Início Site Página 11334

Willy Caballero | Um patinho feio, que sempre vira cisne

Willy Caballero devia ser um alvo de estudo. O internacional argentino de 38 anos não faz, nem nunca fez, parte da elite de guarda redes de classe mundial, mas, na verdade, acabou com duas hegemonias que pareciam insuperáveis em dois clubes diferentes. É caso para dizer que é um patinho feio, que sempre vira cisne.

A sua primeira vítima foi Claudio Bravo, no Manchester City FC, abrindo portas ao investimento em Ederson Moraes, e agora “sentou” o guarda redes mais caro da história, Kepa Arrizabalaga, no Chelsea FC.

Puxando a fita atrás, Caballero foi formado no gigante CA Boca Juniors, nunca se conseguindo impor na equipa principal. Em 2005, imigrou para Espanha, para representar o Elche CF da segunda divisão espanhola.

Só voltou a mudar de clube em janeiro de 2011, onde aceitou a proposta do Málaga CF, clube que vivia uma fase folgada, a nível financeiro, e conseguiu entrar na Liga dos Campeões, com vários craques nas suas fileiras.

Kepa não deverá continuar nos Blues, após perder o lugar para Willy
Fonte: Chelsea FC

Em 2014, ruma ao Manchester City FC para ser o número dois de Joe Hart e depois de Claudio Bravo. Conseguiu, em momentos, “sacar” o lugar de Hart, mas ter tirado Claudio Bravo do onze inicial na época 16-17, foi muito mais mediático, terminando a época com 27 jogos realizados.

Em 2017, troca um grande de Manchester, pelo gigante de Londres, Chelsea FC. Primeiro para ser sombra de Courtois, que, entretanto, foi para Real Madrid CF, e depois de Kepa Arrizabalaga, que chegou por uns bombásticos 80 milhões de euros, proveniente do Athletic Bilbao.

Aos 38 anos, já ninguém dava nada pelo argentino, sobretudo, após o fiasco individual no mundial de 2018, onde perdeu a titularidade na fase de grupos da competição, após ficar ligado a um erro grave numa partida. Mas, a verdade, é que Caballero conseguiu convencer Frank Lampard a encostar Kepa, após uma quebra de forma do espanhol.

O mais engraçado é que Caballero nunca encheu o olho como guarda redes e tem características que o impedem de ser de topo, como por exemplo, pouca agilidade e pouca regularidade (fica ligado algumas vezes a resultados negativos das suas equipas por erros evitáveis).

De qualquer das formas, o argentino arranja sempre maneira de entrar no onze inicial e, dificilmente, Kepa voltará a ter oportunidade esta temporada.

Pelo facto de Kepa não ter convencido totalmente e de Caballero convencer Lampard a tirar o espanhol do onze, os dias de Arrizabalaga podem estar contados em Stamford Bridge, falando-se numa possível contratação de Jan Oblak.

Quanto a Caballero, aos 38 anos, engane-se quem pensava que o argentino iria terminar a temporada e encerrar a carreira. Em final de contrato, talvez faça pouco sentido a um guarda redes titular de um gigante como Chelsea FC, falar-se em fim de carreira.

Provavelmente, os Blues não serão o último clube da carreira do argentino, sendo que a própria renovação não está posta de parte.

Em caso de renovação, seria curioso ver se Caballero conseguiria terminar com a hegemonia do novo guarda redes do Chelsea FC.

Foto de Capa: Chelsea FC

Artigo revisto por Joana Mendes

Apoiar o clube da terra: uma questão de orgulho

É uma questão tão atual quanto pouco badalada naquilo que diz respeito ao seu verdadeiro significado. Apoiar o clube da terra ou apoiar um clube porque “ganha mais vezes”? Num jogo entre um determinado clube e um dos chamados grandes do nosso futebol, é praticamente uma regra o estádio dessa equipa estar preenchido na sua esmagadora maioria por adeptos do clube grande, seja ele qual for. Mais do que um motivo de preocupação, isto é algo que envergonha, que não faz sentido e que merece uma reflexão profunda por parte de toda a gente que quer um futebol português verdadeiramente forte.

O facto do futebol, em Portugal, girar à volta de três clubes, só assim acontece porque as pessoas não se permitem a um grito de revolta. As pessoas em Portugal, desde o princípio dos tempos, preferem dedicar-se a um clube que ganha títulos, porque gera mais mediatismo, porque produz receitas de milhões de euros, do que apoiar o clube que a deve verdadeiramente representar: o clube da sua cidade.

Seja em que divisão for, seja o momento que for, o bairrismo (o bom e positivo bairrismo) tem de imperar. Muitas vezes as pessoas confundem bairrismo com pancadaria e mentalidades arruaceiras. O verdadeiro bairrismo assenta na defesa acérrima dos valores do seu “bairro”, da sua cidade, do seu concelho, quiçá da sua região. Nada tem a ver com rixas de rua e arremesso de cadeiras, mas sim com uma questão cultural e, indo mais longe, até de educação.

O apoio único e incondicional ao clube da terra tem de vir desde o princípio. Tem de vir da educação que os nossos pais nos dão, porque é a partir daí que somos nós que vamos partilhar essa forma de viver com os nossos amigos, com os nossos filhos, com as gerações futuras. É uma questão tão cultural, quanto hereditária, e enquanto as pessoas não entenderem que é mais importante dizer “tenho orgulho no clube da minha cidade”, do que aparecer numa reportagem televisiva como adepto do FC Porto, SL Benfica ou Sporting CP, sendo natural do outro lado do país, mas em que isso é visto como algo fantástico e como uma “grande prova de amor” ao clube grande.

Deixem-se disso, por favor. Se empregassem todo esse esforço por um simples pagar de quotas para o vosso clube da terra, este cresceria mais do que imaginam. O que as pessoas têm de começar a perceber é que, mais do que as vitórias ou os troféus, é uma questão de defenderem o que é seu, de respeitarem as suas raízes, de espalhar a paixão pela sua cidade, pelas suas gentes e, consequentemente, pelo clube que as representa.

Falei na educação desde o berço e não poderia deixar de passar pela cidade onde nasceu o nosso Portugal. De facto, Guimarães assume-se como um famigerado exemplo de bairrismo e amor total ao clube da sua cidade, o Vitória. Dir-me-ão os peritos em contradição: “mas em Guimarães também há portistas ou benfiquistas!”. Claro que há. E haverá sempre. Toda a gente tem, efetivamente, liberdade para serem do clube que quiserem e mau seria se assim não fosse.

