Início Site Página 11202

O sucessor de João Félix: Luca Waldschmidt já veste de encarnado

0

O interesse em Luca Waldschmidt não era de agora, mas finalmente o SL Benfica conseguiu convencer o avançado alemão a transferir-se para o clube encarnado. Waldschmidt assinou um contrato válido por 5 temporadas e custou aos cofres das águias 15 milhões de euros.

Jorge Jesus tem vindo a renovar o plantel do SL Benfica e desta feita renovou com um desejo passado de Luís Filipe Vieira. O interesse no alemão já vem desde a temporada passada, aquando da saída de João Félix, mas as negociações não haviam corrido da melhor forma.

Pois bem, o SL Benfica fez nova investida no avançado de 24 anos e informou hoje à CMVM a chegada do internacional alemão ao clube encarnado.

Assim, Benfica e Friburgo chegaram a um entendimento após Rui Costa e Tiago Pinto se terem deslocado à Alemanha para fechar o negócio e demonstrarem que o interesse no jogador era sério. O administrador da SAD e o Diretor Geral para o futebol do Benfica, respetivamente, alcançaram o objetivo e trazem consigo Waldschmidt.

O ponta de lança germânico conta com passagens pelo Eintracht Frankfurt, Hamburger SV e Friburgo e esta será a sua primeira experiência “fora de portas”. Nesta edição da Bundesliga disputou 24 jogos e apontou oito golos. No ano transato foi o melhor marcador do Europeu Sub-21 ao apontar sete golos em apenas cinco partidas, o que lhe valeu o estatuto de melhor marcador da competição.

Waldschmidt estava a cumprir a sua segunda temporada junto do SC Friburgo e muda-se, assim, para a Luz, naquela que será a sua primeira experiência fora da Alemanha
Fonte: SC Freiburg

Tecnicamente evoluído, Gian-Luca Waldschmidt pode atuar como ponta de lança e até mesmo como segundo avançado. Joga, muitas vezes, descaído à direita do terreno de jogo, e faz das suas diagonais e grande capacidade de rematar fora da área uns dos seus pontos fortes. Com Jorge Jesus como treinador pode ainda aprender bastante taticamente, uma vez que terá o “mestre da tática” como seu treinador.

A grande margem de progressão do jovem avançado, aliada às suas capacidades técnicas, fazem do alemão uma grande contratação para o Sport Lisboa e Benfica. Resta saber como se adaptará ao futebol português e se terá o mesmo impacto que teve na Alemanha.

Na Luz terá concorrência de peso, tal como Carlos Vinícius, Haris Seferovic, Chiquinho e dos regressados Ferreyra e Cádiz. Claro está que nem todos deverão ficar no plantel das águias e por isso são expectáveis transferências futuramente. Também uma possível transferência (bastante complicada) de Edison Cavani pode vir a ser mais uma “ameaça” ao lugar de Waldschmidt.

O avançado germânico virá para preencher um vazio deixado por João Félix, aquando da sua saída para o Atlético de Madrid, e, antes disso, da reforma de Jonas. Ainda que esteja uns quantos furos abaixo de qualquer um dos anteriores, penso que Waldschmidt tem potencial para brilhar em Portugal.

Assim, o Sport Lisboa e Benfica reforça o seu ataque com um jogador com qualidades acima da média, com grande margem de progressão e que chegará, certamente, para brilhar e marcar golos.

Artigo revisto por Joana Mendes

Scouting: uma aposta essencial para o sucesso de uma equipa

As necessidades de um plantel conforme o plano tático de um treinador é algo de extrema importância num clube. Assim, o scouting surge com um papel quase indispensável e com cada vez mais destaque em Portugal, dados os exemplos de diversos jogadores que são apresentados em alguns clubes (maioritariamente, nos clubes ditos “pequenos” que investem mais no scouting, dado os orçamentos menores para disponibilizar em jogadores de grande nome).

De forma tática, são selecionados com devida avaliação, posteriormente, dos jovens jogadores, aumentando a capacidade competitiva entre os clubes – ganhando maior relevância a nível produtivo.

Nos últimos dias, o Vitória SC tem sido destaque pelas contratações apresentadas. Contratações estas pouco comuns no seio do futebol português e um tanto inovadoras e diferentes do costume da cidade berço, aqui dou como exemplo o jovem inglês que deu que falar na época terminada, Marcus Edwards.

 

O homem por detrás destas inovações chama-se Carlos Freitas. O nome já é uma referência dada a sua experiência profissional e passagem por diversos clubes (entre eles, o Sporting CP e o SC Braga). Com a chegada de Carlos Freitas houve mudanças surpreendentes no clube, não só na composição do plantel, como também a nível de estruturas do clube vitoriano – é de referir a implementação de um gabinete de scouting que até ao momento era inexistente. Desde Portugal até França, as contratações do clube estão a dar para assinalar a capacidade de crescer em Guimarães.

Em Vila do Conde, a equipa do Rio Ave FC é um dos melhores exemplos de scouting nos relvados portugueses. Foi um dos destaques desta época, terminando em quinto lugar na tabela classificativa e também pelo futebol praticado, tanto pela veia atrativa como pela organização exemplar liderada pelo modelo de jogo do senhor Carlos Carvalhal.

Outro destaque nos palcos portugueses foi o recém subido Famalicão FC. Com uma liderança competente no departamento de scouting a par de uma capacidade financeira fiável, o Famalicão tornou-se num apostador no futuro de jovens jogadores e também no conceito de scouting em si.

A nível de scouting, estes três clubes portugueses encontram-se em vários patamares superiores aos restantes clubes. E a aposta neste conceito é uma peça fundamental em todos os clubes ditos pequenos, devido à sua fragilidade financeira.

Artigo revisto por Joana Mendes

A Magia de Bray Wyatt

0

23 de Julho de 2018. Os Deleters of Worlds (Matt Hardy e Bray Wyatt) perdem um combate pelos Raw Tag Team Championhsips contra a B-Team (equipa de Curtis Axel e de o irmão de Wyatt, Bo Dallas). Após o combate, Hardy teve de fazer uma folga para recuperar de lesões, enquanto que Wyatt tinha de repensar qual o passo seguinte da sua carreira.

Esta foi uma altura complicada para o antigo líder da Wyatt Family. A sua personagem, apesar de ter sido bastante elogiada, ficara aquém das expectativas. Mesmo um reinado como WWE Champion já chegara tarde demais e foi rapidamente esquecido por todos.

Wyatt tinha assim o objectivo de, pela segunda vez na sua carreira, criar uma personagem interessante e convincente; uma que lhe pudesse proporcionar para o topo da WWE, um lugar onde merecia ter estado.

Foi a 22 de Abril de 2019 que o novo personagem de Bray Wyatt viu finalmente a luz do dia, 9 meses após o seu último combate televisionado. E as reacções iniciais não foram consensuais.

Por um lado, houve fãs que apreciaram a nova aparência de Bray e todo o cenário da Firefly Fun House; por outro lado, vários fãs, incluindo eu, acharam que Wyatt se tinha afastado da personagem demoníaca e dominadora que podia ser. Mas, felizmente, estávamos enganados.

Depressa se percebeu que, por detrás do jovial Bray Wyatt, havia algo muito mais sinistro e pronto para aterrorizar a WWE. E assim foi, quando The Fiend atacou Finn Bálor num episódio do Raw, vencendo-o mais tarde no Summerslam de forma convincente.

Só a sua entrada fora suficiente para criar tópicos de discussão, não só devido à sua (incrível) música, como também à sua lanterna, que era feita a partir da cabeça da antiga personagem de Wyatt, o “Eater of Worlds”. Só este momento já capta muita da magia de Wyatt: mesmo antes do combate iniciar, The Fiend já garantira que ele iria ser um dos destaques da noite. Mas o seu brilhantismo vai para além disso.

A “Firefly Fun House” rapidamente se tornou numa das principais razões para assistir ao Monday Night Raw. Desse modo, Wyatt tornou-se num dos lutadores mais importantes da WWE, uma vez que fazia os fãs não quererem perder nenhum programa no qual este estivesse presente.

Foto de capa: WWE

De Ferro a Aço: o Homem-de-Aço Jan Vertonghen é do SL Benfica

Jan Vertonghen, também conhecido como Super Jan, é reforço para o setor defensivo do Sport Lisboa e Benfica. O internacional belga, de 33 anos, chega ao clube da Luz como jogador livre, mas nem por isso será uma contratação barata.

O jogador, que dividiu a sua carreira entre o AFC Ajax e o Tottenham FC (pelo meio, uma passagem de uma época, por empréstimo dos primeiros, pelo RKC Waalwijk, da Holanda), vai pertencer ao clube dos mais bem-pagos do plantel encarnado, auferindo cerca de 2,5 milhões de euros limpos (talvez mais), e recebe um prémio de assinatura não revelado, mas que será, por certo, avultado.

No entanto, a qualidade paga-se e Vertonghen tem qualidade suficiente para ser verdadeiramente um reforço e não apenas uma contratação, que nem sequer teria retorno financeiro (pelo menos, de forma direta, através de uma revenda). Como tal, a ideia tem que passar – e passa – por uma aposta para o imediato e para a titularidade. Naturalmente, é isso que vai acontecer.

A qualidade do belga, por si só, já é um garante da sua titularidade absoluta, ao lado de Rúben Dias. Essa qualidade, aliada à falta de soluções para o eixo da defesa das águias, fortalece essa garantia e, mais importante ainda, deixa patente que a intenção de subir o nível do plantel (em termos individuais e coletivos, em termos exibicionais e de experiência) vai ser materializada.

Rúben Dias continuará a ser o patrão da defesa encarnada
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Com 1,89m e uma capacidade física e atlética ainda acima do razoável (não o suficiente para aguentar toda uma época na Premier League, daí o abandono do Tottenham FC), Jan preza pela capacidade de desarme, de posicionamento e no jogo aéreo. É, e será, uma voz de comando, tendo um perfil de liderança de que o SL Benfica está carenciado, e pode, em circunstâncias especiais, alinhar como defesa-esquerdo.

Essa polivalência pode ser uma solução de recurso, mas não será uma solução a adotar continuamente, espero, não só pela falta de velocidade que o jogador vai começando a apresentar, mas também porque não são boas as memórias da última vez que Jorge Jesus utilizou um central pela esquerda como defesa-esquerdo ao leme do clube encarnado.

A sua carreira espelha que Vertonghen é central de equipa grande e apreciadora de um estilo de jogo assente na construção desde o primeiro momento e primeiro terço. Essa característica é uma enorme mais-valia para as águias, que vão ter no belga um verdadeiro tratado no que diz respeito à construção pelo eixo da defesa.

O seu pé canhoto coloca a bola onde quer e a sua experiência permite-lhe ler o jogo, decidir a melhor linha de passe para avançar a jogada e executar com fiabilidade esse mesmo passe, tudo com uma tranquilidade que, para muitos adeptos, será assustadora.

Internacional A pela seleção belga por 118 jogos (e a contar…), ao serviço da qual apontou nove golos, Jan Vertonghen vem dar experiência e qualidade a uma posição carenciada e que tem que ser bem assegurada, sob pena de, caso contrário, suceder em 2021 o que aconteceu em 2020. Com Rúben Dias e Jan Vertonghen, acredito que, de facto, o eixo da defesa estará bem entregue, tratando-se de dois internacionais de duas das melhores seleções da atualidade.

Fonte: Tottenham Hotspur FC

Além do que significa para a equipa no imediato, também para o futuro de alguns jogadores em particular é muito importante e interessante a chegada do central belga. Esses jogadores são, claro, o próprio Rúben Dias e Ferro. Fazendo dupla com alguém do calibre de Vertonghen, Dias fica menos exposto, deixa de ser o bombeiro de serviço da defensiva encarnada e pode subir o seu nível.

Por seu turno, Ferro, com o novo estatuto de segundo central pela esquerda (mais correto do que dizer quarto central, creio), pode aprender imenso com o belga e fica também ele muito menos exposto, recaindo sobre ele menos expetativas e responsabilidades e, consequentemente, menos pressão.

O crescimento dos dois centrais formados no clube será bom para ambos, para o coletivo e para o clube, que só desta forma rentabilizará ao máximo os dois futebolistas, financeiramente. A chegada de Vertonghen, ao contrário do que possa aparentar, é uma aposta na formação, pois só ao lado de jogadores como ele, no caso de Dias, ou na sua sombra, no caso de Ferro, podem os jovens centrais crescer como se deseja.

Em resumo, Jan Vertonghen é uma das melhores e mais mediáticas contratações do Sport Lisboa e Benfica nos mais recentes anos. Bem-vindo, Jan Vertonghen!

Artigo revisto por Joana Mendes

E-Prix de Berlim (Corrida 5 e 6): E é tudo, por agora

CORRIDA 5: OLIVER ROWLAND VENCE PELA PRIMEIRA VEZ

Com o título de pilotos e construtores já fechado, as duas corridas que faltavam em Berlim serviram para decidir tudo o resto. Quatro ex-campeões de Fórmula E, incluindo o atual, começaram do fundo da grelha, deixando assim “os outros meninos brincar”.

O homem que melhor aproveitou a oportunidade foi Oliver Rowland (Nissan), que após conseguir a super pole, liderou de início ao fim, para conseguir a sua primeira vitória na Fórmula E, de forma confortável.

O britânico foi seguido durante toda a corrida por Robin Frijns (Virgin), que se manteve sem problemas na segunda posição até ao final. A verdadeira corrida acontecia mais atrás com algum do caos habitual da Fórmula E, começando com o acidente de Oliver Turvey (NIO), Nyck de Vries (Mercedes-Benz) e Sam Bird (Virgin), que envolvidos numa batalha, acabaram por deixar algumas partes do carro espalhadas na pista, mas capazes de continuar.

O campeão António Félix da Costa (DS Techeetah) foi um dos pilotos que começou de trás, mas ao contrário de Jean-Eric Vergne (DS Techeetah) ainda conseguiu fazer progresso, estando em 11.º a certo ponto.

O ex-campeão Lucas di Grassi (Audi) parece continuar a atrair para si incidentes, com um furo causado a Max Gunther (BMW) e ao fechar a porta de forma demasiado agressiva a António Félix da Costa, o que causou um despiste completamente evitável.

O homem em movimento era o alemão André Lotterer (Porsche), que se aproximava do colega de equipa Neel Jani, que seguia em terceiro. O alvo era o pódio, e conseguiu levar a melhor de Jani. Este lugar de pódio não seria para durar, porque René Rast (Audi) decidiu finalmente mostrar um ar da sua graça ao atacar Lotterer e subir para a terceira posição.

A batalha dos dois mantinha-se bem acesa, e Lotterer conseguiria recuperar o último lugar do pódio, mas apenas temporariamente. O alemão da Porsche não conseguiu realizar uma gestão da bateria tão boa como Rast, e viu-se vulnerável nas últimas voltas. De forma bem musculada e que resultou com certeza em riscos na pintura dos monolugares, os dois pilotos batalhavam, sendo que Rast, com melhor gestão da energia, saltou para o pódio, o seu primeiro da Fórmula E.

Quando sai a bandeira axadrezada, a vitória era para Rowland, seguido de Frijns e Rast. Lotterer chegou em quarto lugar, com Alex Lynn (Mahindra) a conseguir o quinto lugar de Jani na última volta. Mitch Evans (Jaguar), Edo Mortara (Venturi), Vandoorne e Buemi completaram o top dez.

O campeão António Félix da Costa não conseguiu terminar e o companheiro de equipa Vergne terminou em 18.º.

A vitória viu Rowland saltar para o segundo lugar na classificação dos pilotos, três pontos à frente de Vergne, com Evans e Lotterer a aproveitar para subir para quarto e quinto lugar. A Nissan aumentou a vantagem no campeonato para a BMW, reforçando a segunda posição, enquanto que a Virgin ultrapassou Mercedes-Benz para chegar a quarto.

A formação dos milhões

0

Não é novidade nenhuma que o FC Porto vive uma situação financeira débil e que procura urgentemente angariar receitas que possam suprir as suas dificuldades, desta forma a maneira mais viável de o conseguir é através da transação de passes de jogadores, principalmente da formação. Também não é mentira que o clube já compôs elencos com maior qualidade e com atletas mais apetecíveis para os grandes emblemas do futebol europeu.

No entanto, a grande esperança dos dirigentes portistas parece recair nos jovens valores da formação do emblema azul e branco, oriundos do Olival, nomeadamente da geração que conseguiu conquistar a UEFA Youth League. Muitos têm sido os futebolistas que aos poucos têm conseguido fazer jus à fama obtida, após a vitória na competição, e têm conseguido dar o salto de transição do futebol de formação para o sénior, o que consequentemente faz com que não saiam do radar de clubes de outro gabarito económico.

E tem sido os casos de Diogo Leite, Romário Baró, Tomás Esteves, Fábio Viera e Fábio Silva, que tem sido constantemente apontados à porta de saída do Estádio do Dragão, derivado às ofertas tentadoras que possam chegar às mãos da direção presidida por Pinto da Costa. Para esta tarefa árdua de reequilibrar as contas, o FC Porto não está sozinho e parece contar com um aliado de peso, junto do mercado, ou seja, Jorge Mendes, o famoso agente de jogadores que parece comandar várias negociações que tem como finalidade serem benéficas para as contas do emblema da invicta.

Neste âmbito, o super-agente parece andar a ultimar, pelos rumores que têm saído na imprensa da transferência do jovem Fábio Silva para Inglaterra, por uns valores a rondar os 40 e 50 milhões de euros. A concretizar-se seria já uma fatia bastante considerável dos vários milhões que o FC Porto está obrigado a fazer. Apesar de todos os diários desportivos darem como consumada a mudança do jovem internacional por Portugal para terras de sua majestade, a identidade do clube é uma incógnita, porém olhando ao historial de clubes com ligações ao empresário português, o Wolverhaptom Wanderers FC é um destino provável para receber esta promessa do futebol nacional.

Por um lado, o FC Porto irá ver sair uma das suas grandes promessas, que com tenra idade já faz parte do plantel principal e detém vários recordes do emblema nortenho, o que bem diz das esperanças que recaem sobre si. Por outro lado, os dragões deverão receber um importante encaixe para as suas contas e que dará uma grande almofada económica para que os azuis e brancos consigam cumprir as suas obrigações financeiras, e também será uma venda, a concretizar-se, que entrará no top-5 das melhores vendas do FC Porto.

Artigo revisto por Joana Mendes

Os 5 momentos chave da carreira de Nicolas Anelka

O nome de Nicolas Anelka voltou a estar na ordem do dia. Depois da estreia do documentário da Netflix, Anelka: O Incompreendido, o avançado francês tentou explicar alguns dos muitos episódios polémicos dos quase 20 anos ligados ao futebol. 7 países, 12 clubes e uma figura emblemática que marcou uma geração.

A ambição e a irreverência já se notavam desde o primeiro treino no modesto FC Trappes. O próprio dizia, muitas vezes, que não queria ser apenas um jogador de futebol, mas sim uma estrela do desporto. O talento era tão notório que, aos 16 anos, já jogava e marcava pela equipa principal do Paris Saint-Germain. No documentário, Thierry Henry menciona que considerava o colega o melhor dos dois.

Muitos consideram a ascensão do atleta demasiado rápida. Em poucos anos, Anelka passou uma curta temporada no clube parisiense, assinando logo pelo Arsenal, e pouco depois estava no Real Madrid. Aliado a isso, a personalidade pouco ortodoxa também nunca causou consenso na comunidade futebolística.

Apesar de o documentário não explorar o outro lado da barricada, fica a ideia que é fundamental uma boa relação do jogador com a imprensa. Caso contrário, a carreira pode terminar de uma forma diferente do esperado.

Com isto, não foi nada fácil escolher apenas cinco momentos da carreira do francês. Apesar de ter caído um pouco no esquecimento nos últimos anos, só um jogador como estes poderia ter tanto material para um documentário cheio de histórias para contar. Foi, sem dúvida alguma, uma das figuras desportivas do início do século XXI.

Foto de capa: Arsenal FC

SL Benfica 2020/2021 | Um plantel renovado

0

Desde que foi anunciado o regresso de Jorge Jesus ao SL Benfica que o clube encarnado tem sido associado aos mais variados jogadores e contratações. Helton LeiteGilberto e Pedrinho já foram confirmados. Everton, Vertonghen e Waldschmidt parecem estar quase certos e continua a perdurar a novela deste verão: Cavani. Todas estas entradas implicarão algumas saídas e um plantel consideravelmente diferente daquele que terminou esta temporada. 

Na baliza

Vlachodimos deverá manter a titularidade
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Vlachodimos ganha a concorrência de Helton Leite. Para os desatentos a contratação do já experiente guardião brasileiro parece não ser a melhor. No entanto, Helton Leite foi um dos melhores guarda redes desta edição da Liga Portuguesa. Tem perfeitamente capacidade para ser o número dois das águias e talvez até dar boa concorrência a Vlachodimos pela titularidade. O lugar de terceiro guarda redes é incerto. Zlobin parece ter perdido todo o seu espaço e deverá sair do clube encarnado. Svilar, apesar da boa época na equipa B, deverá ser emprestado a uma equipa onde será primeira opção.  A escolha, caso não se concretize mais nenhuma chegada para a baliza, deverá recair entre Leo Kokubo e Samuel Soares, dois jovens guarda redes da formação dos encarnados. Ivan do Ponte Preta tem sido falado como possível contratação.

Na lateral direita

André Almeida tem agora a concorrência de Gilberto, ex-Fluminense
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Nesta zona do terreno parece estar tudo fechado. Gilberto e André Almeida serão os concorrentes ao lugar. O português parte como favorito, mas Gilberto pode perfeitamente conquistar o lugar. O lateral brasileiro é forte fisicamente e demonstra qualidade no ataque, mas é bastante inconsistente e tem algumas lacunas. Acho que pode crescer muito com Jorge Jesus. Tomás Tavares deverá ser relegado para a equipa B, onde terá tempo para crescer longe da pressão e exigência da equipa principal, onde foi lançado de forma prematura. Diogo Gonçalves não creio que seja opção para a lateral direita.

No centro da defesa

Rúben Dias continuará a ser o patrão da defesa encarnada
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Aqui parece estar muita coisa em aberto. Rúben Dias, um dos maiores ativos encarnados e um claro candidato a ser transferido, será certamente um dos centrais titulares. Vertonghen, que parece estar praticamente fechado, deverá fazer parceria com o internacional português. Com a adição do experiente defesa belga, esta será uma das melhores duplas de centrais dos últimos anos em Portugal. Quanto às alternativas: Jardel deverá estar de saída para um destino financeiramente agradável. Ferro, depois de uma época muito pouco positiva, deverá permanecer como o terceiro ou quarto central do plantel. Ainda existe a forte possibilidade de chegar mais um central à Luz. Garay, Lucas Veríssimo, Koch (que parece já ter sido descartado), Leo Pereira ou Cabrera têm sido as opções faladas. Acredito que o mais plausível seria o regresso de Garay ou a chegada de Cabrera, mas caso o argentino não regresse e o uruguaio não chegue, o lugar que sobra deve pertencer a Morato.

Na lateral esquerda

Grimaldo deve continuar sem grande concorrência pelo lugar
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Neste lado da defesa não há qualquer entrada e nem sequer vão surgindo muitos nomes na órbita do SL Benfica. Grimaldo manterá, certamente, a titularidade e Nuno Tavares deverá ser a alternativa, enquanto vai desenvolvendo na equipa B. Nota também para a possibilidade de Vertonghen poder fazer a posição de lateral esquerdo.

No meio campo

Weigl deve ser peça-chave no sistema de Jorge Jesus
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

No centro do terreno as opções continuam a ser muitas. Jogadores como Fejsa ou Alfa Semedo deverão abandonar o clube. Weigl creio que tem um lugar praticamente garantido na equipa titular. Jesus parece ter a ideia de que o alemão pode desempenhar funções ligeiramente mais ofensivas. Faz todo o sentido, face até à excelente qualidade de passe e receção do médio germânico. Com Weigl a desempenhar mais uma função de 8, fica aberto um espaço atrás para Florentino. O jovem português é, no sentido da palavra, o melhor médio defensivo no plantel (Weigl não é um médio defensivo) e pode dar uma solidez enorme ao SL Benfica. Assumindo que Jorge Jesus manterá o seu sistema, esta para mim seria a dupla ideal. Gabriel e Taarabt são duas opções muito boas, mas o marroquino terá que perder alguma da sua anarquia tática e o brasileiro tem que subir (muito) os seus níveis de intensidade. Com Jorge Jesus não é possível jogar regularmente correndo apenas alguns quilómetros por jogo. Samaris acho que não terá qualquer espaço. É um líder no balneário, mas em termos desportivos há muito que pouco ou nada acrescenta. Jogadores como David Tavares ou Tiago Dantas dificilmente terão muitas oportunidades.

Na posição de segundo avançado

Pizzi poderá jogar no apoio ao ponta-de-lança
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Para este papel, o titular será certamente Luca Waldschmidt. O jogador alemão chega da Bundesliga e acrescenta muita qualidade ao plantel encarnado. Forte na finalização e com boa qualidade de passe e de drible. O alemão terá a concorrência de Chiquinho, que foi uma das boas surpresas do final de época. Com melhorias na finalização poderá ser uma opção muito válida. Atenção também a Pizzi. Numa entrevista recente ao canal do clube, Jorge Jesus disse que achava que Pizzi potencia mais as suas características no meio do terreno do que encostado a uma ala. Se é verdade que pode jogar mais recuado no meio campo, acho que é aqui, com uma função mais de médio ofensivo e não tanto de segundo avançado, que pode brilhar.

Nas extremidades

Rafa deve ser aposta para a ala direita
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Para extremo as opções são também de muita qualidade. Everton Cebolinha será certamente o titular à esquerda. Um extremo muito forte no desequilíbrio individual e com um excelente remate. Cervi parece não ser opção para Jorge Jesus como extremo. Não quero levantar suspeitas, mas com o historial de criar (ou querer) defesas esquerdos… Jota poderá ser uma opção válida, mas terá de crescer muito. Contudo, este crescimento só será observável com minutos de jogo. Na direita, considerando que Pizzi poderá ser uma opção mais para o centro do terreno, a luta será entre Rafa e Pedrinho. Dois jogadores diferentes. O português mais rápido e com mais capacidade de explorar os espaços, o brasileiro mais técnico e capaz de desequilibrar individualmente. Normalmente procura-se que os dois extremos titulares tenham dinâmicas ofensivas algo diferentes, o que, com Everton à esquerda, pode fazer de Rafa o titular à direita. Zivkovic provavelmente continuará a não contar.

Na frente de ataque

Vinícius deve ser o matador de serviço caso a vinda de Cavani não se confirme
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Vinícius é titular absoluto. A não ser que abandone a Luz ou… Chegue Edison Cavani. O avançado uruguaio tem protagonizado a grande novela deste mercado de transferências em Portugal. A ser confirmado seria, a seguir a Casillas, o jogador com maior nome a chegar a Portugal nos últimos anos. Sem problemas físicos, seria o melhor avançado em Portugal, por larga margem. Seferovic é dispensável e Dyego Sousa permanecerá até dezembro (altura até à qual está emprestado), mas certamente não fará parte das opções. Gonçalo Ramos poderá ser a terceira opção.

Um plantel verdadeiramente melhorado que promete muito!

Artigo revisto por Joana Mendes

O conto do Menino do Mercado

0

(Hora da sesta)

No infantário, as crianças repousam nos cubículos destinados. O objetivo primordial prende-se com o facto de os fazer descansar uma ou duas horas, de modo a que as educadoras de infância possam adentrar no perímetro de amena cavaqueira.

A estratégia é um pretérito. Velhaca, por sinal. Adormecer as almas ainda vivas, contar-lhes a história da carochinha (isto engloba muita coisa, ao que parece), naquela voz pretensiosa, eloquente e com aquele tom de mistério incluído, mesmo que se busque uma maçã no cimo de uma árvore, e sair de sorrelfa pela porta, em bicos de pés.

Educadora de infância – Meninos, hoje conto-vos a história do “Menino no Mercado”! (afina a voz naquele tom que já se conhece).

“Era uma vez um menino tímido, baixo e rechonchudo. Todas as manhãs, no caminho para a escola, passava por uma mercearia e via as frutas sobre as caixas, numa banca alongada.

Ao olhar nessa direção, o seu estômago tremelicava: era pobre, vestia roupa farrapada e a primeira refeição do dia era o almoço oferecido pela cantina da escola. Os pais não conseguiam ajudar de forma alguma.

Naquele instante, o fenómeno era observado por todos os que cruzavam a rua, repentina ou absortamente. A maioria das pessoas ficava pasmada face tal situação. Com pena, com tristeza, com alguma repulsa até. Mas nunca ninguém foi capaz de ajudar. E lá ia o rapaz, de mochila às costas e cabisbaixo, tropeçando na calçada.

Até ao dia em que…”

Escuta-se o último ressonar cândido. Acontece o que já foi descrito.

O sono foi alimentado e estimulado pelo h em falta. A partir desse momento, cada alma imberbe foi guiada pelo turbilhão de pensamentos desagregados e sem um fio condutor, tão pouco. O momento discorre em perfeita harmonia com a ataraxia característica. Mas a dormir todos são alheios ao que está a acontecer no mundo. Portanto, resta interromper o sono de quem está destinado ao sofrimento.

O menino cresceu, desenvolveu uma paixão clubística e perde o apetite quando o clube a faz passar vergonhas. É hipertensa. Hoje é vítima de “mercadofobia”.

Apesar das lacunas evidentes do plantel, os leões continuam sem movimentações no mercado
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pelos vistos, o clube segue a mesma cognominação, ainda que por razões distintas. O Sporting Clube de Portugal é mesmo o menino da história inventada à pressa, de modo quase tosco.

No mercado, ativos na inatividade. As possíveis contratações são, maioritariamente, impossibilitadas por fatores diversos. Listas e listas de reforços que estão com um pé, pé e meio ou com apenas um dedo em falta e que acabam por desaguar noutras instituições, às vezes nos tão mencionados “rivais”.

Quem é que, no seu perfeito juízo, pretende dar um passo atrás na carreira e, ainda por cima, assistir à redução salarial? Aos apupos constantes da massa adepta? À humilhação de não ser a terceira força do futebol nacional e estar em risco de perder a quarta posição brevemente? Aos corajosos, uma palavra de apreço: o mundo descreve o movimento rotativo em torno de pessoas assim.

“Não devemos acreditar em tudo o que lemos nos jornais” é a frase mais impotente dos dois séculos passados: em algum momento, nem que seja o da leitura de determinada notícia, crê-se naquilo que se lê e comprova-se, afirma-se, reitera-se. Contudo, “não devemos colocar a mão no fogo por ninguém” é, contraditoriamente, de potência excelsa.

Refiro-me – evidentemente – aos endividamentos em catadupa, aos calotes que são uma constante e ao queixume originário de dirigentes de clubes/instituições. Isto baralha os adversários: supostamente, a corda está ao pescoço e começa a sinalizar a sua marca; contudo, são feitas propostas como se fôssemos o Tio Patinhas, como se não tivéssemos um treinador para amortizar. Minto! Dois treinadores para amortizar…

Aproxima-se mais uma época de contratações cirúrgicas, porque alguma delas virá com rótulo, a prometer mundos e fundos e lesionar-se-á – época para o galheiro! – nos primeiros treinos; mais uma época de contratações que justificam o investimento pelo facto de existir um certo e compreensível receio face a um escoamento da reserva de flops (marketing puro).

Este “Menino do Mercado” ainda não redigiu o ponto de viragem. Até ver!

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

RB Leipzig 2-1 Club Atlético de Madrid: Asas para a meia-final

A CRÓNICA: A DIFERENÇA ESTEVE NO BANCO DE SUPLENTES

O primeiro jogo de sempre entre RB Leipzig e Atlético de Madrid aconteceu nos quartos-de-final da “Champions” mais atípicos da era moderna, quiçá, de sempre.

Com Félix no banco e Werner no Chelsea FC, as duas equipas começaram os 90 minutos com falta de poder de fogo, e isso reflectiu-se no 0-0 com que fomos para a intervalo. Os primeiros dez minutos com os alemães por cima, até aos 20, foi o Atlético de Madrid melhor, e depois jogo dividido, sem grandes oportunidades de perigo para ambas as balizas. Nota ainda para o choque de cabeças tremendo entre Halstenberg e Savic, que abriu a cabeça a ambos. Foram suturados e acabaram a primeira parte a sorrir do lance, num momento bonito de desportivismo.

O divertimento estava guardado para a segunda parte. Aos 50 minutos, Dani Olmo finalizou de cabeça, no coração da área, uma excelente jogada coletiva do RB Leipzig, materializando em golo o bom início de segundo tempo. Eram boas notícias, porque obrigava os rojiblancos a abrir o jogo. E foi precisamente isso que aconteceu!

Com a entrada de João Félix, a fluidez de jogo dos espanhóis mudou radicalmente e aquele espaço entre Kampl e os três centrais dos alemães era muitas vezes aproveitado. Numa tabela que se originou nessa zona do terreno, o jovem formado no Seixal entrou na área e sofreu um penálti claro, que o próprio converteu. Fixava-se o 1-1 no marcador e caminhávamos para a fase decisiva do jogo.

Até ao fim, parecia que ninguém queria arriscar o resultado, mas eu tenho de dar o mérito a Nagelsmann. Nunca desiste e as substituições que faz são um exemplo claro disso. Adams, entrado na segunda parte, com alguma sorte de meia-distância, atirou a contar e qualificou o RB Leipzig para a merecida meia-final da “Champions”. Ganhou o futebol bonito, contra alguém que só quis reagir depois de estar a perder.

A FIGURA

Upamecano – Estive muito tempo a pensar, porque seria igualmente justo colocar Nagelsmann como figura deste jogo, mas fiquei de facto estupefacto com o jogo monstruoso deste jovem francês. Anulou quase por completo aquela que é a principal arma do Atlético de Madrid: o jogo aéreo. Para além disso, saiu sempre a jogar como gente grande. Fantástico.

O FORA DE JOGO

Fonte: Club Atlético de Madrid

Diego Simeone – O jogo que devia marcar o fim de linha do argentino ao comando dos colchoneros. Jogou assim contra o Liverpool FC e resultou, mas são mais as vezes em que esta mentalidade de defender – exclusivamente – com tudo e todos, não dá frutos. O “se” não existe, mas “se” tivesse colocado Morata e Félix de início, se calhar as coisas eram diferentes. Meter Felipe a ponta de lança no final do jogo é um reflexo daquilo em que Simeone se tornou: um treinador que até para atacar precisa de meter defesas. Espero que tenha a capacidade de se reinventar, no futuro.

ANÁLISE TÁTICA: RB LEIPZIG

Como já estamos habituados, Nagelsmann optou por encarar este jogo da forma que encara a maior parte dos desafios: 5-2-2-1, com uma aparente anarquia tática que se corrige a si própria. São três centrais, dos quais dois – Klostermann e Halstenberg – fizeram carreira como laterais, um ala (Laimer ou Nkunku) que não é ala de raiz e ainda um quadrado no meio-campo fortíssimo na pressão e na criação de lances para o solitário ponta-de-lança. Onze onde faltou o melhor jogador, entretanto contratado pelo Chelsea FC: Timo Werner.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gulacsi (6)

Angeliño (7)

Klostermann (6)

Halstenberg (6)

Upamecano (8)

Laimer (5)

Kampl (7)

Sabitzer (6)

Nkunku (6)

Olmo (7)

Poulsen (5)

SUBS UTILIZADOS

Adams (7)

Schick (6)

Haidara (5)

Mukiele (-)

ANÁLISE TÁTICA: CLUB ATLÉTICO MADRID

Os colchoneros entraram em campo como é hábito, com mais jogadores de cariz defensivo do que atacante. Numa eliminatória decisiva para que possam conseguir a glória que nunca antes alcançaram: a “orelhuda” da Liga dos Campeões.

Uma tática de “El Cholo” Simeone, muito similar há que começou em Liverpool (4-4-2), com apenas Diego Costa e Ferreira-Carrasco com olhos na baliza adversária. O segundo avançado (Llorente), na minha opinião é muito mais médio defensivo que outra coisa qualquer. Confesso, fiquei surpreendido com o facto de Félix, Morata e Felipe não começarem de início, porque considero-os opções mais válidas que aqueles que entraram para estes lugares.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Oblak (6)

Renan Lodi (6)

Savic (6)

Gimenez (5)

Trippier (6)

Koke (5)

Saul (5)

Herrera (5)

Ferreira-Carrasco (6)

Llorente (6)

Diego Costa (5)

SUBS UTILIZADOS

João Félix (7)

Morata (6)

Felipe (-)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão