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WWE SummerSlam: Dois Regressos Estonteantes

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Dos muitos combates deste evento, alguns foram fantásticos e outros medíocres, mas não foi pela ação dentro de ringue que o SummerSlam se destacou, mas sim pelos regressos de Becky Lynch e de um renovado Brock Lesnar (ambos estavam fora de ação há mais de um ano).

Ainda ocorreram algumas mudanças de título, mas Lesnar e Lynch roubaram os holofotes da “Maior Festa do Verão”.

Revejamos o que ocorreu no SummerSlam 2021.

Nota do evento: 6/10
Foto de capa: WWE

Vitória SC 4-0 FC Vizela: Conquistar pelas substituições

A CRÓNICA: BANCO DE OURO

O Vitória SC venceu o FC Vizela por 4-0. André André, Óscar Estupiñán, Marcus Edwards e Sacko deram a goleada para os conquistadores.

Na primeira parte, só a aproximação do intervalo é que deu vida ao encontro. A primeira oportunidade surgiu aos 43 minutos com um livre de pé esquerdo cobrado por Rafa Soares para uma grande defesa de Charles. Rochinha também voltou a tentar a sorte instantes depois, mas o marcador teimou em ficar a zeros até ao tempo de descanso.

Na segunda parte, vimos um jogo completamente diferente da primeira parte. O Vitória SC entrou fortíssimo e as verdadeiras ocasiões de perigo começaram a surgir. Apesar do susto com um golo do FC Vizela que acabou por ser anulado, a equipa da casa acabou por partir para uma goleada que não se esperava. Aos 66 minutos, é conquistada uma grande penalidade convertida por André André e depois foi a vez de Óscar Estupiñán, Marcus Edwards e Sacko darem outro brio ao resultado.

Com este desfecho de 4-0, o Vitória SC soma a 1.ª vitória neste campeonato e o FC Vizela aproxima-se da linha de água numa fase ainda embrionária da época.

 

A FIGURA

Vitória SC na 2.ª parte – É caso para dizer: Como os 15 minutos de descanso e o banco de suplentes ganham jogos! Os segundos 45 minutos acabaram por dar a vitória à equipa da casa. Parecia um Vitória SC totalmente diferente, e, se juntarmos isto às substituições operadas por Pepa, chegamos ao ingrediente da goleada desta noite no Estádio D. Afonso Henriques.

O FORA DE JOGO

Falta de reação vizelense às substituições de Pepa – Aqueles breves minutos entre as primeiras substituições de Pepa e a grande penalidade conquistada pelo Vitória SC aos 66 minutos foram a maior amostra de erro do FC Vizela neste encontro. A equipa mostrou uma grande estabilidade ao longo da primeira parte, mas foi notória uma quebra de coesão que se intensificou com a entrada de novos jogadores e dinâmicas do adversário.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

O Vitória SC apresentou-se num 4-1-4-1 como esquema inicial, mas que na prática se desdobrava num 4-3-3 com Rochinha e Quaresma no apoio a Estupiñán e André André a ser o motor na zona intermediária (primeiro homem a pressionar na zona ofensiva e baixar entre os centrais para a primeira fase de construção).

Os dois laterais por vezes eram chamados a procurar zonas muito interiores. Na primeira parte foi notório que os dois extremos estavam com pouca criatividade: Rochinha não conseguia entrar no jogo e Quaresma não fazia o que melhor sabia.

Na segunda parte, as substituições e a entrada de Marcus Edwards revelou-se fundamental. Os golos acabaram por surgir como o ketchup e a partir daí tudo se tornou mais simples para os Vitorianos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Trmal (5)

Rafa Soares (6)

Borevkovic (6)

Abdul Mumin (6)

Sacko (7)

André André (7)

André Almeida (6)

Händel (5)

Rochinha (5)

Estupiñán (7)

Quaresma (6)

SUBS UTILIZADOS

Tiago Silva (6)

Marcus Edwards (8)

Bruno Duarte (-)

Nicolas Janvier (-)

Rúben Lameiras (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

O FC Vizela apresentou-se num 4-2-3-1 com o ponta de lança quase sempre sozinho e desapoiado na frente de ataque (só em alguns momentos recebia o apoio). Mesmo com a alteração de Cassiano por Schettine, a ideia de jogo e o esquema tático não tiveram alterações.

A única forma que o FC Vizela encontrou para criar perigo foi claramente as transições, mas o início da 2.ª parte acabou por se revelar fatal. A falta de reação à entrada do adversário e às primeiras substituições puseram em cheque uma equipa que esteve taticamente muito bem na 1.ª parte e que acabou por se desmoronar.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Charles (6)

Koffi Kouao (6)

Bruno Wilson (5)

Kiki (6)

Richard Ofori (5)

Samu (5)

Nuno Moreira (6)

Marcos Paulo (5)

Raphael Guzzo (5)

Cassiano (-)

Kiko (5)

Claudemir (5)

SUBS UTILIZADOS

Guilherme Schettine (4)

Ivanildo Fernandes (5)

Alex Méndez (-)

Kevin Zohi (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Vitória SC

BnR: Acredita que a altura do intervalo e das primeiras substituições permitiram ao Vitória SC ganhar hoje?

Pepa: Ter volume ofensivo desgasta. Antes de individualizar, Tenho de realçar que até ao primeiro golo tivemos grande avalanche ofensiva. Podíamos ter sofrido o golo [que foi anulado] e que era uma tremenda injustiça.

FC Vizela

BnR: Considera que o momento chave do jogo foi quando o Vitória SC fez as substituições e o FC Vizela não conseguiu reagir às novas dinâmicas e á pressão imposta?

Álvaro Pacheco: Sim, como tinha dito à pouco, o Vitória apareceu muito rápido, não estávamos a conseguir ter a bola, a levar para o meio-campo ofensivo, mas também damos mérito para o Vitória. Faltou-nos um bocadinho de sorte, mas faz parte do crescimento.

CS Marítimo 1-1 FC Porto: Desarmonia do FC Porto resulta num empate na Madeira

A CRÓNICA: FC PORTO TROPEÇA E DEIXA FUGIR RIVAIS NO INÍCIO DA ÉPOCA

No Estádio dos Barreiros, o CS Marítimo recebeu o FC Porto, duelo este a contar para a 3.ª jornada do campeonato. De notar que, o Estádio dos Barreiros, nos últimos anos se tem relevado custoso aos “azuis e brancos”, sendo difícil a conquista dos três pontos neste terreno.

Julio Velázquez não efetuou nenhuma alteração face ao onze inicial que venceu o Belenenses SAD na jornada transata. Já o treinador dos dragões, Sérgio Conceição, fez apenas uma alteração, sendo esta no flanco esquerdo defensivo – saiu Manafá e entrou o defesa central Iván Marcano.

Na primeira parte, o FC Porto mostrou-se, como já se expectava, dominante no jogo, porém, o CS Marítimo, através da sua agressividade na pressão, criava dificuldades aos dragões na sua primeira e segunda fase de construção.

A rápida reação à perda da bola, uma característica da equipa portista, possibilitou uma grande oportunidade aos 18 minutos num remate de Taremi e, na recarga, Toni Martínez “pisa a bola” e falha uma grande oportunidade de abrir o marcador.

Com uma intensa pressão dos dragões, aos 35 minutos, Léo Andrade entrega a bola a Bruno Costa que lança o ataque portista que resulta no primeiro golo dos azuis e brancos, por Mehdi Taremi. Os dragões, como se costuma dizer, “relaxaram” e concederam espaço ao CS Marítimo que acabou por chegar ao golo, por intermédio de Xadas, aos 47 minutos.

Na segunda parte, os dragões entraram a todo o gás em busca do golo, contudo o Marítimo fechava todas as portas aos dragões. Os azuis e brancos não conseguiam penetrar a defesa do SC Marítimo e, quando conseguiam, não concretizavam as oportunidades.

Os dragões não conseguiam travar os contra-ataques perigosíssimos da equipa madeirense, sendo que aos 65 minutos o SC Marítimo quase chega ao golo com uma bola ao poste. O FC Porto tentou, mas não criou nenhuma oportunidade clara na segunda parte. Empate que custa caro aos dragões no início do campeonato.

A FIGURA

Luis Díaz – Uma segunda parte apagada, mas uma primeira parte de altíssimo nível. A defesa do CS Marítimo não soube travar as investidas do avançado colombiano no flanco esquerdo. Se manter este nível, pode ser a principal figura dos dragões nesta época.

O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Meio-campo do FC Porto – Completamente perdidos em campo. Sérgio Conceição tem opções, mas ainda não encontrou a sua dupla perfeita para o meio-campo. Com Sérgio Oliveira fora de forma, Grujic lesionado, Vitinha a não ser opção, ficou claro neste jogo que Bruno Costa e Uribe não podem ser a dupla titular nesta época.

São dois médios com características similares, que são “fracos” na criação de jogo. A criação de jogo é fulcral para a criação de oportunidades claras, o que faltou principalmente na segunda parte.

ANÁLISE TÁTICA – SC MARÍTIMO

Julio Velazquez apostou num sistema composto por três centrais e dois laterais subidos, com o intuito de travar a forte presença do FC Porto no meio-campo adversário. Ao longo do jogo, o SC Marítimo teve certas dificuldades na contenção defensiva, e, principalmente na primeira fase de construção, onde perdeu por diversas vezes a bola face à constante pressão do FC Porto.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Victor (6)

Cláudio Winck (6)

Jorge Sáenz (6)

Zainadine (7)

Léo (5)

Vitor Costa (6)

Bruno Xadas (7)

Ivan Rossi (6)

Diogo Mendes (6)

Ali Alipour (7)

André Vidigal (6)

SUBS UTILIZADOS

 Matheus Costa (6)

Pedro Pelágio (6)

Clésio Baúque (5)

Fábio China (5)

Rúben Macedo (5) 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Como já é característico, o FC Porto de Sérgio Conceição entrou com um sistema de 4x4x2 em pressão alta com constantes movimentos verticais, explorando por diversas vezes a velocidade de Luiz Díaz e João Mário. Na segunda parte, os dragões privilegiaram o jogo interior, o SC Marítimo cedeu por diversas vezes, mas os azuis e brancos tiveram dificuldades a concretizar as oportunidades de golo que tiveram. 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (6)

João Mário (6)

Pepe (7)

Mbemba (6)

Iván Marcano (5)

Uribe (6)

Bruno Costa (6)

Otávio (6)

Luis Díaz (8)

Mehdi Taremi (6)

Toni Martínez (6)

SUBS UTILIZADOS

Corona (5)

Pepê (5)

Fábio Vieira (6)

Evanilson (5)

Francisco Conceição (6)

CD Tondela 0-3 Portimonense SC: Algarvios souberam levar a “água ao seu moinho”

A CRÓNICA: PORTIMONENSE DOMINOU COMO QUIS DEPOIS DE MARCAR

Um encontro entre duas equipas com o mesmo propósito: garantir a manutenção no escalão principal.

O Tondela exerceu um ligeiro ascendente sobre os algarvios. Com as linhas mais subidas e a preferir o jogo apoiado, a equipa da casa tinha mais posse de bola. Contudo, os beirões não conseguiram criar oportunidades de golo.

Já os forasteiros tentavam explorar os passes longos à procura da referência ofensiva, Beto, mas sem grande sucesso. Todavia, era previsível que, se o Portimonense, conseguisse a bola nas imediações da grande área tondelense, poderia criar grande perigo.

O primeiro remate digno de registo aconteceu aos 20′, numa boa combinação do ataque tondelense, com Daniel dos Anjos. O avançado brasileiro surgiu nas imediações da grande área, em boa posição, mas o remate saiu pela linha de fundo.

Quem não marca, sofre. O Portimonense estava mais longe da baliza, mas conseguiu chegar ao primeiro. Aos 35′, Wilyan conquistou a bola junto à grande área adversária e assistiu Beto, que, no coração da área, não falhou.

O golo fez com que os algarvios se soltassem mais, criassem mais oportunidades e chegassem mesmo ao segundo golo de grande penalidade, nos descontos da primeira parte. Luís Godinho foi alertado pelo VAR que João Pedro levou a mão na bola e Boa Morte não se intimidou perante Samuel.

Na segunda parte, o Portimonense entrou como acabou a primeira: com mais bola e mais confortável no jogo a tentar aproveitar as brechas na defensiva tondelense. Contudo, nenhuma das equipas conseguia criar oportunidades e à medida que os minutos passavam, a equipa da casa tentava encostar cada vez mais os forasteiros à sua zona defensiva.

O jogo decorria num ritmo lento, ao gosto do Portimonense. O Tondela não conseguia encontrar espaços na grande área adversária e os algarvios aproveitaram o espaço livre e as perdas de bola no ataque tondelense para fazer transições rápidas. Precisamente, num contra-ataque rápido, Beto foi derrubado nas imediações da grande área adversária e Candé marcou irrepreensivelmente o livre direto e fez o 3-0, perto do minuto 80.

O melhor que a equipa da casa conseguiu fazer foi obrigar Samuel a um esticar-se para uma grande defesa, num remate à entrada da área por Salvador Agra.

Sem mudanças no marcador, o Portimonense conseguiu uma vitória confortável e justa, em especial pelo que conseguiu criar, depois do 1-0.

 

A FIGURA

Beto – O avançado do Portimonense combina o poder físico com a mobilidade, aspetos bastantes importantes na estratégia algarvia. Parece, por vezes, que está escondido no meio dos centrais, mas quando tem a bola nos pés, é um perigo. Fez um golo, conquistou o livre que daria o 3-0 e também esteve presente a combinar com os parceiros no ataque.

 

O FORA DE JOGO

Substituições do Tondela – A perder por 2-0, Pako Ayersterán resolveu trocar um central e um médio, Quaresma e Dantas, por um central e um medio defensivo, Ricardo Alves e Iker… Numa altura em que era preciso arriscar para criar rasgos na defensiva forasteira, o técnico não demostrou ambição e equipa manteve o bloqueio no ataque. Só aos 79 minutos, arriscou um pouco ao colocar Dadashov e retirar Rafael Barbosa, mas foi muito pouco…

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

A equipa tondelense manteve o esquema tático dos últimos jogos, 4-2-3-1. No meio-campo, Tiago Dantas e João Pedro eram os elementos mais recuados, especialmente o jogador emprestado pelo Benfica, que desempenhou um papel importante na primeira fase de construção dos beirões.  Rafael Barbosa e Jhon Murillo baixavam muitas vezes para combinar com os laterais, em especial com Bebeto.

O jogo dos tondelenses passou muito pela construção do jogo desde trás, preferindo a bola no chão ao jogo aéreo. A aposta na baliza em Niasse também facilitou esta abordagem. Curiosamente, Pako Ayersterán não arriscou nas substituições, mesmo a perder por 2-0. Mudou o esquema tático para 3-4-3, nos últimos dez minutos, com a entrada de Dadashov, mas já era tarde demais.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Niasse (6)

Bebeto (6)

Jota (5)

Eduardo Quaresma (6)

Naoufel Khacef (5)

João Pedro (5)

Tiago Dantas (6)

Jhon Murillo (5)

Rafael Barbosa (5)

Salvador Agra (5)

Daniel dos Anjos (6)

SUBS UTILIZADOS

Ricardo Alves (5)

 Iker Undabarrena (5)

Neto Borges (5)

Arcanjo (5)

Dadashov (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

O Portimonense alinhou num 4-2-3-1, com Anderson à direita do ataque e Aylton à esquerda, e Carlinhos por trás de Beto, que foi a referência ofensiva. A equipa forasteira procurou baixar as linhas para tentar explorar a linha defensiva adiantada do Tondela. Os algarvios tentaram muitas vezes usar o jogo direto com pontapés longos do guarda-redes Samuel à procura de Beto.

Sem bola organizaram-se num 4-5-1, com Beto a ficar próximo dos centrais tondelenses. Boa Morte, Anderson e Carlinhos recuavam para reduzir o espaço livre entre a linha defensiva e o meio campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samuel (7)

Candé (7)

Lucas (6)

Pedrão (6)

Moufi (6)

Willyan (6)

Lucas Fernandes (6)

Anderson (6)

Aylton Boa Morte (7)

Beto (8)

Carlinhos (6)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Sá (6)

Relvas (-)

 Luquinhas (-)

Ivan Angulo (-)

 Renato Júnior (-)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Portimonense SC

BnR: O Portimonense pareceu na primeira meia hora do jogo estar com a linha defensiva mais recuada no jogo e deixar o Tondela controlar mais o jogo em posse de bola. Foi uma situação prevista atendendo à estratégia habitual do Tondela?

Paulo Sérgio: Não concordo. Nós fomos pressionados pelo Tondela e obviamente tivemos de recuar. De preferência gosto que a minha equipa a dominar o adversário. Há momentos do jogo em que temos de pressionar e outros em que temos de defender, é normal. Ainda para mais com esta temperatura, é muito difícil estar sempre a pressionar. Nós não conseguimos lidar, no início do jogo, com o lado direito do Tondela, mas à medida que os minutos foram passando, conseguimos ficar mais confortáveis e compreender como resolver o problema.

CD Tondela

BnR: A perder por 2-0, as primeiras alterações feitas foi a troca de um central por outro e de um médio centro por um medio de características defensivas, Quaresma e Dantas por Ricardo Alves e Iker. Foi devido à condição física dos atletas?

Pako Ayersterán: Sim. Nós temos de ter bola e, em especial, no meio campo, temos de ter frescurar para procurar linhas de passes. O Dantas já estava a ter problemas em termos físicos. Também, no momento das substituições, considerei mais importante defender transições rápidas do Portimonense e ser mais fácil, a nível das coberturas.

Arsenal FC 0-2 Chelsea FC: “Blues” com melhor arsenal

A CRÓNICA: LONDRES DE NOVO AZUL

O Chelsea FC foi ao Emirates Stadium bater o rival londrino Arsenal FC por duas bolas sem resposta. Os campeões europeus foram mais fortes em todos os aspetos e somaram a segunda vitória em outros tantos jogos para a Liga Inglesa. Em claro contraste, os “Gunners” somaram a segunda derrota – de novo por 2-0 – e ainda não permitiram sequer que os seus adeptos festejassem um golo.

Depois de quatro confrontos diretos consecutivos a favorecer os arsenalistas, eis que se volta a pintar de azul o Dérbi de Londres. Como aconteceu? Mais ou menos assim: a primeira quinzena de minutos deixou-nos o mote para a partida: alta rotação. Esta primeira quinzena culminou com o golo inaugural, apontado por… nem mais, Lukaku.

O avançado belga fez uso da sua capacidade para jogar de costas para a baliza e libertou a bola para Kovacic, que a cedeu com classe para o corredor direito. James recebeu-a de pés abertos e colocou pela relva para o novo “9” do Chelsea, que só teve de encostar após ter feito corretamente o movimento de penetração na área.

Os “Gunners” abanaram e o Chelsea FC instalou-se comodamente no encontro. Um par de dezenas de minutos após o primeiro tento, os azuis de Londres dilataram a vantagem. Uma boa interação de Marcos Alonso e Havertz pela esquerda permitiu que a equipa de Tuchel trouxesse o esférico para terrenos interiores, deixando-o à guarda de Mount, que encontrou o compatriota Reece James com muito espaço (uma vez mais) na direita.

Desta feita, o inglês assumiu por sua conta a finalização e fez abanar de novo as redes arsenalistas com um remate “à futsal”, fazendo a bola passar por cima do ombro de Leno à saída em mancha do alemão. O segundo golo do Chelsea FC despertou o Arsenal FC, tendo os pupilos de Arteta partido em busca do golo da redução, não o tento encontrado no restante primeiro tempo.

Na segunda metade, foi necessário aguardar com paciência até ao minuto 60 para ver o primeiro levar das mãos à cabeça. Num canto pela esquerda bem batido ao segundo poste, os “Gunners” conseguiram um primeiro cabeceamento para a entrada da pequena área, onde surgiu um segundo cabeceamento de Rob Holding. A bola não viajou para a baliza alugada a Mendy, mas causou calafrios aos “Blues”, uma raridade até então.

A ausência de golo arsenalista ia aumentando o nível de conforto dos visitantes, que aos 77 minutos viram Leno auxiliar-se da sua mão esquerda e da barra para travar o 3-0 e o bis de Lukaku. O avançado ex-Inter encontrou bem o seu espaço na área e cabeceou numa boa execução, mas sem conseguir dirigir a bola da melhor forma.

Esta viria a beijar a luva esquerda do guardião arsenalista e dirigir-se-ia para a parte inferior da trave. Os últimos quinze minutos seguiram a toada de toda a partida e, como tal, não se verificou qualquer alteração no marcador. Vitória justa e ajustada do Chelsea FC.

 

A FIGURA

Romelu Lukaku – Reece James fez uma fantástica partida, com um golo e uma assistência, com vários momentos de desequilíbrio e com várias subidas de grande qualidade, sem descurar a parte defensiva do seu jogo… Mas Lukaku foi monstruoso no que trabalhou, no que deu à equipa, na facultação constante de apoios frontais, no segurar dos centrais, no abrir espaço para os colegas das alas, nas movimentações e até fez o que lhe pedem: golo. Regresso fantástico do belga!

 

O FORA DE JOGO

Arsenal FC – O lado vermelho do derby de Londres continua a desapontar e precisa de fazer muito mais e muito melhor daqui em diante para poder sonhar pelo menos com uma melhor classificação do que a que alcançou na temporada transata. Os “Gunners” foram por completo dominados pelo Chelsea FC e a diferença de forças foi abismal. Inócuo ofensivamente, pleno de lacunas defensivamente, incônscio com bola e permissivo sem bola – assim foi nesta partida e assim aparenta ser esta época o Arsenal FC de Mikel Arteta.

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

Os “Gunners” atuaram num 4-3-3 em ambos os momentos (ofensivo e defensivo), com Pépé e Saka a ladearem Martinelli e com Xhaka a jogar próximo de Lokonga no apoio ao médio mais avançado (Smith Rowe). Contudo, era possível vislumbrar por vezes no momento defensivo dos arsenalistas um 4-2-3-1, com Martinelli sozinho na primeira linha de pressão e Saka e Pépé a recuarem um pouco mais, tentando condicionar o pegar das batutas por Jorginho ou Kovacic.

A velocidade dos seus extremos permitia que Mikel Arteta apostasse num jogo mais vertical, tentando pelas alas ferir um Chelsea FC que parecia ganhar o meio-campo com relativa facilidade. A experiência e a qualidade de Xhaka permitiam ao Arsenal FC ter alguma segurança e equilíbrio no meio-campo, o que também facilitava as transições ofensivas rápidas que os homens de vermelho e branco procuravam.

A entrada de Aubameyang levou à saída de Saka e à adoção por parte dos “Gunners” de um sistema mais próximo do 4-4-2 com segundo avançado. Assim, Smith Rowe abandonou as zonas mais centrais que vinha ocupando e assumiu o lugar na esquerda, ficando Martinelli a acompanhar e a secundar o gabonês na frente de ataque do Arsenal FC.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Leno (6)

Cédric Soares (5)

Rob Holding (6)

Pablo Marí (5)

Kieran Tierney (6)

Lokonga (6)

Xhaka (6)

Pépé (5)

Smith Rowe (5)

Bukayo Saka (5)

Martinelli (5)

SUBS UTILIZADOS

Aubameyang (5)

Nuno Tavares (5)

Balogun (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

Os “Blues” (3-4-3) apostaram na sua habitual construção a três, usufruindo dos seus três centrais, com o apoio de um dos médios ou até de ambos, em algumas ocasiões. Kai Havertz e Mason Mount ocupavam terrenos interiores com regularidade, deixando as alas à mercê de James e Alonso. Por seu turno, Kovacic e Jorginho atuavam em órbita mútua, recuando e subindo ora um, ora outro conforme a movimentação do esférico.

Os dois médios do Chelsea FC eram igualmente o grande pêndulo dos visitantes nas transições defensivas, estando sempre bem posicionados sem bola. Na frente, Lukaku ocupava o seu tempo a ocupar o tempo dos defesas caseiros, fazendo jogo de pivô ofensivo, dando as costas à baliza muitas vezes e, com isso, permitindo sempre que os seus colegas encontrassem em si uma linha de passe e um apoio frontal.

A defender, o Chelsea FC apresentava um bloco médio relativamente compacto, com uma organização tipicamente alemã e com claros traços do seu treinador, sendo um bloco igualmente capaz de pressionar e de aguardar mais atrás com paciência, dependendo do que pedia a partida.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Edouard Mendy (7)

Reece James (9)

Azpilicueta (6)

Christensen (6)

Rüdiger (6)

Marcos Alonso (8)

Kovacic (7)

Jorginho (8)

Kai Havertz (8)

Mason Mount (7)

Lukaku (9)

SUBS UTILIZADOS

Kanté (5)

Ziyech (5)

Werner (-)

FC Porto B 1-1 CD Nacional: «Correia Airlines» decidiu perto do fim

A CRÓNICA: COMPETÊNCIA PORTISTA NÃO CHEGOU PARA UM FINAL FORTE DO CD NACIONAL

O CD Nacional viajou ao reduto do FC Porto B e deixou o melhor para o fim, com uma cabeçada de Rui Correia ao minuto 90+1. Um voo que foi decisivo e deu o empate ao CD Nacional nos descontos (1-1).

Com três alterações cirúrgicas (e fundamentais) em comparação com o jogo do Casa Pia (2-0), a equipa B azul e branca fez o melhor jogo da época, não obstante não tenha sido suficiente para sair do Olival com os três pontos.

O jogo principiou algo tremido para os azuis e brancos, porém, bastante eficaz. O FC Porto B começou desorientado e «encostados às cordas» mas, assim que teve oportunidade de se organizar ofensivamente e de ter mais tempo com bola conseguiu faturar.

Foi essencialmente através dos corredores e da associação extremo-lateral, que a equipa da casa conseguiu afrontar a equipa orientada por Costinha, sendo que o momento elucidativo disto mesmo surgiu ao minuto 12.

Numa jogada muito bem trabalhada entre o trio ofensivo portista, Borges rasgou a defensiva madeirense com um passe para Silvestre Varela, que cruzou de forma perfeita para os pés de Boto que se estreou a marcar esta temporada. 1-0 para os dragões.

Aberto o marcador, a toada transfigurou-se um pouco, com os azuis e brancos a pegarem na partida. Ora, todavia o golo sofrido, a equipa madeirense não conseguiu dar uma resposta afirmativa, ao passo que as melhores oportunidades do primeiro tempo pertenceram ao FC Porto B, ainda que nenhuma delas tenha sido flagrante.

Tomás Esteves num remate fora de área, Gonçalo Borges da mesma forma e Boto num cabeceamento representaram as melhores ocasiões de golo para a turma da casa. Apesar disto, o jogo não sofreu quaisquer alterações e foi para o intervalo com o FC Porto B em vantagem (1-0).

O início do segundo tempo começou com o CD Nacional por cima do encontro, não obstante muito pouco objetivo e prático, ou seja, muita bola e pouco perigo. E agradecia o FC Porto B e António Folha, que via os seus jogadores confortáveis e comprometidos no momento sem bola.

Das poucas vezes que o CD Nacional gritou ‘presente’ foi ao minuto 57′ num bom remate de João Camacho fora da área, que no entanto teve Ricardo Silva pela frente e seguro entre os postes.

Até final, e quando tudo parecia terminar com a vitória portista por 1-0, eis que aparece Rui Correia numa cabeçada absolutamente decisiva, que leva a equipa madeirense para casa com um ponto.

Com este resultado, os portistas somam o segundo empate e têm dois pontos na Segunda Liga, enquanto o CD Nacional soma o primeiro empate, e tem 4 pontos.

 

 

A FIGURA

António Folha – Final inglório para o técnico portista. Fez três alterações fundamentais em comparação com o último jogo e, principalmente, mudou o modus operandis da equipa portista. Verificou-se um FC Porto B mais coeso, objetivo, e organizado nos dois lados do campo, tendo tido claramente «dedo» de António Folha.

Uma nota de destaque também para Rui Correira que foi decisivo com o último golo da partida já perto do fim.

 

O FORA DE JOGO

Desconcentração final do FC Porto B – Perto do fim foi quando tudo descambou para o lado portista. O jogo foi quase perfeito para o FC Porto B, não fosse a desconcentração no momento da última bola parada do CD Nacional, que culminou no empate, e na divisão de pontos.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B

A equipa comandada por António Folha alinhou no seu 4-3-3 base, fazendo no entanto três alterações aquando comparado com o jogo anterior diante o Casa Pia. O técnico portista fez entrar Koné, Silvestre Varela e Sebastian Boto, fazendo sair Rodrigo Valente, Peglow e Namaso respetivamente.

Bem organizados ofensivamente, a equipa azul e branca demonstrou-se associativa e criteriosa na primeira fase de construção, construindo jogadas de perigo com relativa facilidade. Por fora, através do movimento dos extremos e da qualidade no cruzamento, o FC Porto B ia conseguindo ferir de forma efetiva a linha defensiva forasteira.

Defensivamente, os azuis e brancos foram extremamente cautelosos. Os dragões procuraram baixar as linhas, pressionar de forma estratégica e manter-se organizados defensivamente, de modo a evitar oferecer espaços para os criativos do CD Nacional.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Silva (6)

Tomás Esteves (6)

João Marcelo (6)

Zé Pedro (6)

João Mendes (5)

Mor N’Diaye (6)

Samba Koné (6)

Bernardo Folha (6)

Gonçalo Borges (6)

Sebastian Soto (7)

Silvestre Varela (7)

SUBS UTILIZADOS

Rodrigo Valente (6)

João Peglow (5)

Namaso (5)

Vasco Sousa (6)

Romain Correia (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

A equipa orientada por Costinha atuou também em 4-3-3, mantendo exatamente a mesma equipa que derrotou o Vilafranquense por 4-0. A turma forasteira começou forte, e muito asfixiante com as linhas bem subidas, contudo, e com o passar do tempo, os madeirenses foram recuando e organizando-se com maior rigor depois do golo sofrido.

O 4-3-3, ao intervalo, manteve-se, não obstante com uma alteração importante no posicionamento dos jogadores do meio campo. Isto é, passou de 1-2 no meio campo para um 2-1, com dois médios mais recuados, possibilitando mais soluções e apoio para criar a partir de trás.

 

11 INICIAL E  PONTUAÇÕES

Vágner (6)

Rúben Freitas (6)

Rafael Vieira (6)

Rui Correia (8)

José Gomes (6)

Danilovic (4)

Vítor Gonçalves (6)

Jota (6)

Marco Matias (5)

Bruno Gomes (6)

João Camacho (7)

SUBS UTILIZADOS

Mabrouk Rouai (6)

Witi Quembo (6)

André Sousa (5)

Filipe Chaby (6)

Dudu (6)

Foto de capa: FC Porto

Wolverhampton Wanderers FC 0-1 Tottenham Hotspur FC: Só o “Espírito Santo” para salvar esta exibição…

A CRÓNICA: NO DUELO ENTRE NUNO E BRUNO, O HÓSPEDE LEVA A MELHOR

Na segunda jornada da Liga Inglesa, o Wolverhampton Wanderers FC recebe o Tottenham Hotspur FC numa tarde excitante de futebol. Depois do regresso a Portugal, Nuno Espírito Santo, técnico dos Spurs, retorna a uma casa onde foi muito feliz. Uma casa que que tem agora no seu antigo lugar Bruno Lage, marcando assim um duelo lusitano numa liga forasteira.

Na visita ao Molineux, o Tottenham Hotspur FC adianta-se cedo no marcador de grande penalidade. À passagem do minuto dez, Sergio Reguillón isola com um passe soberbo Dele Alli que é derrubado dentro de área por José Sá. Hora da decisão e Dele Alli, sem espinhas, desfaz a igualdade (0-1).

A verdade é que, mesmo em desvantagem, o Wolverhampton assumiu as rédeas do jogo com uma exibição estonteante (com e sem bola) contra um Tottenham “às aranhas”, inofensivos e completamente submissos. Desde o apito inicial do árbitro, os lobos mostraram ser uma equipa coesa e empenhada com dinâmicas muito bem trabalhadas. Uma verdadeira alcateia. Porém como sabemos, o objetivo é conquistar os três pontos e quer queiramos quer não, é a pior equipa que está na frente.

O segundo tempo foi um reflexo do primeiro: um jogo praticamente de sentido único com oportunidades incontáveis do Wolverhampton. O esférico parecia amaldiçoado e a baliza de Hugo Lloris permanecia inviolável. Por obra de “Espírito Santo” ou não, o Tottenham Hotspur FC sai ileso da partida e garante a segunda vitória consecutiva na Liga Inglesa.

 

A FIGURA

Rúben Neves – Mesmo que tenha perdido e que Dele Alli tenha sido o marcador do único golo da partida, não consigo ignorar a exibição fabulosa do médio português. Absolutamente incrível. A facilidade com que criava espaços e dava início a jogadas perigosas com os seus passes soberbos é de admirar e merece todo o reconhecimento.

 

O FORA DE JOGO

Raúl Jiménez – Falta de sorte é a única explicação para estar nesta categoria. Não fez nem um remate enquadrado à baliza e quando o ia fazer, foi sempre anulado pela defesa adversária. Podia ter sido bem mais feliz e até “pular” para a categoria de cima, mas não aconteceu.

 

ANÁLISE TÁTICA – WOLVERHAMPTON WANDERERS FC

No comando do Wolverhampton, o chefe da alcateia Bruno Lage optou por um 3-4-3 para o confronto com os Spurs. Embora a equipa tenha perdido, não podemos ignorar a sua agressividade, intensidade, postura pressionante e a reação à perda espetacular. A fase de construção partia dos pés de João Moutinho e Rúben Neves que distribuíam e iniciavam a maior parte das jogadas com passes para as faixas laterais, sendo Fernando Marçal, Nélson Semedo, Adama Traoré e Francisco Trincão indispensáveis neste aspeto.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

José Sá (8)

Romain Saiss (7)

Conor Coady (6)

Max Kilman (6)

Fernando Marçal (7)

João Moutinho (7)

Rúben Neves (9)

Nélson Semedo (7)

Adama Traoré (7)

Raúl Jimenez (5)

Francisco Trincão (7)

SUBS UTILIZADOS

Rayan Ait Nouri (6)

Leander Dendoncker (6)

Fábio Silva (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

No regresso à sua antiga casa, Nuno Espírito Santo não fez qualquer alteração desde o jogo com o Manchester City FC. Mesma tática (4-3-3), mesmo 11. Dada o claro domínio da equipa da casa, o Tottenham procurava surpreender através de transições ofensivas rápidas com aposta em bolas na profundidade. Aproveitaram um erro defensivo e chegaram ao golo de grande penalidade. No geral, foi uma exibição incrivelmente passiva do Tottenham Hotspur FC, mas compacta e forte a nível defensivo. Tanto que conseguiram anular com sucesso as investidas do Wolverhampton e levar para Londres os três pontos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hugo Lloris (8)

Sergio Reguillón (7)

Eric Dier (7)

Davinson Sánchez (7)

Japhet Tanganga (6)

Dele Alli (8)

Oliver Skipp (6)

Pierre-Emile Hojbjerg (6)

Steven Bergwijn (7)

Heung-Min Son (7)

Lucas Moura (6)

SUBS UTILIZADOS

Harry Winks (-)

Giovani Lo Celso (6)

Harry Kane (6)

CS Marítimo x FC Porto: Fases parecidas

3.ª Jornada da Primeira Liga: domingo, 18h00, 22 de agosto de 2021
ANTEVISÃO: PELOTÃO LISBOETA JÁ ESTÁ EM FUGA

Separados por três pontos à terceira jornada, CS Marítimo e FC Porto encontram-se, na Madeira, em fases parecidas, mas por razões diferentes. Digo fases parecidas, porque ambas as equipas mostram um bom nível de jogo, ainda que, em ambos os casos, as coisas pudessem estar melhores.

OS PORTISTAS NÃO QUEREM DEIXAR JÁ FUGIR OS RIVAIS, MAS ENCONTRARÁ MUITAS DIFICULDADES NA MADEIRAS. PODERÁ SER A VIAGEM À ILHA UM PRECALÇO? APOSTA JÁ EM BET.PT!

Por mais injusto que possa ser “castigar” uma equipa que tem seis pontos em seis possíveis, olhemos primeiro para o caso do FC Porto.

A ameaça dos primeiros pontos perdidos no campeonato à segunda jornada vacilou por escassos centímetros. Tendo em conta que nasceu de um erro individual depois de um jogo sólido da equipa, o empate seria um castigo demasiado grande para os dragões, na minha opinião.

Ainda assim, é impossível não se valorizar o badalado gesto de Conceição (feiinho, diga-se de passagem). Por mais razão que tenha, o que o treinador fez acabou por ter sido apontar o dedo a Zaidu em público.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O facto de Wendell ter chegado na mesma semana do sucedido, obriga o treinador a gerir com pinças, nos próximos tempos, a condição psicológica do nigeriano, até porque criar problemas no seio do grupo de trabalho tão cedo na época, pode ter reflexos no futuro.

Já como forma de pôr água na fervura e de defender Zaidu, na sala de imprensa, Conceição, ao seu estilo, já deixou um recado a jogadores, diretores e adeptos: “O Wendell não assinou contrato para ser titular. Assinou um contrato com o FC Porto, para trabalhar e, diariamente, ganhar a confiança do treinador e poder jogar”.

No que respeita à previsão do jogo em si, acredito que a única novidade no onze seja a improvável titularidade de Zaidu, por troca com Manafá. Acredito que o treinador não queira perder um jogador que, enquanto esteve bem fisicamente na época passada, teve alguns desempenhos muito interessantes.

A questão do guarda-redes (que se podia colocar) está resolvida à partida pela lesão de Marchesín. Confesso que, mesmo tendo em conta da Copa America, esperava que o guarda-redes argentino chegasse, visse e jogasse. Antes da lesão, continuava a acreditar que, mais cedo ou mais tarde, acabasse por ganhar o lugar, porém está tudo mudado.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Diogo Costa vai ter a oportunidade pela qual esperou dois anos: uma série de jogos seguidos a titular para o campeonato. Caso a resposta do jovem internacional português seja afirmativa, muito difícil será voltar a perder o lugar. Será esta a sua época de explosão? Pode a seleção nacional ganhar mais uma opção? Tem a palavra Diogo Costa.

A única eventual dúvida no resto do onze podia passar pela dupla de médios. Mantenho o que já defendi num artigo anterior: Uribe joga. Ao seu lado… Bruno Costa ou Sérgio Oliveira? Creio que Bruno Costa. O médio que voltou esta temporada tem estado bem e, perante a incerteza quanto à continuidade de Sérgio Oliveira, creio que Conceição queira continuar a cimentar a dupla Uribe – Bruno Costa.

Se olharmos para o Marítimo, percebemos que arrancou a época a jogar bem, apesar de ter já perdido um objetivo: a Taça da Liga, e de ter uma derrota em dois jogos no campeonato. Ao contrário da temporada passada (mesmo sob o comando de Velásquez), o Marítimo não começou a época a jogar com três centrais, mas com uma linha de quatro e um meio campo a dois tendencionalmente defensivo, com capacidade para equilibrar momentos em que três setas (André Vidigal a mais perigosa) municiem um ponta-de-lança. Diogo Mendes a equilibrar no meio campo e André Vidigal a desequilibrar na frente são os nomes que destaco.

Depois de duas derrotas, Velásquez repôs os três centrais e venceu o Belenenses. Creio que seja evidente que, a jogar contra o FC Porto, repita a fórmula vencedora, apesar de achar que o 4-2-3-1 tem margem para ser uma boa alternativa para o técnico espanhol.

A jogar com três centrais, a equipa dá mais margem para que o central espanhol Sáenz saia a jogar com mais tranquilidade, o que beneficia a equipa. Já houve muitos jogadores a ter oportunidades esta época (os guarda-redes já alternaram e já jogaram quatro centrais), mas a equipa jogou sempre bem. Nesta altura, para Velásquez, talvez o melhor seja dar alguma estabilidade à equipa, jogar em 3-4-3 e repetir o onze que derrotou a Belenenses SAD.

Perante duas equipas que atravessam uma fase em que a qualidade de jogo está lá, mas em que a ameaça da instabilidade também paira, quem conseguirá sair por cima? É indesmentível o favoritismo do FC Porto, mas acredito que este Marítimo, caso não sucumba ao escrutínio dos eventuais resultados menos bons às vezes, pode ser uma das boas equipas da Liga Portuguesa – primeira metade da tabela, diria.

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. Antes de ser treinador do FC Porto, Sérgio Conceição perdera todos os jogos da Primeira Liga nos Barreiros.
  2. Este será o 100.º CS Marítimo x FC Porto. Até agora houve 17 empates, 68 vitórias do FC Porto e 17 do CS Marítimo.
  3. As duas maiores goleadas de sempre em jogos entre estas equipas foram um 6-0 para o FC Porto e um 7-1 para CS Marítimo (Campeonato de Portugal de 1925/1926)
  4. Otávio é, desde a era Nuno Espírito Santo, o jogador portista que mais golos marcou (três) na Madeira e marcou em três dos últimos quatro jogos entre portistas e leões da Madeira.
  5. Em três jogos nesta temporada, o Marítimo só marcou golos numa partida.
  6. A estreia de Pepe em jogos entre CS Marítimo e FC Porto nos Barreiros (ao serviço dos madeirenses) ficou marcada como uma das duas derrotas no campeonato do FC Porto de José Mourinho, vencedor da Taça UEFA. Nesse jogo, Deco e Pepe foram expulsos devido a uma desavença.
  7. O CS Marítimo só venceu um dos últimos 11 jogos frente ao FC Porto e… no Dragão
  8. O CS Marítimo perdeu, até agora, todos os jogos oficiais disputados em casa esta época
  9. Fernando Gomes é o melhor marcador da história de confrontos entre estes dois clubes
  10. Caso não perca, o FC Porto ultrapassa os 30 jogos seguidos sem derrotas no campeonato.

 

JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

André Vidigal (CS Marítimo) – Destacou-se na Segunda Liga na época passada ao serviço do Estoril e tem sido, de longe, o jogador mais desequilibrador no ataque dos madeirenses. Nesta altura, consegue dar largura ou confundir as marcações adversárias com movimentos interiores. O extremo de 23 anos é um dos jogadores que pode explodir este ano em Portugal.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Toni Martinez (FC Porto) – O atacante espanhol arrancou a época a todo o gás e tem-se assumido como a figura ofensiva dos dragões depois da saída do (mal amado por alguns) Moussa Marega. Com três golos em dois jogos, Toni Martinez promete não ficar por aqui. Está feito um jogador muito influente e que beneficia muito do entendimento com Taremi.

 

XI’S PROVÁVEIS

CS Marítimo: Paulo Victor, Sáenz, Léo Andrade, Zainadine; Winck, Rossi, Diogo Mendes, Vitor Costa, Vidigal, Xadas e Alipour

Treinador: Julio Velásquez

“Viemos de uma vitória importante, na qual fizemos um grande jogo. Agora, o objetivo é transferir tudo o que se fez de bem para este novo desafio”

FC Porto: Diogo Costa; João Mário, Mbemba, Pepe, Zaidu; Bruno Costa, Uribe, Otávio, Luís Díaz; Taremi, Toni Martinez

Treinador: Sérgio Conceição

“[Julio Velásquez] é um apaixonado pelo que faz e tem feito bons trabalhos nos clubes onde tem trabalhado em Portugal”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: CS MARÍTIMO 0-1 FC PORTO

 

Artigo por: José Alberto Machado

Varzim SC 0-3 Rio Ave FC: Derby confirma superioridade vilacondense

A CRÓNICA: VARZIM SC ENTROU BEM, RIO AVE FC RESPONDEU E GOLEOU

Pela primeira vez em treze anos, os eternos rivais Varzim SC e Rio Ave FC voltaram-se a encontrar num jogo a contar para a Segunda Liga. Os vizinhos, que já se haviam defrontado esta temporada na Taça da Liga, num jogo em que o Rio Ave levou a melhor nos penáltis, carimbando assim a passagem à próxima fase da competição. A equipa da casa chegou a esta terceira jornada com dois pontos, depois de sucessivos empates frente a Chaves e Académica, enquanto a turma vilacondense venceu por cinco bolas a uma a briosa, na primeira jornada, e depois empatou a uma bola frente ao Farense.

O jogo iniciou-se, com um ambiente incrível nas bancadas, e o Varzim muito cedo se demonstrou determinado a chegar ao golo. Logo no segundo minuto de jogo, livre à entrada da área a favorecer a equipa da casa e Murilo Freitas atirou a bola à trave da baliza defendida por Jhonatan.

O jogo esteve sempre dividido e tivemos de esperar até ao minuto 39 para ver uma nova oportunidade de golo, quando Gabrielzinho encontrou Pedro Mendes na área e este cabeceou para uma grande defesa de Ricardo Nunes. O Rio Ave ameaçou aos 39′ e no minuto seguinte chegou mesmo à vantagem. Passe longo de Hugo Gomes nas costas da defesa, que encontra o supersónico Gabrielzinho, que ainda beneficiou de um ressalto para ficar isolado, antes de bater Ricardo com um chapéu.

A segunda parte não podia ter começado melhor para a equipa visitante. Logo no segundo minuto, Ukra de fora área atira com muita força, o que permite a Ricardo uma defesa incompleta, que vai ter com Pedro Mendes ainda dentro da área, este serve Joca que com a baliza aberta aumenta a vantagem para os vilacondenses.

O Rio Ave entrou com toda a força na segunda parte e logo após o segundo golo chegou ao terceiro. Joca saí com muita qualidade do marcador, conduz muitos metros e solta para Costinha, que com dois dribles tira o adversário da frente e serve Guga para o terceiro. Uma jogada fantástica que protagonizou o momento do jogo

O Rio Ave que, ao minuto 64, ficou reduzido a dez unidades, com a expulsão de Costinha por segundo amarelo, após uma falta a meio-campo. O Varzim reagiu e esteve mais perto da baliza adversária, mas mesmo assim não foi suficiente para chegar ao golo.

Com esta vitória, o Rio Ave soma assim sete pontos na Segunda Liga, enquanto que o Varzim tem apenas dois.

 

A FIGURA

Joca – Quando a qualidade é aliada à ambição, aparecem jogadores como Joca. Foi determinante. Fez o segundo golo e esteve na jogada do terceiro. da do terceiro. Rápido e com uma qualidade técnica acima da média. Guga e Gabrielzinho também fizeram um ótimo jogo.
O FORA DE JOGO

João Reis – O lateral esquerdo do Varzim não teve a melhor exibição. Foi castigado todo o jogo por Gabrielzinho e Costinha e fica muito mal na fotografia no terceiro golo rioavista. Mérito do Rio Ave que soube explorar os seus pontos fracos.

 

ANÁLISE TÁTICA – VARZIM SC

O Varzim apresentou-se num 4-3-3, com um médio mais defensivo, papel desempenhado por André Leão, e dois homens mais à frente, Zé Tiago e Luís Silva. Murilo e Agdon jogaram abertos nos flancos, no apoio ao avançado Heliardo.

Na primeira fase de construção, André Leão baixou para o meio dos centrais, saindo a três homens e projetando os laterais. Agdon mostrou-se dentro, recebendo em apoio e libertando a profundidade para Heliardo.

No processo defensivo, o Varzim muitas vezes formou uma linha de cinco defesas, com Murilo a acompanhar Costinha, que se projetou muito no terreno. Agdon juntou-se a Heliardo, formando assim um 5-3-2.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo (5)

André Micael (4)

Cássio (4)

Pinheiro (4)

João Reis (3)

Zé Tiago (5)

André Leão (4)

Luís Silva (5)

Agdon (4)

Heliardo (5)

Murilo (5)

SUBS UTILIZADOS

Tavinho (5)

Valente (5)

Lessinho (5)

Raí (4)

Ofuso (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

A equipa vilacondense apresentou-se num 4-2-3-1, com Guga e Zimbabwe como médios centro e três homens mais moveis à frente deles (Ukra, Gabrielzinho e Joca), que não iam dando referencias à defensiva varzinista, estando em trocas constantes. Pedro Mendes funcionou como um avançado mais fixo.

No processo defensivo, o Rio Ave variou para um 4-4-2, juntando o homem que tivesse numa zona mais central a Pedro Mendes para fazer uma primeira linha de pressão, baixando os homens dos corredores para uma segunda linha.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jhonatanm(6)

Aderlan (7)

Hugo Gomes (7)

Sávio (4)

Costinha (5)

Zimbabué (5)

Joca (8)

Guga (8)

Gabrielzinho (8)

Pedro Mendes (7)

Ukra (6)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Gonçalves (5)

Vitor Gomes (5)

Ângelo (6)

Fábio Ronaldo (6)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Varzim SC

BnR: O Varzim entrou muito confiante, mas aos poucos foi perdendo terreno e acabou por sofrer o golo numa fase em que o jogo estava muito equilibrado. Acha que esse golo já muito perto do intervalo teve influência na intranquilidade que se sentiu nos seus jogadores naquele início conturbado de segunda parte?

António Barbosa: Entramos bem no jogo, organizados e a aproveitar os espaços dados pelo Rio Ave. Tivemos bem até à meia hora, quebramos um pouco até aos 10 minutos seguintes e na fase que estávamos novamente em ascendente, sofremos numa transição. A minha equipa sentiu o golo e é certo que não entramos bem na segunda parte, eles fizeram o segundo golo e logo depois o terceiro. O Rio Ave foi superior e conseguiu aproveitar muito bem as ocasiões que teve.

Rio Ave FC

BnR: O Rio Ave na primeira parte teve algumas dificuldades em impor o seu futebol, não conseguindo ter a bola tanto tempo e o Varzim teve bem na reação à perda. Na segunda parte vimos uma equipa diferente, mais confiante até. O que disse aos seus jogadores ao intervalo e o que pretendeu mudar na equipa de uma parte para outra?

Luís Freire: Sim, o Varzim entrou muito forte e pressionou-nos desde início, mérito deles. Não estávamos a conseguir ter bola, como gostamos, e encontrar os espaços corretos. Antes do intervalo fizemos o golo numa fase que o jogo esteve dividido e a equipa soltou-se. Ao intervalo identificamos e mostramos os espaços e disse-lhes que íamos ter de ir à procura do segundo. Marcamos cedo e a equipa mostrou-se muito confiante, o resto é a qualidade deles. Criamos muito e penso que a vitória é inteiramente justa.

 

Rescaldo da opinião de Francisco Silva

Fórmula 1 | Previsão da grelha para 2022

A sensivelmente uma semana do início da segunda metade da temporada de 2021 da Fórmula 1, costuma ser esta a fase em que os chefes das equipas começam a pensar com mais tempo sobre a questão dos pilotos para o ano seguinte.

E, como não podia deixar de ser, também é esta a fase da chamada silly season, em que todos os rumores sobre o assunto começam a surgir. O Bola na Rede decidiu ir pelo mesmo caminho e tentar prever a grelha de Fórmula 1 para 2022.

Antes de mais, importa começar com aquilo que já se sabe, porque já há pilotos que já sabem que têm lugar garantido no próximo ano.

E mais, há quatro equipas na Fórmula 1 que já têm a sua dupla de pilotos fechada para 2022.

A McLaren, com Lando Norris e Daniel Ricciardo, e a Alpine, com Esteban Ocon e Fernando Alonso, vão manter as suas duplas de pilotos, assim como a Haas, com Mick Schumacher e Nikita Mazepin, e a Ferrari, com Charles Leclerc e Carlos Sainz.

De resto, Lewis Hamilton (Mercedes), Max Verstappen (Red Bull) e Sebastian Vettel (Aston Martin) também têm contrato para a próxima época.

Isto deixa-nos com nove lugares vagos para a próxima época. Uns que, apesar de não serem ainda oficiais, são bastante óbvios, outros que deixam mais alguma água na boca. Por exemplo, na Aston Martin, não é difícil prever que Lance Stroll vá continuar.

Com o seu pai, Lawrence, a ser um dos donos da equipa, o canadiano tem lugar garantido na próxima temporada, podendo dar sequência ao bom trabalho que tem vindo a fazer nas últimas épocas.

Também óbvia deverá ser a continuidade de Sergio Pérez na Red Bull. Antes do mexicano, a equipa austríaca apostava no recrutamento de pilotos jovens à equipa-irmã AlphaTauri (casos de Pierre Gasly e Alex Albon).

Algo que resultou em experiências curtas para ambos. Com a experiência que Pérez tem na modalidade (e apesar de estar longe do ritmo de Verstappen em qualificações e corridas), o mexicano resulta bem para aquilo que a Red Bull quer.