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Tóquio 2020, Skate #1: Yuto Horigome é o primeiro skater de ouro

A CRÓNICA: GUSTAVO FEZ O QUE O OMBRO DEIXOU

Finalmente chegou o tão esperado momento para os fãs de skate, a estreia da vertente street nos Jogos Olímpicos. E começou da melhor maneira, com a qualificação de Gustavo Ribeiro para a final, garantindo a última vaga para a mesma, com um score de 32.66 no heat de qualificação.

Não obstante a classificação do skater luso, o próprio apresentou uma recaída no seu ombro. Depois de o ter deslocado no Dew Tour, Gustavo Ribeiro competiu limitado em termos físicos. Prova de tal, foi a imagem com que se despediu dos Jogos Olímpicos: um frontside 50-50 grind e aquela ligadura no ombro que o impediu de estar ao seu nível.

Ainda assim, arriscou um backside crooked grind nollie varial heelflip out num corrimão mais pequeno. Para a história fica a sua presença na final, sendo que agora terá de recuperar da lesão para, em novembro, ganhar o Super Crown.

Na secção das runs, a maioria dos skaters apresentou algumas dificuldades em agregar as manobras, conjugando flow com técnica. Kelvin Hoefler foi o único que não caiu em nenhuma das duas tentativas, conseguindo somar dois scores que se revelaram fundamentais no garante da medalha de prata, a primeira do Brasil nesta edição dos Jogos.

Já no best trick, nota para a confiança do brasileiro: abdicou do halfcab noseslide to tailslide, manobra em que caiu em duas ocasiões, para tentar um caballerial backside nosebluntslide no maior corrimão. Arriscou e conseguiu o score necessário para a prata.

Ao contrário de Kelvin Hoefler, Yuto Horigome falhou nas runs, mas foi claramente o melhor no best trick. Conseguiu aliar uma estratégia profícua a uma técnica refinada, o que lhe valeu a medalha de ouro. Conseguiu uma pontuação de 37,18, por meio de manobras como nollie backside 270 lipslide ou nollie backside 360 noseslide, que acabou por ter o score de 9,50, o maior resultado conseguido na final.

O pódio apenas ficou completo com o nome de Jagger Eaton. Com duas tentativas à sua disposição, o skater natural do Arizona tinha possibilidades de chegar ao ouro, mas teve medo de arriscar a manobra final no corrimão do meio. Não obstante, um switch 180 nosegrind e um frontside flip switch nosegrind valeram-lhe o degrau mais baixo do pódio.

Já o francês Aurelien Giraud, depois de ter dominado por completo a semifinal, não conseguiu manter a consistência que tinha mostrado na fase de qualificação. Não conseguiu acertar nenhuma run e caiu três vezes no best trick, não tendo conseguido êxito no hardflip backside lipslide.

Por outro lado, o seu compatriota Vincent Milou realizou uma prova muito sólida. A meu ver, o score atribuído ao frontside flip frontside tailslide to fakie foi curto. Merecia, a meu ver, um nine club, no lugar de um curto 8,34.

Além da manobra referida, conseguiu adicionar outras três boas pontuações, como a do bigspin frontside bluntslide ou a de um frontside flip frontside lipslide to fakie. Uma boa prestação do skater gaulês que lhe valeu o quarto lugar.

Foto de Capa: Japan Olympic 

Académico de Viseu FC 1-4 Casa Pia AC: Eliminatória sorri aos lisboetas

A CRÓNICA: QUEM CRIA MAIS OPORTUNIDADES, ESTÁ MAIS PERTO DE VENCER

As competições oficiais estão de regresso. Académico de Viseu FC e Casa Pia AC defrontaram-se na primeira eliminatória da Taça da Liga. O encontro entre as duas equipas do segundo escalão deu-se no Estádio Pina Manique, pois o campo em Viseu encontra-se em obras.

Os primeiros dez minutos de jogo foram de muito confronto no meio-campo. As duas equipas procuraram conhecer-se mutuamente e disputaram muitos duelos, sem haver oportunidades de golo. Algo que contrastou com aquilo que viria a seguir.

O jogo mudou e, em menos de dez minutos de jogo, tivemos três golos. Quando o relógio marcava os 12 minutos de jogo, João Vieira desmarcou-se dentro da grande área e inaugurou o marcador, com uma excelente assistência de Godwin Saviour.

O Académico de Viseu FC rapidamente respondeu e, com um passe milimétrico de Yuri Araújo, Paul Ayongo rematou para o fundo das redes, fazendo assim o empate na partida, aos 15 minutos.

O ritmo do jogo era alucinante. João Vieira tentava de meia distância bisar na partida, mas a trave da baliza negou a vantagem. Porém, no minuto 19 do cronómetro, Leonardo Lelo fez um golo que, com certeza, faria o estádio levantar-se por completo. Consequente de um canto para a sua equipa, o lateral esquerdo aproveitou uma segunda bola e efetuou um pontapé de meia distância que só parou no canto inferior esquerdo do guarda-redes: 1-2 para o Casa Pia AC.

Até ao final da primeira parte, apenas de destacar um cabeceamento perigoso de Jota, resultante de um pontapé de canto, defendido pelo guarda-redes do Académico de Viseu FC, Janota. A partida chegava assim ao intervalo, com um 1-2 favorável ao Casa Pia AC.

