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FC Porto x FC Famalicão | Teste complicado para os Dragões

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Primeira Liga, 30.ª jornada: 21:15h, sexta-feira, 30 de abril 2021
ANTEVISÃO: EM BUSCA DOS PONTOS PERDIDOS

O FC Porto, liderado por Sérgio Conceição, irá receber no Dragão, esta sexta-feira, o FC Famalicão orientados por Ivo Vieira. Ambas as equipas vêm de uma jornada menos boa. O FC Porto atrasou-se na corrida ao título empatando a uma bola em Moreira de Cónegos e os famalicenses atrasaram-se na luta pela manutenção, empatando em casa a dois golos frente ao Tondela.

O FC FAMALICÃO GANHOU NOVA VIDA COM IVO VIEIRA E TENTA APROVEITAR O DESAIRE DO FC PORTO NO ÚLTIMO FIM DE SEMANA PARA CAPITALIZAR. SERÁ QUE VENCE? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Escusado será dizer que ambos os conjuntos apresentar-se-ão com uma vontade enorme de melhorar o que falhou na última jornada. O FC Porto parte em vantagem, joga em casa e tem um plantel mais extenso e de outra qualidade, o que permite ao treinador ter mais soluções. Contudo, o jogo descairá para aquele que executar melhor o que cada mister pretende, sem grandes riscos, para não voltarem a cometer os mesmos erros defensivos, com eficácia na hora de finalizar.

Pepe, devido à acumulação de amarelos, e Sérgio Conceição por expulsão serão os grandes ausentes do encontro.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Nos últimos cinco jogos no Dragão entre as duas equipas, o FC Porto venceu três, empatou um e perdeu outro;
  2. Ambas as equipas vêm de empates na última jornada;
  3. Em 20 jogos disputados, o FC Porto venceu 13, o FC Famalicão quatro e empataram três;
  4. Os azuis e brancos levam larga vantagem em golos marcados, furando as redes por 45 vezes, frente a somente 13 dos famalicenses;
  5. No último encontro entre as duas equipas, o FC Porto levou a melhor, goleando o FC Famalicão em casa por quatro bolas a uma;
  6. Medhi Taremi, com apenas um jogo, é o quarto melhor marcador destes embates, com dois golos;
  7. O FC Famalicão precisa de pontuar para poder respirar melhor na luta pela permanência.
  8. O FC Porto precisa vencer se pretende manter-se na corrida ao título;
  9. O FC Porto na Primeira Liga, não conhece o sabor da derrota há 22 jogos;
  10. Vaná, Diogo Queirós e Ivo Rodrigues do FC Famalicão, já representaram o FC Porto, assim como Toni Martinez já representou os famalicenses.

JOGADORES A TER EM CONTA

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Mehdi Taremi (FC Porto) – O avançado iraniano tem estado de pé quente, nos últimos cinco jogos, marcou por quatro vezes, o que o torna facilmente num alvo a abater pela equipa adversária. Mas não só de golos vive um avançado, e Taremi é exemplo disso.

Batalha muito em campo e por vezes se não marcar, está presente na origem do golo, seja com a criação de um desequilíbrio, uma assistência ou obrigando o adversário a jogar mais duro para lhe tirar a bola, conseguindo faltas em zonas perigosas e cruciais. No último jogo entre as duas equipas, o iraniano marcou por duas vezes. Se o avançado se apresentar em boa forma, as probabilidades de os azuis e brancos sacarem um resultado positivo são muito maiores.

Gustavo Assunção (FC Famalicão) – O pêndulo do meio campo famalicense. Exímio a defender e a dobrar o centrais, Gustavo Assunção acrescenta ainda mais qualidade à equipa na sua qualidade a sair a jogar, na descoberta de espaços que permitem à equipa atacar com mais velocidade. Quem conheceu e pode apreciar o seu pai no auge, emprega o famoso ditado “filho de peixe, sabe nadar”. O jogador irá ser uma pedra grande nas chuteiras portistas.

XI’S PROVÁVEIS

FC Porto: Marchesín, Nanú, Mbemba, Diogo Leite, Manafá, Sérgio Oliveira, Matheus Uribe, Otávio, Luis Díaz, Marega e Taremi.

Treinador: Sérgio Conceição (ausente por expulsão), Vítor Bruno orientará a equipa a partir do banco.

Não compareceu à conferência de imprensa de antevisão ao jogo

 FC Famalicão: Luiz Junior, Diogo Figueiras, Riccieli, Patrick William, Rubén Vinagre, Gustavo Assunção, Ugarte, Pêpe Rodrigues, Gil Dias, Ivo Rodrigues e Leonardo Campaña

Treinador: Ivo Vieira

“O meu foco é preparar a equipa para dar uma resposta cabal no jogo com o FC Porto e lutar pelo nosso objetivo, que passa por sair do Estádio do Dragão com pontos”

PREVISÃO DE RESULTADO: FC PORTO 2-1 FC FAMALICÃO

CD Tondela x SL Benfica | Proibido abrandar

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Primeira Liga, Jornada 30: sexta-feira, 19h, 30 de abril de 2021

ANTEVISÃO: TRÊS PONTOS PARA CONTINUAR A SONHAR COM O SEGUNDO LUGAR

Ainda antes do Clássico que tudo decide em relação aos lugares Champions, o SL Benfica desloca-se a Tondela com a difícil missão de conseguir a vitória e continuar certeiro na perseguição a FC Porto.

AS ÁGUIAS TÊM JOGO COMPLICADO EM TONDELA E NÃO PODEM CONTAR COM ALGUNS JOGADORES IMPORTANTES. SERÁ QUE VAI FAZER A DIFERENÇA? APOSTA JÁ NA BET.PT!

As baixas deixam antever tarefa mais complicada do que a prevista: Otamendi e Weigl ficam em Lisboa por acumulação de cartões (12º no caso do argentino e nono no caso alemão), além de Adel Taarabt estar a contas com uma limitação física que faz questionar a sua disponibilidade até para o encontro seguinte e Jardel, que merece referência por também constar no boletim clínico – seria ele o mais provável escolhido para completar a defesa a 3 e juntar-se a Veríssimo e Vertonghen.

Jesus reiterou confiança em Morato na conferência de imprensa, assegurando que o facto de trabalhar consigo «estes meses todos» (jogou apenas na Taça de Portugal) é garantia de alto rendimento. Contudo, é improvável que o técnico português conte com o jovem brasileiro ou até com David Tavares – convocação inesperada – para suprimir as principais ausências do onze.

Prevê-se regresso ao 4-4-2, complementando a equipa com a entrada de Darwin Núñez. O maior fator inibidor da performance benfiquista será a atenção redobrada aos níveis de intensidade com que jogará o lateral-direito titular, já que tanto Diogo Gonçalves como Gilberto estão em perigo de exclusão, ambos com quatro cartões amarelos.

Do lado beirão, Pako Ayestarán é um homem precavido, profundo conhecedor dos meandros encarnados – foi ele o preparador físico de Quique Flores, em 2008-09. Noutras funções, mostra-se agora avisado em relação ao potencial contrário e à fase que atravessa.

«Estamos muito conscientes das diferenças que há entre nós e o Benfica. O nosso adversário ganhou nove dos últimos dez jogos, fez dezoito golos e sofreu cinco. Em todos foi um dominador claro…», além de revelar as nuances táticas contra as quais se preparou:  «[O Benfica apresenta] jogo exterior quando precisa e tem bons rematadores, faz muitos cruzamentos e é uma equipa difícil de defender, mas em todos os jogos há uma oportunidade…»

Porém, não pode contar com um dos principais destaques da sua equipa. John Murillo, de antiga ligação contratual aos encarnados, confronta-se com uma contusão no pé direito e está ainda em dúvida – depois de dois golos em dois jogos, foi obrigado a sair ao intervalo em Famalicão, constituindo a sua presença ponto de interrogação até à hora do encontro e única possível baixa do plantel. Pedro Augusto volta às opções depois de cumprir castigo.

De assinalar também a bonita iniciativa da qual o clube é protagonista. Nesta 6ª feira, o CD Tondela estreará nova camisola, em edição limitada, que reverterá o dinheiro das vendas para ajudar famílias mais carenciadas dos arredores. Um golo de levantar o estádio!

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Mario González, artilheiro dos beirões emprestado pelo Villareal CF, tem 6 golos e uma assistência nos últimos 5 jogos. É o terceiro classificado na tabela de melhores marcadores da Liga NOS, com 13 golos.
  2. Pako Ayestarán e a equipa tiveram um mês de abril bastante positivo: três vitórias – Vitória SC, Moreirense e Nacional – , um empate em Famalicão e uma derrota caseira frente ao FC Porto.
  3. O SL Benfica nunca perdeu pontos no Estádio João Cardoso.  O CD Tondela apenas conseguiu disputar (e assegurar) pontos em visitas à Luz, e por duas ocasiões: 2017-18 (2-3) e 2019-20 (0-0).
  4. Gabriel e Pizzi, a concretizar-se a hipótese mais provável para a parelha do meio-campo, tentarão consolidar o seu recorde – 8 jogos juntos de início, 8 vitórias.
  5. Com 35 pontos já conquistados, os beirões estão a três do seu próprio recorde na Primeira Liga (38).
  6. Ultrapassar essa contagem também significará recorde ao nível classificativo – a manter-se no 9º posto, o CD Tondela melhorava o 11º lugar de 2017-18.
  7. A três pontos do Vitória SC (6º classificado) e com o SC Braga na final da Taça de Portugal, a classificação europeia passou a ser meta realistaem caso de vitória arsenalista, abre-se nova vaga para a Conference League na tabela.
  8. O CD Tondela é a sexta melhor equipa a jogar em casa, com 8 vitórias em 14 jogos e saldo positivo de golos: 15 para 13 sofridos.
  9. Tanto Sporting CP (0-1), FC Porto (0-2) como SC Braga (0-4) conseguiram vencer em casa dos tondelenses.

10. As “águias” contabilizam 98 golos marcados em toda a temporada: a marca simbólica dos 100 está á mercê duma exibição bem conseguida.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Enzo Martínez (CD Tondela) – O defesa-central uruguaio é peça importante na manobra defensiva dos auriverdes e será preponderante no bloqueio á criatividade encarnada: vai estar muitas vezes exposto ao ímpeto físico de Seferovic ou Darwin ou aos atrevimentos de Rafa, tendo a confiança dos colegas para ser pronto-socorro na maior parte das situações de aperto. Uma boa exibição sua será sempre bom sinal quanto ás aspirações beirãs.

 

Seferovic é o melhor marcador do SL Benfica
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Haris Seferovic (SL Benfica) – Está no auge o duelo com Pedro Gonçalves pelo troféu de melhor marcador da prova. O avançado suíço tem trabalhado muito e os dez golos nos últimos dez jogos, aos quais acrescem as três assistências, são prova da sua grande subida de forma e sustentam a ambição de repetir 2018-19, quando foi o principal atirador da Primeira Liga com 23 tentos. Por agora conta 18, com cinco jogos por cumprir.

 

XI´S PROVÁVEIS

CD Tondela: Trigueira; Tiago Almeida, Yohan Tavares, Enzo Martínez e Filipe Ferreira; Jaume Grau, João Pedro e Rafael Barbosa; Roberto Olabe, Salvador Agra e Mario González.

Treinador: Pako Ayestarán

“Sabemos que vai ser difícil, a partir daí temos de ser um bloco muito sólido, muito compacto, ser capazes de detetar em que momentos eles perdem a sua forma para a nossa transição fazer danos. Neste tipo de jogos temos mais oportunidades em transição do que em jogo posicional”.

 

SL Benfica: Helton Leite; Diogo Gonçalves, Veríssimo, Vertonghen e Grimaldo; Rafa, Gabriel, Pizzi e Everton; Darwin Núñez e Seferovic.

Treinador: Jorge Jesus

“O campeonato está muito equilibrado, fora de casa ainda mais difícil de somar pontos. Em Tondela sempre foi difícil, esta a fazer campeonato mais forte, é equipa com três  ou quatro jogadores espanhóis que dão qualidade boa. Os últimos resultados são indicador de que vamos ter algumas dificuldades. A equipa deve estar preparada para ao apertos com criatividade para suplantar estratégia do Tondela, que tem jogadores rápidos nas laterais, como o Salvador Agra”.

PREVISÃO DE RESULTADO: CD Tondela 1 – 2 SL Benfica

 

Tribuna VIP: O adepto é quem mais ordena

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Não foi uma semana feliz para o mundo do futebol. Numa altura em que tanto se debate a liberdade e as consequentes conquistas, vários valores foram colocados em causa e percebemos que estamos no caminho errado quando o cifrão (quase) fala mais alto do que a verdadeira essência da coisa.

A ideia da Superliga é uma ofensa para quem desenvolveu este desporto. É um ataque direto à competitividade justa, aos sonhos dos mais novos e às emoções dos adeptos. Acima de tudo, é o espelho de uma sociedade doente, com prioridades trocadas. As reformulações serão sempre necessárias, mas é preciso medir a que custo são feitas. E quando falo em custo, não me refiro aos milhões prometidos por esta competição.

Serei sempre defensora da meritocracia, seja em que área for. Os tubarões esquecem-se de que precisam dos restantes peixes para triunfarem; alguns esquecem-se também que nem sempre foram peixes graúdos e que a história não pode ser apagada. Já não se lembram do Leicester de 2016? Do Deportivo de 2000? Do FC Porto de 1987? É a imprevisibilidade deste jogo e a rutura com o que é expectável que o torna mais belo.

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Aplaudo cada revolta à porta dos estádios e cada declaração que se oponha à total capitalização de um desporto que é verdadeiramente sentido por quem tem menos poder. Felizes aqueles que nos recordam que o adepto tem de ser quem mais ordena. Infelizes aqueles que pensam que podem tirar o ópio do povo, sem mais nem menos.

Artigo de opinião de Rita Latas,
jornalista Sport TV


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NFL Draft 2021 (Noite 1): Dia de certezas e surpresas

AS PRIMEIRAS 32 ESCOLHAS

No primeiro dia do NFL Draft de 2021, foram várias as escolhas que coincidiram com as previsões dos analistas, mas também algumas surpresas em certas posições.

Como se esperava, com a primeira escolha do Draft, os Jacksonville Jaguars escolheram Trevor Lawrence, quarterback vindo de Clemson e visto por muitos como a futura estrela da NFL e um dos melhores quarterbacks a sair do futebol americano universitário. Depois de três anos de muito sucesso ao nível universitário, o jovem de 21 anos vai receber as “chaves” do franchise e tem todas as esperanças da equipa nos seus ombros.

Na segunda posição os New York Jets selecionaram Zach Wilson, quarterback de BYU, um atleta muito talentoso e que irá substituir Sam Darnold. Sabendo das dificuldades que irá enfrentar em Nova Iorque, não será tarefa fácil tornar os Jets uma equipa competitiva, mas com Mike LaFleur ao lema e o talento de Wilson, podemos esperar uma equipa mais entusiasmante no plano ofensivo.

A primeira “surpresa” surgiu na terceira escolha. Depois de muita incerteza e poucas informações provenientes da estrutura dos San Francisco 49ers, a equipa optou por escolher Trey Lance, quarterback vindo de North Dakota State University. Apesar de não ter tanta experiência como outros jogadores da mesma posição presentes neste Draft, as suas capacidades técnicas e atléticas convenceram a organização a arriscar. Será interessante ver a forma como evolui e se adapta a um nível de intensidade e dificuldade mais elevado do que aquele a que estava habituado.

Kyle Pitts e Ja’Marr Chase foram escolhidos por Atlanta Falcons e Cincinnati Bengals, respetivamente, e seguiram-se Jaylen Waddle (Miami Dolphins), Penei Sewelloffensive tackle promissor que vai proteger Jared Goff em Detroit -, Jaycee Horn (Carolina Panthers) e Patrick Surtain (Denver Broncos).

A primeira surpresa aconteceu na 10.ª posição quando os Dallas Cowboys trocaram a sua escolha com os rivais de divisão, Philadelphia Eagles, que escolheram DeVonta Smith, wide receiver vindo de Alabama que venceu o troféu Heisman em 2020/21.

Não demorou muito até à segunda escolha inesperada, e possivelmente a mais surpreendente da noite. Os New York Giants trocaram a 11.ª posição com os Chicago Bears, que conseguiram Justin Fields, quarterback de Ohio State, que vai assumir um papel determinante no futuro da equipa. Um jogador talentoso, certeiro, e com uma potencial enorme. Depois de tantos Drafts de má memória para os adeptos de Chicago, parece que este foi um tiro certeiro.

Os Dallas Cowboys reforçaram a sua defesa com Micah Parsons, visto por vários analistas como um dos melhores jogadores defensivos disponíveis, os Los Angeles Chargers fortaleceram a sua linha ofensiva, bem como os Jets, e na 15.ª posição os New England Patriots conseguiram exatamente aquilo que queriam: Mac Jones, quarterback vindo de Alabama, um gestor de jogo tal como Bill Belichick gosta.

Na 17.ª posição os Las Vegas Raiders surpreenderam pela negativa ao escolherem Alex Leathewood, tackle de Alabama que era visto como uma escolha de segunda ronda e causou alguma surpresa ao ter sido selecionado tão cedo.

Depois de uma eliminação embaraçosa nos playoffs da época transata, os Pittsburgh Steelers reforçaram o seu jogo em corrida com a 24.ª escolha: Najee Harris, running back energético e forte fisicamente que pode ter um impacto imediato na equipa.

Por fim, os Cleveland Browns conseguiram Greg Newsome II, cornerback com bastante potencial, os Green Bay Packers, que horas antes do Draft ficaram a saber que o seu quarterback e MVP da última temporada, Aaron Rodgers, poderá não regressar à equipa em 2021/22, escolheram Eric Stokes, cornerback que vai reforçar a defesa dos “cheeseheads”, e com a última escolha os campeões em título, Tampa Bay Buccaneers acrescentaram ainda mais talento à sua defesa ao selecionarem Joe Tryon, linebacker de Washington.

Foto de Capa: Jacksonville Jaguars

Mundial de Snooker 21 | Capítulo 3: Os Quartos

A CRÓNICA: KYREN “D’ARTAGNAN” E OS TRÊS MOSQUETEIROS

Os quartos-de-final do Mundial de Snooker 2021 já lá vão e as meias já cá estão. A terceira ronda da prova máxima revelou-se pródiga para os jogadores ingleses, nacionalidade de todos os que compõem o lote de semifinalistas. Anthony McGill, responsável pela queda do campeão em defesa, Ronnie O´Sullivan, não seguiu para as meias-finais e garantiu que não teremos neste Mundial qualquer estreante em finais do Crucible.

Contudo, podemos ter campeão inédito: Kyren Wilson, finalista de 2020, bateu Neil Robertson e inscreveu o seu nome nas meias-finais, ao lado de três ex-campeões do Mundo. O jovem inglês é o menos consagrado do lote, no que respeita a Campeonatos do Mundo, mas promete ir à luta e, quiçá, revelar-se o melhor dos Mosqueteiros.

De resto, e a par do duelo até à “negra” entre McGill e Bingham, a vitória de Wilson perante Robertson é mesmo o destaque dos quartos-de-final. Com esta vitória, Wilson iguala mesmo o registo do australiano – duas meias-finais e uma final de Mundiais; Robertson, no entanto, bateu Graeme Dott na final em que participou (2010).

O australiano, por sua vez, cai pelo terceiro ano consecutivo nos quartos-de-final e acaba por não dar respaldo ao favoritismo que as casas de apostas e o Bola na Rede (mea culpa) lhe atribuíam. No entanto, nenhuma das duas primeiras sessões fez antever o desnível da terceira e última. Neil começou na frente, com uma entrada de 100 pontos para um total de 125. Concedeu o 1-1, mas não se apoquentou: fez entradas de 56 e 105 para o 3-1. Viria a vencer a sessão por 5-3.

A segunda sessão pendeu para o lado inglês da contenda pelo mesmo resultado, mas nada que fizesse prever a sessão que se jogaria na manhã seguinte. De resto, apesar de Kyren vencer a segunda sessão, nela tivemos três entradas acima de 50 pontos do australiano (incluindo uma de 126). 8-8 ao cabo de duas sessões.

10h da manhã de 28 de abril. Terceira sessão. Kyren Wilson comparece, Neil Robertson… nem sinal dele. Pelo menos, do verdadeiro. Caso não houvesse público no Teatro dos Sonhos, o Crucible pareceria um edifício assombrado pelo espetro com o melhor penteado do mundo fantasmagórico.

Tudo começou a correr mal para Robertson quando o australiano, chamado a dar a tacada de abertura da sessão, decidiu abrir à Mark Williams (jogar a bola branca à tabela para que ela vá depois aninhar-se junto ao triângulo das 15 vermelhas, o que permite manter imaculada a bola preta, que por vezes fica “tapada” por vermelhas na abertura tradicional). Daí em diante, o homem do ponto mais a sul perdeu o norte.

Kyren aproveitou para fazer uma entrada de 133 (imagine-se, a sua única centenária do encontro) e partir para breaks de 59, 62 e 84 – além das entradas que lhe deram um total de 54 pontos no penúltimo frame –, arrebatando o embate para o seu lado, ante um Neil que, nesta última sessão, fez um total de… 42 pontos (zero, 23, zero, 19, zero).

Cai, assim, o favorito BnR, mas já temos nova previsão: vai ganhar um inglês! As meias-finais estão já aí, mas atentemos no que se passou nos quartos (de final, não tivemos acesso aos de hotel – talvez se fôssemos um correio matutino…).

Foto de Capa: World Snooker Tour

Sporting CP 3-2 KPRF: Vitória épica mantém sonho europeu vivo

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A CRÓNICA: DUAS PARTES TÃO DIFERENTES…

O Sporting CP entrou em competição nesta fase com o estatuto de único representante português, sabendo da eliminação do SL Benfica no dia anterior perante o Kairat Almaty. Pela frente tinham uma tarefa muito complicada, uma equipa com um orçamento infinitamente superior e muita qualidade sobretudo individual, pois coletivamente a equipa leonina apresentava-se como melhor teoricamente.

O KPRF (traduzido, significa Partido Comunista da Federação Russa) prometia dar muito trabalho ao emblema português, e foi isso mesmo que se traduziu, um jogo muito bem disputado e equilibrado, em que o Sporting mostrou que não viajou até Zadar, na Croácia, apenas para passar férias.

Os Leões carregam consigo o peso da responsabilidade de lutarem até ao fim pelo título europeu, conquistado de forma épica, em 2019, perante o Kairat Almaty no seu pavilhão. Constantes alternâncias na liderança do marcador, chegando ao intervalo com um resultado de 3-2 favorável ao nosso representante, golos de Diego Cavinato (2) e Vinicius Rocha para os leões e Niyasov e Asadov para os russos. A equipa verde e branca marcou o primeiro golo, depois a equipa moscovita virou o marcador e o Sporting voltou a virar, e aqui chamo a atenção para o golo que deu o empate a dois, na altura.

Cavinato, aqui na final de 2019, foi uma das grandes figuras do jogo de hoje, ao apontar dois golos.
Fonte: UEFA

Deu para perceber a importância que as pausas técnicas têm e o lado mais estratega do melhor treinador português e sem dúvida um dos melhores, senão mesmo o melhor, do Mundo. Ele preparou uma tática para o canto que se seguia e essa correu exatamente como o técnico previra, um toque brilhante de calcanhar do capitão João Matos, a servir na perfeição Cavinato, que fuzilou o guardião adversário à entrada da área.

A segunda parte nada teve a ver com a primeira, não houve qualquer golo, houve várias oportunidades para os dois lados, mas os guarda-redes estiveram muito bem e, por vezes, o desacerto dos atacantes impediu que as redes balançassem nesta derradeira metade.

A forma guerreira como os jogadores do Sporting se entregaram ao jogo e disputaram todos os lances foi incrível, e a forma magnífica como o 5×4 foi defendido sensivelmente nos últimos três minutos só dá, e peço desculpa se me estou a repetir, crédito e valor ao trabalho que Nuno Dias tem feito ao leme do Sporting nestes últimos anos.

Com o guarda-redes avançado, não houve uma ocasião de real perigo para a baliza defendida por Guitta. Individualmente, houve grandes exibições, nomeadamente Erick Mendonça, Guitta, João Matos, Cavinato, Rocha, etc mas o real destaque vai, sem sombra de dúvidas para o técnico dos leões, não só pela forma como conseguiu passar para a frente do marcador, mas sobretudo pela forma brilhante e incisiva como defendeu a sua vantagem, espreitando sempre um contra-ataque para ampliar a vantagem, sendo que algumas das melhores oportunidades foram do clube lisboeta, através de Erick num remate fortíssimo travado por Tsaider ou João Matos, que rematou ligeiramente ao lado, entre outras.

Depois de ultrapassado este grande obstáculo segue-se um reencontro com os espanhóis do Inter Movistar, já sem a sua estrela-maior Ricardinho, mas sempre um opositor muito forte, no próximo Sábado.

A FIGURA

Fonte: UEFA

Nuno Dias (Sporting CP) – Não poderia ser outro, na minha opinião. O coletivo esteve incrível, não havendo nenhum nome que estivesse acima da valia do Sporting enquanto equipa, e o treinador leonino orientou superiormente esta equipa, preparou bem os pontos táticos onde se podia superiorizar e conseguiu levar os seus comandados a uma vitória sofrida mas muito saborosa.

O FORA DE JOGO

Lin (KPRF) – O jogador espanhol, uma das estrelas da equipa russa, não conseguiu impor a sua qualidade individual no encontro a favor da equipa. Felizmente para o Sporting, esteve apagado o marcador de um dos golos na final épica do Euro 2018 entre Portugal e Espanha.

ANÁLISE TÁTICA SPORTING CP

A equipa leonina apresentou-se muito compacta, solidária e incisiva no ataque e na defesa. As táticas para desequilibrar o KPRF estavam bem definidas e trabalhadas e a forma como a equipa fechou espaços ao oponente na segunda parte e geriu a vantagem nos derradeiros 20 minutos foi estoica.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Guitta (8)

João Matos (7)

Vinícius Rocha (7)

Alex Merlim (7)

Cavinato (8)

SUPLENTES E PONTUAÇÕES

Tomás Paçó (7)

Zicky (7)

Erick (8)

Taynan (7)

Pany Varela (7)

Pauleta (7)

ANÁLISE TÁTICA KPRF

O conjunto russo depende mais do brilhantismo das suas individualidades, mas hoje elas não apareceram quando a equipa mais precisava. Como já referi anteriormente, mérito para o sporting na forma como anulou e não deixou sobressair esses mesmos pontos fortes do adversário.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Tsaider (7)

Bagirov (6)

Kruchinin (6)

Sokolov (6)

Burkov (6)

SUPLENTES E PONTUAÇÕES

Razorenov (6)

Raúl Gómez (7)

Lin (5)

Asadov (7)

Niyazov (7)

Fukin (6)

Paulinho (6)

Nando (5)

Foto de Capa: UEFA Futsal

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Manchester United FC 6-2 AS Roma: Massacre em Old Trafford

A CRÓNICA: SEGUNDO TEMPO “ENDIABRADO” CONSAGRA REVIRAVOLTA

O mítico estádio Old Trafford recebeu o embate entre Manchester United FC e AS Roma, referente à primeira mão das meias-finais da Liga Europa. O emblema inglês goleou a formação italiana, desempenhando uma segunda parte de luxo, com cinco golos marcados. Os “Red Devils” foram para o intervalo a perder por duas bolas a uma, mas consagraram uma reviravolta impressionante, tendo a eliminatória praticamente resolvida.

O técnico português Paulo Fonseca viu os seus planos de jogo condicionados, face às saídas por lesão de três atletas da equipa romana ainda na primeira parte. O médio centro Veretout contraiu um problema físico logo no início da partida, entrando Gonzalo Villar para o seu lugar. Mais tarde foram o guarda-redes Pau López e o lateral Spinazzola a saírem lesionados, para as entradas de Mirante e Peres, respetivamente.

Os “Red Devils” entraram muito bem na partida e, ao minuto nove, Bruno Fernandes inaugurou o marcador. Após um excelente trabalho de Pogba, fletindo da esquerda para o meio, o francês entregou a Cavani, para este servir o internacional português. Indo contra a superioridade inicial do Manchester United, foi assinalada uma grande penalidade a favor da equipa romana, após a bola embater no braço de Pogba. O capitão Lorenzo Pellegrini não desperdiçou da marca de penálti e empatou a partida ao minuto 15.

Novamente contra a corrente do encontro, pouco depois da meia hora de jogo, a AS Roma voltou a marcar em Manchester e colocou-se em vantagem. Mkhitaryan descobriu Pellegrini solto na grande área adversária e o médio italiano assistiu Džeko, que só teve de encostar.

Já a segunda parte, começou de forma eletrizante, com um golo de Cavani a empatar o encontro, ao minuto 48, após assistência de Bruno Fernandes. Os jogadores inverteram os papéis face ao primeiro golo da turma de Manchester, após um excelente exemplo de um contra-ataque eficaz.

Ao minuto 64 deu-se nova reviravolta no marcador: Cavani aproveitou uma defesa incompleta de Mirante a um remate de Wan-Bissaka, e colocou a bola no fundo das redes adversárias com facilidade. À passagem do minuto 71, Bruno Fernandes bisou na partida, concretizando uma grande penalidade, assinalada após falta sobre Cavani. Paul Pogba consagrou os números de goleada quatro minutos depois, de cabeça, após um grande cruzamento de Bruno Fernandes. O suplente Mason Greenwood estabeleceu o resultado final ao minuto 86, a passe de Cavani.

 

A FIGURA

Bruno Fernandes – O médio internacional português realizou uma exibição magnífica, estando envolvido em quase todos os golos da sua equipa. Apontou dois golos, realizou duas assistências, e construiu a jogada do terceiro golo dos “Red Devils”. Todas as jogadas da formação inglesa passavam pelos seus pés, sendo o cérebro do ataque dos “vermelhos” de Manchester.

Demonstrou na perfeição que não sabe apenas finalizar, como também assiste os seus colegas e cria a maioria das jogadas de perigo do Manchester United FC. Menção honrosa para Edison Cavani, que também marcou por duas ocasiões, e assistiu para dois golos.

 

O FORA DE JOGO

Setor defensivo da AS Roma – Seis golos sofridos na partida consumaram uma derrota humilhante para o emblema italiano. Depois de ir para o intervalo a vencer por duas bolas a uma, a defesa romana foi incapaz de lidar com a avalanche ofensiva da equipa da casa, sofrendo cinco golos no segundo tempo.

Uma série de erros defensivos e alguma instabilidade posicional condenaram a AS Roma, sofrendo uma derrota pesadíssima. Perante este desastre, será uma missão (quase) impossível para os italianos alcançar a final da Liga Europa.

 

ANÁLISE TÁTICA- MANCHESTER UNITED FC

Os pupilos de Ole Gunnar Solskjaer apresentaram-se num sistema tático de 4-2-3-1. Maguire e Lindelöf atuaram no centro da defesa, apoiados por Wan-Bissaka e Shaw nas alas. Os médios McTominay e Fred alinharam como “duplo pivot”, no miolo do terreno. Pobga desempenhou um papel fulcral nesta abordagem tática, alinhando a partir da ala esquerda, mas realizando movimentos importantes, com e sem bola, para o corredor central.

Rashford desempenhou a posição de extremo direito, e tal como Pogba, realizava bastantes movimentos interiores, mas com uma maior vertente ofensiva. O ponta de lança foi o experiente avançado uruguaio Cavani, apoiado por Bruno Fernandes nas suas costas. O Manchester United FC, na maioria das ocasiões, esperava pacientemente pela subida do seu adversário no terreno de jogo, para tentar lançar contra-ataques venenosos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

David de Gea (5)

Aaron Wan-Bissaka (6)

Victor Lindelöf (6)

Harry Maguire (6)

Luke Shaw (7)

Scott McTominay (6)

Fred (7)

Paul Pogba (7)

Bruno Fernandes (9)

Marcus Rashford (6)

Edison Cavani (9)

 SUBS UTILIZADOS

Mason Greenwood (7)

Nemanja Matić (-)

Juan Mata (-)

 

ANÁLISE TÁTICA- AS ROMA

A formação comandada por Paulo Fonseca apresentou-se num esquema tático de 3-4-3, como já é habitual. Cristante baixou no terreno de jogo, atuando no centro da defesa, função que tem vindo a desempenhar no decorrer da presente temporada. O central Smalling, que já representou o Manchester United FC, e Ibañez completavam a linha de três defesas.

Os laterais Karsdorp, na direita, e Spinazzola, substituído posteriormente por Bruno Peres, na lateral esquerda, faziam todo o corredor, sendo peças fundamentais neste desenho tático, quer a atacar, quer a defender. Os médios Diawara e Villar, que cedo entrou para o lugar do lesionado Veretout, formaram a dupla a meio-campo. Na frente de ataque, Pellegrini e Mkhitaryan apoiaram Džeko, a principal referência ofensiva do emblema romano.

Pode definir-se como uma reinvenção do “catenaccio”, sistema tradicional italiano, ao qual Paulo Fonseca introduziu uma maior dinâmica e trocas posicionais. A pressão intensa era exercida logo no começo da construção de jogo dos “Red Devils”, condicionando a saída do adversário com posse de bola controlada.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pau López (5)

Chris Smalling (5)

Bryan Cristante (5)

Roger Ibañez (4)

Rick Karsdorp (4)

Amadou Diawara (5)

Jordan Veretout (-)

Leonardo Spinazzola (5)

Lorenzo Pellegrini (6)

Henrikh Mkhitaryan (6)

Edin Džeko (6)

 SUBS UTILIZADOS

Gonzalo Villar (4)

Antonio Mirante (4)

Bruno Peres (5)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

ATP 250 Estoril Open 2021 #2 | Marin Cilic derrota exibição fantástica de Nuno Borges

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Nesta fase do torneio, os principais cabeças-de-série iriam entrar pela primeira vez em court no Estoril Open deste ano.

A ronda começou na quarta-feira com o Kevin Anderson a derrotar Roberto Carballes Baena, que beneficiou da desistência de Kei Nishikori, um dos nomes mais fortes do torneio, para entrar no Quadro Principal (QP) como Lucky Loser. Sendo Carballes Baena um especialista de terra batida, e tendo em conta o nível apresentado por Kevin Anderson na última ronda, este encontro antevia-se equilibrado. Ainda assim, e mesmo com umas condições mais lentas, Kevin Anderson acabou por conseguir ultrapassar o seu adversário em dois sets. O sul-africano esteve sólido no serviço e esse foi um ponto chave para vencer o encontro. Kevin Anderson apenas deixou fugir um dos seus jogos de serviço, num momento em que servia para fechar o encontro e onde, por isso, os nervos se apoderaram um bocadinho dele, mas, depois disso, acabou por fechar o encontro no tie-break.

O segundo encontro da ronda envolveu um português, Nuno Borges, e um vencedor de um Grand Slam, Marin Cilic. Nuno Borges, no dia seguinte a disputar, e vencer, o seu primeiro encontro de sempre em quadros ATP, tinha aqui um teste de fogo ao seu bom momento de forma.

O tenista da Maia entrou visivelmente nervoso e deixou a liderança do set cair para o lado de Cilic que, a ganhar por 5-2, teve à sua disposição quatro set points. Nuno Borges conseguiu eliminá-los todos, o que o acabou por galvanizar. A partir deste momento, o Nuno virou o jogo a seu favor e acabou por vencer o primeiro set no tie-break.

Os outros dois sets acabaram por ter uma história semelhante, dois breaks tardios em cada uma das partidas acabaram por definir o encontro. O jogo foi sempre equilibrado e pareceu sempre ao alcance de qualquer um dos tenistas, mas a maior experiência de Marin Cilic acabou por ser determinante para o croata levar de vencido um encontro no qual, certamente, não esperaria enfrentar tantas dificuldades. Por parte de Nuno Borges, fica por aqui a melhor semana da carreira do jovem jogador da Maia que de certeza que retirou ótimas sensações e pontos muito importantes desta semana.

O terceiro encontro do dia foi o mais desequilibrado, Davidovich Fokina esteve praticamente perfeito nos dois principais capítulos do ténis, o serviço e a resposta, e “limpou” o encontro frente a Chardy em menos uma hora, com os parciais de 6-1 6-2. Davidovich Fokina garante, assim, o lugar nos quartos-de-final e fica a uma partida de igualar o registo de 2019 aqui no Estoril Open, onde foi semifinalista.

No último embate da jornada de quarta-feira, e em contraste com o encontro anterior, decorreu uma partida, entre Ugo Humbert e Marco Cecchinato, muito equilibrada e com vencedor incerto até próximo do final. Sendo um jogador muito ofensivo e explosivo, Ugo Humbert tem como preferência as superfícies mais rápidas onde consegue criar mais mossa no adversário, ao passo que o seu adversário tem características que assentam melhor em terra batida, por isso, e apesar de que a diferença no ranking pudesse apontar para o contrário, Cecchinato partia como ligeiro favorito para vencer o encontro.

A história do encontro pode ser dividida em dois capítulos, os dois primeiros sets e o terceiro. Nos primeiros dois sets, a partida foi decorrendo ao ritmo do serviço sem que o jogador que estava a responder pudesse ameaçar muito cada jogo de serviço e, no final de cada um dos parciais, acabou por cair um break que definiu o set, no primeiro foi para Humbert e no segundo para Cecchinato. Nestes primeiros sets, para além das oportunidades concretizadas de break, existiram apenas mais dois break points.

No terceiro set, os erros, também fruto do cansaço, começaram a aumentar e as oportunidades a surgir, se nos dois primeiros sets existiram apenas quatro break points, apenas no terceiro existiram nove oportunidades de break, das quais três foram aproveitadas. Neste último parcial, venceu o jogador que foi mais eficaz e que cometeu menos erros do que o adversário, e esse jogadro foi Ugo Humbert, que garante a vaga para os quartos-de-final pela segunda vez esta época.

5 jogos para jogar à Dragão | FC Porto

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Após um empate frente ao Moreirense FC, as contas para o título ficaram ainda mais complicadas para os dragões. A falta de eficácia que os azuis e brancos têm apresentado nos últimos jogos tem sido fatal para a equipa: nos últimos três jogos os dragões faturaram apenas um golo em cada um deles, algo que é anómalo para uma equipa como o FC Porto.

Com o título cada vez mais longe, hoje vamos analisar os últimos cinco adversários do FC Porto nesta época, jogos difíceis em que a equipa tem de cumprir o seu papel: vencer.

SL Benfica | O epílogo sem final feliz

A temporada desportiva encaminha-se para o seu fim e, no reino da águia, há pouco por jogar e ainda menos por conquistar. Sobejam cinco partidas de Primeira Liga e a final da Taça de Portugal no calendário do SL Benfica.

O cada vez mais difícil de alcançar segundo lugar e a prova rainha são os únicos objetivos passíveis de serem “conquistados” (se o segundo lugar for uma conquista para alguém) pelo mais – e pior – apetrechado SL Benfica da história.

Não obstante, a reta final da época 20/21 ainda pode acrescentar um troféu ao espólio do Museu Cosme Damião e pode – e deve – servir de base e preparação para a temporada vindoura. As duas “conquistas” suprarreferidas seriam vitais para tal, uma vez que possibilitariam a entrada direta na Liga dos Campeões e a presença na Supertaça 2021, o que teria um forte impacto nas movimentações de mercado e permitiria começar a época a gladiar por um título.

Contudo, há cinco partidas e quatro pontos que separam os encarnados do primeiro objetivo e um embate frente ao SC Braga de Carvalhal que os separam da segunda ambição. No que respeita à corrida pelo segundo posto da Primeira Liga, o caminho que resta trilhar está longe de estar desimpedido.

O primeiro obstáculo é a visita a Tondela, já esta sexta-feira (30 de abril). Os tondelenses estão em ótima forma e, num claro desafio às expetativas, encontram-se no nono posto da tabela, a meros três pontos do Vitória SC, que ocupa o sexto – lugar de acesso à 2.ª pré-eliminatória da Conference League.


Os homens de Pako Ayestarán defrontam mesmo as “águias” na melhor fase da época beirã – três jogos sem perder (vitórias em Moreira de Cónegos e na receção ao CD Nacional e empate em Vila Nova de Famalicão). Além da força coletiva demonstrada, os beirões contam com a qualidade individual de Mario González. O jovem avançado espanhol, emprestado pelo Villareal FC, é o terceiro melhor marcador da Liga, com 13 golos.

Os obstáculos seguintes são as receções a FC Porto e Sporting CP, entremeadas pela tradicionalmente difícil visita à Choupana. As dificuldades que o clássico e o grande dérbi encerram são já sobejamente conhecidas e são exacerbadas esta temporada pelas posições dos três clubes na tabela classificativa e pelos confrontos diretos entre eles.

O SL Benfica defronta, assim, nas duas últimas partidas em casa em 20/21, dois clubes que o superam na tabela e aos quais ainda não venceu esta temporada. As “águias” foram derrotadas em Alvalade (1-0), empataram no Dragão (1-1) e ainda perderam a Supertaça para os azuis e brancos (2-0). Como tal, bater dragões e leões, ainda que em casa, não será tarefa fácil.

Pelo meio, há uma deslocação transatlântica para defrontar o (para já) lanterna vermelha, CD Nacional. Não obstante a delicada posição dos madeirenses (no momento da escrita), a turma de Manuel Machado conseguiu já a primeira vitória sob orientação do vimaranense (1-0, precisamente na receção aos vimaranenses). Além do mais, as visitas à Choupana nunca foram, nem serão, fáceis, independentemente do contexto.

O SL Benfica ainda tem de se deslocar à Choupana
O CD Nacional é atualmente o último classificado da Primeira Liga
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Todavia, importa referir que as visitas a CD Tondela e CD Nacional representam deslocações aos terrenos das defesas mais batidas da Primeira Liga, ex aequo (47 golos concedidos). Teoricamente mais difícil é a visita a Guimarães. O Vitória SC tem realizado uma época de altos e baixos, conhecendo em Bino o seu terceiro timoneiro da temporada.

Ainda assim, a solidez e consolidação do clube têm-lhe permitido manter-se num lugar europeu, ainda que, calculo, não estivesse nas previsões dos vitorianos verem-se abaixo do Paços de Ferreira FC na tabela. Contudo, é de realçar a parca qualidade demonstrada pelos vimaranenses no corrente ano civil, espelhada pelos resultados: em 2021 – e, de novo, no momento da escrita -, o Vitória SC tem 50% de derrotas (nove derrotas em 18 jogos, todos para a Primeira Liga).

Às nove derrotas acrescem quatro empates; ou seja, os de Guimarães apenas venceram cinco das 18 partidas disputadas este ano civil. No entanto, convém que as águias não se agarrem a este tipo de estatística e percebam que os embates no D. Afonso Henriques são, inevitável e invariavelmente, de enorme grau de dificuldade.

Os pupilos de Jorge Jesus encerram a época (pelo clube) com a final da prova rainha, em Coimbra. O adversário, para não fugir à regra, encerra perigos conhecidos e reconhecidos. Os Guerreiros do Minho têm apresentado vislumbres de grande futebol e estão, à entrada para as últimas cinco jornadas da Liga, a cinco pontos das “águias” e com a Liga Europa quase assegurada.

SL Benfica encerra a época frente ao SC Braga, na final da Taça de Portugal
O SL Benfica encerra a época frente ao SC Braga, na final da Taça de Portugal
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

No confronto direto, vantagem para os bracarenses. Os minhotos venceram por 3-2 na Luz, para a Primeira Liga, e venceram 2-1 em Leiria, na meia-final da Taça da Liga. Mais recentemente, foram derrotados por 2-0 em casa, pelos comandados de JJ. No somatório, duas vitórias e uma derrota para o SC Braga, com cinco golos marcados e cinco concedidos.

Tudo somado, a reta final da época encarnada contém seis jogos, sendo quatro deles frente a equipas do top 6 da Primeira Liga. Não será fácil, mas o SL Benfica tem obrigação de se impor em cada jogo e levar de vencido cada adversário, minimizando os danos de uma época atroz. O mais difícil é mesmo acreditar que o vai fazer.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão