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Sérvia conquista ATP Cup

2020 trouxe consigo um novo torneio entre países. Coube à Austrália acolher esta primeira edição da ATP Cup que chegou hoje ao fim.

No total, participaram 24 nações, mas só duas conseguiram chegar à grande final. A Sérvia e a Espanha acabaram por se superiorizar face aos seus adversários e enfrentaram-se no jogo do título. Vamos então recordar o percurso de ambas as seleções na competição:

SÉRVIA

Fase de grupos: 1.º classificado do Grupo A (Três jogos – Três vitórias)

Quartos de final:  Sérvia 3-0 Canadá

Meia-Final: Sérvia 3-0 Rússia

A Sérvia apresentou-se em grande forma na ATP Cup. Com Novak Djokovic na equipa, os tenistas sérvios não tiveram problemas em garantir a primeira posição do seu grupo, que incluía a França, a África do Sul e o Chile. Mas não se ficariam por aqui. Nos quartos de final, nova vitória, desta vez diante do Canadá. Nem mesmo a poderosa Rússia foi capaz de tirar a Sérvia da final.

A Sérvia não sofreu qualquer derrota nas nove partidas que realizou até à final
Fonte: ATP Cup

A presença do antigo líder do ranking ATP contribuiu, e muito, para os sucessivos triunfos registados pela Sérvia na fase mais avançada do torneio. Destaque para as vitórias de Novak Djokovic, em singulares, diante de Denis Shapovalov e Daniil Medvedev.

ESPANHA

Fase de Grupos: 1.º classificado do Grupo B (Três Jogos – três Vitórias)

Quartos de Final: Espanha 2-1 Bélgica

Meia-Final: Espanha 3- 0 Austrália

Tal como o seu oponente, a Espanha também selou a passagem aos quartos de final sem nenhum deslize na fase de grupos. As vitórias diante do Japão, Geórgia e Uruguai permitiram à equipa de Rafael Nadal manter-se na competição.

A eliminatória diante da Bélgica revelou-se mais complicada. David Goffin colocou a equipa belga em boa posição para passar, após vencer Rafael Nadal. Porém, as vitórias de Bautista-Agut em singulares e Carreno Busta e Rafael Nadal a pares concretizaram a reviravolta.

Bautista-Agut esteve em bom plano e ajudou o seu país a chegar à final
Fonte: ATP Cup

A um passo da grande final, a Espanha defrontou a forte seleção da Austrália que contou com Kyrgios e De Minaur. Os tenistas da casa causaram grandes problemas à seleção espanhola, no entanto os resultados não acompanharam a boa prestação durante o torneio e foi mesmo a Espanha a celebrar.

Real Madrid CF 0-0 (4-1 g.p.) Club Atlético de Madrid: Real domínio na Arábia Saudita

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A CRÓNICA: A VITÓRIA JUSTA

O Real Madrid venceu a Supertaça de Espanha esta noite, ao derrotar o rival Atlético nas grandes penalidades, após um empate a zero nos 120 minutos. Festejaram os Merengues no King Abdullah Sports Stadium mas tiveram que sofrer, e muito. O Atlético de Simeone entrou em jogo muito pressionante e com o bloco subido, encostando o Real às cordas e forçando os comandados de Zidane a errar muitos passes na primeira fase de construção. Os colchoneros não aproveitaram esses erros e o Real Madrid acabou por se instalar no meio-campo adversário e controlar as operações, com o Atlético a descer as linhas e a defender coeso, como é seu hábito. Os Merengues criaram mais perigo e estiveram sempre mais perto do golo, que acabou por não surgir nos 120 minutos disputados em Jeddah. Na decisão por grandes penalidades, o Real foi mais feliz e teve em Courtois o herói da noite, que entregou assim a 11.ª Supertaça da sua história.

A FIGURA

Fonte: La Liga

Courtois – Acaba por ser o herói desta Supertaça, ao defender 2 remates no desempate por grandes penalidades. Para além disso, esteve sempre muito seguro entre os postes durante todo o jogo e segurou o nulo por diversas vezes quando o Atlético esteve a jogar com mais um jogador.

O FORA DE JOGO

Fonte: Club Atlético Madrid

João Félix – Exibição pobre do internacional português, que acabou por nunca “entrar” verdadeiramente no jogo. Muitas vezes desligado da equipa, por vezes algo perdido em campo até, João Félix não conseguiu fazer a diferença na frente e acabou por ser substituído no prolongamento.

