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A venda de Renato Sanches e seus significados

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O potencialmente faraónico negócio de Renato Sanches configura uma operação financeira de grande amplitude, só ao alcance de clubes que percebam que o futuro do nosso futebol passa por rentabilizar a excelente mão-de-obra que temos por cá. E aparte da medieval, absurda e ressabiada reacção de parte significativa do universo sportinguista, esta transacção é importante para o nosso futebol, pois alerta os grandes mercados que este viveiro, em tempo de crise financeira, continua relevante e pujante.

Todavia, esta venda de Sanches, como a imprensa alemã se refere, configura alguns significados e vertentes que não poderão ser descurados. Em primeiro lugar, o negócio em si. Tive oportunidade de escrever noutros fora que, apesar de não ser fã dos dotes negociais de Vieira, melhor que o conseguido era impossível. E mantenho-o. Muitos referem que devíamos ter esperado pelo Europeu. Honestamente, não acho que Sanches seja titular. E por outro lado, falamos de um miúdo que era desconhecido há uns 6/7 meses… E o Bayern está gastar dinheiro não num jogador, mas num projecto que pretende fazer evoluir para o futuro, já que Xabi Alonso e Javi Martínez devem estar a expirar a validade. Não acho por isso que o “Bulo” seja já titular nos bávaros. Irá para aprender, crescer… E espero que vá antes aos JO’s!

Em segundo lugar, a escolha. As informações são contraditórias, mas tudo aponta que a vontade do jogador tenha sido decisiva. Revela maturidade. O Bayern é uma escolha segura: um clube estável, ganhador, com lugar habitual nos 4 melhores da Europa e irá ter um treinador de enormíssima qualidade. E que não recusará uma futura venda para outro colosso, se tal se proporcionar. Escolha acertada.

O dinheiro e o Benfica. A qualidade deste negócio, para já, é insuspeita. São muitos milhões. E 60 são quase certos! Mas a efectiva qualidade deste negócio só será aferida quando se der uso ao dinheiro. O Benfica não pode descurar o rigor nas aquisições. E ao perder um jogador fundamental, terá de o substituir e não pensar que craques como Sanches surgem a cada cavadela! Não! O meio campo precisa de reforços. E de bom nível. Solução interna, só mesmo Samaris, que espero ver como opção na sua posição de raiz. Por outro lado, a formação nunca será solução total num clube como o Benfica. Nunca poderemos ser um Barça. Podemos ser um viveiro de talentos, como o foi o Ajax, mas temos de ser cirúrgicos no mercado. Ou seja, temos de saber escolher os Gaitán’s num mar de Emerson’s. E isso não tem acontecido!

Top 10: Jogadores do Sporting formados no clube

O Sporting Clube de Portugal tem uma das melhores academias do Mundo, já tendo dado ao futebol craques como Cristiano Ronaldo, Luís Figo, Nani, Ricardo Quaresma, ou, mais recentemente, Rui Patrício, William Carvalho, Eric Dier ou João Mário. O final das equipas “bês”, há uns anos, veio dificultar mais a finalização deste processo de formação. Contudo, o Sporting nunca deixou de formar grandes valores em Alcochete. Para mostrar isso mesmo, vou falar aqui sobre dez jogadores formados em Alvalade que ainda estão ligados contratualmente ao clube.

Quero aqui realçar que todos os atletas que elenco têm, pelo menos, cinco anos de ligação aos “leões”, ou seja, são mesmo formados em Alcochete. Também por isso, além dos dez jogadores de que falo, deixo de fora jovens de valor como João Palhinha, Wallyson Mallmann ou Domingos Duarte. Esta aposta tem beneficiado, em grande ponto, a nossa seleção nacional, da qual o Sporting é o maior fornecedor de jogadores nos últimos anos.

Top 10 jogadores formados no Sporting Clube de Portugal

10.º – Carlos Mané

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Está no Sporting desde 2001/02. Tendo jogado como avançado nos escalões jovens, derivou para a ala na fase final da sua formação. Estreou-se na primeira equipa com Leonardo Jardim, a meio de 2013/14. Teve alguns altos e baixos durante época e meia, sendo a alternativa mais utilizada quando Nani ou Carrillo, os dois principais extremos da época passada, não jogavam. Atualmente, não tem muito tempo de utilização sob o comando de Jorge Jesus, contudo, acho que tem características que o levam a ser ainda uma das maiores promessas do futebol nacional. A facilidade no 1×1 e os bons recursos a nível da finalização fazem dele um jogador de confiança, a quem falta apenas manter a mesma intensidade durante os 90 minutos e durante um número maior de partidas.

Entre o acreditar e o “acarditar”

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Entre sportinguistas há dois tipos de adeptos: os crentes e não crentes. Os que acreditam e os que acarditam.

Até há pouco tempo todos acreditavam que o Sporting iria ser campeão. Acreditavam que, para serem campeões, seriam sempre precisos oito pontos de vantagem, bem como desacreditar no potencial dos menos fortes (não acredito que haja equipas verdadeiramente fracas na liga). No dia da cambalhota – não sei se fatal ou não, porque isso só posso comentar no próximo fim-de-semana – começaram a sair da toca os pseudo-crentes. E aqui faço uma diferenciação.

Estes nunca deixarão de acreditar Fonte: Sporting CP
Estes nunca deixarão de acreditar
Fonte: Sporting CP

Como são os que acreditam?

Os que acreditam não fizeram logo uma tragédia de toda a temporada do Sporting, ora porque tinham perdido contra o União (contra o União da Madeira, o “pequenino!”, pensavam alguns), ora porque não acabavam os jogos com goleadas, como os rivais da segunda circular. Os que acreditam sabem que a outra derrota que temos é precisamente contra o Benfica. Ou seja, temos duas derrotas em 33 jornadas.

É preciso recuar até 5 de Março para ver uma derrota do Sporting na Liga. Temos 26 vitórias em 33 partidas. Temos, nesta época, o melhor registo de sempre em relação a jogos fora. Temos a melhor assistência de sempre em casa, com médias de 40 mil pessoas por jogo.

Falta-nos um jogo; 90 minutos… O que é que nos falta para não acreditarmos que o campeonato vai ser nosso? Eu ainda acredito. Venham os benfiquistas que vierem; se cairmos, caímos em pé, de cabeça erguida. Com orgulho daquilo que o nosso clube conseguiu até agora e da era que está para nascer. Eu acredito.

GD Estoril-Praia 1-1 FC Arouca: Há luta até ao fim!

Cabeçalho Futebol Nacional

O último jogo da jornada 32 da Liga NOS realizou-se ontem, segunda-feira, no Estádio António Coimbra Mota às 20 horas. Era um jogo muito importante visto que era o último dos canarinhos em casa e, em caso de vitória, beneficiavam das derrotas de Rio Ave e Paços de Ferreira, podendo assim carimbar três importantes pontos rumo ao grande objetivo: a Europa. O tempo estava nublado mas excelente para a prática de futebol, porque estava uma temperatura amena e não havia vento, ainda que na segunda metade do jogo tivesse ficado mais frio.

O início do jogo foi, obviamente, marcado pela coreografia da claque estorilista – Gruppo -, que fez um verdadeiro espetáculo pirotécnico com as cores associadas ao clube, o azul e o amarelo, no setor que lhes é reservado, tentando assim dar força e motivação à equipa rumo à grande meta: a Europa!

Ambiente vivido no estádio antes do inicio do encontro
O excelente ambiente vivido no estádio antes do início do encontro

A equipa de Arouca não pode queixar-se de falta de apoio, já que uma parte da bancada era reservada aos visitantes e lá estiveram bastantes adeptos; se olharmos para o dia da semana em que se realizou o jogo, ainda é mais de louvar este apoio. É de realçar que os comandados de Lito Vidigal confirmaram, através da derrota do Rio Ave frente ao FC Porto por 1-3, a primeira e histórica qualificação para as competições europeias.

A primeira parte no António Coimbra da Mota fica marcada pela derrota por 0-1 do Estoril, golo marcado contra a corrente do jogo. É verdade que os primeiros 45 minutos não foram muito cativantes nem muito bem jogados, todavia, o Estoril foi a equipa mais perigosa e que mais procurou marcar.

Nos primeiros 10 minutos, o Estoril tem o primeiro remate do jogo e, antes dele, já tinha tido dois cantos a seu favor. Só aos 39 minutos do encontro é que surge a primeira e clara oportunidade de golo – remate de Matheus fora de área muito perigoso que por pouco não origina o primeiro golo do jogo. Na jogada seguinte, o Arouca marca, por intermédio de Anderson Luís, na própria baliza. Jogada fortuita dos arouquenses que resulta no primeiro golo da partida. Em apenas um minuto, a primeira parte decide-se! Muito perto do intervalo, há uma oportunidade flagrante para o Estoril: trabalho de Bonatini na área adversária, e, de ressalto, a bola sobra para Pedro Botelho, que remata em esforço e quase empata. Valeu a boa defesa de Bracali, que cedeu canto. O árbitro Rui Costa apita e termina uma primeira parte com poucas oportunidades de golo, mas com o Arouca a ir descansar na frente do marcador.

Diakhité marcou o golo do empate Fonte: GD Estoril-Praia
Diakhité marcou o golo do empate
Fonte: GD Estoril-Praia

Só aos 84 minutos é que o Estoril conseguiu empatar: livre no lado direito do ataque do Estoril, que Mattheus converteu de forma exímia. Cruza para a cabeça de Diakhité e este não perde a oportunidade de empatar o jogo e tornar os últimos dez minutos (incluindo os quatro de compensação) frenéticos. Rafael Bracali não teve qualquer hipótese e ficou pregado ao chão sem se mexer.

Fica visível durante toda a segunda parte que o Estoril foi, sem qualquer contestação, a equipa que mais fez para marcar e modificar o marcador. Controlou o jogo, teve mais oportunidades de golo, teve mais cantos, dispôs de mais posse de bola e livres. Foi uma equipa que fez de tudo para marcar, mas este não foi um dos jogos mais bem conseguidos dos canarinhos esta época.

O jogo termina e o resultado final é 1-1. Este não era o resultado ambicionado pela estrutura, treinador e adeptos do Estoril, e agora a luta europeia continua, como anteriormente, ao rubro. O Braga e o Arouca têm o seu lugar garantido na Liga Europa, e a última vaga vai ser discutida entre o Paços de Ferreira, o Estoril e o Rio Ave. Na última jornada da Liga NOS, o Estoril viaja até ao Restelo, o Rio Ave joga na Madeira com o União, e o Paços de Ferreira joga em Setúbal. Esta será uma jornada alucinante onde todos irão lutar até ao último segundo pelos três pontos e consequente lugar na Europa.

A Figura

Diakhité devido ao seu grande golo de cabeça que permitiu ao Estoril continuar na luta por um lugar europeu.

O Fora de Jogo

O anti jogo demonstrado pela equipa do Arouca, principalmente na segunda parte que tudo fez para tentar atrasar as reposições de bola. A culpa é do seu treinador mas também do árbitro da partida que, como é habitual na Liga Portuguesa, o permitiu.

 Foto de capa: GD Estoril-Praia

Renato Sanches: o lógico trajecto de um predestinado

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Mais uma venda estratosférica na era de Luís Filipe Vieira à frente do Clube. 35 milhões de euros (mais 45 milhões variáveis por objectivos) por Renato Sanches, que em Outubro último jogava na UEFA Youth League e não passava de uma “grande promessa” do Caixa Futebol Campus. Oito meses volvidos, o jovem de 18(!!!) anos vê-se transferido para um dos maiores clubes do futebol mundial depois de muito ter contribuído para que o Benfica se endireitasse rumo a um possível tricampeonato.

Se esse almejado tricampeonato chegar mesmo no próximo domingo, o Benfica muito o deve a Renato Sanches, que é hoje, já, um extraordinário número 8 com uma invulgar capacidade física e explosividade que lhe permite “queimar” linhas como poucos jogadores no panorama do futebol europeu. Tem muitos defeitos? Tem, claro. Ainda nos Barreiros um desses defeitos podia ter custado uma época ao clube da Luz. Mas recordemos que atingiu a maioridade apenas há alguns meses atrás e já teve de suportar uma das mais dementes campanhas feitas contra um jogador na comunicação social portuguesa. Só um predestinado como aparenta ser conseguia pegar numa equipa em cacos e organizá-la em seu redor. Tudo isto com 18 anos, repito.

Há que destacar, também, a celeridade e a forma como discreta como este negócio foi fechado, evitando-se toda a novela costumeira em fenómenos como este. Ainda assim, percebe-se agora a quebra de rendimento de Renato Sanches nos últimos tempos. Desportivamente, a escolha do Bayern Munique parece-me a mais acertada: um clube estável, vencedor, longe do circuito da Gestifute e de Jorge Mendes, e que permitirá um saudável desenvolvimento ao jogador, longe do mediatismo (que tantas carreiras já custou) de um clube como o Real Madrid, por exemplo. Ao Benfica, resta-lhe aceitar que está inserido num mercado pequeno como é o do futebol português e encontrar um substituto à altura para o lugar de Renato. Dinheiro para isso não faltará.

Renato Sanches tem todas as condições para se tornar num médio de topo do futebol europeu no Bayern Fonte: SL Benfica
Renato Sanches tem todas as condições para se tornar num médio de topo do futebol europeu no FC Bayern
Fonte: SL Benfica

Também me parece uma escolha mais acertada do que uma possível mudança para o Manchester United, dada a instabilidade que se vive em Old Trafford nesta fase. Muito provavelmente, a indefinição da chegada (ou não) de Mourinho ao colosso inglês terá atrasado todo o processo e o gigante alemão ganhou a corrida. No Bayern terá o conforto de “ser mais um”, coisa que não aconteceria em alguns outros possíveis destinos de Renato Sanches. Além disso, no futebol alemão terá um nível de exigência maior em relação aos aspectos que tem a desenvolver no seu jogo – em Inglaterra poderia focar-se (quase exclusivamente) no jogo físico e, com isso, “esquecer-se” do resto.

Financeiramente, como já referi, os 35 milhões de euros no imediato são, por si só, uma quantia soberba. Se os vale neste momento? Claro que não. Pode valer muito mais daqui a pouco tempo? Pode. Mas o futebol é o momento e também poderá flopar em Munique. Hoje em dia, o potencial é que faz o preço e negar o potencial (ainda em que estado selvagem) é simplesmente impossível. Mesmo que os 45 milhões de euros adicionais mediante objectivos sejam muito difíceis de alcançar, bastarão 15 (!) desses 45 para que esta transferência figure nas 20 maiores de sempre da história do futebol. Mais um brilhante acto de gestão de Luís Filipe Vieira, que enche os cofres encarnados numa época em que ainda chegarão mais alguns (muitos) milhões provenientes da excelente campanha europeia.

Foto de capa: SL Benfica

GD Direito, o suspeito do costume

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Época inesquecível para a equipa do GD Direito, que venceu a Supertaça de Portugal, a Taça Ibérica, a Taça de Portugal e, por último, o Campeonato Nacional da Divisão de Honra, o 11.º título do palmarés da equipa comandada por Martim Aguiar. Os Advogados venceram o CDUL no derradeiro jogo e voltaram a demonstrar a sua (inegável) superioridade quando se trata de partidas ”a doer”. Pelo contrário, o CRAV recebeu o bilhete de ida para a I Divisão e o RC Montemor carimbou o regresso ao principal escalão, um ano depois de ter descido.

A equipa: Os homens de Martim Aguiar viveram uma época de sonho, conquistando (os) três troféus nacionais e um ibérico. Uma autêntica demonstração de força e determinação e a certeza de que o legado do GD Direito está em boas mãos.

A surpresa: Visto como ”o alvo a abater”, o RC Lousã não tremeu e fez o suficiente para permanecer entre os melhores clubes nacionais. Para tal, foram cruciais os pontos conquistados aos seus rivais mais directos, demonstrando a inteligência por parte de quem gere o grupo.

Os Beirões confirmaram a sua continuidade na Divisão de Honra Fonte: Joana Marques
Os Beirões confirmaram a sua continuidade na Divisão de Honra
Fonte: Joana Marques

A desilusão: CF ‘Os Belenenses’. O clube do Restelo continua sem encontrar o caminho para a glória. Um dos (mais) históricos clubes portugueses, cujas políticas nem sempre são consensuais, merecia mais… O sexto lugar é muito curto.

O 35 está quase

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Falta um jogo. Isso mesmo: falta uma final para o Sport Lisboa e Benfica se sagrar tricampeão nacional.

Depois da vitória contra o Sporting no jogo de Alvalade o Benfica tinha pela sua frente nove jogos decisivos, “nove finais”. Hoje podemos dizer que cumprimos em oito, deixando para trás vitórias suadas na maior parte dessas partidas.

O jogo com o Marítimo foi um exemplo perfeito desses jogos suados a que me refiro. Contra uma equipa com bons processos de jogo, e bem organizada defensivamente, o Benfica teve de suar para conseguir sair com os três pontos da Madeira. O jogo não se adivinhava fácil, e a turma de Nelo Vingada certificou-se de que isso seria bem percetível para quem assistisse à partida.

Outro factor que tornou o jogo ainda mais complicado foi a expulsão de Renato Sanches ainda na primeira parte, ficando assim a turma de Rui Vitória a jogar apenas com dez.

A entrada da equipa do Sport Lisboa e Benfica na segunda parte foi importante  para desbloquear as contas deste jogo complicado. O Benfica acelerou no início da segunda metade, e acabou por chegar ao golo através de Mitroglou. Com o resultado a favor da turma vermelha e branca, Rui Vitória começou a gerir, dando força ao meio campo. Com o jogo controlado, o Benfica chegou ao 2 a 0 através da cobrança de um livre direto, por intermédio de Talisca, resultado este que já não sofreu nenhuma alteração até ao final do encontro.

Com estes três pontos, o Benfica voltou a saltar para o topo da tabela classificativa, tendo na próxima semana o último jogo deste campeonato, a última final.

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A vontade aumenta a cada jogo, e a entrega é cada vez mais notória
Fonte: Sport Lisboa e Benfica

Como adversário no último encontro do campeonato nacional o Benfica encontrará o Nacional da Madeira. Com os bilhetes esgotados para esse encontro, a turma de Rui Vitória encontrará um grande apoio, apoio esse que será determinante para a vitória da equipa vermelha e branca.

Com a entrega e a vontade que a turma de Rui Vitória tem demonstrado ao longo desta reta final, acredito que muito dificilmente a vitória não será alcançada. A raça e a determinação que os jogadores encarnados demonstram dentro de campo é a prova de que muito dificilmente esta equipa não alcançará os seus objetivos.

Falta assim uma semana. Mais uma semana de nervos, de ansiedade e de vontade de voltar a ver os nossos jogadores dentro das quatro linhas, com a esperança de que no final dessa semana possamos voltar a dizer que somos campeões.

Se isso acontecer será o culminar de uma grande época. Depois de todas as dificuldades que esta equipa sentiu durante a assimilação dos processos do novo treinador e depois de todas as críticas de que foi alvo, esta será, sem sombra de dúvidas, a melhor resposta para tudo e para todos.

Foto de capa: SL Benfica

O imbróglio açoriano na subida ao Campeonato de Portugal Prio

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O Sport Clube Lusitânia é um dos clubes mais importantes dos Açores, e em especial da ilha Terceira. A delegação número 14 do Sporting Clube de Portugal, fundada em 1922, em Angra do Heroísmo, tem vindo a passar, nos últimos anos, por sérias dificuldades financeiras, que têm dificultado a vida a um clube que tem por objetivo disputar as competições nacionais do nosso futebol.

Esta temporada, a sua terceira consecutiva nas divisões distritais açorianas, depois de ter descido em 2012/2013, o Lusitânia venceu a edição 2015/2016 da Liga MEO Açores, conquistando, por isso, o direito de disputar o Campeonato de Portugal Prio na próxima época. Isto se o único fator em causa fosse o desempenho desportivo dentro das quatro linhas, o que não é o caso.

A legislação aplicada pela Direção Regional do Turismo do Governo dos Açores diz que são apoiadas financeiramente pela região apenas quatro equipas no CPP, ao abrigo dos contratos de promoção da região. Atualmente, na prova, anteriormente conhecida como Campeonato Nacional de Seniores (CNS), estão exatamente quatro conjuntos açorianos, sendo que todos eles já garantiram a manutenção: o Operário e o Sporting Ideal, ambos de São Miguel, são os dois primeiros classificados da fase de manutenção da Série E, tendo assegurado a permanência na prova, ao passo que os emblemas terceirenses, Angrense e Praiense, jogam a fase de subida da Zona Sul, ainda que nenhum tenha hipóteses de subir à Ledman LigaPro (II Liga).

O Lusitânia conquistou a edição 2015/2016 da Liga MEO Açores Fonte: SC Lusitânia
O Lusitânia conquistou a edição 2015/2016 da Liga MEO Açores
Fonte: SC Lusitânia

Há poucas semanas, havia ainda a possibilidade de o Santa Clara descer da segunda divisão, juntando-se aos seus conterrâneos no Campeonato de Portugal Prio, mas o conjunto micaelense já garantiu a manutenção. Desta forma, as quatro “vagas” açorianas no CPP da próxima temporada – que surgem por imposição do Governo Regional e não da Federação Portuguesa de Futebol – estão já preenchidas.

«Braga, vai já para o teu quarto!»

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«Já para o teu quarto!» Foi assim o campeonato do SC Braga. Não surpreende pela positiva, pois penso ser o lugar aceitável tendo em conta a riqueza que nos separa do pelotão dos chamados «grandes», nem desilude, pois é quase como um prémio de consolação, que estando fora do pódio nos permite poder mostrar quem realmente somos também lá fora. Apesar da enorme euforia criada em torno da equipa de Paulo Fonseca pelo apelativo e bonito futebol que pratica, o que é de facto verdade é que não se pode ter tudo… A não ser quando existem condições para tal…

No meu ponto de vista, esta afirmação até é aplicável ao caso, pois a regularidade apresentada foi evidente e demonstrativa de que o futebol é cada vez mais rico em competições e que as equipas têm obrigatoriamente de ser construídas com o intuito de aguentar cargas de 50 a 60 jogos. O Braga neste caso conseguiu cumprir. Teve e tem um núcleo de jogadores forte e coeso, em que os satélites que em torno de si giram formam um sistema e uma harmonia perfeitos. Mas também se viu em certos momentos que o ataque feroz das lesões e a carga competitiva não permitem aos astros que jogam com mais regularidade estar constantemente a 200%. Estando a 100%, a coisa ainda pode correr bem.

Boa primeira época de Paulo Fonseca ao comando do Braga Fonte: SC Braga
Boa primeira época de Paulo Fonseca ao comando do Braga
Fonte: SC Braga

Notou-se, a meu ver, uma ausência no meio campo de alguém que pudesse substituir Luiz Carlos ou Vukcevic, por exemplo. Ou até mesmo um central mais experiente. Quero com isto dizer que premeio mais o esforço em relação ao dinheiro. Adoro Futebol pois é imprevisível. Afinal é de uma bola a rolar que se trata. A verdade é que não foi nem é uma época de sonho, mas é uma época fantástica por todo o esforço e crença que vimos o Braga aplicar em todos os jogos. Promoveu-se a Bragão um par de vezes, quando tudo apontava na direcção contrária. Falo essencialmente dos jogos europeus, em que a experiência conta e muito; nesta equipa, caro leitor, Europa ainda não havia muita…Pelo que fizemos, estamos de parabéns!

Assim se vê a força do ABC!

Cabeçalho modalidadesApós duas partes de meia hora e dois prolongamentos de dez minutos cada, o ABC conseguiu reunir forças para derrotar o poderoso SL Benfica. E que jogo: 80 minutos intensos onde se praticou um bom jogo de Andebol.

Um pavilhão Flávio Sá Leite a rebentar pelas costuras, como se diz na gíria popular, bem preenchido de amarelo de ponta a ponta, foi o tónico principal neste jogo, onde a rede não parou de balançar para ambos os lados. 40-38. São 78 golos que demonstram a atitude e entrega dos jogadores, num jogo que é o primeiro numa decisão final à melhor de cinco. Está lançado o mote: 1-0 para os minhotos.

Grande ambiente no Pavilhão Sá de Leite Fonte: ABC de Braga
Grande ambiente no Pavilhão Sá de Leite
Fonte: ABC de Braga

Estes minhotos de que lhe falo são na sua maioria fruto de uma escola à qual eu também pertenci com orgulho e na qual me revejo. Muitos são estudantes, e muito profissionais, numa casa onde dignificar a camisola que ostentam e a solidariedade que acalentam são variáveis chave numa equação bem resolvida. São casos como o ABC que me mostram que o Desporto não precisa de abundância, mas de qualidade e dedicação. Exemplo da formação de homens para um dia serem excelentes atletas. Se há algo a acrescentar a este ponto é a forma como a entreajuda e o companheirismo fazem a diferença na união de um grupo de trabalho. Quando se está entre amigos, as ambições são maiores pois a crença, a confiança e a postura são solidárias entre si.

Quem é de Braga sabe o peso que este clube tem na cidade. Foi preenchido de grandes feitos ao longo da sua história e de pessoas que significaram uma eternidade e inovação neste desporto. Tendo tudo para resultar, a aposta na formação foi o passo ideal e acertado que o ABC resolveu dar. E que aposta mais bem sucedida! No ano passado, ganhámos a Taça de Portugal. Este ano, estamos nas grandes decisões com o Benfica nas duas frentes em que estamos ainda presentes, a Taça Challenge e o Campeonato. Hoje foi o primeiro de sete possíveis encontros. Vamos acreditar que somos capazes, como sempre fizemos!

Força, ABC! Vamos a eles!

Foto de capa: ABC de Braga