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GP da China: Domingo é dia de passeio

Cabeçalho modalidadesA Fórmula 1 continua pela Ásia e este fim-de-semana assentou arraiais em Xangai. O Grande Prémio da China deu continuidade à supremacia de Nico Rosberg e causou inesperadas dificuldades a Lewis Hamilton.

Na qualificação, Nico Rosberg aproveitou a quase ausência de Hamilton para se evidenciar. O inglês, que já iria ser penalizado em cinco posições por ter mudado de caixa de velocidades, acabou por não registar qualquer tempo na Q1, devido a problemas com o sistema de recuperação de energia – saiu do último lugar da grelha. Assim sendo, Rosberg foi rei e senhor da luta pela pole-position: mesmo ameaçado pela Ferrari, o alemão acabou por facilmente conquistar a primeira posição do grid. A scuderia italiana, por sua vez, continua a cometer demasiados erros nas voltas de qualificação; Vettel e Raikkonen chegam rapidamente aos primeiros lugares da classificação, mas acabam por perdê-los constantemente, já na Q3.

Ainda assim, nas horas que antecederam a corrida, Lewis Hamilton mostrou-se confiante. O piloto da Mercedes afirmou que o circuito chinês era propício a múltiplas ultrapassagens e que nada estava perdido. Mas o azar bateu à porta do inglês.

Daniel Ricciardo conseguiu um arranque-canhão e roubou a liderança a Rosberg – ainda que por pouco tempo. O australiano acabou por sofrer um furo num dos pneus do seu Red Bull e nunca mais conseguiu chegar perto do Mercedes. A partir daqui, Rosberg limitou-se a controlar um GP que lhe estava entregue desde a qualificação. Atrás, os dois Ferrari anularam-se e goraram todas as expectativas que a equipa tinha. Num acidente quase infantil, provocado pela insubordinação de Daniil Kvyat, Vettel não conseguiu evitar o toque em Raikkonen, provocando a destruição quase total da asa frontal do finlandês. A Ferrari disse adeus à vitória e à possibilidade de dois lugares no pódio logo na primeira volta.

E Hamilton, que tanto ambicionava a clássica corrida de trás para a frente, engolindo posição atrás de posição, teve de mudar de estratégia bem cedo. Um toque com o Sauber de Felipe Nasr, ainda na primeira volta, destruiu por completo a asa frontal do Mercedes e obrigou o inglês a uma paragem forçada e que arruinou todas as expectativas de alcançar os lugares cimeiros da classificação. Ainda assim, a mestria do piloto valeu-lhe a sétima posição.

GP China Fórmula 1
A Mercedes vai em nove vitórias seguidas: três este ano e seis no ano passado
Fonte: Facebook Mercedes AMG Petronas

Até ao fim há pouco mais para contar. Nico Rosberg liderou confortavelmente durante todo o GP, Daniil Kvyat aproveitou, ironicamente, o toque entre os Ferrari para garantir a segunda posição e Vettel conseguiu, esforçadamente, o último lugar do pódio.

Nota negativa para a McLaren, que fica fora dos pontos pela segunda vez esta temporada. Ainda assim, destaque para o regresso de Fernando Alonso, depois do aparatoso acidente na Austrália. É de realçar, também, pelos piores motivos, a prestação da Ferrari neste GP da China. Apesar do pódio, a equipa de Raikkonen e Vettel não soube lidar com o revés da primeira volta e mostrou-se desnorteada durante toda a prova; já para não falar dos erros inadmissíveis da qualificação.

Nota positiva para a Mercedes e para a qualidade técnica e mecânica do mono-veículo de Rosberg. O alemão tem muito a agradecer à equipa, e acabou por fazê-lo, nas entrevistas pós-corrida.

Nico Rosberg alcançou a sexta vitória consecutiva – apenas Michael Schumacher, Alberto Ascari e Sebastian Vettel o haviam conseguido – e cavou ainda mais o fosso para Lewis Hamilton, que é já de 36 pontos. Será este o ano de Nico? Ainda é cedo para conclusões, como diz o próprio. A Fórmula 1 volta no fim-de-semana de 29 de Abril a 1 de Maio, com o Grande Prémio da Rússia, em Sochi.

Foto de Capa: Scuderia Ferrari

Milhões Que Não Fazem Equipas

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O futebol hoje em dia já não é só um desporto; é um negócio que movimenta milhares de milhões de euros todos os anos, onde muitas pessoas enriquecem e onde outras, na esperança de enriquecerem também, se afundam ainda mais. É quase como o novo “sonho americano”: àqueles que se aplicam pode sair o que muitos consideram ser a sorte grande. Dinheiro, fama, mulheres (ou homens), reconhecimento, luxo, admiração, e sabe-se lá que mais, tudo coordenado pelo mundo que rodeia o desporto do pontapé na bola.

Dinheiro movimentado em quantidades astronómicas é como o cheiro a sangue num oceano carregado de tubarões brancos, e rapidamente chegam os fundos de investimento ou os milhões árabes ou asiáticos. E, quando assim é, como é que são geridos psicologicamente miúdos a quem só falam em milhões, quando talvez até muitos deles passaram fome na infância? Porque hoje em dia é assim, e os miúdos aliciados pelas perspectivas milionárias acabam quase como jogadores mercenários.

É por isso que tenho uma extrema admiração por jogadores como Steven Gerrard e outros, que são poucos hoje em dia mas dedicaram a sua carreira a um clube e tornaram-se ícones no clube, lendas no futebol, ganharam dinheiro à mesma e reconhecimento, mas acima de tudo ganharam o respeito e a admiração dos adeptos, que também dão tudo pelo clube. Nestas situações, adeptos e jogadores tornam-se semelhantes, porque ambos dedicam a sua vida ao clube, de forma diferente: uns nas bancadas, outros no campo. Mas estão lá, sempre leais ao clube que apoiam.

Mas agora o normal é vermos os clubes a comportarem-se como meninos ricos e mimados. Fazem a birra do “eu quero, eu quero” e de repente já gastaram 300 milhões para comprarem jogadores, porque acham que os problemas do clube estão sempre nos jogadores. Se a equipa não joga, compra; se continua sem jogar, compra mais. Actualmente existem equipas que mais parecem uma Boys Band, mas que em vez de cantarem jogam futebol. E existem clubes que continuam a pensar que a solução dos seus problemas está em pagar milhões a jogadores, sem que eles tenham qualquer compromisso ou admiração emocional pelo clube e tornando-os em mercenários, achando que é com uma equipa de mercenários extremamente bem pagos que se ganha campeonatos e competições europeias.

As equipas são construídas com tempo, dedicação, garra e harmonia entre os jogadores. É preciso saberem que o clube, a instituição, é maior do que eles; é inclusive maior do que os treinadores e presidentes, sem haver egos superiores ao clube, e os únicos jogadores insubstituíveis são aqueles dispostos a dar tudo pelo clube, mesmo que sejam os menos talentosos. Isso é o que eu tenho visto no Sporting CP e que Bruno de Carvalho soube incutir. Fê-lo saber a Marcos Rojo, a Slimani, a Jefferson, a Bruma e a André Carrillo, que acharam que os seus egos e as suas vontades podiam sobrepor-se ao compromisso e ao peso de vestirem a camisola verde e branca. Só são bem vindos jogadores dedicados e comprometidos em representar o clube antes de se representarem a eles próprios.

O facto de o investimento não justificar o rendimento mostra que o Sporting é superior a milhões, nacionalidades ou egos
O facto de o investimento não justificar o rendimento mostra que o Sporting é superior a milhões, nacionalidades ou egos
Fonte: Sporting CP

Neste campo é bem visível o síndrome do menino rico e mimado em clubes como o Manchester United, que ainda está chorão porque já não é o mais popular da escola e acha que se gastar centenas de milhões por época vai voltar aos tempos de glória. Em contrapartida está o brilhante Leicester, que dá uma lição à liga inglesa: não são os milhões que fazem uma equipa jogar à bola. Em Espanha temos o caso do Real Madrid, em relação ao qual creio nem ser preciso entrar em pormenores, tendo em conta o investimento na equipa e o rendimento. Não fosse quem nós sabemos e gostaria de ver por que ruas da amargura andaria o clube. Em Portugal temos uma situação idêntica, que creio também ser facilmente reconhecível. Os milhões do Norte são também a prova viva de que dinheiro compra jogadores mas não faz equipas, e o FC Porto tem jogadores fantásticos mas uma equipa terrível.

Para terminar, quero apenas destacar um outro detalhe que comprova o que aqui disse. Há um treinador que, apesar da forma como terminou a relação com o Sporting, eu admiro bastante. O trabalho que Marco Silva fez no Estoril foi fantástico e a mentalidade que ele colocava nos jogadores era um exemplo de que uma equipa é mais do que jogadores bem pagos. Numa conferência de imprensa antes da deslocação do Estoril ao Dragão Marco Silva disse que sabiam da dificuldade de ir jogar em casa do Porto, mas que, como em qualquer outro jogo, iam jogar para ganhar. A verdade é que o Estoril venceu por 1-0 no Estádio do Dragão, assim como o fez em Alvalade e empatou na Luz. Uma equipa recém-chegada à primeira liga, com um orçamento bem mais baixo que o dos três grandes, jogava de olhos nos olhos com qualquer clube. Tudo porque os milhões não fazem equipas.

Foto de Capa: Sporting CP

 

SG Dynamo Dresden: 3.ª divisão nunca mais!

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Cabeçalho Liga Alemã

“3. Liga – nie mehr, nie mehr!” (3.ª divisão – nunca mais, nunca mais) – Foi este o grito de “guerra” que ecoou um pouco por todos os estádios da 3. Liga alemã esta temporada sempre que o SG Dynamo Dresden actuava na condição de equipa visitante ou sempre que jogava em casa, apoiado por mais de 20 mil frenéticos adeptos. Foi também com estas palavras de ordem que o capitão de equipa, Michael Hefele, “puxou” pelos seus companheiros, enquanto faziam a viagem de regresso a Dresden no autocarro da equipa após o empate a duas bolas frente aos rivais de longa data, 1. FC Magdeburg, empate esse que garantiu à equipa a subida ao segundo escalão do futebol alemão, no passado Sábado, 16 de Abril, à tarde.

A MDCC-Arena, em Magdeburgo, serviu de palco ao embate entre duas antigas potências do futebol alemão e europeu, mas que, pelos dias de hoje, militam, esquecidos pelo tempo, na 3.ª divisão do futebol germânico. “Traídos” pela reunificação das Alemanhas há mais de um quarto de século atrás, o 1.FC Magdeburg e o SGD Dynamo Dresden nunca mais se conseguiram impor na alta roda do futebol alemão, e os últimos anos têm sido particularmente penosos para ambos os emblemas. Perante 21.954 espectadores, estes dois grandes emblemas de outrora proporcionaram um bom espectáculo de futebol, que culminou com a festa de subida de divisão da formação de Dresden.

Os homens da casa dominaram na primeira metade do jogo e foi com alguma naturalidade que chegaram ao intervalo a vencer por 1-0, graças a um golo da autoria de Michel Niemeyer no minuto 41′ da partida. Os vencedores da extinta Taça das Taças no longínquo ano de 1974 voltaram a entrar forte no segundo tempo e chegaram ao 2-0 pelo antigo internacional de Sub-18 alemão Manuel Farrona-Pulido, que após a cobrança de um livre para a área aproveitou da melhor maneira alguma desorientação na defesa do SD Dynamo Dresden para bater Patrick Wiegers pela segunda vez.

Momentos antes do apito inicial do jogo entre o  1.FC Magdeburg e o SGD Dynamo Dresden do passado dia 16 de Abril Fonte: spiegel.de
Momentos antes do apito inicial do jogo entre o 1.FC Magdeburg e o SGD Dynamo Dresden do passado dia 16 de Abril
Fonte: spiegel.de

Os visitantes, por seu lado, sabiam que o VfL Osnabrück estava empatado com o FSV Mainz II em casa por essa altura e que continuavam apenas a necessitar de fazer um ponto para assegurar desde logo a subida à 2. Bundesliga e, por isso, os pupilos de Uwe Neuhaus colocaram mãos à obra em busca do resultado. Os suspeitos do costume, Pascal “Paco” Testroet e Justin Eilers (o seu 20.º golo esta temporada), empataram o jogo para o Dynamo em apenas quatro minutos, levando à quase loucura os adeptos, que, com um entusiasmo contagiante, apoiavam a equipa na MDCC-Arena e a alguns quilómetros de distância, em Dresden, num ecrã gigante que o clube montou no seu próprio estádio para todos aqueles que não puderam fazer a viagem até Magdeburgo. Com pouco mais de 20 minutos até ao final, as duas equipas beneficiaram ainda de várias situações para marcar, mas o 2-2 manteve-se inalterado até ao último apito do árbitro.

Moreirense FC 0-1 Sporting CP: Cónegos foram osso duro de roer

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O Sporting voltou esta noite a colocar pressão sobre o Benfica na luta titânica pelo campeonato nacional. Os “verde e brancos” tiveram de vestir o fato de macaco e suar bastante para levar de vencida uma perigosa equipa do Moreirense, que vendeu bem cara esta derrota no seu território.

Os regressos do capitão Adrien Silva e do lateral esquerdo Marvin Zeegelaar foram as únicas alterações em relação à vitória da semana passada, frente ao Marítimo. Num terreno tradicionalmente difícil, pesado, e debaixo de chuva persistente, os “leões” entraram firmes na partida, indo ao choque por todas as bolas, frente à equipa aguerrida do Moreirense.