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID

O Real Madrid surgiu no King Abdullah em 4-3-2-1, repetindo o onze da meia-final contra o Valência CF. A frente de ataque dos Merengues continuou entregue a Jovic, apoiado de perto por Modric e Isco. Com as subidas dos laterais Carvajal e Mendy, Modric e Isco acabavam por se juntar, alternadamente, a Jovic na linha mais ofensiva. A mobilidade dos homens do meio-campo para a frente permitiu ao Real Madrid apresentar muita dinâmica no seu movimento ofensivo, ainda que por vezes faltasse assertividade na hora de visar a baliza de Oblak. Após o nervosismo inicial, a equipa de Zidane conseguiu soltar-se da pressão do Atlético e foi-se instalando no meio-campo adversário, controlando a posse e criando mais oportunidades de perigo do que o adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Courtois (8)

Carvajal (6)

Varane (7)

Sergio Ramos (6)

Mendy (6)

Kroos (7)

Casemiro (6)

Valverde (6)

Modric (7)

Isco (6)

Jovic (6)

SUBS UTILIZADOS

Rodrygo (6)

Mariano Diaz (6)

Vinicius Junior (5)

ANÁLISE TÁTICA – ATLÉTICO MADRID

Diego Simeone apresentou a sua equipa em 4-4-2, com uma alteração em relação ao onze utilizado na meia-final contra o Barcelona. Savic deu o lugar a Giménez no eixo da defesa, fazendo dupla com Felipe. O Atlético começou o jogo com o bloco subido e a pressionar alto, colocando muita intensidade na reação à perda de bola. Esta postura permitiu aos Colchoneros encostar o Real Madrid às cordas. Os Merengues mostraram algum nervosismo inicial, o que os levou a cometer muitos erros, que o Atlético acabou por não aproveitar. Com o passar dos minutos, o Atlético baixou as linhas e jogou da forma que se sente mais confortável, com um bloco defensivo coeso e junto, apostando na saída rápida para o contra-ataque na procura do golo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Oblak (7)

Trippier (6)

Felipe (7)

Gimenez (6)

Renan Lodi (6)

Correa (7)

Herrera (5)

Thomas (6)

Saul (6)

João Félix (5)

Morata (6)

SUBS UTILIZADOS

Vitolo (6)

Llorente (6)

Savic (5)

Santiago Arias (5)

Foto de Capa: SuperCopa España

artigo revisto por: Ana Ferreira

Bruno Costa: um jogador a (re)ver

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O número seis de qualquer equipa é responsável por ser, à partida, o pivot e trinco defensivo, assumindo-se como um verdadeiro cadeado no meio-campo, tranquilizando, muitas vezes, o setor mais recuado do terreno.

De há uns tempos para cá, Bruno Costa foi o número seis portista, mas desenganem-se aqueles que pensam que este jogador é um médio defensivo com características de box-to-box. O número que envergou no FC Porto deve ter sido das poucas coisas que não fizeram propriamente sentido.

Neste artigo de opinião, vou-vos falar desta promessa da formação do FC Porto, que foi cedido a título definitivo ao Portimonense SC, com opção de recompra.

Bruno Xavier Almeida Costa, de 22 anos, chegou aos dragões em 2009, proveniente do CD Feirense, clube onde também cumpriu parte da sua formação. É um jogador de seleção, marcando presença em praticamente todos os escalões de formação da equipa das quinas.

O seu pé direito tem muito que se lhe diga, mas disso falaremos mais à frente.

O atual número 88 do Portimonense SC chegou a partilhar balneário com jogadores como, por exemplo, Diogo Dalot, atual lateral direito do Manchester United FC.

Na equipa principal do FC Porto, nunca se conseguiu afirmar, estando na sombra de jogadores como Sérgio Oliveira, Héctor Herrera, Óliver Torres, Danilo Pereira, Matheus Uribe… Assim é difícil um jogador procurar o seu espaço, sendo que em termos de estatura, não é o jogador que melhor se encaixa no futebol de Sérgio Conceição, pese embora a grande admiração que o técnico portista tem pelo médio português.

Na equipa B portista, foi uma referência no meio-campo e nas bolas paradas, podendo ser apelidado como médio goleador, só lhe faltando o chapéu de mágico naquela equipa.

Bruno Costa estreou-se na equipa principal do FC Porto em Anfield, frente ao Liverpool FC
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Fazendo agora um raio-x a este jogador, o leitor já deve ter percebido pelos vários artigos que fui escrevendo, que eu tenho uma tendência para comparar jogadores, que, na minha opinião, se assemelham na forma de jogar e naquilo que oferecem à equipa.

Pois bem, Bruno Costa é, nada mais, nada menos, que um misto de Óliver Torres e Sérgio Oliveira. Consegue simultaneamente ter a qualidade técnica, criatividade e a construção de jogo do médio espanhol e a capacidade de remate do internacional português. Se não houvesse tão bons batedores de livres diretos na equipa principal, quem sabe se Bruno Costa não poderia assumir essa responsabilidade. Como já referi acima, aquele pé direito tem muito que se lhe diga. Mas isso não chegou para convencer na totalidade Sérgio Conceição e os adeptos portistas…

Há um momento na carreira de Bruno Costa que será para sempre inesquecível: a titularidade mais que surpreendente em Anfield, frente ao Liverpool FC, na segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Não só pôde ouvir de perto o mítico “You´ll Never Walk Alone”, como foi um dos melhores em campo naquele palco bem competitivo.

Se não estou em erro, foi campeão pelo FC Porto em 2017/2018, com poucos jogos somados, mas com um título sempre importante na carreira de qualquer profissional de futebol.

Pessoalmente, penso que a cedência deste jogador aos algarvios foi a melhor solução para ambas as partes. Na equipa azul e branca não tinha espaço, até pela ascensão de Vitinha na equipa B. No Portimonense SC vai reencontrar António Folha, que irá, com certeza, colocar ao de cima todos os seus atributos e qualidades desde cedo reconhecidos.

Este número seis, que mais deveria ser um oito, dez ou vinte, é um jogador para ver e, quiçá, rever.

Foto de capa: Instagram ” Bruno Costa”

artigo revisto por: Ana Ferreira

O vírus do Bonfim

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O presidente do Vitória FC e um misterioso vírus mortífero, que já tanta tinta fez correr, são os principais protagonistas da 16.ª jornada da Liga Portuguesa.

Durante esta semana os adeptos leoninos foram ainda brindados com um comunicado, no mínimo, anedótico (para não utilizar outros adjectivos) proferido pelo presidente do Vitória FC, no qual empregou termos como “cínica” e “hipócrita” para descrever a “nega” dos Leões ao pedido de adiamento da partida agendada para o dia de amanhã pelos 20:30, no Bonfim. Isto tudo, depois de o presidente sadino ter sugerido como data alternativa.

Todos nós temos um amigo ou, pelo menos, conhecemos alguém extremamente azarento, a quem lhe corre tudo mal seja em casa, seja no trabalho. Ora nos últimos tempos o Sporting CP tem sido esse amigo azarado a quem acontece de tudo, senão vejamos: instabilidade dentro do clube e divisão entre adeptos, fracos resultados no futebol profissional e, qual cúmulo do azar, ainda tem de aturar estes tristes episódios de “vão de escada” em que um presidente de um clube vocifera sem qualquer razão palavras de ódio ao emblema leonino.

O nosso futebol é pródigo em episódios insólitos e ao Sporting CP sai-lhe sempre a rifa ao ser arrastado para o lamaçal e para o meio da intriga. A ser verdade que os 14 jogadores em causa estão de facto doentes, também é verdade que o Vitória FC recusou-se a divulgar o boletim médico e a permitir a avaliação dos mesmo por uma junta médica. Também não são raras as vezes em que durante o Inverno muitos jogadores jogam engripados ou até mesmo lesionados. Curiosamente, na época de 2017/18, em meados de Fevereiro, o Sporting CP alastrado com uma síndrome gripal recebeu o Moreirense FC e até venceu o encontro.

O mais censurável em toda esta história reside no facto de o presidente do Vitória FC querer dar a entender que um suposto problema interno do seu clube foi criado pelo Sporting CP que é completamente alheio a tudo. Segundo o seu comunicado parece que o Sporting CP violou tantas disposições regulamentares que até surpreende e muito como é que o presidente sadino não instaurou um procedimento cautelar para adiar o jogo (!).

Por sua vez, o Sporting CP recusou – e muito bem, o adiamento da partida. Em primeiro lugar porque não tem qualquer obrigação legal ou regulamente em aceitá-la. Depois porque não faz qualquer sentido aceitar uma data alternativa capaz de prejudicar o seu plantel tendo em conta a sobrecarga do calendário de jogos.

Last but not the least, diga-se que a memória dos adeptos sportinguistas não é curta. Desde o “episódio do varandim” do velho Estádio de Alvalade até à falta de respeito pelo emblema leonino por parte de um jogador vitoriano aquando da eliminação vergonhosa do Sporting CP da Taça da Liga em 2016/17, foram vários os momentos em que o Vitória FC demonstrou ser tudo menos um “clube amigo” do Sporting CP.

As últimas visitas dos leões ao Bonfim têm sido manchadas pela polémica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Mais uma vez, business as usual, o Sporting CP é pintado como o mau da fita como também dá a entender o comunicado da Liga que confirmou a realização do jogo no dia de amanhã.

Recordo àqueles que tão rapidamente surgiram a criticar a atitude dos Leões que o Sporting CP viu-se obrigado a disputar uma final da Taça de Portugal após ter sido vítima de um acto de terrorismo (foi assim qualificado por toda a sociedade portuguesa o ataque a Alcochete), tendo-lhe sido negada a possibilidade de adiamento desse jogo. Eu e todos os Sportinguistas vimos jogadores como Bas Dost a arrastarem-se em campo com a cabeça ligada…

O que é certo é que o Sporting CP, em vésperas de receber o SL Benfica, parte para uma visita ao Bonfim num jogo já marcado pela polémica. Enfim, mais um triste episódio do nosso futebol.

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Portugal 27-24 Bósnia: Ainda deu para tremer

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A CRÓNICA: UMA VITÓRIA QUE DE FÁCIL NÃO TEVE NADA

Portugal entrava em campo depois da grande vitória na primeira jornada frente à seleção francesa. Para dar continuidade a essa boa entrada no Campeonato Europeu de Andebol, Portugal tinha de levar vencida a seleção da Bósnia.

Portugal entrou na partida com algumas alterações no sete inicial em relação à primeira jornada. O começo do jogo foi equilibrado, sendo o primeiro golo marcado por António Areia, na sequência de um livre de 7 metros. A seleção bósnia apresentava uma defesa muito forte fisicamente, levando Portugal a procurar um ataque dinâmico para encontrar espaços na defensiva adversária. Logo aos dez minutos, Portugal conseguiu a primeira vantagem de dois golos (6-4), vantagem essa que foi variando entre os dois/três golos, até à entrada de Grahovac, o guarda redes suplente que defendeu 50% dos remates durante a primeira parte, o que causou imensos problemas ofensivos a Portugal a partir dos vinte minutos, levando o treinador Paulo Pereira a pedir o time-out aos 26 minutos, numa altura em que a partida já estava empatada a dez golos. Até ao intervalo, a seleção das quinas conseguiu recuperar a vantagem, indo para o intervalo a vencer 12-11.

O reatar da partida trouxe as mesmas dificuldades do final da primeira parte: a Bósnia a conseguir superar a defensiva portuguesa com 7×6 e Portugal a não conseguir passar pela muralha que Grahovac era nesta altura, levando a que a Bósnia fizesse um parcial de 0-3. O primeiro golo português da segunda parte apenas surgiu aos 38 minutos e desde aí o resultado teve constantes trocas no resultado, até que Paulo Pereira pediu time-out aos 43 minutos, altura em que o resultado era 15-16. A paragem de tempo serviu para o treinador português mudar o ataque para 7×6 e para retificar alguns pormenores na defesa portuguesa.

Estas alterações resultaram num parcial de 3-0 e apenas dois minutos depois o treinador da Bósnia parou o jogo para tentar impedir que Portugal aumentasse ainda mais a vantagem. O ataque bósnio estava pouco eficaz, o que levou a várias recuperações de bola da equipa portuguesa, que se traduziam em golos fáceis, pois a baliza adversária estava deserta. Estes erros ofensivos levaram a Bósnia a voltar para o 6×6 à entrada dos últimos dez minutos finais, altura em que Portugal ganhava 22-17. Não se pode dizer que a reta final da partida tenha sido tranquila, pois a Bósnia ainda diminui a desvantagem para apenas dois golos, mas Portugal conseguiu manter a vantagem, vencendo a partida por 27-24. Uma vitória da Noruega frente à França pode colocar os portugueses e os noruegueses na Main Round e enviar a seleção francesa para casa.

A FIGURA

Fonte: Andebol Portugal

Pedro Portela –  Numa altura em que Portugal não estava a conseguir finalizar as situações ofensivas que criava, o experiente ponta-direito manteve a frieza e os seus dez golos foram decisivos para a segunda vitória portuguesa.

O FORA DE JOGO

Fonte: FAP

André Gomes – Entrou numa altura em que Portugal precisava de golos, mas não conseguiu finalizar nenhum dos seus três remates, nem ajudar ofensivamente nos quase quatorze minutos que esteve em campo.

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Portugal apresentou mais uma vez uma defesa muito móvel, baseando-se no 6×0, mas transformando-se imensas vezes num quase 3×3, tal era a forma como alguns defensores pressionavam os defesas adversários. No entanto, durante quase toda a partida teve imensas dificuldades em defender a zona central, já que os constantes cruzamentos adversários levavam aos defesas do bloco central a perderem o(s) pivot(s) e a permitirem remates fáceis. Outra dificuldade surgiu quando a Bósnia passou a atacar 7×6, no entanto a meio da segunda parte Paulo Pereira pediu aos seus defesas laterais para dificultarem o passe ao central adversário, de forma a que este se sentisse desconfortável a organizar o ataque, mas tendo sempre em atenção as costas e a recuperação da posição inicial. Esta pressão levou a imensas recuperações de bola, que terminaram em imensas finalizações simples numa altura em que Portugal precisava de golos.

Em termos ofensivos, Portugal apresentou um ataque muito dinâmico, com constantes entradas a segundo pivot por parte, principalmente, dos pontas para tentar arranjar espaços na forte defesa adversária. Isto foi resultando até à entrada de Grahovac, que fechou a baliza a sete chaves. Foi preciso então a meio da segunda parte arriscar o 7×6 para tentar superiorizar a defensiva bósnia, decisão essa que foi correta e decisiva para o desfecho da partida

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (8)

Fábio Vidrago (6)

Alexandre Cavalcanti (7)

Rui Silva (6)

Alexis Borges (7)

Belone Moreira (6)

António Areia (6)

SUBS UTILIZADOS

Daymaro Salina (6)

João Ferraz (6)

André Gomes (5)

Miguel Martins (7)

Fuís Frade (6)

Diogo Branquinho (7)

Pedro Portela (9)

Humberto Gomes (-)

ANÁLISE TÁTICA – BÓSNIA

Defensivamente, a Bósnia apresentou uma defesa 6×0 muito forte defensivamente que causou imensas dificuldades à primeira linha portuguesa. Grahovac foi decisivo pelas inúmeras defesas que fez, mas o 7×6 português foi demasiado forte para a Bósnia. Em termos ofensivos, a Bósnia tentou tirar partido da sua superioridade física, com constantes cruzamentos que tinham como objetivo arrastar os defensores portugueses para for a da posição para surgir espaços para os pivots, quer para os potentes remates da primeira linha.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Benjamin Buric (5)

Marko Panic (5)

Vladimir Vranjes (7)

Marin Vegar (6)

Alen Ovcina (5)

Mirsad Terzic (5)

Ibrahim Haseljic (6)

SUBS UTILIZADOS

Nikola Prce (7)

Ivan Karacic (5)

Senjamin Buric (6)

Igor Mandic (5)

Josip Peric (6)

Nebojsa Grahovac (8)

Dejan Malinovic (7)

Foto de Capa: EHF European Handball Championship

artigo revisto por: Ana Ferreira

Gil Vicente FC 2-0 Belenenses SAD: Contra equipas do Norte o Belenenses SAD não tem sorte

 A CRÓNICA: SAMBA DE LOURENCY E SANDRO LIMA FORAM DEMAIS PARA O BELENENSES SAD

O Estádio Cidade de Barcelos recebeu o embate entre Gil Vicente FC e Belenenses SAD naquela que foi a penúltima jornada da primeira volta da primeira liga portuguesa. Entre os poucos adeptos nas bancadas gilistas encontravam-se presentes equipas de olheiros de equipas como FC Porto, SC Braga, Atalanta, Marselha, Lille, entre outros.

A primeira grande oportunidade da tarde pertenceu aos gilistas e pelos pés da grande novidade do onze de Vítor Oliveira: Rúben Ribeiro. Numa situação de quatro para quatro, o extremo português driblou da esquerda para dentro e rematou cruzado com perigo, mas por cima da baliza de André Moreira. O lance de perigo viria a constituir o primeiro de três lances de perigo para os barcelenses em apenas três minutos, seguindo-se as investidas de Claude Gonçalves e Banguera. 30 minutos dominados pelo Gil Vicente que estiveram perto de desfazer o empate no Estádio Cidade Barcelos pela cabeça de Sandro Lima. Lourency trabalhou bem na linha e após o cruzamento, Sandro Lima cabeceou na cara do golo para uma grande defesa de André Moreira.

No regresso ao relvado, bastaram nove minutos para se gritar golo em Barcelos. Kraev conduziu com qualidade a investida ofensiva gilista deixando a bola com qualidade em Lourency, que trabalhou bem sobre Nilton e finalizou no poste mais afastado do guarda-redes. Dois minutos depois, Kraev teve tudo para fazer o 2-0. Nova investida ofensiva do búlgaro que, numa situação de 4 para 1 favorável aos barcelenses, acabou por rematar fraco na cara do golo e à figura de André Moreira. O segundo do encontro surgiria naturalmente para os barcelenses após cobrança de um pontapé de canto por intermédio de Henrique que foi finalizado da melhor forma por Sandro Lima. Sétimo golo do brasileiro nesta edição do campeonato.

Do lado do Belenenses SAD, Licá foi o elemento mais inconformado e em três ocasiões teve oportunidade de reduzir o marcador, mas sem sucesso. Até ao final da partida, o Gil Vicente FC conseguiu gerir e controlar o jogo como quis e desta forma manter a sua invencibilidade caseira. Com esta derrota o Belenenses SAD vai já no quarto jogo sem vencer, todos eles frente equipas do Norte.

A FIGURA

Fonte: Gil Vicente FC

 Sandro Lima – O atacante brasileiro voltou a fazer aquilo que sabe fazer melhor: golos. Ladeado por Lourency e Rúben Ribeiro, Sandro Lima fez balançar as redes adversárias e ajudou a consolidar a vitória dos gilistas.

O FORA DE JOGO

Fonte: Os Belenenses

Nilton – O lateral esquerdo esteve ligado ao primeiro golo sofrido do Belenenses SAD ao perder o confronto direto numa bola com Lourency. Nilton viria a ser substituído à passagem do minuto 60′.

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Rúben Ribeiro foi a grande novidade no onze gilista com Vítor Oliveira a prescindir de Baraye e a alterar o habitual 4x2x3x1 para um 4x3x3 com Rúben Ribeiro e Lourency nas alas atrás de Sandro Lima. Os três homens da frente causaram muito desequilíbrios à defesa adversária, e foi dos pés dos dois atacantes brasileiros que nasceram os golos gilistas. Com a entrada de João Afonso e a saída de Rubén Ribeiro, o Gil Vicente controlou mais o jogo a meio-campo e conseguiu gerir melhor a avalanche ofensiva do Belenenses SAD na reta final.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Denis (6)

Fernando Fonseca (6)

Rúben Fernandes (6)

Banguera (5)

Henrique Gomes (5)

Kraev (7)

Soares (6)

Claude Gonçalves (5)

Rúben Ribeiro (6)

Sandro Lima (7)

Lourency (7)

SUBS UTILIZADOS

 Baraye (4)

Naidji (4)

João Afonso (5)

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

Depois do desaire frente ao SC Braga, Pedro Ribeiro abdicou do 5x3x2 utilizado e optou por utilizar um 4x4x2 com novidades no onze. O Belenenses SAD apresentou muitas dificuldades no processo defensivo, sobretudo na segunda parte, com Kraev a causar muitas dificuldades à defesa do Restelo. Com a entrada de Cassierra, o Belenenses SAD tornou-se mais ofensivo com Licá, Varela e Marco Matias a cair muitas vezes na área do Gil Vicente FC. No entanto, acabaram por descurar por várias ocasiões o setor defensivo acabando derrotados em Barcelos.

 11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Moreira (5)

Tiago Esgaio (5)

Nuno Coelho (5)

Tomás Ribeiro (5)

Nilton (3)

Silvestre Varela (6)

Show (4)

André Sousa (5)

Licá (6)

Marco Matias (5)

Tomás Castro (4)

SUBS UTILIZADOS

Tiago Varela (4)

Cassierra (4)

Edi Semedo (3)

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Ancelotti para a glória

O Everton Football Club  encontra-se numa situação periclitante na Premier League e, fruto dessa má classificação, o técnico português Marco Silva foi demitido no passado mês de Dezembro, deixando os Toffees na zona de despromoção.

Para tentar salvar a equipa de Liverpool dessa maré negativa, os responsáveis do Everton foram ao mercado de treinadores e contrataram nada mais nada menos que Carlo Ancelotti.

O italiano, que comandava os destinos do Nápoles, conheceu o mesmo destino do português e era por isso um treinador livre.

A escolha no italiano acabou por surpreender o mundo do futebol, pois um clube de expressão média conseguiu contratar um treinador conceituado. Isto prova a força da Liga Inglesa e os números que vieram a público são avassaladores! O técnico transalpino irá auferir um salário anual de 12 milhões de euros, podendo juntar ainda um bónus de 2.5 milhões de euros, caso o técnico mantenha a equipa na Premier League.

Mas será Carlo Ancelotti o homem certo para mudar o rumo da equipa sediada em Liverpool? Os resultados para já mostram que sim.

Na minha opinião, Carlo Ancelotti é uma boa solução para o Everton. À vasta experiência que o transalpino acumula junta-se um currículo digno dos melhores treinadores do mundo, predicados que para uma equipa na situação actual do Everton são difíceis de enquadrar mas a boa situação financeira dos ingleses resolve esses “pequenos” detalhes. Bastou assinar pelos toffees e logo foram associados nomes de jogadores com “currículo”, a imprensa já veicula que James Rodríguez, pode assinar pelos toffees. Isto claramente é o efeito Ancelotti em ação, já em Nápoles o jogador era um dos alvos preferenciais do técnico italiano.

Pragmático e resultadista pode trazer a tranquilidade que o clube precisa nesta fase. A sua imagem de marca é a aparente calma em situações adversas. Lê o jogo de maneira calculista. Lembro-me dos seus tempos no AC Milan, quando estava a perder, colocava sempre Ambrosini em campo, ora, Ambrosini sendo um trinco na ótica do adepto não fazia muito sentido essa substituição. Este exemplo exemplifica na perfeição como Ancelotti analisa o jogo.

Ancelotti sempre pragmático e circunspecto, é esta a sua imagem
Fonte: Everton FC

O seu início no Everton tem sido positivo. Na recepção ao Burnley os toffees fizeram uma exibição dominadora e a vitória conquistada já nos últimos dez minutos não foi mais que justa. Na jornada seguinte a deslocação a Newcastle, trouxe nova vitória e a consequente saída da zona de despromoção.

Os dois desafios  seguintes seriam dois grandes testes para Carlo Ancelotti e o seu Everton.

Em Manchester, o Everton lutou muito mas acabou por ser dominado pelo City averbando a primeira derrota na era de Ancelotti, no primeiro jogo do ano. Mas os adeptos ansiavam pelo jogo seguinte contra os eternos rivais para a FA Cup.

A história deste jogo foi uma antítese daquilo que são os jogos de Ancelotti, ou seja, vimos um Everton muito ofensivo criando várias oportunidades mas sem conseguir finalizar. A derrota acabou por surgir através de uma obra de arte do menino Curtis Jones, e a crítica não perdeu tempo ao afirmar que perder o jogo com as reservas do Liverpool foi das maiores humilhações que o Everton teve ao longo da sua história.

Ainda a lamber as feridas do jogo com os Reds, o Everton receberia o Brighton e nova vitória pela margem mínima e consequente subida na tabela, ficando as portas dos dez primeiros lugares.

E isto é Ancelotti. Vencedor, sem dar grandes espetáculos, faz o que compete com a sua mentalidade “italiana” mas vencedora.

Pegou num Everton aflito e moribundo, e em pouco tempo já dá esperanças aos adeptos de que a época possa ser tranquila. E tranquilidade é com Ancelotti!

Foto de Capa: Everton FC

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sport Lisboa e Benfica – Afinação de janeiro com olho em conquistas de maio

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Estamos no início do ano e o Sport Lisboa e Benfica arranca este Mercado de Inverno com a exigência de ter um plantel competitivo em todos os sectores, de modo a poder ambicionar associar o caminho para o título ao sucesso europeu na Liga Europa. A preencher o calendário encarnado, surge também um possível extra de três jogos para a Taça de Portugal (contra equipas da Primeira Liga) antes da final no Jamor. Assim, a qualidade das segundas linhas é crucial para se disputar com sucesso estas três competições.

Bruno Lage já várias vezes afirmou a vontade de ter um plantel mais curto – a rondar os 20 jogadores. Com esta ideia, a estratégia do treinador passará por ter um grupo de trabalho mais competitivo, mais coeso e mais fácil de gerir emocionalmente. Um plantel curto também se entrosa na estratégia pública do clube de aposta na formação, pois só assim se abrirá espaço à promoção de jogadores dos Juniores, dos sub-23 e da equipa B.

A 1 de Janeiro de 2020, o plantel do Sport Lisboa e Benfica contava com 28 + dois jogadores, portanto 30 jogadores caso incluíssemos David Tavares e Morato.

Vitória FC 1-3 Sporting CP: O jogo da controvérsia

A CRÓNICA: UM JOGO CONSTIPADO

Na presença de um estado gripal que assolou a maioria do plantel, o objetivo do Vitória FC era um: vencer, cimentar a oitava posição e pressionar o SC Braga. Os primeiros 25 minutos da partida estiveram doentes; contudo, após essa marca, surge o primeiro tento leonino, a remate de Ristovski, e o segundo, sete minutos depois, na conversão de uma grande penalidade por Bruno Fernandes. Com o intervalo, veio a acalmia durante o quarto de hora inicial e uma bomba do meio da rua pelos pés de Carlinhos. Pressentia-se mais um sofrimento pela intranquilidade e o tremelicar de pernas dos jogadores leoninos. Luciano Vietto lesionava-se e a pouca criatividade esbatia-se. Um cabeceamento à barra atormentava Luís Maximiano e a equipa encolhia-se no terreno. A machadada final esteve confinada a uma súbita arrancada de Rafael Camacho, que assistiu o oito do reino do leão para o terceiro golo, último da partida. Limitações à parte, salienta-se o espírito guerreiro dos pupilos de Júlio Vélazquez.

A FIGURA

Fonte: Liga Portugal

Bruno Fernandes – O astro bateu o pé à exibição cinzenta do clube de Alvalade. Ele, sempre ele a decidir, a passar, a rematar, a defender, a atacar. Qualidade acima da média (baixa), espírito combativo e um querer inabalável, conferem ao leão de Silas mais três pontos na luta pelo terceiro posto. Um leão de verdade!

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Luís Maximiano – A inexperiência de uma promessa quase que resultava noutro desaire da formação verde e branca. Intranquilo entre os postes, pouca destreza nos momentos em que foi chamado a intervir e mal no lance do golo sadino (repartindo a culpa com Mathieu, autor da perda de bola). A qualidade está lá, faltam sucessivas demonstrações da mesma.

ANÁLISE TÁTICA – V. SETÚBAL

Relativamente à última partida, o onze sadino conheceu sete mudanças, excetuando André Sousa, Éber Bessa, Zequinha e Carlinhos. Júlio Velázquez utilizou o modelo 4-3-3 e sua formação, nos momentos iniciais, demonstrou perspicácia, conquistando faltas no meio campo ofensivo. A dupla desvantagem, aliada à pressão alta efetuada pela formação verde e branca, intimidaram equipa da região do Sado. A segunda parte trouxe a audácia atacante e a exploração integral do flanco esquerdo. Os remates de longa distância induziam a crença e a vontade de conquistar pontos. Após a busca incessante do golo do empate e o depósito da maioria dos jogadores no meio campo leonino, uma falha defensiva comprometeu tal aspiração e ditou o resultado final.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Milton Raphael (5)

Mano (5)

João Meira (5)

Bruno Pirri (6)

André Sousa (7)

Leandro Vilela (6)

Zequinha (7)

Éber Bessa (7)

Carlinhos (7)

Rodrigo Mathiola (6)

Guedes (6)

SUBS UTILIZADOS

Mansilla (5)

Leonardo Chão (4)

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Após o desaire caseiro diante do FC Porto (1-2), Acuña e Idrissa Doumbia (castigo) deram lugar a Borja e Battaglia, respetivamente. Silas repetiu o sistema tático utilizado no clássico (4-3-3), apostando num miolo de posse e circulação. A lateralização constante e as bolas distendidas ao longo do terreno davam água pela barba à defesa sadina, bem como as triangulações efetuadas. Após o golo sadino, a preocupação foi matéria dominante e a mudança de extremos fomentou a incapacidade de criar perigo no reduto de uma equipa fragilizada. No período de descontos, foi desenhada uma jogada de contragolpe que primou a eficácia à qualidade: jogo sentenciado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Maximiano (4)

Stefan Ristovski (7)

Jérémy Mathieu (5)

Sebástian Coates (6)

Cristián Borja (6)

Rodrigo Battaglia (6)

Bruno Fernandes (8)

Wendel (6)

Luciaano Vietto (6)

Luíiz Phellype (5)

Yannick Bolasie (5)

SUBS UTILIZADOS

Rafael Camacho (6)

Pedro Mendes (4)

Jésé Rodriguez (-)

Foto de Capa: Liga Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira

Eléctrico FC 0-4 SL Benfica: Sem sofrer nenhum golo assim se faz o caminho até à Final

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A CRÓNICA: UM JOGO TÍPICO ENTRE ELÉCTRICO FC E SL BENFICA 

A casa bem podia estar mais cheia para este grande jogo de futsal entre o campeão nacional, SL Benfica, e uma das equipas sensação desta época, o Eléctrico FC. Nem foi preciso esperar para se ver um golo: apenas 21 segundos! O cântaro só foi uma vez à fonte e partiu-se logo. Mas engane-se que daqui seria uma jogo fácil para os encarnados… Porque não foi. Ainda assim, de erro em erro se vai cedendo (parece que inventei um ditado). O segundo golo apareceu da mesma forma do primeiro e muito por inteligência de Robinho. Até ao fim do primeiro tempo, muito equilíbrio por parte das duas equipas e mantinha-se o 0-2 a favor dos encarnados.

O intervalo trouxe-nos um jogo ainda mais equilibrado e não podia estar melhor esta meia final entre lisboetas e alentejanos. Porém, a meio deste segundo tempo houve um contratempo para o Eléctrico. Rodriguinho até estava a ser dos melhores em campo, mas uma simulação e depois uma entrada desnecessária valeu-lhe uma saída mais cedo da quadra por acumulação de amarelos. Apostar no guarda-redes avançado pode dar dois cenários: muito bom onde se marca ou muito mau porque se sofre… O Eléctrico apostou e aconteceu a primeira opção, pois veio o terceiro golo encarnado por Rafael Hemni. Hemni ainda voltou ainda a marcar para fazer a última alteração no marcador (0-4) e os encarnados estão há 80 minutos sem sofrer golos nesta caminhada até à Final.

O Eléctrico FC acaba por cair na meia final pelo segundo ano consecutivo, mas de cabeça bem erguida frente ao campeão nacional em título e detentor da Taça da Liga, SL Benfica. Os encarnados vão defrontar o eterno rival, Sporting CP, no jogo decisivo e será a segunda final com um derbi lisboeta. Uma final que prometerá muita emoção, certamente.

A FIGURA

Fonte: FPF

André Sousa – Depois de ter de fazer de bombeiro de serviço no jogo anterior, penso que não fica nada mal atribuirmos novamente o prémio de melhor em campo. Esteve atento e não fosse algumas intervenções quando o jogo ainda estava em 2-0 e o Benfica poderia ter sofrido ainda mais… Agora fica a questão se será o guarda-redes da Final para os encarnados visto que ainda não há nada sobre a decisão de Roncaglio. Uma boa “dor de cabeça” para Joel Rocha.

O FORA DE JOGO

Fonte: FPF

Poucas opções do Eléctrico FC – A falta de Silvestre Ferreira e as poucas opções que estavam à disponibilidade de Kitó Ferreira não foram aspetos benéficos para a formação alentejana. Apostar sempre nos mesmos jogadores no cinco em campo ia demonstrando as debilidades que iam aparecendo na equipa. Ainda assim, vimos uma equipa muito equilibrada frente a um dos grandes do Futsal português.

ANÁLISE TÁTICA – ELÉCTRICO FC

A ausência de um jogador influente (Silvestre Ferreira) foi importante na maneira como Kitó Ferreira abordou este jogo. A aposta no mesmo cinco inicial, exceto a saída de Silvestre para a entrada de Wendell, era mais do que provável, apostando então na experiência do seu plantel. Era de esperar um Eléctrico muito pressionante caso sofresse um golo e surpresas podiam acontecer, como é normal entre jogos das duas equipas. Houve pouca aposta na rotatividade do cinco por parte de Kitó Ferreira e foi fatal para os erros começarem a aparecer.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Basílio (7)

Renan Fuzo (5)

Bello (4)

Rodriguinho (5)

Wendell (5)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Graça (6)

Henrique Vicente (5)

Milton Dias (5)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Apenas com um pivô em campo e com a ausência de Fernandinho, as opções atacantes estavam muito limitadas e o Benfica jogou muitas das vezes em 4×0. A esperança residiu muito na criatividade dos jogadores mais tecnicistas e nos muitos remates de longe. As jogadas mais trabalhadas com a ajuda de André Sousa como guarda-redes avançado eram a principal opção para chegar à baliza do Eléctrico FC. Os encarnados aproveitaram bem os erros defensivos devido à boa pressão feita à primeira linha de construção do Eléctrico. Há muito tempo que falta um pivô matador como em tempos teve o Benfica e, neste momento, não tem e precisa de o encontrar rapidamente.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

André Sousa (8)

André Coelho (6)

Chaguinha (7)

Robinho (7)

Miguel Ângelo (5)

SUBS UTILIZADOS

Afonso Jesus (4)

Tiago Brito (6)

Bruno Coelho (4)

Rafael Hemni (7)

Fits (6)

Fernando Drasler (4)

Foto de Capa: SL Benfica