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Antevisão | O momento e o histórico do Sporting CP x Gil Vicente FC

Neste dia 1 de julho, dia de aniversário dos 114 anos de história do Sporting Clube de Portugal, os leões recebem o Gil Vicente FC, num jogo a contar para a 29ª jornada do campeonato. Na presente época, o clube de Alvalade defronta pela terceira vez os gilistas, somando uma vitória e uma derrota.

OS LEÕES SEGUEM IMPARÁVEIS COM RÚBEN AMORIM E O GIL VICENTE FC É O ADVERSÁRIO QUE SE SEGUE. APOSTA JÁ NO VENCEDOR NA BET.PT!

O Gil Vicente FC regressou esta época ao principal escalão do futebol português, depois de ter estado afastado da Primeira Liga durante vários anos, na sequência do “Caso Mateus”. A última temporada em que os gilistas estiveram na Primeira Liga foi a de 2014/2015. O clube de Barcelos, que na última temporada militava no Campeonato de Portugal, construiu de raiz um plantel liderado por Vítor Oliveira e com o objetivo da manutenção.

O Sporting CP encontra-se no terceiro lugar, ainda a sonhar com o segundo lugar. Rúben Amorim terá várias baixas para este encontro: Jovane Cabral, Luiz Phellype, Marcos Acuña e Luciano Vietto, todos devido a lesão. Assim, o treinador leonino deverá apresentar um onze semelhante àquele que venceu o Belenenses SAD por 1-3, na Cidade do Futebol, no seu esquema de 3X4X3.

A equipa de Barcelos liderada por Vítor Oliveira tem o plantel praticamente na sua máxima força. Nesse sentido, deverá escolher o seu “onze” habitual, na sua estrutura de 4X3X3. O Gil Vicente ocupa o 11º lugar da tabela classificativa, somando 33 pontos.

Nesta antevisão, trago-vos o momento do Sporting CP e de Gil Vicente FC e ainda o confronto direto entre os dois emblemas. As estatísticas valem o que valem, mas a história tem o seu peso. O que irá acontecer esta quinta-feira, em Alvalade?

Os 10 melhores combates da carreira de Undertaker

Undertaker ter-se-á aparentemente retirado. Anunciou a sua decisão num documentário na WWE Network intitulado “The Last Ride” que, ao longo de cinco episódios, acompanhou os últimos anos da carreira do Deadman.

Haveria alguns indícios que tal decisão estava tomada: o nome do documentário, o título do último episódio (“Revelation”) e a constante conversa ao longo da minissérie sobre o seu último combate. Todo o documentário é incrível porque, pela primeira vez, é desvendada a verdadeira identidade do homem por detrás do Undertaker.

Ainda assim, o anúncio não pareceu ser definitivo. Mark Calaway nunca disse “eu estou retirado”. Apenas afirmou que, neste momento, está satisfeito com a sua carreira e pretende passar mais tempo com a sua família.

Mas se Undertaker tiver mesmo terminado a carreira, decidi fazer-lhe uma pequena homenagem e recordar os melhores combates da sua carreira icónica.

Foto de Capa: WWE

FC Barcelona 67-69 Saski Baskonia: A festa é basca!

A CRÓNICA: FINAL EXCECIONAL QUE FAZ JUS À LIGA

O jogo começou com um primeiro período bastante interessante, repartido e renhido. O FC Barcelona começou a vencer, mas o Baskonia aproveitou muitos dos erros da equipa catalã para virar o resultado do encontro. Com um “empurrão” na bola ao cesto no último segundo, o Baskonia terminou os primeiros dez minutos a liderar o marcador por 17-16.

No segundo quarto, o FC Barcelona sentiu-se inconformado com a desvantagem de um ponto e tomou a liderança. A equipa catalã conseguiu um parcial de 10-0 nos primeiros quatro minutos do período. O Baskonia ainda tentou equilibrar as contas, aproveitando inúmeros contra-ataques, mas o encontro foi para intervalo com um 39–33 no marcador, a favor do FC Barcelona.

O retomar do encontro foi marcado por um número grande de faltas cometidas por ambas as equipas. Um início de segunda parte pausado devido às faltas, mas, que com o passar do jogo, começou a acelerar. Foi um terceiro período marcado por diversos contra-ataques a grande velocidade e tomadas de decisão de passe bastante rápidas. Quem dominou o terceiro período foi o Baskonia que diminuiu a desvantagem de 6 pontos e conseguiu empatar a partida a 51-51.

O último quarto do encontro começou quente. Foram 19 os pontos concretizados, no total, pelas equipas apenas nos primeiros quatro minutos do período. A faltarem apenas cinco minutos para o final da partida, o FC Barcelona perdeu um jogador-chave, Nikola Mirotic, por acumular faltas. A emoção continuou até aos segundos finais da partida, pois o resultado não saía de um empate constante entre as equipas.

Apenas nos últimos dez segundos da partida ficou decidido, após um passe para a zona interior, que o Baskonia se tornaria campeão espanhol de basquetebol. O FC Barcelona ainda tentou aproveitar um último ataque, a três segundos do final, mas a pressão falou mais alto.

Com um resultado final de 67-69, o Baskonia voltou a ser campeão 10 anos depois.

A FIGURA

Luca Vildoza – Vildoza foi das peças mais importantes no jogo do Baskonia e no alcançar da vitória. A sua visão de jogo e concretização de pontos foram fulcrais para a conquista do campeonato. Após a sua lesão, voltou em grande forma e continuará a ser um jogador para ver e acompanhar.

O FORA DE JOGO

O pavilhão vazio – Uma final tremenda como a que foi vivida entre o FC Barcelona e o Baskonia merecia aquilo que mais vida dá ao jogo para além da quadra. O pavilhão em Valencia merecia mais vida do que teve, mas é uma infeliz nova realidade devido ao panorama que se vive mundialmente.

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

O FC Barcelona optou por uma abordagem de jogo mais ofensiva. A procura pela posição interior e o concretizar de pontos nessa mesma posição foi a chave do FC Barcelona durante a partida, no entanto não foi suficiente para alcançar a vitória.

 CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

 Victor Claver (5)

Adam Hanga (5)

Corey Higgins (7)

Nikola Mirotic (6)

Ante Tomic (4)

SUBS UTILIZADOS

Thomas Heurtel (8)

Brandon Davies (5)

Kyle Kuric (6)

Pierre Oriola (5)

Alex Abrines (3)

ANÁLISE TÁTICA – SASKI BASKONIA

Desde o início da partida que a equipa do Baskonia optou por um jogo mais defensivo. Os seus pontos e o seu decorrer de jogo partiram de erros do adversário, que acabaram por ser bem aproveitados pela equipa basca. A busca pelo erro do FC Barcelona e os contra-ataques com aproveitamento foram o ponto forte do Baskonia ao longo da partida.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Micheal Eric (5)

Pierria Henry (5)

Tornike Shangelia (8)

Shavon Shields (7)

Luca Vildoza (8)

SUBS UTILIZADOS

Zoran Dragic (5)

Ilimane Diop (7)

Matt Jenning (6)

Achille Polonara (6)

Foto de Capa: Baskonia

FC Barcelona 2-2 Club Atlético de Madrid: Colchoneros empatam a ambição do Barça

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A CRÓNICA: TERÁ O ATLÉTICO DE MADRID SIDO O “CARRASCO” DOS BLAUGRANA PELO TÍTULO?

Jogo grande em Espanha, a contar para a Primeira Liga Espanhola, onde se opõem dois estilos distintos de entender aquilo que deve ser o futebol. Nos onzes iniciais duas surpresas, uma para cada lado: do lado blaugrana Riqui Puig, jovem da formação catalã, e do lado colchonero a aposta em Correa no lugar de João Félix.

Estava à espera de ver um jogo mais fechado, no entanto, fiquei surpreendido com a postura de pressão de alta do Atlético de Madrid. Entraram melhor em campo e, apesar de terem sofrido um golo por azar, empataram logo de seguida (1-1) e o FC Barcelona começava a perceber que “este” Atlético era dos melhores desta época. De facto, o ritmo foi frenético até ao minuto 25 com investidas de ambas as partes, mas, com a paragem para hidratação, o ritmo quebrou: o “Barça” ficou com a bola e o Atlético desceu linhas. O intervalo chegou e já estávamos com saudades dos primeiros minutos de jogo.

Com a segunda parte a começar com uma “panenkada” de Leo Messi (2-1), frente aquele que para mim é o melhor guarda-redes do mundo, o “líder” do FC Barcelona demonstrou que a segunda-parte era para dominar e melindrar o Atlético de Madrid. No entanto, não foi assim. No terceiro penalti da partida, acontece o 2-2 e apesar da posse de bola estar quase sempre nos pés dos jogadores da casa, as oportunidades repartiram-se até ao fim.

Um excelente jogo entre duas grandes equipas, com resultado em aberto durante os 90 minutos e pontos divididos, algo que não interessa a nenhum dos envolvidos.

A FIGURA

Yannick Ferreira-Carrasco – Eu não sei, honestamente, o que é que ele fazer para a China se ainda tinha todo este futebol para dar ao mais alto nível. Podia ir ganhar dinheiro mais tarde. Agora de certeza que também tem a conta recheada e pode fazer jogos destes. “Partiu” Semedo e Piqué todos, cavou dois penaltis e sempre que a bola lhe chegava aos pés, o Atlético tinha outra rotação.

Menção honrosa para Riqui Puig, que fez uma grande partida a construir jogo para o “Barça” e a destruir do adversário, sempre que era necessário.

O FORA DE JOGO

Defesas desastradas – Três grandes penalidades – quatro até, só que uma não contou – e um auto-golo. É preciso dizer mais? Uma partida bem disputada do meio-campo para frente, mas que teve nas defesas das duas equipas o principal foco negativo. Parecia uma mistura de nervosismo com baixa forma física. Piqué, Nelson Semedo, Lodi e Arias estiveram particularmente mal.

