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Pedrinho | A hora do menino de Maceió

Tiago Serrano · 2 min

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Pedrinho custou 18 milhões de euros aos cofres do SL Benfica, mas o seu início no clube encarnado não tem sido fácil. O internacional olímpico pela canarinha chegou aos encarnados estando muito tempo sem competir, tendo sido fustigado por algumas lesões, o que tem auferido dificuldades em conquistar espaço na equipa orientada por Jorge Jesus.

No entanto, nos últimos jogos, Pedrinho já começou a mostrar as suas qualidades e a fazer por merecer um lugar no onze titular dos encarnados. Desde o jogo em Liège que o extremo brasileiro começou a mostrar o perfume do seu futebol e que tem características que podem ser essenciais para o futebol da equipa de Jorge Jesus.

SL Benfica x UD Vilafranquense
Pedrinho vai aos poucos afirmando-se no SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Aquando da sua chegada ao Benfica, a contratação de Pedrinho gerou algum cepticismo por parte dos adeptos. Enquanto ainda treinava o CR Flamengo, Jorge Jesus chegou a deixar a sua opinião sobre o jogador num programa de TV brasileiro, no qual declarou que havia quatro extremos melhores do que Pedrinho: Everton, Dudu, Rony e Michel.

Já enquanto treinador do Benfica, Jorge Jesus explicou essas declarações, esclarecendo que aquilo que queria dizer era que os quatro jogadores que mencionou davam mais garantias a curto prazo do que Pedrinho. Quanto ao jovem revelado no SC Corinthians, JJ referiu que era um jogador com talento e potencial, mas que ainda precisava de ser trabalhado.

Na minha opinião, não há nada de errado nas declarações de Jorge Jesus. Everton, Dudu, Michel e Rony são jogadores que estão numa fase mais adiantada da carreira do que Pedrinho e, como tal, são jogadores com outra maturidade do ponto de vista táctico e mental.

Para além disso, são extremos com características mais predilectas para Jorge Jesus: têm um perfil mais clássico e possuem mais velocidade, poder de explosão e capacidade de drible no um para um, à imagem de Salvio e Gelson Martins, por exemplo.

Por outro lado, apesar de Pedrinho não cumprir com os padrões de Jorge Jesus para um extremo, tem mostrado nos últimos jogos que acrescenta coisas à equipa que os outros extremos não acrescentam: capacidade de drible e de definição em espaços curtos, últimos passe e capacidade associativa.

Enquanto Rafa se destaca mais no ataque à profundidade, precisando de espaços longos para desequilibrar, e Everton é um extremo que gosta de aparecer por fora e partir para dentro com a bola nos pés, Pedrinho é um número 10 mascarado de extremo.

O seu toque de bola e a capacidade para pensar o jogo está ao nível de poucos no nosso campeonato e essas características serão essenciais para o Benfica. Sobretudo, em jogos contra equipas que jogam mais fechadas na defesa.

Espero que este tenha sido o início de um bonito percurso de Pedrinho de águia ao peito. É claro que ainda tem muito para crescer, mas o talento está lá todo. Agora é preciso saber trabalhá-lo e extrair o melhor das suas qualidades.

Artigo revisto

Tiago Serrano

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