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«O exemplo de Cristiano inspirou-me a ajudar os mais afetados por esta pandemia» – Entrevista BnR com Martunis

Quando ouvimos o nome Martunis, é inevitável associá-lo ao trágico tsunami que devastou a Indonésia em 2004. Mas, 16 anos depois, aquele para quem Cristiano Ronaldo é um herói, nele se inspirou para ser ele mesmo um herói em tempos de pandemia, leiloando uma camisola autografada por CR7 para ajudar os mais afetados. Com muitos “Okey, okey” à mistura, ouço a sua história e apercebo-me que a criança encontrada no meio dos destroços com a camisola da seleção portuguesa é já um homem feito, casado e com a ambição de regressar a Portugal para ser jogador de futebol profissional. Com o sorriso de alguém em quem cabem todos os sonhos do mundo, desfaz-se em elogios ao seu ídolo e mentor, e quem melhor que Cristiano Ronaldo, para muitos o melhor do mundo, para lhe ensinar como tornar os seus sonhos realidade?

– Nunca desistir, aconteça o que acontecer –

Bola na Rede [BnR]: Martunis, how’s everything?

Martunis [M]: Good, good. You look like Paixao [Martunis não diz o til e abre um sorriso genuíno].

BnR: Miguel Paixão?

Martunis: Sim, o amigo do Cristiano Ronaldo.

BnR: Já sei, já sei. Vou aceitar isso como um elogio.

Martunis: Ehehe.

BnR: Quando foi a última vez que estiveste em Portugal?

M: [Sai o primeiro “Okey, okey”] Foi em 2016.

BnR: Quando estiveste na formação do Sporting?

M: Sim, quando estive na Academia.

BnR: Aprendeste a falar português enquanto cá estiveste?

M: Não muito, era difícil para mim.

BnR: Que tal a experiência na Academia de Alcochete?

M: Foi um tempo muito feliz para mim, poder jogar futebol e aprender no Sporting. Mas, infelizmente, durante essa época tive um problema no joelho.

BnR: Foi um problema grave?

M: Sim, dava-me muitas dores e impedia-me de jogar. Depois voltei para a Indonésia e parei de jogar por uns tempos. Foi um problema do qual demorei a recuperar. Mas agora já estou bem.

BnR: Foi difícil a tua adaptação a Portugal?

M: Muitas pessoas em Portugal, sobretudo na Academia, receberam-me muito bem e olharam por mim. Foram muito bons e ajudaram-me a adaptar a uma nova realidade. Portugal é o meu segundo país. Tenho muitas saudades de Portugal, foram ótimas memórias e claro, é o país do Cristiano [Ronaldo].

BnR: O que é que ele te disse quando foste para a Academia do Sporting?

M: Ele é uma grande pessoa e ensinou-me muitas coisas.

BnR: Tens a ambição de voltar para Portugal?

M: Sim, agora que já recuperei quero voltar para Portugal. Quero voltar a jogar e posso trabalhar em qualquer coisa.

BnR: O que é que impede o teu regresso a Portugal?

M: É difícil, muito difícil pela questão financeira. Mas tenho muitas saudades de Portugal e quero muito voltar.

BnR: Para ti ainda é um sonho seres jogador profissional de futebol?

M: Sim, é o meu sonho. Esta lesão atrasou o meu percurso, mas vou dar tudo o que tenho para voltar a jogar. Adoro o futebol.

BnR: Que conselho é que o Cristiano Ronaldo te deu relativamente a seres jogador de futebol?

M: A minha comunicação com o Cristiano é normalmente feita através dos seus assistentes, Ricky [Regufe] e Miguel [Paixão]. Mas às vezes estou com ele pessoalmente e ele deu-me um conselho que jamais esqueci: “Nunca, nunca, desistas, porque o sucesso é um processo. E a escolha de nunca desistir é tua, aconteça o que acontecer.” Nunca sabemos quando é que vamos ter sucesso, mas pelo processo conseguimos ver se vamos ter sucesso ou não.