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Na equipa da casa, Quique Setién entrou num declarado 4-3-3 clássico, com um meio campo reforçado e Leo Messi encostado a uma ala – ou onde quisesse –, com total liberdade de movimentos. Muito criticado nas últimas semanas pela forma como os blaugrana jogam, com uma posse de bola muito larga mas que depois não resulta em nada, o treinador espanhol continuam a ser fiel aos seus princípios de jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ter Stegen (7)

Nelson Semedo (5)

Piqué (5)

Lenglet (6)

Jordi Alba (6)

Busquets (5)

Rakitic (6)

Vidal (6)

Riqui Puig (7)

Messi (7)

Suaréz (6)

SUBS UTILIZADOS

Sergi Roberto (5)

Ansu Fati (-)

Griezmann (-)

ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID

Já “El Cholo” Simeone até a conta oficial do Twitter da sua equipa enganou, porque o objetivo não era jogar em 4-4-2, mas sim espelhar o 4-3-3 do “Barça”, colocando Llorente como terceiro médio, Correa e Carrasco nas alas. Porém, isto seria numa configuração defensiva, visto que quando saiam para ataque, era claro o posicionamento de Marcos Llorente, que tinha liberdade para subir pelo lado direito, juntando-se Correa a Diego Costa mais na frente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Oblak (6)

Arias (6)

Jose Maria Gimenéz (6)

Felipe (6)

Lodi (5)

Thomas (6)

Saúl (7)

Llorente (7)

Carrasco (8)

Correa (6)

Diego Costa (6)

SUBS UTILIZADOS

João Félix (5)

Morata (-)

Lemar (-)

Vitolo (-)

Foto de Capa: Club Atlético de Madrid

Crise. Entre um governo e um recurso com fertilidade momentânea, a distância ainda é grande

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O futebol, como efígie híbrida de genialidade e emoção, absorve a alma mais desligada e insensível ao maior dos ajuntamentos – palavra em voga – por diversas razões que, aqui debitadas, maçavam a paciência de quem já possui só resquícios. A missiva anterior conduz à incompreensão de quem faz usufruto da palavra “indiferença” como forma de classificar ou atribuir um significado. Equivale a demonstrar um sentimento isento e desapegado perante uma crise socioeconómica por exemplo:

(Jornalista): Portugal, depois da pandemia, irá conviver com a pior das crises. Qual a sua opinião?

(Cidadão): Paciência! Importa saber lidar. Pessoalmente, não me faz diferença. Continuo a obter rendimentos. Crises vêm e vão!

(Jornalista): Não desviando a rota da temática, falemos de futebol. Gosta ou não de futebol?

(Cidadão): É-me indiferente. Mesmo que os jogadores estejam sob tutela do vírus. Continuo a ter o meu salário ao fim do mês.

A este pequeno bloqueio mental e – de algum modo – irracional, chama-se tentar ter piada e arranjar uma forma de interligar algo grave (situação pandémica) com algo muito pior (fonte de rendimento do Sporting Clube de Portugal).

Ora, no período que antecedeu, Bruno Fernandes era, como se brame na gíria, pau para toda a obra no universo leonino, fora dele e no limiar entre as duas fronteiras. A palavra incansável era tão frequente na associação que, por si só, o tornava cansável. Defendia, atacava, corria, passava, visionava, fintava, vestia a cartola e pegava na batuta de modo natural e sem alarido, assistia, marcava, decidia. A designação box-to-box assume uma quantidade residual de “boxes” para o distinguir como um dos melhores médios a exercer funções na Europa e o melhor, sem margem para qualquer dúvida, a atuar nos relvados portugueses durante os últimos 15 anos.

A irreverência no sentido puro e em estado bruto. Na primeira época, o clube ainda experimentou uma réstia de “tempos de vacas gordas” e Bruno, obviamente, aproveitou as facilidades. Adaptação, ambição, afirmação. Nota A para o governo.

A segunda época evidenciou (mais) um período de austeridade confinado aos leões, motivado e acentuado por Alcochete: Bruno era o Sporting. Ele, só ele. Guiou a equipa ao terceiro lugar e à conquista da Taça de Portugal. Um Schindler à portuguesa, adjuvado pelo ministro da Administração Defensiva Interna, Jérémy Mathieu, injetado pela bazuca financeira holandesa (um fundo europeu, ao fim e ao cabo) Marcel Keizer e protegido pelo Fado, nome tão português, incerto e quimérico, simultaneamente.

Na terceira e corrente época, o internacional português descobriu que a injeção de capital não era a fundo perdido e ressentiu-se. Consequentemente, o país que carrega a peso bruto fá-lo cair. Seguem-se três tentativas de subverter uma crise que adensava a preocupação dos habitantes do país. Problema? O facto de serem portuguesas? Não, mas era uma boa razão. As ideias discutidas no parlamento não eram viáveis e, quando realizadas, surtiam o efeito oposto ao intencionado. Esquerda, direita e centro não resolveram nada. Bruno Fernandes demite-se com o sentimento de dever cumprido, mesmo quando antevia impossibilidade.

A certa altura, momentos antes da propagação expansiva do vírus, surge uma outra injeção de capital de origem lusa. Rúben Amorim recebe e vence o Desportivo das Aves (2-0) e inicia o longo percurso de três meses (no futebol, a duração é longa) sem resultados negativos. Depois, o raciocínio acendeu, lentamente, as luzes destinadas ao seu funcionamento e constatou que a Primeira Liga experimentou um interregno.

O futebol voltou em junho. Adivinhavam-se resultados miseráveis à semelhança dos anteriores. Portugal vivia uma crise, o Sporting Clube de Portugal vivia duas. É o resultado de estar colocado sempre na dianteira.

Mas, quem seria o homem do leme? Quem iria tomar as rédeas? Melhor! Quem queria e estaria disponível a exercer a chefia de um governo com resultados desfavoráveis e a escuridão no seu trilho? A candidatura de Luciano Vietto era expetável – eu apostei e perdi – porque a odd era a de menor valor para reaver algum lucro.Foi Jovane Cabral. É Jovane Cabral!

Diferentes maneiras de enfrentar e responder a uma crise transversal à sociedade. Jovane Cabral é díspar de Bruno Fernandes. O cabo-verdiano é a parafernália de todos os contra-ataques, as explosões de velocidade, as demonstrações de força, os índices de maturidade que atingiu em escassos meses, a atitude combativa e o espírito de solidário e de entrega total face às dificuldades que cada partida exige transpor. Grande parte do jogo leonino passa pela sua ação direta e, quando o contrário acontece, nota-se uma mudança de comportamento ofensivo abismal pela diminuição de ímpeto e da criação de jogadas com perigo para o reduto adversário.

O processo de dilapidação urge ao cuidado. Malbaratar um recurso – no qual a balança tem pendido, na maioria das vezes, para o lucro – é o tipo de estratégia que um sportinguista consegue prever antecipadamente. Assegurar a sobrevivência através dele ainda não é algo palpável, embora se comece a percorrer esse trilho. Jovane é, assim, um artefacto que carece de contas certas, sem qualquer tipo de negociata, lavandarias de fundos ou tráfico de influências.

As exibições entusiasmam, mas a crise não desapareceu com a senda vitoriosa. No fundo, circunscreve-nos, apenas, um aumento nas receitas do turismo.

Tyrell Malacia – o prodígio holandês que poderá suceder a Alex Telles

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A notícia foi publicada recentemente num portal criado por adeptos do Feyenoord Rotterdam, FR 12, e rapidamente teve repercussão nos meios de comunicação social em Portugal. O seu nome é Tyrell Malacia, é holandês, defesa-esquerdo e dizem que poderá ser o escolhido para assumir o lugar de Alex Telles. Com apenas 20 anos e avaliado em 3,20 milhões de euros, segundo o Transfermarkt, o FC Porto pode ter que abrir os cordões à bolsa para contratar o internacional sub-21 pela Holanda.

Curiosamente, o FC Porto não é totalmente desconhecido para Malacia, uma vez que nesta época o Feyenoord Rotterdam já defrontou os azuis e brancos a contar para a fase de grupos da Liga Europa. No jogo do Estádio do Dragão, que acabou com uma vitória dos portistas por 3-2, Malacia fez o 2-0 para o FC Porto com um golo na própria baliza.

Apesar de ter apenas 20 anos, Tyrell Malacia já joga pela formação principal do Feyenoord Rotterdam desde 2017/2018, sendo este um indicador positivo para que a transferência se consume. O FC Porto precisa de um jogador que, acima de tudo, dê certezas e Sérgio Conceição pode ver em Malacia um diamante em bruto que é facilmente lapidável. Contudo, esta foi a primeira época em que o lateral esquerdo conseguiu pegar de estaca no onze inicial. Até a temporada terminar na Holanda, por força da pandemia do novo coronavírus, Malacia já levava 21 jogos e quatro assistências.

Porém, o FC Porto não está sozinho na corrida pela contratação de Malacia. Diz-se que o Stade de Reims, quinto classificado da Primeira Liga Francesa, pretende reforçar uma lacuna no lado esquerdo da defesa e vê no holandês o homem certo para a posição. Os dragões, caso consigam adquirir o seu passe, podem contar com um jogador tecnicista, rápido, com um bom remate e, simultaneamente, com uma grande capacidade defensiva.

Veremos como se desenvolve o negócio e a atuação do FC Porto neste mercado de transferências, pois o orçamento é bastante reduzido, dadas as obrigações financeiras que o clube tem de cumprir. Já existem inúmeros nomes referenciados pelos jornais desportivos para o lado esquerdo do setor defensivo portista e com a saída de Alex Telles e o FC Porto precisa mesmo de agir com urgência no mercado.

Jorge Costa: «Em circunstâncias normais encontrámos o próximo campeão nacional [FC Porto]».

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O BnR TV nunca esteve tão protegido muito por causa do convidado: Jorge Costa, antigo capitão e defesa central do FC Porto. Muitos momentos foram recordados enquanto jogador, principalmente da camisola dos portistas. Porém, houve tempo ainda para se falar da inspiração José Mourinho e as experiências como treinador.

O programa começou mesmo com um célebre episódio em que Jorge Costa era capitão do FC Porto e José Mourinho o treinador. Uma partida contra o CF Os Belenenses e com uma desvantagem por um golo, o defesa central pediu uns minutos ao “special one” e «fez o trabalho sujo». Mourinho simplesmente só teve de retificar as lacunas a nível tático para, com a junção do discurso de Jorge Costa, vencer o jogo na 2.ª parte.

Questionado se apareceria alguém parecido com o mesmo no FC Porto, Jorge Costa foi perentório ao responder que não tinha certeza disso. «Jogava com o coração e nasci portista. Quando fazes as coisas com prazer tens sempre algo mais», desabafou. Ainda na cidade invicta, o defesa central não se esqueceu do “parceiro de defesa”: Fernando Couto, com quem tinha muita cumplicidade dentro e fora de campo.

Com grandes exibições frente ao eterno rival, o antigo capitão portista não quis ser hipócrita e destacou que os jogos entre FC Porto e SL Benfica como “jogos com um sabor especial”. «Era um jogo que marcava um golo e o golo tinha outro significado. Apesar de a vitória valer só três pontos, era uma vitória que tinha outro significado. Não posso ser hipócrita, mas tudo o que se conseguia perante o Benfica tinha um sabor especial», contou.

No continente africano, Jorge Costa orientou o Gabão de 2014 a 2016 e o classificou a experiência como «complicada ao início». Explicou a grande diferença que é a de treinar uma seleção devido, sobretudo, à impossibilidade de reunir todos os convocados de forma rápida e aos calendários. Mas, o agora treinador acredita que «com o tempo se consegue fazer algo interessante».

E se houvesse possibilidade de ser tornar treinador do FC Porto? Jorge Costa acredita que não lhe faria «bem ao coração». Porém, compreende que os dragões estão bem servidos com Sérgio Conceição, que acredita estar perto de ser campeão, e acho que seria desrespeitoso dizer algo em relação a isso quando alguém ainda é treinador desse clube. Para completar, afirmou mesmo que ainda não tinha feito nada da carreira como treinador para chegar a um patamar como é este.

Se perdeste a entrevista de Jorge Costa ao nosso site, podes rever tudo aqui.

Força da Tática: O impacto das equipas de Antonio Conte

Quando um clube decide avançar para a contratação de Antonio Conte, sabe que está a apostar num conjunto de caraterísticas táticas, técnicas e mentais, com um perfil muito próprio e com uma identidade de jogo que está fortemente associada à personalidade do treinador Italiano. Quando as pessoas ouvem o nome de Antonio Conte, três coisas surgem imediatamente na nossa cabeça: a sua farta e gloriosa cabeleira, a sua forte exigência e a formação 3-5-2. Olhando para um artigo interessante sobre esta materia, podemos traçar alguns destaques importantes.

O antigo médio que jogou em apenas dois clubes na sua carreira (US Lecce e Juventus FC), já vai no seu oitavo projeto enquanto treinador. Começando em 2005 como adjunto no SSR Siena, passa para treinador principal do SS Arezzo, onde está duas épocas antes de fazer as malas para FC Bari, onde conseguiu uma subida à primeira divisão. Consegue dar o salto para a Atalanta BC antes de voltar a Siena. A partir de aqui a história e inovação tática de Conte passa a ser sobejamente conhecida e ganha outro tipo de notoriedade.

Em 2011 a Juventus FC vivia um período conturbado em consequência da descida de divisão provocada pelo escândalo de corrupção desportiva, apesar de se ter estabelecido novamente no primeiro escalão. Contudo, este regresso à principal liga de futebol Italiano estava longe de ser fácil, e os bianconeri procuravam ainda uma reafirmação no futebol transalpino. Depois da contratação falhada de Luigi Del Neri, o antigo capitão Antonio Conte foi o eleito para a difícil tarefa de reconstruir uma Juventus FC habituada a muitos troféus.

Depois de uns meses iniciais em que procurou implementar outros sistemas táticos, cedo Conte verificou que o plantel tinha lacunas em posições essenciais, o que o levaram, de forma natural, a caminhar para o seu conhecido 3-5-2 e que resultou num registo defensivo notável (apenas vinte golos sofridos logo na primeira época). Depois de três títulos consecutivos da Liga Italiana com a Juventus FC, e dois anos no comando da seleção italiana (sem títulos, mas seguramente com a Itália mais surpreendente dos últimos anos, que acaba por ser eliminada do Europeu de 2016 contra a Alemanha, apenas nas grandes penalidades), Conte chega a Inglaterra, onde faz uma época de estreia absolutamente inacreditável, com o seu 3-5-2 a levar os blues para uma tranquila conquista da Liga inglesa, com Diego Costa, Kante e Matic a assumirem um papel essencial na manobra da equipa.

O projeto acabou por correr menos bem na segunda temporada por conta do outro de lado menos positivo de Antonio Conte: o Italiano é conhecido por ser um “sargento implacável”, que se por um lado permite manter uma certa disciplina e união de grupo, por vezes leva a que o treinador prescinda de jogadores absolutamente essenciais, como aconteceu com Diego Costa e Matic, ou como viria a acontecer mais tarde com Icardi ou Radja Nainggolan.

Atualmente, Conte é treinador do FC Inter de Milão onde está a fazer ma época notável, voltando a colocar os nerazzurri na luta pelo título, coisa que não acontecia há já vários anos, foi até às meias finais da Copa de Itália e fez uma Champions League bastante interessante, onde não consegue passar a fase de grupos por muito pouco num “grupo da morte” com FC Barcelona e Borussia Dortmund.

O sistema de Conte baseia-se em algumas premissas essenciais: um trio de centrais forte e com capacidade de circulação e bola no pé, dois alas bastante ofensivos com grande capacidade para realizar cruzamentos para a área, meio campo coeso (quase sempre com três unidades na zona central) e uma dupla de avançados composta por um jogador mais físico e posicional e um jogador mais rápido e solto.

No momento da posse e da construção, um dos médios recua ligeiramente para ajudar os centrais, por forma a atrair o adversário e conseguirem lançar ataques na profundidade. Os alas têm de ser verdadeiros atletas, com velocidade e capacidade física para subir e descer ao longo de todo o flanco. Os médios escolhidos por Antonio Conte são normalmente uma combinação entre artistas e portentos físicos. Os centrais tem de ser altamente inteligentes, com capacidade para sair a jogar e tecnicamente dotados.

No caso concreto do FC Inter de Milão, os dados falam por si, já que ao fim de 26 jogos a equipa regista o quarto melhor ataque e a terceira melhor defesa do campeonato. Como acontece muitas vezes, o Inter é muito flexível na disposição dos seus jogadores, colocando nuances que permitem alterar ligeiramente o sistema de acordo com as caraterísticas do adversário e do jogo em questão.

Mas o grande trunfo do 3-5-2 é a polivalência e liberdade dada à dupla de avançados. Podendo utilizar jogadores com características distintas como Romelu Lukaku, Lautaro Martínez ou Alexis Sánchez, Conte tem ao dispor três atacantes de alta qualidade, o que lhe permite em certos momentos mudar o sistema para um 3-4-2-1 com o meio campo a subir um pouco as linhas e a zona de pressão.

Fonte: Luis Kircher/ Serie A Analysis

Em certos momentos, os processos implementados são até bastante simples, tentando com regularidade uma jogada típica em que a bola é colocada no avançado mais possante e posicional e o mesmo recebe, segura e procura os apoios frontais ou a rotação para lançar na profundidade o outro avançado mais móvel ou um dos alas. É um tipo de jogada que é utilizada com frequência, tendo até em conta a capacidade física de Lukaku. A verdade é que no sistema do treinador Italiano não há nenhum jogador que não assuma relevância no momento de construção da equipa. Lukaku é importante nesta fase do jogo já que é capaz de manter a bola em posse e esperar o momento certo para o passe, permitindo que a equipa crie opções de ataque. Ao todo, 74,95% de seus passes são bem sucedidos, o que são números bastante satisfatórios.  Já Lautaro Martinez procura sempre abrir espaço para avançar pela zona central, cabendo aos alas e muitas vezes aos médios centrais explorar o espaço enquanto Lukaku segura a bola.

Fonte: Luis Kircher/ Serie A Analysis

Mas quando é preciso fazer golos, a flexibilidade do sistema de Conte permite subir os dois alas, fixar os dois avançados e colocar a equipa numa espécie de 3-3-4 com a “carne toda no assador”.

No momento defensivo, não podemos esquecer que se trata de um treinador Italiano, e como tal, a prioridade é sempre a consistência da equipa, razão pela qual não tem qualquer pudor em descer os seus alas, se o jogo a isso obrigar, criando uma linha de cinco a defender, com dois médios a realizar trabalho de contenção. O médio defensivo (neste caso Brozovic, mas o mesmo acontecia com De Rossi, Pirlo ou Kante) é fulcral não só no equilibro defensivo da equipa, mas igualmente no momento de construção, já que a sua mobilidade permite atrair os adversários, criando espaço para a entrada dos jogadores mais ofensivos. Os setores estão sempre muito próximos, para que cada jogador possa receber a bola e imediatamente ter em aberto várias possibilidades de passe.

Fonte: Luis Kircher/ Serie A Analysis

No entanto, a especialidade do 3-5-2 de Antonio Conte é a forma rápida e inteligente como contra-ataca, conseguindo ser uma equipa que aguarda pacientemente pelo momento para causar dano no adversário, o que quase sempre consegue. Sem ser uma equipa muito goleadora, a verdade é que tanto em jogos “grandes” como nas partidas com equipas de menor renome, as equipas de Conte é sempre muito perigosa em todos os contra ataques, sendo impressionante ver como a equipa muitas vezes posicionada de forma recuada e privilegiando o momento defensivo, consegue, em poucos segundos e com poucos toques na bola, criar desequilíbrios no ataque, criando superioridade numérica em relação ao adversário, ou então explorando de forma eximia os erros defensivos contrários.

Fonte: Luis Kircher/ Serie A Analysis

Como pontos mais negativos, destaco a dependência da boa forma física dos jogadores, que têm de apresentar uma disponibilidade física gigante para conseguirem dar resposta a todos os momentos de jogo de forma eficaz. Paralelamente, quando a equipa adversária consegue anular ou neutralizar as ações de Lukaku (ou quando o mesmo não está tão inspirado), a equipa perde soluções, torna-se mais previsível e mais fácil de anular. Algumas das perdas de pontos do Inter nesta temporada foram muito pela incapacidade de Lukaku executar a sua função nos termos descritos.

Fonte: Luis Kircher/ Serie A Analysis

Conclusão: Conte além da forma apaixonada como vive o jogo, tem um paradigma muito próprio, que foi uma lufada de ar fresco e que permitiu revolucionar e modernizar o conhecido catenaccio. A contratação do Italinao tem sido sinónimo de títulos, competência e competitividade, e talvez por isso, o FC Inter de Milão fez uma forte aposta para conseguir regressar ao topo do futebol transalpino. Pessoalmente é dos treinadores que mais me encanta, não só pela paixão que coloca dentro e fora de campo, mas também pela capacidade que tem de ir “ao mercado” contratar jogadores à sua imagem, que encaixem na perfeição no sistema implementado. É um treinador com uma identidade própria, com um sistema e dinâmicas próprias, que o mesmo assume sem rodeios, e que quando é colocada em prática quase sempre resulta e leva as equipas ao sucesso. Peca por algum excesso de disciplina e de inflexibilidade na relação com os jogadores, o que por vezes cria incompatibilidade no seio do grupo.

Aguardo com expectativa para ver se será Conte a conseguir devolver os títulos ao FC Inter de Milão. Não tenho dúvidas, há semelhança do que aconteceu na Juventus FC, na seleção Italiana e no Chelsea FC, que é o homem certo para o cargo.

Inter Movistar FS 3-3 Viña Albali Valdepeñas: Partidazo coroa Inter como campeão!

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A CRÓNICA: O 14.ª TÍTULO DO INTER MOVISTAR

A final do campeonato espanhol teve um pouco de tudo. Emoção até ao fim, alegria e tristeza de jogadores de parte a parte. No duelo particular entre portugueses, o Inter Movistar FS de Ricardinho (apesar de não ter jogado nesta fase final) levou a melhor sobre o Viña Albali Valdepeñas de Edu Sousa (guardião com uma exibição à qual já nos habituou, muito ingrata mas quase imaculada na segunda parte, apesar de não ter tido muito trabalho).

Em relação ao jogo, o Inter Movistar FS jogava com dois resultados, pois sabia que um empate seria suficiente para se sagrar campeão espanhol pela 14.ª vez. Uma primeira parte ingrata e nem sempre bem jogada, com o emblema madrileno a provar porque é um clube temível. Estava bem na generalidade a defender e muito eficaz no processo ofensivo, tendo apontado três tentos contra apenas um do seu rival. O Viña Albali Valdepeñas cometeu muitos erros defensivos e não esteve muito bem na altura de finalizar.

O prejuízo era grande para recuperar, mas se há coisa que o clube de Edu mostrou é que nunca desiste de lutar, como provou pela recuperação épica contra o CA Osasuna Magna nos quartos-de-final (recuperação 0-4 para 4-4 na segunda metade).

Os últimos 20 minutos começaram com uma pressão alta do terceiro classificado da fase regular, perante uma boa organização defensiva do Inter Movistar FS, sem nunca descurar o contra-ataque. Houve algumas boas ocasiões de golo, mas Edu Sousa e os postes mantiveram a incerteza no placar até ao fim.

Houve uma boa reação do Valdepeñas, que marcou dois tentos, mas tal não foi suficiente para inverter o rumo dos acontecimentos e o Inter Movistar FS tornou-se campeão. O clube de Ricardinho, que se despediu hoje do seu clube que representava há sete anos, conquistou assim mais um troféu e provou porque é a equipa mais respeitada e temida de Espanha e da Europa.

A FIGURA

Tino Pérez – Muito criticado pelas mais variadas individualidades – mesmo dentro do clube, incluindo o presidente -, o treinador espanhol conseguiu levar o clube à gloria no campeonato. Apesar de algumas situações menos agradáveis, conseguiu unir o plantel e conquistar desta maneira o título no país vizinho.

O FORA DE JOGO

Erros defensivos do Viña Albali Valdepeñas – A época do clube foi memorável e brilhante, mas houve alguns erros cometidos a nível defensivo que penalizaram a equipa. Neste nível os erros pagam-se muito caro e aqui está a prova.

ANÁLISE TÁTICA – INTER MOVISTAR FS

Na primeira parte mostrou ser uma equipa habituada a estes momentos que são as finais. Entrou da melhor forma e marcou logo o primeiro ainda com pouco tempo jogado. Pito e Borja foram as grandes individualidades do Inter Movistar FS, que estavam endiabrados e muito eficazes. Do lado defensivo contavam com um Jesus Herrero muito forte entre os postes e com uma grande organização defensiva.

Na segunda parte foram uma equipa mais pragmática. Não tentou fazer um jogo de ataque continuado e mostrou o enorme respeito pelo adversário ao adotar um estilo mais conservador, atento à manobra defensiva sem nunca descurar uma hipótese de contra-ataque. Esta postura podia ter sido um tremendo erro não fosse a consistência defensiva de alguns jogadores.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jesus Herrero (6)

Carlos Ortiz (7)

Borja (7)

Pola (6)

Pito (8)

SUBS UTILIZADOS

Elisandro (6)

Raya (6)

Bebe (6)

Marlon (6)

Humberto (6)

ANÁLISE TÁTICA – VIÑA ALBALI VALDEPEÑAS

Defensivamente, a equipa de Valdepeñas mostrou estar muito ansiosa em diversos lances e isso tornou-se capital para aquilo que eram as pretensões para esta final, principalmente o momento em que faltavam pouco mais de um minuto para o final do 1.º tempo. Ofensivamente, mostravam-se muito perigosos nos remates de longa distância, que não surpreendiam de todo o guardião do Inter Movistar FS. Se não fosse a falta de eficácia em alguns momentos, teríamos tido ainda mais emoção.

Na segunda parte, o Viña Albali Valdepeñas tornou-se uma equipa ainda com mais vontade e muito mais perigosa. Definiu uma tática mais ousada muito por causa da desvantagem no marcador. Conseguiu encostar o Inter Movistar FS às cordas e fazer um encontro muito positivo, dominando as estatísticas em termos de ataques e remates. Um digníssimo vencido. O escasso tempo e a jogar mais com o coração do que com a cabeça levaram a que a equipa de Valdepeñas não conseguisse, nos últimos minutos, impor mais o cinco para quatro.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Edu Sousa (7)

José Ruiz (6)

Cainan (7)

Chino (6)

Pablo Ibarra (6)

SUBS UTILIZADOS

Terry (6)

Juanan (6)

Rafael Rato (7)

Buitre (6)

Catela (6)

Dani Santos (6)

Nano (6)

Foto de Capa: Inter Movistar FS

«Em 2010 vi-me como colega de equipa de Lance Armstrong» – Entrevista BnR com Tiago Machado

O Bola na Rede esteve à conversa com o famalicense Tiago Machado, corredor de 34 anos, a correr a sua primeira temporada na equipa Efapel.

Bola na Rede [BnR]: Em primeiro lugar, gostaríamos de agradecer-lhe por ter aceitado o convite para esta entrevista. Em 2007 surgia um jovem Tiago Machado, na Riberalves-Boavista, a vencer várias classificações da Juventude em provas nacionais, incluindo na Volta a Portugal, considera que foi uma conquista importante para o início da sua carreira?

Tiag Machado [TM]: Foi importante na minha carreira sem dúvida, mas o grande marco da minha carreira foi a passagem a profissional em 2005 pela Carvalhelhos Boavista.

BnR: Como correu a adaptação na equipa RadioShack, na sua primeira temporada no World Tour?

TM: Fui para o primeiro estágio e tudo parecia correr mal, fiquei sem telemóvel, sem computador e a minha sorte foi o Sérgio Paulinho me ter deixado usar os seus. Graças a ele acabou por correr bem a adaptação e acho que sem ele, talvez, a minha aventura fora de Portugal tivesse ficado por aquele estágio!

BnR: Esteve um ano na Team NetApp – Endura, onde atingiu bons resultados, incluindo uma grande prestação no Critérium Internacional, Giro Del Trentino, Tour da Califórnia, e a vitória na geral da Volta à Eslovénia, foi certamente um ano especial, quais são as memórias que guarda desta experiência?

TM: Foi um ano espetacular, digno de uma reserva, se de vinho se tratasse (brincadeira). Foi um ano com muito boas recordações, mas a melhor foi o Campeonato Nacional, em que fui ultrapassado a 150 metros da meta.

BnR: Em 2015 mudou-se novamente para uma equipa do World Tour, para a Team Katusha, como classifica os quatro anos que passou na equipa?

TM: Esse ano foi muito bom, bons resultados, mas exagerámos no número de corridas nessa época e no ano a seguir paguei caro, onde os resultados não surgiram. Quando isso acontece, no World Tour, não há segundas oportunidades e passas de um ciclista que podia estar no top dez a ciclista de trabalho. Por isso os últimos anos foram penosos, onde não tenho vergonha em admitir que apenas os suportei pela parte monetária.

BnR: No seu trajeto pelo World Tour teve a oportunidade de correr com grandes figuras do ciclismo Mundial (ciclistas e staff). Considera que existiu algum/alguns nomes que o ajudaram, especialmente, a ser o corredor que é hoje?

TM: Sem dúvida, cresci a ver ciclismo de Lance, Ulrich, Pantani, Cippolini. Em 2010 vi-me como colega de equipa de Lance, numa super-equipa repleta de estrelas que estava habituado a ver na TV. Oportunidade única, onde aproveitei para aprender com eles o melhor que podia!

Fonte: EFAPEL

BnR: O Tiago já teve a oportunidade de correr em diversas provas no estrangeiro, qual foi a prova que mais gostou de correr?

TM: As minhas provas preferidas foram a Volta à Califórnia e o Santos Tour Down Under (Austrália), são culturas que adorei.

BnR: Já contabiliza algumas quedas marcantes na sua carreira, houve algum momento na sua vida (queda ou momento negativo) em que se questionou sobre ter escolhido o Ciclismo de estrada como profissão?

TM: NUNCA. Quando decidi ser ciclista já sabia que isso poderia acontecer. Graças a Deus tive sorte no que a quedas diz respeito. Muitas das vezes digo “Foi Nossa Senhora que guiou a minha bicicleta “

BnR: Regressou às equipas nacionais em 2019, pelo Sporting Clube Portugal – Tavira. Como foi encarado o regresso a Portugal, era algo premeditado?

TM: Foi algo muito pensado em conjunto com a minha esposa que sempre me aconselhou bem. Estava saturado de viagens, do tempo fora de casa e de pouco reconhecimento do outro lado. A gota de água foi quando o meu filho teve de ir assistir a clássica de San Sebástian para poder ver o pai um par de horas, ter de ir para o autocarro e ele chorar amarrado à minha perna, mexeu muito comigo, e nesse dia começámos a preparar o meu regresso.

BnR: Agora a correr de amarelo e preto, quais são os seus objetivos pessoais na equipa Efapel?

TM: Tenho muito orgulho na carreira que fui construindo ao longo destes 16 anos como profissional, por isso o que vier por acréscimo é sempre muito bem-vindo. Acho que ganhei nova vida na Efapel, um grupo que de dia para dia não para de me surpreender.