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Olheiro BnR: Ianis Hagi

O nome e o número que carrega na camisola traduzem aquilo que é dentro do campo: um craque! Com apenas 21 anos, Ianis Hagi é já internacional A pela Roménia, disputou as duas principais competições europeias de clubes e, desde janeiro, tem vindo a conquistar espaço num plantel bastante competitivo do Rangers FC, que anseia por destronar o Celtic da hegemonia completa do futebol escocês.

Detentor de um controlo de bola notável e de uma capacidade de drible que o faz saltar à vista do espectador, é na facilidade com que usa os dois pés e na qualidade de passe excecional que tem os seus principais atributos. Fisicamente, apesar de ter um ar franzino e de mostrar algumas debilidades no jogo aéreo, a forma como aguenta o choque é quase inacreditável, dada a sua constituição física, sendo que esta característica pode revelar-se bastante importante para a sua afirmação no campeonato escocês.

Com a formação feita entre a academia do pai, o magnífico Gheorge Hagi, e o Viitorul, clube fundado em 2009, também pelo pai, a jovem estrela romena passou uma temporada na Fiorentina, antes de regressar ao clube romeno. Daí saiu para o Genk, da Bélgica, no início da atual temporada, mas as coisas não correram da melhor forma (chegou mesmo a ser apelidado de ‘flop’) e acabou por ser emprestado no mercado de inverno, chegando assim à Escócia.

O prodígio romeno apontou dois golos frente ao SC Braga, no encontro disputado em Ibrox                Fonte: Rangers FC

Aí, Hagi causou um positivo impacto imediato, marcando o golo da vitória no primeiro jogo que fez como titular, frente ao Hibernian, para a liga doméstica, e apontando também os golos que começaram e concluíram a reviravolta operada frente ao Sporting de Braga, a contar para a Liga Europa.

Caso o bom momento inicial se prolongue, o mais provável é que o Rangers decida avançar para a compra definitiva de Hagi. No entanto, tal não se adivinha com uma tarefa fácil, uma vez que será necessário bater a concorrência de peso que se aproxima. Metaforicamente, o prodígio romeno é um “pequeno peixe” num mar de “tubarões”: antes da transferência para o Genk, no verão de 2019, a jovem promessa apareceu associada a clubes como o Real Madrid, o Manchester United ou o Barcelona, mas este interesse acalmou depois do fraco desempenho do médio ofensivo em território belga. Contudo, a retoma da melhor forma com a camisola da equipa de Glasgow poderá voltar a atrair os holofotes do topo do futebol mundial, cenário que decerto não agradará aos responsáveis do “gigante adormecido” escocês. Os rumores mais recentes apontam para um possível interesse dos italianos da Lazio, mas a vontade do jogador em permanecer em Ibrox pode ser fundamental para que este continue a representar os “Gers” nas próximas temporadas.

Seja onde for, e apesar dos seus apenas 21 anos, Ianis Hagi parece cada vez mais destinado a ter uma carreira de sucesso, mas as comparações com o pai, Gheorghe Hagi, serão inevitáveis durante todo o seu percurso futebolístico. Se chegará a representar as cores de Barcelona e Real Madrid, tal como o progenitor, ninguém pode afirmar, mas aconselho todos a acompanharem o trajeto deste prodígio romeno, que muito dará que falar.

5 desafios para o teste gratuito do Football Manager 2020

O Football Manager é sempre uma ferramenta de apoio aos momentos mais complicados e de solidão. Face ao momento surreal pelo qual o mundo atravessa, somos forçados pela nossa segurança a ficar em casa com os nossos e a mantermo-nos vigilantes e seguros. Muitos encontram conforto em séries e filmes sem limites das plataformas digitais. Os desafortunados que encontram no futebol um escape ou um motivo para confraternizar, encontram-se limitados porque as ligas mundiais pararam.

Sem futebol nas televisões, a Sports Interactive disponibilizou a todos os jogadores o Football Manager 2020 gratuitamente para jogar no PC até dia 25 de Março. Aqui ficam 5 desafios para ti.

Merci, Martin

Acabou. Já não veremos mais o melhor de sempre do Biatlo em competição. A 14 de março de 2020 chegou ao fim a carreira do francês com mais ouros olímpicos, Martin Fourcade.

