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Sporting CP 1-1 FC Porto: Quem não marca sofre… Há Díaz assim

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A CRÓNICA: SPORTING CP PAGA CARA A FATURA COBRADA POR DIOGO COSTA E LUIS DÍAZ

O primeiro clássico da Liga começou a “doer”. E não, não é no mau sentido. Um ambiente a ferver dentro e fora de campo a refletir-se nos cartões amarelos dados desde cedo por Nuno Almeida. Quatro cartões amarelos nos primeiros 15 minutos de jogo! E, por esta altura, os minutos das seleções ainda não pesavam nas pernas.

Houve emoção, houve advertências e também golos neste início de jogo. Aos 16 minutos, Nuno Santos levanta toda a bancada verde e branca. Arrancada de Porro na direita, que levou via verde frente a Marcano e que cruzou para Nuno Santos. No sítio certo à hora certa, o número 11 dos leões coloca a bola do lado direito da baliza de Diogo Costa e faz o 1-0. Começou então a evidenciar-se uma lacuna no jogo portista: a falta de um lateral puro no lugar de Marcano.

Ao longo da primeira parte, pudemos ver um FC Porto a tentar empurrar o seu jogo para o seu meio-campo ofensivo. O Sporting CP, por sua vez, ia dando conta do recado em termos defensivos. Na frente, os leões apostaram no pé no acelerador e na transição, onde Nuno Santos ia assumindo a maior parte da despesa. Os leões regressaram ao balneário com água na boca com apenas 1-0 ao intervalo, depois de várias oportunidades criadas ao longo do primeiro tempo.

Na segunda parte, o jogo continuou vivo e animado, mas com muito menos oportunidades claras de golo. Ainda assim, a tendência de jogo manteve-se para lá dos 45′. O FC Porto continuou a tentar um jogo mais calculado, mas sem criar grande problemas a Adán. Faltava ideias para organizar o jogo ofensivo azul e branco.

A meio da segunda parte, o conjunto de Sérgio Conceição começou a crescer no jogo, mas ainda sem oportunidades claras. Mas eis que surge o minuto 71′ e um “tal” de Luis Díaz sem dó nem piedade a fazer o empate. Mais classe garantida neste clássico. Falei em classe? Ainda mal se tinha festejado e Diogo Costa já estava a negar o 2-1 para o Sporting CP, com uma palmada, a impedir o golo de Paulinho de cabeça.

Apesar da reação embrionária, a verdade é que faltou bola ao Sporting CP para reagir ao empate. O FC Porto, nos minutos finais, mostrava-se mais esclarecido até que… Toni Martínez é expulso por segundo amarelo, mesmo entrando na segunda parte. O marcador não se alterou até ao final. O resultado não espelha na sua íntegra o jogo por si só, mas acaba por mostrar a fatura paga pelo Sporting CP por não ter concretizado todas as oportunidades que conseguiu criar ao longo da partida.

 

 

A FIGURA
Sporting x Porto - A Figura
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Diogo Costa – A decisão para a figura da partida não foi de todo fácil. Mais outros três jogadores podiam ser nomeados para “Figura”. Diogo Costa foi gigante na baliza e fez o lembrar os sportinguistas a célebre frase de “quem não marca sofre”. Nota ainda para Nuno Santos, Luis Díaz e até Pedro Porro, que estiveram também muito bem esta noite.

 

O FORA DE JOGO
FDJ: Sporting x Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Marcano – Foi substituído antes do intervalo a par de Bruno Costa. Esteve muito apagado no duelo e surgiu em evidência não pelas melhores razões no golo leonino. Marcano não conseguiu dar conta do recado. Principalmente numa lateral onde se encontravam jogadores velozes e irreverentes. O facto de não ser a sua posição “de origem” pode ter pesado esta noite.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting CP entrou para este clássico com duas ausências. Nuno Santos e Neto entraram no onze inicial para render os lugares de Pedro Gonçalves e Gonçalo Inácio. Destaque ainda para o regresso de Pedro Porro à titularidade. Fiel às suas ideias, os leões mantiveram o seu 3-4-3. A equipa de Rúben Amorim estava a marcar este jogo pela sua pragmática. Houve aposta clara na transição e velocidade sem complicar muito no caudal ofensivo. A certa altura, quase parecia fórmula científica ou bem parecido com uma equação matemática: bola nas costas da defesa do adversário e mais uma oportunidade de perigo para a equipa da casa. Muita trapalhada na defesa portista a ser aproveitada muitas vezes pelo Sporting CP e, sobretudo, por Nuno Santos. Jovane e Porro fizeram também a “vida negra” a Marcano (enquanto aguentou em campo), que não é propriamente um jogador veloz e não estava não sua posição natural.

Depois do golo, o Sporting CP perdeu um pouco o fulgor e não conseguiu ter tanta bola. Tentou responder à mexida do FC Porto, com a entrada de Toni Martínez e o regresso de Corona à direita, com as entradas de Esgaio e Matheus Reis, ambos ainda frescos do banco.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Adán (5)

Feddal (6)

Coates (6)

Palhinha (6)

Matheus Nunes (5)

Jovane (6)

Nuno Santos (7)

Neto (6)

Rúben Vinagre (6)

Paulinho (5)

Pedro Porro (7)

SUBS UTILIZADOS 

Sarabia (5)

Esgaio (-)

Matheus Reis (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto entrou com Uribe, Luis Díaz e Corona no 11 inicial, mesmo depois dos jogos feitos pelas seleções. O esquema tático prendeu-se por um 4-4-2 que por vezes se tornava num 4-3-3 a certas alturas do jogo. Corona esteve no apoio a Taremi, e Otávio ficou com a faixa direita.

Inicialmente, o FC Porto até tentou anular os construtores do Sporting CP, mas, quando baixou a sua guarda, o golo aconteceu. A construção contou muito com a ajuda dos defesas laterais a subir, algo que acabou por ser bem aproveitado pelo adversário. Muita dificuldade para controlar as transições rápidas do Sporting CP e a conter os lances nas costas da defesa. Valeu Diogo Costa que disse “presente” de forma exímia mais do que uma vez.

Cedo se percebeu que Marcano talvez tivesse sido a aposta errada, principalmente para controlar a velocidade e irreverência de Jovane e Porro. Entrou, por isso, ainda na primeira parte, Manafá. Outra entrada dos dragões na mesma altura foi a de Sérgio Oliveira para a saída de Bruno Costa. Alterações com dois objetivos: limpar amarelos e colocar um pouco de cabeça no jogo.