Os primeiros 15 minutos da segunda parte replicaram aquilo que foi o início da partida. Poucas oportunidades de golo, com destaque apenas para um remate à figura de Musa Yahaya e um lance perigoso de contra-ataque para o Casa Pia AC, com João Vieira a decidir mal no último terço.

Ao passar do minuto 61, Ericson, que já havia sido amarelado, perdeu a bola na primeira fase de construção e fez falta sobre Banjaqui. Consequentemente, o árbitro mostrou o segundo cartão amarelo e expulsou o médio da partida.

Apesar da inferioridade numérica, o Académico de Viseu FC foi a equipa que mais bola teve no segundo tempo, na procura da igualdade no marcador. Porém, em sentido contrário em relação à maré do jogo, o Casa Pia AC chegou ao terceiro golo, aos 85 minutos. Num contra-ataque combinado entre Zolotic e Vitó, o segundo não falhou quando se enquadrou de frente com Janota.

No período de compensação, Godwin Saviour desempenhou um lance individual de grande qualidade. A partir do corredor esquerdo, o extremo arrancou, ultrapassou dois jogadores adversários e rematou de pé esquerdo para o fundo das redes.

O árbitro apitou e a partida chegou ao fim. O Casa Pia AC goleou o Académico de Viseu FC por 1-4, num resultado algo desnivelado para aquilo que se passou no encontro. Ainda assim, vitória justa para o conjunto lisboeta.

 

A FIGURA

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Godwin Saviour – O extremo foi o elemento desequilibrador da equipa do Casa Pia AC e brindou a sua boa exibição com um golo no final da partida.

 

O FORA DE JOGO

Ericson – Numa altura importante da partida, em que o Académico de Viseu FC procurava chegar à igualdade, o médio comprometeu a equipa ao ser expulso, num lance que poderia perfeitamente ter sido evitado.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO DE VISEU FC

A equipa de Viseu apresentou-se num 4-4-2 a defender, com os extremos em auxílio aos laterais e os dois avançados na primeira linha de pressão. Já a atacar, o Académico de Viseu FC juntava três elementos na primeira fase de construção, atuando numa espécie de 3-4-3 no momento ofensivo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Janota (5)

Musa Yahaya (6)

Pica (7)

Pedro Monteiro (6)

Vitor Bruno (6)

Ericson (4)

Fernando Ferreira (6)

Yuri Vasco (6)

André Carvalhas (6)

João Vasco (6)

Paul Ayongo (7)

SUBS UTILIZADOS

André Claro (6)

Pana (6)

Luisinho (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC

A formação do Casa Pia AC encontrou-se num 4-4-2 a defender, muito semelhante ao da equipa adversária. Porém, a atacar as dinâmicas eram bem distintas: ambos os laterais no apoio aos defesas centrais na construção, dois médios fixos no corredor central e os extremos no apoio aos dois avançados: 4-2-4.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lucas Paes (6)

Rogério (6)

Kelechi (7)

Vasco Fernandes (6)

Leonardo Lelo (7)

Neto (7)

Banjaqui (6)

Vitó (7)

Godwin Saviour (8)

João Vieira (7)

Jota (7)

SUBS UTILIZADOS:

Zolotic (7)

Camilo (6)

Lucas Soares (6)

Ricardo Fernandes (-)

Zach (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Académico de Viseu FC

BnR: O facto de o Académico de Viseu FC ter jogado fora da sua casa influenciou a atitude da equipa no jogo?

José Gomes: Obviamente que “jogar em casa” e ter o speaker a torcer pela equipa contrária é estranho. Mas não é por aí. A atitude dos jogadores, mesmo com menos um, foi ótima. Estivemos por cima em muitos momentos do jogo e penso que o resultado foi algo desnivelado.

 

Casa Pia AC

BnR: A equipa do Casa Pia AC teve menos bola quando o elemento do Académico de Viseu FC foi expulso. Foi propositada a estratégia?

Filipe Martins: Muito pelo contrário. A minha ideia era termos assumido mais o jogo nessa fase, como fizemos no final da partida. A nossa equipa baixou um pouco o ritmo, talvez por pensar que o Académico de Viseu FC iria desanimar. Foi o momento do jogo de que menos gostei por parte do Casa Pia AC.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

CF Estrela da Amadora 2-1 FC Vizela: Estrelistas regressam aos grandes palcos

 A CRÓNICA: ESTRELA DA AMADORA FESTEJA FRENTE A EQUIPA DE PRIMEIRA

No regresso do mítico estádio José Gomes aos grandes jogos, CF Estrela da Amadora e FC Vizela mediram forças na primeira eliminatória da Taça da Liga, em busca de um lugar na próxima eliminatória da competição. Um jogo onde o favoritismo partiu do lado do FC Vizela, por estar na primeira liga, o Estrela esteve em melhor plano na primeira parte.

Nos primeiros cinco minutos, o FC Vizela pareceu ter o seu jogo controlado, mas depois até o final da primeira parte, o Estrela conseguiu dominar o jogo, muito devido a contra-ataques rápidos e a erros defensivos do FC Vizela. Esses erros levaram ao golo de Xavi, que pôs o clube da Amadora na frente do marcador, após alguma indefinição na jogada do golo.

Após o golo, o FC Vizela mostrou-se uma equipa muito “impaciente”. Exemplo disso foi a indefinição do seu meio-campo após o golo: com as constantes trocas de posição de Marcos Paulo, Samu e Guzzo.

Tipote, até à altura, tinha sido o jogador em destaque da primeira parte, devido aos seus desequilíbrios na faixa esquerda do terreno, dando muito trabalho à defesa do FC Vizela.

A primeira parte foi marcada por poucos lances de perigo. O que se destacou foi o próprio golo do Estrela, o livre ao lado de Sérgio Conceição e, por fim, por parte do FC Vizela, os remates ao lado de Nuno Moreira e de Kiko Bondoso, ao longo dos primeiros 45 minutos disputados.

Xavi inaugurou o marcador na partida e marcou o primeiro golo oficial da temporada do CF Estrela da Amadora.
Fonte: Sebastião Roxo/Bola na Rede

A primeira parte também teve alguns lances polémicos como a possível falta sobre Guzzo e possível penalti a favor do FC Vizela, por possível mão de um jogador do Estrela, após canto batido. Cada equipa teve um amarelo para cada lado.

Na segunda parte, o jogo foi muito equilibrado, podemos dizer que o jogo nos últimos 45 minutos esteve muito partido, para ambos os lados. Ambas as equipas tiveram oportunidades claras de golo, o jogo foi menos “duro”, mesmo havendo mais amarelos para ambos os lados.

O que ficou marcado nesta segunda parte, foi a influência das substituições para ambos os lados, Schettine entrou muito bem no lado do Vizela, obrigando Hidalgo a fazer uma grande defesa, e Paulinho, que fez o golo que ditou a vitória do Estrela, quase ao cair do pano.

O golo do FC Vizela foi da autoria de Cassiano, num grande contra-ataque do Vizela, após uma jogada do Estrela em que Xavi falhou aquele que podia ser o seu segundo golo no jogo.

No geral, o jogo foi bastante equilibrado, mas o resultado acabou por ditar uma grande surpresa, o Estrela, recém-promovido à Segunda Liga, eliminou o favorito, Vizela, também recém-promovido, só que há Primeira Liga. Assim sendo o “Tricolor” avança para a próxima fase da Taça da Liga, deixando pelo caminho o FC Vizela.

 

A FIGURA
Fonte: Sebastião Roxo/Bola na Rede

Tipote – O avançado da equipa do Estrela da Amadora foi uma autêntica flecha apontada à baliza do FC Vizela, tendo sido a partir das suas ações que a equipa do Estrela criou as melhores oportunidades no jogo.

O FORA DE JOGO

Nuno Moreira – O jovem jogador, que chegou neste mercado à equipa do FC Vizela, acabou por passar despercebido em toda a primeira parte, levando o técnico Álvaro Pacheco a substituí-lo ao intervalo.

 

ANÁLISE TÁTICA – CF ESTRELA DA AMADORA

Os comandados de Rui Santos apresentaram-se num sistema de 3-5-2 que, no capítulo defensivo, transformava-se num 5-4-1, com os alas Sergio Conceição e Gonçalo Maria a juntarem-se ao trio defensivo e a criar assim uma última linha defensiva com cinco jogadores. No capítulo ofensivo, o sucesso passou muito pelos desequilíbrios de Tipote sobre o lado esquerdo do ataque. Com o camisola 77 a aparecer sucessivamente a dar linha de passe junto à linha, e depois a usar muito bem a velocidade no caminho até à baliza.

Na segunda parte, e com o resultado a favor, a equipa do Estrela acabou por entregar a posse de bola à equipa do FC Vizela. Com o empate, a equipa da Amadora voltou a ter mais iniciativa, subiu um pouco mais as linhas, e através de ataques rápidos foi criando situações de perigo para a baliza do FC Vizela.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nuno Hidalgo (7)

Mamadu Traoré (6)

Matheus Dantas (6)

Edu Duarte (6)

Gonçalo Maria (6)

Sérgio Conceição (7)

Xavi (7)

Aloisio (7)

Horácio Jau (6)

Tipote (8)

Fabrício (6)

SUBS UTILIZADOS

André Duarte (5)

Paulinho (7)

Diogo Pinto (5)

Chapi (6)

Lubega (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

O recém-promovido à primeira liga, apresentou-se num 4-3-3, com Nuno Moreira por diversas vezes, aparecer mais junto ao ponta-de-lança Cassiano, e com os laterais Ofori e Kiki a projetarem se muita na frente, na hora da construção. Defensivamente, a equipa de Álvaro Pacheco apresentou-se em 4-4-2, a pressionar logo a primeira fase de construção da equipa do Estrela.

Na segunda parte, e atrás no marcador, a equipa do Vizela assegurou quase na íntegra a posse de bola, com Samu e Guzzo a serem os rostos da construção, com Marcos Paulo a procurar mais movimentos na profundidade junto de Cassiano, o que provocou os primeiros lances de perigo da equipa do FC Vizela.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ivo (5)

Richard Ofori (6)

Marcelo (5)

Aidara (6)

Kiki (6)

Marcos Paulo (7)

Nuno Moreira (5)

Raphael Guzzo (6)

Samu (6)

Kiko (6)

Cassiano (7)

SUBS UTILIZADOS

Francis Cann (6)

Schettine (6)

Adeyemo (5)

Rescaldo de opinião de Hugo Costa e de Gonçalo Correia Tomás

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

E-Prix de Londres #1: Vitória inglesa por terras de Sua Majestade

A CORRIDA: JAKE DENNIS E UM PASSEIO POR LONDRES

Com apenas mais três provas para realizar, o combate pelo título de campeão do mundo de Fórmula E está ao rubro, após o britânico Jake Dennis (BMW) vencer a primeira corrida do E-Prix de Londres, conseguindo uma margem confortável para o segundo classificado, Nyck de Vries (Mercedes), e para o homem da pole position, Alex Lynn (Mahindra).

Numa corrida onde a grande maioria do caos ocorreu na primera volta, bastou um acidente pelas apertadas curvas do circuito londrino para eliminar da corrida o líder do campeonato, Sam Bird.

A batalha pela liderança foi a dois na primeira metade da corrida, com Alex Lynn a segurar Jake Dennis. O piloto da BMW conseguiu, no entanto, aproveitar a segunda ida de Lynn ao Attack Mode para saltar para a liderança, conseguindo manter o Mahindra atrás de si durante o resto da corrida. A partir deste momento, Jake Dennis estabeleceu uma liderança segura, que lhe permitiu a segunda vitória da temporada.

Mais atrás, Lynn começava a perder ritmo para o rapidíssimo Nyck de Vries que, após começar em nono lugar, decidiu ultrapassar quase todos os carros que encontrava, até chegar ao segundo lugar, que retirou a Lynn utilizando o Fan Boost.

E-prix de Londres

Fora do pódio, o primeiro homem a passar a bandeira axadrezada foi Sebastien Buemi (Nissan), que teve uma corrida sossegada, um pouco em terra de ninguém, no entanto ele, como o colega de equipa Oliver Rowland, que terminou em 10.º, foram desqualificados devido a uso excessivo de energia.

A ele seguiu-se o alemão André Lotterer (Porsche) que, apesar de sempre pressionado pelos Audi, conseguiu segurar o quinto lugar durante toda a prova que com a desqualificação de Buemi, passou a quarto.

Nos Audi, havia um piloto claramente mais rápido que o outro, e tal resultou em ordens de equipa, para que René Rast fosse para a frente de Lucas di Grassi. Dos dois, Rast é o melhor classificado do campeonato E-Prix, e vinha com um ritmo superior, após começar em 13.º e rapidamente chegar aos pontos, garantindo, pelo meio, uma volta mais rápida. O brasileiro Lucas di Grassi não ganhou nem perdeu posições relativamente à qualificação, e segurou o sexto lugar.

Outro homem que veio em recuperação de fora das posições de pontos foi Stoffel Vandoorne (Mercedes) que, não conseguindo igualar o ritmo do colega de equipa e ir lá para a frente, selou um fim de semana positivo para a equipa alemã com o sétimo lugar, após três fins de semana seguidos sem pontuar para a Mercedes.

A bandeira portuguesa também chegou aos pontos, através do campeão em título António Félix da Costa (DS) que, através da oitava posição e quatro pontos, conseguiu aproveitar a desistência de Sam Bird para se aproximar do primeiro lugar, estando agora a apenas um ponto.

O português esteve envolvido durante quase toda a corrida em batalha com Norman Nato (Venturi), mas a penalização de cinco segundos do piloto francês era uma “ultrapassagem” garantida. Apesar de tudo, Félix da Costa preferiu fazê-lo em pista, sendo que Nato acabou a corrida sem bateria e saiu dos pontos.

Este último lugar dos pontos acabou por ficar reservado para Oliver Rowland (Nissan), que vinha em perseguição aos três homens mencionados anteriormente, contudo, devido à desqualificação dos Nissan, a nona posição ficou para Edouardo Mortara (Venturi) e o 10.º lugar para Pascal Wehrlein (Porsche).

A faltar três provas para o final do campeonato, este encontra-se totalmente em aberto, com apenas sete pontos a separar os seis primeiros.

Apesar da desistência, Sam Bird tinha uma almofada grande o suficiente para ainda manter a liderança com os seus 81 pontos, no entanto, a vitória de Jake Dennis atira-o para o terceiro lugar a apenas dois pontos, com Félix da Costa em segundo a um ponto da liderança. Os restantes membros do top 6 são Nyck de Vries (77 pontos), Robin Frijns (76 pontos) e Edouardo Mortara (74 pontos).

No campeonato de construtores, os zero pontos da Virgin permitiram que a DS subisse à liderança, com uma pequena vantagem de dois pontos, para um total de 148. Em terceiro, está a Jaguar, com 141 pontos.

Foto de Capa: Formula E

Portugal 31-37 Egito: Estreia infeliz em Tóquio

A CRÓNICA: EFICÁCIA EGÍPCIA FEZ A DIFERENÇA

A Seleção Portuguesa de Andebol defrontou, este sábado, o Egito, no segundo jogo do grupo B desta edição dos Jogos Olímpicos.

Ainda sem poder contar com o regressado Gilberto Duarte e sem o lesionado Alex Cavalcanti, Portugal apresentou-se em Tóquio já sabendo do desfecho do jogo inaugural do seu grupo, onde a Suécia bateu a selecção do Bahrain pela margem mínima.

O início da partida foi bastante intenso com o lateral esquerdo português André Gomes a abrir o marcador, mas, ao fim dos primeiros oito minutos, era o campeão africano a registar uma vantagem de três golos.

Portugal defendia com o seu já habitual 6×0; contudo, a seleção egípcia mostrava soluções para o conseguir ultrapassar, muito devido às ações de Yahia Omar, atleta do Veszprém, e de Ahmed Mohamed.

O equilíbrio foi a nota determinante até ao intervalo, sendo que os últimos minutos da primeira parte foram marcados pelo aparecimento de João Ferraz. O lateral direito português, que não esteve presente no Pré-Olímpico, mostrou que pode ajudar a resolver muitos jogos com a sua meia distância. As equipas saíram para os balneários com um empate a 15.

A segunda parte iniciou-se com a entrada de António Areia para o lugar de Pedro Portela e nenhuma equipas se conseguia distanciar no marcador. A cerca de quinze minutos para o final da partida, o Egito começou a ganhar vantagem, aproveitando as várias defesas do seu guarda-redes, Mohamed Eltayar, e os rápidos contra-ataques que se seguiram.

Portugal respondeu com o 7×6 em momento ofensivo e com a entrada de Miguel Martins, mas os muitos erros dos seus intervenientes levaram ao desnível apresentado no marcador final. A próxima partida é na próxima segunda-feira contra a seleção do Bahrain.

A FIGURA

Ahmed Mohamed (Egito) – Fez uma exibição muito consistente, anotando 7 golos e com uma excelente eficácia ao nível do remate. Seja a central ou jogando como lateral esquerdo, este jovem jogador, de 21 anos, da seleção do Egito mostrou que deve ser seguido de perto ao longo da competição.

O FORA DE JOGO

Guarda-redes portugueses – Não foi a noite de Humberto Gomes nem de Gustavo Capdeville. Apesar de algumas falhas do processo defensivo português, a eficácia dos nossos guarda-redes não foi a melhor e foi um dos motivos que levaram a esta derrota.

 

ANÁLISE TÁTICA PORTUGAL

A primeira linha esteve em bom nível do ponto de vista ofensivo, mas esta derrota deveu-se muito ao aspeto defensivo, já que Portugal teve sempre dificuldades em controlar a zona central da defesa. Ofensivamente, o 7×6 também não se revelou tão proveitoso como desejável. Tudo situações a rever para os próximos desafios.

7 INICIAL E PONTUAÇÕES

Humberto Gomes (5)

Pedro Portela (6)

Diogo Branquinho (6)

João Ferraz (8)

André Gomes (5)

Daymaro Salina (5)

Alexis Borges (5)

SUBS UTILIZADOS

Gustavo Capdeville (4)

António Areia (5)

Fabio Magalhães (6)

Miguel Martins (4)

Vitor Iturriza (6)

Rui Silva (7)

 

ANÁLISE TÁTICA EGITO

Equipa bem orientada pelo selecionador Roberto Parrondo. Ofensivamente, é um registo muito interessante marcar 37 golos contra um bloco central tão forte como o português. O Egito mostrou também um grande aproveitamento ao nível de ataques rápidos e contra-ataques.

7 INICIAL E PONTUAÇÕES

Karim Hendawy (6)

Mohammad Sanad  (7)

Omar El Wakil (5)

Ahmed Mohamed (9)

Yahia Omar (8)

Yehia Elderaa (7)

Ahmed Mesilhy (6)

SUBS UTILIZADOS

Mohamed Eltayar (7)

Seif  Elderaa (6)

Ali Mohamed (8)

Ahmed Elahmar (7)

Hassan Kadah (5)

Mohamed Shebib (7)

Ibrahim Elmasry (5)

Foto de Capa: Comité Olímpico de Portugal

Artigo redigido por António Ferreira

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Tóquio 2020, Ciclismo #1: Estrelas do Tour destacam-se, João Almeida no top 15

Na prova de Ciclismo de Estrada masculina, a estratégia nacional estava bem montada, apesar de o lote de atletas ser curto. Nelson Oliveira ficou responsável por colocar João Almeida na melhor posição possível para estar nos primeiros lugares.

Num circuito bastante longo, de 234 quilómetros, era inevitável haver fugas. A fuga que durou praticamente desde os primeiros quilómetros chegou a ter 19 minutos de vantagem sobre o pelotão. Vários elementos, como o campeão olímpico em 2016, Greg Van Avermaet, foram importantes para encurtar a distância para o grupo da frente.

À entrada da subida decisiva, Fuji Sanroku, o grupo já tinha todo sido alcançado e João Almeida mantinha-se entre os favoritos. Na inclinação de 1451 metros de altitude, os belgas impuseram um ritmo bastante elevado e o pelotão reduziu bastante de dimensão. Aí, os favoritos mostraram-se, entre os quais o vencedor do Tour 2021, o esloveno Pogacar, e o belga que também se destacou na principal prova por etapas, Van Aert.

Já o grande grupo fragmentou-se ainda mais com Fuglsang e Rigoberto Uran a ficarem em posição intermédia. João Almeida não conseguiu descolar do grupo original e começou a ver as medalhas distantes.

No grupo da frente, o equatoriano Carapaz e o norte-americano McNulty aceleraram e conseguiram distanciar-se dos restantes, sem que houvesse uma reação imediata.

Pela sua capacidade no sprint, Van Aert acabou por ser quem se aplicou mais na perseguição do duo da frente. Entretanto, Carapaz conseguiu descolar-se do norte-americano e ficou sem oposição para o ouro.

O grupo perseguidor ainda apanhou McNulty e as medalhas de prata e o bronze foram disputadas ao sprint. Por centímetros, Wout Van Aert alcançou a prata e Pogacar ficou-se pelo bronze, na chegada ao circuito Fuji International Speedway.

João Almeida terminou a mais de três minutos e meio do vencedor, sendo o primeiro do seu grupo, acabando em 13.º lugar. Nelson Oliveira ficou na 41.ª posição. O sonho de uma medalha na prova de Ciclismo de Estrada para Portugal acabou por cair por terra, mas ainda há mais oportunidades.

Foto de Capa: UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Roman Yaremchuk | A solução avançada de Jesus?

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Roman Yaremchuk é o nome escolhido para reforçar o ataque dos encarnados. O ucraniano foi figura da seleção de Andreyi Shevchenko no último Europeu e fartou-se de marcar golos ao serviço do KAA Gent. West Ham, Bayer Leverkusen e Sevilha FC concorrem com os encarnados pela contratação do atleta, avaliado em 17,5 milhões de euros pelo “Transfermarkt”.

O grande Europeu protagonizado por Haris Seferovic chamou a atenção dos clubes ingleses, principais dinamizadores de mercado, sendo previsível a sua entrada pela porta grande da Premier League.

O SL Benfica está preparado para vender o avançado e foi acumulando soluções no seu plantel, que conta agora com seis jogadores para os dois lugares da frente – a juntar a Haris, há Carlos Vinícius, Rodrigo Pinho, Darwin Núñez, Luca Waldschmidt e Gonçalo Ramos, prodígio que justifica aposta mais continuada pelo grande rendimento nesta pré-época.

Com a saída do primeiro e os insistentes rumores de uma venda de Vinícius para forrar os cofres encarnados, surge necessidade de apetrechar a equipa com um elemento mais fixo que agarre imediatamente a titularidade e garanta tantos ou mais golos do que Seferovic.

 


Roman Yaremchuk é um ponta-de-lança ucraniano, nascido em novembro de 1995 em Lviv e cedo recrutado pelo FK Dynamo Kyiv. Foi lá que evoluiu e cumpriu todos os patamares formativos até aos seniores, onde ascendeu em 2016 – ano em que foi emprestado, por seis meses, ao FK Oleksandryia, clube menor da Liga Ucraniana.

De julho a dezembro, na região do Kirovogrado, assumiu-se desde logo como titular, contabilizando 17 partidas e seis golos, mais o prémio de Melhor Jogador do Mês em outubro, o que justificaria prontamente o regresso ao clube mãe. No plantel principal do Dynamo, duraria apenas mais oito meses: ou seja, no agosto seguinte, já em 2017, o talento inegável obriga o KAA Gent a desembolsar dois milhões de euros pelo seu passe.

Com a camisola azul do KAA, estatísticas próprias de um grande matador – 61 golos em 152 jogos, mais 18 assistências – garantiram-lhe paralelamente sempre lugar entre os escolhidos para a seleção do seu país, ao serviço da qual conta 10 golos em 29 jogos desde a estreia, em 2018.

Assume-se, naturalmente, como o ativo de maior importância para os responsáveis belgas, que se preparam para perder a sua joia ao afinar esforços na sua substituição: foram já garantidas duas soluções de ataque neste mercado de verão, que dão pelos nomes de Gianni Bruno, recrutado ao Zulte Waregem, e Vakoun Bayo, repescado em Glasgow, exigindo o Celtic FC um milhão de euros pelo seu passe.

CD Tondela 0-1 Gil Vicente FC: Persistência até final vale passagem

A CRÓNICA: BOA SEGUNDA PARTE DO GIL VICENTE FC ELIMINA CD TONDELA

O nosso futebol está de volta! Depois de Portimonense SC e Académica OAF terem dado o pontapé de saída oficial na época 2021/22 (vitória dos algarvios por 2-1), o encontro entre CD Tondela e Gil Vicente FC seguiu-se no calendário, em nova partida da primeira eliminatória da Taça da Liga Portuguesa.

Os primeiros minutos de jogo mostraram os tondelenses a ter maior tempo de posse de bola, mas, com o decorrer do encontro, os gilistas foram equilibrando este número. Ainda assim, foi a equipa da Beira Alta a manter um ascendente na partida.

Numa primeira parte em que as balizas foram praticamente inexistentes, a melhor ocasião chegou já no minuto 45, com Fran Navarro a finalizar um ataque do Gil Vicente enviando a bola ao poste. Apesar deste lance, justificou-se o 0-0 com que chegámos ao intervalo.

A segunda parte começou com João Pedro a testar o guarda-redes Kritciuk, que voou e respondeu positivamente ao remate. A resposta do Gil a este lance surgiu já ao minuto 55, mas o cabeceamento de Hackman não levou a direção da baliza.

Ao minuto 64, a melhor oportunidade para os homens de Barcelos: depois de uma grande defesa de Niasse ao cabeceamento inicial, Rúben Fernandes não conseguiu enviar a bola para uma baliza deserta. Os pupilos de Ricardo Soares aproveitaram este bom momento e até conseguiram marcar, mas o golo foi anulado por fora de jogo de Fran Navarro.

Os barcelenses mantiveram-se por cima até ao fim da partida, tendo melhorado muito com as substituições, sobretudo a entrada de Samuel Lino. O bom momento do Gil Vicente foi recompensado com o golo da vitória, ao minuto 87, através de um cabeceamento de Vitor Carvalho. Um golpe certeiro disferido perto do fim.

O Gil Vicente venceu em Tondela e vai, assim, defrontar o FC Paços de Ferreira na segunda eliminatória da Taça da Liga. Já os tondelenses, ficam por terra no primeiro jogo oficial da nova época.

 

A FIGURA

Carlos Silva / Bola na Rede

Samuel Lino – Não começou de início, mas entrou bem a tempo de mudar o rumo do jogo do Gil Vicente. A partir do momento em que foi opção, os gilistas pegaram no jogo e assumiram-se, até final, como donos e senhores do comando da partida. É a figura de proa da formação de Barcelos.

 

O FORA DE JOGO

Rúben Fonseca – O avançado do Tondela deixou muito a desejar. Quase sempre ao lado do jogo, não criou as movimentações de rotura a que Mario González habituou os adeptos beirões, nem tão pouco baixou para servir como apoio, de costas para a baliza. Precisa de mostrar mais para agarrar o lugar.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

A nova época trouxe um novo sistema, passando Pako Ayestarán a apostar no 4-4-2 (pelo menos nesta partida). O meio-campo, só com João Pedro e Tiago Dantas, demonstra uma enorme qualidade no trato da bola e no passe, mas falta músculo. Na defesa, adivinham-se reforços para o setor central, enquanto o ataque ficou órfão de Mario González e ainda procura novo goleador.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Trigueira (6)

Tiago Almeida (5)

Jota Gonçalves (6)

Pedro Augusto (6)

Naoufel Khacef (6)

João Pedro (6)

Tiago Dantas (6)

Jhon Murillo (6)

Salvador Agra (6)

Rafael Barbosa (6)

Rúben Fonseca (5)

SUBS UTILIZADOS

Babacar Niasse (6)

Tomislav Strkalj (5)

Bebeto (6)

Souleymane Anne (5)

João Jaquité (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Também em 4-4-2, os homens de Ricardo Soares acusaram as muitas mudanças a que o plantel foi sujeito. Sobretudo nas saídas para o ataque, notou-se alguma descoordenação entre os jogadores, algo que, com o acumular de minutos, deve ser ajustado. Destaque para Kanya Fujimoto, que atuou como segundo avançado, mas alternou muitas vezes de posição com o ala direito, Léautey.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Stanislav Kritciuk (6)

Emma Hackman (6)

Lucas Cunha (6)

Rúben Fernandes(6)

João Talocha (6)

Vítor Carvalho (6)

Pedrinho (6)

Antoine Léautey (6)

Bilel Aouacheria (5)

Kanya Fujimoto (6)

Fran Navarro (5)

SUBS UTILIZADOS

Murilo Souza (5)

Samuel Lino (6)

Matheus Bueno (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Tondela

BnR: Na última época, o Tondela apresentou mais vezes um 4-3-3, mas hoje alinhou em 4-4-2. Foi algo circunstancial ou pode ser uma hipótese para a nova época?

Pako Ayestarán: Já no fim da última época jogámos assim algumas vezes. Com os jogadores que temos, sentimos que não tínhamos ninguém para jogar a trinco. Como sabem, ainda faltam reforços para a defesa, meio-campo e ataque, por isso só quando tivermos todos é que vamos perceber como vamos jogar.

 

Gil Vicente FC

BnR: Sobretudo a partir do momento das substituições, o Gil Vicente ficou por cima do Tondela. O que é que sentiu que era preciso alterar na equipa?

Ricardo Soares: Começámos mal, a primeira linha de pressão falhou completamente. Ao intervalo, corrigimos isso e, a partir do momento que entraram os três jogadores, ficámos melhores nesse aspeto. Senti, sobretudo, que estávamos mais frescos que o Tondela, e aproveitei também isso para podermos passar a eliminatória. Apesar de eu ver este jogo como mais um encontro de pré-época, queríamos passar e conseguimos.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Bruno Tabata e a maldição da camisola 7 | Sporting CP

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Teima em ser quebrada outra “maldição” que assola o Sporting CP desde a saída de Luís Figo, – a camisola sete, utilizada atualmente por Bruno Tabata – acabado o jejum de 19 anos sem vencer o campeonato. Desde a saída do craque português para o FC Barcelona, há 26 anos, nenhum jogador conseguiu realmente vingar de leão ao peito usando esse número nas costas.

Já vários jogadores de qualidade envergaram esse número, mas nunca conseguiram ter sucesso a jogar pelo Sporting CP, seja por problemas disciplinares ou por causa de séries de lesões. Já outros, simplesmente, nunca tiveram qualidade para representar o clube.

A lista é longa: Ricardo Sá Pinto foi o primeiro a usar a camisola sete a partir do verão de 1995, seguindo-se o talentoso Leandro Machado, Delfim, Niculae, Bojinov, Izmailov, Jeffrén, Shikabala, Joel Campbell, Rúben Ribeiro, Matheus Pereira e, mais recentemente, Rafael Camacho.

Apesar de Bruno Tabata não ter feito uma má época, a realidade é que também não foi a melhor. Falamos de um jogador com qualidade técnica acima da média, mas com bastantes dificuldades na decisão – é um jogador pouco objetivo e que complica em demasia em certos lances. Para além disso, o brasileiro esteve a contas com problemas físicos na reta final do campeonato.

Durante a estadia no Algarve, Bruno Tabata surpreendeu na posição oito.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Na nova época, e devido à saída de João Mário para o SL Benfica, Bruno Tabata tem estado a ser testado na posição que era normalmente ocupada pelo internacional português. As indicações dadas nesta pré-época têm sido muito positivas, mas serão suficientes para triunfar com a camisola verde e branca… e com o número sete nas costas?

Ainda assim, parece pouco provável que Bruno Tabata jogue nessa posição, devido à iminente chegada do uruguaio Manuel Ugarte, para além das opções Matheus Nunes e Daniel Bragança. Será mesmo na frente de ataque que o ex-jogador do Portimonense terá de mostrar as suas capacidades.

Caso Bruno Tabata não consiga quebrar esta maldição, creio que só existe um jogador capaz de acabar com este “fantasma” que paira em Alvalade desde o já longínquo ano de 1995. E não, não falo de Nani, que nos seus regressos ao Sporting CP usou o número 77 e o 17, respetivamente. Mas também não vou estar a criar demasiadas expectativas…

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

A lista dos 13 excedentários | Sporting CP

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A lista dos 13 excedentários artigo do bola na rede sobre o Sporting

A pré-temporada decorre e os comandados de Rúben Amorim já preparam o embate da Supertaça, frente ao SC Braga, que iniciará os jogos oficiais da época. Esta é uma fase de escolhas e estudo, mas também de entradas e saídas do plantel.

O Sporting CP possui vários excedentários a treinar à parte na academia de Alcochete, assim como alguns jogadores que, estando ausentes de Portugal, não contam para o jovem treinador português. De acordo com o site Transfermarkt, e com os respetivos valores de mercado dos atletas em questão, os cofres leoninos deveriam encaixar mais de 30 milhões com as suas vendas. Porém, sabemos que isto é apenas no papel.

Lista dos 13 excedentários Sporting CP

Neste artigo, analiso os 13 jogadores que não irão envergar a camisola do Sporting CP e faço-a dividindo as categorias por cada setor do campo:

  • Guarda-redes

Na posição de guarda-redes, Renan Ribeiro é o nome que surge. O brasileiro, de 31 anos, que em tempos foi o titular da baliza leonina, treina em Alcochete com o grupo de dispensados, esperando uma rescisão de contrato com o Sporting CP, sendo que o mais provável é o clube de Alvalade não ser ressarcido pela sua saída. A rescisão amigável será a melhor solução para ambas as partes.

  • Defesas

Em relação aos defesas, há quatro nomes em cima da mesa. Rosier parece cada vez mais próximo do Besiktas, numa transferência que rondará os cinco milhões de euros, mais meio milhão em objetivos, tudo por 80% do passe. A confirmar-se, será um negócio vantajoso para o Sporting CP, visto que a vontade de ambos os lados é a saída do francês.

Quanto a Ivanildo Fernandes, Ilori e Lumor, não tenho esperança de grandes verbas envolvidas nas transferências destes jogadores. Porém, apesar de a rescisão amigável ser o caminho mais fácil, acredito que a direção leonina poderia tentar arrecadar algum dinheiro com as transferências, sobretudo com Ivanildo e Lumor, que são jogadores relativamente jovens e com alguma margem de progressão.

A lista dos 13 excedentários do Sporting CP - Rosier
De acordo com os órgãos de comunicação social, a saída de Rosier é um cenário quase certo.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
  • Médios

No meio-campo, aqueles que um dia foram titulares, estão agora na porta de saída de Alvalade – falo de Rodrigo Battaglia e Idrissa Doumbia. Ambos estiveram emprestados na última temporada e, tendo em conta as opções do atual plantel leonino, não vejo a necessidade de nenhum deles integrar os trabalhos da equipa. O melhor para os interesses do Sporting CP seria a venda dos dois ativos, que acredito que tenham algum mercado.

Já nos casos de Eduardo e Mattheus Oliveira, dois atletas que nunca se afirmaram com a camisola verde e branca, é mais difícil obter retorno do dinheiro investido. Acredito que Eduardo será vendido por uma quantia quase irrisória e que Mattheus sairá a custo zero.

  • Avançados

O setor dos avançados é aquele que me causa mais dúvidas, e é onde o Sporting CP pode ir buscar mais dinheiro. Mas vamos por partes.

Andraz Sporar esteve emprestado ao SC Braga, durante metade da última temporada. Recorde-se que o ponta de lança esloveno foi envolvido no negócio que trouxe Paulinho para Alvalade. O SC Braga não acionou a cláusula de compra de sete milhões e meio de euros, e ainda detém entre 10 a 15% de uma futura venda do avançado. Ora, se o Sporting CP não for buscar nenhum ponta de lança ao mercado, e visto que Pedro Marques pouco tem jogado na pré-temporada, penso que Sporar poderia integrar os trabalhos da equipa principal leonina. Penso que era mais uma opção útil para o ataque leonino.

A lista dos 13 excedentários do Sporting CP - Sporar
Para já, o futuro de Andraz Sporar é uma incógnita.
Carlos Silva / Bola na Rede

Em 2019, Rafael Camacho foi contratado ao Liverpool FC por cinco milhões de euros. Rúben Amorim testou-o a extremo interior e a ala direito, mas em nenhuma destas posições Camacho o convenceu. O antigo internacional sub-20 pela seleção portuguesa esteve emprestado ao Rio Ave FC na temporada transata, onde apenas desempenhou 11 partidas. É claramente um flop, não só pelo preço que custou aos cofres leoninos, como pela falta de rendimento desportivo que teve. A solução que vejo para o atleta é um empréstimo para o estrangeiro, de forma a valorizar o seu passe, de modo que o Sporting CP consiga colmatar a perda financeira investida a curto/médio prazo.

No que toca a Diaby e Luiz Phellype, são dois atletas que não farão parte dos planos leoninos. O primeiro não tem espaço no plantel e o segundo não corresponde às características que Rúben Amorim pede ao ponta de lança do seu 3-4-3.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos