que é a verdadeira essência do futebol: o convívio, a amizade, a camaradagem e a rivalidade saudável. Jogos deste tipo em tudo fazem beneficiar o futebol.

Foto de Capa: Twitter Oficial do FC Barcelona