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Roger Federer | Será que ainda ganha mais um Grand Slam?

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Um dos maiores tenistas de todos os tempos. Para muitos, é mesmo o melhor. Com 39 anos, o jogador suíço já conquistou tudo o que havia a ganhar no ténis – bem, ainda não ganhou uma medalha de ouro olímpica. 103 títulos nos singulares: 20 Grand Slams, 24 ATP1000, 24 ATP500, 25 ATP250 e 6 ATP Finals. Enorme currículo.

Ora, apesar de todos esses títulos, Federer dificilmente volta a ganhar um Grand Slam. Aliás, atualmente a melhor hipótese para o suíço conquistar um Grand Slam é no Wimbledon. Costuma ser um torneio bastante imprevisível nos últimos anos. Por um lado, Novak Djokovic costuma dominar o Australian Open.. Por outro lado, Rafael Nadal domina, claramente, Roland-Garros. Até que o US Open costuma a ter surpresas, mas o piso duro já não é o melhor para o suíço.

Enquanto crescíamos, vimos muitos jogos do Federer em vários campos de ténis. E, apesar de todo o pouco interesse que dávamos à modalidade nessa altura, sabíamos quem era Roger Federer. Tal como também sabíamos quem era o Rafael Nadal e o Novak Djokovic. Os três são grandes nomes no panorama nacional.

A esquerda a uma mão de Federer é, talvez, a mais bonita do circuito. Além disso, o suíço tem uma ótima variabilidade no jogo e um dos melhores no toque de bola. Podia por muitos adjetivos e qualidade de Federer, mas assim a lista não terminaria.

A última vez que Federer jogou oficialmente num campo de ténis foi nas meias-finais do Australian Open de 2020, quando perdeu por 3-0 frente a Djokovic. Federer passou quase todo o ano civil de 2020 longe de campo.. Ora, o maior torneio australiano vai ocorrer entre os dias 8 e 21 de fevereiro. E não vai contar com a presença do maior tenista suiço de todos os tempos. Especula-se que o regresso do suiço será concretizado no Qatar, mais precisamente no ATP Doha.

Numa altura em que o seu recorde de Grand Slams foi igualado – Rafael Nadal também está com 20 títulos -, muitos de nós já sabemos, infelizmente, que o suíço vai deixar de partilhar esse recorde e vai ser ultrapassado. Porém, todos reconhecemos a qualidade fantástica de Federer!

Os dois últimos Grand Slams de Federer foram conquistados contra o croata Marin Cilic – Wimbledon 2017 e Australian Open 2018. O croata também não teve um ano civil 2020 muito bom. Porém, ao contrário de Cilic que ocupa o lugar 43 no ranking ATP, Federer ocupa o quinto lugar. Graças às regras implementadas no decorrer do primeiro confinamento, Federer continua a ter um dos melhores rankings no mundo do ténis.

Agora, a última vez que o suíço esteve numa final de Grand Slam foi em Wimbledon 2019. Porém não de foi boa memória tanto para ele como para os fãs. Teve dois championship points e não aproveitou. Apesar de não ter ganho, é um jogo para ver e rever. E também recomendo a visualização do jogo da final entre o suiço e o Rafael Nadal no Wimbledon 2008.

Ainda não sabemos quando será a última época para Federer. Mas sei que é triste saber que estamos cada vez mais perto da retirada de um dos melhores de sempre no desporto que pratica. E espero que ele volte a jogar contra o Marin Cilic numa final de Grand Slam.

Foto de Capa: ATP Tour

Sporting Clube de Portugal: Campeão da Taça dos “pequeninos”

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Quando a Taça da Liga foi criada, um dos objectivos era “favorecer” as equipas consideradas mais pequenas do futebol português. E em muitos casos, principalmente nos primeiros anos que esta competição de disputou, esses ditos pequenos conseguiram chegar muitas vezes à fase de decisão, tendo mesmo alguns deles conseguidos chegar à conquista da mesma. No entanto, não é a esses “pequeninos” que me quero referir neste texto.

Não me quero referir também, com este adjectivo, à mensagem “dispensável” do presidente do clube que o Sporting derrotou na final, em que, na sua ânsia de protagonismo, e querendo chamar a si e ao “seu” clube a grandeza que ainda não conseguiu conquistar em campo, tentou colocar-se em bicos de pés (não quero com isto mandar nenhuma indireta ao porte físico do protagonista) tentando querer comparar-se à Grandeza e histórico de conquistas do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL – O único e verdadeiro Sporting. (Tanto criticamos algumas das intervenções do nosso presidente, que quando vemos isto percebemos que talvez Varandas nem seja assim tão mau).

Ainda que o Sporting (o de Portugal – O original) tenha andado, nos últimos anos, arredado da conquista do principal título nacional e títulos internacionais, consegue ainda ter uma larga vantagem em número troféus para o outro Sporting (o de Braga). Mas este Sporting (o de Braga) pode ainda ser grande, e para isso precisa de começar a ter dirigentes que saibam sê-lo na forma de estar, respeitando os adversários. Depois, quem sabem, consiga ganhar algo significativamente relevante para se poder tentar comparar ao SPORTING CLUBE DE PORTUGAL (pode demorar).

Esta minha referência aos “pequeninos” vai directamente para outro objectivo para a qual foi criada a Taça da Liga – Dar oportunidade aos jovens da formação dos clubes. E nisso, o Sporting ganha de goleada a todos os outros clubes intervenientes.

O Sporting iniciou o jogo da final da Taça com seis jogadores formados na academia de Alcochete. Relembrando os mais distraídos, falo de Nuno Mendes, Gonçalo Inácio, Palhinha, Jovane, Tiago Tomás e João Mário. Sendo que ainda entrou mais um “pequenino” de Alcochete durante o jogo, ou seja, Matheus Nunes.

Ou seja, com uma equipa recheada de jovens leões, conseguimos ombrear com os outros “Graúdos” do futebol Português, e ganhar. Podem dizer que podemos ter tido alguma sorte, mas o futebol é também feito disso, desde que quem joga trabalhe para tal. E estes miúdos trabalharam que se fartaram. Quando faltou inspiração, correram, defenderam, atacaram, e no fim, foram premiados com o primeiro título da época desportiva (muitos deles ganharam o primeiro de muitos).

Palhinha Taça da Liga
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Assim estes “pequeninos”, com ajuda do treinador que “quer ficar muitos anos no Sporting”, vão crescer e tornar-se grandes jogadores.

Não sei se este plantel conseguirá aguentar a pressão que lhes vai ser colocada em cima a partir deste momento, principalmente pelos adversários (porque não se enganem, a partir de agora eles (os outros grandes) vêm com tudo para cima de nós, seja em campo ou fora dele), mas a verdade é que até ao momento não podemos criticar nenhum deles por falta de respeito pelo lema do nosso Clube. Todos eles se Esforçam, Dedicam e mostram devoção ao clube que representam. E assim conseguiram a Glória na conquista de um troféu que apesar de menor relevância, não deixa de ser mais um título para o vasto palmarés do clube de Alvalade.

Sim, este texto é dirigido aos “pequeninos” (apenas nos anos de vida) formados na melhor academia do mundo. Foram (são) enormes.

E já agora, falando em formação de Alcochete, o presidente do clube que foi nosso adversário na final não precisa agradecer. Não precisa agradecer por Ricardo Esgaio, nem por Iuri Medeiros, nem outros que já teve no “seu” clube, vindos da escola de Alvalade. Formamos para nós, para vós, e para muitos outros clubes. Não tem de agradecer. Somos grandes até nisso. De nada.

5 estatísticas a ter em consideração para o SC Farense x FC Porto

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Aproxima-se cada vez mais a 15.ª jornada e, depois de dois clássicos bem quentes, o FC Porto vai deslocar-se a Faro para defrontar o SC Farense no Estádio de São Luís.

OS DRAGÕES JOGAM NO ALGARVE E PROCURAM MANTER A INVENCIBILIDADE DOS ÚLTIMOS JOGOS. SERÁ QUE CONSEGUEM VENCER? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Nas horas que antecedem o duelo, o BnR elaborou um top de 5 dados estatísticos a ter em conta para o encontro. Venham daí connosco!

FC Famalicão 0-1 Vitória SC: Maturidade vitoriana aumenta impaciência famalicense

A CRÓNICA: JOÃO HENRIQUES, FORA DE CAMPO, DRIBLOU A EQUIPA FAMALICENSE

Neste domingo, no estádio municipal de Famalicão, FC Famalicão e Vitória SC estiveram frente a frente em jogo a contar para a 15º jornada do campeonato. A partida começou com um ascendente vitoriano. O Famalicão pareceu algo desconcentrado nos minutos iniciais e o Vitória foi aproveitando vários passes incompletos para sair em transição tanto por Quaresma ou Rochinha nas alas.

O primeiro golo do jogo surgiu numa iniciativa destas. Rochinha recebeu completamente solto em transição ofensiva e tentou deixar em Estupiñan. Babic cortou a bola para a frente da grande área onde surgiu André Almeida a chutar forte para o funda das redes da baliza de Vaná. Depois do golo inaugural, o Vitória dispensou da iniciativa e deu mais liberdade ao Famalicão para jogar. Com mais bola, o conjunto treinado por João Pedro Sousa insistiu bastante em jogadas individuais de Gil Dias para avançar no terreno de jogo ou de passes longos dos centrais para os alas abertos, mas que maior parte das vezes acabavam por não conectar.

A maior oportunidade da equipa da casa na primeira parte foi por intermédio de Kraev, outro dos elementos mais inconformados com o resultado, que cabeceou fraco para as mãos de Varela. As perdas de bola do Famalicão foram uma das constantes toda a partida e o Vitória só não aumentou a vantagem por causa da barra, depois de um cabeceamento de Estupiñan e por causa de um mau passe de Rochinha para um corte fácil da defesa famalicense. A única alteração aquando do reatamento da partida para a segunda parte foi Ivo Rodrigues que entrou para o lugar de Jhonata Robert. Esta substituição refletiu-se numa maior conexão entre os setores e numa maior fluidez nas jogadas. No entanto o efeito durou pouco, já que os vitorianos mostraram-se focados e conseguiram volta a exercer pressão sobre os defesas do Famalicão.

A grande oportunidade da formação da casa foi por intermédio de Patrick William, na conversão de um livre direto que obrigou Varela a fazer uma grande defesa para impedir o golo do empate. Foi este o tom de todo o resto do jogo. Vitória sempre por cima, com as melhores oportunidades e Famalicão a tentar de tudo para causar perigo, mas quase sempre sem sucesso. O resultado acabou por ser mesmo o que André Almeida estabeleceu logo na primeira parte, garantindo os três pontos para os vitorianos. Com este resultado, o Famalicão regressa às derrotas, depois da vitória nos Açores frente ao CD Santa Clara e o Vitória SC mantém-se firme na perseguição aos lugares europeus.

 

A FIGURA

Sob o coro de latidos como som de fundo, João Henriques entrou na arena das entrevistas do Bola na Rede desde o seu Ribatejo
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

João Henriques Demonstrou toda a sua inteligência enquanto treinador. Jogador incrível em termos táticos. Tem jogadores para ter encarado o jogo com mais loucuras, mas preferiu incidir onde sabia que poderia causar danos e conseguiu. Jogadas simples de contra-ataque consequentes de pressão nos centrais. Os treinadores não jogam, mas pode-se dizer que esta vitória deve-se a uma jogada de génio de João Henriques.

 

O FORA DE JOGO

FC Famalicão x Vitória SC
Fonte: Bola na Rede

Defesa famalicense – Continuam a demonstrar muito debilidade, por se apresentarem muitas das vezes tão estáticos. Em todo o jogo houve apenas uma vez em que um dos centrais tentou sair com bola e até conseguiu originar um lance de perigo. De resto, havia pouco movimento no momento defensivo e ainda menos no momento ofensivo.

 

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

João Pedro Sousa repetiu a tática à qual já habituou os fãs do futebol quando vêem este Famalicão. Um 4-4-2, mas este ano tem mostrado algumas falhas no cumprimentou desta formação. Acontece que, existe alguma anarquia tática no meio campo da equipa famalicense. Entre os médios mais recuados (Ugarte e Lukovic) e os médios mais abertos nas alas (Gil Dias e Kraev) existe um espaço gigante em aberto com o qual os médios e os alas não estão a saber lidar. Especialmente Kraev não está a perceber que tem que recuar mais para receber as bolas, nem Ugarte que tem que avançar mais com bola no terreno para avançar as linhas numa transição. Ivo Rodrigues veio trazer mais dinâmica ao ataque, mas só nos minutos iniciais. O resto da partida continuou repleta de passes falhados, bolas perdidas por Babic ou Lukovic e quase sem jogadas construídas a partir de trás. Foi uma exibição menos conseguida do Famalicão.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vaná (6)

Patrick William (5)

Babic (5)

Diogo Queirós (5)

Rúben Vinagre (5)

Gil Dias (6)

Ugarte (6)