Apesar de todo o esforço e espírito de sacrifício colocados em campo, a primeira parte dos verde e brancos não foi brilhante, com muito poucas ocasiões de golo criadas. Ainda assim, a equipa leonina chegou em justa vantagem ao intervalo, tendo em conta o domínio territorial exercido. O único golo dos primeiros 45 minutos foi, contudo, ilegal. No final do primeiro quarto de hora, Slimani está em posição irregular no momento em que Schelotto faz o cruzamento. Teo Gutiérrez, à entrada da área e perante a oposição de dois adversários, fez um chapéu brilhante sobre a defensiva minhota, deixando o lateral direito à vontade para cruzar para o avançado argelino. Não fosse o facto de Slimani estar em nítido fora de jogo, e estaríamos perante um dos melhores golos do campeonato. Já aqui referi duas vezes que o golo foi ilegal. Era bom que todos os amantes do futebol fossem honestos nas suas análises, mas sabemos que em Portugal não é assim. Mais uma vez, serve esta jogada como exemplo para mostrar que a introdução do vídeo-árbitro é necessária para “ontem”.

Mais um golo para Slimani Fonte: FPF
Mais um golo para Slimani
Fonte: FPF

Após o golo, assistimos a uma partida equilibrada, com o Moreirense ligeiramente mais perigoso, sobretudo através de lances de bola parada. Fábio Espinho, o melhor jogador da equipa da casa, foi quem criou mais perigo, com um livre direto que passou perto do poste da baliza de Rui Patrício. Noutra ocasião, foi o guardião a defender com segurança mais um livre direto dos cónegos. A fechar a primeira parte, Teo Gutiérrez ainda introduziu a bola nas redes de Stefanovic, mas desta vez o árbitro assistente anulou o golo ao avançado “cafetero”, num lance que deixou algumas dúvidas. O Sporting procurava aumentar a vantagem, mas nunca mostrou capacidade para criar verdadeiros calafrios ao setor defensivo do Moreirense.

Playoffs NBA: Alguém consegue parar os Warriors?

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Cabeçalho modalidadesAcabou finalmente a época regular na melhor liga de basquetebol do mundo, e os favoritos dominaram as respectivas conferências. Os Cavaliers com maior ou menor dificuldade lá asseguraram o topo do Este e os Warriors, no Oeste, conseguiram impressionantemente bater o recorde de vitórias dos Chicago Bulls de 95/96 na fase regular da competição, com 73 vitórias e apenas nove derrotas. O verdadeiro basquetebol começa agora, e todos os recordes que os Warriors bateram, e foram bastantes, podem vir a não significar nada se a equipa não conseguir renovar o título.

Muitas respostas vão ser obtidas nestes playoffs. Será este o ano em que LeBron James finalmente conduz os seus Cavaliers à “terra prometida”, ou perderá o King a sua quinta final e Irving e/ou Love serão trocados? A dupla Durant-Westbrook conseguirá surpreender ou será este o fim dos Thunder e veremos Kevin Durant sair como free agent no final deste ano ou Russell Westbrook no final do próximo? Os “velhotes” Spurs ainda têm gás suficiente no tanque para ganhar outro título agora que se reinventaram à volta de Leonard e Aldridge? Será este o fim de Chris Paul nos Clippers se a equipa voltar a fracassar na postseason? E, a mais importante de todas, alguém consegue parar os Warriors?

ESTE

1.ª Ronda:

(1) Cleveland Cavaliers – Detroit Pistons (8)

Apesar de os Cavaliers terem tido dificuldades contra os Pistons na época regular, parece-me que a forte rotação da equipa de Cleveland, liderada por LeBron James, juntamente com a inexperiência da maior parte do plantel dos Pistons nesta fase, fará com que a série seja resolvida rapidamente. Stan Van Gundy é um grande treinador, mas é altura de começar a preparar a próxima temporada.

Previsão: Cleveland em 4

 

(4) Atlanta Hawks – Boston Celtics (5)

Provavelmente a série mais equilibrada nesta primeira ronda. Sinceramente pode cair para qualquer lado. Ambas as equipas são extremamente bem treinadas e destacam-se defensivamente, mas, tendo os Hawks a vantagem de jogar o jogo 7 em casa e não sabendo ainda como Boston conseguirá parar a dupla Millsap-Horford, vejo Atlanta a sair vitoriosa.

Previsão: Atlanta em 7

Isaiah Thomas e Jeff Teague NBA
Isaiah Thomas e Jeff Teague irão estar frente a frente nesta eliminatória
Fonte: USA Today

(3) Miami Heat – Charlotte Hornets (6)

A equipa liderada por Dwyane Wade está de volta aos playoffs dois anos depois de ter perdido a final contra San Antonio. Sem o lesionado Chris Bosh, Miami sentirá dificuldades em surpreender, mas, com uma rotação forte que inclui Dragic, Joe Johnson, Whiteside, Deng, Richardson e Winslow, os Heat deverão avançar.

Previsão: Miami em 7

 

(2) Toronto Raptors – Indiana Pacers (7)

Sim, é este o ano em que os Raptors finalmente ultrapassam a primeira ronda. A combinação de Lowy e DeRozan será demasiado forte para a equipa de Indiana, que, apesar de ter surpreendido defensivamente, terá dificuldades em acompanhar ofensivamente esta equipa de Toronto. Paul George não conseguirá fazer tudo sozinho.

Previsão: Toronto em 6

 

2.ª Ronda:

(1) Cleveland Cavaliers – Atlanta Hawks (4)

A superioridade da equipa de Cleveland será mais uma vez evidente. Depois de ter “escapado” a Boston, a equipa de Atlanta diz aqui adeus aos playoffs.

Previsão: Cleveland em 5

 

 (2) Toronto Raptors – Miami Heat (3)

Gosto de Miami. São bem treinados por Erik Spoelstra e possuem uma combinação interessante de experiência e juventude no plantel. A equipa ultrapassou a ausência, por lesão, de Bosh, que em condições normais seria o seu melhor jogador, e deve também ultrapassar os Raptors nesta fase.

Previsão: Miami em 6

Miami Heat e Cleveland Cavs são as equipas apontadas à final de Conferência Fonte: NY Times
Miami Heat e Cleveland Cavs são as equipas apontadas à final de Conferência
Fonte: NY Times

Final de Conferência:

(1) Cleveland Cavaliers – Miami Heat (3)

Miami poderá finalmente “vingar-se” de LeBron James, por ter “abandonado” a equipa para “voltar a casa”. Infelizmente, sem Chris Bosh, a equipa não tem qualquer hipótese e será “atropelada” por Cleveland, que deverá voltar a marcar presença na final da NBA.

Previsão: Cleveland em 5

Carta aberta a: Renato Sanches

cartaaberta
Quero-te dizer a palavra não, Renato. Acho que precisas de ouvir em alto e bom som um redondo não. Redondo justifica-se porque não tem sido redonda a forma como a bola sai dos teus pés. Os teus erros são mais do que do que os teus proveitos. E não vejas esta carta com maldade, Renato. Sou jovem, tal como tu, e cometo muitos erros à procura de acertar passo num sítio cheio de profissionais prontos a quererem ser melhores que eu.

E é agora que falo contigo sobre a tua juventude, que acaba também por ser a minha. Olho para ti e vejo o talento natural e a força de poucos. Acredito que o potencial que existe em ti é gigante e que só precises da orientação correcta e o ambiente adequado à tua evolução, esperemos que rumo ao que podes ser e não ao que eles querem que sejas. Eles querem 60 milhões. Eles querem um prodígio a pegar num meio-campo jogado a dois. Eles querem um novo Eusébio. Eles querem um novo Ronaldo e eles querem que sejas convocado para uma selecção onde a tua presença tem o impacto tão desmedido que leva jornais desportivos – os grandes culpados pelo circo à tua volta – a colocarem-te acima do nosso capitão e, certamente, o melhor jogador português de sempre.

Poderia dizer-te para ignorares todo o burburinho do adepto fanático, mas isso seria impossível, Renato. O barulho não vai parar e no fim da época certamente que teremos várias formas de olhar para as tuas prestações. A minha leitura será sempre esta: um jovem de 18 anos entrou numa equipa a cair aos bocados e – apesar de a sua entrada estar ligada cronologicamente à subida de nível da equipa – deu-lhe garra, trazendo-lhe uma alegria que só se compara com aquela que só sentíamos quando víamos entrar Mantorras em campo depois de tudo pelo que ele passou nos gabinetes médicos. Porém, a garra não chega para se ser considerado um grande jogador.

Quero-te contar uma coisa, Renato. Os teus erros têm-se acumulado e eu não vejo mal. O que estamos a ver é um jovem jogador a crescer em campo e a suportar o peso de um bicampeão nacional nas costas. Claro que aquele golo do meio da rua na estreia no nosso estádio foi um bálsamo para a alma, mas uma carreira não se faz de um momento gigante. As constantes leituras erradas de jogo, o descurar das missões defensivas e a irascibilidade própria de uma fera indomável são claríssimas num jogador que precisa de descer para subir. Um empréstimo não te faria mal, Renato. William Carvalho, que hoje é chamado de Sir no outro lado da circular, teve que aperfeiçoar e descobrir o seu dom por terras belgas até encontrar o seu espaço em Alvalade.

A eliminatória frente ao FC Bayern Munique mostrou coisas boas e outras a melhorar Fonte: SL Benfica
A eliminatória frente ao FC Bayern Munique mostrou coisas boas e outras a melhorar
Fonte: SL Benfica

Dir-te-ia agora para esqueceres o barulho gigante da comunicação social que tens à tua volta, Renato. Não quero que penses nos 60 milhões, esses números que interessam a outros, e peço que esqueças as más-línguas que preferem um jogador mediano na Luz do que um futuro grande jogador português a brilhar pela selecção. São muitos contra ti e são muitos a teu favor. As capas de jornais não te fazem mais jogador e os elogios por parte de meio mundo não te tornarão num jogador mais capaz. São o que são e só servem para encher espaços vazios de ideias.

Chego ao fim desta carta e espero que percebas o meu não, Renato. Não quero que sejas mais um miúdo talentoso a cair num buraco sem fim. Não quero que sejas mais uma força da natureza que o extra-futebol leve para outro lado. Não quero que sejas convocado para o Euro 2016. Não quero que sejas jogador no Benfica só porque as soluções escasseiam. Não quero entrar em euforias desmesuradas porque quero ver-te crescer de forma equilibrada e pronto a dominar o meio-campo do Benfica e da Selecção na plena capacidade das tuas posses. Os nãos que lês aqui são facilmente tornados em sim, basta não seres menos do que podes vir a ser.

Eleições antecipadas no Sporting

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Neste momento posso anunciar, com 99,99% de certeza, que haverá eleições antecipadas no Sporting. Irão perguntar-me pelas provas que tenho para poder fazer essa afirmação, ao que eu respondo – Mas desde quando neste país precisamos de provas concretas para podermos fazer este tipo de afirmações?

De qualquer forma, mesmo não tendo essas provas, tenho os indícios, que a seguir explano. Um antigo presidente do Sporting disse que, se o Sporting ficar em segundo, e o treinador sair, com certeza haverá eleições antecipadas; disse também que, neste momento, e com o treinador do seu lado, Bruno de Carvalho é invencível nas eleições (tenho de concordar).

Sabemos também que este senhor, segundo se sabe, andou em reuniões com outros “notáveis” do Sporting e off-Sporting. Ora, a possibilidade de o Sporting ficar em segundo lugar é real, e é disso que estes senhores estão à espera para poderem passar à segunda fase, que será aliciar, ou mandar aliciar, o treinador a sair do clube.

Todos sabemos que Jesus, apesar de ser um sportinguista assumido, nunca negou a vontade de treinar os três grandes de Portugal, e o clube que lhe falta no “CV” está na eminência de ficar sem treinador. Junta-se a isto o facto de o presidente desse clube ser amigo do treinador do Sporting (aqui abro um parêntesis para dizer que só o ego e a auto-estima de Jesus não o deixariam sair do Sporting, porque teria de sair sem cumprir o que prometeu: ganhar o campeonato).

Então, num exercício mirabolante, e sem lógica alguma (tenho a certeza de que nos comentários hoje aparecerá um dos habituais a escrever: “Ainda bem que ele nos avisa”), imaginemos que nessas reuniões de notáveis se criou o cenário de, caso o Sporting não ganhe o campeonato, se mandar um recado para o norte (se é que ainda será preciso) a indicar o nome de Jesus para novo treinador de um clube do Porto.

A relação de amizade entre Jesus e Pinto da Costa é sobejamente conhecida Fonte: Sporting CP
A relação de amizade entre Jesus e Pinto da Costa é sobejamente conhecida
Fonte: Sporting CP

Feito isto, com o presidente sem o treinador ao seu lado, só faltará forçar eleições antecipadas, esforços esses que já foram iniciados com outdoors e panfletos.

Quando, ou se, o Sporting perder o campeonato, amealhando mais um ano sem troféus importantes (parece que a Supertaça só é importante ou conta como título quando são outros a ganhá-la), os tais notáveis farão fila na Comunicação Social a desancar a actual direcção (porque, como sabemos, eles foram bem mais competentes quando lá estiveram).

A (ainda curta) história de um treinador de 28 anos na Bundesliga

Cabeçalho Liga Alemã

O TSG Hoffenheim é um clube sem muita história no futebol germânico. Fundado em 1899, tem apenas um título no palmarés – a edição 2000/2001 da Oberliga Baden-Württemberg, divisão distrital alemã – e está a disputar a Bundesliga apenas pela oitava vez em toda a sua história; esta é no entanto, a oitava presença consecutiva na competição, uma vez que o clube se estreou no principal escalão do futebol do seu país em 2008/2009 e de lá não mais saiu desde então.

Em 2015/2016, o clube luta por se manter entre os grandes, e a situação está complicada. Contudo, se o Hoffenheim consegue, atualmente, ter alguma margem de manobra para evitar a descida da Bundesliga, bem pode agradecer ao seu terceiro treinador da época, Julian Nagelsmann. O sucessor de Markus Gisdol, que iniciou a temporada, e Huub Stevens chegou em fevereiro e, em apenas seis jogos, tirou o clube da zona de despromoção pela primeira vez em muitos meses – o Hoffenheim chegou mesmo a ocupar o último lugar da tabela classificativa.

É normal no mundo do futebol as chamadas “chicotadas psicológicas” resultarem na subida de rendimento de uma equipa, conforme a atitude e as ideias do novo treinador. Por isso, este poderia ser apenas mais uma história de um clube que, fruto de uma mudança no comando técnico e de um bom momento de forma, melhorou na tabela classificativa. Mas não é o caso. Julian Nagelsmann teve uma carreira curta como futebolista, que chegou a conciliar com a de observador e de treinador adjunto. Em 2011/2012, assumiu o comando técnico das formações jovens do Hoffenheim, que só deixou para orientar a equipa sénior, há dois meses atrás. O mais surpreendente de tudo isto é que estou a falar de um treinador com apenas 28 anos de idade (completa 29 em julho). Nagelsmann é mais novo que vários dos seus jogadores, embora o Hoffenheim tenha um plantel bastante jovem, mas isso não tem sido um problema para ele.

Julian Nagelsmann teve o condão de despertar o Hoffenheim, que está na luta pela manutenção na Bundesliga Fonte: TSG 1899 Hoffenheim
Julian Nagelsmann teve o condão de despertar o Hoffenheim, que está na luta pela manutenção na Bundesliga
Fonte: TSG 1899 Hoffenheim

Nos únicos nove jogos que realizou desde que chegou à Rhein Neckar Arena, todos eles a contar para a Bundesliga, o jovem treinador alemão conseguiu cinco vitórias e perdeu apenas por duas ocasiões. Significa isto que Nagelsmann conseguiu, num par de meses no comando técnico do Hoffenheim, vencer mais que os seus dois antecessores juntos: o compatriota Gisdol tinha ganho apenas um de onze jogos, num registo semelhante ao do holandês Stevens, que ganhou um em dez.

Com cinco jornadas por disputar no campeonato alemão, o Hoffenheim atravessa a melhor fase da temporada, não perdendo há quatro partidas consecutivas. Está, no entanto, na 14ª posição, com apenas mais três pontos que o Werder Bremen, equipa imediatamente abaixo da linha de água. Julian Nagelsmann está a realizar um trabalho notável até agora, mas a manutenção está longe de estar garantida. Esta reta final da Bundesliga vai, por isso, ser determinante para o sucesso do seu clube. Para um técnico tão jovem, a permanência no principal escalão do futebol alemão seria um feito, que iria também pôr em causa ideias preconcebidas de que um treinador precisa de ter uma idade mínima para ter sucesso ao mais alto nível. Nagelsmann ainda tem um longo caminho por percorrer, mas, para por agora, ameaça seriamente entrar para a história.

Foto de capa: TSG 1899 Hoffenheim

A qualidade paga-se cara

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Cabeçalho modalidades

O melhor jogador de futsal do mundo está atualmente a ponderar a mudança de clube, conforme muitos dos nossos leitores já devem ter lido por aí, tendo várias propostas em cima da mesa. Desde a proposta mais badalada do Nacional Zagreb, da Croácia, até destinos um pouco mais exóticos, como a Rússia ou o Dubai, o futuro do mágico é ainda uma incerteza. Mas qual a razão de ponderar largar uma das melhores equipas do mundo para abraçar um projeto bastante menos aliciante em termos desportivos, podendo isto claramente ser visto como um passo atrás na sua brilhante carreira desportiva?

A resposta é apenas uma e não vale a pena criar suspense: com esta eventual mudança, a conta bancária do português iria ficar bastante mais recheada. Atenção que isto não é uma crítica ao jogador em questão, pois já demonstrou em várias ocasiões o seu grande carácter ao afirmar que “em Portugal, só jogo no Benfica”, e há que pensar em outras questões, pois “a carreira de um jogador de futsal é bastante curta”, ou seja, não se pode deitar fora assim uma oportunidade destas só porque não é tão ambiciosa do ponto de vista desportivo.

Basicamente, aquilo que eu pretendo transmitir é que há outras questões, neste caso financeiras, que pesam na decisão de Ricardinho, que está preocupado em salvaguardar o seu futuro e garantir assim um rendimento minimamente condizente com o que ele tem demonstrado valer.

Esta imagem pode não se repetir na próxima temporada Fonte: Ricardinho10.com
Esta imagem pode não se repetir na próxima temporada
Fonte: Ricardinho10.com

Pois a questão é que o salário que Ricardo Braga viu o Nacional Zagreb oferecer, na ordem dos 50 mil euros mensais, algo que o tornaria no jogador de futsal mais bem pago do mundo, pode parecer muito, mas o Benfica faz investimentos brutais na modalidade que é, de longe, mais falada e que mais rendimento traz ao clube, neste caso o futebol de 11. Eu aproveito para questionar o seguinte: há jogadores no plantel dos três grandes que auferem salários muito superiores e que ainda não provaram ter valor para ganhar tanto; logo, porque não tenta o SL Benfica comprar o internacional português para a próxima época?

Creio que é uma aposta segura e que iria suscitar ainda mais interesse nesta modalidade, porque se poderia ver o melhor jogador da atualidade a jogar nos pavilhões nacionais e aumentar assim a qualidade do nosso campeonato.

Foto de Capa: UEFA

FK Shakhtar 4-0 SC Braga: Os meus valores de DBC ficaram descontrolados!

Cabeçalho Futebol Nacional

Fim do jogo, fim do sonho. Numa noite em que o pragmatismo era mais que necessário, foram os ucranianos que levaram a melhor. Aliás, no conjunto das duas mãos foi esse um dos factores essenciais, senão o mais influente. A experiência e a sorte do jogo, vêm logo a seguir. Depois, o azar do Braga, o apito, e o não aproveitamento daquele ímpeto inicial que nos levaria longe. Em ambos os jogos, duas lições bem estudadas do lado ucraniano gelaram o coração quente dos guerreiros. Na Pedreira arrefecemos, na Ucrânia gelámos…

No que toca ao jogo, o Braga entrou bem, a pautar ritmos e a avançar no terreno. Pedra a pedra se ia construindo o jogo bracarense. Bola em Hassan, toque na perna… canto. Claro que, o nervosismo e a injustiça, seriam espectros que assombravam os ombros deste Braga no decorrer da restante partida. De seguida, os ucranianos perante o desperdício de bola bracarense e o gelo que se ía apoderando destes, entram na diagonal pela área e pénalti. Tal como na semana anterior, Goiano falha o corte, e é ou não é. Matheus até tentou por duas vezes. Nem à primeira nem à segunda o brasileiro conseguiu apanhar a bola. 1-0 para o Shakhtar aos 25 minutos de jogo. Se este balde de água gelada foi péssimo para o Braga, imagine-se quem sofria de DBC… Entenda-se Doença Braguista Crónica. Os meus valores de DBC ficaram descontrolados! Como se isso não bastasse, antes do intervalo os ucranianos embalados pela bitola europeia pressionam o Braga, e num lance de clara infelicidade de Ricardo Ferreira, 2-0. Tempo de descanso em Lviv para afinar relógios.

Paulo Fonseca e os seus jogadores ainda têm muito pela frente Fonte: SC Braga
Paulo Fonseca e os seus jogadores ainda têm muito pela frente
Fonte: SC Braga

Vem o segundo tempo, e os jogadores do Braga entram no relvado com algum atraso. Nem o Paulo nem ninguém tinha as horas contadas. Sempre a tentar, mas o Shakhtar, experientemente, voltava a facturar. 3-0 nem horas, nem resultado, 4-0, não tenho mais nada para contar. Em noite de azar, o melhor avançado foi Ricardo. Facturou a dobrar… Somente direi que sem desistir, entre duas oportunidades dos incansáveis, Rafa e Hassan, nenhuma entrou. Muita calma que para o ano há mais e melhor. E tu Ricardo, és dos melhores que temos, portanto cabeça para cima e bola nos pés. Talento não se tira a ninguém!

Permitam-me agora falar de um pouco de tudo. O Braga, o mundo Braguista e a cidade merecem-me esse respeito. Merecem e são um orgulho. O percurso que fizemos, foi fantástico. Fizeste-nos sonhar como outrora, e continuar a acreditar que era possível. Isso é o maior orgulho de um Coração Guerreiro. Finalizo com um dado interessante. Saiba o leitor que pela Europa fora, foi o Braga que mostrou a maior resistência. Manteve-se até hoje nas quatro provas com que começou a temporada. É verdade que foram dois dias de diferença do poderoso PSG, mas também é verdade que fomos nós a cair por último. Por isso somos cada vez maiores. Enormes. Estamos unidos.

Segunda há mais, e aconselho algum controlo, para os meus valores de DBC entrarem nos indicadores ideais.

Força, Braga!

A Figura:

Srna – pelo número de jogos realizados ao serviço do futebol e do Shaktar.

O Fora de Jogo:

Ricardo Ferreira – pelo azar de se ter enganado na baliza em que devia marcar golo.