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FC Porto dispara pólvora seca na prova milionária

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O ataque do FC Porto tem ficado, em muitos jogos, aquém das expectativas. Este fenómeno tem ocorrido principalmente em jogos a contar para a Liga do Campeões, estando o último jogo frente ao Liverpool muito fresco na memória.

Apesar da armada portista criar muitas e boas oportunidades de golo, tem pecado muito na decisão, no último passe e no mais essencial, a bola ultrapassar a linha de baliza. O último jogo em Anfield foi um dos bons exemplos, com pelo menos três ocasiões, praticamente de baliza aberta, e não conseguiram concretizar.

Otávio FC Porto
Otávio foi o jogador que mais esteve em destaque neste aspeto, depois de ter desperdiçado a melhor oportunidade do encontro a passe de Luis Díaz.
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Mas este filme já se tinha repetido por duas vezes frente ao AC Milan e uma frente ao Atlético de Madrid, onde é visível a superioridade ofensiva da turma de Sérgio Conceição, mas talvez o nervosismo de jogar na melhor competição do mundo do futebol, impeça que os jogadores consigam marcar golos que teoricamente pareciam fáceis.

FC Porto marcou apenas três golos em cinco jogos

O pior desta falta de eficácia é que tem custado pontos que podem pôr em causa a passagem à próxima fase da competição. Somente por uma vez, em casa, frente ao AC Milan, o FC Porto conseguiu os três pontos mesmo depois de muito desperdício.

Não é de certeza por falta de qualidade que os golos não têm aparecido, pois se formos comparar com as estatísticas do campeonato a média de golos por jogo tem sido dez vezes superior, isto porque os portistas apenas faturaram por três vezes em cinco jogos na prova milionária.

FC Porto Liverpool FC Taremi
Taremi tem sido um dos jogadores com dificuldades na frente de ataque do FC Porto: tem 7 golos na Primeira Liga (um golo a cada 134 minutos), mas apenas 1 na Liga dos Campeões (em 413 minutos jogados).
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

A verdade é que este ano os azuis e brancos caíram no “grupo da morte” e já se avizinhava uma missão extremamente complicada de ultrapassar.

Uma das razões que pode explicar a falta de eficiência é o facto de termos pela frente equipas muito bem preparadas taticamente e com muita experiência europeia e se alinharmos isto com o nervosismo habitual de competir nesta prova, faz com que o medo de falhar seja muitas vezes superior à vontade de ser bem-sucedido.

O FC Porto irá defrontar o Club Atlético de Madrid no último jogo da fase de grupos, o jogo de todas as decisões, que terá como palco o Estádio de Dragão. É mais que obrigatório vencermos este desafio de forma a carimbar bilhete para os oitavos de final.

Contudo, para alcançar o objetivo, será necessário manter a mesma pressão alta e a mesma onda ofensiva com uns pequenos retoques, calma na tomada de decisão, no último passe e não ter medos de rematar à baliza. Se os jogadores se concentrarem e confiarem nas suas qualidades os golos vêm por acréscimo.

FC Famalicão 0-3 Portimonense SC: “Jóia” Nakajima para passar as passas do Algarve

A CRÓNICA: MINHO GELADO ONDE PERMANECEU O CALOR ALGARVIO

Com duas equipas a quererem fazer pela vida, o FC Famalicão recebeu o Portimonense SC para duelo que se esperava quente num sábado gelado. Os famalicenses estavam na sua melhor forma da temporada, com alguns pontos conquistados nos últimos jogos e os algarvios iam ocupando o sexto lugar da tabela classificativa do campeonato.

O domínio famalicense sobrepôs-se nos minutos iniciais, com a formação algarvia a apostar no contra-ataque e nos erros do coletivo caseiro. A pressão do FC Famalicão sempre falou mais alto ao longo dos primeiros 20 minutos, com os comandados de Paulo Sérgio a aproximarem-se de forma diminuta da grande área de Luiz Júnior. Pedia-se um “aquecedor” de jogo.

E chegou mesmo. Alexandre Penetra tentou o alívio de cabeça após o cruzamento de Shoya Nakajima, mas as medidas não foram as corretas. O defesa central do FC Famalicão concluiu uma grande jogada individual do japonês do Portimonense SC e estava, assim, inaugurado o marcador aos 24 minutos do encontro.

Após o primeiro golo da partida, o Portimonense SC fechou-se um pouco no seu terreno de jogo e o FC Famalicão permanecia na tentativa de criar ocasiões de golo, mas faltava critério no último terço do relvado.

À passagem do minuto 39, um carrossel autêntico entre os jogadores do Portimonense SC culminou num golo de Carlinhos. Depois de mais uma grande jogada individual de Shoya Nakajima, Carlinhos rematou o esférico que embateu no poste esquerdo da baliza e entrou diretamente para o fundo das redes da baliza de Luiz Júnior.

Para fechar a primeira parte, Simon Banza teve uma flagrante oportunidade de golo para o FC Famalicão, mas, “sem saber ler nem escrever”, a bola caiu nas mãos de Samuel Portugal que acabou por impedir o golo que diminuiria a vantagem algarvia.

A equipa da casa entrou em campo para a segunda parte com uma rejuvenescida esperança de querer fazer mossa no resultado, apesar da desvantagem por dois golos. Mantiveram a pressão alta e constante sobre o Portimonense SC, mas parecia não desenrolar o fio até final.

Aylton Boa Morte, cara a cara contra Luiz Júnior, colocou-se num embate que se tornou fatal, aos 70 minutos. A corrente de jogo foi invertida, mais uma vez, com Fahd Moufi a fazer a assistência que permitiu ao avançado dos algarvios se isolar perante o guardião da equipa do Minho. Estava feito o terceiro golo do Portimonense SC e a vantagem voltou a aumentar.

O FC Famalicão começou a desvanecer depois do terceiro golo sofrido. O estado anímico dos jogadores pouco permitiu perante um Portimonense SC bastante eficaz no Estádio Municipal de Famalicão. Os três golos marcados pelos algarvios sentenciaram o jogo no Minho e a formação do sul de Portugal leva, assim, os três pontos na bagagem do autocarro.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Shoya Nakajima (Portimonense SC) – Se se ler o nome do jogador do Portimonense, sai um “jóia” que, na verdade, foi o que valeu aos algarvios. Esteve envolvido nas jogadas de golo e manobrou “como quis” o meio-campo. Foi a mais-valia da formação de Paulo Sérgio.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Diogo Figueiras (FC Famalicão) – Com muitos erros acumulados pelo coletivo, Diogo Figueiras deixou a desejar perante a ofensiva algarvia. A temporização defensiva perante os jogadores rápidos do Portimonense SC foi demasiada em jogadas de potencial perigo iminente.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Ivo Vieira montou um 4-2-3-1, com Pêpê e Charles Pickel recuados na linha do meio-campo. Na baliza, manteve-se Luiz Júnior. A linha defensiva foi composta pelos “Alex” na zona central, com Diogo Figueiras e Adrian Marín a dar largura nas laterais.

No meio-campo, para além de Pêpê e Pickel, Iván Jaime e Ivo Rodrigues davam profundidade nas alas. No centro, Pedro Brazão fazia a ligação de jogo com Simon Banza (que descia bastantes vezes no terreno na ajuda defensiva e na construção ofensiva).

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Júnior (5)

Diogo Figueiras (4)

Alex Nascimento (6)

Alexandre Penetra (4)

Adrián Marín (6)

Charles Pickel (5)

Pêpê Rodrigues (6)

Pedro Brazão (5)

Ivo Rodrigues (7)

Iván Jaime (6)

Simon Banza (6)

SUBS UTILIZADOS

David Tavares (6)

Marcos Paulo (5)

Heriberto Tavares (6)

De La Fuente (5)

Bruno Rodrigues (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

Com Lucas Possignolo de fora do encontro por estar suspenso devido a acumulação de cartões amarelos, Paulo Sérgio arquitetou um 4-2-3-1 com Carlinhos e Pedro Sá a assegurar a primeira linha do meio-campo. Nas alas, Angulo jogava por dentro para atrair os laterais famalicenses na defesa, de forma a Fali Candé subir no terreno.

Carlinhos e Pedro Sá mantinham-se na primeira linha do meio-campo, com Shoya Nakajima a ser o verdadeiro criativo da formação algarvia. O homem-alvo do Portimonense SC foi Fabrício.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samuel Portugal (6)

Fahd Moufi (6)

Willyan (6)

Pedrão (7)

Fali Candé (6)

Pedro Sá (5)

Carlinhos (6)

Shoya Nakajima (8)

Iván Angulo (6)

Aylton (7)

Fabrício (6) 

SUBS UTILIZADOS

Relvas (6)

Imbula (5)

Aponza (5)

Ewerton (5)

Anderson (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

BnR: Efetuou três alterações estratégicas na equipa ao intervalo, mas algo pareceu não desenrolar. O que faltou para conseguir concretizar e ser mais consistente?

Ivo Vieira: Não foram estratégicas. Jogámos com uma equipa muito organizada defensivamente e nós tentámos, chegámos ao último terço, mas não conseguimos. Não decidimos bem. Os jogadores trabalharam, mas o Portimonense SC foi muito eficaz e nós não fomos.

 

Portimonense SC

Não foi possível colocar questões ao técnico do Portimonense SC, Paulo Sérgio.

Juventus FC 0-1 Atalanta BC: “Zapatada” na “Velha Senhora”

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A CRÓNICA: TEMPERATURA FRIA, JOGO GELADO

A jornada 14 da Liga Italiana teve como um dos encontros “cabeça-de-cartaz” o embate entre Juventus FC e Atalanta BC, em Turim. Entre duas equipas abaixo do esperado, a luta pelos três pontos esperava-se intensa, mas a partida foi pouco emocionante.

O jogo começou com os bergamascos a serem mais ofensivos, remetendo a equipa da casa ao seu meio-campo e a uma tarefa exclusivamente defensiva. De cada vez que a “Velha Senhora” recuperava a bola, era-lhe muito difícil mantê-la na sua posse.

A partir do quarto de hora de jogo, a balança começou a equilibrar e a Juventus foi aparecendo. Aos 20 minutos, Federico Chiesa apareceu isolado na cara de Juan Musso, mas Rafael Toloi recuperou bem e estorvou uma finalização que parecia destinada ao fundo das redes.

Apesar da maior divisão na posse de bola, quem inaugurou o marcador foi mesmo a Atalanta. Djimsiti lançou Duvan Zapata e, perante a imobilidade da defensiva da Juventus, o colombiano disparou um míssil para o fundo das redes de Szczesny. Estava aberto o marcador perto da meia hora de jogo.

O jogo entrou numa fase um pouco mais quezilenta até ao fim da primeira parte, o que fez com que tivéssemos que esperar pelo segundo tempo para voltar a ter lances de interesse.

A Juventus foi trazendo para si a supremacia nos números da posse de bola, mas não era capaz de criar lances de perigo. A desinspiração era evidente no conjunto de Massimiliano Allegri, que circulava a bola sem chegar a zonas de finalização.

Aos 66 minutos, Musso foi finalmente obrigado a intervir, depois de um pontapé de meia-distância de Adrien Rabiot. Contudo, este lance de perigo foi caso isolado.

A Atalanta foi-se fechando cada vez mais no seu meio-campo, atacando apenas através de raras transições rápidas, o que dificultou ainda mais a tarefa dos homens da Juventus. Assim, a toada dos últimos minutos foi a mesma da segunda parte: um jogo com muito poucas oportunidades de golo.

No último minuto, Paulo Dybala ainda dispôs de um livre direto bem perto da área da Atalanta, mas o ’10’ da Juventus acertou na trave.

A vitória em Turim coloca a Atalanta em igualdade pontual com o FC Internazionale Milano, nos 28 pontos. Já a Juventus, para além de estar a sete pontos do rival de hoje, pode ficar a 14 do primeiro lugar.

 

A FIGURA

Duvan Zapata – O ponta de lança da Atalanta apontou o único golo do desafio, através de um pontapé potente e indefensável. Não dispôs de muitas mais ocasiões para “fazer o gosto ao pé”, mas é disto que se faz um goleador: aproveitar a mínima chance que tem.

 

O FORA DE JOGO

Matthijs de Ligt – Foi ele que colocou Zapata em jogo no lance do golo, por estar completamente desalinhado com a restante defensiva da Juventus. No início da segunda parte, voltou a comprometer, num lance que poderia ter dado o 0-2. Mais uma partida para o jovem central neerlandês esquecer.

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

A equipa de Turim apresentou-se alternando entre o 4-4-2 e o 4-3-3, com McKennie a ser ala direito, por vezes, mas também o terceiro médio, junto a Rabiot e Locatelli.

No apoio mais direto a Morata esteve Dybala, ficando Chiesa sempre mais entregue à extrema esquerda. Na direita, eram as incursões de Cuadrado que podiam agitar, mas poucas vezes aconteceu.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Wojciech Szczesny (5)

Juan Cuadrado (6)

Leonardo Bonucci (6)

Matthijs de Ligt (4)

Alex Sandro (5)

Weston McKennie (6)

Manuel Locatelli (5)

Adrien Rabiot (5)

Federico Chiesa (5)

Paulo Dybala (6)

Alvaro Morata (5)

SUBS UTILIZADOS

Federico Bernardeschi (5)

Moise Kean (5)

Kaio Jorge (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ATALANTA BC

A formação de Gasperini alinhou em 3-4-2-1, com Zapata solto na frente de ataque, mas sempre apoiado por Malinovsky e Pessina. As alas estiveram entregues a Zappacosta e a Maehle, que tinham liberdade total para se juntarem ao ataque.

Na “casa de máquinas”, Freuler e de Roon foram os equilibradores de serviço, também eles com liberdade para lançar o ataque bergamasco, uma vez que tinham as “costas quentes” pela linha de três centrais.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Juan Musso (6)

Rafael Toloi (6)

Merih Demiral (6)

Berat Djimsiti (6)

Davide Zappacosta (6)

Remo Freuler (6)

Marten de Roon (6)

Joakim Maehle (5)

Ruslan Malinovsky (5)

Matteo Pessina (5)

Duvan Zapata (6)

SUBS UTILIZADOS

Mario Pasalic (5)

Jose Palomino (5)

Teun Koopmeiners (-)

Sporting CP | Depois da chapa cinco, a “estrelinha” levou-nos aos oitavos

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O Sporting CP derrotou, na passada quarta-feira, a equipa do BVB Borussia Dortmund, no Estádio José Alvalade XXI. Os comandados de Ruben Amorim conseguem, desta forma, um feito quase inédito – é apenas a segunda vez na história do clube que os leões passam da fase de grupos da prova milionária. Ora, é certo que, apesar de este ser um marco incrível, ainda para mais no contexto que o clube vive, é sinal de que o Sporting CP não tem tido um percurso europeu digno de um símbolo tão grande como os maiores da Europa.

 

Vitória saborosa e merecida

 

Todos os sportinguistas o sentiram, mas com certeza que aqueles que estiveram presentes no estádio viveram com a intensidade máxima um jogo que dificilmente esquecerão. O triunfo do Sporting CP frente ao BVB Borussia Dortmund foi mais do que merecido, num jogo que culminou a eficácia leonina com a displicência e desfalcamento dos alemães.

O Sporting CP revelou uma enorme organização defensiva, com a habitual armadilha do fora de jogo muito bem montada.

 

Porém, ao mesmo tempo, demonstrou atrevimento e coragem no setor ofensivo, coisa que não aconteceu no Signal Iduna Park. Pedro Gonçalves continua a demonstrar a sua veia goleadora. O melhor marcador do campeonato português da temporada passada bisou nesta partida, sendo que já leva 11 golos desde o início da época. Para além disso, foi considerado o jogador da semana nesta 5ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

 

🌟E o Jogador da Semana é…🌟

🦁 Pedro Gonçalves 👉 https://t.co/EQmKKxNPSa#UCL | @Sporting pic.twitter.com/vHybpibcB9

— UEFA.com em português (@UEFAcom_pt) November 25, 2021

O final do jogo ainda assustou, mas a equipa de Ruben Amorim cumpriu o objetivo à letra: vencer por dois golos de diferença. Destaque para a entrada de Flávio Nazinho, que fez a sua estreia numa competição onde jogam os melhores dos melhores.

 

Depois da tempestade, veio a bonança

jogadores do Sporting abraçados após o golo do Pote
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

 

Quem é que pensou que, depois da goleada sofrida frente ao AFC Ajax, e de nas duas primeiras jornadas holandeses e alemães terem seis pontos somados cada um, o Sporting CP faria esta enorme recuperação e acabaria apurado? Nem o mais fervoroso sportinguista.

O trajeto leonino nesta fase de grupos de UEFA Champions League foi de constante evolução, vinda de uma formação que partiu quase do zero. Basta só relembrar que, do habitual onze dos leões, apenas Adán, Coates, Palhinha e Sarabia já tinham saboreado aquilo que é jogar na maior prova de clubes do mundo.

 

A entrada em falso frente à formação de Amesterdão e a visita tímida a Dortmund davam sinal de que a jovem equipa leonina ainda não tinha “pedalada” para estas andanças. Porém, com os dois bons resultados frente aos turcos do Besiktas JK, o Sporting CP subiu os degraus necessários para bater os alemães no jogo decisivo do grupo.

E sim, o BVB Dortmund esteve bastante desfalcado na última partida. Para aqueles que dizem que o Sporting CP apenas passou por ter sorte, basta relembrar que a equipa de Alvalade padeceu do mesmo infortúnio aquando da goleada sofrida diante do AFC Ajax.

Mais uma vez, é de realçar o mérito do treinador

 

Não me custa a admitir: estou rendido a Ruben Amorim. O jovem treinador do Sporting CP chegou com a premissa do “e se corre bem?”, e a verdade é que, até ao momento, não vejo maneira de as coisas estarem a correr melhor. Com um plantel francamente menos avolumado do que os dois principais rivais portugueses, Amorim conseguiu criar um grupo, unido, coeso e sobretudo competente em todos os momentos do jogo. Dá gozo ver os listados com a verde e branca jogar. A entreajuda, garra e qualidade que demonstram é mérito dos atletas, mas sobretudo do treinador, que os soube escolher a dedo e valorizar as suas características.

 

Rúben Amorim tem 36 anos. Já conquistou 1 Liga, 2 Taças da Liga, 1 Supertaça e passou aos oitavos de final da Champions League esta época. 36 anos. Vai ter mais de 20 anos no alto nível. Estamos perante um caso raro. Para além de bom treinador é um comunicador brilhante. pic.twitter.com/AyUExAP9RF

— Аrtur Silva (@artur_pds) November 24, 2021

Como comecei o artigo a referir que termos cumprido um feito inédito em 12 anos é um “pau de dois bicos”, remato agora com uma ideia que tem de estar bem patente em todos aqueles que trabalham no seio leonino: o objetivo tem de ser tornar esta exceção numa regra.

Ir à Liga dos Campeões regularmente e fazer pontos que contribuam não só para o ranking português como para o do próprio clube é obrigatório para um Sporting CP que deseje voos mais altos do que aqueles que tem alcançado. Para já, com Amorim ao leme, parece-me que se caminha num bom trajeto.

 

Só falta despedir os fãs | WWE

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Um produto que é adorado por muitos na idade mais jovem. A WWE tornou-se numa companhia global que influenciou muitos jovens durante a infância e, em alguns casos, a adolescência.

Existem vários lutadores que influenciaram os mais novos no passado – Hulk Hogan, Stone Cold Steve Austin, The Rock, Shawn Michaels, Triple H, entre outros – e outros que ainda influenciam nos dias do hoje – John Cena, Randy Orton, Edge, Rey Mysterio, Roman Reigns, Seth Rollins, entre outros. Porém, muitos fãs sentem que a WWE já não faz o produto para o entretenimento dos fãs.

A pandemia da Covid-19 mudou muitas vidas e companhias, a WWE foi das poucas que conseguiu continuar com o produto mesmo no início da pandemia. Durante vários meses não foi possível ter fãs na arena e tiveram que usar monitores gigantes para incluir os fãs no produto. Nessa altura, começou uma grande onda de despedimentos.

Kurt Angle, Rublev, EC3, Zack Ryder e Drave Maverick foram alguns dos nomes que foram despedidos em abril de 2020 – Maverick acabaria por voltar e foi novamente despedido no início deste mês. Meses depois, acabaram por ser nomes como as duplas dos The Revival, os The AOP e a Zelina Vega a seguirem pelo mesmo caminho – Zelina também regressou, tornou-se na Queen of The Ring e é uma das campeãs de duplas femininas.

Despedimentos na WWE em 2021

Em 2021, a WWE fez muitos mais despedimentos: Bray Wyatt, Braun Strowman, Aleister Black, Buddy Murphy, Velveteen Dream, John Morrison, Keith Lee, Karrion Kross, o grupo dos Hit Row, Andrade “Cien” Almas, entre outros. Várias ondas de despedimentos causaram muita frustração ao público.

Não houve apenas despedimentos. Alguns lutadores saíram pelo próprio pé e não tiveram que esperar 90 dias para lutar numa outra empresa, Adam Cole é o grande exemplo. O multi-campeão do NXT e antigo líder do Undisputed ERA saiu para a AEW, a segunda maior força do Wrestling nos Estados Unidos da América.

Neste momento, a WWE está a passar por um dos melhores períodos financeiros de sempre: os últimos trimestres apresentam grandes lucros, muitos bilhetes vendidos, as visualizações nas redes sociais da empresa são maiores do que antes e a empresa está cada vez mais valorizada. Apesar de todas as receitas, o produto não está a melhorar.

A SmackDown está a ser o melhor programa no momento, muito devido à presença de Roman Reigns e os The UsosThe Bloodline. O trio mais Paul Heyman são as caras do programa e costumam ter sempre as melhores histórias da companhia. A Raw é o programa mais longo (três horas), mas não apresenta um produto com qualidade para a duração do programa. Apesar disso, a WWE costuma sempre meter a Raw a ter mais vitórias do que a SmackDown nos Survivor Series, onde costuma ser a única forma de valorizar o programa de segunda-feira. Roman Reigns está a ser reconhecido, tal como quer.

Agora, existe um produto que foi alterado e parece que vai dar bons resultados num futuro próximo: NXT 2.0. Para muitos, é uma unpopular opinion. Há muitos fãs que ainda não tem um grande carinho pelo produto, mas é excelente para lançar novos lutadores, que não lutavam noutras andanças. Bron Breaker, Tony D’Angelo e Carmelo Hayes são alguns nomes da nova geração de lutadores que prometem ter grande destaque daqui a uns anos nos programas principais da WWE. A realçar que a WWE vai fazer um combate de War Games onde os lutadores mais velhos do NXT vão lutar contra os mais novos.

Não se sabe como vai ser a WWE daqui a uns anos, existem muitas possibilidades: ter sido vendida, ter um produto muito melhor, ter terminado, entre outras. A empresa de Vince McMahon está a ter algo que não tinha desde o tempo áureo da WCW: concorrência. Se os fãs não gostarem do produto da WWE, podem ver outras empresas ou até podem deixar de ver wrestling, já que não conseguem ser despedidos pela WWE.

Foto de Capa: WWE

Covid-19 assombra a partida | Belenenses SAD x SL Benfica

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Primeira Liga, 12ª Jornada: sábado, 20h30, 27 de novembro de 2021

ANTEVISÃO: FOCO INTERNO COM COVID-19 DE FUNDO

A Primeira Liga está de volta e desta feita o SL Benfica deslocar-se-á ao reduto do Belenenses SAD, no recinto do Jamor para mais uma noite de futebol com o covid-19 como pano de fundo.

CONSEGUIRÁ A DESFALCADA BELENENSES SAD AGUENTAR O RESULTADO NA RECEÇÃO AO SL BENFICA? A ODD PARA UM EMPATE AO INTERVALO ESTÁ MUITO BOA! APOSTA COM A BWIN!

Após a pausa para seleções e partidas a contar para a Taça de Portugal e Liga dos Campeões em que os encarnados registaram uma vitória e um empate, respetivamente, voltará a rolar a bola no campeonato português.

Em jogo que antecede o embate contra o eterno rival, Sporting CP, as águias de Jorge Jesus encontrarão pela frente uma equipa devastada pelo covid-19, isto, se o jogo realmente acontecer, uma vez que há a possibilidade de este ser adiado devido à pandemia que assola o mundo e em particular a equipa do Belenenses SAD.

Atualmente na linha de água, mais concretamente na décima sexta posição, os homens de Filipe Cândido – também ele infetado com covid-19 -, necessitam de pontuar para escalarem posições na tabela classificativa e deixarem de ser lanternas vermelhas na classificação.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Belenenses SAD e SL Benfica defrontaram-se apenas por sete ocasiões, visto que a equipa que veste de azul é recém-formada. Os encarnados levam vantagem no confronto direto com cinco vitórias, sendo que se registou ainda um empate.
  2. O último jogo do SL Benfica a contar para o campeonato português foi uma vitória esmagadora por 6-1 frente ao SC Braga e certamente procurará repetir a dose após o empate em Barcelona.
  3. Nos últimos três encontros entre estas equipas, o Belenenses SAD não registou qualquer golo, tendo sofrido oito tentos.
  4. Jordan, Camacho, Safira, Luiz Felipe, Francisco Teixeira, Cafú Phete, Sandro, Afonso Sousa e Sithole são os jogadores lesionados do lado da equipa de Belém, faltando ainda somar dez baixas por Covid-19 a esta lista.
  5. Em sete jogos, o saldo de golos é de 15 favoráveis ao SL Benfica e seis para o Belenenses SAD.
  6. Safira, de fora por lesão, é o melhor marcador do Belenenses SAD com dois golos apontados, enquanto do lado encarnado Rafa Silva divide esse “título” com Darwin Núñez com cinco golos cada.
  7. A única vitória do Belenenses SAD frente o SL Benfica foi em outubro de 2018 num jogo que terminou por 2×0 com golos de Eduardo Henrique e Keita.
  8. Do lado encarnado, ficarão de fora por lesão Rodrigo Pinho, Diogo Gonçalves, Gil Dias, Lucas Veríssimo e Radonjic.
  9. Jorge Jesus garantiu na antevisão deste jogo que Haris Seferovic será titular para este jogo.

10. O árbitro da partida será Manuel Mota.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Alioune Ndour (Belenenses SAD) – O ponta de lança senegalês espreita um lugar num onze que contará com muitas mexidas.

Com dois golos na atual edição da Primeira Liga, Ndour é dos melhores marcadores da equipa do Belenenses SAD, tendo também já faturado num dos dois jogos que disputou para a Taça de Portugal.

O jovem de apenas 20 anos é alto e possante, sendo um perigo nas bolas paradas ofensivas da equipa de Filipe Cândido. A sua velocidade é um dos seus maiores trunfos e será um dos jogadores a ter em atenção nesta partida.

 

Covid-19 Um golaço de Grimaldo e inspiração de Seferovic marcam remontada encarnada
Haris Seferovic será titular no jogo de hoje
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Haris Seferovic (SL Benfica) – A titularidade está confirmada e melhor que receber a confiança por parte do treinador é ter a confiança dos adeptos, mas para isso é necessário marcar, aliás, quase que obrigatório.

Haris Seferovic esteve lesionado por um longo período de tempo e este regresso tem, até ao momento, um sabor agridoce. Não se pode condenar um jogador por um lance e a verdade é que o “canivete suíço” estará pronto para voltar a marcar.

 

XI’S PROVÁVEIS

Belenenses SAD: Devido ao surto de covid-19, é difícil de prever qual será o onze do Belenenses SAD.

Treinador: Filipe Cândido

 

SL Benfica: Vlachodimos; Gilberto; André Almeida; Otamendi; Vertonghen; Grimaldo; Weigl; João Mário; Rafa Silva; Darwin Nunez e Seferovic.

Treinador: Jorge Jesus

“Aquele momento era determinante para o Benfica poder vencer e ficar a depender só de si para a qualificação para os oitavos de final. Não sei se alguma equipa nos últimos 10 ou 15 anos ganhou dois jogos ao Barcelona e o Benfica ia ficar na história por isso. Não fui só eu, no campo estavam mais três jogadores de joelhos, mas já passou. O Seferovic tem a minha confiança como sempre teve, tanto que amanhã vai ser titular”.

 

RESULTADO PROVÁVEL: BELENENSES SAD 0-3 SL BENFICA

Juventus FC x Atalanta BC | 2 “senhoras” à procura de estabilidade

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Liga Italiana, Jornada 14: sábado, 17h00, 27 de novembro de 2021

 ANTEVISÃO: Sem espaço para errar na luta… pelo quarto lugar

De um lado a “vecchia signora” [a velha senhora], do outro “la dea” [a deusa]. Duas senhoras, de impor respeito, que se encontram este sábado com olhos postos nos primeiros lugares, mas sabendo que há muitos adversários à espera de uma escorregadela.

UMA VITÓRIA DA JUVENTUS COM AMBAS EQUIPAS A MARCAR ESTÁ COM UMA ODD INCRÍVEL! VÊ E APOSTA COM A BWIN!

Tempos houve em que um Juventus x Atalanta seria um encontro banal no meio de uma jornada da Liga italiana. O saldo de confrontos extremamente desequilibrado, a favor da Juventus pois claro, espelha bem essa realidade. Durante muito anos a Atalanta foi um alvo fácil, uma equipa da segunda da metade da tabela, mas as coisas têm vindo a mudar. A formação de Bérgamo está a jogar Liga dos Campeões pelo terceiro ano consecutivo e, esta temporada, volta a ser candidata ao top-4 da tabela.

Quer isto dizer que Juventus e Atalanta atravessam ciclos muito distintos. Na época passada, a “Juve” viu a sua série de nove títulos seguidos ser interrompida e, este ano, as coisas correm ainda pior. O sexto lugar, a 11 pontos dos líderes AC Milan e SSC Napoli, é sinónimo de desastre para um clube com as aspirações da Juventus.

A verdade é que o problema da “vechia signora” não vem de agora. Já há alguns anos que fica a sensação de que, mesmo com títulos, a qualidade de jogo estava muito aquém do expectável. Quando os adversários começaram a crescer, e neste momento são várias as equipas italianas em fase ascendente, a Juventus começou a pagar o preço. A base do plantel é a mesma há vários anos e as contratações pouco ambiciosas, para além da dependência excessiva de Ronaldo, revelam algum comodismo de Agnelli, Nedved e companhia.

Hoje, a pressão vai estar do lado da Juventus. Os adeptos esperam uma resposta à goleada sofrida a meio da semana, em Londres, frente ao Chelsea FC e não querem ver a sua equipa ainda mais longe dos lugares cimeiros. No pior dos cenários, uma derrota pode empurrar a “vecchia signora” para o nono lugar, o que até poderia colocar o lugar de Allegri em risco.

Já do lado da Atalanta, o momento mais tranquilo não significa que os “orbini” não estejam à procura da vitória. O sucesso recente traz também mais responsabilidade para um clube que vai deixando de ser um outsider e é já um assumido candidato aos lugares de Liga dos Campeões. O momento é ideal para conseguir a primeira vitória em 32 anos no terreno da Juventus. A diferença está entre pressionar o terceiro lugar do FC Internazionale Milano ou ver a concorrência da AS Roma, SS Lazio, Juventus e ACF Fiorentina a aproximar-se.

 

10 DADOS RÁPIDOS DA JUVENTUS E ATALANTA

  1. Estas equipas já se defrontaram em 134 ocasiões. O saldo é de 72 vitórias para a “Juve”, 46 empates e 16 triunfos da Atalanta.
  2. O primeiro duelo ocorreu em 1948 e a Juventus venceu por 4-2.
  3. Olhando apenas aos jogos em Turim, só se encontram quatro vitórias da Atalanta, contra 43 da Juventus.
  4. A maior goleada foi um 7-1, favorável à Juventus, em 1951/1952.
  5. A última vitória dos homens de Bérgamo no terreno da “Juve” foi em 1989. O único golo do jogo foi marcado pelo então jovem, Claudio Caniggia.
  6. Ainda assim, a Juventus não vence a Atalanta em casa há três temporadas.
  7. Alessandro del Piero é o melhor marcador dos jogos entre Juventus e Atalanta, no século XXI, com 10 golos.
  8. Do lado da Atalanta, os mais concretizadores são Dúvan Zapata e Andrea Lazzari, com cinco golos frente à Juventus neste século.
  9. O treinador da Atalanta, Gian Piero Gasperini, começou tanto a carreira de jogador como a de treinador na Juventus. Em campo passou despercebido, entre 1976 e 1978. No banco, treinou vários escalões jovens entre 1994 e 2003.
  10. No frente a frente entre Allegri e Gasperini, a vantagem vai para o técnico da “Juve” com o registo de 10 vitórias, seis empates e cinco derrotas.

 

JOGADORES A TER EM CONTA


Morata –A Juventus tem apenas o 12º melhor ataque da Liga italiana e muitas das responsabilidades estão sob os ombros do avançado espanhol, que só marcou duas vezes no campeonato. A Atalanta sofre há nove jogos seguidos para a Liga e Morata terá de se certificar que esse registo negativo continua.

Dúvan Zapata –Depois de um começo mais lento, o colombiano voltou à boa forma e marcou nos últimos seis jogos da Atalanta, levando oito golos em onze jogos na Liga. Frente à “Juve”, Zapata vai tentar continuar o bom momento.

 

XI’S PROVÁVEIS DA JUVENTUS E ATALANTA

Juventus FC: Szczesny; Danilo, Chiellini, De Ligt, Alex Sandro; McKennie, Locatelli, Cuadrado, Chiesa; Dybala, Morata

Treinador: Massimiliano Allegri

“Temos de dar os parabéns à Atalanta pelo que têm feito nos últimos anos. Jogar contra eles é sempre complicado. Eles marcam muito, mas também sofrem, vamos ter de fazer um bom jogo tanto no ataque como da defesa”

 

Atalanta BC: Musso; Zappacosta, Marten de Roon , Tóloi, Palomino, Maehle; Freuler, Koopmeiners, Pasalic, Ilicic; Zapata

Treinador: Gian Piero Gasperini

Não foi possível recolher declarações do treinador da Atalanta BC.

Moreirense FC 2-2 Gil Vicente FC: Steven “Empate” gela ambições gilistas

A CRÓNICA: A “LEI DO EX”… QUASE QUE NÃO FALHAVA

Debaixo de condições climatéricas gélidas, Moreirense FC (15º) e Gil Vicente FC (oitavo) defrontaram-se na abertura da 12ª jornada da Primeira Liga dispostos a carimbar três pontos importantes na luta pela tranquilidade classificativa.

A personalidade dos de Barcelos impôs-se no início da partida. Dispostos a demonstrar que a derrota em Leça, para a Taça de Portugal, não foi mais do que um acidente de percurso, os pupilos de Ricardo Soares, regressado a uma casa que bem conhece, somaram várias ações positivas, principalmente do lado esquerdo, porém, inconsequentes.

Do outro lado, o Moreirense fez jus à sua qualidade defensiva e, por várias vezes, não se acanhou na questão de levar perigo à baliza de Frelih. Um jogo equilibrado em praticamente todo o senso estatístico, que apenas sofreu uma alteração significativa com o término do primeiro tempo, com o Moreirense a carregar em busca do primeiro tento da noite.

Sem mexidas para a segunda parte, o frente a frente entre João Henriques e Ricardo Soares conheceu uma história bem diferente logo à partida. Nem um minuto decorria da segunda metade e Manuel Oliveira assinalou um penalti sobre Yan Matheus, por falta de Zé Carlos. Na marca dos 11 metros, o atacante brasileiro não facilitou e colocou o Moreirense na frente do marcador.

Logicamente, coube ao Gil Vicente correr atrás do prejuízo. A equipa reagiu com um grande tiro de livre da autoria de Pedrinho, com a bola a embater com estrondo na barra. Apesar das dificuldades para suster o fôlego ofensivo em questões de transição do rival minhoto, os de Barcelos chegaram mesmo ao empate: marcou Samuel Lino depois de um remate bastante bem colocado.

Seguiram-se momentos de superioridade do Gil Vicente. A insistência deu frutos aos 77 minutos com a reviravolta no marcador, e por quem haveria de ser? Claro, Fran Navarro. O avançado espanhol reforçou a sua marca na lista de melhores marcadores da Primeira Liga com um belo golo de cabeça, finalizando a remontada do Gil Vicente em grande estilo.

Competia agora ao Moreirense, pela primeira vez no desafio em desvantagem, encostar o adversário às cordas, mas tal não aconteceu. Contudo, não era tudo, por agora, nem antes do apito final. No último lance da partida, em desvantagem no marcador, Steven Vitória assumiu a marcação de um livre direto que separava a equipa de um ponto ou nenhum.

O resto foi uma cobrança enorme e um festejo efusivo. Ao cair do pano o Moreirense conseguiu a igualdade no marcador, somando o nono ponto em 12 jogos e ficando, à condição, fora dos lugares de descida, em 15º lugar. Ricardo Soares, no seu regresso a Moreira de Cónegos, não leva mais do que um ponto e até que tem algumas razões de queixa. São 14 pontos em 12 jogos e uma oitava posição na classificação, ainda incerta, pois ainda há muita jornada para se disputar.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Steven Vitória – Restabeleceu o empate ao cair do pano. Na liderança da defensiva caseira, não realizou uma partida de encher o olho: competente, porém com várias debilidades que poderiam ter levado os visitantes a ferir a defesa cónega.

Capitão, defesa e decisivo. Garantiu um ponto precioso dadas as circunstâncias do jogo e foi o responsável máximo pelo resultado final, rejeitando a derrota que teve muito perto de ser consumada depois de uma segunda parte pobre dos Cónegos. Este golo, de espetacular teve muito, e provavelmente será precioso em termos emocionais para a equipa num futuro próximo.

 

O FORA DE JOGO

Defesa do Gil Vicente – 10 jogos consecutivos a sofrer para a Primeira Liga é uma marca, no mínimo, preocupante. A equipa continua a realizar uma época tranquila dentro dos possíveis, porém, dá a ideia de que a ineficácia defensiva está a condicionar o verdadeiro potencial desta formação.

Em boa verdade, os dois golos sofridos surgem em circunstâncias muito específicas, denotando-se alguma competência neste aspeto, pelo menos hoje – o Moreirense raramente criou ocasiões de grande perigo.

A identidade gilista continua a ser bem visível, sobretudo pela magia ofensiva e de um meio-campo repleto de qualidade e intensidade. Se os vários setores do campo se nivelarem pela fasquia mais alta, até onde pode ir este Gil Vicente?

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

João Henriques operou duas mudanças no 11 em relação ao desafio passado (triunfo frente ao Vitória SC para a taça), mantendo o (4-3-3) base com Fábio Pacheco a assumir a posição mais recuada, auxiliado por Ibrahima e Filipe Soares. A primazia por uma rigorosa organização defensiva não foi novidade, assim como as incursões de Filipe Pires e Yan Matheus pelas linhas – principalmente do segundo.

Não foi uma exibição propriamente vistosa dos anfitriões, que se serviram maioritariamente do espaço concedido na zona intermédia da metade ofensiva do campo para armar remates de longa distância, assim como do seu poderio aéreo nos lances de bola parada na tentativa de chegar a vias de facto.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kewin Silva (5)

Paulinho (4)

Steven Vitória (6)

Rosic (5)

Abdu Conté (5)

Fábio Pacheco (5)

Ibrahima (5)

André Luís (4)

Yan Matheus (6)

Filipe Soares (4)

Pires (4)

SUBS UTILIZADOS

Derick (4)

Gonçalo Franco (3)

Rafael Martins (4)

Walterson (3)

Pedro Amador (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Ricardo Soares montou um bloco dependente da ação de Fujimoto em termos defensivos. O médio japonês juntou-se a Fran Navarro na tentativa de condicionar a primeira fase de construção cónega, colocando a equipa ocasionalmente entre um (4-4-2) e um (4-3-3).

Vítor Carvalho foi a âncora do meio campo, ao passo que Pedrinho teve a função de imprimir intensidade com e sem bola, adicionando algum critério na hora de construir possíveis jogadas de perigo.

Este Gil Vicente teve momentos, exibindo-se perante o comum espectador com o potencial da identidade de jogo perpetuada por Ricardo Soares, sobretudo na última meia hora de jogo, onde a equipa rendeu depois do recuar de linhas adversário. O melhor Gil Vicente veio à tona, ainda assim, incapaz de materializar a boa produção ofensiva que operou com uma vitória, ao passo que o registo defensivo, embora continue a níveis preocupantes (10 jogos sempre a sofrer) revelou-se competente não fosse um penálti e uma bola parada de génio.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Frelih (5)

Zé Carlos (4)

Lucas (5)

Rúben Fernandes (5)

Talocha (5)

Pedrinho (6)

Vítor Carvalho (5)

Fujimoto (5)

Murilo (4)

Samuel Lino (6)

Fran Navarro (5)

SUBS UTILIZADOS

Antoine Leautey (4)

Bilel (4)

Hackman (-)

Elder Santana (-)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Moreirense FC

Bola na Rede: O Gil Vicente criou diversas dificuldades à sua equipa sobretudo nas linhas laterais, através de triangulações, nascendo daí o segundo golo gilista por intermédio de Fran Navarro. Sente que essa foi a maior debilidade que pode apontar ao seu jogo defensivo hoje?

João Henriques: Nós já os conhecíamos tal como eles nos conheciam e nós também criamos alguns problemas nos corredores laterais e tentámos explorar alguns problemas. Em termos individuais, tivemos algumas questões em que não fomos tão fortes, que nos prejudicaram coletivamente, mas isso é normal, há jogos mais bem conseguidos do que outros. Hoje não tivemos inspirados individualmente e coletivamente cometemos alguns erros que permitiram ao adversário chegar-se perto da nossa baliza. Naturalmente, os golos surgiram por erros individuais e coletivos e nós assumimos. Continuamos é a não querer sofrer os golos que sofremos e da forma que sofremos. Temos de estancar isso de uma vez por todas porque temos sido penalizados pelos golos sofridos.

 

Gil Vicente FC

Bola na Rede: O Gil Vicente atravessa uma fase que já não era famosa em termos de registo defensivo: são agora 10 jogos consecutivos a sofrer golos no campeonato. Apesar disso, os golos sofridos hoje foram de bola parada e de penalti. Pergunto-lhe se é a consistência defensiva que está a faltar ao Gil Vicente para saltar para outros patamares?

Ricardo Soares: Sofremos dois golos, em que um, na minha opinião, é difícil entender como é que eu sofro o golo. Com a tecnologia que hoje há, para mim é difícil. De qualquer das maneiras, é bom realçar que tivemos uma semana difícil com a eliminação da Taça de Portugal, que nos colocou de uma forma que não queríamos. Os jogadores trabalharam muito, vieram para cá e fazem este jogo com uma grande personalidade. Na primeira parte fomos ligeiramente superiores e na segunda parte tivemos de ir atrás do resultado por uma situação que ainda não compreendi. Conseguimos ter esta personalidade que toda a gente viu, sem fugir do nosso ADN, sem fugir do nosso processo de jogo e com muita personalidade. Criamos várias situações, com o jogo completamente controlado e depois sofremos um golo no último lance, o que foi uma injustiça tremenda.

Mundial 2022 | Antevisão do “playoff” europeu

O caminho para o Mundial do Qatar complicou-se ainda mais para Portugal. Os lusos foram a última equipa a ser sorteada do primeiro pote e já se sabe que podem jogar a derradeira partida com a Itália.

Antes de pensar na final, a turma de Fernando Santos tem pela frente a Turquia, como vamos já analisar. O sorteio ditou três caminhos, em que em cada caminho há duas meias-finais, e os vencedores desses jogos discutem a final, em que se apurará para o Mundial de 2022 o vencedor da partida.

Os primeiros jogos são disputados a 24 ou 25 de março, e tanto na “meia” como na final, Portugal vai jogar em casa. Do outro lado do caminho dos lusos vai estar Itália contra a Macedónia do Norte, e caso os portugueses vençam os turcos, discutem a vaga com uma dessas turmas.

LA Lakers | As estrelas que não se alinham

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Uma das equipas que mais prometia lutar pelo título na atual época, mas que está a ser uma das desilusões. Os Los Angeles Lakers foram buscar muitos jogadores experientes e com qualidade: Russell Westbrook, Carmelo Anthony, entre outros. Porém, não estão a corresponder às expectativas e os 17 vezes campeões da NBA estão a ter uma vida complicada.

Antes de falar da atual situação da franquia, é necessário falar do passado. Os LA Lakers são, a par dos Boston Celtics, a equipa com mais campeonatos de NBA e já teve vários jogadores que pertencem ao Hall of Fame do basquetebol. Kobe Bryant, Magic Johnson, Shaquille O’Neal, Kareem Abdul-Jabbar, Wilt Chamberlain, Jerry West, Magic Johnson, entre outros. Uma equipa cheia de histórias.

As estrelas dos Lakers não estão alinhadas

Existe um grande problema: o passado não dá novos títulos. Apesar de serem uma equipa experiente, os resultados não aparecem. Uma equipa com jogadores como LeBron James (apesar de já ter falhado alguns jogos esta época), Anthony Davis e os outros já referenciados, devia estar melhor colocada na Conferência Oeste. Neste momento, os Lakers ocupam o nono lugar, com dez vitórias em 20 jogos.

Há duas épocas, os Lakers venceram, na bolha, o campeonato da NBA. Na época transata, já com adeptos, foram eliminados na primeira ronda pelos Phoenix Suns, que acabaram por ser finalistas vencidos.

Depois da eliminação madrugadora, os Lakers perceberam que a melhor opção para a franquia seria fazer umas trocas e contratar jogadores livres. A principal troca aconteceu num negócio com os Washington Wizards: os Lakers receberam Russell Westbrook e os Wizards receberam Kentavious Caldwell-Pope, Kyle Kuzma e Montrezl Harrell. Além desses três jogadores, a equipa da capital dos Estados Unidos da América também recebeu Spencer Dinwiddie, dos Brooklyn Nets, e Aaron Holiday, dos Indiana Pacers. Até ao momento, nota-se que os Wizards foram a equipa vencedora da troca – ocupam o quarto lugar da Conferência Este, com 11 vitórias em 18 jogos.

Os Lakers têm 10 jogadores com pelo menos 30 anos na equipa. Tal como já foi dito, é uma das equipas mais experientes da NBA e já têm cinco jogadores que jogaram o NBA All-Star de 2017 – LeBron James, Russell Westbrook, Anthony Davis, Carmelo Anthony e DeAndre Jordan.

LeBron, Westbrook e Davis são as principais estrelas da equipa e são o novo Big Three da NBA. Esperava-se que o trio fosse dominar a Conferência Oeste, mas não é o que está a acontecer.

Até ao momento, Westbrook está a fazer os piores números dos últimos anos: 20 pontos por jogo, 8.6 assistências por jogo, 8.4 ressaltos por jogo, 43.1% de acertos de lançamentos, 4.9 turnovers por jogo e 3.3 faltas por jogo. Apesar do quase triplo-duplo por jogo e de ter alguns jogos bons, é um jogador que está a ter várias dificuldades em muitos jogos e é muito criticado pelos adeptos.

LeBron James está a ter um início de época para esquecer. Falhou mais jogos (11) do que aqueles que jogou (nove) e já foi expulso de um jogo, após um momento mais quente do jogo com Isaiah Stewart, frente aos Detroit Pistons. Quando joga, LeBron está a ter mais minutos por jogo, mas com piores números do que na época transata. Apesar disso, já teve um game winner contra os Indiana Pacers.

Dos três jogadores, Anthony Davis é aquele que está a ter uma prestação mais digna. O antigo jogador dos NO Pelicans está com uma média de 24.3 pontos por jogo, 10.3 ressaltos por jogo e uma eficácia de 51.7% no lançamento. Além disso, é o jogador mais jovem dos três e espera-se que seja o principal nome da franquia após a saída de LeBron James.

Além desses três jogadores, há ainda outros nomes a salientar. Carmelo Anthony é um dos melhores lançadores do jogo e é um dos basquetebolistas mais desvalorizados dos últimos anos, esteve dois anos sem jogar por nenhuma equipa o querer A ida de Melo para os Portland Trail Blazers ressuscitou uma grande carreira de um jogador que veio do Draft de 2003, que também tinha LeBron James e Dwyane Wade.

Além dele, houve o regresso de dois grandes nomes: Rajon Rondo e Dwight Howard. Ambos pertencem à última equipa dos Lakers que venceram o campeonato. Na época transata, Rondo jogou pelos Atlanta Hawks e os LA Clippers, os rivais da cidade. Já Howard jogou pelos Philadelphia 76ers, onde era um habitual substituto de Joel Embiid, basquetebolista que ficou em segundo lugar na corrida pelo MVP da época 2020-21.

Após estas contratações todas, ninguém esperava ver os LA Lakers muito abaixo na tabela classificativa e com uma qualidade de jogo aquém das expectativas. Neste momento, nem são a melhor equipa da NBA a jogar no Staples Center: partilham o pavilhão com os LA Clippers que tem dez vitórias em 18 jogos.

Só o futuro dirá se a reformulação compensou. Afinal, a fase que decide tudo são as eliminatórias e, se os LA Lakers chegarem lá, vão ser um osso duro de roer para todas as equipas da NBA, mas, por enquanto, o telescópio ainda não está funcional.

Foto de Capa: NBA