Na segunda parte, os azuis e brancos conseguiram encontrar-se, mas não logo desde o início dos segundos 45′. As substituições tardaram a fazer diferença e acho que Sérgio Conceição acabou por perceber os seus erros neste clássico mesmo antes do apito final. Retornou Corona para o lugar onde consegue desequilibrar mais e trouxe Toni Martínez do banco no apoio a Taremi. Uma fórmula que, na minha opinião, devia ter apresentado desde início.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (8)

Pepe (7)

Marcano (3)

Luis Díaz (7)

Uribe (5)

Taremi (5)

Corona (5)

Mbemba (5)

João Mário (5)

Otávio (6)

Bruno Costa (5)

SUBS UTILIZADOS

Sérgio Oliveira (5)

Manafá (5)

Toni Martínez (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Marcano ocupou o lado esquerdo da defesa. Dada a falta de velocidade do jogador central, tentou explorar essa possível debilidade com a velocidade e irreverência de Porro e Jovane?

Rúben Amorim: O maior perigo do Sporting CP foi pelo lado direito. Olho para isso com caraterísticas diferentes. Manafá mais ofensivo, Marcano mais defensivo, mais central. Mais preparado para as transições, mais experiente nas bolas paradas. E é assim: muda-se as caraterísticas, mantém-se o sistema.

FC Porto

Não foi possível colocar questões ao técnico do FC Porto, Sérgio Conceição

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

CD Santa Clara 0-5 SL Benfica: Uma mão-cheia nos Açores

A CRÓNICA: DUAS PARTES QUE PARECIAM DOIS JOGOS DIFERENTES

Após a pausa para seleções, o Estádio de S. Miguel abriu portas para a quinta jornada da Primeira Liga. Ambas equipas vinham motivadas por vitórias. O CD Santa Clara frente ao Gil Vicente FC, e o SL Benfica frente ao CD Tondela. Esperava-se, então, um jogo difícil e emocionante.

A partida começou equilibrada. O CD Santa Clara aproveitaria a maior facilidade em criar linhas de passe e a dificultar a vida ao SL Benfica. Este tentaria, ainda, ter mais velocidade no jogo, através das alas e até a ser mais agressivos, mas os atentos bravos não permitiam os avanços do clube de Lisboa.

A primeira oportunidade de golo clara viria aos 24 minutos, através de Cryzan que, perto do segundo poste, tenta rematar, mas a presença de muita gente na área acabaria por lhe prejudicar o ângulo de visão. Nesta primeira parte, era clara a superioridade do CD Santa Clara, no entanto, um erro defensivo viria a prejudicar a equipa da casa. Bastou um passe de João Mário para Rodrigo Pinho, que consegue ganhar a frente do lançamento a Boateng, que ainda tenta ir atrás do prejuízo, com velocidade, e remata para as redes de Marco Pereira, inaugurando, assim, o marcador. Apesar do golo, estava tudo em aberto para a segunda parte, que prometia ser empolgante.

A equipa da Luz como que acordou de um sono e apareceu renovada para a segunda parte. Ainda nem tempo havia para aquecer e Darwin já estava de pé quente, consegue a frente do lance e, com a maior das facilidades, faz o segundo golo. Pouco tempo depois, o recém-entrado Rafa recebe a bola, vira-se em direção à baliza e deixa Marco Pereira incrédulo com a bola do terceiro golo da partida a entrar pelas redes.

O atento adepto que estava na primeira parte do jogo com certeza teve dificuldade em entender que era a mesma partida que estava a assistir. Darwin fez questão de mostrar isso ao conseguir livrar-se da defesa da equipa açoriana e marcar o quarto golo da partida. Se pensávamos que ia parar por aí estávamos muito enganados. Grimaldo recebe já perto da baliza, passa para Yaremchuk e este só tem de encostar e, assim, fazer o quinto golo da partida.

A turma de Daniel Ramos ainda tentou reagir, mas sem grande efeito. O apito final chegou e a vitória do SL Benfica era certa. Apesar da primeira parte bem conseguida, não foi suficiente para os açorianos conquistarem os três pontos. Resta, então, tentar fazer melhor na próxima jornada e continuar com a mesma qualidade que a segunda parte, no caso do SL Benfica.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Darwin – O avançado, de 22 anos, marcou dois dos cinco golos do SL Benfica. Foi, sem dúvida, uma figura importante e que fez toda a diferença na hora de finalizar. Darwin, hoje, estava de “pé quente” e olhos postos no alvo certo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Marco Pereira – O guardião açoriano ficou muito aquém das expectativas. Estamos habituados a ver um jogador seguro e decisivo em muitos momentos, mas, nesta partida, esteve abaixo do habitual.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

A turma de Daniel Ramos alinhou em 3-5-2. Com uma linha defensiva a três, com Paulo Henrique a jogar mais descaído pela ala. Rafa e Mansur a jogar na ala, baixando no terreno no momento defensivo. Morita, Anderson e Lincoln jogaram mais no miolo, servindo Rui Costa e Crysan.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Pereira (2)

Rafael Ramos (3)

Boateng (2)

João Afonso (3)

Mansur (4)

Anderson Carvalho (4)

Lincoln (4)

Paulo Henrique (3)

Crysan (4)

Morita (4)

Rui Costa (3)

SUBS UTILIZADOS

Mohebi  (3)

Luis Phellype (2)

Néné (3)

Jean Patric (-)

Julio Romão (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A turma de Jorge Jesus alinhou em 3-4-3. Linha defensiva a três, tal como habitual. Weigl e João Mário como duplo pivot defensivo. Grimaldo deu largura na esquerda, Diogo Gonçalves pela direita. Na frente, três homens mais soltos. Everton e Darwin mais móveis e Pinho como referência ofensiva.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas (3)

Grimaldo (3)

Lucas Veríssimo (4)

Vertonghen (3)

Everton (3)

Darwin (6)

Diogo Gonçalves (4)

Rodrigo Pinho (5)

João Mário (4)

Weigl (4)

Morato (4)

SUBS UTILIZADOS

Rafa  (5)

Gedson (4)

Yaremchuk (5)

Pizzi (3)

Lazaro (4)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

CD Santa Clara

BnR: Não era de todo o resultado que esperava. O golo perto do intervalo foi determinante para este desfecho?

Daniel Ramos: Tivemos uma primeira parte muito bem conseguida da nossa parte. Anulamos o SL Benfica por várias vezes. Tivemos remates mais perigosos, oportunidades na frente e a desvantagem ao intervalo é enganadora. Só fomos CD Santa Clara na primeira parte, o SL Benfica, com mérito, conseguiu encontrar espaços e conseguiu ser eficaz. Faltou-nos reagir, ser melhores, mais fortes. Tenho a certeza que precisamos de ser competentes todo o jogo. Se não fôssemos uma equipa que se deixou abater, as coisas seriam diferentes.

SL Benfica 

BnR: Temos dois SL Benfica distintos, na primeira e na segunda partes. Qual o seu objetivo ao retirar Rodrigo Pinho e substituí-lo por Rafa?

Jorge Jesus: As equipas são diferentes e nem sempre a equipa está a ser superior mantém-se. Mas sim, estivemos melhores na segunda parte e daí fazermos a diferença e termos conquistado a vitória.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

FC Paços de Ferreira 0-0 SC Braga: Nulo que penaliza o menos favorito

A CRÓNICA: PACENSES MERECIAM MAIS

Depois da pausa das seleções, um FC Paços de Ferreira x SC Braga a abrir a jornada cinco da Liga Portuguesa (o quinto contra o quarto classificados da temporada passada). Como se a priori a “fome de bola” já não fosse muita, um condimento extra para este jogo: um árbitro francês. Willy Delajod seria a cara de um intercâmbio de conselhos de arbitragens entre as Federações francesa e portuguesa. Uma moldura humana generosa (pesem os condicionalismos) recebeu os protagonistas.

O Paços de Ferreira entrou muito acutilante: forte nos duelos e rápido a reagir à perda, em contraste com o SC Braga. O que se viu em campo nos primeiros minutos foi um choque de ideias: o SC Braga tentava um futebol mais rendilhado e pausado e os comandados de Jorge Simão não perdiam tempo e sempre em busca da baliza adversária. O problema, para os bracarenses, estava na passividade com que passes ou receções eram falhadas. O Paços só ganhava com isso e galvanizou-se. Luiz Carlos comandava os momentos de saída, Antunes encheu sempre a cabeça do estreante Yan Couto e, logo aos 5 minutos, depois de uma grande abertura do internacional português (e atual campeão nacional), Denilson ficou pertíssimo do golo.

Esse lance, contudo, pareceu ter assustado os comandados de Carvalhal que começou a assentar o seu jogo… Por pouco tempo. Aos 17 minutos, depois de uma boa tabela com Fábio Martins, foi Chiquinho que, de ângulo apertado, obrigou André Ferreira a defesa atenta. Apesar de a bola fluir, por vezes, melhor nos pés dos bracarenses, o FC Paços de Ferreira continuou a assustar, como num livre direto fortíssimo de Antunes que Matheus parou com dificuldade ou como num desvio escandalosamente falhado por Denilson à boca da baliza aos 26 minutos.

A primeira parte ia passando e Jorge Simão tinha motivos para estar muito mais satisfeito do que Carlos Carvalhal com o jogo, mas não com o resultado. Apesar do nulo, a partida esteve sempre entretida e, muitas vezes, foi bem jogada.

Aos últimos quinze minutos da primeira parte baixaram de intensidade, porque as equipas perceberam que, até chegar o intervalo, talvez o 0-0 não fosse um resultado necessariamente mau. O nulo acompanhou o fim da primeira parte. Tratava-se de um resultado lisonjeiro para o SC Braga. Se alguém merecesse estar em vantagem seria o Paços, ainda que se percebesse que os bracarenses tinham mais qualidade e que podiam dar mais na segunda parte.

Carlos Carvalhal não perdeu tempo e, regressados dos balneários, os bracarenses apresentaram duas caras novas no onze. Os recentemente contratados Yan Couto e Chiquinho deram lugar aos mais experimentados Fabiano e Galeno.

A segunda parte não trouxe grandes novidades relativamente ao final da primeira. Estranhamente, o SC Braga não esboçou diferenças em relação ao primeiro tempo: continuava com um jogo indolente e previsível, pincelado com execuções técnicas bonitas, mas sem resultados práticos. O tempo ia passando, mais monótono e parado do que na primeira parte. Aos 60 minutos, Carvalhal já tinha feito mais uma dupla substituição: sinal de que não estava, de todo, satisfeito. Lucas Mineiro e Abel Ruiz entraram para os lugares dos apagados André Horta e Mario González. O jogo entrava na sua fase decisiva e parecia óbvio que o Paços prepara este jogo com toda a intenção de vencer, mas que o golo podia cair para qualquer lado. Cinco minutos depois de ter entrado, Lucas Mineiro pôs ordem no meio campo e assistiu Ricardo Horta para o que seria um golaço, mas a bola passou a rasar a barra.

Depois das alterações de Jorge Simão, o jogo voltou a aquecer: Delgado e Tanque refrescaram o ataque e, no último terço, o Paços voltou a ficar mais intenso.

Apesar de não haver oportunidades, com o passar dos minutos sentia-se que o Paços de Ferreira marcaria a qualquer momento. O SC Braga, mesmo depois das substituições, esteve irreconhecível porque, com o passar dos minutos, até aproximações à área pacense deixaram de existir.

Apesar do Paços estar por cima no jogo, à entrada dos últimos cinco minutos, Jorge Simão mostrou que considerava o empate um bom resultado, abdicando de jogar com mais um avançado e reforçando o meio-campo com Matchoi (Fernando também saiu, mas por lesão).

E embalo era, contudo, tão grande que os castores nunca desistiram e o SC Braga foi sempre impotente.

O improvável e injusto podia ter mesmo acontecido quando, já nos descontos, Galeno culminou uma exibição muito pobre com uma oportunidade claríssima quando, sozinho em frente a André Ferreira, devia ter feito muito mais. O guardião pacense nem teve de se esticar para agarrar a bola.

Até final, não houve muito mais a contar. Se antes do jogo, o empate pareceria melhor aos visitados, depois do jogo fica a sensação que a vitória nunca chegaria ao SC Braga.

 

A FIGURA

Antunes – Quem sabe não esquece. O defesa esquerdo esteve muitas vezes ligado ao jogo ofensivo da equipa, teve muitas boas decisões e foi venenoso nas bolas paradas. Merecia um golo.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Galeno – Muito pouco se quiser voltar a ganhar a titularidade. Este não é o Galeno de outros tempos. Lançado ao intervalo para alterar o jogo, o brasileiro foi muito solicitado pela equipa, mas decidiu sempre mal. Mesmo no fim, falhou uma oportunidade evidente de golo.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

Já poucas surpresas existem entre as equipas do campeonato. Jorge Simão foi fiel a si mesmo nesta partida: a única alteração em relação ao onze que tinha vencido em Portimão foi a troca de pontas-de-lança (saiu Douglas Tanque e entrou Denilson). A troca não foi feliz, porque Denilson foi muito perdulário, mas montada num 4-2-3-1, a equipa jogou muito bem e deu bons sinais para o futuro. Luiz Carlos e Eustáquio formam um belo duplo-pivot e os extremos Hélder Ferreira e Lucas Silva atacam bem a profundidade. O ponto fraco deste Paços talvez seja a falta de um matador… João Pedro não tem jogado perante a concorrência de Denilson e Tanque: talvez venha a ser uma opção.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Ferreira (6)

Fernando (6)

Flávio Ramos (6)

Maracás (6)

Antunes (7)

Luiz Carlos (7)

Eustáquio (6)

Nuno Santos (6)

Lucas Silva (6)

Hélder Ferreira (6)

Denilson (4)

SUBS UTILIZADOS

Delgado (5)

Douglas Tanque (5)

Matchoi (5)

Jorge Silva (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Depois das seleções, muitas alterações no onze dos bracarenses que têm tido um início de época muito irregular. Yan Couto, Chiquinho e Diogo Leite, recém-contratados, saltaram para o onze e ainda houve uma troca de pontas-de-lança. Recentemente estreado na seleção espanhola, Abel Ruiz foi para o banco, dando lugar ao compatriota Mario Gonzalez. Os protagonistas mudaram, mas o sistema manteve-se (3-4-3), ainda que com novidades (a maior delas talvez fosse Fábio Martins a fazer lembrar Galeno, na posição de ala esquerdo). A espaços, conseguiu perceber-se que a ideia da equipa está lá, mas no geral este foi um jogo pouco conseguido pelos bracarenses. André Horta não esteve ao nível de outros jogos e, no último terço, a equipa ressentiu-se. O meio-campo não funcionou tão rápido como noutras alturas e as substituições, ainda que fizessem sentido, nada acrescentaram.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (5)

Yan Couto (4)

Tormena (6)

Paulo Oliveira (5)

Diogo Leite (6)

Fábio Martins (5)

Al Musrati (5)

André Horta (4)

Chiquinho (4)

Ricardo Horta (6)

Mario Gonzalez (4)

SUBS UTILIZADOS

Lucas Mineiro (5)

Galeno (4)

Abel Ruiz (4)

Fabiano (4)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

BnR: Fez duas substituições ao intervalo, mas não conseguiu mudar o resultado. Estava à espera de uma resposta diferente de alguns jogadores?

Carlos Carvalhal: Nós fazemos as substituições sempre com o intuito de melhorar a equipa. Passámos o Fábio para a direita e pusemos o Galeno a fazer todo o flanco esquerdo. O Yuri também estava sem ritmo e decidimos meter o Fabiano. Esperávamos marcar golos, fundamentalmente. Ninguém vem a Paços fazer um ataque avassalador e conseguir criar imensas oportunidades.

FC Paços de Ferreira

BnR: Tem alternado muito os pontas-de-lança. O que é que o Denilson, o Douglas Tanque e mesmo o João Pedro podem dar de diferente à equipa?

Jorge Simão: Estamos a falar de pontas-de-lança diferentes. Começo pelo João Pedro: gosto muito dele, sou um admirador das suas qualidades e até estou a trabalhar com ele funções diferentes do que ele tem vindo a desempenhar na sua carreira. Acho que, tendo o Denilson e o Tanque para essa posição, não quero deixar cair o João. O Denilson é um jogador diferente do Tanque. O Denilson fez, hoje, uma exibição boa: está nas situações de golo e isso, conquistá-las, é mérito. Não finalizou, mas isso é futebol. O Tanque é um ponta-de-lança mais posicional, mais forte a segurar a bola e com um pé esquerdo que é uma bênção.

Leicester City FC 0-1 Manchester City FC: Bernardo Silva dá a vitória aos “Citizens”

A CRÓNICA: LEICESTER CITY FC DOMINADO EM CASA PELO MANCHESTER CITY FC

O confronto marcou o retorno dos finalistas da supercopa da Inglaterra. Desta vez, ao invés de uma taça, o que está em disputa são três pontos essenciais para o caminho até a glória máxima para a conquista da maior liga de clubes do mundo.

A partida começa com os blues não sentem a pressão de jogar fora dos seus domínios e iniciam as primeiras oportunidades de golo.

Logo aos cinco minutos, uma pressão do City que por pouco não sai o primeiro golo da partida. Bernardo Silva numa incrível jogada, passa por dois marcadores no lado esquerdo de ataque e cruza alto para Gabriel Jesus. No entanto, Schmeichel defende o arremate de cabeça. Mesmo assim, a bola ainda ficou nos pés de Fernan Torres para obrigar a defesa dos foxes a realizar novamente a defesa do arremate.

Em seguida, aos sete minutos, veio a resposta do Leicester. Num contra-ataque que começa com Albrighton onde através de um lançamento, de antes do meio-campo, acha Vardy. O ponta de lança, livre no lado direito de ataque, manda a bola para o outro lado em direção ao meio da área para Maddison finalizar junto a Ederson. O guarda-redes brasileiro consegue realizar uma defesa corajosa.

Aos 18 minutos o City aplica a marcação alta, resultando num erro na saída de Tielemans, que entrega a bola para Bernardo Silva. O médio portugues caminha com a bola junto ao seu pé e arrematou no canto, para novamente, Schmeichel negar a oportunidade de golo.

Após o começo frenético, os blues permanecem como a equipa criadora de oportunidades. Porém, o ímpeto é diminuído e o ritmo das oportunidades fica mais calmo.

Somente no final do primeiro tempo, a partir dos 40 minutos, o lado azul de Manchester criou sucessivas oportunidades de golo. Através de diversos arremates, a defesa do Leicester finalmente afasta a bola do seu perigo. Para o Leicester as tentativas de contra-ataque por muitas vezes foram desperdiçadas no meio-campo em razão dos vários erros de passes.

Assim, encerrou-se a primeira etapa da partida. Com o Manchester City a fazer o papel de mandante, criando e abusando de diversas oportunidades de golo. Enquanto o Leicester apenas criou poucas oportunidades através de contra-ataques.

O começo da segunda etapa viu o Leicester novamente em busca do erro do City de modo a tornar efetivo o seu contra-ataque. Como resultado, duas oportunidades foram criadas por parte do Leicester. Uma delas fazendo a bola achar o fundo das redes, mas que ultimamente foi anulado por um fora de jogo.

Enquanto isso, o City permanece com a posse da bola, mas sem ameaçar de facto o golo de Schmeichel.

Após chute de Cancelo a bola rebate em Soyuncu, e fica livre para Bernardo Silva que arremata forte de pé esquerdo. Desta forma, aos 62 minutos, o golo dos blues inaugurou a bola na rede no King Power Stadium.

O golo na sua própria casa fez com o Leicester mudasse a sua postura. Assim, os Foxes começaram a ter mais a bola e determinaram um avanço da sua marcação. Porém, a equipa de Guardiola portou-se de forma perfeita e com calma para manter o ímpeto dos donos da casa contido.

Novas oportunidades surgiram após as substituições dos mandantes, logo aos 75 minutos. Quando Ihenacho num contra-ataque veloz pelo meio do campo passa por dois defensores e consegue dar uma assistência para Lookman, que, livre de marcação arremata. Obrigando Ederson a realizar uma defesa providencial para manter o resultado favorável para o City.

O que se viu para o restante da partida foi um controlo do City que desde o início se mostrou mais corajoso, através de um grande volume de jogo. Enquanto o Leicester esperou o erro do seu adversário que por vezes não foi o suficiente para marcar um golo.

Assim, com o solitário, mas eficiente golo de Bernardo, a vitória e os três pontos foram para o Manchester City. Determinando a subida para as primeiras posições além de credenciar os blues como um dos principais candidatos ao título da Liga inglesa. Por outro lado, o Leicester não consegue permanecer no caminho das vitórias e terá de recuperar este tropeço fora dos seus domínios para que se mantenha na briga por uma vaga na Liga dos Campeões.

 

A FIGURA

Ederson – Depois de uma grande exibição na última rodada, o City manteve um bom volume de jogo. No entanto, o Leicester demonstrou ser uma equipa perigosa ao criar diversas oportunidades. E um dos responsáveis por construir a vitória, sem dúvidas, é o guarda-redes brasileiro, em diversas defesas, impediu que os foxes empurrassem a bola para as redes. Determinando assim, a importante vitória fora de casa.

 

O FORA DE JOGO

Harvey Barnes O estilo de jogo reativo, sempre à espera dos contra-ataques, exige um raciocínio inteligente e uma tomada de decisão acertada. Isto passou longe do jogo de Barnes. O médio inglês não conseguiu dar mobilidade e opções ao ataque dos Leicester e ainda perdeu uma grande oportunidade quando recebeu a bola em frente ao guarda-redes adversário.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEICESTER CITY FC

Os atuais campeões da Supercopa da Inglaterra, entraram em campo com duas novidades em relação ao último jogo. As entradas de Vendergaard e Bertrand foram as novidades da equipa do Brendan Rodgers. Que com 4-4-1-1, usou Maddison como um médio avançado e apenas Vardy como ponta de lança. Desta forma, os foxes mantiveram o esquema dos últimos jogos na Premier League. Para o segundo tempo, apenas a substituição de Iheanacho deu um fator diferente à formação. A entrada de outro ponta de lança com velocidade aumenta as forças do ataque do Leicester.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kasper Schmeichel (8)

Castagne (5)

Vestergaard (7)

Soyuncu (4)

Bertrand (5)

Albrighton (5)

N’Didi (5)

Tielemans (4)

Barnes (3)

Maddison (4)

Vardy (6)

SUBS UTILIZADOS

Evans (5)

Ihenacho (6)

Lookman (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

O retorno das competições nacionais trouxe o City de Pep Guardiola com o mesmo esquema de 4-3-3. Com Fernan Torres de falso nove, Gabriel Jesus e Grealish na função de extremas. Para o segundo tempo, a saída de Gabriel Jesus, para a entrada de Fernandinho faz com que Bernardo Silva desloca-se para a extrema-direita. E Sterling entrou na função exercida por Torres de falso nove.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (8)

João Cancelo (6)

Rúben Dias (6)

Aymeric Laporte (6)

Kyle Walker (5)

Ilkay Gundogan (5)

Bernardo Silva (7)

Rodri (5)

Jack Grealish (7)

Gabriel Jesus (6)

Ferran Torres (5)

SUBS UTILIZADOS

Fernandinho (6)

Raheen Sterling (5)

 

Rescaldo de opinião redigido em português do Brasil.

Manchester United FC 4-1 Newcastle United FC: O regresso lendário de Cristiano Ronaldo

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A CRÓNICA: “TEATRO DOS SONHOS”, ONDE A MAGIA ACONTECE

Durante 90 minutos, o mundo parou para assistir ao regresso de Cristiano Ronaldo ao “Teatro dos Sonhos”. Um dia arrepiante, lindo e especial para todos os aficionados de futebol. Foi neste ambiente que o Manchester United FC venceu o Newcastle United FC por 4-1. Uma partida inesquecível.

Com o Old Trafford a abarrotar, sentiu-se a pressão e o nervosismo inicial dos homens de Solskjaer, com passes falhados, erros defensivos e dificuldades na construção ofensiva. Ainda que tenham sido claramente superiores no primeiro tempo, foi uma exibição “fraquinha”, aquém das altíssimas expetativas.

Contudo, às portas do intervalo, acontece o que todos nós ansiávamos. O golo de Cristiano Ronaldo. Após um remate de Mason Greenwood, que dá em defesa do guarda-redes adversário, o internacional português abre o marcador na recarga (1-0). À hora certa no sítio certo. Não poderia ter sido outra pessoa…

O início da segunda parte foi algo espetacular. O Newcastle United FC aproveitou a má entrada do Manchester United FC e empatou a partida por intermédio do lateral-direito Javier Manquillo (1-1). O inferno de Old Trafford congelou e a festa dos adeptos encarnados ficou em suspenso por seis minutos. O que aconteceu? Com um remate fulminante entre as pernas do guardião Freddie Woodman, Cristiano Ronaldo bisou e colocou a equipa de novo na frente do marcador (2-1). Outrora fora um ídolo, e hoje? Continua a ser um ídolo. Impressionante…

Minutos passaram e o terceiro golo dos red devils chegou dos pés de Bruno Fernandes (3-1). E que golo… Do “meio da rua”, o português olhou, pensou e concretizou com um remate fabuloso que deixou água na boca. Mas o resultado não estava fixado. Já nos descontos finais, Jesse Lingard finta um dentro de área e atira a contar. Está feito o 4-1 e diria que é uma tarde de sonho para o Manchester United FC.

Hoje, escreveu-se um novo capítulo na história do futebol. Um guião quase perfeito. O Manchester United FC ganhou, e o futebol? O futebol também ganhou.. “Viva Ronaldo!”

 

A FIGURA

Cristiano Ronaldo – Que ”reestreia” de sonho: bisou e ajudou a equipa a garantir os três pontos. Tinha os olhos do mundo postos em cima e lidou com isso como um senhor, mostrando o porquê de ser um dos melhores da história. Uma lenda. “Sir Alex, esta é para si”. Boa sorte nesta nova etapa, Cristiano!

 

O FORA DE JOGO

Jadon Sancho – É um jogador extraordinário e a sua qualidade não está posta em causa. No entanto, não entrou a melhor versão de Jadon Sancho em campo pela equipa de Manchester. Teve uma exibição “fraquinha” e pouco fez a nível ofensivo, o que lhe valeu a saída aos 66 minutos de jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Num dos jogos mais aguardados dos últimos tempos, o técnico norueguês Ole Solskjaer deu uma alegria ao futebol com a titularidade de Cristiano Ronaldo no elenco do Manchester United FC. Relativamente ao sistema tático, não houve surpresas e continuou com o seu habitual 4-2-3-1. No primeiro tempo, a formação encarnada sofreu algumas tribulações na ligação e construção ofensiva e, consequentemente, dispôs de poucos momentos de perigo. Sentiu-se uma equipa “presa” e pouco fluída na circulação de bola, com dificuldades em perfurar a “muralha” defensiva do Newcastle United FC. Apostou na utilização dos cruzamentos para a área, porém pouco efeito tiveram.

No segundo tempo, sofreu um “balde de água fria” prematuro com o golo dos visitantes, aos 56 minutos. Porém, a partir daí, marcou três golos e festejou uma tarde de sonho.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

David De Gea (6)

Luke Shaw (7)

Harry Maguire (7)

Raphael Varane (7)

Aaron Wan-Bissaka (7)

Nemanja Matic (7)

Paul Pogba (8)

Jadon Sancho (5)

Bruno Fernandes (8)

Mason Greenwood (6)

Cristiano Ronaldo (9)

SUBS UTILIZADOS

Jesse Lingard (7)

Donny van de Beek (6)

Anthony Lingard (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – NEWCASTLE UNITED FC

Na quarta jornada da Liga Inglesa, o Newcastle United FC viajou a Manchester em busca de pontos. Embora tenha alinhado em 5-3-2, passou a maior parte do jogo a defender em 5-4-1, com a linha média colada à linha defensiva. A sua estratégia era precisamente essa: defender bem e procurar surpreender através de contra-ataques rápidos. E, até aos 60 minutos, estava a resultar na perfeição. No primeiro tempo, efetuou um trabalho defensivo formidável e, no início da segunda parte, ainda empatou a partida. No entanto, a partir daí tudo foi por água abaixo e sofreu três golos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Freddie Woodman (5)

Matt Ritchie (6)

Ciaran Clark (6)

Jamaal Lascelles (7)

Isaac Hayden (6)

Javier Manquillo (7)

Miguel Almirón (7)

Sean Longstaff (6)

Joseph Willock (7)

Allan Saint-Maximin (7)

Joelinton (6)

SUBS UTILIZADOS

Jacob Murphy (6)

Jamal Lewis (6)

Jeff Hendrick (6)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Antevisão GP Itália: Bottas impõe-se no sprint, mas é Verstappen quem sai a ganhar

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A ANTEVISÃO: PENALIZAÇÃO DE BOTTAS E MAU ARRANQUE DE HAMILTON DEIXAM A MERCEDES COM MUITO TRABALHO PARA A CORRIDA

A história do segundo sprint da Fórmula 1 começou a escrever-se na qualificação de sexta-feira. Valtteri Bottas tinha garantido vantagem para a prova de hoje, mas ficou a saber-se que o finlandês da Mercedes iria começar a corrida nos últimos lugares da grelha, pela troca de unidade motriz (a quarta do ano) e pela substituição do controlo eletrónico do motor, independentemente do que fizesse no sprint.

Por isso, antes da prova começar, especulava-se se Bottas iria ser jogador de equipa e deixar Lewis Hamilton passar, bloqueando a passagem a Max Verstappen e aos restantes pilotos que se seguissem. Nada disso acabou por acontecer, porque o arranque de Hamilton foi bastante mau. Se Bottas manteve o primeiro lugar, Hamilton foi engolido por quatro carros (Verstappen, os dois McLaren de Daniel Ricciardo e Lando Norris, que começaram de pneus macios, e o AlphaTauri de Pierre Gasly).

Só que, na curva 1, Gasly tinha batido ao de leve na traseira do carro de Ricciardo, e, enquanto passava pela Curva Grande, a asa da frente do piloto francês foi para debaixo dos pneus da frente, levando Gasly a ir à gravilha e contra a barreira, o que levou à chamada do Safety Car (não sem antes haver contacto entre o AlphaTauri de Yuki Tsunoda e o Alfa Romeo de Robert Kubica, que provocou um pião do polaco).

No recomeço, Bottas voltou a arrancar bem e conseguiu sempre controlar a prova até ao fim, com Verstappen a seguir sempre também confortavelmente em segundo (e a não atacar muito o primeiro lugar, sabendo da penalização de Bottas). Ricciardo e Norris seguiram-se (o australiano ultrapassou o britânico no primeiro arranque), com Hamilton em quinto a não conseguir ultrapassar Norris, apesar das várias tentativas. Os pilotos da Ferrari, Charles Leclerc e Carlos Sainz, aproveitaram o azar de Gasly para subirem uma posição cada um (sexto e sétimo), com Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) a fazer também ele um belíssimo trabalho e a subir para a oitava posição.

Sergio Pérez terminou em nono com o outro Red Bull, tendo um momento interessante com Lance Stroll. O canadiano da Aston Martin, que começou com pneus macios usados, ultrapassou o mexicano na quinta volta, com Pérez a reconquistar a posição na nona volta, mas ilegalmente, tendo saído de pista e voltando à frente de Stroll. Meia-volta depois, o engenheiro do mexicano disse para ele devolver o lugar e Pérez conseguiu mesmo ultrapassar Stroll, desta vez de forma correta, na volta seguinte. Stroll terminou o sprint em décimo.

Portanto, contas feitas, Bottas leva três pontos, Verstappen dois e Ricciardo um ponto, uma vez que foram os três mais rápidos do sprint. Mas aplicada a penalização ao finlandês, Verstappen vai arrancar da pole position, seguido de Ricciardo e Norris. Hamilton será quarto, à frente da dupla da Ferrari composta por Leclerc e Sainz. Giovinazzi, que ainda não tem o futuro na Alfa Romeo, começa a corrida em sétimo, seguido de Pérez, Stroll e Fernando Alonso (Alpine), que foi 11.º, mas começa no top-10.

Sebastian Vettel, no segundo Aston Martin, e Esteban Ocon, no segundo Alpine, vêm em 11.º e 12.º, com os Williams de Nicholas Latifi e George Russell atrás. Tsunoda conseguiu recuperar do choque com Kubica e foi 16.º, começando a corrida em 15.º. Nikita Mazepin começou o sprint em último, mas terminou-o em 17.º, à frente de Kubica e do outro Haas de Mick Schumacher. Pierre Gasly e Valtteri Bottas partirão da última linha da grelha, apesar da vitória do finlandês na prova de hoje.

E por isso, num fim de semana em que a Mercedes tem estado a controlar desde o início, as coisas sofreram uma reviravolta grande. Verstappen está agora literalmente na pole position para sair de domingo a sorrir, com os McLaren entre Hamilton e pelo menos um pódio. Lembrando que o holandês já ganhou dois pontos ao britânico só com a prova de hoje, a corrida de amanhã promete ser fascinante.

Foto de Capa: Fórmula 1

3 jogadores da equipa do FC Porto a ter em conta | Sporting CP

3 JOGADORES DO FC PORTO A TER EM ATENÇÃO NO CLÁSSICO

Hoje há clássico em Alvalade. Leões e dragões encontram-se à quinta jornada para medir forças, num jogo em que vão estar frente a frente dois candidatos ao triunfo do campeonato. Ambos os emblemas procuram a vitória para não deixar o neste momento líder da liga SL Benfica adiantar-se na corrida ao título.

Os últimos cinco jogos em Alvalade apontam para uma luta 50-50, exatamente como Rúben Amorim referiu na antevisão do jogo – “O favoritismo é 50-50”. Os últimos cinco encontros entre estes emblemas no reduto dos leões resultaram em três empates e numa vitória para cada lado.

Esta partida dá-se após uma pausa para as seleções e ambos os treinadores consideram que os azuis e brancos foram os mais prejudicados com esta paragem do campeonato. Na antevisão ao jogo tanto o Rúben como o Sérgio frisaram o facto de o FC Porto ter tido muitos jogadores a ir às seleções e também o de terem percorrido mais quilómetros. Acontece que o Sporting CP não vai poder contar com Pedro Gonçalves, Gonçalo Inácio e Tiago Tomás, todos por lesão, e ainda com Ugarte por não chegar a tempo do jogo, ele que esteve ao serviço da seleção do Uruguai, o que provavelmente equilibra as contas do jogo.

Vai ser um Clássico que todos queriam ver adiado, pois nenhuma das equipas vai estar na sua força máxima. São os melhores jogadores que vão às seleções, e é desses que se esperam grandes coisas. Mesmo com viagens em cima e pouco tempo de descanso, os adeptos acreditam que vão ser os melhores a desequilibrar e a decidir o jogo.

O FC Porto tem jogadores de grande qualidade no plantel, e para escolher três a ter em conta é preciso olhar para o início de temporada dos azuis e brancos e para a especulação que houve no decorrer do mercado. O clube foi capaz de segurar alguns dos ativos mais valiosos, como é o caso do Corona que foi dado como certo no Sevilha, mas que acabou por não sair. Por se ver nesta situação, o mexicano ainda só participou num dos quatro jogos disputados até ao momento na liga, ele que é um dos melhores dos azuis e brancos.

4 possíveis caloiros do Clássico | FC Porto

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O primeiro Clássico desta temporada acontecerá neste sábado, dia 11 de setembro, pelas 20h30, no Estádio de Alvalade. Ambas as equipas chegam a esta partida em igualdade de pontos, mas atrás do topo da classificação da liga portuguesa, que é liderada pelo SL Benfica.

Este jogo vai acontecer após uma pausa algo polémica para os encontros de seleções, devido a chamadas, a não chamadas, mas acima de tudo pela sobrecarga de partidas que os jogadores são alvos nesta altura.

Top peças fundamentais no clássico
Luis Díaz, um dos jogadores fundamentais para o FC Porto, está em dúvida para a partida devido, a par de Matheus Uribe, só chegar a Portugal no dia anterior ao jogo.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Também será o primeiro jogo após o fecho de mercado, pelo que haverá certamente alguns jogadores que se encontram em expectativa de atuarem pela primeira vez num confronto histórico entre leões e dragões.

E é sobre isto que vamos abordar neste artigo, sendo que já temos alguns caloiros para que possamos estar atentos neste clássica à quinta jornada:

Sporting CP x FC Porto | O Clássico do ‘Drama’

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ANTEVISÃO: PRIMEIRO CLÁSSICO DA ÉPOCA COM MUITAS CONDICIONANTES

Sporting CP e FC Porto medem hoje forças no Estádio José Alvalade, naquele que será o primeiro Clássico do campeonato. Num encontro claramente condicionado pela paragem das seleções, Leões e Dragões registam algumas baixas e limitações para esta partida. Vários jogadores fizeram viagens longas e disputaram quase todos os minutos ao serviço das suas seleções, outros nem sequer entraram em campo, mas ‘rodaram’ o mundo.

É O JOGO GRANDE DESTE SÁBADO. LEÕES E DRAGÕES EM DISPUTA PARA VER QUEM SAI POR CIMA! EM QUEM APOSTAS? SEGUE JÁ PARA A BET.PT!

Do lado leonino, é certo que Gonçalo Inácio, Pedro Gonçalves e Tiago Tomás falham o duelo. O capitão Sebastián Coates está recuperado e deverá mesmo ir a jogo. Já a equipa de Sérgio Conceição não tem baixas a registar, com excepção de Marchesín, que continua lesionado, mas conta com um enorme desgaste nos seus jogadores, principalmente os colombianos Uribe e Luís Diaz, que fizeram dezenas de milhares de quilómetros nesta última semana.

Quanto ao histórico recente do confronto, os Dragões têm apresentado algumas dificuldades nos últimos jogos contra o Sporting CP – na última temporada não conseguiram vencer nenhum e os Leões fizeram a festa. Ainda assim, a última derrota portista em Alvalade para o campeonato foi registada há já 5 anos, mais propriamente a 28 de agosto de 2016.

 

10 DADOS RÁPIDOS

1. Em 239 clássicos disputados, o FC Porto venceu 86 vezes, o Sporting CP ganhou 83 partidas e registaram-se 70 empates. Um confronto equilibrado.

2. Apesar de ter menos três vitórias, o Sporting CP marcou 338 golos e o FC Porto 318.

3. No século XXI, o FC Porto triunfou em 21 clássicos e Sporting CP em 17, para além de 21 empates. Os Dragões marcaram 67 golos e os Leões 61.

4. O melhor marcador da história do confronto é Fernando Peyroteo, com 22 golos em 25 jogos. Do lado portista, o artilheiro é Pinga, com 14 golos em 31 partidas.

5. Os jogadores com mais clássicos na carreira são Virgílio (39), Aloísio (33) e Vítor Baía (32), todos do FC Porto.

6. Dos planteis atuais, os líderes dessa estatística são Coates (16), Corona (14) e Pepe (13).

7. Entre 2008 e 2020, o FC Porto não venceu nenhum jogo em Alvalade. Quebrou o enguiço com uma vitória (1-2) na 15ª jornada da Primeira Liga 2019/20.

8. A última vez que Sporting CP e FC Porto se enfrentaram numa 5ª jornada da Primeira Liga, foi a 5 de outubro de 2008, com triunfo azul e branco (1-2). Os dragões só voltariam a ganhar no reduto leonino em janeiro de 2020.

9. O resultado mais comum de um Sporting CP-FC Porto, com os Leões a jogarem na condição de visitado, é 1-1, tendo já acontecido 13 vezes.

10. Ambas as equipas ainda não perderam na temporada e poderá ser averbada neste clássico a primeira derrota da época para Sporting CP ou FC Porto.

 

JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Nuno Santos – Muito provavelmente de volta ao onze, o camisola 11 leonino marcou no clássico do ano passado e costuma subir de rendimento nos jogos de maior grau de dificuldade. Aproveitando a ausência de Pote, poderá causar dificuldades à defensiva azul e branca pela ala esquerda com toda a sua bravura em campo.

 

Top peças fundamentais no clássico
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Luis Díaz – O extremo colombiano começou a temporada a todo o gás e, apesar do desgaste das viagens ao serviço da sua seleção, é sempre um osso duro de roer. Será, portanto, uma dor de cabeça para o Sporting CP, que não poderá contar com Gonçalo Inácio e que terá Coates a liderar o eixo defensivo, mas nunca a 100%.

 

XI’S PROVÁVEIS

Sporting CP: Adán, Luís Neto, Coates, Feddal, Rúben Vinagre, Palhinha, Matheus Nunes, Porro, Nuno Santos, Jovane e Paulinho.

Treinador: Rúben Amorim

“O FC Porto foi mais prejudicado, pois teve mais jogadores nas seleções e fez mais quilómetros. Ainda assim, isso não dá favoritismo a uma equipa ou outra, quem estiver melhor ganhará.’’

FC Porto: Diogo Costa, João Mário, Pepe, Mbemba, Marcano, Bruno Costa, Sérgio Oliveira, Otávio, Luis Díaz, Toni Martínez e Taremi.

Treinador: Sérgio Conceição

“Gostaria de defrontar o atual campeão noutras condições neste clássico, mas são as que temos. Tenho de olhar para as soluções que temos para sermos competitivos e obtermos o melhor resultado.”

PREVISÃO DE RESULTADO: SPORTING CP 1-1 FC PORTO

Gondomar SC 2-3 SC Salgueiros: Alma até ao último suspiro

A CRÓNICA: JOGO DE EMOÇÕES ATÉ AO ÚLTIMO LANCE

A festa da Taça de Portugal voltou ao Estádio São Miguel, que recebeu a primeira eliminatória da prova rainha. Com um relvado novo, o Gondomar SC recebeu o SC Salgueiros, num encontro entre históricos do futebol português.

Numa primeira parte sem grande desenrolar na história, o SC Salgueiros demonstrou uma grande capacidade e pressão ofensiva sobre os gondomarenses. Durante grande parte dos primeiros 45 minutos, a bola esteve sempre do lado dos salgueiristas e o golo inaugural do marcador já se avistava.

Aquando da chegada aos 24 minutos, e depois de uma má abordagem dos centrais da equipa de Domingos Barros, Ivo Lemos rematou de forma rasteira para dentro da baliza do Gondomar SC, num lance sem grande capacidade de defesa para Ricardo Benjamim. Lia-se o 1-0 no resultado, favorável ao histórico de Paranhos.

O jogo continuou com o mesmo rumo, sempre com o SC Salgueiros por cima. No entanto, num lance em que Simões percorreu toda a ala esquerda quase sem oposição, Idé recebeu a bola e rematou com a parte de fora do pé e empatou o marcador para a equipa da casa.

Esperava-se uma segunda parte com mais ocasiões do que a primeira, para honrar aquela que é a verdadeira festa da Taça. E foi mesmo isso que aconteceu. Cinco minutos após o reinício da partida, Daffé arrancou pelo meio e deixou para Fabinho que só teve de rematar para o fundo da baliza de Cavadas, que não teve hipótese de defesa. Foi a “remontada” no marcador.

Os ânimos começaram a subir tanto no terreno de jogo como nas bancadas, mas tudo não parecia desatar de como estava. Só que, aos 76 minutos, a bancada visitante do Estádio São Miguel saltou de alegria com o golo do empate. Stanley cabeceou diretamente para o poste, mas, no ressalto, Nélson Agra fez o que tinha a fazer e consagrou o segundo golo do SC Salgueiros. Voltava a estar empatada a partida e o nervosismo já se fazia sentir.

Ninguém arredava pé da bancada e avistava-se o prolongamento. Mas, como o jogo só acaba quando o árbitro apita para o final, foi Tanko que fez as delícias da Alma Salgueirista ao rematar à entrada da área, à “lei da bomba”, para o fundo das redes de Ricardo Benjamim. Estava feito o 3-2, a remontada e a vitória do SC Salgueiros na casa do Gondomar SC. Assim, os gondomarenses deram por finalizada a participação na primeira eliminatória da Taça de Portugal, enquanto o SC Salgueiros avança para a próxima fase.

 

A FIGURA

Fonte: SC Salgueiros

Abdull Tanko – Correu até parecer não dar mais até ao final do jogo. Foi um dos potenciadores da ofensiva salgueirista e, no final, brindou a equipa e os seus adeptos com o golo da vitória, quando tudo apontava para um prolongamento.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: SC Salgueiros

Rodolfo Simões – O lateral esquerdo da equipa de Paranhos pareceu algo desaparecido do jogo. Sem demonstrar grande capacidade de progressão ofensiva e algo lento nos processos defensivos, Rodolfo poderia ter demonstrado mais.

 

ANÁLISE TÁTICA – GONDOMAR SC

Domingos Barros montou a equipa num comum 3-5-2, aquando dos momentos ofensivos, mas moldável num 5-3-2 nas transições defensivas.

Com os laterias bastante subidos e a dar a total largura no campo nas transições e momentos ofensivos de jogo, abririam espaço para a atuação dos médios de forma a jogar pelo interior. Jogava-se na profundidade oferecida por Daffé e Idé no último setor do terreno de jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Benjamim (5)

Igor (6)

Baba (5)

Tiago Gomes (5)

Daffé (7)

Fabinho (6)

Idé (6)

Jota (6)

Simões (6)

Bastian (5)

Rosas (5)

SUBS UTILIZADOS

André (5)

Serginho (5)

Bruno (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC SALGUEIROS

Rui Amorim arquitetou um 4-3-3 base para enfrentar o Gondomar SC. Com Diogo Valente a jogar junto dos médios e Tanko a atacar nas costas dos defesas, o restante do plantel esteve alinhado conforme “o que vem nos livros”. Yannick encaixou-se entre os centrais adversários aquando da organização ofensiva, de forma a potenciar a profundidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Cavadas (5)

Mica (5)

Álvaro (5)

Agra (7)

Rodolfo (4)

Yannick (7)

Ivo Lemos (6)

Nelsinho (7)

Diogo Valente (7)

Turé (6)

Tanko (7)

SUBS UTILIZADOS

Stanley (6)

Daniel Pinto (5)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos