Um Sevilha que atravessa dificuldades visitou a capital espanhola para medir forças com o Real Madrid. Depois da vitória do GBC sobre o Movistar Estudiantes, num partido disputado na manhã de hoje neste mesmo pavilhão, o fundo da tabela ficou mais apertado e, desta forma, o Sevilha tinha duas vitórias precisamente sobre as duas equipas que fechavam a classificação. Gustavo Ayón, um dos nomes mais sonantes da equipa madridista, foi hoje o sacrificado por uma questão extracomunitária e deu assim lugar a Thompkins e a Rivers.
Antes de soar o apito inicial, a equipa Júnior de basquetebol do Real Madrid ofereceu a todos os adeptos o troféu que ganhou esta semana no Torneio de Hospitalet. Eles são o futuro do Real Madrid e cumpriram a sua missão, como já têm vindo a fazer habitualmente.
K.C. Rivers, a figura do jogo
Não foram necessários muitos minutos para que o conjunto de Pablo Laso dominasse o encontro, e o destaque vai para Rivers que decidiu manter o grande nível que tem demonstrado desde o seu regresso, anotando 11 pontos em somente 6 minutos. Apenas Balvin, com 8 pontos, foi capaz de manter os andaluzes dignos no primeiro período, terminando este com uma justa diferença de 30-16. Chacho cumpria novamente a função de director de orquestra, com 5 assistências.
Mas Maciulis e Carroll não quiseram perder o protagonismo, contribuindo com vários ataques produtivos sendo que o segundo não falhou numa oportunidade de triplo. O jogo continuava por um mar calmo, sem ondas nem tubarões. Nada causava perigo à tripulação branca e a distância a que deixava o outro navio era suficiente para atracar em segurança. Balvin e ninguém mais nos sevilhanos, contribuía para o marcador com os seus 14 pontos, ao intervalo. Feitas as contas, saldo positivo de 27 para os de Laso.
Não havia jogo. Os merengues seguiam caminho e acabavam o terceiro período com 87 pontos e com 71% de eficácia em lançamentos de triplo, uma barbaridade à qual já nos habituaram.
Luka Doncic, jovem promessa do Real
O Sevilha não conseguiu competir em nenhum momento, apesar das palavras de Nachbar, camisola 7, na antevisão ao jogo, que afirmavam que o Sevilha ia surpreender. Falácia. São dois mundos diferentes e os brancos garantiram que não se cruzassem. Este jogo serviu para que Hernangómez começasse a ganhar forma e ritmo de modo a permitir uma repartição mais equitativa dos minutos de jogo e para que o jovem nascido em 99, Luka Doncic, desse a conhecer, uma vez mais, a magia que pode trazer a esta equipa já tão prendada.
Uma curiosidade final: um grupo de miúdos começou a gritar no topo do Palácio, ao qual responderam os Berserkers, o grupo de animação local, cantando-lhes também. O Barclaycard center era uma festa e agora há que pensar no jogo da próxima sexta-feira, onde o Real Madrid irá receber o Zalguiris para a nona jornada do Top16.
O Sporting CP recebeu – e venceu – o SC Braga, num jogo que fechou a primeira volta do campeonato. Após a eliminação da taça de Portugal, naquele que foi até agora o melhor encontro de toda a temporada, a equipa de Jorge Jesus queria vingar a derrota sofrida diante da equipa do Minho. O historial jogava a favor dos verde e brancos: a última derrota caseira perante os bracarenses data da temporada de 2009/2010, quando foi derrotada por 2-1, logo na segunda jornada do campeonato.
Jorge Jesus voltou a apostar no mesmo 11 que atuou em Setúbal. No entanto, Bruno César, que se tinha exibido a um nível altíssimo na partida anterior, e William Carvalho estiveram uns furos abaixo daquilo que é pretendido; mais tarde haviam de ser os primeiros a serem preteridos. A equipa de Paulo Fonseca – uma das melhores da liga NOS – entrou forte e podia ter chegado ao golo logo no primeiro minuto de jogo. Depois de uma entrada mais amorfa, e como seria de esperar, o Sporting CP tomou as rédeas do jogo e criou algumas ocasiões de golo – João Mário e Slimani falharam na cara do guardião bracarense. Quando já todos esperavam pelo intervalo, eis que o Braga chega não a uma vantagem de um golo, mas dois. Wilson Eduardo – começa a ser regra marcar ao Sporting CP – e Rafa, numa jogada brilhante, punham o Braga a vencer ao intervalo.
Slimani voltou a dar uma alegria aos adeptos leoninos Fonte: Sporting CP
Todavia, o resultado não espelhava aquilo que se tinha passado durante os primeiros 45 minutos. Desta forma, e, a meu ver, também devido a uma certa debilidade física do Braga, o Sporting haveria mesmo de conseguir dar a volta ao resultado. Primeiro, e através de uma grande penalidade bem assinalada, Adrien reduziria a vantagem; depois foi a vez de Fredy Montero fazer o gosto ao pé e, por último, o inevitável Slimani, após um primoroso cruzamento de Bryan Ruiz.
Uma nota, porque eles também foram parte da vitória, para os adeptos do Sporting. A massa associativa esteve sempre com a equipa. No entanto, não há melhor expressão para descrever aquilo que se vive em Alvalade do que a própria música da curva sul: “Nós Acreditamos em vocês!”.
A Figura:
Adeptos do Sporting CP – Os adeptos leoninos estiveram sempre com a equipa. Prova disso mesmo foi o apoio incansável, mesmo quando a equipa estava a perder. Como disse Jorge Jesus, eles também fizeram parte desta vitória
O Fora-de-Jogo:
Jorge Sousa – Classe não consta, com certeza, no dicionário de Jorge Sousa. Apesar de ter acertado no penálti do Sporting CP, rubricou uma exibição – mais uma – muito fraca.
O FC Porto venceu e convenceu esta noite no Estádio do Bessa. No dérbi da cidade invicta, uma goleada por 5-0 espelha bem a superioridade dos portistas no encontro. Depois da saída de Julen Lopetegui, a resposta da equipa não podia ter sido melhor.
Rui Barros pegou no que tinha e decidiu colocar o mesmo onze que havia defrontado o Rio Ave. A exibição com os vilacondenses tinha sido miserável, mas o técnico interino optou por nada alterar. Do lado boavisteiro, Sanchéz dispôs a equipa em 4x4x2 losango, com Bukia a aparecer nas costas de Uchebo e Luisinho. A estratégia do boliviano saiu completamente furada, tal a falta de agressividade tática e técnica dos jogadores axadrezados. O FC Porto apareceu muito mais solto em campo, com os médios a aparecerem em zonas de finalização e os extremos a serem verdadeiros quebra cabeças para a defesa boavisteira. Aos 11 minutos, Herrera acabou por traduzir em golo uma superioridade evidente. André André viu o mexicano desmarcar-se com mestria para a área e depois, foi pura classe. Herrera parou a bola no peito, virou-se para a baliza e rematou a contar para a baliza de Gideão. Vantagem no marcador e jogo mais facilitado para o FC Porto.
O Boavista raramente criava perigo e usava e abusava do jogo longo. Uchebo era uma ilha no meio da defensiva azul e branco e o meio campo axadrezado continuava com pouca agressividade. A liberdade dos médios portistas foi evidente e a dinâmica que conseguiram imprimir foi decisiva. Até ao intervalo, Brahimi e Aboubakar podiam ter dilatado o resultado mas Gideão não deixou.
Aboubakar bisou e voltou aos golos Fonte: Facebook FC Porto
No segundo tempo, o Boavista entrou transfigurado. As dificuldades defensivas mantiveram-se mas a agressividade tática posta fez crescer a equipa. A linha de pressão dos axadrezados subiu e o primeiro quarto de hora pôs o FC Porto em apuros. O excelente golo de Corona aos 62 minutos foi absolutamente decisivo no encontro, pois voltou a por tudo como dantes. O Boavista acusou – e de que maneira – novo golo sofrido e, a partir daí, até à goleada foi uma questão de tempo. Brahimi, Corona, Herrera, André e Aboubakar foram sempre tendo espaço e o perigo foi constante para Gideão. Aboubakar – que até aí tinha estado desaparecido no Bessa – aproveitou para bisar: primeiro, após excelente jogada de Layún; depois, após belo cruzamento de Danilo.
E por falar em Danilo, haveria de sair do calcanhar do português o quinto e último golo dos azuis e brancos, já sobre o período de compensação. Resultado pesado e que penaliza uma exibição pobre do Boavista, em que foram por demais evidentes as enormes fragilidades da equipa de Sanchez. Do lado portista, e apesar de não ter sido tudo perfeito, claramente ficam excelentes notas do jogo de hoje. Depois de uma semana tão conturbada, o que se viu no Bessa foi uma equipa sem tantas amarras, com mais intensidade e sobretudo mais vontade em vencer. E isso, na esmagadora maioria dos jogos, é o mais importante para ser feliz.
A Figura:
Herrera – O médio mexicano foi a figura maior de uma exibição de bela qualidade no Bessa. O golo inaugural na partida foi um excelente prémio para um jogador que carregou sempre a equipa às costas no dérbi da invicta.
O Fora-de-Jogo:
Boavista FC – A exibição esta noite comprova o porquê das panteras negras estarem no penúltimo lugar no campeonato. Sem fio de jogo e qualidade individual e coletiva, fica mais uma vez uma pálida imagem dos axadrezados. Sanchéz tem muito trabalho pela frente.
A árdua luta pela manutenção na Liga Portuguesa teve mais um capítulo, e a Académica voltou a sair vencedora, com justiça, batendo o Tondela por 2-1, num jogo que fica marcado pelo seu ponto final – uma trivela sensacional de Hugo Seco, que selou a reviravolta e que garantiu à Briosa a terceira vitória consecutiva em casa.
O jogo começou equilibrado, com a posse de bola dividida, embora o esférico ocupasse mais o meio-campo do Tondela. O primeiro sinal de perigo surgiria via bola parada, para a Académica. Leandro Silva bate, de livre longo, para a área tondelense, e João Real cabeceia ao poste da baliza defendida por Cláudio Ramos. O Tondela assustou-se mas reagiu… e de que maneira! Dolly Menga impõe o físico, descobre espaço no lado direito do ataque e cruza baixo e tenso para a pequena área da Briosa, onde aparece Murillo a desviar, subtilmente, para as redes defendidas por Trigueira.
Como seria de esperar, a Académica assumiu o jogo e soube fazê-lo, partindo para cima do adversário, correndo atrás de um prejuízo que não merecera. Primeiro foi Pedro Nuno (de regresso ao onze), isolado por Aderlan, a rematar para defesa de Cláudio Ramos; depois foi João Real, na resposta a um canto batido pelo Benjamin do onze academista.
O Tondela, mais uma vez, soube responder e deixou vincado que não se coibira de procurar ampliar a vantagem (apesar de Cláudio Ramos ter, a dada altura, mostrado o contrário com sucessivas demoras na reposição da bola quando tinha de bater livres ou pontapés de baliza, o que lhe valeu um amarelo ainda na primeira parte). Dolly Menga, à entrada da área, rematou, em arco, a rasar o canto superior direito da baliza de Trigueira.
O jogo estava animado, mesmo tendo em conta o estado do relvado (muitíssimo escorregadio, qual pista de gelo), e foi a Académica a deixar o sinal mais antes do descanso, outra vez de bola parada e por Leandro Silva, que bateu, a meio do meio-campo, um livre ao segundo poste, onde apareceu Ivanildo a cabecear para grande defesa de Cláudio Ramos para canto… que o árbitro não permitiu que se cobrasse, indo para as cabinas com as orelhas arder, pois antes deste lance já tinham existido alguns protestos por uma pretensa mão na área do Tondela.
A atitude positiva da Académica na primeira parte foi amplificada na segunda, e cedo se percebeu a vontade da Briosa em ganhar esta batalha na guerra da manutenção: em dois minutos, três ocasiões de perigo, primeiro com Gonçalo Paciência a rematar para defesa apertada de Cláudio Ramos, depois, um canto de Pedro Nuno quase entra directo na baliza do Tondela, e, na recarga, Leandro atira ao lado. O Tondela ia mostrando que sabia sair da sua zona defensiva, sobretudo através de iniciativas levadas a cabo por Murillo, autêntico speedy gonzalez, a arrancar desde o meio-campo tondelense rumo a iniciativas prometedoras. Numa delas, obrigou Trigueira a esforçar-se, noutra, na conversão de livre directo, atirou perto do canto superior esquerdo da baliza estudantil, noutras duas arrancou amarelos a Fernando Alexandre e Leandro Silva.
A festa do empate Fonte: Académica OAF
Perante esta ousadia do peruano e a falta da correspondência exibicional da Académica face aos primeiros minutos, Gouveia decidiu mexer no jogo e fez entrar Rafael Lopes e Hugo Seco para os lugares de Pedro Nuno e Marinho. Momento-chave na reviravolta da Briosa. Poucos minutos depois da entrada desta dupla, a Académica empatava. Ivanildo cruza da direita, e aparece Rafa Lopes a atirar a contar.
A Académica continuou a tentar, a cair em cima do Tondela, remetendo o adversário para o seu meio-campo, e essa pressão trouxe frutos. Na ressaca de um canto, a bola é cabeceada no lado direito do meio-campo do Tondela, sobra para Hugo Seco, no lado oposto, que, num momento de inspiração, sem deixar cair a bola, remata de trivela fazendo um chapéu a Cláudio Ramos. Um golo estrondoso, que sentenciou a partida e o jogo. A partir daí, o Tondela reagiu, mas de forma muito envergonhada, facilitando à Académica a tarefa de suster o ataque contrário.
A Briosa soma assim três pontos importantíssimos na luta pela manutenção, garantindo uma distância de seis pontos (provisória) para a linha de água, que a faz encarar a segunda volta com muito ânimo. O Tondela voltou a perder e mantém-se agarrado ao último posto da tabela classificativa.
A Figura:
Jhon Murillo – Foi ele o motor da equipa do Tondela e destoou dos outros intervenientes da partida pela energia electrizante que emprestou ao encontro, contribuindo para que o espectáculo fosse ainda mais agradável. A sua velocidade impressiona e fez mossa na defesa academista.
O Fora-de-Jogo:
Nuno Santos – No primeiro golo não teve a agressividade necessária para atacar Ivanildo e impedir o cruzamento para o primeiro golo da Académica; no segundo “esqueceu-se” de Hugo Seco, que rematou à vontade. Erros cruciais no resultado final.
Pergunta Bola na Rede:
O Petit pegou na equipa do CD Tondela há cinco jornadas e houve dois treinadores antes de si. Considera estes dados decisivos para os resultados apresentados? Gostaria de ter mais estabilidade?
“Não. Eu acredito no trabalho dos jogadores. A equipa tem crescido, hoje sentimos a equipa um pouco mais nervosa (talvez por ser um dérbi) , temos 17 jogos pela frente e vamos levantar a cabeça.“
Rugiu a bem rugir o leão da Madeira! Entrada fortíssima, fulminante e agressiva do Marítimo da Madeira. Diante do seu público, estádio a meia casa, regressados de Lisboa depois de uma pesada derrota na passada quarta-feira, por 6-0, diante do Benfica. E que melhor forma haveria para “fazer as pazes” com os adeptos do que com uma entrada de leão?
Deram-se os regressos de Fransérgio e de Rúben Ferreira, depois de terem cumprido um jogo de castigo – Fransérgio por ter visto, diante do Estoril, o quinto amarelo na Liga, e Rúben Ferreira depois do duplo amarelo que lhe valeu a cartolina encarnada. Na baliza, alteração de Ivo Vieira devido à lesão de Salin, que saiu na Luz, para a entrada de José Sá. As equipas estavam separadas, na tabela classificativa, por apenas um ponto. Marítimo entrava para esta jornada com 18 pontos e o Moreirense com 17.
Do Moreirense, nesta primeira parte, pouco se viu. Tiago Rodrigues, ainda nem se jogava um minuto de jogo, rematava com perigo para a baliza de Stefanovic. Logo aos quatro minutos, Marega – de quem se diz estar de saída do Marítimo -, rasga pela direita do ataque insular mas remata ao lado, muito ao lado. Ameaçava o Marítimo; pediam os adeptos, e Stefanovic enviava a bola para canto. Canto na direita do ataque dos verde-rubros; bate Edgar Costa para o centro da grande-área, tenta cabecear Raúl Silva, a bola sobra para o bico esquerdo da área e, de pé esquerdo, como que à meia-volta, Rúben Ferreira aplica força máxima e envia a bola para o fundo da baliza do Moreirense. Explosão de alegria no Estádio do Marítimo!
Estavam “feitas as pazes” entre a equipa do Marítimo e os seus adeptos. Continuavam as belas triangulações pelo trio ofensivo, Marega, Dyego Sousa e Edgar Costa, e, aos 12 minutos, depois de um lançamento longo de Rúben Ferreira para a área adversária, Dyego Sousa deixa a bola para Edgar Costa, e Evaldo, imprudente e infantilmente, agarra o avançado do Marítimo. De imediato Tiago Antunes apita para o castigo máximo. Na conversão, Marega atira para a direita e faz o 2-0. Até ao final da primeira parte quase só deu Marítimo, com apenas dois remates por parte do Moreirense, o primeiro aos 22 minutos, por Vitor Gomes, e o segundo por Alan Schons, mesmo no final da primeira metade.
Puxando a cassete um pouco atrás, o Marítimo tentou, ao longo da primeira metade, ampliar sempre a vantagem, com remates perigosos de Dyego Sousa e Rúben Ferreira, e, no lance mais perigoso, Edgar Costa consegue enganar a defesa adversária e quase marca de chapéu.
O Moreirense FC não teve argumentos para o CS Marítimo
Na segunda parte, os mesmos 22 que iniciaram a partida voltaram dos balneários. Continuava a toada ofensiva do Marítimo, embora com menos lances de perigo. No entanto, continuava a busca pelo golo. E, com 13 minutos da segunda parte, Tiago Rodrigues marca, após uma bonita jogada de Edgar Costa, que culminou no cruzamento para a entrada da área. Ainda se festejava o terceiro do Marítimo, e Marega bisava na partida, servido por Dyego Sousa. Com apenas 15 minutos na segunda parte, levantava-se a chapa quatro no Caldeirão dos Barreiros.
Aos 79 minutos, Ivo Vieira mexia na equipa, substituindo Dyego Sousa e Fransérgio por Alex Soares e Baba, respectivamente. Dois minutos depois, Baba recebe a bola de Edgar Costa e, de bicicleta, quase fazia o quinto dos insulares. Na resposta, Rafael Martins, na única jogada digna de perigo, marca o tento de honra para o Moreirense. Mas o Marítimo não vacilou nem se deixou perturbar pelo golo do adversário, e “Babagol”, como também é conhecido entre os adeptos insulares, marcava o quinto.
Sala de imprensa
Miguel Leal
Envergando um cachecol do Moreirense, Miguel Leal chegou à sala de imprensa ciente de que o resultado desta tarde foi “um desastre”, segundo palavras do próprio. Salientou ainda que o Moreirense desta tarde não foi o “que habitualmente é”. À pergunta do Bola na Rede sobre o facto de, em duas partidas, o Moreirense ter sofrido oito golos, Miguel Leal começou por referir que “na quarta-feira o fator principal foi o vento, hoje não. Foi um dia mau dos meus jogadores. Resta-nos analisar o que correu menos bem e melhorar”. Miguel Leal assumiu total responsabilidade na pesada derrota de hoje.
Ivo Vieira
“Quando se tem qualidade, trabalho árduo e entrega, as coisas correm bem”. Foi desta forma que Ivo Vieira começou por responder às perguntas dos jornalistas. O treinador insular aproveitou ainda para salientar a importância da presença dos adeptos depois da pesada derrota no Estádio da Luz. Já questionado pelo BnR sobre o facto de ter recuperado a moral da equipa para esta tarde, Ivo Vieira voltou a realçar o espírito de entreajuda dos jogadores. O treinador insular fez ainda um balanço à primeira volta do Marítimo na Liga, dizendo que “por esta altura, esperava ter mais três ou quatro pontos”.
A Figura
Rúben Ferreira – Saem a conta-gotas mas saem com qualidade. Rúben Ferreira é fruto do futebol de formação da Região Autónoma da Madeira. Natural do Funchal, marcou o golo mais bonito da tarde de hoje. Merece destaque não só pelo golo mas também pela atitude dentro de campo. Jogadores que “sentem o peso da camisola” nos clubes nacionais são precisos, e Ferreira mostrou uma vez mais merecer a titularidade de Ivo Vieira.
OFora-de-jogo:
Moreirense – Um conjunto muito passivo foi o que se viu na tarde de hoje no Funchal. Equipa apática, somente a ver jogar, sem garra para levar, nem que fosse, um precioso ponto. Nem o golo de Rafael Marques pode fazer esquecer a fraca exibição de um Moreirense que, nos últimos dois jogos na Liga, sofreu oito golos.
Depois da Associação Desportiva do Fundão ser a primeira finalista da edição inaugural da Taça da Liga de futsal, foi a vez do Sporting CP entrar na quadra para disputar o outro lugar na final, frente ao Modicus de Sandim.
Começou com a equipa leonina ao ataque, fazendo uma troca de bola rápida que só não deu golo devido à destreza do guardião da equipa de Vila Nova de Gaia. Apesar desta ameaça da equipa de Nuno Dias, o Modicus não se deixou intimidar e criou boas situações de golo, sendo que Marcão esteve lá para travá-las. Antevendo-se um jogo quente, as expectativas dos adeptos (que encheram as bancadas do pavilhão Salvador Machado, em Oliveira de Azeméis), provado tanto pela rapidez e intensidade das jogadas, bem como pelo número de faltas- três para o Modicus e uma para o Sporting- a equipa de Emídio Rodrigues foi a primeira a criar perigo.
O Sporting depressa reagiu, acabando mesmo por chegar ao golo inaugural da segunda meia-final, onde Fortino, após cruzamento de Paulinho, remata à baliza de fora de área, colocando a bola entre o poste direito e Cláudio.
Depois de uma saída rápida do meio-campo do Modicus por falha de Diogo, Ricardinho leva a bola até à área de Marcão onde, numa jogada de dois para um, passou a Óscar, retribuindo este o passe novamente para Ricardinho, que apenas encostou a bola para dentro da baliza. Não ficando contente com este golo, Felipe Simas, através de um passe longo, serve Óscar, que desta vez foi o próprio a encostar para dentro das redes leoninas. O Sporting conseguiu forçar a equipa adversária a cometer a quinta falta contudo, o Modicus resfriou a sua defesa e não mais cometeu nenhuma falta, mantendo assim a vantagem sobre a equipa de Lisboa.
Os leões asseguraram a presença na final de amanhã frente a AD Fundão Fonte:FPF/Hernâni Pereira
O segundo tempo começou com a máxima força, com Caio Japa a reestabelecer a igualdade no marcador, através de um remate traiçoeiro a meia distância, onde o guarda-redes do Modicus acaba por ser mal batido. Com o Sporting CP a atacar cada vez mais, utilizando por vezes a táctica de cinco para quatro com Marcão mais avançado, o guarda-redes do Modicus, ex-AD Fundão, foi obrigado a fazer defesas apertadas.
A equipa de Vila Nova de Gaia apareceu com perigo apenas a meio da segunda parte, com um remate a meia distância anulado por Marcão. No entanto, o Sporting não deu descanso, com Diogo a tentar redimir-se com um grande remate, obrigando Cláudio a uma defesa apertada.
Depois de muita insistência, o Sporting acaba por conseguir a “remontada”: após um lance controverso perto da área dos leões, Cavinato, que foi recuperar a bola nessa mesma jogada, sobe até ao meio campo adversário e tabela com um companheiro, repondo assim a vantagem para o Sporting. Pouco tempo depois, e numa situação em que o Modicus jogava com guarda-redes avançado, João Matos marca desde perto da sua área, aproveitando assim a baliza vazia. Novamente, depois de um mau passe de um jogador do Modicus, Fortino faz o golo, à semelhança do que tinha o seu colega marcado anteriormente.
Acabou assim uma partida bem disputada entre duas grandes equipas. O Sporting CP segue para a final, defrontando amanhã a AD Fundão, na derradeira partida que decide quem é o primeiro vencedor da Taça da Liga.
A Figura:
Cláudio Martins – Apesar de sair derrotado desta meia-final, a sua equipa pode agradecer ao guarda-redes por o resultado não ser mais dilatado.
O Fora-de-Jogo:
Diogo- O jogador foi o que esteve em menos evidência na partida, onde um erro foi aproveitado da melhor maneira pela equipa adversária.
Fim da linha. A era basca do FC Porto terminou quando estava prestes a entrar num ponto de irreversibilidade manifesta. Se a decisão deveria ter sido tomada há mais tempo, será impossível saber, mas agora há que enfrentar o futuro de peito aberto, cabeça fria, pragmatismo e (porque não?) com alguma “ilusión”. Ilusão, peço desculpa.
A questão que se prende com a sucessão de Julen Lopetegui é mais complicada do que aparenta. Parece a velha história da manta que é curta: se cobrimos os pés, descobrimos o resto do corpo e vice-versa. Os preferidos parecem estar fora de alcance. André Villas-Boas vai deixar o Zenit, mas apenas no final da presente época; até acreditaria que um apelo ao coração do técnico que é assumidamente dragão poderia fazê-lo pensar duas vezes, mas a contrapartida financeira que seria exigida ao FC Porto deveria fugir (e muito) daquilo de que o clube estará disposto a abrir mão. Marco Silva parece estar numa situação semelhante à de AVB. Em grande na Grécia, poderia aceitar o convite portista, mas apenas no final da época. E, mesmo aí, há um entrave de enorme dimensão, que é a “cláusula anti-rivais” instaurada pelo Sporting, aquando da saída do treinador do clube.
Marco Silva, tal como AVB, parecem soluções difíceis Fonte: desporto365.com
Quanto a Nuno Espírito Santo, não me vou alongar: na minha sincera opinião, para colocar o ex-guarda-redes ao leme dos destinos táticos do FCP, mais valia deixar Lopetegui até ao final da estação, independentemente dos dividendos conseguidos até lá. Portanto, sobra Leonardo Jardim.O madeirense seria uma aposta séria e convicta, não só pelas suas capacidades, mas também pela serenidade que poderia trazer ao grupo de trabalho. Os rumores apontam para uma certa insatisfação do técnico no Mónaco, derivada da chegada de Makelelé para o posto de diretor do clube. A hipótese possível, mas também credível.
No entanto, esta última opção obrigaria a apostar em Leonardo Jardim com a consciência de que seria para durar. Acusem-me de egoísmo, mas a minha solução passaria por algo já antes visto: promover Luís Castro e esperar pelo verão para fazer voltar Villas-Boas. Estaria a hipotecar o futuro imediato do FC Porto? Não sei. Castro até poderia surpreender. Seria uma solução modesta, mas também pensada. E, analisando matematicamente, o título ainda é possível e a Taça de Portugal está ao perfeito alcance das ambições portistas. Pior que Lopetegui será difícil, não?
Não sou adepto de entrar em grandes euforias, mas esta semana deu-me alento. Durante seis meses ouvi bastantes pessoas dizerem que o SL Benfica não era um dos candidatos ao título, frase que nunca me caiu bem. O certo é que a equipa que se perfilava favorita, neste momento, encontra-se em igualdade pontual com a turma de Rui Vitória. Como Benfiquista, já aprendi da forma mais dolorosa possível que os campeonatos só terminam em Maio e nunca antes disso. Campeões antecipados já vi bastantes, e nem sempre continuaram com o “título” até Maio.
Ouvi dizer que o Benfica tinha um treinador medíocre, que tinha um plantel fraco, mas nunca olharam com atenção para os seus telhados de vidro. Mesmo com um treinador fraco, como foi apelidado por muitos, continuamos na luta e, neste momento, a praticar melhor futebol do que a equipa que era orientada por Lopetegui. Apesar de achar que o FC Porto tinha todas as condições para ganhar este campeonato de forma tranquila, o que é certo é que a forma como neste momento a instituição azul e branca é dirigida não augura coisas positivas.
Com sofrimento e muitos nervos, o que se pode ver é um Benfica a ganhar os três pontos semanalmente. Para além do que referi anteriormente, o mês de Janeiro abre a janela do mercado, o que já foi aproveitado pela turma vermelha e branca, reforçando assim o seu corredor esquerdo, que até ao momento era a maior lacuna do plantel das águias. Outro grande “reforço” de Janeiro foi a entrada de Carcela no onze titular.
Carcela esteve em bom plano frente ao Marítimo; Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
Alguém sentiu a falta de Gaitán no jogo com o Marítimo? Eu não senti, estava lá Carcela. O extremo marroquino veio acrescentar uma dose de desequilíbrio à equipa encarnada. A forma como parte no um para um e a maneira como atrai os defesas facilita o trabalho a Jonas e a Raúl Jiménez, pois possuem mais espaço para construírem situações de golo na frente atacante.
Outro jogador que tem progredido bastante nos últimos tempos é Pizzi. Apesar de ter dito no meu último texto que este rendia mais no miolo, o jogo com o CS Marítimo mostrou o contrário. A jogar a extremo, Pizzi desloca-se sempre que pode para o “miolo” do terreno, criando desequilíbrios e deixando a ala com mais espaço para o defesa progredir, ficando assim o Benfica com mais jogadores em situação de finalização nas jogadas de saída rápida. Com isto tudo, como já referi em textos anteriores, vemos um Benfica a crescer, um Benfica com uma ideia de jogo mais coesa; apesar de ainda mostrarem algumas lacunas, já se nota bastante evolução.
Resta-nos então ter esperança na nossa equipa e nas pessoas que se encontram à frente da mesma. A nós, adeptos, cabe-nos apoiar e mostrarmos de novo que só nós somos capazes de dar o “colinho” de que o Benfica precisa, empurrando assim a equipa semanalmente para a vitória. Apesar de estarmos a quatro pontos, não desanimem, Benfiquistas; Fevereiro e Março costumam ser meses complicados, e o campeonato só acaba em Maio.
O sol brilha em Madrid! Desde segunda-feira, as nuvens que pairavam sobre o Bernabéu desapareceram juntamente com Benítez. Nos próximos tempos, o estádio vai voltar a encher, os adeptos vão deixar os lenços brancos em casa e vão trocar os assobios por cânticos de apoio. Os jogadores vão correr com mais vontade e talvez até seja possível ver o Ronaldo festejar um golo que não seja marcado por si.
Os adeptos passarão grande parte do tempo a olhar para a área técnica do banco de suplentes, as câmaras seguirão todos os movimentos do novo treinador e Florentino respirará aliviado na tribuna presidencial, que, enquanto os olhos estiverem postos na careca de Zidane, é menos provável que alguém repare na sua.
Há treinadores que deixam a vida muito complicada aos seus sucessores. Por exemplo, substituir Ferguson no Manchester United seria uma tarefa ingrata para qualquer treinador, mas, nesse aspeto, não há nada a apontar a Benítez. Fosse o Carlos Azenha a ser apresentado e os adeptos madridistas cantariam o seu nome em uníssono. Quando Benítez sai, qualquer tipo que lhe suceda será muito bem recebido por jogadores e adeptos. E se esse tipo tiver sido um génio que espalhou magia naquele mesmo estádio há uns anos atrás, a expectativa é maior ainda.
Zidane prepara-se para fazer o golo que daria a nona Liga dos Campeões ao Real Madrid Fonte: Real Madrid CF
No entanto, a verdade é que ninguém sabe o que vale Zidane enquanto treinador. A Real Madrid TV, esta semana, recuperou dois programas que fez com o francês, um em 2006, “Zidane: comienza el espectáculo”, e outro em 2013, “Zidane, elegancia blanca”. Elegância e classe são duas das palavras mais evocadas quando se lembra o novo treinador blanco. Mas todas essas memórias são do seu tempo de jogador, neste novo papel ainda não o conhecemos. Quer dizer, sabemos que fica elegante de fato (até nesse aspeto é fácil suceder a Benítez!), mas daí a conseguir pôr a equipa a jogar ao seu estilo vai uma grande distância.
Será Zidane um novo Guardiola? É isso que esperam os adeptos do Real Madrid. Para já, estes primeiros meses deverão ser quase um mar de rosas. O calendário do próximo mês é acessível e qualquer percalço será justificado com a falta de tempo e com problemas herdados de Benítez. A Zidane não faltará apoio, quer dos adeptos, quer dos jogadores. Será só em 2016/17, com tempo para preparar a temporada, que perceberemos melhor as ideias do francês para a equipa.
Não está fácil, por esta altura do ano, passar por entre os pingos da chuva. Milagrosamente, o Benfica continua seco depois de percorrer praticamente metade do caminho, como um filho insolente que, ignorando os conselhos e cometendo erros antigos, sai de casa em dia de temporal sem casaco ou chapéu-de-chuva, regressando, mesmo assim, incólume e bem-disposto, contrariando o bom senso e a lógica. Ou seja, contra todas as expectativas – as dos benfiquistas e dos adversários –, é ainda possível, embora difícil ou até mesmo improvável, manter a crença de chegar ao destino, lá para Maio, no primeiro lugar e, dessa forma, conquistar o tricampeonato que nos foge desde 1977.
Olhando a classificação – e somando os erros cometidos na preparação desta época (já analisados exaustivamente) –, é na solidez e harmonia das nossas condições físicas e humanas que encontro as razões para explicar como nos mantemos à tona, incluídos, por esta altura, no lote de candidatos ao título, juntamente com o melhor Sporting da nossa (ou da minha) geração e o FC Porto mais caro da sua (e da nossa) história. Actualmente, um mau Benfica fica no pódio; um bom é campeão; e um assim-assim consegue manter-se a quatro pontos da liderança, faltando apenas um jogo para terminar a primeira volta. Compreendo, no entanto, que não seja possível a todos aperceberem-se desta clara evolução; devido à juventude ou, simplesmente, à falta de memória e conhecimentos.
Não me desagrada o nível de exigência que, gradual e silenciosamente, se foi instalando, passando a definir a forma de ser e de estar do benfiquista comum, agora habituado a bom futebol e, sobretudo, a ganhar jogos e títulos. Essa exigência, de resto, é bem patente em comentários que, diariamente, ouvimos e lemos (no próprio Bola na Rede), onde o autor, seja ele quem for, destaca a ideia de que o Benfica pode e deve fazer mais e que pode e deve ser melhor, bastando para isso, por exemplo, nunca esquecer o casaco e o guarda-chuva em dias nublados, evitando assim uma molha que, quase sempre, resulta numa tremenda constipação.
Rui Vitória divide opiniões – um bom assunto para debater durante a próxima festa no Marquês; Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
Porém, é no discurso dos adversários que, mais facilmente, nos apercebemos da actual posição que o Benfica ocupa no panorama global. Da liderança, e mesmo com o FC Porto pelo meio, a experiente equipa de trabalho que Bruno de Carvalho reuniu e lidera – constituída por Jorge Jesus, Octávio Machado e Augusto Inácio – mantém o Benfica como alvo principal, por uma razão essencial: sabem qual o mais forte opositor nesta maratona. Outra razão, porém acessória, decorre de aspectos afectivos. À excepção do presidente anti-benfiquista, os restantes três personagens congregam aquele género de adepto e funcionário que o Sporting sempre soube criar, manter e preservar: que tanto pode trabalhar no Dragão como em Alvalade; que tanto pode comentar sobre o Dragão como sobre Alvalade; que tanto festeja no Dragão como em Alvalade (neste último ponto “festejar” trata-se, obviamente, de um exercício de retórica). É uma marca registada: herdada por décadas de insucessos e frustrações, capazes de agravar um complexo de inferioridade inato e doentio, transbordante perante a dimensão do Benfica.
Chegados a este ponto, o que se deve pedir aos benfiquistas? Pese as lacunas, o Benfica continua na luta pela revalidação do título. Que importa, agora, discutir se Rui Vitória serve ou não para o cargo? Se Eliseu está com peso a mais? Se Mitroglou é, de facto, um goleador? Ou como foi possível contratar Taarabt? Ou se o contrato televisivo do vizinho, com início daqui a dois anos, é realmente melhor do que o nosso? Neste momento, importa, isso sim, perceber que os erros que podiam ter sido cometidos já foram, na verdade, cometidos (tal como nos explica a Lei de Murphy) e que nem a chegada de Grimaldo, para a lateral esquerda, ou as recuperações físicas de Nelson Semedo, Luisão e Salvio permitirão contornar esse facto. As causas, essas, terão obrigatoriamente de ser analisadas, mas não agora – este não é o momento para o fazer.
O orgulho, por vezes, limita a percepção daquilo que realmente importa. Podes não gostar do presidente, podes não gostar do treinador, podes não gostar deste ou daquele jogador, mas, a partir desta fase e até ao fim, mais do que querer ter razão – ou mesmo tê-la e ser legítimo afirmar “eu bem avisei!” –, importa contribuir, dentro das possibilidades de cada um, para que o Benfica vença este campeonato. Com a união e o apoio de todos – mesmo que engolindo alguns sapos. Eu quero estar no Marquês de Pombal, em Maio, e festejar com Luís Filipe Vieira, com os jogadores e, principalmente, com o treinador Rui Vitória.
O destino que levou Jorge Jesus para longe, onde se sente em casa, onde pode chafurdar à vontade contra colegas e contra o único grande clube que treinou (clube esse onde, para seu grande desgosto, como denotam as suas estratégicas conferências de imprensa, nunca mais entrará, nem sequer como aguadeiro), onde deu as mãos a quem sempre o ridicularizou e ofendeu, a quem exigiu a sua irradiação e prisão, e onde, no fundo e sem mais, pode ser ele próprio, ganhe o que ganhar… esse destino só pode ser bom e justo.