Sete medalhas olímpicas (cinco de ouro), 28 medalhas em Mundiais (13 de ouro), sete Taças do Mundo Gerais, 26 Taças do Mundo de disciplina, 98 etapas da Taça do Mundo. Os números falam por si e esclarecem o porquê de Martin Fourcade ter ascendido ao Olimpo como um dos grandes da história do Desporto.

De origens modestas, Martin fez um percurso de subida na vida a pulso não incomum a muitos outros atletas de alta competião e, seguindo as pisadas do seu menos talentoso irmão Simon, dedicou-se ao Biatlo e não fez por menos, estabelecendo-se como o maior da história da modalidade.

Foram recordes atrás de recordes, exibições brilhantes atrás de exibições brilhantes, toda uma geração de competidores ofuscada pelo brilho de um só homem.

Condecorado pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, após as Olímpiadas de 2018
Fonte: Équipe de France de Biathlon

Lesões e a afirmação de Johannes Thingnes Bo como o novo patrão da modalidade impuseram um par de anos final sem tantos sucessos, mas, ainda assim, demonstrador do caracter e qualidade do francês.

Perder a Geral da sua última Taça do Mundo por meros dois pontos pode parecer uma cruel derrota, mas é na verdade uma prova vital do que Fourcade teve para nos oferecer, de tal forma que, mesmo contra um adversário melhor sobre os skis, aproveitou as abertas que lhe surgiram para o levar ao limite na luta pelo título.

No final de tão ilustre carreira, faltam as palavras para dizer mais. Sobre a sua carreira, Martin diz que “Foi como sonhar acordado. Foi um sonho partilhado e nós tivemos o privilégio de assistir. Por isso, lhe agradecemos.

Foto de Capa: Équipe de France de Biathlon

Que livros de desporto devo ler nesta quarentena? “101 Cromos da bola”, por Rui Miguel Tovar

“As mais incríveis histórias das maiores figuras do futebol português”. Neste tempo em que estamos indeterminadamente confinados à nossa casa, o Bola na Rede pretende contribuir de forma positiva e enriquecedora ao sugerir boas leituras para preencher o tempo disponível. A minha recomendação desta semana é da autoria do jornalista Rui Miguel Tovar e chama-se “101 Cromos da bola”.

Neste livro publicado em março de 2012, Rui Miguel Tovar escolhe 101 “cromos” que fazem parte do imaginário futebolístico do nosso país e descreve histórias que ficaram para a história, passe o pleonasmo.

E que histórias são estas? Temos a do famoso brinco de Vítor Baptista, perdido em pleno relvado a festejar um golo pelo SL Benfica ao rival Sporting CP, a do primeiro golo de sempre exibido pela SIC (Balakov frente ao SL Benfica, aos 12 segundos de jogo) que não foi visto pela televisão devido à nuvem de fumo dos petardos e a do amarelo a Cantona no jogo (amigável) da festa do 50º aniversário de Eusébio.

Mas temos também a fuga para Marrocos do guarda-redes Carlos Gomes ao intervalo de um Atlético CP-SL Benfica, na bagageira de um Citroën boca de sapo, a curta passagem de Di Stéfano ao comando do Sporting CP, o escorpião que precipitou o fim da carreira de Eurico, o único campeão pelos três grandes, e Félix Mourinho, pai de José Mourinho, que defendeu penalties de Eusébio, Matateu e Yazalde.

“101 Cromos da bola” conta as histórias mais incríveis do futebol português
Fonte: Fnac

Por fim, que dizer de Jaguaré, o primeiro guarda-redes a usar luvas em Portugal, Teófilo Cubillas, avançado peruano que deixou saudades no FC Porto, ou John Toshack, treinador galês que precipitou a saída de Futre do Sporting CP para o FC Porto ao querer empresta-lo à Académica?

Em suma, são cromos atrás de cromos, de Borges Coutinho a Cândido de Oliveira, de Figo a Matateu, passando por Peyroteo, Sabry e Madjer, num total de 101 histórias que prometem entreter e informar todos os que gostam de futebol, independentemente da sua cor clubística.

 

Medidas de suspensão de provas alheias a clubes do fundo da tabela

Vivem-se tempo complicados e os pensamentos não alternam muito entre assuntos. O mais importante é uma necessidade básica que assombra os mais preocupados (e até aqueles que julgam que não há medos): a salvação.

No entanto, as saudades dos relvados verdinhos e da nossa amiga (ou deverei dizer melhor amiga) redondinha começam a suscitar. As propostas de acabar o campeonato estão em cima da mesa, ou seja, mais uma vez o pensamento remete para os mais favorecidos. Ninguém ainda calculou o quanto estes clubes de fundo da tabela podem beneficiar com esta paragem (pequena ou grande, ninguém sabe).

Que futuro aguardam os clubes na zona de descida?

O último classificado, e quando digo isto refiro-me ao clube de Vila das Aves ou melhor dizendo o CD Aves, andava a realizar uma época aquém das expetativas. Não seria de esperar uma grande época com a concretização de um lugar no sítio do pódio, no entanto, jogo após jogo a distância de obtermos uma época (pelo menos, equivalente à do ano passado) bem conseguida começou a ir pelo cano abaixo. Com a paragem, o CD Aves pode começar a ganhar intensidade e desejo – tanto dos jogadores como do treinador – de regressar às vitórias.

Outro caso julgado perdido é o

Outro caso julgado perdido é o Portimonense SC. O clube perdeu imenso com a saída de António Folha. Até à pausa forçada, o Portimonense já tinha dado sinais de melhoria, no entanto havia imensos deslizes que complicavam cada vez mais as contas. A pausa pode vir a dar continuidade ao trabalho positivo de Paulo Sérgio.

António Folha deixou comando técnico do Portimonense SC em janeiro de 2020
Fonte: Portimonense SC

Quem ainda não está completamente a salvo são FC Paços de Ferreira, o recém-subido está com dificuldades a manter-se na competição que representa o maior escalão do futebol português, no entanto, ainda se encontram com uma vantagem de seis pontos em relação à zona de despromoção. O problema poderá ainda afetar o CS Marítimo que o CD Tondela, que apenas se encontram a oito e nove pontos, respetivamente.

Não sei até que ponto é que irá desfavorecer (porque o pensamento nunca é favorecer) estes clubes de fundo da tabela, o facto de acabar agora a época ou até mesmo a possibilidade de play-offs. No entanto, não estarão um bocado esquecidos? Tanto pela liga como pela comunicação social?

Que jogos devo rever nesta quarentena? O dia em que o futebol abanou o Estado Novo

Que jogos devo rever nesta quarentena? Pois, bem, voltemos a 1969, um ano onde Portugal continuava amordaçado pelo Estado Novo, um ano também ele marcante para a civilização ocidental: tivemos o último concerto dos Beatles, Neil Armstrong a caminhar na Lua, o festival de Woodstock, e muitos outros marcos importantíssimos. Em Portugal, continuávamos amordaçados pelo Estado Novo, com uma esperança vã na “Primavera Marcelista”, mas que acabou por se revelar a continuação do Salazarismo. Em Coimbra, no entanto, a situação aquecia, com os estudantes a não virarem a cara à luta.

Tudo começou em Abril, aquando da inauguração do edifício de matemáticas da universidade. Nessa cerimónia solene, que contou com a presença do Presidente da República, Américo Thomaz e com o Ministro da Educação, José Hermano Saraiva, os representantes do Estado foram recebidos por milhares de estudantes que exibiam cartazes com reivindicações como “Ensino para todos” e outras coisas do género, exigindo uma democratização do Ensino e uma maior liberdade de expressão.

Durante a inauguração, o presidente da recém-eleita Associação Académica de Coimbra, pediu a palavra para se dirigir ao Presidente da República, o que levou ao término imediato da cerimónia e à consequente detenção de Alberto Martins. O extremar de posições levou ao encerramento da Universidade e a uma greve estudantil aos exames, o que originou a ocupação da cidade pela polícia, pronta a impedir quaisquer manifestações. Entretanto, a equipa de futebol da AAC juntou-se à luta académica que fez tremer o Regime.

A oito de junho, a equipa da cidade dos estudantes defrontava o Sporting CP em Alvalade, no jogo da primeira mão da meia-final da taça toda vestida de branco com braçadeiras pretas, em sinal de luto académico. A vitória por 2-1 em Lisboa, com um golo de Nene ao cair do pano, deixava os estudantes a um passo da tão desejada final da taça.

Uns dias depois, num municipal de Coimbra à pinha, o Calhabé, os estudantes entram em campo com o símbolo da AAC coberto com fita adesiva em sinal de protesto, e acabam por vencer por 1-0, com um golo de Manuel António, que os colocava no Jamor, onde defrontariam o Benfica de Coluna, Humberto Coelho, Toni, Simões e Eusébio.

Os jogadores da Académica entraram em campo com a capa aos ombros
Fonte: Académica OAF

Finalmente, e após muita especulação e controvérsia, chegou a final da prova-rainha do desporto português, sem a presença das altas figuras do Estado nem transmissão da RTP, mas nada disso era preciso. Já não se tratava só de futebol. Era o próprio povo português que os Academistas representavam, quando entraram em campo com as capas aos ombros.

O jogo decorreu com uma falsa sensação de acalmia até ao intervalo, altura em que os estudantes de Coimbra ergueram as vozes e cartazes contra o Estado Novo, levando o resto do estádio a perceber que se encontravam no maior comício de sempre contra o Regime. O alarido das bancadas contagiou os jogadores no relvado, levando Manuel António a fazer a oposição sonhar, quando marcou o primeiro golo da final aos 81 minutos, pondo a Académica na frente.

Os festejos, no entanto, duraram pouco, pois o golo do empate surgiu 4 minutos depois, por António Simões, atirando o jogo para prolongamento. Nesse tempo extra, a Académica quebrou e o inevitável Eusébio acabou com o sonho dos estudantes, ao marcar o golo da vitória aos 109 minutos.

Apesar da derrota em campo, os estudantes acabaram por conseguir algumas vitórias fora dele, pois naquela tarde de junho, pregaram o primeiro prego no caixão da Ditadura. Foi o jogo mais político da história, aquele em que até alguns benfiquistas estavam a torcer pela equipa que melhor representava a resistência ao Regime e onde pela primeira vez, o país viu que o Estado Novo não era eterno. Naquele dia, chutamos todos com Manuel António, num pontapé fortíssimo no Regime que nos oprimia há décadas. Foi o dia em que o futebol fez abanar o Estado Novo. E por isso mesmo este é um dos jogos que devo rever nesta quarentena.

O jogo na sua integra não te conseguimos dar, mas fica aqui uma reportagem sobre a envolvência de todos este jogo:

 

NBA Draft 2020: Os 3 jogadores mais notórios #1

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Com a NBA suspensa por tempo indeterminado, a pausa tem sido aproveitada por parte de scouts e treinadores para observarem os principais atletas que irão colocar o seu nome no Draft de 2020. Apesar deste ano se projetar como um dos anos mais fracos em termos de talento, não deixam de existir jogadores capazes de remodular franchises e deixar a sua “pegada” na história da liga.

Para compreenderem a importância do draft e como uma escolha pode mudar todo o rumo e aspirações de uma equipa, como estariam os Warriors se os Memphis Grizzlies tivessem escolhido Stephen Curry ao invés de Hasheem Thabeet, ou os Detroit Pistons caso tivessem escolhido Carmelo ou Dwyane Wade ao invés de Darko Miličić? É por isso, fulcral, que não só scouts, como toda a direção e treinador tenham a competência necessária para a escolha de um jovem talento, capaz de revolucionar ou alterar toda a conjuntura do franchise.

Para 2020, quais são os talentos inquestionáveis? Veja aqui o nosso top 3.

O onze mais desvalorizado do SL Benfica na última década

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Muitos são os jogadores que passam pelos clubes sem nunca chegarem a deixar marca junto dos adeptos. A maioria por falta de qualidade, mas há muitos que somente as circunstâncias os ofuscaram: a maturidade dos jogadores, o nível de desenvolvimento, a adaptação ao país, a adaptação à equipa e até a qualidade do treinador que os recebe. O SL Benfica ainda consegue ser um caso mais especial.

Às contratações que não se afirmaram ainda se juntam os jovens da formação que acabaram por ter de se mostrar em outras paragens.

Deixo-vos então o meu 11, num 4-4-2 clássico, com jogadores que passaram pelo SL Benfica, entre 2009-10 e 2018-19, praticamente sem registo, mas que acabaram por se afirmar noutras paragens e até noutros voos.

Este é um XI que está actualmente avaliado em 254 milhões de euros, enquanto o XI actual de Bruno Lage está avaliado em 223 milhões.

BnR TV: O primeiro em Quarentena

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Em tempos de Quarentena decidimos voltar! O BnR TV adapta-se a esta nova realidade e vai fazer-te companhia ao longo de vários episódios e com muitos convidados. Junta-te a nós!

Com Mário Cagica Oliveira, João Miguel Rodrigues e Marco Ferreira.

Podes subscrever o nosso canal no Youtube através do seguinte endereço ➡️ https://www.youtube.com/c/bolanaredetv

O Passado Também Chuta: Andrea Pirlo

Andrea Pirlo um dos melhores médios de sempre, brilhou ao mais alto nível ao serviço do AC Milan e da Juventus. Pirlo foi uma das figuras mais marcantes da história recente do futebol italiano, somando títulos e vitórias. O número 21, foi um dos heróis italianos que conquistaram o Mundial 2006.

Pirlo é oriundo de Brescia, tendo feito a sua formação no clube local. Com apenas 16 anos, fez a sua estreia na Serie A, lançado por Mircea Lucescu, decorria a temporada 94/95. O médio permaneceu no Brescia durante três temporadas, somando 49 jogos e seis golos marcados.

As boas exbições de Pirlo valeram-lhe a transferência para o Inter de Milão, a troco de 2 M€. No entanto, ao serviço dos nerazurri só foi aposta regular na primeira temporada, jogando como médio ofensivo. Assim, acabou por passar por dois períodos de empréstimo, vestindo a camisola do Reggina e, novamente, do Brescia. Aos 22 anos, na época 2000/2001 representou o Brescia, sendo adaptado a médio-defensivo por Carlos Mazzone.

No verão de 2001, Carlo Ancelotti contratou o talentoso médio italiano, por uma verba a rondar os 17 M€, seguindo-se uma década com a camisola do AC Milan. No clube rossoneri, Pirlo disputou 401 partidas e marcou 41 golos. Nos dez anos que representou o Milan, conquistou dois campeonatos, duas Ligas dos Campeões, uma Taça de Itália, uma Supertaça, duas Supertaças Europeias e um Mundial de Clubes.

Na Liga dos Campeões, Pirlo somou mais de 100 jogos disputados, vencendo a maior competição de clubes por duas ocasiões. No entanto, disputou três finais: em 2003 diante da Juventus, e duas perante o Liverpool, em 2005 e 2007. Em Istambul, no ano de 2005, o Milan esteve a vencer o Liverpool por 3-0, consentindo depois o empate e saindo derrotado nas grande penalidades. A vingança surgiu duas temporadas depois, em 2007, o Milan voltou a enfrentar o Liverpool na final disputada em Atenas. Os italianos venceram por 2-1, com dois golos de Pippo Inzaghi, com Pirlo a assistir num livre para o primeiro golo.

Andrea Pirlo voltou a protagonizar uma transferência, em 2011/12, estando em final de contrato, rumou a Turim para representar a Juventus. Com a camisola da vechia signora voltou a escrever uma história de títulos e vitórias, disputando 164 jogos e apontando 19 golos. Na Juventus sagrou-se tetracampeão italiano, somando ainda uma Taça de Itália e duas Supertaças.

Andrea Pirlo venceu dois troféus com a camisola da squadra azzurra, o Mundial 2006 e um Euro Sub-21
Fonte: UEFA

Em 2015, terminou a sua ligação à Juventus e viveu a sua primeira aventura fora de Itália. Pirlo foi uma das estrelas que rumou à Major League Soccer, onde vestiu a camisola do New York City FC. Pirlo despediu-se dos relvados no dia 5 de Novembro de 2017, num jogo que opôs o NYC e o Columbus Crew.

Andrea Pirlo ficou na história dos clubes que representou, mas também na seleção italiana, somando 116 internacionalizações e 13 golos. O médio representou a squadra azzura em três campeonatos do mundo, três campeonatos da Europa, duas Taças das Confederações e dois Jogos Olímpicos. No Mundial 2006, disputado na Alemanha, ajudou a Itália a sagrar-se campeã, após vencer nas grandes penalidades a França, na final.

Andrea Pirlo será, para sempre, recordado como um dos melhores médios do futebol mundial. Para sempre na memória dos adeptos ficará a sua inteligência, a visão de jogo, a qualidade de passe, a meia distância e a forma exímia como batia livres. Um verdadeiro fora de série, uma estrela que tivemos o privilégio de ver jogar.

 

Artigo revisto por Joana Mendes