O Sport Lisboa e Benfica tem aproveitado a abertura de mercado para reforçar o seu plantel com o intuito de atacar a nova temporada. Recentemente aterrou em Lisboa Soualiho Meité, médio centro de 27 anos proveniente do Torino FC, ainda que na temporada transata tenha jogado pelo AC Milan.
Internacional pelas camadas jovens gaulesas, Meité chega à Luz para o miolo encarnado, podendo atuar tanto na posição “6” como na posição “8”, pese embora não tenha uma qualidade de excelência em ambas. Não deixando de ser um bom jogador, chega para terrenos ocupados por Weigl e João Mário/Pizzi, respetivamente, e será difícil ganhar um lugar no onze inicial.
Meité chega, creio, para ser médio defensivo e é um jogador de passada larga, que recupera a sua posição defensiva rapidamente e com capacidade de se impor fisicamente. No entanto, tem um concorrente a altura no plantel, um jogador que foi, inclusive, um dos melhores do Sport Lisboa e Benfica na temporada passada.
Quando comparado a Weigl, Meité é claramente inferior em posse e com pior capacidade de decisão no transição para o plano ofensivo, até porque tem mais dificuldade em jogar sob pressão e em espaços curtos. Em terrenos mais subidos, o médio peca pela falta de criatividade no último terço.
Julgo que a contratação de Meité não faz muito sentido quando se tem Florentino no plantel. E se era uma alternativa a Al Musrati, fica muito a desejar. João Mário parece ser a opção de Jorge Jesus para a posição “8” e a alternativa passará sempre por Pizzi ou Taarabt e nunca por Meité, daí considerar a vinda do ex-Torino FC desnecessária.
Contudo, há uma alternativa que coloca Meité como uma contratação viável e seria apenas se o SL Benfica pretender jogar com um meio-campo a três. Num esquema tático 4x3x3, com Weigl e Meité a jogar nas costas de João Mário, a equipa teria mais soluções defensivas, mas colocariam outros problemas para o técnico encarnado, tais como o elevado número de jogadores disponíveis para a frente de ataque que ficariam sem espaço.
Jogadores como Chiquinho e até mesmo Waldschmidt, que não são pontas de lança, mas sim segundo avançados, ficariam sem lugar na equipa e não teriam grandes hipóteses para jogar. Também Haris Seferovic, Rodrigo Pinho, Darwin Nunez, Carlos Vinícius e Gonçalo Ramos estariam todos a lutar por um lugar, o que não se torna viável.
Um meio-campo a três poderia funcionar, até porque daria continuidade ao esquema tático utilizado na formação e que traria mais facilidade de adaptação aos jovens que sobem à primeira equipa encarnada, no entanto, quando analisados os jogadores que estão na equipa principal, torna-se praticamente impossível implementar-se este modelo de jogo.
Falou-se, durante muito tempo, do interesse do Sport Lisboa e Benfica em Al Musrati, do Sporting Clube de Braga e se Soualiho Meité chegou como seu substituto, os encarnados ficaram claramente a perder. O líbio é muito mais jogador, para além de ter como vantagem o conhecimento que tem pela Primeira Liga.
Quando nos aproximamos cada vez mais do início da nova época, os plantéis das equipas vão ficando mais compostos e estruturados, progredindo até à imagem que irão apresentar no próximo ano desportivo.
Todas as temporadas, existem os crónicos favoritos que, quer pela sua história, investimento, qualidade do seu futebol e pelos valores individuais se destacam previamente dos restantes. Mas como no desporto não há certezas, surgem sempre exceções há regra. As chamadas “equipas-sensação” na gíria futebolística são formações que surpreendem pelas suas prestações, apresentando-se num nível mais elevado que o esperado, fugindo há normalidade.
Neste artigo, analisamos cinco equipas que poderão surpreender na nova temporada, nas cinco principais ligas europeias. Para a escolha destes clubes, foi tido em conta as suas prestações recentes, o projeto atual, a história e os reforços adquiridos neste defeso até agora.
A CRÓNICA: PÓDIO SÓ FICOU DECIDIDO NA ÚLTIMA MANOBRA
O Japão tem razões para celebrar: ontem, Yuto Horigome levou o ouro no masculino em Tóquio, hoje, Momiji Nishiya e Funa Nakayama garantiram as medalhas de ouro e bronze, respetivamente. O pódio apenas ficou completo com Rayssa Leal, que, aos 13 anos, é a atleta mais jovem de sempre a representar o Brasil nos Jogos Olímpicos.
Ainda assim, quem começou melhor a prova foi a holandesa Ross Zweltsloot, conseguindo dois scores elevados nas duas runs e um front feeble grind na primeira ronda do best trick, cujo resultado foi um 4,12.
Deste modo, com quatro tentativas ainda pela frente, pareciam estar reunidas todas as condições para que a skater dos Países Baixos estivesse no pódio. A verdade é que não conseguiu mais pontuar. Tentou um frontside overcrooked quatro vezes, que resultou no mesmo número de quedas.
Já Aori Nishimura não conseguiu mais do que o oitavo lugar na final. A japonesa, atual campeã do mundo, tentou a medalha em Tóquio com um halfcab backside noseslide, mas não teve êxito.
Outro dos grandes nomes do street feminino, é o de Alexis Sablone. A norte-americana conseguiu duas boas pontuações no best trick, mas não foi capaz de tirar partido das tentativas restantes para melhorar as já obtidas nas duas runs. No final, quase conseguiu o flip backside 50-50 grind que, muito provavelmente, a colocaria no pódio.
As decisões ficaram todas para a última manobra. Rayssa Leal tentou um back smith no corrimão grande para tentar chegar ao ouro, mas acabou por cair.
O mesmo se passou com Funa Nakayuma, que, para roubar o primeiro lugar à sua compatriota Momiji Nishiya, tentou um front blunt no mesmo obstáculo, mas acabaria por cair também. Por último, Momiji Nishiya até conseguiu melhorar o seu score, por meio de um gap to frontside lipslide.
The youngest podium ever?
🇯🇵13-year-old Momiji Nishiya has won Gold in the skateboarding women’s street event.
Fellow 13-year-old Rayssa Leal from Brazil took the silver with Japan’s Funa Nakayama, aged 16, taking the bronze.
Desta forma, o Japão garantiu em Tóquio mais duas medalhas na vertente street. Já o Brasil, que era o grande candidato a preencher as três vagas do pódio, só conseguiu a prata.
Os 29.ºC da água do Odaiba Marine Park entusiasmaram tanto os 51 atletas de Triatlo que estes deram o mergulho inicial antes do tempo. Com a prova a ter o início marcado para as 6h30 de Tóquio, não foi só da cama que os participantes saltaram mais cedo. Foi assim necessário realizar uma nova partida que, à segunda, aconteceu dentro da normalidade.
O chileno Diego Moya tomou desde logo a dianteira da corrida. No entanto, no fim do segmento de natação, Vincent Luis, campeão do mundo em 2019 e 2020, já liderava após cumprir o primeiro quilómetro e meio em 17 minutos e 39 segundos. João Silva e João Pereira saíram da água em 14.º e 18.º, respetivamente.
A mudança da natação para o ciclismo dividiu o pelotão que até ali vinha estando bastante compacto. A primeira transição criou pequenos grupos, onde a cooperação era um fator necessário. Com o pesar das pedaladas, os conjuntos acabaram por se fundir.
Deste modo, 37 triatletas, encabeçado por nomes como Hayden Wilde, Vincent Luis, Jacob Birtwhistle, Marten van Riel Tyler Mislawchuk, Gustav Iden, Kristian Blummenfelt, Henri Schoeman, Jonathan Brownlee, Alex Yee, Mario Mola, Javier Gomez Noya, Fernando Alarza e os dois portugueses, tomaram a dianteira. Stefan Zachaus não estava para grandes ajuntamentos e abriu fuga. A movimentação do luxemburguês ficou marcada pelo insucesso. Andrea Salvisberg, a representar a Suíça, ousou também tentar escapar e foi mesmo ele que inaugurou a última modalidade, mas não tardou a ser alcançado.
A corrida foi o segmento que mais diferenciou os atletas. Com os pés em terra, mas com o sonho de atingir uma medalha, Alex Yee impôs um ritmo muito forte que reduziu o número de candidatos ao título olímpico.
Em termos de nomes mais conceituados no Triatlo, o britânico teve a companhia do seu compatriota Jonathan Brownlee, de Hayden Wilde e de Kristian Blummenfelt. Foi mesmo este último que nos metros finais se acabou por superiorizar. Blummenfelt acelerou e, ao olhar por cima do ombro, viu os seus adversários diretos ficaram longe o suficiente para não importunarem o abraçar da fita que consagrou a vitória.
Sem Alistair Brownlee, bicampeão olímpico de Triatlo em prova, o norueguês, número dois do mundo, conseguiu um tempo de 1:45:04 e arrecadou o ouro. Os restantes lugares do pódio ficaram guardados para Alex Yee, segundo classificado (+11 segundos), e Hayden Wilde, o terceiro a cruzar a meta (+20 segundos).
O primeiro português a terminar, ocupando a 23.ª posição, foi João Silva (+2:26). João Pereira ficou com o 27.º lugar (+2:59). Portugal continua sem conquistar medalhas nos Jogos Olímpicos na vertente masculina do triatlo.
A CRÓNICA: LEÃO ESTÁ PREPARADÍSSIMO PARA A NOVA TEMPORADA
No último de jogo de preparação antes da Supertaça, o campeão Sporting CP recebeu e bateu o Olympique Lyonnais por 3-2, conquistando assim o Troféu Cinco Violinos. Uma partida onde o conjunto leonino deu boas indicações aos seus adeptos que depositam todas as esperanças na conquista do bicampeonato. O grande destaque do encontro vai para o bis de Paulinho que está em “ponto rebuçado” para o duelo da Supertaça frente à sua antiga equipa, o SC Braga.
Uma das grandes dúvidas para o jogo de hoje passava por perceber qual seria a dupla de meio-campo escolhida por Rúben Amorim. João Palhinha e Matheus Nunes foram os dois escolhidos para começar de início frente ao Lyon, equipa convidada para a nona edição do Troféu Cinco Violinos.
O Sporting CP entrou com maior vontade, a pressionar fortemente o Lyon à saída da sua área, contudo até foi o conjunto visitante a inaugurar o marcador em Alvalade: aos oito minutos, boa combinação do ataque francês com Dembélé a assistir de calcanhar Houssem Aouar para o primeiro golo da partida.
A primeira reação ao tento sofrido surgiu aos 13 minutos, num remate fora de área de Paulinho que não causou qualquer perigo ao guardião português Anthony Lopes. No minuto a seguir, Paulinho voltou a tentar a sua sorte, após boa combinação com Matheus Nunes, só que Anthony Lopes respondeu com uma bela defesa a desviar a bola para o poste da sua baliza. Aos 16’, foi Pedro Gonçalves a atirar para mais uma boa defesa do número um dos franceses.
O Lyon estava a criar algumas dificuldades ao Sporting CP que queria rapidamente chegar ao empate da partida, e conseguiu aos 31 minutos: a jogada começou com um espetacular passe de trivela de Jovane a isolar Pedro Gonçalves que assistiu Paulinho, onde o avançado, após alguma confusão na defesa francesa, rematou para o fundo das redes e colocou o marcador igualado. O passe nas costas da defesa do Lyon estavam a ser o desbloqueador da partida até ao momento para o lado leonino, e foi assim que Pedro Gonçalves fez o 2-1, onde Gonçalo Inácio fez um soberbo passe que deixou o melhor marcador da Primeira Liga 2020/2021 isolado na cara de Anthony Lopes.
Após o segundo golo, o Sporting CP optou por baixar o ritmo da partida e isso fez com que o jogo perdesse algum interesse até ao apito para o descanso. O intervalo com o campeão nacional na frente do marcador de forma totalmente justa.
Para o segundo tempo, o Sporting CP alterou apenas o seu equipamento, usando agora o alternativo de tons amarelo fluorescente. O faro por mais golos manteve-se intacto e foi sem grande surpresa que os comandados de Rúben Amorim festejaram mais um golo, outra vez Paulinho aos 50’, depois de uma boa jogada de contra-ataque entre Nuno Mendes, Pedro Gonçalves e o 21 leonino.
A má notícia do jogo foi a lesão de Nuno Mendes aos 61 minutos, que teve mesmo de sair e foi rendido pelo reforço Rúben Vinagre.
As muitas substituições nos dois lados, aliada à diferença de dois golos no marcador, foram o principal motivo para a diminuição de ritmo de jogo e os poucos lances de perigo, com exceção para os remates de Tiago Tomás (77’) e Nuno Santos (81’).
No regresso a Alvalade, Slimani ainda marcou perto do fim o 3-2, embora já não houvesse mais tempo para mais. O jogo terminou mesmo com uma vitória do Leão por 3-2, que termina da melhor forma a sua pré-época e está pronto para o embate de dia 31 a contar para a Supertaça, onde terá a possibilidade de conquistar o primeiro troféu da nova época que se antevê de elevada exigência.
A FIGURA
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede
Paulinho – O avançado foi o grande destaque da partida, ao bisar na partida e dar mostras de querer ter uma alta performance individual ao longo da temporada 21/22. Frente ao Lyon, o número 21 esteve bastante em jogo, sendo uma enorme dor de cabeça para a defesa adversária.
O FORA DE JOGO
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede
Marcelo Guedes – O experiente central brasileiro teve uma noite complicada em Alvalade. Nunca conseguiu vencer um duelo contra os homens mais avançados do Sporting CP e não evidenciou a tranquilidade que lhe é característica nas ações com e sem bola, o que acabou por complicar a luta pela vitória da sua equipa.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Antes do duelo já a sério contra o SC Braga, o Sporting CP queria terminar a pré-época com um triunfo e deixar bons indicativos para uma temporada que se prevê bastante exigente para o campeão nacional. O técnico Rúben Amorim apresentou um onze inicial muito próximo daquele que muito provavelmente será o onze titular na partida da Supertaça: no habitual sistema 3-4-3, o grande destaque foi para a dupla de meio-campo formada por João Palhinha e Matheus Nunes.
A entrada do conjunto verde e branco foi assertiva, a pressionar fortemente a defesa visitante e a querer ter mais bola, só que o golo sofrido antes dos 10 minutos iniciais veio abalar a boa entrada dos campeões nacionais. Em desvantagem, o Sporting CP partiu em busca de chegar à igualdade e conseguiu inclusive operar a reviravolta em cinco minutos, graças aos golos de Paulinho (31’) e Pedro Gonçalves (36’).
No segundo tempo, a equipa manteve a mesma elevada intensidade e forte pressão sobre o adversário, e marcou mais um golo e não teve grande dificuldade em manter o Lyon sob controlo e longe da sua área até ao apito final do árbitro. Os comandados de Rúben Amorim estão preparados para o jogo da Supertaça, frente ao SC Braga no próximo dia 31.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Antonio Adán (5)
Ricardo Esgaio (5)
Zouhair Feddal (6)
Sebastián Coates (6)
Gonçalo Inácio (6)
Nuno Mendes (6)
João Palhinha (5)
Matheus Nunes (6)
Pedro Gonçalves (6)
Jovane Cabral (6)
Paulinho (7)
SUBS UTILIZADOS
Nuno Santos (6)
Rúben Vinagre (5)
Tiago Tomás (6)
Bruno Tabata (5)
Matheus Reis (5)
Gonzalo Plata (5)
ANÁLISE TÁTICA – OLYMPIQUE LYONNAIS
A jogar o primeiro de dois jogos em solo português, o Olympique Lyonnais tinha um duelo interessante frente ao vencedor da última edição da Primeira Liga, o Sporting CP. O novo treinador dos franceses, Peter Bosz, anda à procura de trazer o sucesso à equipa do guardião Anthony Lopes e aproveitou a partida em Alvalade para fazer algumas experiências. Os Les Gones entraram num 4-3-3, com o regressado de empréstimo Moussa Dembélé a assumir o lugar mais avançado no esquema tático para o encontro desta noite.
A entrada dos franceses até não foi a melhor, devido à forte pressão leonina na saída de bola na primeira fase de construção, mas o certo é que a dupla Aouar e Dembélé fez estragos na frente de ataque e chegou ao 0-1 aos oito minutos. A equipa visitante até consiga fazer boas combinações no meio-campo ofensivo, embora a grande dificuldade no primeiro tempo tenha sido a pressão verde e branca que forçava o Lyon a errar perto da sua área. Duas desatenções do setor recuado acabaram por permitir a reviravolta do Sporting.
O início da segunda parte ainda trouxe um Lyon com muitas dificuldades em atacar a baliza do Sporting CP, muito por culpa da exibição de alto nível do conjunto visitado. A equipa francesa raramente criou perigo à defesa leonina, tendo sido um adversário inofensivo para a turma comandada de Rúben Amorim, pelo que Peter Bosz tem ainda muito trabalho pela frente até colocar o Lyon à sua imagem, antes do início oficial da temporada.
Se há coisa de que os adeptos portistas se podem orgulhar é do departamento de scouting do FC Porto. Não é segredo para ninguém, os dragões têm uma política de contratações de comprar jogadores promissores a baixo preço para vendê-los a um alto valor no futuro. Depois de Radamel Falcao, James Rodríguez, Fredy Guarín e Jackson Martínez, segue-se Luis Díaz, um diamante que vai propiciar um grande encaixe financeiro à SAD portista.
De salientar que Luis Díaz foi contratado ao CPD Junior Barranquilla, uma equipa mediana do campeonato colombiano, por um valor próximo aos oito milhões de euros, sendo que o jogador na altura contava com vários interessados no seu serviço.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Depois de duas épocas ao serviço do FC Porto conta com 59 jogos e 12 golos no campeonato português e 9 jogos e 2 golos na Liga dos Campeões. Foi por diversas vezes titular, no entanto era mais um suplente utilizado que entrava para agitar o jogo. De certa forma, demonstrava-se algo inconstante – fazia uma sequência de cinco jogos a alto nível, onde era o chamariz dos dragões, no entanto, nos jogos seguintes, não se mostrava.
Todos os adeptos portistas sabem o real valor e talento do jogador colombiano, mas esperamos há dois anos a sua real afirmação. Na fase de grupos da passada edição da Liga dos Campeões, fez exibições estonteantes que nos fizeram afirmar “é desta que se vai assumir como protagonista”, porém, como já referi, “desaparecia” nos jogos seguintes.
Luis Díaz la semaine dernière face à Manchester City. 🇨🇴
Com a exibição de Luis Díaz na Copa América 2021, esta expetativa de afirmação total volta a reacender-se. Com quatro (grandes) golos na competição, que lhe valeram o prémio de melhor marcador da Copa América, e com exibições deslumbrantes em todos os jogos, o extremo do FC Porto foi eleito para a equipa da competição, figurando no ataque a par de Leo Messi e Neymar.
Com isto, a Copa América deu-lhe uma grande visibilidade, catapultou-o para a elite mundial – chamou, inclusive, a atenção de vários clubes europeus, de entre eles o AS Roma, comandado por José Mourinho, que, segundo rumores, prepara uma oferta de 25 milhões de euros pelo internacional colombiano.
Acredito que é uma quantia baixa para o real valor de Luiz Díaz. Ficando mais uma época no Dragão, acredito que realmente exponenciará ainda mais o seu talento e, consequentemente, o seu valor de mercado que se encontra atualmente nos 25 milhões de euros.
Foi a referência da Colômbia, mostrou o máximo do seu potencial e entrega ao longo da competição, se for da sua vontade ficar mais um ano no FC Porto, e com a saída eminente de jogadores do plantel como Tecatito Corona, o colombiano poderá tornar-se o principal protagonista do FC Porto 21/22.
O mercado de transferências costuma ser, pelo menos historicamente, muito mexido e animado. Mas se há setor em que a pandemia causou estragos, foi precisamente neste. Ainda que com o normal movimento entre clubes, as mudanças têm sido tímidas e sem grandes rombos nos habituais orçamentos.
Com a época já retomada, existem ainda alguns jogadores em Portugal, fora dos denominados “três grandes”, que procuraram colocação ou outro rumo na carreira. Entre jogadores que, muito graças às excelentes épocas que somaram, viram transferências aparentemente previsíveis acabar por não acontecer e jogadores que desceram de divisão com as respetivas equipas, eis uma lista de atletas que ainda podem mudar de clube no nosso país.
A CORRIDA: POLÉMICA, DESILUSÃO E ESTREIA A VENCER NAS DOCAS LONDRINAS
Depois de Jake Dennis (BMW) ter dominado a primeira ronda disputada no traçado híbrido do Excel Centre, em Londres, o belga Stoffel Vandoorne colocou o seu Mercedes na pole para a 13.ª e antepenúltima ronda do campeonato. Mais uma vez, muitos dos principais candidatos ao título se viam relegados para as últimas posições da grelha – entre eles, António Félix da Costa (DS Techeetah), a partir de 22.º.
Partida relativamente tranquila para todo o pelotão, com excepção para os britânicos Alexander Sims (Mahindra), que ficava retido na grelha, e Tom Blomqvist (NIO 333), que descia às boxes com problemas no seu monolugar ao fim da primeira volta.
— ABB FIA Formula E World Championship (@FIAFormulaE) July 25, 2021
Numa pista estreita e com poucas oportunidades de ultrapassagem, Nyck de Vries, no outro Mercedes, continuava a mostrar a sua agressividade atacando Alex Lynn (Mahindra) e Oliver Rowland (Nissan) pelos lugares cimeiros.
Pouco depois do primeiro período de activação dos “Attack Modes”, e com cerca de dez minutos disputados, uma luta acesa entre Sébastien Buemi (Nissan) e Rene Rast (Audi) acaba com a barra de direcção destruída para o alemão, o “Safety Car” trazido para pista e uma penalização de dez segundos para Buemi que o atiraria para fora do Top-10.
Nuvens cinzentas iam aproximando-se da zona Este de Londres no recomeço da corrida, ainda com Vandoorne na liderança e com o seu “Attack Mode” activado. O português Félix da Costa ia aproveitando todas as quezílias à sua frente para subir posições e aproximar-se rapidamente dos lugares pontuáveis, ao contrário do seu colega de equipa Jean-Éric Vergne e do seu rival no campeonato Sam Bird (Jaguar), que se iam mantendo no 18.º e 19.º postos respectivamente.
— ABB FIA Formula E World Championship (@FIAFormulaE) July 25, 2021
Logo após excelente ultrapassagem a Nick Cassidy (Envision), desastre para Félix da Costa e novo “Safety Car” para pista. Um empurrão defensivo por parte de André Lotterer (Porsche) na recta da meta acaba com a roda dianteira esquerda do DS Techeetah destruída e o abandono do português. Um desfecho muito desapontante, em particular tendo em atenção as contas do campeonato, depois de dez lugares ganhos em menos de 20 minutos de corrida.
— ABB FIA Formula E World Championship (@FIAFormulaE) July 25, 2021
Polémica antes do recomeço, com Lucas di Grassi (Audi) a entrar nas boxes aparentemente sem paragem e a assumir dessa forma a liderança da corrida – o limite de 50 km/h dentro das boxes acabava por ser mais rápido que a velocidade do Safety Car, uma táctica que colocou o brasileiro sob investigação dos oficiais de corrida.
Mais caos na chicane das curvas 10 e 11, com Rowland a falhar a travagem e a embater forte na traseira do Mercedes de Vandoorne, que cai da liderança da corrida para o 15.º lugar. Nyck de Vries, que entretanto havia assumido temporariamente a liderança, acaba a perder posições para di Grassi e Alex Lynn, ambos com “Attack Mode” à sua disposição nesta altura.
Com um terço de corrida por disputar, as nuvens continuavam a ameaçar e o trio da frente construía uma vantagem saudável sobre os perseguidores liderados por Mitch Evans (Jaguar), que à semelhança de muitos outros pilotos conduzia com danos aerodinâmicos no seu monolugar. Pouco depois, confirmação da infracção de di Grassi.
A direcção de corrida atribuía uma penalização de “Drive-Through” ao brasileiro, que acabaria por não a servir de imediato e aguardava pelo resultado do apelo da Audi encabeçada por Allan McNish, o escocês a “sprintar” em direcção aos comissários para apresentar a sua defesa.
The final 60 seconds of *THAT* race 🤯⚡️@alexlynnracing crossing the line to win at his home race, and pick up his first-ever Formula E victory 👏
— ABB FIA Formula E World Championship (@FIAFormulaE) July 25, 2021
Mais um acidente perto do fecho do E-Prix, novamente na curva 10 e desta vez a vitimar Sam Bird e Norman Nato (Venturi) que acabam por conseguir retomar a corrida. Ainda sob condições de bandeira verde e a chuva a manter-se à margem da zona das docas londrinas, a direcção de corrida mostra bandeira preta a Lucas di Grassi, efectivamente eliminando o brasileiro dos resultados da corrida.
Desta forma, a vitória foi mesmo atribuída a Alex Lynn, o segundo a cruzar a meta para vencer pela primeira vez na Fórmula E. Nyck de Vries consegue um segundo lugar importantíssimo para as contas do campeonato e Mitch Evans completa o pódio de uma corrida repleta de incidências e controvérsia.
Com os resultados confirmados, Nyck de Vries é primeiro no campeonato de pilotos e ajuda a Mercedes a subir a segundo no de construtores, sete pontos apenas atrás da Envision. Ainda com tudo em aberto, a jornada dupla de Berlim acontece no fim de semana de 14 e 15 de Agosto, para fechar a sétima temporada da Fórmula E.
A Segunda Liga está cada vez próximo do regresso, sendo que a bola começa a rolar já no próximo dia sete deste mês, com o primeiro jogo a realizar-se no Estádio do Fontelo, na receção do Académico de Viseu FC ao Casa Pia AC.
Num campeonato onde, historicamente, a qualidade jovem desponta em abundância e onde, só na época transata, tivemos talento de tenra idade, como Guilherme Ramos, Francisco Conceição, Miguel Crespo, Gonçalo Ramos, Aziz e Malik.
Em jeito de antevisão ao início da Segunda Liga, seguem cinco jovens que podem dar nas vistas nesta edição da competição.
As emoções da Liga italiana estão para breve e prevê-se uma entusiasmante temporada quando a bola começar a rolar em território transalpino. Num país que se encontra ainda em lua de mel devido à vitoriosa prestação da seleção comandada por Roberto Mancini no EURO 2020, os exigentes tifosi italianos estarão ávidos por dar continuidade ao ímpeto glorioso no plano interno.
Historicamente conhecida pelo seu inesgotável pragmatismo e pelas mais variadas contribuições do ponto de vista defensivo dado ao futebol, a verdade é que a Liga Italiana tem estado em constante mutação. O catenaccio, filosofia de jogo que vigorou durante décadas e que se tornou imagem de marca italiana, assente numa conceção encarecidamente defensiva e tática do Jogo, tem-se revelado um capítulo do passado e só os mais desatentos ainda não se aperceberam do espetáculo que estará reservado para a temporada que se avizinha na primeira Liga italiana.
Futebol envolvente e apaixonante, chuva de golos e um ambiente eletrizante… é este o cardápio para a época que se aproxima e uma descrição do que tem sido o cenário dos últimos anos em solo italiano, nos quais a Liga Italiana se tem evidenciado como o campeonato com maior número de golos marcados em toda a Europa.
Apresentações feitas, a expectativa é que as formações subam ao palco e façam as delícias de todos os amantes da modalidade. Neste artigo irei traçar a minha previsão sobre as primeiras quatro posições da tabela classificativa para 2021/22, tecendo uma análise a cada uma das formações, tendo em conta o desempenho que vão demonstrando nesta pré-época e o trabalho levado a cabo em anos anteriores.