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Bruno Lage | Crónica de uma saída anunciada (e por demais retardada)

Só faltava a laje, para colocar à cabeça de uma cova há muito escavada. Só faltava a Madeira, para fabricar um caixão há muito encomendado. Talvez por custar enfrentar a morte, mesmo que se trate da morte de um ciclo, ainda não tinha havido coragem (como de costume…) para deixar ir Bruno Lage.

Numa clara demonstração de falta de punho, liderança e visão do (ainda) presidente do Sport Lisboa e Benfica, a anunciada e desejada saída de Lage do comando técnico dos futuros vice-campeões nacionais só se materializou quando o próprio ex-técnico dos encarnados se viu forçado a colocar o lugar à disposição.

No entanto, mais do que a saída, surpreendeu a queda de Bruno Lage. De viver um estado de graça por graça de Jaime Graça a cair em desgraça sem que ninguém ache graça alguma foi um instantinho. Em cerca de ano e meio, Lage caiu sem paraquedas do pico mais alto dos céus divinos (Monte Eusébio, creio ser o nome) até às mais profundas profundezas do Inferno da Luz.

Compreender-se-ia, com relativa facilidade, que Lage alcançasse um patamar razoável e caísse para um não tanto razoável. Não se compreende, nem muito menos se explica, que um treinador atinja um patamar em que bate recordes históricos positivos e caia depois para um patamar em que quebra recordes históricos negativos.

Bruno Lage sai do SL Benfica com 48 jogos, 38 vitórias, 5 empates e 5 derrotas
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Todavia, não foi (apenas) por culpa própria que Lage caiu tanto. Luís Filipe Vieira podia e devia ter amparado a queda do setubalense ainda nos anos a.C. (antes do Covid). Não o fez então, não o fez depois e não o fez agora! Talvez, quiçá, tenha visto a luz e decidido ignorar desta vez. O problema é que, desta feita, a luz era da traseira de um camião, contra a qual o Ferrari vermelho se enfaixou. Por falar em enfaixar, podem pintar de azul e branco as faixas de campeão…

O futebol encarnado perdeu qualidade. Logo, o SL Benfica perdeu jogos (e competições). Logo, Bruno Lage perdeu o emprego. Feliz ou infelizmente, as coisas são algebricamente assim. É tempo agora de Lage procurar uma nova aventura e das águias procurarem um novo aventureiro. E terá que ser um enorme aventureiro o próximo timoneiro do clube da (pouca) Luz, porque não é qualquer pessoa sã que aceita treinar uma equipa cuja ala direita é composta por André Almeida e Pizzi.

No momento da despedida, pouco mais posso escrever (já que não posso utilizar profanações). Podia socorrer-me de toda uma miríade de estatísticas e dissertar sobre elas e tentar explicar o inexplicável. Podia recolher toda uma panóplia de opiniões e citações e pronunciar-me sobre as mesmas. Contudo, neste momento de emoções fortes e dilacerantes, apenas um número interessa: um.

Bruno Lage sai do SL Benfica com um título de campeão magistralmente conquistado e com um triunfo em cinco jogos após a retoma. Foi bom, muito bom, enquanto durou, mas nada dura para sempre (nada, Vieira, nada…). Obrigado pelos bons momentos, Lage. Espero que a vida te vista de sorte, mas o teu ciclo terminou. Ponto final. Parágrafo. Fim.

FC Paços de Ferreira 0-1 FC Porto: Dragões dão três “Paços” rumo ao título

A CRÓNICA: UMA POUCO BELA MAS FUNDAMENTAL VITÓRIA

Os dragões entravam no Estádio Capital do Móvel com a certeza de que, caso conquistassem os três pontos, abririam uma confortável vantagem para o SL Benfica, equipa que acabava de perder na Madeira.

E, verdade seja dita, o FC Porto parecia não querer demorar muito tempo para começar a construir essa vantagem. Sétimo minuto de jogo, canto cobrado à direita do ataque azul e branco e, em resposta a um alívio algo defeituoso de Ricardo Ribeiro, Mbemba estica as redes da equipa da casa com um remate de pé direito.

No entanto, nos restantes minutos que completaram o primeiro tempo, pouco ou nada que mereça registo: bola muito longe de ambas as balizas, linhas defensivas a sobreporem-se, com maior ou menor dificuldade, aos homens da frente de ambas as formações.

A segunda parte seguiu as mesmas premissas da primeira, todavia com algumas especificidades: jogo ainda pouco vistoso, mas com uma mão cheia de oportunidades de golo. Do lado dos castores, Luiz Carlos foi protagonista de duas das principais ameaças à baliza dos azuis e brancos: primeiramente, de cabeça, viu o esférico passar ligeiramente ao lado; por fim, num remate acrobático, forçou Marchesín a aplicar-se.

Do lado portista, destaque para uma boa intervenção de Ricardo Ribeiro, a remate de Luis Díaz, e ainda para um corte providencial de Oleg a um cruzamento de Marega, que procurava os pés de Fábio Vieira.

Em suma, um jogo que poucas saudades deixará. Muitos duelos, muitas bolas pelo ar, pouco futebol espetáculo. No entanto, bastou para colocar o FC Porto ainda mais isolado na liderança do campeonato.

A FIGURA

FC Paços de Ferreira 0-1 FC Porto: Dragões dão três "Paços" rumo ao título. o FC Porto parecia não querer demorar muito tempo para começar
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Chancel Mbemba – Numa partida onde as individualidades pouco saltaram à vista, há que ressaltar o trabalho de Mbemba. Seguro atrás, não só hoje, como também nos recentes confrontos dos dragões, e, esta noite, decisivo lá à frente.

 

O FORA DE JOGO

FC Paços de Ferreira 0-1 FC Porto: Dragões dão três "Paços" rumo ao título. o FC Porto parecia não querer demorar muito tempo para começar
Fonte: FC Paços de Ferreira

Douglas Tanque – Era um dos nomes para manter debaixo de olho neste FC Paços de Ferreira. No entanto, e também por mérito da defensiva portista, passou muito ao lado do jogo. Acabou por ser substituído ao minuto setenta.

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

Pepa escolheu pôr em prática um esquema tático semelhante a um 4-2-3-1. Laterais participativos no jogo ofensivo, um Luiz Carlos muito interventivo à frente de Eustáquio. No apoio a Douglas Tanque, Pedrinho, Hélder Ferreira e João Amaral.

Foi na segunda parte que a equipa conseguiu soltar-se efetivamente, conquistando mais pontapés de canto e encostando, por vezes, o FC Porto atrás.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Ribeiro (4)

Jorge Silva (6)

Marcelo (5)

Maracás (5)

Oleg (6)

Luiz Carlos (7)

Stephen Eustáquio (5)

João Amaral (5)

Hélder Ferreira (5)

Pedrinho (6)

Douglas Tanque (4)

SUBS UTILIZADOS

Adriano Castanheira (5)

Zé Uilton (5)

Diaby (4)

Denilson (4)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto entrou em campo com um desenho tático bem semelhante àquele que apresentou na maioria dos anteriores jogos a contar para o campeonato. Defesa a quatro, com dois médios mais centrais à sua frente; ofensivamente falando, o jogo ficava, à partida, entregue a Otávio (na direita) e a Corona (na esquerda), em apoio a Marega e Soares, jogadores que, não raras vezes, se deslocavam até zonas mais próximas às linhas laterais.

Na segunda metade, com a inclusão de Luis Díaz, Corona deslocou-se para a direita, Otávio para uma zona mais central e Marega ocupou a posição de ponta de lança solitário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Marchesín (5)

Manafá (5)

Mbemba (7)

Pepe (5)

Alex Telles (5)

Danilo Pereira (6)

Matheus Uribe (5)

Otávio (5)

Tecatito Corona (5)

Marega (4)

Soares (4)

SUBS UTILIZADOS

Luis Díaz (4)

Loum (4)

Vitinha (5)

Fábio Vieira (4)

Artigo revisto por Joana Mendes

CS Marítimo 2-0 SL Benfica: Insulares agravam crise encarnada

A CRÓNICA: ENCARNADOS PERDEM NA MADEIRA E PODEM FICAR A SEIS PONTOS DO TÍTULO

Bruno Lage mudou meia equipa para o jogo contra o CS Marítimo, face a castigos e a lesões: Chiquinho, Samaris e Cervi foram titulares, enquanto que Rúben Dias, Gabriel e Rafa (no banco) ficaram de fora.

O jogo começou com um domínio do SL Benfica, com mais posse de bola no meio-campo ofensivo, cerca de 65% aos quinze minutos de jogo. Nos primeiros momentos de jogo, assumiu-se aquele que viria a ser uma das principais estrelas do jogo: Amir Abedzadeh, o guarda-redes do Marítimo. No primeiro quarto de hora, o jogador iraniano fez duas grandes defesas a remates de Chiquinho, aos dois e aos cinco minutos.

O ímpeto inicial do Benfica foi desaparecendo e, ainda que os números de posse de bola se tenham mantido, as ocasiões de golo até final da primeira parte foram quase nulas. Em sentido contrário encontrou-se a equipa da casa que, em contra-ataque, tentou criar perigo à equipa ‘encarnada’ muito por culpa de Nanu. Aos 23 minutos, o lateral da Guiné-Bissau arrancou pela direita e à entrada da área passou para Rodrigo Pinho, que finalizou para dentro da baliza, ainda que fosse, mais tarde, anulado por fora-de-jogo. O destaque da jogada vai para a jogada individual de Nanu e para a grande passividade da linha média do Benfica.

O empate manteve-se até ao início da segunda parte, assim como as duas equipas. Os últimos 45 minutos começaram como se iniciou o jogo: dois remates nos primeiros cinco minutos. Ainda assim, nenhum destas ocasiões apresenta grande perigo e Bruno Lage decidiu tirar Carlos Vínicius e Samaris para colocar Rafa e Seferovic dentro das quatro linhas.

Como seria expectável – e a precisar de ganhar, o Benfica manteve-se no ataque e depois de um cruzamento de André Almeida, Seferovic cabeceia ligeiramente, mas a bola sai muito ao lado da baliza ‘insular’. Aos 73 minutos, o treinador ‘encarnado’ decidiu fazer mais duas alterações e apostar em Zivkovic e Dyego Sousa para os lugares de Pizzi e Cervi.

No entanto, o primeiro ‘tiro no porta-aviões’ veio um minuto depois, quando Nanu fez uma grande jogada, deixou meia equipa do Benfica para trás e cruzou para o segundo poste onde estava Correa, que encosta para o golo. Esperava-se uma reação das ‘águias’, mas o que se sucedeu foi mais um golo do Marítimo: nova arrancada do lateral africano e nova assistência, desta vez para Rodrigo Pinho que fez o 2-0 para a equipa insular. Até ao apito final, Amir voltou a evidenciar-se numa excecional defesa a cabeceamento de Dyego Sousa, mas o resultado manteve-se em 2-0.

Com esta derrota, o Benfica pode ficar a seis pontos do FC Porto, caso os ‘dragões’ vençam frente ao FC Paços de Ferreira. No final do jogo, Luís Filipe Vieira disse, em conferência de imprensa, que Bruno Lage pôs o lugar à disposição e que haverá uma decisão nas próximas horas.

A FIGURA

Fonte: CS Marítimo

Amir Abedzadeh – O prémio teve dois candidatos muito fortes: Amir e Nanu. Ainda que o lateral tenha feito duas assistências e uma grande exibição, a primeira barreira que o Benfica encontrou foi na baliza e tem o nome de Amir. O guardião iraniano fez sete defesas, sendo que seis destas foram a remates dentro da área. A exibição começou a construir-se nos primeiros minutos, devido a duas grandes defesas após remates de Chiquinho, e manteve-se até ao fim, quando fez uma defesa ao ângulo após cabeceamento de Dyego Sousa.

O FORA DE JOGO

Fonte: Liga Portugal

SL Benfica – Mais uma derrota para a equipa de Bruno Lage e possivelmente seis pontos para o FC Porto. Uma exibição que prometia ser melhor que as últimas depois dos primeiros quinze minutos da primeira parte, mas que, lentamente, foi perdendo o ‘fôlego’ e acabou com mais uma derrota. Vlachodimos pouco ou nada fez durante o jogo, a defesa esteve (novamente) fora de si e, juntamente com o meio-campo, demonstrou a enorme passividade aquando das arrancadas de Nanu. Além disto, o ataque ficou em branco e nenhum dos três avançados criou grande perigo durante os 90 minutos (exceção feita ao remate de Dyego Sousa perto do fim).

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Montada num 4-1-4-1, a equipa de José Gomes fez o que lhe competia: fechou-se na defesa e, em contra-ataque, tentou ‘magoar’ a equipa do Benfica. E conseguiu na perfeição. É verdade que durante grande parte do jogo limitou-se a defender, mas Amir segurou o empate e Nanu tratou de ganhar o jogo. Através das arrancadas do lateral e das finalizações de Correa e Rodrigo Pinho, o Marítimo ganhou um jogo bastante importante na luta para a manutenção.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Amir – 2

Fábio China – 2

Kerkez – 2

Zainadine Junior – 2

Nanu – 3

Rene – 3

Edgar Costa – 1

Pedro Pelágio – 2

Vukovic – 2

Correa – 2

Rodrigo Pinho – 4 

SUBS UTILIZADOS

Getterson – 2

Joel Tagueu – 1

Diego Moreno – 1

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Bruno Lage manteve o seu sistema tático habitual, um 4-4-2 com Chiquinho atrás de Vinícius. Ainda que tenha mudado metade da equipa face ao último jogo, a qualidade exibicional manteve-se. Linha defensiva subida, algumas ocasiões de golo defendidas por Amir, mas apenas nos primeiros momentos de cada parte. Depois dos primeiros quinze/vinte minutos de cada parte, a equipa voltava a ‘assombrar-se’ pelas exibições passadas e, consequentemente, a perder o respetivo jogo.

Maior parte das jogadas dos ‘encarnados’ vieram de cruzamentos de ambas as alas, mas falta um finalizador na área que encoste para golo (algo que Vinicius conseguiu frente ao Santa Clara nos dois jogos). Com esta derrota, o Benfica tem duas vitórias em treze jogos e pode ficar a seis pontos do primeiro lugar.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos – 2

André Almeida – 2

Jardel – 2

Ferro – 2

Nuno Tavares – 3

Samaris – 3

Weigl – 3

Pizzi – 2

Cervi – 3

Chiquinho – 2

Carlos Vinícius1

SUBS UTILIZADOS

Seferovic  – 2

Rafa Silva  – 2

Zivkovic – 1

Dyego Sousa – 1

Jota – 1

Artigo revisto por Joana Mendes

Os 5 melhores jogadores que passaram pelo FC Barcelona e Club Atlético de Madrid

O FC Barcelona e o Club Atlético de Madrid irão defrontar-se esta terça feira, numa partida a contar para a 33ª jornada da liga espanhola, em Camp Nou. Os “Culés” estão na segunda posição da tabela classificativa, a dois pontos do líder Real Madrid CF. Os “Colchoneros” estão num estável terceiro lugar, mas longe do título. Uma “escorregadela” pode permitir ao Sevilla FC uma aproximação, visto que apenas quatro pontos separam os dois emblemas.

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Em jeito de antevisão, apresentamos cinco jogadores que vestiram as cores “Blaugrana” e “Rojiblancas”, e que deixaram a sua marca em ambos os históricos espanhóis. Dois dos maiores emblemas do nosso país vizinho, que juntamente com o Real Madrid CF dominam os relvados castelhanos nos últimos anos.

Super Rugby Aotearoa: Como está a luta pelo título?

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Na terceira jornada do Super Rugby Aotearoa, os Blues receberam os Highlanders num jogo que só se decidiu ao minuto 78. Já na ilha sul, os Chiefs confirmaram o seu mau momento de forma, somando a terceira derrota em três jogos.

Em Auckland, os Blues conseguiram vencer muito graças à qualidade do Rugby apresentado nos primeiros quarenta minutos. Beauden Barrett e Otere Black tiveram um papel primordial na manobra ofensiva dos Blues, na medida em que, através dos seus pontapés, conseguiram colocar em constante pressão o trio defensivo dos Landers. O jogo ao pé revelou-se profícuo nos capítulos tático e territorial. Além do mais, o primeiro ensaio de Dalton Papalii resultou de um pontapé raso para o espaço de Otere Black, cuja leitura de jogo do defesa contrário, Scott Gregory, deixou muito a desejar, ao deixar-se pressionar por uma defesa agressiva, levando, assim, a uma perda de bola em cima da sua própria linha de meta.

Aliada a esta qualidade no jogo ao pé, esteve a imprevisibilidade de Caleb Clarke nas suas linhas de corrida. O jovem três quartos ponta, que antes do jogo soube do falecimento de um familiar, esteve em grande plano no Eden Park, ao marcar um ensaio e ao assistir Rieko Ioane poucos minutos depois, após dinamizar um excelente contra-ataque.

Com uma desvantagem de 22-10 ao intervalo, os Highlanders apresentaram, na segunda parte, um jogo que assentou num maior aproveitamento da largura e da profundidade do terreno de jogo, contrastando com o infrutífero jogo ao pé dos 40’ iniciais. No pack avançado, houve um maior aproveitamento da bola, com a criação de mais fases de jogo e maior paciência no processo atacante. Foi assim que os Highlanders conseguiram passar para a frente do marcador, com os ensaios de Mitch Hunt e de Shannon Frizell.

Três minutos depois, Dalton Papalii marcou o seu segundo ensaio no jogo, colocando, novamente, os Blues no comando do marcador, por 27-24. Desde então, os Highlanders tiveram várias possibilidades de igualar o marcador e de levar o jogo para o golden point, mas Mitch Hunt acabou por falhar um pontapé frontal a cerca de 40 metros dos postes e, numa penalidade bem dentro dos 22 metros dos Blues, Ash Dixon escolheu o alinhamento em vez do pontapé aos postes. Posteriormente, os Highanders apostaram no maul, tendo a defesa adversária garantido o turnover e, consequentemente, a vitória pelos mesmos 27-24.

Os Blues garantem, assim, uma vitória sofrida, sendo esta a sétima consecutiva. Os Highlanders, por sua vez, mostraram caráter e personalidade na sua exibição, mas as decisões tomadas em fases cruciais do jogo nada mais deixaram do que um ponto bónus defensivo.

5 fatores a reter para o FC Paços de Ferreira x FC Porto

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Nesta segunda-feira, o FC Porto desloca-se à Mata Real para defrontar um FC Paços de Ferreira desejoso de cimentar a sua posição na Primeira Liga. Trata-se assim de uma final para duas equipas: uma que quer mostrar que merece continuar no maior patamar do futebol português e outra que quer mostrar que merece ser Campeã Nacional.

OS DRAGÕES SÃO LÍDERES E QUEREM MANTER A DISTÂNCIA PARA O SL BENFICA! SERÁ QUE CONSEGUEM BATER UMA EQUIPA QUE VEM DE DUAS VITÓRIAS CONSECUTIVAS? APOSTA JÁ NA BET.PT!

O Bola na Rede conseguiu reunir algumas estatísticas bastante interessantes sobre este encontro. Vamos então ficar a conhecê-las.

Nuno Borges vence a primeira etapa do Circuito Sénior FPT

A primeira etapa do Circuito Sénior, organizado pela Federação Portuguesa de Ténis e realizado no Algarve, contou com a presença dos melhores tenistas nacionais, entre os quais: João Sousa, Pedro Sousa, Gastão Elias e Frederico Silva. No entanto, nenhum deles foi capaz de conquistar o troféu.

Este torneio contou com muitas surpresas, desde logo a eliminação de João Sousa e Frederico Silva na fase de grupos. Nuno Borges e Tiago Cação foram os responsáveis por deixar estes dois tenistas pelo caminho, respetivamente. Nos restantes grupos, Pedro Sousa e Gastão Elias cumpriram com as expectativas e passaram às meias-finais. Porém, Pedro Sousa, devido a lesão, teve de abandonar a competição dando lugar a Pedro Araújo.

Na luta por um lugar na final, Nuno Borges voltou a surpreender, desta vez ao vencer por 2-0 Gastão Elias. Na outra meia-final, Pedro Araújo não desperdiçou a segunda oportunidade que lhe foi dada e derrotou Tiago Cação, também por 2-0.

Dois jovens, duas promessas e apenas um vencedor. Apesar de ambos terem tido uma excelente semana, Nuno Borges partiu para esta final como favorito, tendo em conta que eliminou dois candidatos ao triunfo na competição. Esse mesmo favoritismo veio-se a verificar muito cedo na partida, uma vez que Nuno Borges conquistou um break no segundo jogo de serviço de Pedro Araújo.

Pedro Araújo foi para o segundo set atrás do prejuízo
Fonte: Fedderação Portuguesa de Ténis

O tenista natural da Maia segurou a vantagem de três jogos até ao final e seguiu na liderança do marcador. No segundo set, a história repetiu-se. Nuno Borges voltou a ter uma boa entrada no encontro e fez break no primeiro jogo de serviço do adversário. Pedro Araújo teve bastantes dificuldades para contrariar o jogo do número 596.º do ranking e permitiu nova quebra de serviço que deu o triunfo a Nuno Borges.

Esta iniciativa da Federação Portuguesa de Ténis segue agora para Lisboa e contará, mais uma vez, com um vasto número de tenistas portugueses que procuram, sobretudo, recuperar o ritmo competitivo, após vários meses afastados dos courts.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Ténis

Artigo revisto por Joana Mendes

5 dados estatísticos do CS Marítimo x SL Benfica

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CS Marítimo e SL Benfica defrontam-se para a jornada 29 da Primeira Liga, pelas 18h desta segunda-feira. Numa partida que tem tudo para ser um bom espetáculo, ambas as equipas lutam pelos seus objetivos, que não poderiam ser mais distintos: do lado caseiro, a luta pela manutenção, ao invés da ainda luta pelo título, por parte dos encarnados.

DEPOIS DO DESASTRE EM CASA, OS ENCARNADOS TENTAM VOLTAR AOS TRIUNFOS COM UMA EQUIPA QUE TAMBÉM PERDEU NA ÚLTIMA JORNADA. SERÁ QUE VENCEM? APOSTA JÁ NA BET.PT

Apresentamos cinco dados estatísticos sobre o confronto que se avizinha.

O Vitória FC é frágil, mas tem-se aguentado. E no que resta da retoma?

Quem olhar um pouco mais atentamente para as classificações da Primeira Liga nos últimos anos, percebe rapidamente uma coisa: o Vitória FC é das equipas que costuma apresentar maiores diferenças negativas no rácio da diferença entre golos marcados e sofridos. Se atentarmos à última década, os sadinos estiveram cinco épocas no top três desta estatística infeliz. Durante este período, registam uma média de 31 golos marcados e de 50 golos sofridos por época.

Serve este propósito para demonstrar que o clube apresenta uma tendência bastante permeável no que toca aos golos, sendo consecutivamente uma das piores do campeonato ao longo dos anos. Deve ser preocupante para quem segue o clube, para os seus sócios e adeptos que se habituaram a sofrer e a ver desempenhos menos convincentes, ano após ano. Os lugares obtidos na tabela têm ficado longe de enobrecer a rica história de uma das instituições com mais presenças na Primeira Liga e o Vitória FC não tem sido mais do que um dos conjuntos que apenas luta pela permanência.

Têm conseguido alcançar sempre o objetivo da manutenção e já vão na décima sexta época consecutiva no principal escalão desde a subida em 2003/2004, mas o que salta à vista são precisamente os fracos registos, ora atacantes, ora defensivos, que os diversos plantéis sadinos têm apresentado neste século e sobretudo nos últimos dez anos.

Makaridze é o dono dos postes da formação menos concretizadora do campeonato até ao momento
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Senão vejamos: na última década, foram a pior defesa em 2009/2010, o quarto pior ataque e defesa em igualdade em 2010/2011, o pior ataque e a quarta pior defesa em igualdade em 2011/2012, o segundo pior ataque em igualdade e a pior defesa em igualdade em 2012/2013, o pior ataque e a terceira pior defesa em igualdade em 2014/2015, a terceira pior defesa em 2015/2016, o quarto pior ataque em 2016/2017, a pior defesa em 2017/2018 e o terceiro pior ataque na temporada passada.

Neste período, o melhor que conseguiram foi um sétimo lugar em 2013/2014, naquele que foi de longe o ano mais tranquilo, numa fase da história que tem sido algo conturbada e onde a tendência tem sido viver com a corda ao pescoço, com a normalidade a recair abaixo do décimo segundo lugar. Tem valido a corda ainda não ter esticado demasiado, com o clube a conseguir escapar aos momentos de maior pressão e aos lugares mais indesejados, apesar da pobre imagem que tem deixado.

A estabilização na Primeira Liga tem durado e é o que faz sentido num clube desta dimensão, mas a tarefa não tem sido nada fácil como atestam os dados. Esta temporada tem seguido a linha dos valores negativos, com a equipa de Júlio Velázquez a ocupar o último lugar no que toca às equipas mais concretizadoras da competição depois de 28 rondas disputadas. E o que dizer quando se marcam apenas quatro golos nas primeiras 12 jornadas…

Apesar de ter marcado sempre após a retoma, contabilizando dois empates e duas derrotas, a formação sadina encontra-se na luta pela manutenção e está neste momento com seis pontos de vantagem sobre o primeiro lugar de descida. A verdade é que a margem de erro está a encurtar-se, com a diferença de 12 pontos antes da paragem a passar a ser agora de seis, e com o processo ofensivo a ser umas das principais lacunas ao longo da prova.

O lote de seis jogos que se avizinham até ao final prometem dar muito trabalho, com os desafios frente aos ‘europeus’ Vitória SC e FC Famalicão, a deslocação a Alvalade e o encontro frente ao ressuscitado FC Paços de Ferreira, a constituírem-se como ossos bem duros de roer.

Artigo revisto por Joana Mendes

Os 10 melhores laterais direitos portugueses da atualidade

A posição de laterais do lado direito da seleção nacional é um tema que dá sempre pano para mangas. Cada “treinador de bancada” tem o seu preferido. Quer seja porque certo jogador dá mais profundidade, porque outro é mais seguro a defender, ou até mesmo por acreditar que determinado atleta é o lateral híbrido – aquele que cumpre (quase) na perfeição todas as tarefas do lateral “moderno”.

Desta forma, elegi os dez melhores laterais portugueses da atualidade. Opções ou não para Fernando Santos, pautei as minhas escolhas por fatores como a regularidade, percurso profissional, mas, sobretudo, qualidade. Aqui, poderiam estar jogadores que começam agora a despontar (como Tomás Tavares, Thierry Correia ou Tomás Esteves), com potencial para atingir grandes palcos, mas optei por focar-me, predominantemente, no rendimento atual ao mais alto nível.

Top 10 laterais direitos portugueses