3.º- Costa Pereira

Fonte: Museu Cosme Damião
Fonte: Museu Cosme Damião

Os ecos das exibições de Costa Pereira ao serviço do Ferroviário de Lourenço Marques – na sua Moçambique natal – chegaram a metrópole e, sem hesitar, o Benfica contratou-o, corria o ano de 1954. Ninguém poderia imaginar, todavia, que aquele jovem, com respeitosa estampa física (1,82 metros e 83 quilos), marcaria tão profundamente uma Era, juntamente com outros nomes maiores – entre os quais os seus conterrâneos Coluna e Eusébio –, que elevou definitivamente o Benfica para o restrito lote dos maiores clubes da história do futebol.

Entre 1954 e 1967, ao longo de 13 épocas, Costa Pereira representou o Benfica em 357 ocasiões, conquistadas duas Taças dos Campeões Europeus, oito campeonatos e cinco Taças de Portugal. Foi internacional 22 vezes. Na “época d’ ouro” do Benfica, Costa Pereira teve a ainda a oportunidade de estar presente em mais duas finais da Taça dos Campeões Europeus, em 1963 (derrota 2-1, com o Milan) e em 1965 (derrota 1-0, com o inter de Milão). Foi exactamente neste último jogo, disputado em San Siro, que ficou famoso o seu “frango” e a sua lesão, que obrigou o Benfica a jogar grande parte da partida com 10 elementos e o “central” Germano na baliza. Até quando errou, Costa Pereira foi inesquecível.

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O João já nasceu apaixonado por desporto. Depois, veio a escrita – onde encontra o seu lugar feliz. Embora apaixonado por futebol, a natureza tosca dos seus pés cedo o convenceu a jogar ao teclado. Ex-jogador de andebol, é jornalista desde 2002 (de jornal e rádio) e adora (tentar) contar uma boa história envolvendo os verdadeiros protagonistas. Adora viajar, literatura e cinema. E anseia pelo regresso da Académica à 1.ª divisão..                                                                                                                                                 O João não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.