Dizem que de treinadores de bancada está o futebol cheio, mas a verdade é que até para ter esse estatuto nos dias de hoje poderá ser necessária uma formação. Haverá melhor exemplo inspirador que o FC Porto nesta edição da Primeira Liga? Certamente que não, uma vez que os dragões, depois de muito batalharem, conseguiram aquilo que queriam – o título de campeão nacional.
Apesar desta época ter tido um final feliz nem sempre foi um conto de fadas para os azuis e brancos e os seus adeptos. Na primeira jornada, após a derrota frente ao Gil Vicente FC por 2-1, ninguém diria que aquele FC Porto iria ser campeão nacional. Não esquecendo a humilhante derrota contra os russos do FK Krasnodar no Estádio do Dragão que resultou na eliminação precoce da Liga dos Campeões. A distância de sete pontos para o primeiro classificado à jornada 17 quase nos fez atirar a toalha ao chão. Mas o FC Porto tem o espírito da cidade Invicta incutido em qualquer jogador, em qualquer adepto e em qualquer treinador que por lá passa. Eis os cinco passos que deverá seguir à regra para ser campeão, caso um dia treine alguma equipa do principal escalão em Portugal ou seja amante do Football Manager.
A ANTEVISÃO: UMA SALVA DE PALMAS PARA A WILLIAMS, POR FAVOR
Desta vez, mudámos de cenário. Mais uma semana de Fórmula 1, e encontrámo-nos nos arredores de Budapeste, onde se realiza o místico GP da Hungria.
O fim-de-semana tem-se destacado tanto pela positiva, em algumas equipas, tanto pela negativa. Neste contexto, é importante salientar que a equipa que nunca desilude é a Mercedes, que, neste cenário, conquista na sessão de qualificação mais uma pole position, sendo o piloto britânico Lewis Hamilton a fazê-lo, por já 90 vezes na sua carreira. Valtteri Bottas sairá ao seu lado, em segundo.
Another landmark in the extraordinary career of @LewisHamilton
Acabámos por nos aperceber que, se há um motor que tem tido resultados incríveis neste fim-de-semana, é, sem dúvida, o motor da Mercedes.
Para além do desempenho notável da equipa da Mercedes, que se tem vindo a destacar desde o início da época, a conquista da passagem à Q2 (segunda fase de qualificação) pelos dois carros da Williams, é um dos exemplos de que o motor Mercedes está ao rubro. Na semana passada, vimos George Russell a consegui-lo. Hoje, Nicholas Latifi junta-se a ele, sendo que a última vez que tal tinha acontecido foi no GP de Itália, em 2018. Na semana em que ambos os pilotos foram confirmados para 2021, a equipa britânica não poderia pedir melhor.
Outro exemplo é o da Racing Point, que, neste momento, parece ser a segunda melhor equipa do pelotão. Lance Stroll sairá de terceiro lugar, enquanto que o seu colega de equipa, Sergio Perez, sairá ao lado dele, em quarto.
Se a Ferrari tem-nos “dito”, nas últimas duas corridas, que os problemas na equipa e no carro continuam, já este fim-de-semana, a coisa parece estar a melhorar consideravelmente. Os dois pilotos da Scuderia italiana acabam por se destacar positivamente, tanto nos Treinos Livres como na Qualificação, visto que Sebastian Vettel partirá de quinto lugar, e Charles Leclerc em sexto.
Quem não parece estar com sorte na sua macchina são os pilotos da Red Bull e, consequentemente, o motor Honda, sendo que Alexander Albon ficou-se pelo Q2, e Max Verstappen conquista apenas o sétimo lugar para a partida de Domingo. Já a Alpha Tauri também tem acusado problemas no motor e no carro durante todo o fim-de-semana, principalmente no carro de Pierre Gasly.
Numa pista boa para carros da Red Bull, e tendo em vista a situação da equipa austríaca, o GP da Hungria poderá ser mais um domínio da Mercedes.
Apenas disto, temos a certeza: Os motores Mercedes estarão ao rubro, e apenas poderão estar mais vulneráveis se houver condições de pista desfavoráveis, como a chuva, que, nos Racing Point, acaba por afetar mais a sua performance.