O futebol deve ser encarado como um jogo de libertação e nunca como uma guerra. Porém, em Guimarães esteve sempre presente uma cultura muito bem enraizada de suporte ao clube local. E isso é visível a toda a hora. Quem for a Guimarães num dia em que não haja jogo do Vitória, poderá ver várias pessoas pela rua com alguma indumentária do clube. Mesmo não havendo jogo.

Faz parte da vida deles e têm todo o orgulho em demonstrá-lo. E é assim que deveria ser em todo o país. Todos deveriam ter orgulho em demonstrar o amor que sentem pela sua cidade e pelo clube que a representa. Se assim fosse, tenho a certeza absoluta que teríamos um futebol português muito mais limpo e menos centrado em três clubes que, nos últimos anos, fazem corar de vergonha um país inteiro por coisas extra futebol.

Guimarães é uma cidade apaixonada pelo seu clube
Fonte: Vitória SC

“Sou de Faro, sou Farense”, “Famalicão e Basta”, “Sou de Braga, sou do Braga” são alguns dos slogans mais marcantes que podemos ler por algumas cidades do nosso Portugal. E o caminho tem de começar por aí. Numa era marcada pela digitalização e pela guerra das redes sociais, toda a divulgação de manifestações de orgulho bairrista é bem-vinda.

Sabendo que há mentes que já não vão mudar nem entender tudo isto (como digo, é uma questão também cultural e individual de cada um), é importante pensar no futuro. Queremos que os nossos filhos apoiem um clube só porque ganha mais vezes e tem mais dinheiro, ou queremos que defendam a cidade onde cresceram? Porque não é só defender o clube da terra. É defender a cidade. É defender a família e os amigos. É demonstrar afeto por algo que nos diz, verdadeiramente, algo e que está dentro de nós.

O que aconteceu em Barcelos na passada segunda feira, no jogo entre Gil Vicente FC e SL Benfica, é algo que deve fazer corar de vergonha todos os que se souberem debruçar a estudar este fenómeno da centralização do apoio a três clubes. Um estádio com capacidade para 12 mil pessoas tinha perfeitamente umas dez mil afetas ao Benfica, que se viu a jogar em casa frente a uma equipa que devia representar o maior concelho do país.

São 120 mil habitantes que devem fazer um juízo de consciência. Qual é o problema? É que, da mesma forma que em cidades como Guimarães há princípios bem enraizados, em quase todas as outras cidades portuguesas, o apoio ao grande é muito superior ao apoio ao clube da terra. Na minha visão, já é impensável apoiar mais um clube do que o clube da sua própria terra.

Ver pessoas tornarem-se sócias do clube da terra apenas para terem bilhetes mais baratos para os jogos com os grandes é inconcebível. O velho argumento de “ao menos pago as quotas, já ajudo o clube”, não é certo nem verdadeiro. O facto de dar um mínimo de retorno financeiro ao clube cai, imediatamente, por terra a partir do momento em que aquilo que é mais importante, que é uma equipa de futebol sentir que “em casa joga em casa”, não sucede durante pelo menos três vezes. É impensável e inacreditável.

As casas do Benfica e do FC Porto ou os núcleos do Sporting CP são outro mistério pouco investigados ao longo dos anos. O que são? São estabelecimentos criados em várias cidades do país, para os seus habitantes que apoiem esses três clubes. Uma prova de amor à distância para uns, um ato desleal para com a cidade, que nada tem a ver com esses clubes para outros.

Qual o lado correto? Perguntem à Liga Inglesa ou à Liga Alemã, onde residem os campeonatos mais competitivos do mundo e com estádios cheios. FC Porto é no Porto, SL Benfica e Sporting CP em Lisboa. Qual é a dificuldade de entender que valorizarmos o local onde nascemos e crescemos é muito mais valioso? É difícil perder muitos jogos? É.

Ninguém vai ao estádio para ver a sua equipa perder ou jogar mal. Mas o amor cresce nos momentos negativos. Que o digam os adeptos do Vitória, que tiveram uma explosão no crescimento do número de sócios no ano em que o clube desceu à Segunda Liga. É por mentalidades derrotistas e de “Maria vai com as outras” que muitos clubes não conseguem uma boa promoção para possíveis investimentos estrangeiros.

Veja-se o caso do FC Famalicão, que tem um bom investimento estrangeiro, afiançado na imagem do clube. Sim, há muitos adeptos que têm um segundo clube, mas o primeiro é o da terra. E embora não seja de louvar, é um começo, porque quem conhecer o clube, sabe que mesmo quando passou pela amargura do Campeonato Distrital, não esteve sozinho.

O número de sócios, inclusivamente, aumentou. E, para mentes fechadas, um clube que encha o seu estádio é sempre muito mais apelativo a investimentos e patrocínios. O crescimento faz-se também por aí. Pela promoção ao que é nosso. Há bons exemplos no nosso futebol. As pessoas é que não os sabem valorizar, porque têm medo que atrapalhem o poder dos clubes maiores. Custa-lhes entender que quantas mais equipas fortes, mais competitivo o futebol português se torna.

O que é nosso é sempre vivido com muito mais intensidade e carinho do que algo suportado por milhões, em que somos apenas mais um a contribuir para a decadência do nosso futebol, em prol da guerra dos três que, em nada, mas absolutamente nada, contribuiu para o crescimento do futebol português. Basta ver a participação portuguesa na Europa, em que Benfica, FC Porto e Sporting tiveram prestações medíocres, face ao poderio que têm no futebol nacional. Vitória SC e SC Braga, com orçamentos e armas manifestamente inferiores, tiveram uma prestação muito mais meritória para o nosso país. É mais importante contribuir para ver qual dos grandes é mais culpado ou não seria mais importante fazermos algo, por muito pequeno que nos pareça, pelo clube da nossa cidade?

Não podemos ter medo de ser diferentes, porque sermos diferentes é, precisamente, uma das maiores virtudes que o futebol português precisa para evoluir de uma vez por todas. Precisamos de dirigentes diferentes, sim, mas também precisamos de adeptos diferentes. Precisamos de adeptos que saibam apoiar o clube da sua terra, independentemente da divisão que ocupe.

Há algumas exceções e tenho a impressão de que há pessoas que se estão a esforçar, verdadeiramente, para que essas exceções se tornem num paradigma a seguir. Porém, é ainda manifestamente pouco, face ao poderio que está instaurado ao serviço de três clubes. Porque é que acham que a divisão dos direitos televisivos de forma justa por todos os clubes é uma miragem? Apenas três têm milhares ou milhões de pessoas a assistir aos seus jogos. Não sou hipócrita, nem estou com isto a dizer que um CD Tondela x CS Marítimo atraia mais pessoas do que um SL Benfica x FC Porto, mas de uma coisa sei: se metade das pessoas que vão ao Estádio da Luz, ou ao Estádio do Dragão, fossem mais vezes ao estádio do seu clube da terra, coisas diferentes podem acontecer.

