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Bruno Paz: reforço para a temporada 2021/2022? | Sporting CP

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O médio formado na Academia de Alcochete, Bruno Paz, tem sido uma das unidades em destaque na equipa “B” do Sporting Clube de Portugal, sob a liderança de Filipe Çelikkaya. Os leões ocupam o segundo lugar na série G do campeonato de Portugal, com 42 pontos, menos um ponto que o líder Club Football Estrela, após 18 jornadas.

Bruno Paz tem sido um habitual titular na equipa leonina, somando 17 jogos e dois golos marcados. O médio dos leões vive um bom momento de forma, após um verdadeiro calvário, com uma lesão muito grave, que o afastou dos relvados cerca de um ano.

O jovem chegou ao Sporting CP na temporada 2011/2012, proveniente dos escalões de formação do Belenenses. O médio defensivo, tem um contrato válido até 2023, com uma cláusula de rescisão fixada nos 45 milhões.

O jovem médio já cumpriu o seu sonho de se estrear com a camisola da equipa principal, tendo sido lançado por Marcel Keizer a 13 de Dezembro de 2018, no jogo diante do Vorskla Poltava a contar para a fase de grupos da Liga Europa. No entanto, tem estado ao serviço das equipas sub-23 e “B”, nas duas últimas temporadas.

Bruno Paz tem sido internacional, em praticamente todos os escalões da Seleção, desde os sub-15 até aos sub-20, contabilizando um total de 54 internacionalizações e um golo. Na sua caminhada como internacional, participou no Euro Sub-19 de 2017, que se realizou na Geórgia e onde Portugal foi vice-campeão, sendo derrotado pela Inglaterra na final.

Estamos perante um médio com qualidade, forte fisicamente, com boa qualidade técnica, forte nos duelos defensivos, com bom sentido de posicionamento e com boa meia-distância. Bruno Paz, apesar de ser um médio defensivo de origem, pode ainda alinhar a lateral-direito ou médio-direito. Tendo em conta as características do jovem leão, poderá ser uma alternativa para o meio-campo leonino no futuro.

O médio leonino, tem vindo a evoluir na equipa “B” e a ter minutos de competição. Poderá vir a ser um reforço para a equipa principal, às ordens de Ruben Amorim. Deverá Bruno Paz integrar o plantel principal, na próxima temporada?

As 5 jovens promessas da Liga Italiana

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Num campeonato onde aos 30 ainda se é jovem, ver um jogador sub-21 a brilhar foi durante muitos anos uma visão rara na Liga Italiana. No entanto, a última década tem sido sinónimo de um aumento na aposta sistemática em atletas mais inexperientes.

Mesmo longe de ser considerado um “viveiro” de promessas, são já bastantes os jovens que se vão destacando onde, outrora, só os veteranos conseguiam. Nesta lista estão elencados alguns dos nomes com mais potencial para assegurar o futuro do “calcio”.

Blake Griffin | A última oportunidade

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Depois de ter sido o número 1 no Draft de 2009 e de não ter jogado no seu primeiro ano na NBA, por motivo de lesão, Blake Griffin demonstrou muita qualidade na primeira época em que jogou – até foi all-star. Era uma peça fundamental nos Los Angeles Clippers e, com Chris Paul, DeAndre Jordan, entre outros, fazia parte de uma das melhores equipas de sempre dos Clippers: os Lob City. Porém, o Blake de hoje em dia já não é o mesmo que encantou e levantou muitas vezes o público nos jogos.

Na atual época e, antes de rumar aos Brooklyn Nets, Griffin participou apenas em 20 jogos dos Detroit Pistons – mais 2 do que na época transata. Ora, em média, fez 12.3 pontos por jogo, 3.9 assistências por jogo e 5.2 ressaltos por jogo, das estatísticas mais baixas ao longo da sua carreira. Na primeira época de BG, o extremo-poste teve números bem melhores: 22.5 pontos por jogo, 3.8 assistências por jogo e 12.1 ressaltos por jogo. Por isso é que ganhou o Rookie of The Year. Além disso, também ganhou o concurso de afundanços dessa época.

Apesar de estar longe da sua forma inicial nos Clippers, Blake, com apenas 31 anos, até tem um bom currículo: 6x All-Star, 3x All-NBA Second Team, 2x All-NBA Third Team, vencedor do Dunk Contest de 2011 e o Rookie of The Year (2011). Agora, o Blake não quer apenas ser falado pelos alley-oops que recebia de Chris Paul, nem pelos inúmeros afundanços que fazia, especialmente ao Pau Gasol.

O atual camisola número 2 dos Nets quer ganhar títulos, especialmente o da final da NBA. Por isso é que se juntou a Kevin Durant, James Harden, Kyrie Irving, DeAndre Jordan, Joe Harris, entre outros. Atualmente, os Nets são uma das equipas favoritas na luta pelo título.

As lesões têm sido o principal obstáculo de Blake Griffin ao longo da sua carreira. Não jogou na primeira época, em que estava inscrito numa equipa da NBA, devido a uma lesão no último jogo da pré-época. Falhou vários jogos na penúltima época em que jogou no Clippers também devido a problemas físicos. Além disso, na única temporada em que foi All-Star pelos Pistons, Blake jogou mais vezes nessa época do que nas restantes épocas em que jogou na equipa de Detroit. Em 2019-20, jogou 77 vezes. Nas restantes duas épocas e meia, participou apenas em 63 jogos.

Apesar de as lesões terem danificado muito a carreira de Griffin, a sua saída dos Clippers também teve um impacto negativo. Meses antes de ser trocado para os Pistons e, logo depois de ter assinado um longo contrato para continuar nos Clippers, o dono dos Clippers, Steve Ballmer, disse-lhe que ia ser um “Clipper for life”. Mas isso não foi cumprido. No dia 29 de janeiro de 2018, a estrela dos Clippers, uma equipa que costuma estar regularmente nos playoffs, foi para uma equipa que raramente estava na fase a eliminar. Foi uma mudança surpreendente na altura.

Agora, Blake vai tentar reencontrar a sua forma física em Brooklyn. Segundo um dos NBA Insiders, Adrian Wojnarowski, o 6x all-star vai jogar na posição poste, mas num estilo de jogo small ball. Há a possibilidade de Griffin surpreender e se tornar numa peça fundamental dos Nets mas, para isso acontecer, as expectativas não podem ser muito elevadas.

Apesar de já saber que não será um dos habituais titulares, Griffin deve querer aproveitar esta oportunidade. Poderá ser a última época em que está numa equipa que tem grandes ambições. Que as lesões não o impeçam de aproveitar esta época. Os fãs da NBA têm saudades do Blake Griffin de Lob City.

Foto de Capa: Brooklyn Nets

O estranho caso de Samaris

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Atualmente é impossível falar do SL Benfica e não referir Andreas Samaris. Depois de ser campeão na Grécia pelo Olympiacos FC, e de ter protagonizado uma das suas melhores temporadas, com 38 jogos e quatro golos, mudou-se para Portugal e desde aí conquistou o coração de todos os benfiquistas. O médio defensivo representa a equipa encarnada desde 22 de agosto de 2014, data em que assinou contrato pelo clube, tendo já envergado o “manto sagrado” por 196 vezes.

Desde a época 2014/2015, até ao momento, juntou ao seu palmarés pessoal uma Taça de Portugal, duas Taças da Liga, quatro Supertaças e quatro títulos da Primeira Liga. O jogador de 31 anos foi uma das principais figuras da “Reconquista”. Participou em 19 jogos da Primeira Liga como médio ou central e, durante 1413 minutos, marcou dois golos e fez três assistências.

Na época seguinte, apesar de não ter marcado nenhum golo, continuou a ser aposta de Bruno Lage em 16 jogos da Primeira Liga, em um jogo da Liga Europa, cinco da Taça de Portugal, um da UEFA Champions League e dois da Allianz Cup, somando um total de 25 jogos.

Com a chegada de Jorge Jesus o panorama alterou-se radicalmente. Na presente época apenas participou em seis jogos da Primeira Liga, sendo que fez parte do onze titular em apenas um deles. A somar a esses seis jogos, juntam-se mais três a contar para a Taça de Portugal, onde marcou o golo da vitória frente ao U.S.C. Paredes.

Samaris é um dos jogadores fortes do balneário encarnado
Samaris é um dos jogadores fortes do balneário encarnado
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Desde o início da época que o jogador é muitas vezes dispensado, quer do onze titular, quer do banco de suplentes. Esta situação não agrada aos adeptos da equipa encarnada. Para muitos, Samaris “sente o SL Benfica como ninguém” e é um elemento fundamental que deve estar sempre presente no balneário. Há vários episódios que provam o amor que o jogador tem pelo SL Benfica – as reações do grego ao longo dos jogos, quando está no camarote, não passam despercebidas e as declarações que fez numa entrevista publicada no site do clube, a 16 de junho de 2019, ainda hoje são lembradas pelos adeptos.

Samaris confessou que o dinheiro não é tudo, que gosta muito de viver em Portugal, de jogar no SL Benfica e que não troca isso por nada, nem mesmo por mais dinheiro. Já houve até quem lhe pedisse para tirar o curso de treinador, depois de o verem a dar indicações aos colegas por diversas vezes.

Neste momento, os adeptos do SL Benfica perguntam “O que é feito de Samaris?”. Jorge Jesus explicou a ausência do grego, dizendo que este está lesionado e que há possibilidade de vir a ser operado ao tendão de Aquiles, uma vez que esta lesão crónica já o acompanha desde a época anterior.

Apesar da lesão, o jogador continua a apoiar a equipa e está presente em momentos importantes – mesmo não fazendo parte da lista de inscritos para a Liga Europa, decidiu acompanhar a comitiva encarnada até Atenas, local onde o SL Benfica defrontou o Arsenal FC, no jogo da 2ª mão dos 16 avos de final da prova.

Agora resta esperar que o jogador recupere totalmente da lesão, para voltar a jogar e pôr fim ao intitulado “estranho caso de Samaris”. Até lá, os adeptos vão certamente vê-lo a apoiar a equipa e a dar o seu contributo, seja no banco ou na bancada, porque como muitos dizem, “o Samaris faz falta ao SL Benfica. É um apaixonado pelo clube e uma referência, quer para os mais novos, quer para os mais velhos”.

SC Braga 3-0 Vitória SC: Dérbi do Minho pendeu para os “Guerreiros”

A CRÓNICA: RIVALIDADE ACESA NUM JOGO EM QUE O SC BRAGA VENCEU POR TER MAIS CRITÉRIO

Voltou-se ao Estádio Municipal de Braga para presenciar mais um dérbi. SC Braga e Vitória SC defrontaram-se em mais um jogo que retrata a maior rivalidade existente na zona do Minho, desta vez numa partida a contar para o fecho da 22.ª jornada da Primeira Liga.

O jogo começou da melhor forma para os arsenalistas. Mesmo com o Vitória SC por cima, a nível ofensivo, tendo sido a equipa a chegar mais vezes à área nos primeiros cinco minutos, foi o SC Braga a abrir o marcador. No seguimento de uma lançamento de linha lateral efetuado por Sequeira, Abel Ruiz prosseguiu até à lateral da entrada da área e, se o passe não entrou à primeira, acabou por entrar à segunda. Lucas Piázon, no centro da área, fez o que lhe competia e assinalava-se, assim, o 1-0 no marcador.

Foi uma primeira parte marcada pelas ofensivas dos “Conquistadores”, com bastantes aproximações à área de Matheus, com um SC Braga a jogar no erro do Vitória SC e a aproveitar isso mesmo para atacar em transições rápidas.

Aos 27 minutos, Bruno Rodrigues cabeceou para o segundo golo, no seguimento de um canto, mas o lance acabou invalidado por fora-de-jogo. No entanto, os “Guerreiros” acabaram a primeira parte com chave de ouro, após uma jogada individual exímia de Abel Ruiz que culminou em golo. O avançado do SC Braga baralhou o defesa e rematou para o 2-0, a cinco minutos do intervalo.