BnR: Já foste a Turim vê-lo jogar?

M: Sim, fui em agosto passado, patrocinado pela Shopee Aplications. Gostei muito do Allianz Stadium, é muito bonito.

BnR: Assististe a que jogo?

M: Foi contra o Nápoles. O Cristiano marcou um golo e a Juventus ganhou 4-3.

BnR: Desde que regressaste à Indonésia, o que é que tens feito?

M: A minha vida aqui tem sido muito difícil, não é fácil ganhar dinheiro e a lesão ainda me incomoda de vez em quando. Mas tenho um canal de Youtube.

BnR: É verdade, descobri o teu canal ao preparar esta entrevista. Quando é que o criaste?

M: Em 2016.

BnR: É algo em que gostavas de trabalhar no futuro, por exemplo?

M: Sim, era bom ganhar algum dinheiro com o canal. Gostava muito de arranjar um trabalho a sério, mas é algo que não consigo neste momento. Gostava que alguém me pudesse ajudar a comprar um bilhete para Portugal e ajudar a arranjar um trabalho. Quem sabe, ter o meu próprio programa.

Uma verdadeira “telescola” com Carlos Daniel

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Se começamos esta semana com uma aula de Manuel Cajuda, o Mourinhos vs. Guardiolas teve uma presença ilustre de Carlos Daniel, jornalista da RTP, onde houve nova “telescola” de Futebol. O jornalista português confessou ser mais admirador de Pep Guardiola, porém mantém um grande respeito por aquilo que foi a carreira de José Mourinho.

O programa começou com o relembrar de uma seleção do Brasil de Mundial de 1982 com um grande meio-campo (Sócrates, Zico e Falcão). Contudo, não deixamos “a magia brasileira”. Carlos Daniel acredita que não se deve desvalorizar aquilo que é o jogador Neymar, pois são jogadores que nos dão paixão devido à sua genialidade.

Para aqueles que queiram seguir Jornalismo Desportivo, Carlos Daniel deixou três conselhos: querer ser jornalista e não jornalista desportivo, pois é necessário dominar várias áreas e indo evoluir o conhecimento da área do Desporto; se isto for o sonho da pessoa, o jornalista acredita que deve seguir o mesmo; por fim, é necessário saber mais do jogo, visto que não são apenas necessários “os números” ou as leis de jogo.

Por cá, Carlos Daniel denota que há mais qualidade fora dos “três grandes”, dentro das quatro linhas. Foi pelo Norte do país que o jornalista destacou qualidade nas equipas do Rio Ave FC de Carlos Carvalhal, do FC Famalicão de João Pedro Sousa e de alguns momentos do Vitória SC de Ivo Vieira.

O tema Rúben Amorim veio à conversa e o jornalista realçou que gostou de momentos no SC Braga. Todavia, foi o recente trabalho do jovem treinador no Sporting CP que se focou mais a conversa. Carlos Daniel salienta haver boas ideias de jogo, mas com algumas debilidades, especialmente a capacidade de jogar com o jogo exterior. Não se esqueceu de referir que há a “pressão de vencer” nos leões e isso pode ser prejudicial para Rúben Amorim.

Artigo revisto por Joana Mendes

É Tomás Esteves a solução no futuro imediato para o FC Porto?

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A problemática da falta de opções continua a ser evidenciada jogo após jogo. Num plantel curto e com falta de alguma qualidade, a falta de jogadores capazes de colmatar ausências tem sido enfatizada pelos maus resultados.

No último jogo, diante do Aves, em que a equipa portista acabou por empatar sem golos, o treinador Sérgio Conceição remodelou o onze com a estreia de Tomás Esteves. O jovem jogador formado no FC Porto foi opção para o lugar de Manafá, que estava castigado, e deu um sinal positivo, tendo mostrado que pode ser uma solução para o futuro imediato do FC Porto.

Depois de já ter sido opção para o treinador em dezembro, na altura diante do Casa Pia, num jogo a contar para a Taça da Liga, o lateral direito de apenas 18 anos estreou-se assim na equipa principal nos jogos da Primeira Liga. Uma estreia com muita pressão, mas na qual o jogador soube responder e corresponder.

Apesar do resultado do jogo, Tomás Esteves deixou bons indicadores e relembrou que ainda vai a tempo de ser uma opção viável para a posição para esta temporada. A inteligência de jogo, aliada à rapidez, fizeram da estreia do miúdo uma boa estreia. Apesar da substituição – que também se deveu a queixas físicas -, o lateral imprimiu velocidade no ataque e não comprometeu no setor defensivo. Mostrou garra e vontade de fazer mais e melhor, e tem, aliás, tudo para isso.

 tendo mostrado que pode ser uma solução para o futuro imediato do FC Porto. Tomás Esteves, a solução no futuro imediato para o FC Porto?
Tomás Esteves é o mais jovem jogador a estrear-se pelos sub-21 de Portugal
Fonte: Seleções de Portugal

Numa temporada atípica para todos os clubes, o jovem já leva alguns minutos nas pernas, isto porque já correu três equipas: os juniores, a equipa B e a equipa principal do FC Porto. Talvez tenha sido por ter demonstrado tantas qualidades em qualquer situação que levou a direção do clube a renovar vínculo com o lateral direito recentemente. Tomás Esteves tinha contrato até ao final da próxima temporada, e uma cláusula de 10 milhões de euros, mas o bom rendimento do atleta levou ao prolongamento do vínculo até 2024 e elevou o seu preço de mercado para 40 milhões de euros.

Tendo em conta o fair-play financeiro que o clube tem de contornar, é importante renovar com os elementos da formação, uma vez que serão eles o futuro da equipa e, inclusive, das contas do clube.

A idade que Tomás Esteves tem e a qualidade que já apresentou, fazem do jovem jogador uma promessa do clube e que pode começar já a ser uma solução para a ala direita. A oportunidade que teve foi boa e o jogador soube agarrá-la, agora resta continuar a treinar e trabalhar para mostrar que merece a confiança do treinador. É sabido que o plantel é curto, como falei anteriormente, e também é notória a falta de qualidade em alguns setores, e é por isso que é tão importante aproveitar jogadores jovens com tanta qualidade, como é o caso concreto de Tomás Esteves.

Até ao final da temporada faltam realizar oito jogos – sete para o campeonato e ainda a final da Taça de Portugal – e pode ser que o jovem jogador volte a ter uma oportunidade e consiga demonstrar mais uma vez que tem capacidades para lutar pela posição.

Artigo revisto por Joana Mendes

Olheiro BnR: Filipe Soares, uma das revelações da Primeira Liga

O PERCURSO ATÉ AO TOPO

Entre Lisboa e Moreira de Cónegos distam cerca de 360 quilómetros. Esta foi a distância que Filipe Soares percorreu para concretizar o sonho de jogar na Primeira Liga, depois de uma época a um bom nível no GD Estoril Praia. Quem não acompanhou a ascensão do jovem médio considera-o uma revelação, mas o talento já se fazia notar desde os escalões jovens. O jogador é mais uma personificação de que por vezes é preciso dar um passo atrás, para mais tarde dar dois à frente.

Com todo o percurso de formação realizado dentro das portas do Benfica Campus, o atleta foi muitas vezes uma peça fundamental na formação dos encarnados. Durante os oito anos em que defendeu o emblema das águias, venceu diversos campeonatos nos diferentes escalões, e era visto como uma das promessas do Seixal. No entanto, na transição para sénior, Filipe foi perdendo espaço.

Num momento menos bom, o português saiu do ninho que o formou e voou para perto de onde tinha crescido. Aterrou na cidade do Estoril, que o recebeu de braços abertos para a primeira grande experiência como profissional de futebol. Nos canarinhos, Filipe Soares jogou 37 partidas, marcou três golos e assistiu por sete vezes, criando cobiça para mais uma viagem, desta feita até um clube de um patamar superior.

