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Braga

Guerreiros em busca da “remontada”| Braga x Ferencváros

Não é impossível, mas vai ser uma missão bastante difícil. Se o Braga quiser continuar na Liga Europa, terá de vencer o Ferencváros por três golos de diferença. A derrota por 2-0 na Hungria não era o resultado que os arsenalistas mais desejavam, e agora terão de fazer aquilo que o Sporting fez na terça-feira na Champions para seguirem em frente na prova. Que a noite épica que se viveu em Alvalade seja uma fonte de inspiração para uma “remontada” não menos histórica na Pedreira. A má prestação em terras magiares ainda vai a tempo de ser corrigida, e só uma equipa coesa e forte psicologicamente poderá mudar o rumo da eliminatória. A estratégia de Carlos Vicens para esta partida pode estar guardada no segredo dos deuses, mas não é difícil de adivinhar que o Braga vai entrar com tudo em campo. Marcar o mais cedo possível é o objetivo (não sofrer também), sabendo que se isso não acontecer, o nervosismo poderá apoderar-se dos jogadores bracarenses à medida que o tempo vai passando. O relógio vai ser mesmo o segundo adversário do Braga. O técnico espanhol vai apresentar a melhor versão da sua equipa, e deverá fazer apenas uma alteração em relação ao onze da primeira mão. Diego Rodrigues é o mais forte candidato a ocupar o lado esquerdo do meio campo, em detrimento de Leonardo Lelo, titular na Hungria.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
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Braga

Ao ritmo dos húngaros | Ferencváros TC 2-0 SC Braga

A deslocação do Braga a Budapeste acabou por ser mais complicada do que aquilo que os minhotos provavelmente antecipavam. Frente a um Ferencváros muito intenso e bem preparado para aquilo que costuma ser o jogo bracarense, a equipa de Carlos Vicens nunca conseguiu verdadeiramente controlar o ritmo da partida. Os húngaros entraram com grande energia, pressionando alto e com referências individuais claras, tentando cortar desde cedo as linhas de construção do Braga. Ainda assim, os minhotos foram conseguindo, a espaços, sair desde trás com alguma qualidade, mas quase sempre sob pressão e sem transformar essa circulação em perigo real perto da baliza adversária. No final, o 2-0 acaba por encaixar bem naquilo que foi o jogo. Taticamente, Vicens manteve a estrutura que tem sido habitual, o 3-4-3, mas com uma nuance que acabou por ter impacto na presença ofensiva da equipa. Os três jogadores da frente surgiam muitas vezes sem posições fixas, recuando para zonas de construção e tentando oferecer linhas de passe entre setores. A ideia passava por ajudar a ultrapassar a primeira linha de pressão do Ferencváros, mas essa movimentação retirava profundidade ao ataque e deixava o Braga muitas vezes sem presença suficiente na frente quando conseguia progredir no terreno. Curiosamente, o primeiro golo nasce precisamente de uma dessas tentativas de ligação vertical, um passe arriscado para um dos avançados que tinha descido no terreno acabou intercetado e deu origem à transição rápida que desbloqueou o marcador.

Samuel Pinho · 3 min de leitura
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