O Real Betis Balompié foi treinado por Quique Sétien entre 2017 e 2019. Sob a sua orientação técnica, a equipa andaluz conseguiu um sexto lugar na Liga em 17/18, a melhor classificação do clube em 13 anos. Na temporada seguinte, a equipa viria a ter uma grande quebra na recta final do campeonato, conseguindo apenas três vitórias nas últimas 11 jornadas, deixando o clube sevilhana no décimo lugar.
Esta sequência de maus resultados fez com que a contestação dos adeptos com Quique Sétien aumentasse significativamente, fazendo com que este saísse do clube pela porta pequena no final da época.
Apesar deste final, a marca que que o actual treinador do Barcelona deixou no Bétis foi bem vincada. O técnico de 61 anos fez com que a equipa andaluz aumentasse a qualidade de jogo para níveis que há muito não se via no Benito Villamarín, valorizando vários jogadores que viriam a ser vendidos por bons preços, tais como Fabián Ruiz, Pau López e Junior Firpo.
Para a sucessão de Sétien, seria escolhido Rubi, um dos treinadores em maior ascensão no futebol espanhol na época. O treinador de 50 anos tinha levado o SD Huesca a primeira divisão pela primeira vez na sua história e na época anterior, tinha levado o Espanyol ao sétimo lugar do campeonato, qualificando o clube para as competições europeias.
Para além do mais, tinha potenciado jogadores como Borja Iglesias, Mario Hermoso, Marc Roca e Óscar Melendo, e lançou ainda alguns jovens da cantera, tais como Adrià Pedrosa, Lluis López, Alex López e Javi Purado.
Rubi era visto como um treinador que possuía uma filosofia de jogo assente na posse de bola, mas menos radical que a filosofia imposta por Sétien. De maneira que esta seria aposta que tinha todas as condições para dar continuidade ao bom trabalho que vinha a ser realizado.
No entanto, não foi esse o cenário que se verificou. Apesar de ter sido feita uma boa abordagem ao mercado de transferências, Rubi nunca foi capaz de implementar as suas ideias no Betis, somando mais resultados que viriam a culminar no seu despedimento após a 30ª jornada, no terceiro jogo após a retomada do campeonato.
A defesa foi o sector com mais falhas, com a equipa andaluz a somar actualmente 56 golos sofridos, sendo a terceira pior defesa do campeonato. Para além dos resultados, o desempenho doe alguns jogadores também tem deixado a desejar.
O avançado Borja Iglesias, que acompanhou Rubi na mudança para Sevilha, tem sido um dos maiores flops da temporada com apenas três golos marcados, depois de ter sido uma das revelações da época passada ao serviço do clube catalão. Jogadores que transitaram da época anterior como William Carvalho, Andrés Guardado e Cristian Tello também tiveram quebras no rendimento.
Mas nem tudo é mau para o Betis. Com 38 anos, Joaquín é o capitão e a principal figura da equipa dentro de campo. Sergio Canales é o principal elo de ligação entre o meio campo e o ataque e tem sido dos melhores jogadores da equipa. E o lateral-direito Emerson tem sido uma das revelações do campeonato, tendo uma participação activa na manobra ofensiva da equipa.
Apesar de tudo, um clube que tem no seu plantel jogadores como Marc Bartra, William Carvalho, Sergio Canales, Diego Lainez, Carles Aleñà e Nabil Fékir, tem a obrigação de obter uma melhor classificação do que o 13º lugar que ocupa actualmente, com duas jornadas por disputar.
No que resta da época, o clube é interinamente orientado por Aleis Trujillo, tendo já anunciado Manuel Pellegrini como o treinador para a próxima temporada. Apesar das mais recentes experiências não terem corrido bem ao treinador chileno, o treinador de 66 tem um vasto conhecimento do futebol espanhol, tendo já feito trabalhos notáveis em clubes com a mesma dimensão como o Villarreal e o Málaga.
Num clube que atravessa neste momento uma crise de identidade, um treinador experiente e conhecedor do campeonato pode muito bem demonstrar a capacidade necessária para arrumar a casa colocar a equipa num lugar mais realista face à qualidade individual que o plantel apresenta. De maneira que esta, me parece ser uma aposta acertada para reerguer o clube.
Todo o desporto tem uma dimensão inerente de comparação. É por essa razão que vemos analistas e comentadores a compararem jogadores e equipas ao longo de uma temporada, treinadores e estilos de jogo, e até o apoio que as massas adeptas dão nas bancadas.
Na National Basketball Association existe a tradição, boa ou má dependerá da opinião de cada um, de comparar equipas de anos, gerações e décadas totalmente distintas. É comum ouvir adeptos discutirem quem é a melhor equipa de sempre: Serão os Chicago Bulls de ’96, os Boston Celtics de ’84, os Los Angeles Lakers de ’01, ou os Golden State Warriors de ’16?
A comparação de grandes feitos é comum em todos os desportos, e não existe maior feito para qualquer equipa do que vencer um título. No entanto, também os próprios títulos são comparados devido ao nível de dificuldade.
Com o aparecimento da pandemia de COVID-19 e o confinamento que se seguiu, foram vários os analistas que começaram a olhar para esta época, e consequentemente para este título, como diferente de todos os outros. Skip Bayless, conhecido comentador norte-americano, afirmou mesmo que este campeonato teria um asterisco ao lado por ser o título mais fácil da história da NBA.
O jogo contra o Sporting CP foi extremamente importante para o FC Porto. Devolveu o título de campeão nacional aos Dragões e garantiu o pleno nos clássicos desta época. Mas marcou também a estreia a titular de uma futura (e se calhar já atual) estrela do clube. Fábio Vieira, de 20 anos, mostrou um pouco de tudo o que tem a dar à equipa, e fez, sem margem de dúvida, por merecer a confiança que o treinador depositou nele.
A presença de juventude em ambos lados foi um aspetos que mais sobressaiu do clássico no Dragão e o médio sub-21 português foi aquele que mais se destacou. Havendo algumas dúvidas relativamente às posições que iriam ocupar Fábio Vieira e Otávio, pois ambos podem jogar tanto na direita como atrás do avançado, Sérgio Conceição fez alinhar o jovem Fábio na posição em que tem tido os seus primeiros minutos na equipa principal, como o extremo que parte da direita mas que funciona muitas vezes como terceiro médio, neste caso quarto devido a estar apenas um avançado a jogar de início. Fábio já se havia destacado nos últimos jogos como um ótimo substituto, com dois golos marcados, mas neste jogo mostrou o porquê de ser um erro fazê-lo começar no banco.
Não só foi o destaque entre os “miúdos” em campo, foi para mim o melhor jogador da partida. Apesar de ter saído relativamente cedo, depois de já ter sofrido duas entradas duras, espalhou uma magia que mais nenhum conseguiu igualar. Num jogo nem sempre muito bem jogado, o FC Porto tinha uma garantia de critério, qualidade e criatividade sempre que a bola tocava nos pés de Fábio Vieira. Não só tem uma técnica assinalável, possui também uma capacidade muito acima da média de perceber o espaço e atacá-lo quando não tem a bola, ou colocá-la lá quando a tem. Com o seu fantástico pé esquerdo a jogar a partir da direita conseguiu inúmeras vezes receber a bola entrelinhas e orientar perfeitamente para se posicionar de frente para o jogo e na melhor situação para criar perigo.
Podia perfeitamente ter acabado o jogo com duas assistências em passes para Luís Diaz e esteve ainda muito perto de apontar mais um fantástico golo, apenas negado pela barra. Mas não é por ter acabado o jogo sem estar diretamente envolvido em nenhum golo que deixa de ter feito uma exibição monstruosa. Mostrou que não é o facto de ser ainda muito jovem que o deve afastar do onze portista e que o argumento da experiência e da maturidade tem neste caso pouco valor.
Vai ser certamente um jogador que ainda vai dar muito ao clube e seguramente vai dar muito que pensar ao treinador e aos dirigentes na formação do plantel para a próxima época. Na minha opinião, o jogador está perfeitamente pronto para assumir a titularidade, seja como médio direito ou ofensivo. Mas uma coisa é certa, pelo menos na minha cabeça, nos próximos dois jogos que servirão de consagração do campeão, Fábio Vieira tem que ser titular. E já agora, porque não juntar também o resto dos jovens da formação? Este já mostrou que só precisava era de oportunidade para brilhar, e se há uma altura perfeita para dar essas oportunidades aos outros jogadores formados no clube, é exatamente nestes jogos em que a equipa já é campeã.
Em plena onda de calor em Portugal, o dia ficou ainda mais quente com a notícia de que Jorge Jesus estaria a caminho de Portugal para assinar pelo SL Benfica, cinco anos após a sua partida da Luz quando saltou para o outro lado da Segunda Circular.
Com Edmílson Pimenta como comentador, o extremo brasileiro, que se sagrou campeão por duas ocasiões com o FC Porto e uma com o Sporting CP, partilhou a sua opinião sobre o regresso de JJ a Portugal, a marca que deixou no Brasil e a porta que abriu para mais treinadores portugueses entrarem no mercado brasileiro.
Falou-se de Jesus, Luís Filipe Vieira e o projeto Seixal, mas também de Sérgio Conceição, o papel de Jorge Nuno Pinto da Costa neste título, e também do relógio vermelho que Edmilson teve que trocar depois de bisar na sua estreia pelos dragões.
Com Leonardo Bordonhos, Pedro Diniz, Tiago Serrano e Edmílson.
Cá estamos nós outra vez… Jorge Jesus está de regresso a Portugal e ao SL Benfica. O clube encarnado anunciou esta sexta-feira na CMVM a contratação do técnico ao CR Flamengo, minutos depois de os brasileiros anunciarem a saída do técnico português nas redes sociais.
Jorge Jesus abandonou o Sporting CP em julho de 2018. Desde esta data, o treinador português pairou como uma sombra sobre SL Benfica e FC Porto. Cada vez que alguma destas equipas atravessava uma fase menos positiva, surgia sempre o nome do treinador natural da Amadora. Desta vez a especulação é mesmo realidade.
Jorge Jesus, ainda mais depois dos êxitos no CR Flamengo, atingiu um estatuto de quase divindade no futebol português. O seu nome surge sempre associado a grande futebol e a grandes equipas. É absolutamente inegável que o treinador português é um grande treinador. Os êxitos no Brasil, as finais europeias, a transformação no Sporting CP, etc. Mas, terá o seu impacto no SL Benfica sido assim tão grande para justificar todo este estatuto?
No clube encarnado, foi campeão três vezes em seis épocas. 50% de vitórias. Pondo os números em perspetiva, é a mesma percentagem de Rui Vitória ou Bruno Lage. As finais da Liga Europa e as boas caminhadas na Liga dos Campeões são uma das grandes bandeiras do treinador.
No entanto, o que mais deixou saudades nos adeptos encarnados foi de certeza a qualidade de jogo apresentada. Quase todas as equipas, mas sobretudo as de 2009/2010 e 2013/2014, atropelavam todo e qualquer adversário a nível nacional e na Europa batiam o pé a qualquer tubarão. É perfeitamente aceitável exigir um treinador que provoca tantas memórias de bom futebol, num momento em que a equipa só venceu quatro dos últimos 15 jogos.
Olhando para as coisas de forma menos sentimental: será Jorge Jesus, neste momento, o treinador ideal para o SL Benfica?
Lá está, a qualidade do treinador de 65 anos é inegável. Com a sua chegada a Portugal, passa a ser, sem qualquer dúvida, o melhor técnico no nosso campeonato. Contudo, convém relembrar que Jorge Jesus abandonou os encarnados, há cerca de cinco anos, por não encaixar no perfil ideal para dar continuidade ao “projeto desportivo” do clube das águias. A verdade é que vai regressar.
Esta decisão levanta variadíssimas questões sobre a seriedade ou planeamento deste tal “projeto desportivo”… Relembrar ainda que Luís Filipe Vieira, há pouco mais de um ano no auge da “era Bruno Lage”, afirmou numa reunião com sócios que, enquanto fosse presidente, Jorge Jesus nunca mais treinaria o Benfica. No entanto, cá estamos nós… Curioso a decisão do presidente do clube encarnado ser tão perto das eleições onde se prevê a maior contestação no seu “reinado”.
A chegada de Jorge Jesus trará certamente uma coisa: investimento. O treinador já fez transparecer que não trabalhará com este plantel, o qual considera limitado. Já se fala da chegada de Bruno Henrique e Gerson, dois jogadores que poderiam acrescentar muito, e de orçamentos de transferências na ordem dos 100 milhões de euros. Numa altura de incerteza provocada pelo covid, este tipo de investimento pode parecer algo precipitado e pouco pensado.
Não sou o único a ter este tipo de pensamento. Aliás, Domingos Soares de Oliveira concorda. O CEO do SL Benfica disse recentemente numa entrevista que não se previam “grandes investimentos” e que contratações acima dos 10 milhões de euros seriam todas cirúrgicas. Ainda bem que a direção do clube encarnado mantém a sua palavra e parece ter este “projeto desportivo” completamente delineado.
Com Jorge Jesus no banco, o aumento do nível exibicional da equipa encarnada é um dado adquirido. O já experiente treinador conseguirá, com toda a certeza, extrair muito mais de certos elementos do plantel. No entanto, acredito que vários atletas desaparecerão completamente das opções. É aqui que entra a questão da formação.
Talvez o grande defeito que todos apontam a Jorge Jesus. A sua carreira ficará para sempre marcada pelo erro de Bernardo Silva. Se é verdade que não é conhecido por apostar na formação, também é mentira que pura e simplesmente exclua os jovens jogadores das suas opções. Reinier, André Gomes, Ivan Cavaleiro, Gelson Martins ou Paulo Oliveira demonstram que este argumento não é totalmente verdade. Contudo, todos estes jogadores foram lançados sobre circunstâncias muito especiais. Devido a crises de lesões, falta de melhores opções ou grande concentração de jogos, como foi o caso de Reinier.
Conseguirão Paulo Bernardo, Tiago Dantas ou Ronaldo Camará conquistar lugar numa equipa que conta com Weigl, Florentino, Taarabt, Gabriel, Samaris, Gerson (se for concretizado), um possível regresso de Gedson e até David Tavares, mesmo admitindo que haja saídas? O mesmo se pode dizer para Jota ou Gonçalo Ramos. O possível investimento irá certamente tirar minutos a estes jovens prodígios. Este “projeto desportivo” parece-me extremamente volátil….
A questão da formação deixa alguns benfiquistas receosos em relação ao regresso de Jorge Jesus ao clube Fonte: SL Benfica
A chegada de Jorge Jesus trará certamente muita qualidade ao SL Benfica e ao campeonato português. Mas é Jorge Jesus a opção ideal? Não, longe disso. Existiam opções melhores, mais baratas e que trariam algo de novo ao emblema das águias. Para isto acontecer o SL Benfica tinha de ser gerido como um clube desportivo e não uma empresa.
Creio que o ciclo de Jorge Jesus no clube encarnado já terminou há bastante tempo e com razões válidas. Jorge Jesus continua a não encaixar no perfil de treinador para o “projeto europeu”, “construído através da formação”. Isto é culpa do treinador português? Óbvio que não. Nesta altura acho que todos sabem de quem é a culpa…
Quando falamos no CD Tondela, há uma figura incontornável do clube em que pensamos de imediato: o guarda redes Cláudio Ramos. De facto, o internacional português é uma referencia histórica do clube pela longevidade ao serviço dos beirões e pela sua qualidade entre os postes, algo que lhe vale o epíteto incontestável de um dos melhores guarda redes do campeonato. Contudo, o número dois da baliza tondelense, Babacar Niasse, merece ser alvo de análise, fundamentalmente após a recente lesão de Cláudio Ramos, o que nos dá a oportunidade de finalmente ver em ação outro guarda redes ao serviço do CD Tondela.
Babacar Niasse cumpre a sua primeira temporada ao serviço do CD Tondela. É senegalês e tem apenas 23 anos, o que para um guarda redes é uma idade extremamente jovem e que abre todas as perspetivas de uma carreira longa pela frente e com muita margem de progressão. Niasse destaca-se pela sua complexão física, invulgar para um guarda redes.
Com uma estatura imponente de 1.95m, tem características físicas que se destacam imediatamente do guarda redes comum. Possuidor de qualidades excelentes entre os postes, como os reflexos e a capacidade de ir ao relvado, algo que poderia ser complicado dada a sua elevada estatura, Niasse tem também aspetos a melhorar, como qualquer jovem guarda redes. O timing de saída dos postes e o seu jogo de pés são aspetos do seu jogo que podem claramente evoluir mas, pelo lado positivo, são questões que não são tão graves assim. À medida que os jogos avançam, vamos conhecendo melhor este guarda redes e, com uma eventual saída de Cláudio Ramos, poderá até agarrar a titularidade, algo que me parece fulcral na sua evolução enquanto jogador.
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Ainda não é um dado adquirido de que Babacar Niasse será um guarda redes de referência e ainda não temos um conhecimento totalmente aprofundado para que o digamos, mas uma coisa é certa: Niasse tem características únicas que, bem potenciadas e com competição nas pernas, podem levá-lo a patamares de relevo.
Infelizmente, os objetivos do Vitória SC já foram; e todos por cumprir. Uma despedida que resta um sentimento de que deveríamos ter feito mais e que, concretamente, era algo realizável dado a equipa que apresentamos e as grandes exibições que apresentamos em alguns momentos da época, e também na curta caminhada europeia.
Um treinador de excelência e uma equipa que não deixa assim tanto a desejar, no que diz respeito a expetativas – na realidade, deixa imenso a desejar. Desde o início da época que estamos à espera de grandes exibições e, quando estas acontecem, o resultado é sempre o mesmo: Jogámos como nunca, perdemos como sempre! É um sentimento amargo que fica travado na garganta e que não passa com o tempo, porque é algo que dói, mas não é bonito.
A época trouxe consigo um Vitória fraco, desorganizado e pouco (ou nada) fiável, que acabou por arruinar o maior objetivo da temporada de 2019/2020. Acabamos por perder a luta pela Europa contra o recém subido FC Famalicão, e um dos nossos rivais diretos, o Rio Ave FC, o que torna a situação mais frustrante – digo isto enquanto adepta.
“Vamos lutar enquanto for matematicamente possível”, palavras do técnico Ivo Vieira que, por muito adorado que seja (por alguns), não satisfizeram nem um pouco os ouvidos vitorianos.
A derrota frente ao SL Benfica por 2-0 acabou com as hipóteses do Vitória SC alcançar os palcos europeus. E, não é com estes resultados que queremos ir à Europa. Não é a fazer contas e a depender do insucesso de outros, é mérito próprio. Resta confiar, mais um ano, que as coisas correram de forma diferente na época que se aproxima. É esperar que as vitórias morais se tornem em resultados desportivos, não chega ser os melhores fora do campo, há que ter ambos para variar. É confiar que eles sintam o emblema que representam ao peito, pelo menos um terço daquilo que nós sentimos!
A posição desconfortável de ser a pior equipa do campeonato a jogar em casa pertence neste momento ao CD Tondela, embora os beirões ainda tenham uma última oportunidade de passar o testemunho ao seu concorrente mais próximo, o CD Aves.
Ambas as formações têm mais uma partida caseira até ao término da Liga e logo contra dois adversários do topo da tabela, pelo que se adivinham tarefas bastante complexas. Na próxima jornada, os avenses recebem o SL Benfica e os tondelenses recebem o SC Braga, onde só a vitória interessa aos auriverdes para evitarem inscrever o seu nome nesta ‘lista negra’ da pior equipa a atuar no seu recinto.
O destino parece estar já traçado e nem o triunfo pode ser suficiente caso o CD Aves pontue, sendo que os 11 escassos pontos amealhados até ao momento no João Cardoso ameaçam igualar o pior registo da década. A equipa tem-se comportado bastante melhor fora de portas, mas este nem é um cenário inédito, uma vez que parece ser uma imagem de marca dos beirões desde que subiram à Primeira Liga. Desde a época de estreia no primeiro escalão, a formação beirã já inscreveu o nome nesta lista indesejada por duas vezes e prepara-se para fazê-lo pela terceira vez, num total de cinco épocas.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
A verdade é que a manutenção tem sido garantida muitas vezes com sofrimento e o atual exercício segue o mesmo caminho, ainda que falte confirmar o destino final. Caso percam a próxima partida frente aos Guerreiros do Minho, serão a equipa com pior registo caseiro dos últimos seis anos, ou seja, desde que o campeonato alargou para 18 equipas.
Mas esta ‘batata quente’ já pertenceu a outras freguesias e se fizermos um périplo pela última década notamos que o mínimo de triunfos alcançados em casa foram apenas dois, dando isto direito à imediata inclusão no top das piores equipas a atuar perante os seus adeptos.