Lukovic (5)

Kraev (7)

Alexandre Guedes (5)

Jhonata (4)

SUBS UTILIZADOS

Ivo Rodrigues (6)

Pereyra (5)

Anderson (-)

Morer (-)

Verdonk (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

João Henriques veio a Famalicão com o seu 4-3-3 com duas alas de luxo e com Quaresma a continuar a fazer das suas. A equipa vitoriana demorou, mas à 15ª jornada para estar afinada. A pressão que conseguem fazer no meio campo contrário é eficiente e quando se joga com uma equipa como o Famalicão que tem muito espaço entre linhas, torna-se tremendamente eficiente. Bem o treinador do Vitória a ver esta oportunidade de atacar. As transições jogadores da cidade do berço foram chave para desmontar o nulo e para trazer problemas à defensiva contrária. Face à incapacidade do Famalicão em construir e em progredir, João Henriques voltou dos balneários com a mesma tática. Pressionar Babic e Diogo Queirós e obrigá-los a cometer erros. A partida passou muito por, podendo.se dizer que os vitorianos foram muito maduros na forma como encararam as fraquezas do adversário.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Varela(6)

Mensah (6)

Mumin (5)

Jorge Fernandes (5)

Sacko (6)

André André(7)

Pepelu (7)

André Almeida(7)

Quaresma (7)

Rochinha (6)

Estupinan (5)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Lameiras (5)

Miguel Luis (5)

Wakaso (5)

Marcus Edwards (-)

Bruno Duarte (-)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

BnR: O que pretendeu com a entrada de Ivo Rodrigues na segunda parte? Teve alguma coisa a ver com as dificuldades que estava a ter em  ligar os diferentes setores na primeira parte?

João Pedro Sousa: Sim, muito. Na nossa construção, quando tentámos encontrar espaço nas costas dos médios do Vitória, de facto, o espaço estava lá nas costas tanto do André André como do André Almeida. Os nossos jogadores estavam bem posicionados, mas depois de recebermos a bola, a tomada de decisão era muito fraca, o Jhonata teve uma primeira parte desastrosa, optei por tirá-lo e meter o Ivo. O Ivo é um jogador que tem qualidade nesse momento do jogo, pisa bem esses terrenos, conhece bem essa forma de jogar e tem uma tomada de decisão também muito interessa e foi por aí que passou a decisão de fazer entrar o Ivo.

Vitória SC

BnR: A pressão à linha defensiva do Famalicão foi na sua opinião o fator decisivo para este jogo? Viu esta fraqueza na equipa famalicense aquando da análise que fez na preparação para este jogo?

João Henriques: Sim, de facto, foi um dos fatores. Foi condicionar o Famalicão.. Gostam de circular a bola e depois quando chega ao terceiro na construção a três conduzir a bola para descobrir o jogador dentro para depois jogar à profundidade. Nós, ao condicionarmos isso, retirávamos muita dessa criatividade depois de ultrapassarem a nossa linha de pressão. Como fomos, na maior parte das vezes, competentes a fazer isso, o Famalicão teve mais dificuldade, teve que jogar mais direto e nós mais confortáveis quando essa situação existia. Quando não fizemos tão bem, a bola entrou dentro e o Famalicão criou uma ou outra situação de mais perigo ou conseguiram fazer a variação de jogo por dentro ou à largura e nós permitimos isso. Foram poucas as vezes, mas é natural que isso aconteça, já que também há qualidade do outro lado, há princípios muito bem definidos. Nós estrategicamente hoje estivemos competentes, pusemos na prática aquilo que trabalhámos no pouco espaço que tivemos entre os dois jogos e aí o mérito é todo dos jogadores, porque estão a assimilar muito bem aquilo que são as nossas ideias.

 

 

Portugal 23-32 França: O fim do sonho

A CRÓNICA: NUM DIA EM QUE SE PEDIA PERFEIÇÃO, OS HERÓIS DO MAR QUEBRARAM

Portugal e França encontraram-se na terceira e última jornada da Main Round da 27.ª edição do Campeonato do Mundo. Uma partida fulcral para as aspirações de ambos os países nesta competição, a seleção nacional portuguesa sabia que apenas um resultado lhe assegurava a passagem e mantinha o sonho das medalhas aberto: a vitória.

Ambas as equipas entraram com defesas 6:0. Com a vantagem física do lado francês, “Les Bleus” iam apostando nos remates de meia distância, enquanto que Portugal era obrigado a trabalhar mais para encontrar espaços para finalizar.

Numa partida em que tudo teria que ser perfeita, a seleção nacional mostrava alguma ansiedade no momento da decisão, tanto ofensiva, como defensivamente.

A defesa portuguesa, que normalmente se mostrava agressiva na saída ao portador da bola, demonstrava alguma passividade e preocupação com o pivot Ludovic Fabregas. Quem aproveitava era Dika Mem e Timothey N’Guessan, laterais franceses que tinham espaço para utilizar o seu potente remate.

Portugal demonstrava alguma inconsistência, e apesar de se ter conseguido aproximar a espaços, permitia sempre que França se distanciasse, e tal forma que ao intervalo o marcador assinalava uma vantagem gaulesa de quatro golos, 12-16.

Pedia-se uma resposta forte na segunda parte, e por momentos parecia que tal ia acontecer, mas foi sol de pouca dura.

Portugal continuou a mostrar muita intranquilidade em todos os momentos do jogo e a França ia aproveitando. O azar bateu à porta lusa, e remates que anteriormente terminavam no fundo da baliza, começaram a bater com estrondo nos postes, o que permitia aos gauleses marcar em contra-ataques e ataques rápidos.

Até ao final assistimos a um jogo que apenas serviu para a seleção francesa se distanciar no marcador. Alexandre Cavalcanti ainda mostrou que é uma opção viável para o futuro, ao entrar e apontar três golos de belo efeito, mas assim terminou a caminhada lusa.

Portugal falhou o objetivo de atingir os oito melhores, e o sonho de chegar às medalhas, mas esta equipa mostrou que o andebol português tem muita qualidade, e o futuro será brilhante.

A FIGURA

Fonte: IHF

Hugo Descat (França) – O jogador do Montpellier aproveitou todas as oportunidades que lhe foram dadas para castigar Portugal. Utilizou várias vezes o seu forte remate e terminou como o melhor marcador do encontro com oito golos.

O FORA DE JOGO

Portugal – Depois de cinco jogos de alto nível, a seleção portuguesa mostrou muita intranquilidade de início ao fim em todos os seus setores. Tal como se lê na Lei de Murphy: Tudo o que podia correr mal, correu mal.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Portugal entrou com o seu 6×0 característico, mas com alguma falta de agressividade ao portador da bola. Os defensores lusos ficaram muitas vezes “agarrados” ao atleta que tentavam defender, o que abria espaços para os rematadores franceses.

Ofensivamente, a seleção nacional mostrou uma grande falta de criatividade e, mais importante, eficácia.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (6)

Diogo Branquinho (6)

Fábio Magalhães (6)

Rui Silva (5)

Belone Moreira (6)

Pedro Portela (6)

Alexis Borges (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

André Gomes (6)

Gilberto Duarte (6)

António Areia (6)

Victor Iturriza (6)

João Ferraz (5)

Miguel Martins (6)

Alexandre Cavalcanti (6)

Daymaro Salina (5)

Humberto Gomes (6)

ANÁLISE TÁTICA – FRANÇA

A seleção francesa chegou a este jogo com a lição muito bem estudada, e tal foi visível durante toda a partida. Os jogadores franceses cobriram muito bem os pivots portugueses, e ficaram junto à linha dos seis metros, obrigando Portugal a rematar do exterior, o que provou ser muito difícil dada a desvantagem física existente.

Ofensivamente, França foi fiel aos seus princípios, aproveitando a velocidade e os seus fortes rematadores para castigar Portugal em cada ocasião.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Vincent Gerard (8)

Michael Guigou (7)

Timothey N’Guessan (8)

Luka Karabatic (6)

Ludovic Fabregas (7)

Dika Mem (8)

Luc Abalo (6)

 

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Kentin Mahe (7)

Valentin Porte (7)

Nedim Remili (7)

Romain Lagarde (7)

Melvyn Richardson (8)

Hugo Descat (8)

Adrien Dipanda (7)

Foto de Capa: IHF

Moreirense FC 2-2 Portimonense SC: Steven tentou a Vitória, mas Ricardo levou um ponto para Portimão

A CRÓNICA: VOO DE RICARDO ENTREGA UM PONTO AOS ALGARVIOS

Foi numa das poucas folgas dos aguaceiros intensos e característicos que se têm feito sentir na região minhota que Gustavo Correia, o juiz da partida no Estádio Comendador Joaquim Almeida Freitas, fez soar o apito inicial no duelo que opôs o Moreirense FC e o conjunto algarvio do Portimonense SC, numa partida a contar para a 15.ª jornada da Liga.

Similarmente, as condições do relvado acompanharam as condições climatéricas propensas a um bom espetáculo, e embora não se tenha assistido a uma primeira parte particularmente vistosa, as equipas confirmaram o momento relativamente positivo que atravessam com três golos nos 45 minutos iniciais: vantagem para os cónegos e com direito a reviravolta (2×1).

A turma de Portimão até começou melhor, aproveitando o posicionamento ofensivo de Fabrício e Aylton Boa Morte numa zona interior do terreno para criar desequilíbrio entrelinhas ou na tentativa de ganhar a bola nas costas da defesa caseira. Apesar de se superiorizar nesse capítulo do jogo, criando dificuldades ao duplo-pivot – Ibrahima e Alex Soares – de Vasco Seabra no que concerne ao controlo do desafio, foi pelo ar que os esforços algarvios tiveram resultados depois de, num lance de bola parada, Lucas Possignolo colocar o Portimonense em vantagem.

Se é verdade que o Moreirense demorou a entrar no jogo, o desbloqueador das dificuldades sentidas até então deu o primeiro ar da sua graça aos 23 minutos da partida. Regressado da China, Rafael Martins marcou o seu primeiro tento desde a sua recente chegada, assinando o empate com um excelente remate fora do alcance de Ricardo. Se o golo atestou a importância do avançado de 31 anos, a forma descomplicada como recuou no terreno para ajudar nas tarefas de construção no meio-campo ofensivo dos axadrezados enalteceu mais ainda a importância que se perspetiva em torno do número 99.

Foi então num momento de ligeira superioridade dos anfitriões que o suspeito que promete ser do costume carimbou a cambalhota no marcador. Steven Vitória voltou a faturar na sequência de uma bola parada, cabeceando para o (2×1) à passagem dos 35 minutos de jogo. Pela primeira vez na vantagem no encontro, o Moreirense conseguiu impor-se de forma visível, criando alguns lances de algum perigo através de jogadas pacientes e notoriamente trabalhadas em laboratório. Por outro lado, os indicadores dados pela equipa forasteira não eram animadores no final do primeiro tempo.

A segunda parte trouxe uma história ligeiramente diferente se a discussão se refletir sobre para onde pesou mais a balança do controlo da partida. A tripla alteração de Paulo Sérgio trouxe irreverência ao jogo do Portimonense, principalmente quando Luquinhas aparecia em primeiro plano. Sem mexer muito naquilo que eram os princípios táticos, os forasteiros realizaram uma segunda parte interessante, remetendo o Moreirense a um jogo conservador, que consistia essencialmente em colocar gelo no jogo e tentar matar a partida em lances de ataque rápido, sempre com a norma do equilíbrio no pensamento do seu treinador.

Oportunidades claras de golo? Não foram tantas quanto isso, de parte a parte até aí se denotou o fator equilíbrio, fator esse visivelmente observável ao logo dos 94 minutos. No campo, Vasco Seabra jogou a primeira grande cartada com a substituição de Yan Matheus por troca com o defesa-central Rosic. Paulo Sérgio respondeu com o melhor marcador da equipa, Beto, que saltou do banco pouco tempo depois. A linha de cinco homens apenas confirmou a incapacidade caseira para suster a ameaça algarvia e criar ocasiões de perigo. No meio de muito indefinição quanto ao resultado final, até porque o jogo se encontrava numa fase de alta tensão e nervosismo de parte a parte, foi já nos últimos capítulos que Dener, novamente na sequência de um cruzamento, finalizou e estabeleceu o empate.

83 minutos e as turmas de Vasco Seabra e Paulo Sérgio voltavam a estar da mesma forma como tinham subido ao relvado. A adrenalina sentia-se no Comendador Joaquim Almeida Freitas quando as duas equipas tinham enormes dificuldades para ameaçar as redes contrárias. Os duelos físicos e as segundas bolas, um pouco à imagem de todo o jogo, pautaram os minutos finais e quando parecia que teríamos um ponto para cada lado, Dener derrubou Galego na grande área, deixando a equipa verde e branca a 11 metros da vitória. Com o mesmo sobrenome, Steven foi o jogador encarregue de concretizar a grande oportunidade do Moreirense para levar os três pontos, mas da marca dos 11 metros, Ricardo agigantou-se, impediu o bis ao capitão do Moreirense e foi o máximo responsável por colocar o Portimonense de volta ao caminho dos pontos na condição de visitante.

A “sorte” do jogo ditou outra história desta vez para o Moreirense e um ponto saboroso para o Portimonense se atentarmos ao facto de ser o primeiro desde 17 de outubro de 2020 enquanto equipa visitante. Com este resultado, entendido como justo por quem pôde visionar a partida, ambas as equipas continuam separadas por três pontos, na 7.ª e 12.ª posição, com especial destaque para a exibição positiva de Rafael Martins na equipa que ronda os lugares cimeiros da tabela e ainda de Luquinha, Boa Morte e Ricardo em grande do lado de lá da barricada.

 

A FIGURA

Ricardo – Foi com uma defesa na marca de grande penalidade que Ricardo voltou a exibir-se em grande estilo. Depois de ter conseguido fazer algo idêntico aquando da sua passagem no Paços de Ferreira, desta vez foi com as cores do Portimonense que vestiu a capa de herói e voou para o remate de Steven Vitória, saindo por cima no lance capital do encontro e garantindo um ponto bastante importante para os de Portimão. Falamos do primeiro ponto em meses enquanto equipa forasteira, o que exalta a importância desta defesa e que psicologicamente pode servir de mote para o Portimonense alargar o seu bom momento para o capítulo onde tem mais dificuldades, os jogos na condição de visitante.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Fadh Moufi – Não foi uma exibição para mais tarde recordar para o marroquino de 24 anos. Outrora associado ao FC Porto e a outros clubes de nomeada, Moufi pegou de estaca no Portimonense, sendo uma carta importante para Paulo Sérgio. Hoje, simplesmente, não foi o seu dia. Não comprometeu, mas também não acrescentou e viu-se obrigado a abandonar o desafio por opção técnica, talvez não devido a uma questão individual, mas sim em termos das mudanças que o técnico português quis operar para a segunda parte. Moufi, ainda com 24 anos, é um lateral que promete para o futuro, a ver vamos se os acontecimentos de hoje foram apenas um acidente de percurso para o ex-Tondela.

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

A equipa cónega apresentou-se com três alterações em relação ao último jogo que realizou a contar para a Liga. A disposição tática observada contemplava um 4-4-2 no momento defensivo. Inicialmente, os pupilos de Vasco Seabra sentiram alguma dificuldade em corrigir as lacunas evidenciadas pela disposição estratégica do Portimonense na zona central do terreno. Pese embora ter começado a perder, estando notoriamente por baixo na partida, os golos serviram de fonte de motivação para as peças mais influenciadoras do jogo cónego começarem a aparecer, desinibidas e bastante práticas na função de distribuição no processo de criação e no posicionamento defensivo em situações em que a bola pertencia aos seus adversários, mas essa situação confortável de jogo não durou de forma linear durante o que restou de partida.

Na segunda parte, os de Moreira de Cónegos nunca conseguiram o controlo total da partida, potenciando os lances de contra-ataque e tentando garantir alguma consistência defensiva, ainda com a organização estabelecida inicialmente e com as linhas mais recuadas. A saída a três da equipa contrária revelou-se um problema e o golo de Dener castigou o Moreirense, já com uma linha de cinco – entrada de Rosic – e a tentar garantir algum conforto num jogo essencialmente físico e decisivo em questões como a reação à perda, posicionamento sem bola e as sempre importantes segundas bolas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pasinato – 5

Matheus Silva – 5

Steven Vitória – 6

Ferraresi – 5

Afonso Figueiredo – 4

Yan Matheus – 5

Alex Soares – 5

Ibrahima – 5

Walterson – 4

Filipe Soares – 5

Rafael Martins – 7

SUBS UTILIZADOS

Rosic- 4

Lucas Rodrigues- 4

Galego- 5

David Simão – 4

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

O conjunto orientado por Paulo Sérgio entrou por cima na partida. Explorando algumas fragilidades posicionais através da ação “vagabunda” de Aylton Boa Morte e Fabrício entre o meio-campo e a linha mais recuada do Portimonense. A liberdade desta dupla permitiu criar situações de desequilíbrio em diversos sítios do terreno, contudo, apesar de constatar alguns efeitos, o Portimonense nunca foi uma equipa absolutamente esclarecida no jogo.

A disposição tática nunca mexeu muito ao longo do desafio. O Portimonense, a par e passo, foi criando perigo em lances de insistência e meio que aos “trambolhões”. Aylton Boa Morte e Luquinhas foram os principais núcleos do jogo ofensivo dos alvi-negros. As bolas nas costas foram uma constante explorada pela equipa de Paulo Sérgio, que, no momento da verdade, foi mais forte nos lances de bola parada, fulcrais para o Portimonense quebrar o enguiço fora de portas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo – 5

Fahd Moufi – 4

Lucas Possignolo – 6

Maurício – 5

Anzai – 5

Dener – 6

Ewerton – 5

Willyan – 4

Aylton Boa Morte – 6

Fabrício – 4

Bruno Moreira – 4

SUBS UTILIZADOS

Candé- 4

Luquinhas- 6

Anderson- 4

Beto- (-)

Salmani- (-)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Moreirense FC

Bola na Rede: O Portimonense colocou Boa Morte e Fabrício em zonas muito interiores, explorando o espaço entrelinhas ou as costas da defesa. Apesar de ambos os golos terem surgido de bola parada, entende que esse pormenor tático foi essencial para o Moreirense não ter conseguido manter o equilíbrio de forma consistente e passar por alguns calafrios?

Vasco Seabra: Nós estávamos preparados para que isso pudesse acontecer, por isso não foi preocupante. Nós na primeira parte, nos primeiros 15, 20 minutos tivemos mais dificuldade, mas sinceramente até acho que foi mais um jogo de profundidade e ganho de segunda bola, seguido de cruzamento para a área. Na segunda parte é verdade que nós baixamos, mas acabou por não ser tantos calafrios quanto isso. Nós acabamos por baixar e não ter o estanque do jogo mais à frente como pretendíamos mas não senti que tivesse sido por terem jogadores entrelinhas porque nós estávamos preparados para reagir àqueles momentos com os nossos alas e médios a controlarem esse espaço, e fizemos efetivamente depois, com a linha de 5, com os nosso centrais a pressionarem entrelinhas para que o nosso lateral para pressionar fora e não permitisse cruzamentos. Essas foram as nossas intenções e o nosso objetivo.

Portimonense SC

Bola na Rede: Mister, o Portimonense volta a pontuar fora de casa passados três meses. O que retira desta partida que pode ser aproveitado e enaltecido para futuras preparações de jogos na condição de visitado?

Paulo Sérgio: Uma coisa que eu tenho de trabalhar muito é o seguinte, eu por vezes não estou satisfeito com a resposta antes de sermos agredidos. Parece que por vezes temos de estar a sofrer para pormos tudo aquilo que temos lá dentro. Isso não é bom. Ser necessário estar a perder para conseguir exprimir aquilo que tu és capaz. Vamos trabalhar, vamos conversar. Por outro lado, a equipa entrou muito bem, mas reagiu mal ao golo que marcou. Depois a correr atrás do prejuízo, apresentou discernimento e qualidade para encontrar as melhores soluções, sem dar um “chutão” de qualquer maneira. Temos de entrar um pouco por aqui, ser iguais a nós próprios do primeiro ao último minuto. Isto acontece derivado a alguma inexperiência, vários jogadores estão a jogar na Primeira Liga pela primeira vez, estrangeiros, jovens. As coisas levam o seu tempo

O Mercado de Inverno é descartável ou útil para o FC Porto?

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Estamos já na terceira semana de janela de transferências e como Sérgio Conceição costuma dizer, o mercado continua à porta do Estádio do Dragão. Contudo, nesta janela, parece estar ainda mais longe da porta do estádio. A única movimentação que se deu até agora foi a saída de Nakajima a título de empréstimo para o Al Ain FC dos Emirados Árabes Unidos e Felipe Anderson parece estar na linha sucessiva para o lado esquerdo do ataque, tornando-se numa opção válida. Dado o atual cenário de consequentes baixas devido à Covid-19, deverá o FC Porto reforçar alguma lacuna no plantel?

Com o consequente aumento dos casos de coronavírus em Portugal seria natural que o futebol fosse afetado e o FC Porto que o diga. São vários os casos Covid-19 ativos no plantel portista e certamente que não ficarão por aqui. Uma das posições mais afetadas foi a lateral direita da defesa. Wilson Manafá esteve infetado e falhou três jogos e Nanú e Carraça continuam em quarentena. Procurando resolver a situação, o treinador do FC Porto teve que lançar Mbemba como lateral direito frente ao Sporting CP.

Ainda assim, nem todas as posições têm atletas com o mesmo nível de polivalência. Por exemplo, o lado esquerdo da defesa tem unicamente Zaidu e Malang Sarr, apesar de não ser a posição em que jogou nos últimos anos. Poderia ser esta uma das lacunas a preencher até para dar mais competitividade a Zaidu e fazer subir a fasquia na luta pela titularidade. O mesmo acontece no lado direito do ataque portista em que Corona e, por vezes, João Mário, são os residentes da posição.

Marko Grujic foi o último jogador a ser contratado pelo FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Muito se tem falado de Pepê e até já se tornou numa novela que teve direito a temporada de verão e inverno, mas o jovem brasileiro faz exclusivamente a posição de médio-esquerdo, não resolvendo os principais problemas do FC Porto nesta época. Ainda assim, seria um acréscimo à qualidade e profundidade deste plantel. Apesar do clube ainda sofrer as consequências de uma intervenção no fair-play financeiro, talvez a procura no mercado de dois reforços de segunda linha com potencial para lutar por um lugar no onze fosse saudável para a equipa a todos os níveis.

Cabe a Conceição e ao seu staff técnico decidir as movimentações que farão melhor aos dragões, com nove dias para o fecho deste mercado. Em nove dias muita coisa pode acontecer e o FC Porto já nos provou que sabe mover-se em silêncio. Até lá, esperemos que a Covid-19 perca a sua força quer seja no futebol ou na sociedade em geral.

Taça da Liga | Uma espécie de festa do futebol

Chegou ao fim mais uma edição da Taça da Liga. A versão 2020/2021 da competição pareceu quase uma daquelas propostas duvidosas: em três jogos estás a ganhar um título. É que, no fundo, foi disto que se tratou. O Sporting CP venceu um título após ganhar três jogos. Em princípio, há trabalhos mais árduos. Mas vamos então analisar cinco destaques da edição mais recente da Taça da Liga.

CS Marítimo 0-3 FC Paços de Ferreira: Castores conquistam três pontos na madeira

A CRÓNICA: CASTORES APROVEITAM OFERTAS VERDE-RUBRAS

No jogo que dá o pontapé de saída da Jornada 15 da Liga, CS Marítimo e o FC Paços de Ferreira subiram ao relvado do Estádio do Marítimo, no Funchal, com intuito de disputar um jogo, à priori, equilibrado, tendo em conta o bom momento de ambas as formações, que de resto como referiu Pepa na conferência de antevisão, “são duas equipas que estão a respirar confiança e saúde.”

Assim, foi a equipa sensação do campeonato português que se aproximou pela primeira vez da baliza do adversário, mas sem grande perigo. No entanto, esse duplo ataque do Paços de Ferreira fez com que o Marítimo quisesse assumir as despesas da partida, construindo diversas jogadas de qualidade ao longo do período inicial.

Contudo, a turma dos castores contra a corrente de jogo fez o golo inaugural por intermédio de Bruno Costa, num lance que causou alguma dúbia na área verde-rubra ao qual os homens de amarelo e verde reclamaram mão de Lucas Áfrico, acabando a segunda bola por sobrar para o número 10 pacense.

Ter mais posse de bola nem sempre quer dizer estar na frente do marcador, e era precisamente isso que vinha a acontecer durante a primeira parte do jogo entre Marítimo e Paços de Ferreira, com a formação da ´capital do móvel´ a capitalizar muito melhor as oportunidades criadas pelo seu ´arsenal´ ofensivo.

Até final da primeira metade, nota para uma perdida incrível do francês Rafik Guitane à boca da baliza de Jordi Martins e ainda, uma bola ao ferro da baliza à guarda do iraniano Amir.

Na segunda metade do encontro, os castores entraram com tudo e através de uma dádiva, de um presente de Amir Abedzadeh (influenciado pela pouca visibilidade causada pelo sol) Luiz Carlos fez o segundo dos pacenses, aos 48 minutos, sendo este um duro revés nas aspirações da equipa orientada por Milton Mendes. Todavia, enganasse quem pensar que o CS Marítimo baixou os braços na procura por um golo que lhe valesse minimizar os estragos, até porque o técnico brasileiro dos madeirenses mexeu por três vezes no sistema da equipa, antes da hora de jogo, resultado numa avalanche ofensiva do ´leão do Almirante Reis´.

Não obstante, procurar só o golo e não o marcar, não chega. E, com isto, o Paços de Ferreira aproveitou para se chegar à frente e estabelecer o 0-3 final, aos 85´, através do sul-africano Luther Singh, numa jogada em que Amir ainda defendeu um primeiro remate da formação pacense, porém na recarga não foi capaz de o fazer novamente.

Para a história do jogo fica a maior percentagem de posse de bola do CS Marítimo, 56% contra os 44% dos homens do Paços de Ferreira. No entanto, os condados de Pepa foram em tudo mais eficazes e mais oportunistas e sempre que chegaram à baliza ´verde-rubra´ tentaram gerar estragos.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Luiz Carlos – O veterano dos castores continua a dar cartas no meio-campo pacense. Sempre muito atento às movimentações dos colegas, esteve em muitos duelos na zona intermédia do campo e contribuiu com um golo e uma assistência.

 

O FORA DE JOGO

Defesa do CS Marítimo – Fizeram uma boa primeira parte, demonstrando organização, concentração e agressividade no ataque à bola. No entanto, na segunda metade adormeceram completamente, Zainadine acabou por sair (já depois de estar a jogar a 6), e a defensiva verde-rubra descambou de maneira horrenda. A passividade e a forma macia como abordaram os lances de ataque do Paços resultaram em dois golos para os castores, sendo que cada jogada ofensiva dos homens da capital do móvel, a defesa maritimista fez lembrar uma gelatina.

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Como já vem sendo hábito, o técnico Milton Mendes utilizou um sistema de três centrais, com dois jogadores abertos nas laterais, os brasileiros Claúdio Winck e Marcelo Hermes, com fortes funções ambíguas. Um duplo pivot, sendo que hoje Jean Irmer não foi capaz de dar o seu contributo devido a suspensão, optando Milton Mendes por Bambock e o madeirense Pedro Pelágio. No ataque, Rafik Guitane como número ´10´ e Joel Tagueu, apoiado pelo angolano Milson, completavam o sistema 3-4-1-2 escalado pelo treinador brasileiro do Marítimo. Ao intervalo, entraram Correa e Alipour para o lugar de Pelágio e Milson. O sistema de jogo mudou para um 4-4-2, com o duplo pivot a ser composto por Zainadine e Bambock. Rafik na ala direita, Correa na esquerda e Alipour e Joel na frente.

Quanto ao estilo de jogo praticado, o Marítimo decidiu utilizar uma saída de bola pela zona intermédia do terreno, pelos pés do francês Bambock, que muitas vezes deu a Rafik Guitane a iniciativa de construir jogo a partir de trás, que muitas vezes esticou a bola para os flancos do ataque maritimista. Defensivamente, os ´leões da Madeira´ estabeleceu uma defesa subida e agressiva, no entanto, adormeceram na segunda parte do encontro e a passividade foi puro demais evidente.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir Abedzadeh (4)

Cláudio Winck (5)

Zainadine  (4)

Lucas Áfrico (5)

Leo Andrade (5)

Marcelo Hermes (6)

Bambock (6)

Pedro Pelágio (5)

Rafik Guitane (5)

Milson (5)

Joel Tagueu (5)

SUBS UTILIZADOS

Jorge Correa (3)

Alipour (5)

Rúben Macedo (4)

Edgar Costa (-)

Marcelo Marques (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

Pedro Filipe, mais conhecido como Pepa, veio à Madeira com o objetivo de alcançar a vitória e por isso, tentou não mexer na equipa que vem sendo titular nos últimos jogos e os tem vencido. Num sistema tático em 4-3-3, com uma defesa composta por: Fernando Fonseca à direita, o capitão Marco Baixinho e Maracás ao centro, e o recém-chegado Pedro Rebocho como lateral esquerdo, na sua estreia a titular. Como médio defensivo, o luso-canadiano, que tem dado muito que falar, Stephen Eustáquio, tocando ao veterano Luiz Carlos a função de médio de ligação, sendo que a Bruno Costa lhe cabia o papel de organizador. Nas ´asas´ do ataque, João Amaral e Hélder Ferreira ficaram encarregues pelos desequilíbrios pelos flancos, ficando o possante avançado brasileiro Douglas Tanque com o posto de matador.

O Paços apresentou-se no Funchal sem iniciativa de jogo, na primeira metade do jogo, no entanto, a sua construção de jogo foi sempre feita pelos pés do luso-canadiano Stephen Eustáquio, apoiado por Luiz Carlos. Quando assim não era, a opção era o jogo direto para os homens do ataque pacense, sendo Douglas Tanque o alvo preferencial dos lançadores castores. Ao nível defensivo, os ´castores´ foram uma equipa organizada e conservadora, com os seus laterais a controlarem bem a profundidade dada aos alas do Marítimo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jordi Martins (6)

Fernando Fonseca (5)

Marco Baixinho (5)

Maracás (5)

Pedro Rebocho (7)

Stephen Eustáquio (6)

Luiz Carlos (7)

Bruno Costa (7)

João Amaral (5)

Hélder Ferreira (4)

Douglas Tanque (5)

SUBS UTILIZADO

João Pedro (4)

Luther Singh (5)

Uilson Silva (3)

Mohamed Diaby (-)

Ibrahim (-)

 

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CS Marítimo

BnR: Mister, como treinador principal já estreou jogadores como Gonçalo Duarte, Johnson Owusu, Mosquera e hoje, o Marcelo Marques. Esta aposta na formação é para continuar?

Milton Mendes: O clube tem um processo de formação muito bom. Os jogadores são bons e o clube dá oportunidade para eles. Ainda por cima neste momento que o (Rodrigo) Pinho está de fora, optamos por dar uma oportunidade ao Marcelo, que é um menino da base do clube e tem potencial. Achamos que poderia dar alguma coisa a mais e colocamos-lho sem problema nenhum. Este é um projeto do clube, o clube gasta milhões com isso, então temos de colocar a mão nisso também.”

FC Paços de Ferreira

BnR: Mister, é o quarto jogo consecutivo que a sua equipa não sofre golos. O equilíbrio defensivo foi fulcral para sair daqui com uma vitória?

Pepa: É fulcral neste jogo e em todos. Uma equipa tem de saber também não ter a bola. Tem de saber sofrer. O Marítimo é uma equipa que vem de um momento muito bom. O Marítimo tem estado muito bem e hoje também esteve muito bem, até uma determinada altura do jogo, porque criou-nos dificuldades. É complicado anular a largura que o Marítimo tem no jogo, com os dois laterais muito subidos, dois pontas e um médio ofensivo, entre linhas. E temos que ser uma equipa muito organizada e solidária, acima de tudo, porque há momentos que na própria zona, o mesmo jogador tem que controlar, tem de fazer passe atrasado, sair a jogar outra vez. Mais isso também, é algo que valorizamos e trabalhamos muito, e a equipa dentro de campo não se desorganiza em termos táticos ou em termos emocionais, porque sabe que há momentos do jogo que não temos bola. E quando não temos bola, temos que estar concentrados e isso tem-se refletido. Para mim, é surreal estar a quatro jogos sem sofrer golos. Dá muito trabalho, mas procuramos sempre isso, porque sabemos que não sofrendo estamos mais perto de vencer.

 

Manchester United FC 3-2 Liverpool FC: Sir Bruno, sempre ao dispor

A CRÓNICA: DUELO FRENÉTICO RESOLVIDO “À LEI DA BOMBA”

Exatamente uma semana depois do duelo para a Liga Inglesa, em Anfield, Manchester United FC e Liverpool FC voltaram a escrever mais um capítulo na mais fervorosa rivalidade do futebol inglês. Em jogo a contar para a Taça de Inglaterra, “Red Devils” e “Reds” sabiam que só a vitória servia para passar aos quartos de final da competição.

A partida começou com o Liverpool FC a querer pautar o ritmo de jogo e com o United a focar-se nas saídas rápidas para o ataque. Nesta toada, foram os homens de Jurgen Klopp a chegar ao primeiro golo: um passe perfeito de Roberto Firmino, entre o central e o lateral esquerdo adversários, isolou Mohamed Salah na cara do golo, tendo o egípcio finalizado com classe perante a saída de Dean Henderson. Aberto o marcador aos 19 minutos, vantagem para os forasteiros.

A equipa da casa reagiu de imediato e, passados sete minutos, recolocou o empate no marcador. Um passe soberbo de Marcus Rashford isolou Mason Greenwood que, com o pé direito, bateu Alisson Becker. Depois de um jogo sem golos há uma semana, eis dois golos em meia hora e empate no marcador, 1-1.

Até ao intervalo, os “Reds” continuaram a ter a maioria da posse de bola, mas os ataques mais perigosos pertenceram aos “Red Devils”. Ainda assim, o empate a uma bola manteve-se e foi assim que as duas equipas saíram para os balneários.

A abrir o segundo tempo, o United deu a “cambalhota” no marcador. Desta vez, Rashford e Greenwood inverteram papeis e foi o segundo a assistir o primeiro. Isolado perante Alisson, Marcus Rashford desviou do guarda-redes brasileiro e colocou o 2-1 no marcador. Os pupilos de Ole Gunnar Solskjaer aproveitaram alguns desacertos na defensiva adversária para se colocarem em vantagem.

Se depois do primeiro golo do Liverpool FC a resposta do Manchester United foi pronta, desta feita aconteceu o inverso. Passados nove minutos do golo que colocou os “Red Devils” em vantagem, Salah voltou a fazer o “gosto ao pé” e empatou a partida novamente, fazendo o 2-2. Destaque para a execelente simulação de James Milner, que deixou a bola seguir para o egípcio e, assim, permitiu a finalização com sucesso.

A sensivelmente 15 minutos do final, Fabinho derrubou Cavani na entrada da área do Liverpool e o árbitro concedeu um livre direto ao Manchester United. Ora, como bem sabemos, Bruno Fernandes cobra estes lances como se fossem penáltis, e desta vez não foi exceção. O médio português bateu a bola de forma exímia, do lado do guarda-redes, e voltou a colocar os “Red Devils” em vantagem, mudando o resultado para 3-2.

O resultado já não sofreu mais alterações e o golo de Bruno Fernandes foi mesmo o tento da vitória. Com este triunfo, o Manchester United segue para os quartos de final da Taça de Inglaterra, ronda na qual vai defrontar o West Ham United FC. Já o Liverpool, soma o terceiro jogo seguido sem vencer, sendo esta uma altura crítica para o conjunto da cidade dos “Beatles”.

 

A FIGURA


Bruno Fernandes – Como é comum dizer-se: foi chegar, ver e vencer. Entrado ao minuto 66, o médio ofensivo português marcou um magnífico livre direto dez minutos depois, golo que valeu a vitória do United e o apuramento para a próxima fase da Taça de Inglaterra. A superforma de Bruno Fernandes continua a embalar a equipa de Manchester, que segue moralizada em várias frentes.

 

O FORA DE JOGO


Rhys Williams – Era um “teste de fogo” para o jovem inglês, mas não correu bem. Com culpas diretas no segundo golo do adversário, falhou em vários lances e mostrou-se muito nervoso em toda a partida. Perante a falta de opções para o centro da defesa, dada a onda de lesões nos “Reds”, é urgente ir ao mercado para encontrar uma solução.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

O 4-2-3-1 habitual apresentou algumas caras não tão frequentes, mas que cumpriram o seu papel. Sempre com a velocidade de Rashford e Greenwood como grande veículo de ataque, juntavam-se-lhes van de Beek, Pogba e Cavani no movimento ofensivo. A defender, eram McTominay e o mesmo Pogba, dupla de meio-campo, que apoiavam os quatro elementos do setor recuado. Uma boa organização que, ainda assim, falhou nos momentos decisivos: os dois golos do Liverpool.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dean Henderson (6)

Aaron Wan-Bissaka (6)

Victor Lindelof (5)

Harry Maguire (6)

Luke Shaw (6)

Scott McTominay (6)

Paul Pogba (6)

Donny van de Beek (5)

Mason Greenwood (7)

Marcus Rashford (7)

Edinson Cavani (6)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Fernandes (7)

Fred (6)

Anthony Martial (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Também o 4-3-3 dos “Reds” apresentou alterações em algumas posições. O jovem Curtis Jones juntou-se a Firmino e Salah na frente de ataque, o veterano James Milner entrou para dar experiência e músculo ao meio-campo e Rhys Williams, central de 19 anos, ocupou o lugar ao lado de Fabinho. No processo ofensivo, os laterais projetavam-se e aproveitavam a vinda para zonas centrais de Jones e Salah. A defender, os centrais cometeram alguns erros que foram fatais.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson Becker (6)

Trent Alexander-Arnold (6)

Rhys Williams (4)

Fabinho (5)

Andrew Robertson (5)

Thiago Alcántara (6)

James Milner (5)

Georginio Wijnaldum (6)

Curtis Jones (5)

Mohamed Salah (7)

Roberto Firmino (7)

SUBS UTILIZADOS

Sadio Mané (6)

Divock Origi (5)

Xherdan Shaqiri (5)