Quem podia ter diminuído a vantagem no último lance da primeira metade foi Marcus Edwards, através da conversão de um livre, mas a bola embateu no poste da baliza de Matheus e tudo permaneceu igual à ida para os balneários.

Com a chegada da segunda parte, o Vitória SC entrou muito mais aguerrido em campo. Os “Conquistadores” criaram duas ocasiões flagrantes de golo logo nos primeiros minutos e alertaram para o perigo que podiam criar, mas faltava-lhes o sucesso para inserir a bola na baliza.

Mesmo com os vitorianos a carregar ofensivamente e a pressionar o SC Braga, nada parecia acontecer a favor da equipa de João Henriques. As substituições elaboradas pareceram não surtir efeito e tudo continuava na mesma.

Com isto, a equipa de Carlos Carvalhal ainda aumentou a vantagem nos minutos finais do encontro. Aos 85 minutos, Sporar recebeu a bola no meio-campo, rasgou pelo terreno fora e rematou para o fundo da baliza de Bruno Varela.

Tudo terminou com a goleada por três golos sem resposta a favor do SC Braga, num jogo em que os “Guerreiros” se sobrepuseram aos “Conquistadores” por terem mais critério ofensivo.

 

A FIGURA

Setor ofensivo do SC Braga – O entrosamento entre os membros do setor atacante do SC Braga foi predominante naquilo que foi a construção de jogo e do resultado. Mesmo com as alterações efetuadas pelo treinador Carlos Carvalhal, quando era pedido aos arsenalistas para atacar, faziam-no de forma tranquila – o que se refletiu no resultado.

 

O FORA DE JOGO

Falta de critério do Vitória SC – Foi um dos fatores que mais prejudicou o Vitória SC no jogo – a falta de critério no último terço. Foram a equipa que mais tempo esteve por cima, com um número bastante relevante de aproximações à área de Matheus, mas a não existência de critério na finalização pecou por escassa.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Carlos Carvalhal montou um 4-4-2 nos momentos defensivos, mas moldável num 4-2-3-1, com Ricardo Esgaio e Sequeira muito subidos no que toca às suas posições como laterais.

Com uma linha defensiva composta pelos jogadores acima citados nas laterais e Tormena na zona central, Bruno Rodrigues fez-se titular no dérbi do Minho, na zona central da defesa.

O meio-campo acabou ocupado por cinco jogadores, com Al Murasti e Fransérgio sendo os mais recuados, com a tarefa de fazer a ligação entre setores na construção de jogo. Os restantes, Galeno, Ricardo Horta e Lucas Piazón, eram os homens mais avançados, encarregues de servir Abel Ruiz e levar a bola o mais próximo possível da área do Vitória SC.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Sequeira (6)

Tormena (6)

Bruno Rodrigues (6)

Ricardo Esgaio (6)

Lucas Piázon (7)

Al Murasti (6)

Fransérgio (6)

Galeno (6)

Ricardo Horta (7)

Abel Ruiz (7)

SUBS UTILIZADOS

João Novais (6)

Nico Gaitan (6)

Sporar (7)

André Horta (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

João Henriques optou pelo já habitual 4-3-3, com os laterais Mensah e Ouattara bastante subidos aquando da construção de jogo. A restante linha defensiva foi ocupada por Jorge Fernandes e Abdul Mumin na zona central, com Bruno Varela na guarda da baliza.

O meio-campo foi composto por três homens: André Almeida, André André e Pepelu. Este último estava encarregue de fazer a ligação com o setor defensivo, enquanto os restantes se ligavam ao setor atacante, composto por Rochinha e Marcus Edwards, no apoio à zona ocupada por Bruno Duarte.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Varela (5)

Ouattara (5)

Jorge Fernandes (6)

Abdul Mumin (6)

Mensah (5)

Pepelu (6)

André Almeida (6)

André André (6)

Marcus Edwards (5)

Rochinha (6)

Bruno Duarte (5)

SUBS UTILIZADOS

Ricardo Quaresma (5)

Mikel Agu (5)

Ruben Lameiras (5)

Noah Holm (5)

Miguel Luís (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

Não foi possível colocar questões ao treinador do SC Braga, Carlos Carvalhal.

Vitória SC

BnR: O Vitória SC entrou mais aguerrido na segunda parte, mas não foi o suficiente para ter sucesso. Para além dos golos, o que faltou para conseguir arrecadar pontos?

João Henriques: Não fomos competentes, não enquadrámos. O adversário acabou por ser superior a nós. Apesar disso, tivemos mais remates enquadrados, tivemos mais presenças na área, mas estatísticas não valem de nada. Disse na antevisão que não queria só jogar, queria vencer, mas não conseguimos. Faltou a eficácia e, aí, o nosso adversário acabou por ser melhor. Tivemos de ser mais agressivos e pragmáticos no momento da pressão para não deixar o adversário chegar. Foi um lançamento da linha lateral aos cinco minutos, um segundo golo onde deixámos o adversário virar para a baliza e rematar.

Juventus FC 3-2 FC Porto: Sérgio Oliveira herói em noite histórica de Turim

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A CRÓNICA: VITÓRIA DOS DRAGÕES NA ELIMINATÓRIA EM JOGO DE LOUCOS 

Depois de uma primeira mão de imensa qualidade por parte do FC Porto, no encontro contra a Juventus FC, os Dragões fizeram a viagem até Turim para tentar alcançar a passagem para os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Os azuis e brancos partiram com uma vantagem de dois golos a um, sendo que o golo fora marcado pela vecchia signora na fase final da partida no Dragão deu esperança aos italianos de conseguir dar a reviravolta.

O FC Porto começou este encontro da mesma forma que na primeira mão. Sabendo que teria, muito provavelmente, que marcar pelo menos um golo na partida, os portistas não esperaram que fosse a “Juve” a ganhar embalo na partida, e pressionaram desde muito cedo os italianos.

E essa vontade do FC Porto de disputar e atacar esta partida resultou nuns primeiros minutos muito animados. Aos 2′, Uribe aproveitou um bola perdida à entrada da área, e rematou com força ligeiramente ao lado. Pouco mais de um minuto depois, um grande cruzamento de Cuadrado encontra Morata isolado na área. O espanhol conseguiu um bom contacto com a bola, mas Marchesín travou o golo da Juventus FC com um defesa estupenda.

Aos 6′, Zaidu parte numa investida individual pela esquerda, passa por Juan Cuadrado com alguma sorte, e cruza para Taremi dentro da área. O iraniano remata de primeira, mas o remate que ia com selo de golo é travado por Bonucci. Na recarga, o avançado cabeceia de forma algo bombeada, e acerta na barra da baliza de Szczesny.

O jogo acalmou, com as duas equipas a estabilizarem nos seus sistemas. Ainda assim, o FC Porto, e apesar de ter menos bola, mostrava sempre ser perigoso quando partia para o ataque. E aos 17′, depois de uma boa saída de bola, sempre com a bola controlada, a partir da defesa, Marega faz o passe para Taremi dentro da área, e Demiral, com uma abordagem demasiado agressiva, derruba o iraniano. Não houve grandes dúvidas, e o árbitro apontou para a marca de grande penalidade. Sérgio Oliveira assumiu as despesas, e não desperdiçou a oportunidade de dar a vantagem aos Dragões. O tão importante golo fora estava agora alcançado, forçando a Juventus FC a marcar dois golos para conseguir chegar sequer ao prolongamento.

Os azuis e brancos continuaram muito bem na partida, com grande disciplina defensiva e rapidez e critério nos ataques. Marchesín voltou a brilhar aos 27′, quando, depois de uma rara má abordagem de Manafá, Morata remata já muito perto da baliza portista. O guardião mexicano fez uma mancha perfeita e rápida, e não deixou que o espanhol empatasse a partida. Estava finalizada a primeira metade, com uma vantagem dos Dragões, que mantinham a mesma imagem de qualidade e coragem que tinham deixado na primeira mão.

Os Dragões tinham saído melhor nas anteriores três metades da eliminatória, mas a Juventus conseguiu inverter a situação na última. Com algum espaço para trabalhar, Bonucci encontra uma desmarcação de Cristiano Ronaldo entre Manafá e Mbemba. O português não conseguiu receber e virar-se para a baliza, mas deixou em Chiesa que partia de trás. O jovem extremo conseguiu um grande remate em jeito para o canto superior direito, não deixando qualquer hipótese para Marche. Estava relançada a eliminatória aos 49′.

No seguimento do golo dos italianos, o FC Porto não recuou, mas sim retomou a pressão ainda mais elevada no terreno. Contudo, aos 54′ surge um golpe muito duro. Taremi, que já tinha recebido um cartão amarelo na primeira parte, remata de forma, no mínimo, negligente para longe já depois do apito de Bjorn Kuipers. O holandês não teve grandes dúvidas, mais uma vez, e mostrou o segundo amarelo ao avançado iraniano.

Pouco depois, Chiesa ganha o duelo com Manafá para se isolar frente a Marchesín, consegue passar pelo mexicano devido à velocidade que trazia, e é apenas travado por Pepe que, de forma quase heróica, consegue pôr-se lado a lado com o italiano, não deixando que este conseguisse diferir um remate para a baliza aberta.

Sérgio Conceição ainda tentou reforçar o setor defensivo com Malang Sarr, mas de pouco serviu. Aos 63′, Juan Cuadrado faz mais um cruzamento irrepreensível, desta vez para a cabeça de Chiesa, o destaque da segunda metade, que conseguiu cabecear para o fundo da baliza. Marchesín ainda conseguiu um toque de leve na bola, mas era virtualmente impossível desviar o esférico para longe das redes.

Aos 74′, depois de um bom passe de rotura de Uribe, Marega tinha tudo para receber dentro da grande área e ficar no um para um com o guardião oposto, mas o primeiro toque desiludiu, e a oportunidade perdeu-se. Aos 82′, Federico Chiesa, como não poderia deixar de ser nesta segunda metade, criou novos problemas a Marche, que foi obrigado a mais uma grande defesa.

Luis Díaz ainda veio tentar trazer alguma dinâmica ao ataque portista, e aos 85′ conseguiu criar algum perigo. Uma jogada individual que deixou a bola em Marega, que ainda conseguiu virar-se bem na direção da baliza, mas o remate bate na rede lateral da baliza.

Também com uma grande exibição, Cuadrado esteve muito perto de decidir a eliminatória com um remate fantástico, que apenas não acabou com um golaço pois embateu com força na barra da baliza defendida por Marchesín. A Juventus FC ainda forçou nos últimos minutos, mas o jogo acabou mesmo por ir ao prolongamento.

O jogo ficou algo confuso, com os jogadores muito cansados e toda a gente, incluindo os bancos, num estado muito nervoso. Mas no meio de tanta emoção, é Tecatito Corona que, aos 98′, consegue um dos pormenores mais brilhantes da noite, com um toque que em palavras até é difícil de descrever para livrar-se do adversário e cruzar para a pequena área no seguimento de um canto. Marega consegue saltar mais alto, mas cabeceia com pouca força para as mãos de Szczesny.

Aos 115′, Sérgio Oliveira, num livre ganho por ele mesmo, faz o golo mais importante da sua carreira. Ainda a uma distância considerável, marca a falta por baixo da barreira, e pelo meio das pernas de Ronaldo, com imensa força e consegue surpreender tudo e todos, incluindo Szczesny. O fantástico remate só acabou no fundo das redes.

Mas este jogo já de loucos não quis abrandar nas emoções, e poucos minutos depois Rabiot volta a colocar a Juventus FC na frente do encontro, e apenas a um golo da reviravolta. Um cabeceamento muito forte e colocado no seguimento dum canto, que não deixou hipóteses a Marchesín.

O encontro continuou com impróprio para cardíacos, mas mais nenhuma bola conseguiu entrar na baliza de qualquer uma das equipas. O FC Porto elimina a Juventus FC numa das noites mais históricas da sua história recente num jogo que manteve toda a gente colada ao ecrã até ao último segundo.

A FIGURA

Top peças fundamentais no clássico
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Sérgio Oliveira – ao longo do jogo outros jogadores fizeram exibições de maior qualidade que aquela do internacional português – Chiesa e Cuadrado para a Juventus, e Marchesín e Pepe para os Dragões, com, provavelmente, as suas melhores exibições de Dragão ao peito. Mas foi precisamente o autêntico golaço de Sérgio Oliveira, que já havia concretizado a grande penalidade na primeira metade, que acabou por colocar os azuis e brancos nos quartos-de-finais da Liga da Campeões, num encontro de loucos que não foi próprio para cardíacos.

O FORA DE JOGO

Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Mehdi Taremi – até não fez uma má primeira parte, não teve muitas oportunidades mas quase que marcava na mais flagrante. Contudo, borrou por completo a pintura com uma decisão quase infantil e certamente irresponsável, quando pontapeou a bola para longe depois do apito do árbitro. Já tinha recebido um amarelo na primeira parte por uma falta desnecessária, e Bjorn Kuipers não lhe perdoou o segundo e consequente vermelho. O FC Porto acabou por conseguir passar, mas Taremi acabou por dificultar e muito a partida para os Dragões.

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

Andrea Pirlo colocou a sua equipa em campo no habitual 4-4-2. Morata fez dupla com Cristiano Ronaldo na frente, em vez de Kulusevski. Alinhou também com um meio campo e defesa assimétricos no processo ofensivo – Aaron Ramsey partia da direita para o meio, deixando o flanco todo para Cuadrado, enquanto que Federico Chiesa ficava mais junto à linha na esquerda, com Alex Sandro mais recuado.

Arthur era mais vezes o médio mais recuado na construção de jogo, e foi importante para conseguir manter a bola sob controlo. O brasileiro tem uma capacidade de resistir à pressão adversária muito acima da média, e foi um upgrade grande em relação a Bentancur na primeira mão. Nesse jogo, os italianos sofreram bastante com a linha alta e pressionante dos Dragões.

A assimetria no sistema dos italianos foi ainda mais notória na segunda metade, com as infiltrações de Chiesa pelo flanco esquerdo, sobrecarregando o lado direito da defesa portista com a presença de Morata ou Ronaldo, enquanto que Ramsey juntava-se mais ao miolo para servir como terceiro médio.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Wojciech Szczesny (6)

Juan Cuadrado (8)

Merih Demiral (4)

Leonardo Bonucci (6)

Alex Sandro (5)

Aaron Ramsey (5)

Adrien Rabiot (5)

Arthur (7)

Federico Chiesa (8)

Álvaro Morata (5)

Cristiano Ronaldo (5)

SUPLENTES UTILIZADOS

Matthijs de Ligt (5)

Weston McKennie (5)

Dejan Kulusevski (5)

Federico Bernardeschi (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Na antevisão da partida, haviam várias dúvidas acerca do sistema tática que Sérgio Conceição iria levar a jogo em Turim. Ou mantinha o 4-4-2 habitual, ou adotava um sistema de três centrais, ou em 5-4-1 (ou 3-4-3) ou 5-3-2/3-5-2.

O técnico português decidiu que não queria escolher ou uma opção ou outra, e entrou no encontro com um sistema misto. A atacar, a sua equipa alinhava com o seu confiado 4-4-2, com Marega ao lado de Taremi, Corona na direita e Otávio na esquerda. Este sistema mantinha-se na primeira fase de pressão, mas quando a Juventus conseguia quebrar a primeira linha da defesa portista, Manafá juntava-se a Mbemba e Pepe, Corona descaía para ala-direito, e Marega fechava na posição de extremo-direito, formando então um 5-4-1.

Com esta nuance no sistema adotado, o FC Porto conseguia alterar o seu sistema de pressão de forma relativamente rápida. Quando queria pressionar alto a primeira fase de construção da vecchia signora, mantinha os dois avançados na frente, de forma a conseguir condicionar melhor os defesas e médios italianos. Mas quando preferia adotar uma postura mais conservadora, baixava para o 5-4-1, resguardando-se mais da velocidade e ataque à profundidade por parte dos atacante da Juventus FC.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (8)

Wilson Manafá (6)

Chancel Mbemba (6)

Pepe (8)

Zaidu Sanusi (6)

Sérgio Oliveira (8)

Uribe (6)

Jesús Corona (7)

Otávio (6)

Mehdi Taremi (3)

Marega (6)

SUPLENTES UTILIZADOS

Malang Sarr (5)

Luis Díaz (6)

Marko Grujic (5)

Toni Martínez (-)

Diogo Leite (-)

BVB Dortmund 2-2 Sevilha FC: Intensidade Andaluz não foi suficiente

A CRÓNICA: E TUDO HAALAND LEVOU…

Não tivemos direito à tradicional “parede amarela” que os adeptos do BVB Dortmund nos costumam oferecer no seu estádio, o Signal Iduna Park, mas tivemos direito a um grande jogo de futebol.  

O Sevilha FC até entrou disposto a remediar a derrota caseira (2-3) na primeira mão. Os espanhóis entraram mais pressionantes, com mais bola e a remeter o Dortmund para perto da sua própria baliza. Foram momentos de completo sufoco.

Os primeiros 34 minutos de domínio Sevilhano não chegaram para fazer o que o BVB Dortmund conseguiu na primeira oportunidade que teve. Erling Braut Haaland, quem mais? Displicência defensiva do Sevilha e o jovem avançado norueguês não vacilou. Se a tarefa dos visitantes já era complicada, pior ficou. Resumo do primeiro tempo: pressão (e muita) do Sevilha, vantagem para o Dortmund.

Em relação a esta segunda parte, bem, vamos por partes. O senhor “Champions”, como Haaland já é conhecido, levou tudo à frente e só parou quando meteu a bola dentro da baliza. O VAR decidiu anular o lance e na sequência foi marcado penálti. O mesmo avançado falhou o penalti, ou melhor, Bono defendeu, uma e outra vez. O VAR entrou novamente em ação e o penalti foi repetido porque Bono não tinha nenhum pé em cima da linha de baliza. Na repetição confirmou-se o segundo do Dortmund e, simultaneamente, o segundo da conta de Haaland. Os ânimos exaltaram-se e voaram dois cartões amarelos. Confuso? Talvez, mas não consigo explicar de outra forma.

Inevitavelmente, depois disto, o jogo acalmou, não estivesse a eliminatória praticamente sentenciada com o 2-0 no marcador. Se estava calmo, rapidamente deixou de estar. Emre Can perto do minuto 68 empurrou um jogador do Sevilha dentro de área (de maneira infantil e totalmente desnecessária). Youssef En-Nesyri não desperdiçou e reduziu para 2-1.

Quase ao cair do pano, aos 90+5, Youssef En-Nesyri empatou e ainda trouxe emoção a uma eliminatória que parecia resolvida. Nos minutos finais, e já dentro da área do Dortmund, os jogadores do Sevilha testaram os limites cardíacos dos seus adeptos e desperdiçou a oportunidade de visar a baliza já em cima do minuto final. Termina empatada 2 partida e o BVB Dortmund qualifica-se para a próxima fase.

A intensidade e agressividade do Sevilha FC foi merecedora de todos os elogios, mas nem sempre teve efeitos que se pudessem ver. Ironicamente, o BVB Dortmund esteve quase sempre na frente do marcador de uma partida que não controlou em momento algum.

A FIGURA


Erling Braut Haaland – Começa a ser inevitável dissociar Halaand da palavra golos. Um e outro parecem andar sempre juntos e formar uma relação de amor como nunca antes vista. Resolveu a eliminatória e o Dortmund segue na Liga dos Campeões, mantendo vivo o sonho europeu. Youssef En-Nesyri também tentou entrar na corrida pelo prémio de homem do jogo ao selar uma boa exibição com um bis já no final da partida. Ainda deu esperanças à turma andaluz, mas o jogo acabou mesmo por terminar com a igualdade no marcador, insuficiente para a qualificação espanhola.

 

O FORA DE JOGO


Emre Can – O médio, que se apresentou como defesa-central, teve uma noite para esquecer. Na primeira parte teve duas situações que podiam ter comprometido seriamente a sua equipa. Na segunda, e com o resultado praticamente resolvido, reabriu a partida com o penalti cometido.

Apesar do resultado, o Sevilha FC acabou por não fazer nada de extremamente errado na partida. Podia apontar o dedo à displicência que originou o primeiro golo do Dortmund, mas prefiro não o fazer. Na generalidade os espanhóis fizeram uma partida onde mereciam mais do que aquilo que levaram dela.

  

ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND

No papel o BVB Dortmund parecia alinhar num sistema tático de 4-3-3, mas a verdade é que vimos mais frequentemente um desenho semelhante a um 4-5-1.

Erling Braut Haaland andava sozinho numa ilha, bastante isolado dos restantes companheiros que se preocuparam mais com tarefas defensivas, muito por culpa da pressão do Sevilha FC, verdadeiramente sufocante e que não permitiu aos alemães grandes momentos de liberdade ofensiva. O primeiro rasgo alemão trouxe o primeiro golo, muito contra a corrente do jogo.

O Dortmund praticamente só existiu no jogo a nível defensivo, salvo raras exceções em que se interessou em partir para cima do adversário, muito galvanizados pelas arrancadas de Haaland, que sozinho destruiu a defesa contrária.

Defensivamente, se excluirmos o lance de Emre Can a equipa foi irrepreensível e não deixou grandes oportunidades ao Sevilha FC. Defendeu de forma compacta, ofereceu a bola e soube ser eficaz nos momentos que teve para fazer a diferença.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marwin Hitz (6)

Nico Schulz (6)

Mats Hummels (6)

Emre Can (4)

Mateu Morey (6)

Thomas Delaney (6)

Mahmoud Dahoud (6)

Jude Bellingham (7)

Marco Reus (7)

Thorgan Hazard (4)

Erling Braut Haaland (8)

SUBS UTILIZADOS

Felix Passlack (5)

Dan-Axel Zagadou (-)

Thomas Meunier (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SEVILHA FC

O Sevilha FC de Julen Lopetegui alinhou num claro 4-3-3. Os espanhóis entraram no jogo a todo o gás. Procuraram explorar as dinâmicas e qualidade dos seus laterais e extremos. Marcos Acuña e Jesús Navas apareciam bastante subidos, enquanto que os extremos Lucas Ocampos e Suso efetuavam movimentos diagonais, criando desequilíbrios.

Os sevilhanos nunca desistiram do jogo e procuraram constantemente ser verticais e agressivos, raramente com sucesso ou lances de maior perigo. Mais do que frisar aspetos táticos é de ressalvar a atitude e intensidade com que subiram ao relvado, essa foi a maior característica a destacar de um jogo muito mais jogado com alma do que com a cabeça.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bono (7)

Jesús Navas (6)

Jules Koundé (4)

Diego Carlos (5)

Marcos Acuña (4)

Óscar Rodríguez (6)

Fernando (6)

Joan Jordán (4)

Suso (6)

Lucas Ocampos (6)

Youssef En-Nesyri (8)

SUBS UTILIZADOS

Alejandro Goméz (6)

Luuk de Jong (6)

Ivan Rakitić (-)

Munir El Haddadi (-)

Óliver Torres (-)

A troca que mudaria o paradigma na Conferência Este | NBA

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Não é novidade que, esta época, os Boston Celtics estão muito aquém das expectativas dos fãs da organização e da NBA. Apesar de terem dois All-Stars em Jayson Tatum e Jaylen Brown e um núcleo de jogadores sólidos com Kemba Walker, Robert Williams, Tristan Thompson, Payton Pritchard e Marcus Smart, entre outras peças igualmente importantes, os Celtics encontram-se em quarto lugar na conferência Este, com um registo de 19 vitórias e 17 derrotas.

Danny Ainge, o presidente da equipa, já afirmou que está à procura de uma terceira estrela, que consiga crescer com o seu núcleo jovem, para juntar a Tatum e Brown. De preferência, um PF/C, capaz de lançar triplos, com um perfil atlético e que consiga ajudar na parte defensiva e atacante de Boston. Posto isto, um jogador que seria capaz de encaixar perfeitamente em Boston, seria John Collins, dos Atlanta Hawks.

Collins, um jogador jovem e bastante versátil na parte atacante do jogo, mas que deixa um pouco a desejar na parte defensiva. O jogador está a lidar com o seu próprio drama em Atlanta, dado que saíram noticias que afirmam que o PF e o PG Trae Young não se estão a dar bem. Ou seja, uma troca de Collins pode ser uma solução para resolver o problema em Atlanta, pois não imagino os Hawks a trocarem o seu base superestrela.

A troca que então proponho é a seguinte:

Atlanta Hawks recebem: Payton Pritchard, Carsen Edwards, uma first-round pick em 2021, em 2023 e uma lottery protected pick em 2025.

Boston Celtics recebem: John Collins

Na minha opinião, esta troca seria interessante para ambos os lados. Perder Payton Pritchard ia magoar um pouco o ataque dos Celtics, mas se receberem um jogador elite e jovem, capaz de se tornar numa estrela, juntamente com Tatum e Brown, é uma troca que vale a pena arriscar fazer. Se esta troca acontecer, vejo os Celtics a tornarem-se numa verdadeira ameaça ao título.

Os Hawks conseguiam aumentar a profundidade do seu banco e, se receberem um base jovem em Payton Pritchard e três first-round picks que podem ser usadas em trocas, ou então, para selecionarem jogadores capazes de ajudar Trae Young. Para além disso, libertam minutos na rotação para apostarem noutros jogadores jovens da equipa como Onyeka Okongwu, Cam Reddish e Bruno Fernando.

Temos de ver se esta troca pode avançar ou não, mas sem dúvida que esta mudaria o paradigma na Conferência Este e da NBA.

Foto de Capa: NBA

Os 10 principais nomes para a época no Paralelo | Ciclismo

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Chegou uma das mais esperadas épocas do ano para os adeptos de Ciclismo, as clássicas do paralelo. Após o fim de semana de abertura, com Omloop Het Nieuwsblad e Kuurne-Brussel-Kuurne, seguido pelo Le Samyn, analisamos os dez principais nomes para estas provas e como estes se alinham.

1.

Mads Pedersen – No final de contas, o que importa é vencer e, depois de uma Omloop para esquecer, o ex-campeão do mundo triunfou na KBK, sendo a primeira estrela a abrir a conta. O dinamarquês avisou e está a cumprir: há vida para lá de van der Poel e van Aert.

Uma Noruega bastante pálida sem Granerud | Saltos de Esqui

Findada a ação de Saltos de Esqui no trampolim pequeno de Oberstdorf, era agora altura de se fazer a transição para o Schattenberg maior. Uma estrutura de 137m, que tem o seu K-Point localizado nos 120m e com um record de 143,5m que dura desde a longínqua temporada de 2003, quando o norueguês, entretanto já retirado Sigurd Pettersen voou esta distância, sendo que já vários nomes haviam ficado perto, mas a marca é dos poucos records de trampolim que ainda perduram desde a primeira década do presente século.

Horas antes de partirmos para a competição em trampolim grande, na qual dois anos antes o germânico Markus Eisenbichler se havia sagrado campeão mundial, foi dado a saber que o líder da Taça do Mundo de saltos de esqui, Halvor Egner Granerud, tinha sido forçado a abdicar da sua participação no certame, devido a ter testado positivo à Covid19. No entanto, nem tudo eram más notícias para o atleta da capital do país do bacalhau, visto que devido à evolução da pandemia em solo norueguês, as autoridades de saúde do país acharam por bem cancelar todas as competições desportivas que aí teriam lugar, no decurso do mês de março.

Como tal e visto que já não existirá o “Raw Air”, um mini torneio, muito idêntico ao dos quatro trampolins, mas todo em solo norueguês, e dado que apenas um desses eventos será reposto em Planica na Eslovénia, local onde irá decorrer o derradeiro fim de semana de competição. Uma vez que a vantagem do nórdico já não pode ser revertida por nenhum outro rival, foi no  hotel que Granerud, acabou por festejar a conquista do seu primeiro  globo de cristal. De referir que o título voltava assim a “tocar” solo norueguês, após a última conquista ter sido conseguida em 2012, por intermédio do “ discreto campeão”, o já retirado Anders Bardal, que mesmo tendo subido somente por duas ocasiões, no decorrer desse campeonato, ao degrau mais alto do pódio provou que mais importante do que averbar muitas vitórias, o essencial é manter uma constante regularidade.

Numa tarde/noite bastante gelada com um imenso manto branco a cobrir o trampolim germânico, teve lugar sob condições bastante desafiantes, a ronda de qualificação para a prova a decorrer no dia seguinte. Contudo não só o gelo era fator perturbador do evento, o vento forte, inconstante e bastante irregular, também marcou negativamente o dia.

Na qualificação, estavam presentes 64 destemidos homens em representação de 17 nações, em que a “squadra azzurra” falhava a compita, também devido a razões de ordem de saúde dos seus elementos, visto existir um surto de Covid19 no seio desta formação. Como tal e visto que dois praticantes foram impedidos de descolar pois os seus esquis não apresentavam as medidas aceitáveis, foi com 62 registos, que fomos brindados, mas diga-se que os mesmos não foram muito distantes, visto as condições desafiantes verificadas.

Aí o melhor, saltando 127,5m, acabou por ser o austríaco Stefan Kraft, seguido por Johann André Forfang da Noruega, que embora tenha rubricado 133m, acabou por dispor de melhores condições  e por isso foi penalizado. Em terceiro posto, ficou Markus  Eisenbichler, assinando 127,5m. Nas posições seguintes colocaram-se respetivamente Piotr Zila, polaco que dias antes se havia sagrado campeão do mundo, aos 34 anos, em trampolim normal, seguido na tabela por Keiichi Sato do exército nipónico.

Kamil Stoch, Marius Lindvik ou Robert Johansson, não se saíram particularmente bem neste dia, em que o canadiano Matthew Soukup , era o derradeiro saltador a conseguir marcar presença na prova, anotando 96m.

Realce-se que a equipa da Ucrânia estava de parabéns, visto ter apurado dois atletas para a disputa pelas medalhas, no entanto não era a única nação com motivos de festejos, visto que a débil seleção da Roménia, lograva assinalar feito de igual dimensão.

Sexta-feira, dia em que as condições estavam muito parecidas às registadas no dia anterior, quem saía na frente, concluída a primeira metade da contenda, era o vencedor da qualificação, bem como o melhor nas rondas de treinos, que sempre têm lugar antes da prova a “doer”, Stefan Kraft que voara 133m. Na vice-liderança estava Robert Johansson, com uma marca inferior em quatro metros. Ainda em lugares de pódio, encontrava-se outro saltador da nação do ski, claro está, a Áustria, no caso Daniel Huber. Piotr Zila ia-se ficando pela quinta posição, atrás do japonês Yukiya Sato.

Eisenbichler em 16.º, Stoch apenas 22.º e Stekala dois postos mais atrasado, face ao seu laureado compatriota, eram nomes que viam a luta pelos metais tornar-se numa miragem. Pior ainda haviam sido os desempenhos dos manos Kobayashi, que nem se conseguiam apurar para a segunda parte da prova. Pela positiva, destacava-se Vitaliy Kalinichenko, da Ucrânia, que após ter conseguido o acesso à prova, voltava a surpreender, marcando presença na ronda final, algo quase inédito! Este feito é de ainda maior relevância, visto que este desportista, compete de forma mais regular na Taça Continental, segunda divisão deste desporto a nível Mundial.

Numa segunda metade de compita, em que o vento frontal parecia acalmar, contrariamente à neve que ia caindo cada vez com maior intensidade em Oberstdorf, quem acabou por se revelar mais forte foi o “baixinho” Kraft, que obteve um triunfo sem espinhas, nunca tendo assistido a uma grande concorrência! Na prata ficou Robert Johansson, que não tendo feito esquecer Granerud, acabou por minimizar a sua ausência, arrecadando o metal para a sua pátria. O bronze foi pertença de Karl Geiger que repetia deste modo a subida ao pódio, conseguida em trampolim pequeno. Mesmo apesar de um grande esforço, Anze Lanisek, para a Eslovénia, ficou-se pelo quinto posto, mesmo tendo voado a maior distância de toda a competição, 137,5m. Na quarta posição terminou o campeão mundial em trampolim pequeno, Piotr Zyla. Daniel Huber, dada a pouca experiência ao mais alto nível, capitulou de forma totalmente esperada no seu segundo registo, terminando na oitava posição.

David Kubacki  em 13.º, Markus Eisenbichler em 15.º e Kamil Stoch apenas 19.º, foram nomes que ficavam bastante à quem do que se lhes exigia. Kraft estreava-se a vencer na presente época e logo num palco de excelência. Agora era tempo para a competição por equipas, em trampolim grande que seria o enceramento da participação dos “homens pássaro” na presente edição dos Campeonatos do Mundo de esqui nórdico.

Sábado, numa competição, em que eram à partida da primeira ronda 56 os participantes, em representação de 14 seleções. Com um dia lindo, que nada tinha que ver com os anteriores e em que o sol fazia finalmente a sua aparição, era o quarteto alemão que defendia o título e que alinhava com Pius Paschke, Markus Eisenbichler, Severin Freund e Karl Geiger, a sair na frente. A diferença face à equipa da Áustria, era escassa, quarteto esse que ia contando com as presenças de: Stefan Kraft, Philipp Aschenwald, Jan Hoerl e Daniel Huber, que por sua vez também eram seguidos de muito perto pelo conjunto polaco, constituído por: Kamil Stoch, David Kubacki, Piotr Zyla e Andrzej Stekala. Portanto estava bom de ver, que seria renhida a luta pelo pódio, pois a seleção nipónica e a eslovena, também ainda tinham uma palavra a dizer, na luta pelo bronze.

A Noruega, parecia um barco, visto estar a afundar-se irremediavelmente na ausência do seu timoneiro “mor”, claro está, Halvor Egner Granerud. O pódio já não parecia rimar com realidade, o sexto posto, a mais de meia centena de pontos, da Alemanha refletia tudo isso.

Suíça e Rússia que atuava sob a bandeira olímpica, foram as outras nações que marcaram presença nos últimos 32 saltos destes mundiais.

Foi sem surpresa que Finlândia, EUA, Républica Checa, Roménia, Ucrânia e Cazaquistão, por esta mesma ordem, ficaram arredadas de voltar a saltar.

Numa ronda final, em que tudo estava em aberto, emoção e imprevisibilidade foram ingredientes que compuseram um bolo bastante apetitoso! A Polónia, parecia ter chegado ao ouro após Zyla rebentar com a escala, rubricando 136,5m, mas os restantes artistas estragaram este lindo quadro pintado pelo veterano de Wisla, com a equipa a ficar-se pelo bronze. A prata acabou por viajar poucos quilómetros, sendo propriedade austríaca. A festa, essa, era mesma feita em casa, pois a Alemanha revalidava um troféu que parecia perdido, no entanto e como isto não é como começa mas sim como acaba, o ouro foi mesmo obtido pela seleção da “Mannschaft”!

Desta forma fecharam-se mais uns Mundiais de esqui nórdico.

Os desportos de inverno fazem agora uma pausa de cerca de duas semanas, até lá, já sabe se quer manter-se a par de tudo o que mexe no panorama desportivo, eu tenho a solução! Fique com o BNR e terá o seu problema resolvido!

Foto de Capa: FIS Ski Jumping