Desde há uns anos para cá, descobri que o meu clube pode expulsar de sócio qualquer indivíduo que esteja em determinado momento na direção do mesmo e entenda que este não preenche os requisitos para usufruir dessa categoria.
Ou seja, se se entender que determinado sócio actuou de forma a ferir os estatutos do clube, deve ser afastado, como aconteceu recentemente com alguém por – supostamente – difamar a imagem de dirigentes do clube, e provocar prejuízos morais e materiais para o Sporting CP, entre outros.
Dito isto, e tendo em conta esses mesmo pressupostos, quero acrescentar aqui três nomes que poderíamos colocar à discussão para abandonarem a lista de associados do Sporting Clube de Portugal.
Desses três, não sei se todos serão ainda pagantes, mas, pelo sim, pelo não, deveriam ser expulsos para que não lhes seja dada qualquer chance de algum dia poderem vir a candidatar-se aos órgãos sociais do clube. Porque foi essa também a principal razão de expulsões anteriores.
E não me venham dizer que se não forem pagantes não podem entrar em listas, porque até nesse caso temos já exemplos que rebatem esse mesmo argumento. Basta pagar as cotas atrasadas e está resolvido.
Segue, então, o meu pódio de sócios que nunca o deveriam ter sido, e, se ainda o forem, deveria ser-lhes retirado esse direito:
Há poucos dias, o central argentino Ezequiel Garay anunciou que colocou um ponto final na sua carreira de futebolista. O antigo internacional argentino jogou três temporadas no SL Benfica, tempo suficiente para que muitos adeptos o considerassem como um dos melhores defesas-centrais da história do clube.
Ao todo, foram 136 jogos e 12 golos que Ezequiel Garay fez de águia ao peito, pelo que irei, então, recordar três dos melhores momentos que o argentino viveu ao serviço do clube da Luz.
Desde a época de 1934/35, altura em que a Federação Portuguesa de Futebol cria e assume a organização da liga portuguesa, já existiram 86 campeões e muita história já foi contada ao longo dos vários anos.
Portugal não é o país mais variado em termos de campeões e sofre com a hegemonia dos intitulados três grandes, que conquistaram por mais vezes o título de campeão.
Para além do SL Benfica, do FC Porto e do Sporting CP, apenas o CF “Os Belenenses” e o Boavista FC tiveram também o privilégio de levantar a taça. Foram apenas cinco os clubes campeões, mas foram vários os plantéis que ficaram na história e marcaram os diferentes campeonatos, alguns mais competitivos com uma luta acesa até ao final, e outros onde o campeão ficou decidido com antecedência e pouca luta teve.
Nesta lista estarão as cinco melhores equipas campeãs de sempre em Portugal, tendo como base a história que marcaram, os feitos que fizeram, os plantéis que apresentavam, os resultados e também a beleza do seu jogo.
No presente artigo e após o brilhante desempenho na 108ª edição do Tour de France, a maior competição velocipédica à escala mundial, daremos destaque ao setubalense Rúben Guerreiro, uma das grandes esperanças da atualidade no Ciclismo luso.
Isto é, dando conta do modo como se iniciou, bem como do seu trajeto e pontos mais altos de uma carreira que ameaça tornar-se bastante gloriosa.
Com a saída de Ancelotti do comando técnico do Everton e a chegada de Rafa Benítez, tem vindo a ser noticiada a saída de James Rodríguez, uma vez que o técnico espanhol, pelo que consta, não está interessado em manter o jogador.
No passado dia 12 deste mês, o colombiano festejou a chegada ao clube dos 30 anos, e, como não poderia deixar de ser, a página oficial do FC Porto congratulou com alguns vídeos e fotos dos seus melhores momentos de dragão ao peito. Até aqui tudo normal. A euforia instalou-se no mar azul quando, o próprio James, respondeu da seguinte forma “Obrigado! Vemo-nos em breve.”
Uma vez que a porta de saída lhe foi aberta, depois deste comentário, toda a imprensa nacional e internacional noticiou um possível regresso do craque colombiano ao clube onde brilhou e se deu a conhecer à Europa.
James Rodríguez continua a ser um jogador de elite, com passagens de sucesso em todos os clubes que representou. Escusado será dizer que qualquer adepto azul e branco veria com muitos bons olhos o seu regresso. O único pequeno-grande entrave neste negócio é o facto de que a elite custa dinheiro, e o criativo colombiano teria que reduzir, e muito, a sua folha salarial.
— Notícias ao Minuto (@noticiaaominuto) July 13, 2021
O atual treinador do FC Porto não é muito fã de um número dez tradicional, que constrói jogo e aparece por trás dos avançados, seja a desequilibrar ou a finalizar. Jogadores com estas características do atual plantel, vemo-los todos a ser utilizados a descair para as linhas. Contudo, quando falamos de um craque deste calibre, acredito que Sérgio Conceição repensaria toda a sua estratégia para enquadrar James Rodríguez no seu xadrez tático, dando-lhe liberdade para pensar o jogo.
O jogador já admitiu algumas vezes publicamente que um dia adoraria regressar, por isso, James, se essa for a tua vontade, serás recebido pelo Estádio do Dragão de braços abertos, como se nunca tivesses saído.
O futebol português é um autêntico viveiro de talentos. A qualidade existente nas fileiras dos clubes e das seleções nacionais jovens é inesgotável e as camadas de formação têm assumido, paulatinamente, maior destaque. Vários têm sido os casos de sucesso de jovens diamantes que por terras lusitanas têm deslumbrado e conseguido demonstrar toda a sua qualidade e irreverência, apesar da tenra idade que apresentam.
Num passado recente, tornou-se hábito assistir ao salto de várias pérolas do Futebol português para os principais palcos mundiais e ver os plantéis das denominadas “Big five”, as cinco maiores ligas europeias, recheados de jovens portugueses, que por cá deixaram muitas saudades… Ano após ano, o talento tem-se multiplicado e, apesar das incontáveis transferências a que temos assistido, vários são os atletas que estão ávidos por dar o salto qualitativo e competitivo, pela qualidade e potencial que apresentam.
Assim, no presente artigo, proponho-me a traçar uma lista de cinco jovens portugueses, até 21 anos de idade, que poderão afirmar-se na época que se avizinha, encantando dentro das quatro linhas.
PRIMEIRO OURO DE SEMPRE PARA UM ARQUIPÉLAGO NO MEIO DO ATLÂNTICO PLANTADO
As condições climatéricas atrasaram o tiro de partida em 15 minutos e a prova, ao contrário do que estava previsto, só arrancou às 22h45 de Portugal. Quem não precisou de estar atenta às horas foi a ucraniana Yuliya Yelistratova que acusou positivo num teste de doping por EPO, uma substância que ajuda a prolongar a resistência dos atletas.
Se os amenos 24ºC poderiam parecer facilitadores da tarefa das triatletas, a humidade relativa de 83% prometia endurecer a missão de completar o quilómetro e meio de Natação, os 40 de Ciclismo e os 10 de Corrida. A chuva também não deu tréguas, pelo que a água não foi uma constante apenas no primeiro segmento.
A britânica Jessica Learmonth tentou marcar uma posição logo nas primeiras braçadas da Natação. As principais candidatas ao ouro, tais como Katie Zaferes, Georgia Taylor-Brown, Vittoria Lopes, Laura Lindemann, Summer Rappaport ou Flora Duffy, acompanhavam-na, mas nem todas as participantes tiveram essa capacidade, pelo que o pelotão começou a dividir-se. A austríaca Julia Hauser foi a primeira das 20 desistentes.
O segmento de Ciclismo exigiu particular cuidado. A chuva juntou-se à estrada para fazer um convite formal às quedas. Que o digam várias atletas que testaram a dureza do chão. A pedalar a grande ritmo na frente da corrida, continuava o conjunto de elite que vinha dominando a Natação, sendo que Summer Rappaport foi a primeira a ceder e a desfalcar o grupo da frente, seguida de Vittoria Lopes.
No segundo grupo, Nicola Spirig, medalhada de ouro, em Londres, em 2012, e de prata, no Rio de Janeiro, em 2016, assumia a perseguição. A portuguesa Melanie Santos atrasou-se e seguia no terceiro grupo, a uma distância considerável dos lugares de discussão da corrida.
Na vertente masculina, ainda existiu um lote alargado de candidatos às medalhas na entrada para os últimos 10 quilómetros. Pelo contrário, na prova feminina, o desgaste provocado pela Natação e pelo Ciclismo fez com que apenas cinco triatletas chegassem à Corrida com condições de discutir o título. Mesmo no final do Ciclismo, Georgia Taylor-Brown teve um pneu furado e, consequentemente, os seus planos quase seguiam pelo mesmo caminho. Ainda assim, a campeã do mundo aguentou e arrancou para a Corrida muito rápido, recuperando algum do tempo perdido.
Os acontecimentos na plataforma de transição marcaram muito a reta final da prova. Flora Duffy foi quem resistiu melhor e, sem dar grandes hipóteses, ganhou terreno às adversárias. A atleta das Bermudas acabou por assegurar a conquista da primeira medalha de ouro de sempre em Jogos Olímpicos para o seu país.
Aos 33 anos, a campeã do mundo em 2016 e 2017 já revelou que não vai estar em Paris, em 2024, pelo que tinha em Tóquio a última hipótese de conquistar um pódio. Não só conseguiu alcançá-lo, como conseguiu aquele lugar que tem melhor vista, fazendo-se valer de um tempo de 1:55:36 para se sagrar campeã olímpica. Georgia Taylor-Brown (+1:14) e Katie Zaferes (+1:27) ficaram em segundo e terceiro, respetivamente.
Melanie Santos, bastante feliz com o resultado, pelo menos assim indica o sorriso com que cruzou a meta, acabou a prova de estreia olímpica em 22.º lugar (+6:30).
A CRÓNICA: SEGUNDA-PARTE DIZIMADORA LEVA VIMARANENSES PARA A PRÓXIMA RONDA
Num final de tarde solarengo e quente na cidade berço, o Leixões Sport Clube deslocou-se até Guimarães para enfrentar a equipa agora orientada por Pepa, após a saída de João Henriques do comando técnico que deixou a equipa na sétima classificação no final da temporada. O jogo que marcou o regresso de ambas as equipas às competições oficiais e à nova época, que se encontra a espreitar à porta.
Assim, ambas as equipas se encontravam claramente confiantes com os novos reforços e com novas ambições, sendo evidente as mudanças táticas em ambos os lados. De um lado, a equipa da casa encontrava-se finalmente organizada e consciente da missão coletiva. Enquanto, os bebés do mar apresentavam uma força renovada e extramente perigosa à baliza de Trmal.
A primeira tentativa para modificar o marcador, deu-se com uma combinação genial de Jorge Fernandes que procura por Edwards no meio-campo, o inglês recebe a bola e domina para procurar por Rafa Soares no lado direito de Tiago Silva, o defesa faz tabela com Rochinha que mete a bola em Oscar Estupinan para um remate falhado, anulando a chance do primeiro golo.
Por outro lado, o primeiro golo surge nas grandes penalidades após um toque de mão por parte do avançado vitoriano, Sapara converte assim para o primeiro golo da partida.
Em forma de resposta, a formação vitoriana assume o jogo e Rochinha, recebe um grande passe por parte de André Almeida, entrando na área adversária e batendo Tiago Silva com um remate cruzado, à passagem do minuto 34.
— Vitória Sport Clube (@VitoriaSC1922) July 26, 2021
A segunda parte começou com uma intenção clara por parte da equipa do Vitória de chegar à vantagem no marcador e criou a primeira situação de perigo iminente à passagem do minuto seis. Edwards deixou o marcador para trás, partiu para dentro e entregou a Rafa Soares, que apareceu liberto de marcação do lado esquerdo da área leixonense e, com um cruzamento-remate, deu o primeiro aviso à baliza defendida por Tiago Silva.
A equipa vimaranense continuava a assistir e esteve novamente muito perto do golo, desta vez ao minuto 58. Boa combinação de Handel com André Almeida, que serve Edwards encostado à linha direita, desequilibra a equipa do Leixões no um contra um com o marcador e serve André André, que apenas tinha o guarda-redes pela frente, mas não conseguiu enquadrar com a baliza.
O Leixões tentava contrariar o poderio ofensivo do Vitória, mas era a equipa da casa quem continuava com a sua avalanche ofensiva. André Almeida tabela com Rafa, um dos mais desequilibradores do lado vitoriano, e o mesmo serve Oscar na perfeição, que vacila novamente perante a baliza dos forasteiros.
Depois de tanta insistência, a equipa comandada por Pepa lá chegou ao golo. Depois de uma sequência de cantos, a bola chega bombeada a Marcus Edwards, que tira o adversário da frente com uma simulação e tira um cruzamento, que é desviado por Diogo Gomes para a própria baliza, para infelicidade dos bebés do mar.
O domínio vitoriano não abrandou com o segundo golo e chegou ao terceiro aos oitenta e quatro minutos de jogo, por Bruno Duarte. Num lance em que a genialidade de Rochinha veio ao de cima, que com um passe açucarado deixou Bruno Duarte à mercê do golo, e o mesmo não vacilou. O Vitória não tirou o pé do acelerador e poderia ter aumentado a vantagem apenas dois minutos depois, quando Maga viu-lhe negado o que seria um grande golo.
Maga, que se estreou com o rei ao peito, entrou cheio de vontade de fazer o golo e acabou por também fazer balançar as redes adversárias. Grande jogada individual de Rafa, a bola sobra para Herculano que remata e Maga desvia de calcanhar para completar a goleada dos conquistadores.
Num jogo que ficou marcado pelas estreias de Handel, Gui, Herculano e Maga, jovens formados no clube, o Vitória começa a época da melhor maneira, enquanto o Leixões começa com o pé esquerdo a temporada e fica afastado da Taça da Liga.
A FIGURA
Can you 𝐇Ä𝐍𝐃𝐄𝐋 this? 🔥@tomashandel renova com o Vitória SC até 2026! ✍️
— Vitória Sport Clube (@VitoriaSC1922) June 23, 2021
Tomás Handel – Com 20 anos e em estreia na equipa principal vimaranense, Tomás Handel foi dono o senhor do meio-campo. Com um pé esquerdo de enorme qualidade, o jovem formado no clube minhoto destacou-se não só na construção, mas também na transição defensiva, com muitos roubos de bola ainda no miolo ofensivo. Não esteve diretamente presente em nenhum dos golos mas foi um elemento diferenciador para Pepa. Menção honrosa para Rochinha, que também realizou um belíssimo jogo
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O FORA DE JOGO
Jefferson Encada em ação contra o antigo clube na taça da Liga. O Leixões perdeu por 4-1 em Guimarães frente ao Vitória #Djurtospic.twitter.com/wMBX3UqBAs
Jefferson Encada – Defensivamente o atleta de Guiné Bissau ficou muito aquém das expetativas, facilitando especialmente a tarefa de Rochinha, que obteve uma especial exibição graças ao extremo que deixou o corredor completamente livre e de fácil acesso para o jogador português fazer a sua magia entre linhas.
ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC
Na primeira partida oficial da época 2021-2022, José Mota escalou a equipa num 4-3-3, com Wallyson e Nduwarugira como médios mais fixos, dando mais liberdade a Diogo Leitão, o centro campista que se colocou maioritariamente atrás do avançado Wendel.
Os bebés do mar, numa primeira fase de construção ofensiva, fizeram descer Nduwarugira para o meio dos centrais, saindo com três homens no corredor central, dando uma maior projeção aos laterais, Encada à direita e Seck à esquerda. Numa segunda fase, o Leixões procurou na grande maioria das vezes passes nas costas da defesa vimaranense, principalmente pelo lado direito, onde Jeferson Encada aparecia vindo de trás.
Já num momento defensivo, a equipa de Matosinhos optou por uma pressão média-alta na primeira fase vimaranense, variando para um 4-4-2 neste momento do jogo. Wendel e Leitão formaram a primeira linha de pressão, enquanto Kiki e Sapara formavam uma linha de quatro homens com os médios.
Na segunda parte, a equipa do Leixões quase não existiu, não tendo qualquer hipótese frente a um Vitória que veio dos balneários com a moral e qualidade em alta. Os diversos golos da equipa da casa acabaram por abalar os forasteiros, que acabaram por se perder dentro do campo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Tiago Silva (4)
Diogo Gomes (4)
Ricardo Teixeira (4)
Encada (3)
Seck (4)
Nduwarugira (5)
Wallyson (4)
Kiki (5)
Sapara (6)
Leitão (6)
Wendel (4)
SUBS UTILIZADOS
Belkheir (4)
Morim (4)
Folha (-)
Papalelé (-)
ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC
No primeiro jogo oficial da equipa vitoriana orientada pelo Pepa, o técnico português optou pelo sistema tático 4-3-3 com Oscar Estupinan enquanto homem mais avançado no terreno, contando com o apoio de Rochinha e de Edwards nas laterais.
O meio-campo assegurado por André Almeida, o capitão vitoriano André André e, o destaque neste onze inicial, Tomás Handel.
Na baliza, Trmal conta com o apoio de Rafa Soares, Jorginho Fernandes, Borevkovic e Sacko que se assumem como centrais neste duelo frente ao Leixões SC, numa noite de Taça da Liga na cidade berço.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Trmal (5)
André Almeida (6)
André André (7)
Borevkovic (5)
Edwards (6)
Estupinan (3)
Jorge Fernandes (4)
Tomás Handel (8)
Rafa Soares (8)
Rochinha (9)
Sacko (5)
SUBS UTILIZADOS
Janvier (4)
Gui (6)
Maga (5)
Bruno Duarte (5)
Herculano (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Leixões SC
BnR: Foi de conhecimento público que tiveram 15 baixas durante a semana, de que modo essas mesmas baixas desestabilizaram a preparação do jogo?
José Mota: Claro que tivemos algumas situações que não foram boas, e tivemos nomeadamente na sexta-feira muitos atletas que não treinaram, metade do plantel não treino. Isso refletiu em alguns momentos de jogos, caímos, é o primeiro jogo da época em termos profissionais numa exigência muito grande. Se calhar a nós, de todas as equipas, saiu-nos o adversário mais forte de todos e na casa deles. Se teve influência? Claro que sim, alguns tiveram febre e tudo e dificultou o desempenhou de alguns deles durante o jogo.
Vitória SC
BnR: Após uma noite de estreias de vários jogadores, sente que de alguma forma é importante dar este espaço aos jogadores da formação para desenvolverem uma certa confiança e ganharem espaço para os próximos jogos oficiais?
Pepa: Acima de tudo é preciso trabalhar. O Vitória é um clube com uma formação de excelência. É trabalhar e esperar pelas oportunidades, que a qualidade existe. É preciso também colocar alguma água na fervura, foi bom, mas já passou e agora é continuar a trabalhar para preparar já os próximos jogos. É emocionante ver como o Maga festejou o golo, é um miúdo que sente muito o Vitória, como todos e deixa-me um grande orgulho, mas como disse, já passou e agora é trabalhar para preparar já o próximo jogo.
Foto de Capa: Vitória SC
Rescaldo da autoria de Ana Martins e Francisco Silva
Parte da emoção do fim de semana do Grande Prémio da Grã-Bretanha deveu-se à divulgação das primeiras imagens, e do modelo em tamanho real, do monolugar que vai ser pilotado pela turma de 2022 da Fórmula 1.
Com um desenho aerodinâmico bastante distinto daquele em vigor desde a última mudança regulamentar de relevo (2018), o objectivo do carro de 2022 é claro: promover melhores corridas, ao facilitar uma maior proximidade entre os carros em luta directa na Fórmula 1.
A introdução dos dispersores aerodinâmicos por cima das rodas dianteiras e das coberturas de pneus, bem como a revisão do desenho das asas dianteira (simples e plana) e traseira (pontas arredondadas) irão permitir que menos “ar sujo” siga na direcção do carro perseguidor e seja direccionado para cima e fora da área de impacto aerodinâmico.
Para além de menor turbulência e maior estabilidade em curva, esta alteração deverá também proporcionar ao carro perseguidor maior fiabilidade dos componentes do carro e menor desgaste nos pneus dianteiros.
Fonte: Fórmula 1
Numa fase inicial, o sistema de DRS (asa móvel traseira) irá manter-se inalterado, mas a sua utilidade, e necessidade, será avaliada durante a época com vista a uma possível remoção em 2023.
Esse seria um sinal claro de que o esforço de possibilitar um menor impacto do fluxo de ar turbulento no carro perseguidor surtiu o efeito desejado.
Recentemente, nas imediações do estádio José de Alvalade, o presidente do Sporting CP, Frederico Varandas, inaugurou a “Cidade Sporting”. Assistimos a uma dinamização interessante em relação ao espaço que rodeia o estádio, onde foi criada uma pista de atletismo, um campo de basquetebol e foram feitas umas pinturas bastante atrativas, que, para além de terem o nome do clube, fazem também alusão ao ano da fundação do Sporting CP.
Em primeiro lugar, vou abordar todo o lado estético da questão. São acréscimos que, de facto, ficam bem. Não parecem forçados, estão bem feitos e diria que acrescentam vida às imediações da “nossa casa”. É importante também ter em conta que, quer a pista de atletismo, quer o campo de basquetebol, isto, para além de dar palco a duas das muitas modalidades que orgulham o clube, também demonstra um pouco do enorme ecletismo do clube, que muitas vezes é esquecido face à grande afluência ao futebol.
Depois, há outra nuance que acho que é fundamental. O amor a um clube e o sentimento de pertença ao mesmo não nasce, nem cresce, quando se ganham títulos ou quando se pratica muito bem qualquer modalidade que se aprecie. Esse mesmo amor, numa fase embrionária, é criado com histórias, memórias e recordações. Nós, enquanto adeptos, não começamos a amar o clube por terem uma grande equipa ou por ganhar títulos atrás de títulos, mas sim porque nos lembramos, desde pequenos, de ir ao estádio ou de ver jogos com os nossos pais, avós, tios, etc.
Com tudo isto, quero dizer que não tenho a mínima dúvida de que a criação destes espaços irá ajudar a criar bons momentos entre miúdos e graúdos. Quantos, dos miúdos de hoje em dia, não serão sportinguistas no futuro porque jogavam basquetebol nos campos construídos ou porque faziam corridas com os amigos depois das aulas na pista de atletismo em redor do estádio? Isto, consequentemente, quer seja a curto, médio ou longo prazo, só fará crescer e fortalecer a família leonina.
— Sporting Clube de Portugal 🏆 (@Sporting_CP) July 20, 2021
Por fim, o único ponto que não me parece assim tão positivo: na cerimónia realizada para apresentar estas (boas) mudanças em redor do estádio, foi dito que estava a ser inaugurada a “Cidade Sporting”. Não quero entrar em questões presidenciais, que agora parecem estar mais calmas, mas durante muitos tempos causaram muitas dores de cabeça aos sportinguistas; no entanto, acho que não foi um momento oportuno de Frederico Varandas.
Na minha opinião, esta suposta “Cidade Sporting” começou a ser criada quando foi feito o Pavilhão João Rocha perto do estádio, quando foi construída a rotunda do leão e quando foram criados aqueles campos sintéticos à frente do pavilhão e todos esses marcos foram iniciados e concluídos na era Bruno de Carvalho. Apesar de não ter sido batizada com esse nome, convenhamos que toda essa zona já era considerada uma cidade do Sporting CP, daí também o título deste artigo ser “dinamização da Cidade Sporting” e não “criação da Cidade Sporting”.
Disse, e volto a repetir, não quero que isto seja considerada como uma questão de preferência de presidente ou de escolher um lado, porque este artigo não tem, nem de perto nem de longe, o objetivo de dividir o clube, só de analisar toda esta cidade Sporting CP e a cerimónia que ocorreu, daí ter referido que as palavras de Frederico Varandas, a vangloriar-se de algo que já tinha muita coisa feita, não me “caíram bem”.
Em suma, apenas relembrar que é uma obra que ficou bonita, é esteticamente atrativa, é algo simples que acabou por dar vida a todo o redor do estádio e que, certamente, fortalecerá e dinamizará a família sportinguista e, no fim do dia, é isso o mais importante.