Segundo a comunicação social, o jogador esteve perto do Bordéus. No entanto, o internacional Sub-21 assinou pelo Moreirense FC, a equipa sensação da temporada anterior. No clube minhoto encontrou a oportunidade de realizar o grande sonho de jogar na primeira liga do futebol português.

COMO JOGA?

Filipe Soares apresenta, à primeira vista, um porte atlético. Com o passar dos tempos, é percetível a mudança no seu estilo de jogo, assumindo cada vez mais ações de “choque” no meio campo. Além disso, é um jogador trabalhador, que ajuda a equipa nos momentos em que se pede uma transição defensiva de desvantagem numérica em relação ao adversário.

Apesar de poder fazer bem qualquer posição do meio campo, assenta que nem uma luva no sistema tático de Ricardo Soares. Numa espécie de 4-1-4-1, Filipe assume, ao lado do irmão, Alex Soares, a posição de médio avançado no terreno, muitas vezes junto ao ponta de lança solitário, o angolano Fábio Abreu.

Além dos aspetos defensivos referidos anteriormente, a qualidade da condução da bola com o pé direito é o grande cartão de visita do jogador. Com o esférico é capaz de percorrer grandes distâncias para, depois, servir os colegas com uma boa qualidade de passe.

No entanto, é percetível que o jogador do Moreirense ainda tem pormenores a melhorar, como por exemplo a forma como analisa a tática, e o entendimento do que se vai passando no jogo. Com apenas 21 anos, a margem de progressão do jovem jogador é para seguir debaixo de olho, descobrindo novas capacidades a cada jogo que passa.

Na temporada que agora decorre, o português esteve presente em 27 partidas, e nos últimos jogos foi ganhando um faro pelo golo, contando com quatro tentos na Primeira Liga. O desenvolvimento de um atleta é sempre incerto, mas se Filipe Soares continuar a trabalhar assim, é uma questão de tempo até voar mais uma vez, para um patamar superior.

Artigo revisto por Joana Mendes

 

 

Oremos, irmãos sportinguistas!

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Quem acompanha os meus escritos religiosamente, entende o meu fascínio por colocar o leitor no campo da hipótese, da suposição e da fertilidade da sua imaginação: largá-lo sem nenhum tipo de explicação ou orientação prévia, e observar a capacidade que o mesmo augura em si para sair da encruzilhada, a maneira e o plano que giza, a astúcia ou a falta dela para contornar um obstáculo surpresa. Além disto, confesso também a imensa satisfação quando tudo se abate sobre ele e a clausura se evidencia.

Desta vez, não está nos meus planos encarreirar por uma vertente distinta. O parágrafo anterior levantou o véu sobre o cenário mental que se pretende construir, mas, pela inexistência do destaque nas palavras que – a meu ver – o mereciam, o leitor não alcançou e deitou por terra o planeamento cuidado. Sim, a culpa foi toda minha. Não confio em atos de vassouras voadoras nem no lançamento de búzios. Peço, educadamente, que confira os termos “confesso” e “religiosamente” e que os mais devotos terminem a leitura no final desta linha.

(Silêncio, já estamos dentro da catedral leonina.)

(Alinhem-se por posição, da defesa para o ataque, e não por índice de incompetência)

(Dirijam-se ao Padre Amorim, confessem os vossos pecados e regressem ao lugar com as respetivas preces.)

Comum Rosier – Sr. Padre, não lhe vou mentir: vim de uma lesão e ainda não encontrei a forma física desejada: além disso, peco na antecipação ao adversário e na postura a adotar defensivamente; tenho medo de disputar a bola e dou imenso espaço ao adversário.

Padre Amorim – Menino Rosier, tenha mais atenção nos treinos. Implementei o sistema tática 3-4-3 precisamente por ser um dos promotores desse pensamento. Se prometer que a sua vontade passa por mudar de comportamento, dirija-se ao altar e reze 20 Avés-antecipações e 30 Santas- disputas de bola.

(Próximo!)

Comum Ilori – Sr. Padre, eu assassinei o termo “defesa central”. Deparei-me com ele à chegada a Alvalade. Tentei que ele me desse atenção e era contraproducente. O efeito em mim foi contraditório: em vez de gerar desinteresse, apaixonei-me. Contudo, faltava a reciprocidade e as maiores preocupações dele foram sempre Mathieu e Coates. Um dia de muito nevoeiro, conduzido pela minha insanidade, degolei-o.

Padre Amorim – Que desilusão! Por mais que quisesse perdoar tal ato hediondo, o que me acabas de transmitir impossibilita tal coisa. Vá-de Retro, Ilori!

(Próximo!)

Comum Borja – Sr. Padre, confesso, em primeira mão, que ando a folhear Crónica de uma Morte Anunciada. Digo-lhe isto, porque sou conhecedor dos seus amores por Gabriel García Márquez. É inútil confessar-me, porque já sabe de cor e salteado todos os meus atos pecaminosos. Estou perdoado?

Padre AmorimBorja, não me comove minimamente com as suas preferências literárias. Portanto, não tente armar-se em narcotraficante e subornar-me. Dirija-se ao altar, reze toda e qualquer oração 100 vezes, leia a Bíblia e transcreva-a e não volte a colocar cá os pés.

Comum Doumbia – Sr. Padre, sinceramente, desconheço a razão que me trouxe aqui. Sou o único médio-defensivo de raiz do plantel, não tenho qualquer pecado ou ato passível de condenação. A culpa é do Padre, sim, é do Padre, porque nunca me coloca na posição de estanque de possíveis hóstias fugidias.

Padre Amorim – Que arrogância e prepotência! Seu agnóstico de meia tuta! Saber reconhecer defeitos é uma virtude e o menino Doumbia está a surpreender-me pela negativa. Perdi a vontade de o encaminhar. Solicite o empréstimo ou a compra futura!

Comum Eduardo – Sr. Padre, antes de mais, desculpe o incómodo. Queria só pedir, pela última vez, uma oportunidade de perdão. Eu prometo que me esforço para combater o pedantismo. Aliás, eu a….

Padre Amorim – Mas quem é que o deixou entrar outra vez? Já não tínhamos falado acerca deste menino e do seu comportamento? Vou repetir pela última vez: menino Eduardo, não o quero junto dos mais jovens nem do resto do plantel. Vá-se embora! Já!

Oremos, irmãos sportinguistas!

Artigo revisto por Joana Mendes

É a tua vez, Nuno Tavares!

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Os últimos jogos do SL Benfica têm sido penosos de se ver. Ainda que tenham passado o teste em Vila do Conde, ao vencer o Rio Ave FC por duas bolas a uma, os encarnados mostraram grandes dificuldades nesta partida.

A equipa tem vindo a ter exibições apáticas e agora, com uma baixa de alto calibre, Bruno Lage poderá ter uma grande dor de cabeça para resolver. Lage apostou a temporada toda em Alejandro Grimaldo, e o defesa esquerdo espanhol, um dos mais acarinhados pelos adeptos, é o titular indiscutível da lateral esquerda encarnada.

Contudo, uma lesão no jogo frente ao Portimonense SC, no decorrer da partida a contar para a 26ª jornada da Primeira Liga, colocou Grimaldo fora das escolhas de Bruno Lage até ao final da temporada.

Posto isto, esta é uma contrariedade para o técnico de 44 anos, que não tem tido vida fácil aos comandos do SL Benfica. Resta agora apostar em Nuno Tavares, a única opção disponível na primeira equipa dos encarnados para colmatar a ausência de Álex Grimaldo.

Nuno Tavares até começou a temporada a titular, mas a jogar fora da sua posição. Defesa esquerdo de raiz, Nuno iniciou a temporada a jogar na lateral direita, tendo realizado boas exibições, chegando até a fazer o gosto ao pé na primeira jornada do atual campeonato. Este foi o seu primeiro golo de águia ao peito e não podia ter tido melhor estreia.

No entanto, o aparecimento de Tomás Tavares e o regresso de André Almeida acabaram por custar a titularidade a Nuno Tavares, que se viu relegado para segunda opção da lateral esquerda. Nesta temporada leva nove jogos na formação encarnada e vivia na sombra de Grimaldo, o titular indiscutível.

Com Grimaldo fora das contas, Nuno terá a sua oportunidade para justificar a sua presença no plantel, sendo que no último jogo até fez uma assistência para golo.

No seu regresso à titularidade pelos encarnados, Tavares mostrou bons apontamentos, tendo sido um dos melhores em campo. Preencheu a lateral esquerda de uma forma que apenas Grimaldo tem sido capaz e não deixou os adeptos assim com tantas saudades do espanhol.

Num breve apontamento, apraz-me ver um lateral capaz de tirar um bom cruzamento (tal como o do lance do primeiro golo), algo que tem sido raro nas exibições do Sport Lisboa e Benfica.

A forma como o jovem português tomou conta de toda a ala esquerda foi um dos sinais positivos e mostra que Nuno Tavares quer marcar presença assídua nas escolhas de Lage, ao invés de ser apenas aquele substituto que ninguém quer que nunca seja preciso.

Nuno Tavares tem qualidade, e mostrou isso mesmo, para jogar pelo SL Benfica e terá, à partida, até ao final da temporada para provar o seu valor. De resto, espero que termine a temporada tal como a começou: a marcar, a assistir, a impressionar.

Artigo revisto por Joana Mendes

Os 5 jogadores mais fiéis na História da NBA

O desporto está cheio de promessas de amor eterno. Acaba por ser poética a ideia de ver um jogador passar toda a carreira ligado a apenas uma equipa, mas isso está longe de ser fácil e tão linear como por vezes nos fazem parecer. Temos casos de atletas que se movem pelo dinheiro e pelo projeto, e outros que nos parecem ser colocados fora do plantel, mesmo não sendo da sua vontade sair, como foi o caso de Isaiah Thomas, por exemplo.

Neste TOP 5, tentei elencar os cinco basquetebolistas mais fiéis que já atuaram na história da NBA. A lista podia ser mais extensa, porque na melhor liga de basquetebol do mundo são muitos os exemplos de lealdade e liderança importantes ao franchise que defenderam.

Foto de Capa: NBA

Sporting CP 2-0 CD Tondela: Leões somam nova vitória e pressionam na luta pelo terceiro lugar

A CRÓNICA: JOVANE DE PÉ QUENTE COM NUNO MENDES EM DESTAQUE

O Sporting CP procurava nesta noite isolar-se no 3.º lugar e pressionar o SC Braga, que só joga amanhã, em casa do FC Famalicão. O CD Tondela, por seu lado, procurava somar pontos na importante luta pela permanência, apesar de estar até ao momento numa zona tranquila da tabela classificativa. No Sporting CP Nuno Mendes estreou-se a titular, enquanto Mathieu e Plata foram também novidades em comparação com o jogo frente ao FC Paços de Ferreira. Já no Tondela mudou apenas duas unidades no seu onze: Jaquité e Murillo entraram para os lugares de João Pedro e António Xavier.

O Sporting CP começou com mais posse – como tem sido habitual – e também mais perigoso. E foi preciso esperar apenas treze minutos para ver o primeiro golo em Alvalade. Após uma boa jogada de Gonzalo Plata, a equipa da casa beneficiou de um livre direto à entrada da grande área. Na cobrança, Jovane Cabral fez novamente o gosto ao pé e com um remate potente e colocado, fez o primeiro da partida, onde Cláudio Ramos não teve qualquer hipótese de defesa.

Já aos 29 minutos, Nuno Mendes combina bem na esquerda com Jovane Cabral e conquista penalty. O esloveno Sporar assumiu a cobrança e não falhou, fazendo assim o 2-0 na partida. O CD Tondela só ameaçou aos 34 minutos, após um livre com uma bola longa colocada na grande área, com a bola a embater no poste da baliza leonina após um corte defeituoso de Mathieu. O Sporting chegava com justiça ao intervalo na frente do marcador. A melhor exibição até agora, bastante completa da equipa de Rúben Amorim, criando muitas dificuldades ao Tondela.

Na segunda metade, seria de esperar uma resposta do CD Tondela. Apresentou-se (bem) melhor face à primeira parte e tentou a espaços responder à desvantagem, ainda que de uma forma tímida, apesar de acabar a segunda metade com mais remates que a equipa da casa. O Sporting CP apresentou novamente algumas dificuldades em ter o jogo como controlado, depois de se encontrar em vantagem, possivelmente fruto da juventude que apresenta em campo e que foi caindo de produção ao longo do jogo.

Uma segunda parte com um ritmo baixo e poucas (ou nenhumas) oportunidades claras de golo. Apenas de salientar uma boa jogada por parte do esloveno Sporar para o Sporting CP e um remate do médio Jaquité para o CD Tondela que obrigou Maximiano a desviar por cima da baliza. O Sporting CP resolveu na primeira parte e adormeceu na segunda, mas fez o suficiente para sair de Alvalade, fruto também da incapacidade do CD Tondela, com mais três pontos.

A FIGURA

Fonte: Sporting CP

Nuno Mendes – Após a estreia com a principal camisola leonina, fez hoje a sua estreia como titular substituindo Acuña na ala esquerda. E que jogo! Com apenas 17 anos (faz 18 anos no dia de amanhã) apresentou-se sereno, confiante e com uma maturidade acima da média. Definiu bem os ritmos, sabendo quando devia de acelerar ou não, estando muito envolvido quer ofensiva, quer defensivamente. Procurou dar profundidade e esteve ligado ao lance que dá o 2-0 ao Sporting CP após boa combinação com Jovane Cabral. Uma exibição que deixa água na boca aos adeptos leoninos e que deixa assim bons sinais, sendo certo de que irá somar mais minutos no que resta jogar da presente época. Jovane Cabral merece também destaque, pelo golo (mais um) mas por tudo que fez e foi fazendo até final da partida.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rafael Camacho – Não é por falta de oportunidades que o jovem leonino poderá ter razão de queixa. Tem sido aposta constante por parte de Rúben Amorim, mas vai também de forma constante demonstrando todas as suas lacunas. Mal posicionado em organização defensiva, lento na transição defensiva. Pouco critério, pouca assertividade, cruzamentos sem nexo. Enfim! Mais um jogo em que demonstra ser a peça mais fraca no atual contexto leonino e vai começando a ficar com pouco espaço de manobra e para continuar a somar erros. Ristovski (ou até mesmo Rosier, até pelo investimento que foi) podem começar a reclamar mais minutos. No Tondela, destaque pela negativa para a linha defensiva, que apresentou muitas dificuldades na partida.

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting CP apresentou-se novamente no seu 3x4x2x1. Gonzalo Plata, Jeremy Mathieu e Nuno Mendes entraram para os lugares de Luciano Vietto, Cristian Borja e Marcus Acuña. O Sporting CP começou melhor no jogo e resolveu cedo a partida. A equipa está melhor e mais segura nas ideias de Rúben Amorim que aos poucos parecem começar a assentar na identidade leonina.

Mas há ainda muito a melhorar, sobretudo nas equipas com blocos mais baixos e nas fases de criação e construção. Os médios acabam por participar pouco e por ter pouco espaço para aparecer e a equipa acaba por ser forçada a jogar por fora, tornando-se um pouco previsível no seu jogo e demonstrado a espaços, falta de opções e soluções. Há ainda espaço para melhorar também na parte em que é necessário fazer a gestão de jogo.

O Sporting CP tem apresentado alguma dificuldade na segunda metade das partidas e é necessário melhorar para evitar que ocorram futuras quebras de ritmo e rendimento. Mas foi no computo geral um Sporting CP competente e que vai assentando o modelo em cima de vitórias. Sexta vitória consecutiva em Alvalade a contar para a Liga NOS – o melhor registo desde janeiro 2019. O Sporting CP de Rúben Amorim continua invicto com três vitórias e um empate, sete golos marcados e dois sofridos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luis Maximiano (6)

Eduardo Quaresma (7)

Sebastian Coates (7)

Jeremy Mathieu (6)

Rafael Camacho (3)

Matheus Nunes (5)

Wendel (6)

Nuno Mendes (8)

Gonzalo Plata (6)

Jovane Cabral (8)

Sporar (6)

SUBS UTILIZADOS

Cristian Borja (4)

Stefan Ristovski (4)

Rodrigo Battaglia (4)

Francisco Geraldes (4)

Pedro Mendes (-)

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

A equipa apresentou-se em 4x4x2 e o Tondela mudou apenas duas unidades no seu onze: Jaquité e Murillo entraram para os lugares de João Pedro e António Xavier. A equipa apresentou-se muito tímida na primeira parte, não fazendo qualquer remate à baliza leonina. Tardou em perceber a melhor forma de anular a equipa leonina e conseguiu equilibrar quando colocou mais médios no miolo, conseguindo também aproveitar os espaços que a equipa leonina dava entrelinhas.

Melhorou na segunda parte, ficou mais aguerrida e tentou chegar-se à frente. Acaba com mais remates na segunda parte, mas não foi o suficiente para conseguir assustar a equipa da casa, sempre com algumas tomadas de decisão precipitadas. Os lances de mais perigo surgiram quase sempre de bolas paradas. A equipa foi às costas de Pepelu que foi o melhor elemento dos forasteiros. Apesar da derrota, a equipa está confortável na tabela e irá continuar na luta (e confirmação) da manutenção.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Claudio Ramos (4)

Marko Petkovic (4)

Phillipe Sampaio (4)

Yohan Tavares (4)

Filipe Ferreira (5)

Murilo (5)

Jaquité (6)

Pepelu (7)

Ricardo Valente (5)

Richard (5)

Ronan (5)

SUBS UTILIZADOS

Ricardo Alves (5)

Tiago Almeida (4)

Jonathan Toro (5)

Rúben Fonseca (4)

Pedro Augusto (-)

Os 5 objetivos a cumprir por Fernando Santos até 2024

O seleccionador nacional Fernando Santos acabou de renovar o contrato que o liga à Federação Portuguesa de Futebol até 2024, ou seja, até ao Campeonato da Europa que se irá realizar nesse ano.

Goste-se ou não do estilo do Senhor Engenheiro, a verdade é que a marca que ele deixou na equipa das quinas é absolutamente inquestionável. E por muito discutível que esta renovação por um longo período de tempo possa ser, existem vários parâmetros que devem ser avaliados. Por isso irei fazer aqui um top com cinco objectivos que Fernando Santos tem a cumprir até ao final do seu novo contrato.

Os 5 melhores jogadores de clubes abaixo da linha de água

Até nas equipas mais “afundadas” na tabela classificativa se encontram jogadores de inegável qualidade. Por vezes, a prestação individual não se traduz no alcance dos objetivos coletivos de um determinado conjunto. Quem não se lembra de admirar atletas de equipas “aflitas”? Que por uma ou outra razão, quer seja do ponto de vista técnico, tático, físico ou até de caraterísticas genuínas como a raça, o crer ou o espírito coletivo, nos fazem sonhar.

Atualmente, não se situa em posição de descida, mas é impossível desgostar dos “senhores do futebol” como Luiz Carlos (FC Paços de Ferreira) ou Diego Galo (GD Chaves), que passaram várias épocas a lutar pela permanência no mais alto escalão do futebol português.

Neste top, figuram jogadores do Portimonense SC e CD Aves, com potencial para rumar a outras paragens (com todo o respeito aos clubes que representam). Foram tidas em conta condicionantes como a idade, estatísticas e regularidade, mas sobretudo a qualidade.