O futebol é um desporto que atrai massas em quantidades gigantescas, mas tem de continuar a ser encarado como o desporto do povo. A partir do momento em que o povo se esquece dos seus valores e do orgulho que deve ter na sua terra, e nos seus pares, é a nobreza que mais lucra com isso. Porque para todo o domínio forasteiro existiu o dia da independência e para toda a ditadura existiu um 25 de abril. Que se faça o dia do Leixões SC. O dia do SC Vianense. O dia do AD Camacha. O dia do AD Mação. Não tenham vergonha de dizer o nome da vossa cidade e, acima de tudo, não tenham vergonha de dizer que apoiam única e exclusivamente o clube da vossa cidade. Por um futebol mais limpo, por um futebol mais puro, por um futebol de família. Por um futebol do povo.

 

“Quando eu era pequenino

Já tinha a mentalidade

Meu pai dizia-me meu filho

Defende o clube da tua cidade”

 

Foto de Capa: CD Aves

Artigo revisto por Joana Mendes

 

 

FIFA Esports Portugal – #11

Esta rubrica semanal consistirá num apanhado de notícias, rumores e novidades no mundo do FIFA Esports em Portugal. E irá tentar cobrir todas as últimas notícias da actualidade!

Zezinho conquista a FUT Champions Cup #4 em Paris!

Henrique Lempke “Zezinho” venceu no passado fim de semana em Paris, a FUT Champions Cup #4. O jogador brasileiro do SL Benfica Esports sagrou-se campeão ao vencer a sua plataforma da PS4. Na final da plataforma, o jogador das Águias enfrentou o jogador germânico Lukas e venceu por 3-2.

Conseguiu, assim, vencer e apurar-se para a final inter-plataformas, na qual enfrentou o vice-campeão mundial Mossad Aldossary “MSdossary”, jogador que tinha vencido a plataforma da XBOX ao derrotar Donovan Hunt “Tekkz” nas grandes penalidades.

No primeiro jogo na plataforma da XBOX, empate entre os dois jogadores a uma bola, e no segundo jogo vitória por 2-0 para Zezinho, que se sagraria assim o Campeão da FUT Champions #4!

Graças a este resultado histórico, o jogador do SL Benfica garante, praticamente, a presença na próxima FIFA eWorld Cup e escala o topo da tabela mundial de FIFA, conquistando 2000 pontos Global Series e alcançando o terceiro lugar do ranking mundial da Playstation 4. Para além do troféu de campeão, Zezinho leva também para casa o primeiro prémio de 50 mil dólares.

Campeonato de Portugal de Pro Clubs PS4 definido!

Fonte: FPF eSports

Já são conhecidas as 42 equipas que vão competir nas quatro séries do Campeonato de Portugal! Os quatro primeiros de cada série apuram-se diretamente para os Playoffs. As séries estão divididas em quatro séries regionais.

A primeira jornada está agendada para 3 de março. Podem conferir a notícia aqui e podem, inclusive, já consultar o Calendário aqui. Na próxima semana já iremos rever os resultados do Campeonato de Portugal e as duas jornadas!

Pontapé de saída na Liga Portuguesa de Pro Clubs PS4!

Fonte: FPF eSports

Realizaram-se, durante esta semana, as duas primeiras jornadas da Liga Portuguesa de Pro Clubs PS4. 16 jogos de grande nível e uma dupla jornada que vê apenas três equipas com seis pontos até ao momento.

Com jogo de cartaz, o embate entre a FTW Legacy e os EGN-CD Feirense SAD. No primeiro jogo, as duas equipas anularam-se e o marcador não sofreu alteração, dividindo, assim, os primeiros pontos do campeonato. Já na segunda partida, o jogo resolveu-se só na segunda parte, mas os primeiros 45 minutos muito bem disputados e em que ambas as equipas chegaram ao golo. 2-1 seria o resultado final para os campeões em título, a FTW Legacy com golos de costaport e Miguelriba.

Nas outras partidas, destaque para a dupla do Vitória FC Esports sobre o CD Tondela Esports. No primeiro jogo 2-0 e no segundo 0-3, em casa dos auriverdes. Em evidência esteve jtmaia e apgfast19 dos sadinos com dois golos cada um.

Também com excelente entrada nesta Liga Portuguesa de Pro Clubs, esteve o outro Vitória, o Sport Clube que venceu CD Nacional por 0-1 e 2-0. Dongullas, antigo jogador do Sporting CP, em destaque com dois golos muito importantes para os vitorianos.

A terceira equipa a conquistar também uma dupla vitória foi o Portimonense SC, que ao receber os campeões da segunda divisão, o CS Marítimo, triunfaram nas duas partidas pela margem mínima e superiorizando-se ainda nesta fase inicial da Liga.

Na próxima semana, duas duplas jornadas com o melhor do Pro Clubs Nacional. Na segunda-feira, destaque para os confrontos entre o SC Braga x Grow uP e, na quarta-feira, jogo de rivais entre os “Vitórias”, que começaram o campeonato da melhor maneira e já somam seis pontos de seis possíveis até ao momento. Podem acompanhar a competição aqui.

Foto de Capa: ELeague

Artigo revisto por Joana Mendes

Nerazzurri ameaçam a hegemonia da Vecchia Signora

0

Em três dos cinco principais campeonatos da Europa, o vencedor da prova já está (quase) decidido ainda antes da mesma começar, tal é o domínio desses clubes no respetivo país. Em França, o dinheiro árabe injetado nos cofres de Paris, fez com que o PSG “erguesse o caneco” seis vezes nas últimas sete temporadas. Já na Alemanha, o Gigante da Baviera, Bayern de Munique, é atualmente heptacampeão. Estes dois clubes são “reis e senhores” dos seus campeonatos!

Porém, em Itália, quem reina é uma senhora, uma “velha senhora”. Mas desengane-se quem pense que se trata de uma alma frágil, muito pelo contrário! A experiência da Vecchia Signora já valeu oito campeonatos consecutivos e, desde a temporada anterior, encontrou o par ideal através do “senhor-golo”, Cristiano Ronaldo.

De forma a intrometer-se neste casamento perfeito, António Conte fez as malas para Itália e tratou de construir uma super-equipa no Inter, com o objetivo de acordar o gigante adormecido de Milão. Atualmente, o técnico italiano tem no seu arsenal estrelas como, Godín, Eriksen, Alexis Sanchez, Lautaro Martínez e Lukaku, argumentos mais do que suficientes para causar danos em qualquer campeonato do mundo.

