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Jorge Mendes e a arte Martial

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Era dia 31, e estava tudo a fazer figas para não perder a pérola do seu clube e ficar, finalmente, descansado. Foi um dia movimentado, como costuma ser, mas sem nada de anormal a apontar, até que… Do nada, Martial abandona o estágio da selecção francesa para ir a Inglaterra assinar pelo Manchester United. Até aqui tudo bem. Sabia-se que Van Gaal queria mais um atacante, Martial não era a opção mais expectável, mas mesmo assim nada de anormal. Tudo enlouqueceu quando os números surgiram: 50 milhões de euros pelo jovem francês de 19 anos. Mais! Esta transferência pode ascender aos 80 milhões caso o jovem Martial marque 25 golos em todas as competições, alcance as 25 internacionalizações e, a mais difícil de todas, se ganhar a Bola de Ouro. Cada um deste bónus vale 10 milhões ao Mónaco e têm de ser alcançados até ao final do contrato.

A transferência confirmou-se. Os valores loucos surpreenderam um mundo que começa a ficar cada vez menos surpreso com estes números astronómicos a tornarem-se cada vez mais habituais. As declarações de Van Gaal demoraram mais do que se esperava, mas chegaram. O técnico dos red devils apelidou os valores de “ridículos”. Apesar disso, Van Gaal não deixou de classificar Martial como uma aposta para o futuro, um investimento a longo prazo que o próprio arrumou como sendo uma “prenda” para Ryan Giggs, o adjunto que o holandês considera ser o seu sucessor natural.

Martial tem tudo para ser um grande jogador, não sei se tem o suficiente para alcançar a Bola de Ouro, mas a seu tempo se verá. O jovem francês foi um verdadeiro achado; resgatado pelo Mónaco da equipa B do Lyon, Martial não demorou muito a conquistar um lugar entre as principais opções de Leonardo Jardim. É um jogador rápido, possante e que faz muito bem o movimento da lateral para a zona central do campo, o que lhe valeu alguns golos mesmo neste início de temporada ainda ao serviço do clube monegasco. Pode também jogar como segundo ponta-de-lança, posição que desempenhava antigamente, podendo formar assim uma futura dupla com Rooney. Uma dupla móvel e capaz de ir buscar mais jogo atrás, deixando o meio campo mais solto para jogadas ofensivas. Apesar disso, para mim, é um tipo de jogador que gosto de ver na ala.

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Martial custou 80 milhões de euros ao M. United
Fonte: Facebook Oficial Anthony Martial

Agora, quando se fala de que esta é uma prenda de Van Gaal para Ryan Giggs, fico a pensar: ou o United tem muito dinheiro para atirar à rua ou o holandês tem uma paixão secreta pelo antigo capitão do United. Tantas jovens promessas que já deram mais garantias que o francês… Mesmo na óptica de reforçar a equipa no imediato, a contratação de Martial com os números apresentados e com os argumentos dados em campo pelo jogador são injustificáveis. Tanto se falou em Gaitán e mais uma vez nada. Gaitán custaria entre 30 a 35 milhões de euros e é um jogador mais experiente e com garantias dadas. Eu já tentei observar esta transferência de todos os ângulos e não consigo encontrar uma justificação forte para esta contratação com os valores praticados… Quer dizer, encontro, sim. Martial é agenciado por Jorge Mendes e, dito isto, o artigo poderia acabar aqui.

Martial pode vir a calar-me? Pode, mas duvido. Para me calar não tem só de provar que é bom, tem de jogar a um nível que justifique o investimento. Tem uma margem de progresso enorme e juntamente com Depay poderá vir a formar a dupla de médios ofensivos laterais mais assustadora do mundo. Mas também pode não acontecer.

Está tudo louco. Os empresários mandam mais do que qualquer outra entidade. É necessário uma deflação nos valores dos jogadores e nas propostas apresentadas. Algo que não se vê num horizonte muito próximo com a elevada quantia que cada clube inglês da Premier League irá receber em receitas televisivas. Esta foi uma negociação feita em cima dos joelhos, tal como a de De Gea… O United junta-se a clubes como Liverpool, que não sabem igualmente negociar um jogador pelo seu preço real. É um mundo louco em que vivemos, um mundo em que Martial vale tanto como James ou Suaréz, mais que Kroos ou tantos outros. É um mundo do qual quero fugir, a ignorância assola-nos. Parece tudo um jogo de Football Manager em que se editaram os orçamentos e se compra tudo, dê por onde der. Este não é um mundo real. É o mundo de Jorge Mendes, onde a realidade é uma virtualidade para todos os outros.

Boavista 0-1 Paços de Ferreira: Xeque-Mate à Pantera

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No fecho da jornada 4, os castores de Jorge Simão foram ao Bessa e fizeram Xeque-Mate aos axadrezados, mesmo ao cair do pano. Diogo Jota foi o herói e tudo o fez para o ser durante a partida. Aos 89’, Mika deu-lhe a cereja para pôr no topo do bolo.

Começo a contar o que aconteceu no jogo, logo pelo fim e pelo lance que decidiu a partida. Quando Petit tinha mandado as suas peças subir, mesmo com menos uma torre (Inkoom foi expulso ao 52’), e o Boavista estava perto da vantagem, o Paços de Ferreira chegou ao golo. Foi Mika, aquele que protege a baliza da Pantera, a colocar a sua equipa em Xeque para o pacense fazer o Mate e levar os três pontos para a capital do Móvel.

O guardião saiu da baliza e rematou contra o camisola 18, ficando a bola perdida no tabuleiro do Bessa, fácil e à disposição de Diogo Jota, que só teve de empurrar. Diga-se de passagem que Tengarrinha tem culpas no cartório, já que atrasou o esférico muito devagar, dificultando a ação de Mika e permitindo que o pacense chegasse perto do guarda-redes.

Foi desta forma que o Paços venceu a partida, depois de 89 minutos equilibrados, com as equipas a lutarem muito por cada posse de bola e a cometerem muitas faltas. A intensidade foi máxima nos duelos, embora a qualidade das equipas tenha deixado muito a desejar.

Diogo Jota brilhou no Bessa e aos 18 anos promete muito futebol Fonte: Facebook do Paços de Ferreira
Diogo Jota brilhou no Bessa e aos 18 anos promete muito futebol
Fonte: Facebook do Paços de Ferreira

Os castores até entraram melhor com duas boas oportunidades a abrir. Logo no minuto 1, Diogo Jota ia rematar à baliza, deixando o primeiro aviso, e no minuto seguinte, lançado por Jota, João Silva permitiu a mancha de Mika. Nos primeiros minutos, o Boavista nem respirou, mas a cabeçada de Paulo Vinicius para defesa de Marafona fez as panteras crescer.

O jogo tornou-se então muito central, com muitas bolas divididas e quase sem lances de perigo. Luisinho e Zé Manel do lado do Boavista agitavam, mas no último terço ninguém resolvia. Do lado oposto, Diogo Jota e André Leal eram os que mais assumiam a bola e tentavam as transições. As táticas encaixavam e por isso o intervalo era bem-vindo para os treinadores mudarem alguma coisa.

Das cabines voltou tudo igual e seria Inkoom, o lateral-direito do Boavista, a mudar o rumo dos acontecimentos. Em 2 minutos fez duas faltas sobre Diogo Jota e viu dois amarelos e consequente vermelho. Petit ficou furioso com a infantilidade do seu jogador e também com o árbitro Manuel Mota, pois a segunda falta surge após outra não assinalada sobre Zé Manel.

Certo é que o Boavista ficou reduzido a 10 aos 52’, mas contra todos os prognósticos foi a partir daí que dominou a partida e esteve mais perto do golo. As oportunidades mais claras estiveram nos pés de Idris, que aos 64’ tirou dois adversários do caminho e rematou à entrada da área para grande defesa de Marafona (mais uma), e de Zé Manel, que aos 69’ recebeu um passe de Uchebo, que o deixou sozinho na zona do penálti perante Marafona. O avançado, de primeira, atirou ao lado, com a bola a passar perto do poste esquerdo do Paços de Ferreira. Aos 82’, após um lançamento rápido de Anderson Correia, Zé Manel desviou de Marafona e foi Miguel Vieira a cortar em cima da linha de golo.

Do lado do Paços, quanto a oportunidades, só houve uma, na cabeça de João Silva, com a bola a passar ao lado. Jorge Simão bem tentou mudar este domínio axadrezado e fazer crescer a sua equipa subir no terreno, mas não conseguiu. Entraram Fábio Martins, Barnes e Minhoca e nenhum teve efeito prático. Só Diogo Jota ia mostrando que o Paços também atacava e seria coroado perto do final, com o seu golo.

É de salientar que o português, de apenas 18 anos, mudou de posição várias vezes durante a partida; começou na esquerda, passou para o meio, voltou ao corredor, desta vez o direito, e acabou no meio, onde foi decisivo. Em qualquer posição por onde passou, o “menino” foi sempre o elemento em foco e, por isso, o melhor em campo.

O melhor e o pior da partida coincidiram quase sempre no mesmo espaço do terreno Fonte: Facebook do Paços de Ferreira
O melhor e o pior da partida coincidiram quase sempre no mesmo espaço do terreno
Fonte: Facebook do Paços de Ferreira

Na conferência de imprensa e à pergunta colocada pelo Bola na Rede, Diogo Jota disse estar confortável em qualquer posição, mas dando preferência ao centro do terreno, onde parece ser mais desequilibrador.

O jogo terminaria com o Xeque-Mate de Jota, deixando um sabor de injustiça na Pantera, que tudo fez para ganhar o jogo. Petit, em conferência de imprensa, disse que “um ponto já era penalizador, quando mais perder o jogo”. Resignado, desiludido, o técnico do Boavista apontou baterias para o próximo domingo em Coimbra, mas deixou reparos à equipa de arbitragem, sobretudo no lance da expulsão.

Já Jorge Simão afirmou que esta foi “uma vitória da crença e da coragem dos jogadores e não pela qualidade demonstrada”. Elogiou ainda Marafona, reconhecendo que “estes são os jogos em que os guarda-redes dão pontos”. A equipa da Capital do Móvel tem 8 pontos, está invicta no campeonato e Jorge Simão explicou que os objetivos para esta época são ambiciosos e que vão lutar por eles até ao fim. “Definimos a meta dos 48 pontos, faltam 40!”

A Figura:

Diogo Jota – Dinâmico, atrevido, desequilibrador: três palavras para definir o jogo de Diogo Jota, que aos 18 anos é a figura do Paços e pode ser a revelação da Liga. Nesta partida procurou o golo durante todo o jogo e no final a sorte esteve do seu lado. É um talento puro que bem aproveitado pode ser jogador para grandes voos.

O Fora-de-jogo:

Samuel Inkoom – Em dois minutos viu dois amarelos e colocou a sua equipa em desvantagem numérica. Um jogador não pode cometer erros destes, muito menos colocar os seus companheiros em risco. Apesar disso, o Boavista esteve melhor com 10, mas quem sabe se com 11 poderia ter ganho, ou pelo menos não ter perdido.

US Open 2015: O Décimo Grand Slam para Novak Djokovic!

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A época de 2015 terminou no que toca aos torneios do Grand Slam, e fê-lo exactamente da mesma forma como começou em Janeiro na Austrália: com Novak Djokovic a conquistar o título. O sérvio ganhou assim o seu décimo título do Grand Slam, segundo em Nova Iorque, e três títulos no mesmo ano pela segunda vez após já o ter feito em 2011.

A final ficou marcada pela superioridade de Djokovic nos pontos mais importantes, com Federer claramente a vacilar do ponto de vista mental. Ambos os jogadores ganharam 146 pontos durante o encontro, o que mostra o equilíbrio que se verificou, e Federer teve 23 oportunidades de break… mas apenas concretizou quatro, cometendo vários erros desnecessários nas outras oportunidades. Como tem vindo a ser apanágio este ano, Djokovic simplesmente mostrou-se mais forte que o seu adversário nos momentos decisivos.

Federer, na imagem, voltou a tremer frente a Djokovic.
Fonte: Facebook Oficial do US Open

Com esta vitória, Djokovic garantiu que vai acabar o ano como número 1 mundial e chega assim aos dois dígitos no que toca a títulos do Grand Slam – cinco na Austrália, três em Wimbledon e dois em Nova Iorque. Só falta agora mesmo conquistar Roland Garros, talvez em 2016…

Quanto a Federer, aquilo que está a fazer aos 34 anos é absolutamente fenomenal, mas não deixará de estar desiludido com todas as oportunidades que perdeu. Na final de Wimbledon, Djokovic foi claramente superior, mas no domingo Federer teve tudo para puxar o ascendente para o seu lado e assumiu mesmo no final do encontro que foram os seus erros que determinaram a derrota. De todas as formas, tem sido uma excelente época para Federer: cinco títulos e quatro finais perdidas (todas para Djokovic) e é claramente o segundo melhor jogador do mundo. É seguro assumir que, apesar da sua idade, esta não terá sido a última final do Grand Slam disputada por Federer, que terá seguramente mais oportunidades de conquistar um décimo oitavo Grand Slam.

Outros destaques:

– O ano terrível de Nadal continuou; desta vez perdeu na terceira ronda e pela primeira vez na sua carreira perdeu um encontro do Grand Slam após ter vencido os dois primeiros sets. O seu carrasco foi… Fabio Fognini;

– Os dois finalistas-surpresa do ano passado não tiveram muita sorte este ano: Nishikori teve um sorteio terrível e foi eliminado na primeira ronda por um Benoit Paire em claro ascendente (deverá chegar ao top 20 muito brevemente); Cilic, por seu turno, chegou às meias finais a muito custo, mas levou um autêntico correctivo de Djokovic, ganhando apenas três jogos nesse encontro;

Fonte Foto de Capa: Facebook Oficial do US Open

Naldo sem bola e os melhores reforços

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O Sporting de Jorge Jesus tem provocado um misto de sentimentos aos seus adeptos e não só. Sobre os outros, eles que se manifestem. Os Sportinguistas, contudo, terão de aprender a equilibrar as emoções de forma a potenciar a estabilidade necessária, que tão poucas vezes tem existido em Alvalade. Neste início de campanha, o míster Jesus levou os leões à conquista da Supertaça, tendo sido superior ao Benfica; dominou a maior parte da eliminatória perante um CSKA de qualidade inegável e com mais tempo de preparação e, para já, encontra-se a dividir a liderança do campeonato com o Porto ao fim de três jogos fora e alguns (muitos!) erros de arbitragem relevantes. O futebol é fantástico? Não; pelo menos não a tempo inteiro. Mas será fácil constatar que é melhor do que aquele que o Benfica apresentou no início das suas duas últimas épocas.

Ontem, perante o Rio Ave, os três pontos eram de reforçada importância. Para além das vitórias de Benfica e Porto nos dias prévios, tratava-se da jornada que antecede o jogo entre os dois rivais e em que, caso o Sporting vença o Nacional em Alvalade, poderá roubar pontos a um ou mesmo a ambos os clubes. Mas para além de importante, este jogo também era dificílimo. Numa altura em que a preparação assume uma preponderância cada vez maior no futebol, esta deslocação a Rio Maior que por si só nunca seria fácil tornou-se mais complicada ao surgir depois da pausa para selecções. É que se do 11 titular do Sporting, 7 haviam estado ausentes do grupo de trabalho e em viagens e jogos internacionais, no Rio Ave todo o plantel esteve à disposição de Pedro Martins. Resumidamente, o Sporting preparou-se com remendos da equipa B e apresentou-se com jogadores desgastados perante um adversário que teve duas semanas de plena preparação. 

Assertivo, Jesus sabe quais as prioridades do momento Fonte: Facebook Oficial do Sporting Clube de Portugal
Assertivo, Jesus sabe quais as prioridades do momento
Fonte: Facebook Oficial do Sporting Clube de Portugal

Conquistados os três pontos e mantida a liderança da prova, interessa entender o que falta à equipa, quer em termos colectivos quer individuais. Colectivamente, embora já sejam visíveis muitos princípios de qualidade (procura pelo jogo interior na organização ofensiva, colocação de muitos jogadores à frente da linha da bola no momento do ataque, inclusive entre-linhas; muita concentração de jogadores perto da bola no momento defensivo, coberturas e contenções cada vez mais afinadas), falta ainda a capacidade de controlar o jogo com bola quando em vantagem no marcador. Ontem a posse acaba por ser dividida mas a ideia que dá é que o Sporting esteve quase 60’ do jogo a defender – o que, por outro lado, mostra a belíssima organização das equipas de Jesus no momento sem bola, ou imagine-se este cenário com Marco Silva e adivinhem se o Sporting alguma vez ganharia o jogo nestas condições, estando tanto tempo a defender. Ainda assim, a máxima do futebol é de que quando se tem a bola não se pode sofrer golo e portanto essa é a forma mais segura de encarar uma vantagem. Já em Moscovo nos faltou essa capacidade, e ontem sentiram-se problemas semelhantes.

Individualmente há alguns problemas a rever. Menos importantes, diria, porque faltam William e Ewerton que, já o disse Jorge Jesus, serão os dois melhores reforços dos verde-e-brancos e vêm suprir duas lacunas, mas há trabalho a ser feito até lá. Naldo, relativamente rápido e forte – o que lhe dá algum poder nos duelos individuais -, tem de entender uma máxima do futebol: um jogador que jogue 90’, na melhor das hipóteses, passará 2’ deles com bola no pé e 4’ ou 5’ em zonas activas do campo (ou seja, a disputar a bola com um adversário, ou numa contenção ao portador da bola). Nos 80’ e tal minutos que restam estará sem bola mas o seu comportamento como membro da última linha da equipa é igualmente importante. Um jogador que não saiba jogar sem bola, não está preparado para praticar um jogo tão complexo como o futebol. Em Alvalade, perante o CSKA, foi quem falhou ao não subir para a linha de Paulo Oliveira o que deixou Doumbia em jogo; em Moscovo, repetiu o mesmo erro, que acabou por custar o segundo do CSKA; ontem, foi atrás de um adversário quase para fora da área em vez de defender o espaço prioritário, em frente à sua baliza, deixando um espaço vazio aproveitado por Yazalde para finalizar. Naquilo que é o entendimento do jogo, Naldo deixa muitíssimo a desejar e tem custado alguns golos cruciais. Tobias, seu suplente, a meu ver, fica-lhe atrás apenas na velocidade. Seja como for, Ewerton assim que regresse tornar-se-á titular e significará um upgrade na defesa leonina.

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Outro dos pontos menos bons no jogo de ontem foi Adrien. Pouco assertivo no passe, está a anos-luz de William que, para além de melhor e mais seguro na construção, é também mais imponente nos duelos e inteligente tacticamente. Aqui pouco há a dizer dadas as diferenças entre ambos os jogadores, mas custa a entender o porquê da preferência por Adrien em detrimento de João Mário, ainda que com este Aquilani fosse obrigado a recuar ligeiramente. Seja como for, William vai ser um dos indiscutíveis da equipa e o principal reforço da equipa.

Por reforçar fica, assim, a lateral direita, ontem entregue a Esgaio que, embora inteligente e regular, é algo limitado naquilo que pode oferecer ao jogo. Defensivamente parece entender as suas limitações e as suas funções e, por isso, não será de esperar dele muitos erros relevantes no processo defensivo, apesar de se tratar de um jogador que fisicamente não é nem muito rápido nem muito forte e que pode ser batido individualmente se não apoiado por coberturas próximas. Ofensivamente, ainda não dá muita profundidade mas poderá melhor com o aumento de confiança. Para já, superior ao que João Pereira ofereceu à equipa. Mas Janeiro poderá ser um mês importante para se ter mais um reforço na equipa.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

O Passado Também Chuta: Deco

o passado tambem chuta

Muitas vezes os clubes cometem grandes erros e enganam-se com muitos jogadores. No entanto, há casos que são bem piores porque são mais que erros; são decisões ridículas que fazem corar os adeptos.  O Benfica cometeu algum destes atos ridículos. Possivelmente, além de ter deixado sair o Paulo Sousa para o Sporting sem contraprestação alguma, o caso Deco é o mais relevantemente ridículo. O erro não esteve na observação do Toni. Observou-o em São Paulo quando Deco era um adolescente e viu que era um jogador de grande nível. Propôs a sua contratação. Chegou a Lisboa e por alguma ideia de rodagem e formação enviaram-no para o Alverca. O Deco não deve ter gostado ou talvez visse que pouco poderia crescer futebolisticamente no Alverca. O Benfica não resolveu a questão e dispensou-o. O Deco dá um salto para o velho e querido Salgueiros e o FC do Porto não esperou, fez-se com os serviços deste centrocampista que sabia fazer tudo.

Sinceramente não saberia definir Deco. Sei o que tinha; sei o que fazia, mas, não sei sintetizar e defini-lo. Vi-o cortar com muita malandrice; vi-o armar a equipa com o saber e o poder de um velho sábio; vi-o meter a bola franca para as botas do finalizador. Vi-o fazer magia com o génio Ronaldinho. Vi-o colocar-se no campo como só alguns o sabem fazer. Mas, para além de tudo isto, rematava em jeito, com mais potência, com o toque de bola dos eleitos. Quando temos pela frente um jogador desta bitola é melhor não inventar definições. Se o estamos a ver deslizar no campo, é melhor observar e disfrutar; se o estamos a relembrar e a falar da sua carreira, é preferível descrever as sensações que nos deixou porque este tipo de jogadores são magos ou diretores de orquestra que para além da técnica, são capazes de harmonizar o conjunto dos músicos e tocar-nos a sinfonia das sinfonias.

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Deco e Ronaldinho fizeram uma dupla temível em Barcelona
Fonte: dn.pt

Ganhou tudo. O FC do Porto viveu a época do Mourinho e passeou-se, com mais ou menos fortuna como no jogo contra o Desportivo da Corunha, pelos campos dos grandes como se fosse o mais veterano. Venceu a Taça da UEFA e a Taça de Europa. Os clubes poderosos de Europa para além de se fixar no Mourinho, pretenderam namorar o pequeno médio que superava gigantes. O Chelsea pescou o Mourinho e como sabia bem quem era Deco tentou contrata-lo, no entanto, Deco, ganhando menos, simpatizava mais com o Barcelona. Com o Deco e o Ronaldinho, além de outros cracks como Samuel Eto, o Barcelona começou um ciclo de vitórias que ainda hoje perdura. Voltou a ganhar tudo. E além disso, é neste período que é chamado à seleção portuguesa do Figo, Rui Costa, etc. Disputava-se o Campeonato de Europa em Portugal. Rui Costa sentiu o frio do banco dos suplentes. Portugal acabou por perder a final contra a surpreendente Grécia, mas, a figura do Deco deixou o seu selo.

Começou a jogar pelo ano 1993 no Guarani e acabou em 2013 com a camisola do Fluminense. Pelo meio passou pelo Corinthians, pelo CSA, pelo Benfica, não jogou um mísero jogo, pelo Alverca, Salgueiros, Porto, Barcelona e um breve período de dois anos no Chelsea antes de regressar ao Brasil. Vestiu mais de setenta vezes a camisola de Portugal e como nacionalizado com polémica, posso dizer sem ruborizar-me que esteve à altura dos melhores centrocampistas portugueses de sempre. Portugal deu e dá bons jogadores do meio-campo, mas, o Deco é o Deco. Para finalizar, um dado: com a camisola do FC do Porto marcou cinquenta golos.

River Plate 0–1 Boca Juniors: Grande ambiente, cada vez menos qualidade…

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O Boca venceu por 1-0 no terreno do River e ascendeu à liderança do campeonato argentino de futebol. Num jogo com muito choque e muita luta, os “xeneizes” foram mais eficazes e venceram graças a um golo de Nicolás Lodeiro, à passagem dos 20 minutos.

Curiosamente, o uruguaio até começou a partida no banco. Contudo, logo aos 30 segundos, o internacional argentino Fernando Gago lesionou-se sozinho (uma lesão aparentemente bem grave) e o técnico Arruabarrena chamou Lodeiro a jogo. A equipa do Boca esteve muito melhor na primeira parte, com um futebol apoiado, em que a bola passava por todos os setores até chegar aos avançados Carlitos Tévez e Sebastian Palacios. Marcelo Meli, de quem se falou no verão como hipótese para o Benfica, e Lodeiro foram as principais figuras do jogo atacante dos visitantes.

No lado contrário, o River, que tinha os nossos bem conhecidos Saviola e Lucho González sentados no banco, não tinha fio de jogo. Ponzio e Kranevitter não se viram em termos ofensivos, Carlos Sánchez era insuficiente para levar de vencida o meio campo do Boca e a solução era despejar bolas para a frente através dos centrais Mammana e Balanta. A juntar a isto, Rodrigo Mora mostrou o porquê de ter sido dispensado pelo Benfica e apenas Alario trabalhou com afinco, mas encontrou pela frente um guardião de qualidade como Agustín Orión. Por duas vezes, o jovem dianteiro argentino esteve perto do golo com cabeceamentos oportunos. Nessas duas tentativas, o experiente guarda-redes do Boca Juniors levou a melhor, segurando a vantagem da equipa visitante.