Apesar de um excelente arranque de época, que valeu em vários momentos a liderança da Serie A, os seis empates e as duas derrotas colocam o Inter de Milão na terceira posição do campeonato. Os nerazzurri chegam ao embate do próximo domingo com menos uma partida disputada do que os adversários diretos, posicionados imediatamente acima na tabela classificativa, sendo eles a sensação do campeonato, Lázio, com mais cinco pontos e os suspeitos do costume, a Vecchia Signora, com mais seis pontos.

Na primeira volta, a Juventus foi a Milão vencer por 2-1
Fonte: Juventus FC

Para o duelo da jornada 27, que coloca frente a frente Juventus e Inter, a pressão está toda do lado dos homens de Milão, que em caso de derrota, ficam a nove pontos da liderança, pesando ainda o fator do confronto direto e a hipótese de também a Lázio se distanciar.

De modo a contrariar esse cenário negativo, a estratégia de António Conte passará, certamente, pela parceria atacante Lukaku & Lautaro, que só no campeonato contam com uns interessantes 28 golos. A juntar a estes dados, acrescenta que o Inter de Milão é a defesa menos batida do campeonato com 22 golos sofridos.

Seja como for, toda e qualquer estratégia pode “cair por terra”, sobretudo quando do outro lado se encontra um dos atacantes mais letais da história e que conta com 21 golos na Serie A. Cristiano Ronaldo, tal como nos habituou, é o bombardeiro de serviço da Juventus e ocupa a segunda posição na lista de melhores marcadores, apenas atrás de Ciro Imobille.

As duas formações chegam à partida de domingo depois de embates europeus a meio da semana e, se por um lado a Juventus saiu derrotada da partida em Lyon a contar para a Champions, o Inter garantiu a vitória sobre o Ludogorets e assegurou a qualificação para a fase seguinte da Liga Europa.

À exceção do dado estatístico acima referido, tudo aparenta estar favorável para o triunfo da Juventus no próximo domingo. O Inter não vence a Vecchia Signora desde 2016! A juntar a isso, o fator casa certamente beneficiará os homens de Turim e o facto da pressão estar toda do lado do Inter, poderá pesar no estado anímico dos nerazzurri. Sem esquecer o efeito CR7, que pode decidir o desfecho do encontro de um momento para o outro.

APOSTA VIP: Vitória da Juventus (2-1)

António Conte dispõe daquele que é um dos melhores plantéis do Inter de Milão desde os tempos de Mourinho. Caso queira intrometer-se nesta hegemonia da Juventus, em Itália, e no casamento perfeito entre o clube e Ronaldo, que fale agora ou que se cale para sempre.

Foto de Capa: FC Inter

Artigo revisto por Joana Mendes

São 116 anos de títulos: escolham um

0

Caro Glorioso,

Escrevo-te por ocasião do teu 116.º aniversário, com o principal intuito de te parabentear: muitos parabéns! Parece que foi ontem que a Farmácia Franco viu Cosme Damião dar à luz aquele que viria a ser o maior de Portugal, naquele domingo 28 de fevereiro, ano bissexto de 1904, decorria o reinado de D. Carlos I, antepenúltimo rei de Portugal (seguiram-se D. Manuel II e Eusébio da Silva Ferreira).

Parece que foi ontem por uma miríade de razões. Eu destaco duas: o tempo que não anda, corre, e os jogadores que não correm, andam. Parece que foi ontem que nasceste, Benfica, tal foi a displicência e a ingenuidade demonstrada ontem por uma equipa que não quis nem soube ganhar; que não quis nem soube honrar minimamente 116 anos de história, muitos deles passados a cravar o nome Sport Lisboa e Benfica na Europa.

Muitos deles passados… Ah, todos eles passados… Passados… Perdoa-me a pungência das minhas palavras e o desvio da narrativa, mas tinha que tirar isto do peito. Eu compreendo a natural tendência de olhar para trás no dia de aniversário, mas está na hora – na verdade, já tarda – de olhar para a frente.

Os nossos anos gloriosos não podem estar confinados ao século passado. O “Glory Days” do Springsteen não pode ser o nosso novo hino: chega de olhar com nostalgia para os “glory days” que lá vão; vamos em busca dos que estão por vir. Foi também com o objetivo de te tentar dar este “abanão” que decidi escrever-te. Peço-te, então, que subvertas as palavras de Edmund Burke. O filósofo irlandês afirmou que “quem não conhece a história está condenado a repeti-la”.

Mas é preciso repeti-la, Benfica. É o momento de conhecer a nossa história para repeti-la. Ainda que Burke não goste, ainda que o seu fantasma venha assombrar-nos, temos que reverter o pensamento que a citação do irlandês encerra. E, sejamos sinceros, entre o fantasma de Burke e a maldição de Guttmann, que venha o primeiro.

André Almeida carrega a mística encarnada e pode ser peça importante na recriação do passado glorioso do Sport Lisboa e Benfica
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O futebol está bem diferente, bem sei; no entanto, com certeza haverá no nosso passado algo que poderá ser replicado ou adaptado no presente para dar frutos no futuro. Algo como a mística, a crença e a raça tantas vezes incorporada por Humberto Coelho, algo como o virtuosismo e a classe de Chalana, algo como a veia goleadora de José Águas ou de Eusébio (no caso de Eusébio não era uma veia, era um sistema cardiovascular completo).

Não será fácil, mas “se fosse fácil não era para nós”, já dizia Rui Vitória (é estranho: não estamos a jogar grande coisa, ganhámos um jogo nos últimos seis e mesmo assim ainda não tenho saudades dele, como preconizado no “Programa da Cristina”). Ainda assim, nós, benfiquistas, tudo faremos para tornar tudo mais alcançável, ainda que o “Inferno da Luz” me pareça “coisa do passado” (apesar da expressão ser atirada aos quatro ventos por quem, claramente, não viveu, nem ouviu falar do real “Inferno da Luz”).

Aproveito para te pedir para que, nos entretantos, não descures todo o eclético universo que te compõe. Temos condições para nos impormos em todos os panoramas desportivos nacionais e em alguns europeus (casos do hóquei e do futsal, em ambos os géneros, e do voleibol masculino). Além disso, é necessário construir uma marca forte e com capacidade de expansão – algo que creio já estar em curso.

Sei que te peço muito (e que nada me deves) – e muito mais tinha a pedir -, mas faço-o por te saber capaz e por acreditar que a concretização dos meus pedidos deixaria milhões extasiados. No entanto, não esqueço o principal motivo da minha epístola: 28 de fevereiro é, e sempre será, dia de festa e de celebração, incondicionalmente. Porque é dessa forma que vivo a minha paixão por ti.

Muitos parabéns pelo 116.º aniversário, que sejas muito feliz, Sport Lisboa e Benfica! A tua felicidade é, verdadeiramente, a minha. E a de milhões.

Até sempre e para sempre,

Um orgulhoso benfiquista

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Joana Mendes

Mark Cavendish | The Cavback?

0

O trocadilho do título deste texto pode ser de qualidade duvidosa, mas o tema asseguro-vos que não o é. Depois de passar por muitas tormentas, Mark Cavendish encontrou estabilidade na Team Bahrain McLaren e tenta retomar o seu posto como Rei da velocidade em duas rodas.

Já lá vão quase 12 anos desde que o Manx Missile apareceu de rajado no Tour de France, para obliterar a concorrência e começar a somar um número impressionante de triunfos na Grande Boucle. Durante quase uma década, Cavendish foi o rei dos sprints, mas os últimos anos têm sido difíceis.

Após um bem-sucedido ano de 2016, com mais quatro etapas conquistadas no Tour,

e, finalmente, a tão ansiada medalha olímpica – prata no Omnium -, o britânico encontrou fora da estrada o seu maior opositor, o vírus Epstein-Barr, que o deixou fora de competição por longos períodos, tendo nos anos seguintes conquistado apenas dois triunfos, uma etapa no Abu Dhabi Tour 2017 e outra Dubai Tour 2018.

Não ajudou a tudo isto que se encontrasse numa equipa em crise de resultados. Mesmo com algumas contratações sonantes, a Team Dimension Data não conseguiu estar entre as melhores e foram vários os ciclistas que parecerem regredir com a sua entrada para a primeira equipa africana do World Tour. Assim, também a pressão colocada em Cav foi superior ao necessário e a sua exclusão da seleção para o Tour 2019 foi a gota de água de uma relação em deterioração, forçando o velocista a mudar de ares.

Surgiu, então, a opção pela Team Bahrain, agora em parceria com a McLaren. É um conjunto com vários ciclistas de elevada qualidade, como Landa, Poels ou Mohoric, o que dificultará a Cavendish afirmar-se no topo da hierarquia, mas que, exatamente por ter outros valores que garantem resultados no imediato, tem a disponibilidade para lhe oferecer o tempo e liberdade necessários para se reencontrar com a velocidade que tantas alegrias lhe deu.

Na estreia pela nova equipa, Cav ajudou Bauhaus a vencer a edição inaugural do Saudi Tour
Fonte: Team Bahrain McLaren

Istanbul Basaksehir FK 4-1 Sporting CP: A soma de todos os erros

0

A CRÓNICA: SPORTING – UM FILME DE TERROR LEGENDADO EM TURCO

Como é que uma equipa que ganha por 3-1 na primeira mão de uma eliminatória acaba goleada por 4-1 na segunda? Não sei o que mais falta acontecer a este Sporting CP.

Apesar do embalo do 3-1 no marcador de Alvalade, abrilhantado por uma das melhores exibições da época, os Leões sabiam que tinham um difícil teste pela frente quando pisassem o relvado do moderno Fatih Terim Stadium para disputar a segunda mão dos 16 avos da Liga Europa, em Istambul. No entanto, o Sporting CP tinha mais do que os argumentos necessários para gerir devidamente esta eliminatória.

Por seu turno, o Instanbul Basaksehir, a jogar sob pressão da desvantagem, sabia que tinha de arriscar e tomar conta do jogo desde o início. Aliás, o emblema turco já havia demonstrado que lidava bem com a pressão ao ter logrado apurar-se para esta fase com uma vitória ”ao cair do pano”, frente ao Borussia M´Gladbach, no último jogo da fase de grupos. E, hoje, voltou a fazer o mesmo: chegou à vantagem antes do regresso aos balneários para o intervalo, empatou a eliminatória aos 90+1’ e fechou a eliminatória com a conversão de uma grande penalidade no cair do prolongamento.

A equipa turca entrou no jogo a precisar de marcar dois golos e mesmo sem mostrar grandes argumentos conseguiu marcá-los durante a primeira parte: o primeiro no minuto 31’, com um cabeceamento em recarga de Skrtel perante uma defesa leonina desconcertada, e o segundo na sequência de um livre directo marcado por Alksic, que viu o seu trabalho facilitado por Max, que hesitou na abordagem ao lance.

A primeira parte do Sporting CP é inqualificável. Apenas Marcos Acuña criou uma situação flagrante de perigo na baliza turca, após um grande lance individual. Perante um adversário a precisar de marcar, mas muito parco em ideias, à semelhança do que apresentou em Lisboa, a equipa leonina não conseguiu explorar com calma as fragilidades defensivas do Istanbul Başakşehir FK, nem tão-pouco a “rigidez de rins” dos seus defesas. Pelo contrário, a estagnação e a atitude amorfa dos Leões convidaram a um aumento da pressão turca e a que se desse o rude golpe que foi a reviravolta na eliminatória, momentos antes da pausa para descanso.

Se a segunda parte exigia uma mudança de atitude, o certo é que a turma de Silas continuou muito serena enquanto a equipa de Istambul crescia em intensidade.

Com a entrada do jovem equatoriano Gonzalo Plata para o lugar de Bolasie, a equipa verde e branca ganhou um novo ânimo no processo ofensivo, e ao minuto 68’, após um cruzamento perfeito de Marcos Acuña, Luciano Vietto encostou de cabeça para o golo que voltaria a colocar o Sporting CP no comando da eliminatória.

A partir deste lance capital, o Sporting CP parecia ter, novamente, o apuramento garantido. Não só o Istanbul Başakşehir FK acusou, e muito, o golo sofrido, como também permitiu que o Sporting CP chegasse mais vezes à sua grande área e tivesse, inclusive, oportunidades de golo. Mas as más decisões e o azar (Doumbia acertou no ferro) impediram que o Sporting CP selasse a eliminatória.

O facilitismo fez-se pagar caro e trouxe de novo o terror ao minuto 90’+1, quando Edin Visca, aproveitando alguma displicência de Ristovski numa brilhante conclusão, atirou certeiro para o golo que forçou o prolongamento.