Sem Título
Foram decisivas as duas defesas de Orión durante a partida
Fonte: Facebook oficial de Agustío Orion

Ainda na primeira parte, Ponzio foi substituído. O técnico Marcelo Gallardo desesperou com a paupérrima exibição do seu médio defensivo e colocou em campo o “dragão” Lucho González. O antigo capitão azul e branco deu algum “cérebro” aos Millonarios, mas ainda assim não foi suficiente para mudar o resultado. O River começou a jogar melhor, a equilibrar a contenda e até a superiorizar-se ao Boca mas, tirando as já citadas cabeçadas de Alario, nunca mais o River assustou a baliza dos “bocaneros”.

Lucho saiu logo no início da segunda parte para dar lugar a Viudez e o River perdeu alguma da clarividência que tinha, optando por sobrecarregar a equipa com unidades atacantes. Até ao fim, não houve mais nenhuma chance gritante de golo e o Boca conseguiu a sempre saborosa vitória no superclássico de Buenos Aires.

Em termos individuais, Fernando Tobio mostrou ser um bom central, forte no jogo aéreo e responsável a jogar com os pés, mas os maiores destaques do Boca foram, como já referi acima, Meli e Lodeiro. O médio pretendido pelo Benfica mostrou ser muito bom na condução de jogo e na visão enquanto conduz os ataques “xeneizes”, e ganha bastantes faltas. Já Lodeiro mostrou o mesmo de sempre: muita qualidade técnica, mas também alguns momentos de “apagão”, em que não defende e só joga com a bola no pé.

No River, destaco pela positiva Alario, avançado que lutou pelo sucesso, mas esbarrou em duas grandes defesas de Orión, e Carlos Sánchez, um médio uruguaio que aprecio bastante, sempre com muita garra no jogo, ao qual se entrega constantemente.

A Figura:

Marcelo Meli – Já disse quase tudo sobre este jogador. Tem tudo para vir a ser opção regular na seleção argentina. É um médio com excelente capacidade de transporte de bola e, parece-me, com melhor jogo ofensivo que Gago ou Biglia, jogadores que são opções atuais na equipa de Tata Martino.

O Fora de Jogo:

Falta de ideias no River – A primeira parte dos Millonarios foi deprimente, com bolas despejadas, sem sucesso, pelos centrais para os avançados. Ponzio é uma nulidade nesta equipa, que precisa de um Lucho González com melhores índices físicos para poder lutar pelo título argentino.

Foto de capa: Facebook oficial do River Plate

O motor já começa a cantar

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O FC Porto somou três pontos frente ao Arouca à custa de uma boa exibição coletiva e de laivos de imensa qualidade por parte de certos jogadores. A paragem do campeonato foi claramente benéfica para o grande rival do FC Porto, mas também o foi para os dragões.

No jogo de Arouca viu-se uma melhor e mais eficaz ligação entre os setores, possivelmente derivada das alterações que Julen Lopetegui fez no onze inicial. O Porto beneficiou da maior visão de jogo de Rúben Neves e da melhor saída de bola do jovem. Se Danilo se tem provado deveras competente na posição de trinco, arrisco dizer que nunca poderá ser tão bom a lançar o jogo ofensivo como Rúben é. No entanto, a permeabilidade defensiva aumenta sem Danilo Pereira em campo e, se ontem o problema não foi de maior, é necessário ter este dado em conta em partidas cujo grau de dificuldade seja maior. Depois, a evidência: Herrera atravessa um momento de forma ambíguo. Se, neste início de temporada, vimos o mexicano a arrastar-se em campo pelo Porto, na seleção azteca há um médio sagaz, que assume todo o jogo e que é o pêndulo da equipa. A mudança de chip não é fácil de explicar e ultrapassará, com toda a certeza, a dimensão meramente desportiva, mas fiquei contente por ver que Lopetegui reparou nisso e resolveu mudar.

André André, que desde a pré-época tem vindo a mostrar os atributos que lhe valeram a transferência para o FC Porto, foi finalmente titular e o jogo da equipa só beneficiou disso. Dinâmico, versátil (acabou o jogo na ala), foi o motor de jogo. Defensiva e ofensivamente, conseguiu equilibrar as funções e protagonizou uma excelente exibição.

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Corona estreou-se da melhor maneira no FC Porto
Fonte: Facebook FC Porto

Na frente de ataque, espaço para a estreia de Jesús Corona. As suspeitas confirmam-se: o mexicano é de craveira. No sítio certo para bisar, será muito útil ao FC Porto pela imprevisibilidade que empresta ao jogo e pela capacidade de ser um “vagabundo” da frente de ataque; em vez de se colar a uma ala, prefere deambular pelos vários setores ofensivo, ora para construir jogo, ora para ser o “abre-latas” que a equipa procura em situações mais apertadas. Arrisco mesmo dizer que será um luxo seguir um FCP com Corona e Brahimi em campo, em simultâneo. Quem ganha é Aboubakar. Aboubakar? Sim. O ponta-de-lança está a provar-se um homem à altura do desafio.

O seu raio de ação não se cinge à grande-área. Nota-se que procura replicar aquilo que Jackson fazia e, não sendo o colombiano, tem dado boa conta do recado. Segura bem a bola, arrasta defesas e tem poder de explosão, além do instinto matador e do remate potentíssimo. Os ingredientes já estão juntos e o caldo já começa a cozinhar. O motor já faz barulho. O FC Porto vai dando sinais aos adeptos de que é possível dar-lhes alegrias e bons momentos de futebol. Começou um ciclo difícil (Arouca, Dínamo de Kiev, Benfica, Moreirense e Chelsea), mas os comandados de Lopetegui parecem estar prontos. Há motivos para um pensamento positivo.

Boxe: O canto de cisne de Floyd Mayweather

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A era de Mayweather terminou (para já, pelo menos). O seu combate de despedida foi um reflexo da sua carreira, tanto dentro como fora do ringue. Se entre as cordas foi esquivo, preciso e, no geral, bastante calculista, fora destas mostrou, ao escolher Andre Berto como seu adversário, que opta sempre pela saída mais fácil. Atingir o recorde lendário de Rocky Marciano é um grande feito manchado pelo final. Apesar de tudo, devemos recordar Mayweather como o melhor da sua geração, quer se goste quer não.

O combate foi todo de Floyd, do início ao fim. Mostrou grande forma, velocidade nas mãos e nos movimentos do corpo. Foi Andre quem soltou o primeiro jab do combate, mas Mayweather entrou mais agressivo, de modo a impor o seu ritmo, acertando algumas boas combinações. Pautou facilmente todo o combate, deixando Berto continuamente mais frustrado, à medida que o atraía para os cantos, de modo a poder sair em contra-ataque. O seu adversário foi sempre previsível nas combinações, e isso notava-se em Mayweather.

A intensidade foi baixando, Floyd foi-se soltando e foi dando ares de se estar a divertir dentro do ringue. O mestre da distância manteve-se confortável durante a grande maioria do combate, algo visível pela forma como ia circundando Berto, que caía inúmeras vezes na armadilha de levar “Money” para os cantos e cordas.

No final, Mayweather estava pronto para a consagração: nos últimos 3 minutos da sua carreira, Floyd acertou quase tudo, abalou Berto e aproveitou para dar uma volta da vitória, enquanto era perseguido. No final das 12 rondas, ficou a sensação de que para Floyd tanto faz defrontar um Berto ou um Pacquiao, que, curiosamente, acertou menos socos em Mayweather do que Berto.

Posto isto, resta saber se este será mesmo o último combate de Floyd Mayweather. O americano já por duas vezes se retirou, apenas para voltar mais tarde ao activo. O combate contra Berto pareceu, desde o início, um aquecimento para algo mais grandioso: o 50-0, contra Pacquiao ou outro adversário de renome (talvez Amir Khan?). Mayweather garante que terminou de vez, mas o mundo do boxe está recheado de retornos dentro destes contornos.

Haverá alguém capaz de bater o record de Floyd?
Haverá alguém capaz de bater o record de Floyd?
Fonte: Facebook de Floyd Mayweather

Apesar de tudo, o legado de Floyd estará bem presente na história do boxe. Quando lhe perguntaram qual havia sido a sua luta mais difícil, ele respondeu: “Não tive lutas difíceis”. Diga-se-lhe o que se quiser, é um facto que Mayweather fez com que a grande maioria dos seus adversários parecessem um pote de agressividade, sem qualquer critério.

É certo que muitos defendem que este se limita a fugir, mas, se analisarmos bem, veremos que Mayweather não foge, mas antes limita-se a movimentar-se de modo a que o seu adversário fique exposto para ser acertado e a que fique numa posição favorável para lhe acertar. Isso, no fundo, é o que é Boxe. Posto isto, e por inferência lógica, podemos dizer que Mayweather é boxe, no seu estado mais puro.

Termina uma carreira e começa uma lenda, a qual de imediato ser-nos-á complicada de reconhecer devido a Mayweather em si, a controvérsias e gostos pessoais. No entanto, os anos passarão e a poeira assentará, e, no final, o que vai ficar é o nome, o recorde e o estilo de luta que muitos odiaram porque ninguém o conseguiu superar. Não haverá mais, certamente, alguém como ele.

Rio Ave 1-2 Sporting CP: Leões chegaram a tremer

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Se Jorge Jesus queria entrar a ganhar em Vila do Conde, não se pode queixar, pois o técnico não podia pedir melhor início ao conjunto leonino. Os leões entraram em campo com um pensamento em mente: os 3 pontos. Não podiam de forma alguma deixar fugir o principal rival neste momento, que é o FC Porto, na luta pela liderança do campeonato.

O Sporting entrou dominante, a pressionar alto, e conseguiu desde logo impor o seu estilo de futebol. Até que, ao passar dos primeiros dez minutos, Wakaso num lance imprudente colocou a mão à bola, fazendo uma grande penalidade. Para a cobrança do castigo máximo, Jorge Jesus escolheu Adrien, reassegurando a confiança do médio após o jogo de Coimbra – onde elegeu Aquilani como o marcador de uma grande penalidade –  e indicando desta vez que seria o internacional português a bater. O número 23 não se intimidou e atirou para o lado contrário ao de Cássio: estava feito o golo inaugural.

Os leões não baixaram as armas e continuaram a atacar forte. Mas os vilacondenses também não iam dando o jogo como perdido, e Marvin chegou mesmo a atirar a bola ao poste, aos 37 minutos.

Ainda antes do final da primeira metade, Slimani chegaria ao golo. Uma saída em falso de Cássio e o avançado apenas teve de encostar de cabeça. Golo bastante celebrado pelo argelino e por toda a equipa leonina. Corria de feição a estratégia de JJ até ao final da primeira parte.

Após o golo frente ao Tondela, Adrien voltou a festejar Fonte: Facebook Oficial do SCP
Após o golo frente ao Tondela, Adrien voltou a festejar
Fonte: Facebook Oficial do SCP

Na segunda metade, os leões entraram a meio gás; já o Rio Ave não se conformou com a desvantagem de dois golos e foi em busca do empate. Mas o máximo que os vilacondenses conseguiram foi diminuir os números da derrota, com um golo aos 69 minutos. Kayembé centrou e Yazalde, sem oposição, cabeceou para o golo da equipa da casa. Este golo fez com que Jorge Jesus mostrasse o seu desagrado e as mãos à cabeça – isto porque minutos antes tinha feito um aviso em relação a estas falhas defensivas que permitiam aos homens mais atacantes dos vilacondenses andarem a divagar sem oposição pela área leonina.

Ainda assim, nem com o golo sofrido os jogadores do Sporting aumentaram o seu ritmo de jogo. Já a equipa da casa continuou à procura do golo do empate mas não foi feliz, e o encontro acabou por ficar em 2-1 a favor dos homens de Alvalade, que assim vêm de Vila do Conde com os três pontos no bolso e a liderança no campeonato, mas não podendo afirmar que fizeram uma grande exibição frente a um Rio Ave que se mostrou sempre bastante perigoso.

A Figura

Kayembé – O extremo do Rio Ave que entrou ao intervalo veio destruir por completo o lado esquerdo da defesa dos leões. Fez várias investidas pelo lado de Jefferson, que nunca mostrou capacidade para o travar. Fez, inclusive, a assistência para o golo de Yazalde.

O Fora-de-Jogo

Carrillo – O extremo leonino esteve bastante apagado do jogo. Cometeu inúmeros erros e teve perdas de bola bastante infantis. Acabou por ser substituído por João Pereira ao cair do pano.

 

Fonte da foto de capa: Facebook Oficial do Sporting Clube de Portugal

Ténis: US Open 2015 – veni, vidi e vici

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cab ténis

Flavia Pennetta sagrou-se pela primeira vez na sua carreira vencedora de um torneio do Grand Slam, mas, e se esta notícia não fosse surpreendente o suficiente, há muito mais para contar sobre o que se passou nas duas últimas semanas em Flushing Meadows: o sonho de Serena, que ficou pelo caminho, a renascida Vinci e muito mais.

Como neste mesmo espaço já tive oportunidade de escrever, era daqueles que pensavam que Serena não iria dar quaisquer hipóteses fosse a quem fosse, mas a derrota com Roberta Vinci foi algo que me deixou perplexo, sendo que Serena nunca havia sequer perdido um único set com a italiana nos 5 encontros que disputaram. No entanto, não quero “perder” o meu tempo a falar sobre Serena. A campeã norte-americana, que considero ser uma atleta extraordinária, apesar do seu ar arrogante, caiu, e bem, perante uma encantadora Roberta Vinci, e é dela que quero falar-vos agora.

Roberta, como é chamada pelas amigos mais próximos, tem uma história inspiradora. Após a sua vitória nas meias-finais, e em entrevista em pleno Arthur Ash (vale a pena rever), a italiana confessou que não acreditava que fosse capaz de bater a mais velha das irmãs Williams (1/350 eram as probabilidades nas casas de apostas). Na final, frente à sua grande amiga Flavia Penneta, que havia derrotado Simona Halep, e após um primeiro set bastante penalizador apenas decidido num tie-break, acabou por ser derrotada. Contudo, aquilo que quero destacar é o comportamento das duas italianas.

Flavia festeja a vitória no US Open Fonte: Facebook US Open
Flavia festeja a vitória no US Open
Fonte: Facebook US Open

Flavia Penneta, que após o encontro anunciou que se irá retirar no final do ano, fez um torneio simplesmente brilhante, batendo no seu caminho até à final jogadoras como Samantha Stosur, ex-campeã do US Open, Petra Kvitova, detentora de 2 títulos do Grand Slam, e ainda Simona Halep, atual número 2 da hierarquia mundial. Na final, frente a Vinci, Penetta pareceu sempre mais forte. O desgaste físico que Vinci apresentou, fruto dos encontros dos quartos-de-final frente a Kristina Mladenovic e das meias-finais diante de Serena Williams, desempenhou um papel fulcral na final de ontem.

Termino dizendo que, sem margem para dúvidas, e independentemente do resultado do jogo de ontem, quem ganhou foi o ténis. Penetta e Vinci mostraram ao circuito que, por mais difícil que pareça, nada é impossível.

Obrigado, Flavia e Roberta.

Foto de capa: Facebook US Open