Sporar esteve muito apagado durante o jogo
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

No prolongamento, os minutos arrastavam-se e vimos as duas equipas a acusar cansaço e receio em cometer erros. E como se adivinhava que este filme de terror rodado na Turquia teria um final infeliz para o Sporting CP, Vietto que era até então o herói leonino passou a vilão nos últimos instantes do prolongamento ao ter cometido uma grande penalidade sem qualquer nexo sobre Caiçara, no interior da grande área verde e branca. O capitão bósnio Edin Visca voltou a marcar e garantiu a passagem da equipa turca.

A vontade turca superou a atitude amorfa dos Leões, que ficam assim excluídos da única competição que ainda poderia trazer alguma cor a uma época que tem sido um autêntico quadro negro.

A FIGURA

Fonte: Istanbul Başakşehir FK

Edin Visca – o capitão bósnio de 30 anos, que está há 8 anos ao serviço do emblema de Instambum, é a grande figura deste encontro. Foi uma das peças chaves no processo ofensivo do Istanbul Başakşehir FK, carregou a sua equipa quando esta acusou o golo sofrido e demonstrou, uma vez mais, que a sua carreira deveria ter passado por palcos maiores que o do futebol turco.

O FORA DE JOGO

Fonte: Sporting CP

Equipa do Sporting CP – Erros, facilitismos e morbidade. São algumas das palavras que caracterizam a exibição do Sporting CP. Nenhuma vantagem nesta eliminatória, por mais interessante que fosse, justificaria a abordagem feita pelos Leões neste jogo. Foi, precisamente, essa abordagem apática que trouxe confiança ao adversário para “virar” a eliminatória. Entretanto, a “administração Varandas” consegue mais um record inédito: o Sporting CP perde pela primeira vez em território turco. Enfim, mais um episódio lamentável numa tragédia que tende em não acabar.

ANÁLISE TÁTICA – ISTANBUL BAŞAKŞEHIR FK

O clube de Istambul apresentou-se num esquema de 4-3-3, com algumas alterações em relação à formação com que se apresentou em Alvalade. O quarteto defensivo contou com os experientes centrais Skrtel e Epureanu, e nas laterais com Gael Clichy e Junior Caiçara. O meio-campo foi preenchido por Azubuike Okechukwu, İrfan Kahveci e Danijel Aleksic, sendo que este último ocupou uma posição mais próxima do ponta-de-lança. Por fim, o eixo atacante contou com Elia e Visca, respectivamente, nas alas esquerda e direita e com Demba Ba na cara da baliza adversária.

Como era expectável, o técnico Okan Buruk apostou num jogo mais vertical com passes longos para chegar o mais depressa possível a zonas de finalização da grande área do Sporting CP. Sem ideias muito arrojadas, o Istambul Başakşehir FK conseguiu, ainda assim, tirar proveito do completo demérito do Sporting CP.

 

ONZE INICIAIS E PONTUAÇÕES

Mert Gunok (7)

Júnior Caiçara (7)

Alexandru Epureanu (6)

Martin Skrtel (8)

Gael Clichy (8)

İrfan Kahveci (6)

Danijel Aleksic (8)

Edin Visca (9)

Azubuike Okechukwu (7)

Demba Ba (6)

Eljero Elia (6)

SUBS UTILIZADOS

Berkay Ozcan (6)

Fredrik Gulbrandsen (6)

Robinho (7)

Carlos Ponck (-)

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting CP apresentou o seu habitual 4-3-3, mas também algumas alterações em relação ao “onze” com que se apresentou na recepção ao Boavista FC. Silas voltou ao seu onze tipo e a Ristovski e Acuña nas laterais. Coates e Ilori preencheram o eixo central da defesa. Num jogo que parecia sugerir um meio-campo mais defensivo e de contenção, Silas voltou a entregar o terreno intermédio a Wendel e Battaglia. Vietto apareceu nas costas de Sporar, enquanto Bolasie e Jovane Cabral ocupam os corredores esquerdo e direito do ataque leonino.

Como também seria expectável, a turma de Silas começou com um bloca baixo, pouco profundo, a entregar a iniciativa aos turcos e a tentar explorar o contra-ataque. No entanto, o que seria defender a vantagem deu lugar a um jogo totalmente amorfo dos leões, repleto de erros infantis perante um adversário com poucas ideias, mas que tirou partido de uma atrapalhação injustificável que se apoderou dos Leões no fim da primeira parte.

Com o desenrolar da partida e a perda da vantagem, a formação verde e branca foi obrigada a subir no terreno, com Vietto muito móvel no corredor central, nas costas de Sporar, mas o ponta-de-lança esloveno aparecia quase sempre muito “marcado” pela defesa turca. Ainda assim, na fase final do tempo regulamentar, o ataque leonino protagonizou várias oportunidades de golo, em muito devido pelo condão ofensivo trazido com a entrada de Plata. No prolongamento, em virtude da entrada de jogadores defensivos como Eduardo e Doumbia, o Sporting CP perdeu o seu caudal ofensivo.

ONZE INICIAIS E PONTUAÇÕES

Luís Maximiano (6)

Stefan Ristovski (6)

Tiago Ilori (5)

Sebastián Coates (5)

Marcos Acuña (7)

Rodrigo Battaglia (6)

Wendel (6)

Yannick Bolasie (4)

Andraž Šporar (5)

Jovane Cabral (6)

Luciano Vietto (5)

SUBS UTILIZADOS

Gonzalo Plata (7)

Idrissa Doumbia (5)

Eduardo (5)

Pedro Mendes (5)

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por Joana Mendes

Um bem-haja aos ralis em Portugal!

Os ralis em Portugal continuam a ser uma das modalidades mais acarinhadas pelo povo. A proximidade com os intervenientes, que não se vê tanto nos circuitos, arrasta milhares para as estradas portugueses ao longo do ano para ver os melhores a nível nacional batalharem.

Em 2019, Ricardo Teodósio e José Teixeira saíram vencedores do Campeonato de Portugal de Ralis, e em 2020 procuram dar seguimento, e vencer outra vez. Mas, mais uma vez, terão concorrência forte. José Pedro Fontes e Inês Ponte continuam com o Citroen C3 R5 da Citroen Vodafone Team, com as novas evoluções e com provas dadas, como o domínio que se deu no WRC2 e WRC3 no Rali de Monte Carlo.

Bruno Magalhães continua com o Team Hyundai Portugal, e desta vez terá como navegador Carlos Magalhães. O piloto de Lisboa não tem companheiro, mas vai desdobrar-se nas frentes onde vai participar. Para além do Campeonato de Portugal de Ralis, o Team Hyundai Portugal também irá participar no Europeu de Ralis (FIA ERC). Bruno, assim, monta mais um projeto oficial, o último foi com a Peugeot Portugal, nos tempos do Peugeot 207 S2000.

Bruno Magalhães volta a apostar no Hyundai i20 R5 do Team Hyundai Portugal para 2020
Fonte: Team Hyundai Portugal

Armindo Araújo é a grande novidade para 2020. O piloto continua no Campeonato de Portugal de Ralis, mas muda de equipa e de montada. Armindo e Luís Ramalho vão estar sentados num Skoda Fabia R5 Evo, curiosamente o mesmo carro de Ricardo Teodósio e José Teixeira. Armindo, assim, deixa o Team Hyundai Portugal e segue para a The Racing Factory, estrutura que aposta forte em 2020.

Por fim, em termos de candidatos ao título, o quarteto é completado por Pedro Meireles e Mário Castro. A dupla vai para o seu segundo ano de Volkswagen Polo GTI R5. Depois de um 2019 aquém das expetativas, espera-se que em 2020 a renovação do título de 2014 (com um Skoda Fabia S2000) seja possível.

Pedro Meireles vai para o seu segundo ano com o VW e espera-se que esteja mais adaptado
Fonte: Racing 4 You

FC Porto 1-3 Bayer Leverkusen: Acabou o sonho europeu

A CRÓNICA: DERROTA COM MÃO DE TREINADOR 

Depois da derrota por duas bolas a uma na Alemanha, o FC Porto via-se obrigado a vencer o Bayer Leverkusen no Dragão para continuar a sua caminhada na Liga Europa.

Os dragões entraram melhor na partida, pressionantes e com um ritmo alto, mas, como consequência da linha defensiva estar subida, sujeitos a sofrer com bolas longas nas costas, fruto da velocidade dos avançados da equipa alemã.

O Bayer chegou mesmo à vantagem aos 10′, por intermédio de Alario, depois de uma jogada individual de Demirbay na direita, que deixou para Havertz no meio, que, por sua vez, assistiu o argentino. A partir desse momento, os germânicos tomaram conta da partida e o FC Porto apenas tentou sair em contra-ataque ou ataque rápido, embora sem sucesso. Fechou, desta forma, o primeiro tempo, com os portistas a precisarem de dois golos sem resposta para seguir em frente.

Ao intervalo, Sérgio Conceição tirou Uribe e colocou em campo Pepe, desequilibrando o esquema tático do FC Porto. Os dragões sofreram, no início da segunda parte, o segundo e terceiro golo, acabando por responder com um golo de Marega, mas que já não serviu para mudar nada na eliminatória. Tanto Bayer Leverkusen como FC Porto tiveram oportunidades para marcar, mas o marcador permaneceu inalterado após o 3-1 registado. Soares ainda foi expulso aos 84 minutos, depois de uma agressão a Tah.

O FC Porto foi, então, eliminado das provas europeias, num jogo em que a derrota partiu de Sérgio Conceição, com a substituição efetuada ao intervalo.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Kerem Demirbay – O médio alemão apareceu nos sítios certos no timing correto, fosse para pausar o jogo ou para ajudar no último terço, tendo contribuído para dois dos três golos do Bayer. No primeiro fez o desiquilíbrio individual e depois soltou para Havertz, que assistiu para Alario e no segundo empurrou para o fundo das redes de Marchesín.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Sérgio Conceição – O técnico portista desmoronou por completo o equilíbrio tático da equipa ao substituir Uribe por Pepe ao intervalo. O FC Porto passou a jogar em 3-5-2 e qualquer desiquilíbrio individual dos alemães poderia, a partir daí, dar vantagens numéricas para criar perigo junto da baliza portista.

ANÁLISE TÁTICA – BAYER LEVERKUSEN

O Bayer apresentou-se em 3-5-2, com Tapsoba estrategicamente no lado habitual de Marega, de forma a anular a possível vantagem devido à velocidade que o maliano poderia ter. No ataque, pelo facto da defesa azul e branca estar subida, o Bayer tentou jogar longo nas costas. Os germânicos tiveram várias situações com um homem solto no segundo poste, mas não aproveitaram.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hradecky (6)
Lars Bender (6)
Tah (6)
Sven Bender (6)
Tapsoba (7)
Sinkgraven (6)
Amiri (6)
Demirbay (8)
Havertz (7)
Diaby (6)
Alario (6)

SUBS UTILIZADOS

Dragovic (6)
Weiser (6)
Bailey (6)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto jogou toda a primeira parte com um bloco condensado, alto, mas sem ser agressivo na pressão. A exceção ao último ponto deu-se nos primeiros dez minutos, até ao golo dos alemães, em que a pressão portista estava realmente a condicionar o adversário. O FC Porto, a nível ofensivo, não conseguiu descobrir o caminho para a baliza de Hradecky muito por não ter a perceção atempada da liberdade no miolo. Em toda a primeira parte, quer Otávio, Uribe ou Sérgio Oliveira, à vez, estavam soltos da pressão germânica, faltando uma circulação mais rápida para a bola chegar a essa zona antes da pressão defensiva fazer efeito.

A substituição de Uribe, um dos melhores em campo, por Pepe, desmoronou a equipa portista a nível tático. Os três centrais foram apanhados em situações de um contra um perante os avançados dos alemães e qualquer desequilíbrio facilmente daria golo.

O FC Porto pagou o preço de querer ir com tudo para a frente, sofreu dois golos no início do segundo tempo e, mesmo com o golo de Marega, a substituição não compensou.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (5)
Corona (6)
Mbemba (6)
Marcano (6)
Alex Telles (6)
Otávio (6)
Uribe (6)
Sérgio Oliveira (5)
Luis Díaz (6)
Marega (6)
Zé Luís (5)

SUBS UTILIZADOS

Nakajima (6)
Pepe (6)
Soares (5)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC PORTO

Bola na Rede: Sérgio, tira o Uribe ao intervalo para colocar o Pepe. Acha que essa mexida desiquilibrou a equipa?

Sérgio Conceição: Não acho que a mexida tenha desequilibrado a equipa. Os três homens de trás são rápidos e fortes. Aquilo que eu queria do jogo, pressionar o adversário, resultou. Nesses cinco minutos sentiu-se condicionado, mas a jogar de forma diferente no segundo tempo, a primeira vez que foram lá fizeram o golo, portanto não acho.

BAYER LEVERKUSEN

Peter Bosz: O FC Porto é uma grande equipa, vimo-lo em Leverkusen. Tentámos aprender com o que erramos em Leverkusen e mudámos, jogamos com três centrais, tivemos um bom jogo posicional, e saímo-nos bem. Trocámos a bola e conseguimos chegar aos golos.

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

SL Benfica 3-3 FC Shakhtar Donetsk: Águia sofre traumatismo ucraniano

0

A CRÓNICA: BENFICA INCAPAZ DE IMPEDIR “BREXIT” PORTUGUÊS NA LIGA EUROPA

A noite europeia começou ao rubro na Luz, no jogo frente ao Shakhtar. Afinal de contas, os 90 minutos da semana passada também contam e os encarnados entraram perfeitamente cientes disso. Começámos o jogo com um SL Benfica a tentar impor-se, mas, ainda assim muito pouco eficaz. Havia uma clara dificuldade encarnada em ultrapassar a linha defensiva do FC Shakhtar Donetsk.

Próximos dos 10 minutos de jogo, quase se grita golo das bancadas. Depois de um cruzamento de Pizzi, Rúben Dias ainda se estica mas não conseguiu chegar à bola. O capitão volta a aparecer do lado esquerdo e desta vez para marcar mesmo o golo do empate na eliminatória aos nove minutos depois de conduzir e rematar com toda a intenção do mundo.

A felicidade encarnada esmoreceu três minutos depois: o Shakhtar Donetsk dificultou a vida para os encarnados. Dodô, depois de uma grande recessão, faz um cruzamento que acaba por embater em Rúben Dias e que leva a bola para dentro da baliza. O Benfica começa a ressentir-se após o golo com uma maior cautela. Por sua vez, a equipa de Luís Castro começou a controlar a partida através da posse de bola. Aos 20 minutos, Ismaily volta a aparecer no jogo e desta vez em terrenos mais avançados: a aproveitar uma desatenção defensiva das águias, o número 31 do Shakhtar acerta no poste esquerdo da baliza de Vlachodimos. Já no final da primeira parte, o SL Benfica começa a acordar no jogo e Rúben Dias acaba mesmo por fazer o 2-1 (3-3 na eliminatória) que depois do autogolo, redime-se e festeja muito o tento que manteve o empate na eliminatória até ao intervalo.

A segunda parte foi retomada de forma um pouco idêntica à primeira, com um golo encarnado: num lance em que o Shakhtar até estava a iniciar a sua primeira fase de construção, uma asneira do defensor visitante deixa Dyego Sousa na cara de Pyatov, que esperou pela chegada de Rafa para o extremo português fazer o 3-1. Contudo, os festejos foram curtos, já que os ucranianos responderiam na jogada seguinte com o 3-2, obtido por Stepanenko na sequência de um canto do lado esquerdo.

Voltava-se à “estaca zero” e o Benfica tinha novamente de partir para cima do adversário em busca do golo que lhe garantisse a passagem aos oitavos da Liga Europa. Os comandados de Bruno Lage iam pressionando a defesa ucraniana, só que essa mesma pressão ofensiva tinha alguns encargos na retaguarda encarnada e foi devido a esse aspeto que Alan Patrick marcou o 3-3, tal como tinha acontecido na primeira mão.

O Benfica sentiu (e de que maneira!) o golo sofrido, e perdeu algum do fulgor alcançado com o golo de Rafa no início da segunda parte, tanto que era o Shakhtar que ia circulando a bola a seu belo prazer e à espera que o jogo acabasse. Nem mesmo com a frente de ataque a três, o Benfica não conseguiu pelo menos chegar ao tento que lhe desse o triunfo na partida. 3-3 foi mesmo o resultado final e o Benfica despede-se assim da Liga Europa, repetindo as prestações das outras equipas portuguesas nesta fase da competição.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Alan Patrick – Foi o autor do golo que desbloqueou a eliminatória do Shakhtar e foi também ele que protagonizou o tento que fechou essa mesma eliminatória. Esteve bem esta noite, é verdade, assim como toda a sua equipa, que respondeu sucessivamente às investidas encarnadas.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Julian Weigl – A jovem promessa que veio para o Benfica recentemente tem ficado um pouco aquém desde que chegou a terras lusas. Num meio-campo algo deficitário, Weigl voltou a mostrar vulnerabilidade. Não tem acrescentado muito ao jogo encarnado e a maior parte dos seus passes são curtos e previsíveis.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica apresentou-se esta noite no seu típico 4-4-2 com uma linha defensiva muito subida. Conseguimos notar também que Rafa e Chiquinho estiveram em terrenos mais interiores do que o habitual e isso acabou por condicionar um pouco o rendimento dos dois jogadores. Bruno Lage tentou replicar um alinhamento semelhante ao de Barcelos com Weigl, Samaris e Taarabt, mas na eventualidade de hoje não poder contar com Samaris, Taarabt hoje teve de recuar mais e, para compensar, assumiu um papel mais defensivo, o que acabou por afetar um pouco a solidez defensiva da equipa.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (7)

Grimaldo (5)

Rúben Dias (6)

Chiquinho (4)

Dyego Sousa (6)

Pizzi (7)

Rafa Silva (6)

Weigl (4)

Taarabt (6)

Tomás Tavares (5)

Ferro (5)

SUBS UTILIZADOS

Seferovic (4)

Jota (5)

Carlos Vinícius (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC SHAKHTAR DONETSK

O FC Shakhtar Donetsk alinhou da mesma forma, num 4-2-3-1, só mudando duas peças: Bolbat e Kovalenko saíram do 11 para dar entrada Dodô e Marcos António. Conseguiram também explorar muito bem o facto de Rafa estar um pouco aquém do que é esperado em termos defensivos, nomeadamente no apoio a Grimaldo em terrenos mais recuados do corredor. Tanto é que foi daí que surgiu o golo do empate no 1-1. A equipa ucraniana estava a sentir algumas dificuldades na primeira fase de construção, mas sempre que a bola ia parar aos pés do trio atacante brasileiro – Marlos, Alan Patrick e Taison – o futebol do Shakhtar transfigurava-se e conseguia pôr em sentido a defensiva encarnada.

 

ONZES INICIAIS E PONTUÇÕES

Pyatov (5)

Kryvtsov (6)

Stepanenko (6)

Taison (5)

Marcos Antônio (5)

Marlos (5)

Júnior Moraes (6)

Alan Patrick (8)

Matviyenko (5)

Ismaily (7)

Dodô (5)

SUBS UTILIZADOS

Tetê (5)

Konoplyanka (5)

Khocholava (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Shakhtar Donetsk

Não foi possível fazer questões ao treinador do FC Shakhtar Donetsk, Luís Castro.

SL Benfica

Não foi possível fazer questões ao treinador do SL Benfica, Bruno Lage.

 

Rescaldo com opinião de Guilherme Costa e Inês Marques Santos

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão