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Estoril Open 2021 #4 | Finalistas inéditos no torneio

Está a ser um Estoril Open recheado de surpresas e estamos mais perto da reta final. Já são conhecidos os dois finalistas: Alberto Ramos Vinales e Cameron Norrie (foto de capa). Ninguém estava à espera que chegassem tão longe no torneio – Ramos era o sétimo cabeça-de-série e Norrie nem estava no top 8. Antes da grande final que vão disputar hoje, no Dia da Mãe, vamos recordar os trajetos e respetivos jogos nas meias-finais deste Estoril Open.

CAMERON NORRIE: À PROCURA DO PRIMEIRO TÍTULO ATP

É um jogador que está na terra batida. Antes de disputar o maior torneio de ténis realizado em Portugal, Norrie chegou aos quartos-de-finais do ATP de Barcelona e foi eliminado por um senhor do ténis e deste court: Rafael Nadal.

Não é a primeira vez que Norrie disputa o ATP de Estoril. Em 2018, Norrie chegou aos oitavos-de-final, foi eliminado por Roberto Carballes Baena.

Na primeira ronda da edição do Estoril Open deste ano, o tenista britânico derrotou o melhor tenista português de todos os tempos, João Sousa. Tal já foi dito no primeiro artigo, foi um jogo em que o português não estava no seu melhor nível e encontrou um britânico muito forte.

Na segunda ronda, Norrie defrontou e derrotou Pedro Martinez, num encontro que durou quase 3 horas (2h59m). Foi um dos jogos mais longos da prova e demonstrou a resistência de Norrie.

Nos quartos-de-finais, Norrie encontrou o segundo cabeça-de-série deste Estoril Open e um dos melhores jogadores em terra batida: Christian Garin. Para muitos, Garin ia chegar à final da prova. Porém, Norrie demonstrou que, apesar de ter tido um jogo muito complicado, ainda tinha forças para levar a melhor contra o chileno.

Wham, Bam and Thank You Cam 💥@cam_norrie defeats Chile’s Cristian Garin 3-6 7-5 6-3 to make his 2nd semi-final of 2021!#EstorilOpen pic.twitter.com/1ppDfRhJRY

— Tennis TV (@TennisTV) April 30, 2021

Nas meias-finais, Norrie defrontou um dos jogadores mais experientes do ténis e um antigo campeão de Grand Slam, Marin Cilic. Depois de um 2020 muito aquém das expectativas, Cilic tem tido exibições agradáveis em 2021 – meias-finais no ATP de Singapura e oitavos-de-final no ATP de Miami.

Neste encontro, esperava-se um encontro muito equilibrado e foi o que aconteceu. No primeiro set, os dois tenistas sofreram break: Norrie no seu primeiro jogo de serviço e Cilic no seu terceiro. A partir daí, não houve mais nenhuma quebra e foi decidido no tie-break. Norrie, novamente, foi o primeiro a perder o serviço, mas foi o que mais sorriu no final do set.

O segundo set foi, tal como o primeiro, bastante equilibrado. Tanto Cilic como Norrie tiveram várias oportunidades para quebrar o serviço, mas o adversário conseguia resistir. Porém, no último jogo de serviço antes do tie break, Cilic não aguentou e perdeu tanto o set como o jogo.

O croata fez uma prova incrível neste Estoril Open, a demonstrar que ainda não perdeu a sua magia, e fez 16 ases neste jogo! Agora, Norrie vai jogar a sua segunda final de ATP – perdeu a primeira, na edição de 2019 do ATP de Auckland. O britânico é um dos jogadores com mais vitórias em 2021 (18), apenas atrás de Tsitsipas, Rublev e em igualdade com Sinner.

 

Through to his second career ATP final ✌️@cam_norrie‘s 2021 campaign gets even better as he defeats Cilic 7-6(5) 7-5 to book his place into the #EstorilOpen final! pic.twitter.com/YOVTq0N6ao

— Tennis TV (@TennisTV) May 1, 2021

ALBERTO RAMOS-VINALRES: O ESPANHOL ESTÁ EM GRANDE FORMA

Alberto Ramos está numa grande forma: registra 15 vitórias em terra batida em 2021. O espanhol de 33 anos está a ter um ano incrível e foi recompensado com a sua décima final da carreira e a segunda neste ano – perdeu o ATP de Córdoba, frente a Carreno Busta. Ramos é um jogador que se adapta muito bem na terra batida.

Tal como Cameron Norrie, Ramos não está a ter a sua primeira participação no Estoril Open. A primeira vez foi em 2013 – a competição era denominada como Oeiras Open – e Alberton Ramos foi eliminado por Stan Wawrinka, nos oitavos-de-final. A segunda participação do espanhol ocorreu em 2015 e foi eliminado por Nick Kyrgios, nos 16-avos de finais.

Na primeira ronda, Ramos defrontou Fernando Verdasco, um dos jogadores mais experientes do ténis, com 37 anos. Num duelo 100% espanhol, Ramos não teve muita dificuldade e derrotou o compatriota com apenas 1 hora e 11 minutos de jogo.

Na segunda ronda, o espanhol derrotou Pierre Herbert, um tenista que só tinha vitórias frente ao espanhol, mas eles nunca se tinham defrontado em terra batida. O primeiro set durou menos de 30 minutos, mas o segundo foi muito equilibrado e foi apenas decidido no tie break, com o espanhol a sorrir no final do encontro.

Nos quartos-de-final deste Estoril Open, Ramos voltou a defrontar um francês, desta vez foi o Corentin Moutet. O francês já estava a fazer uma grande prova: eliminou Marcos Giron e o primeiro cabeça-de-série da prova, Dennis Shapovalov. Apesar disso, Ramos não teve medo e derrotou o Moutet em menos de 2 horas.

4th semi-final of 2021 👏@albertramos88 defeats Moutet 6-4 6-3 to continue his fine form this season and move into the last 4#EstorilOpen pic.twitter.com/GiuGq1BgIY

— Tennis TV (@TennisTV) April 30, 2021

Nas meias-finais deste Estoril Open, Ramos voltou a ter um encontro 100% espanhol na prova, defrontou Alejandro Davidovich Fokina. O jovem tenista espanhol tinha chegado às meias-finais da edição do Estoril Open de 2019 e queria chegar à final este ano. Era o terceiro jogo entre os dois tenistas espanhóis na prova, ambos tinham uma vitória. A maioria das pessoas pensavam que o jovem espanhol ia chegar à final, mas não foi isso que aconteceu.

No primeiro set, Davidovich quebrou o serviço de Ramos logo no início, mas acabou por ser a única vez em que o jovem tenista conquistou um jogo nesse set. Albert Ramos quebrou todos os serviços de Fokina. No segundo set, Ramos voltou a ser o primeiro a ser quebrado, mas, tal como aconteceu no primeiro set, Davidovich Fokina não aguentou a pressão e foi quebrado nos seus dois últimos jogos de serviço. Um encontro que prometia muito mais, mas acabou por terminar em menos de 1 hora e 20 minutos de jogo.

🔟 career ATP finals for @albertramos88!

The more experienced Spaniard prevails 6-1 6-4 vs Davidovich Fokina and will face Norrie tomorrow for the Estoril title 🏆🇵🇹#EstorilOpen pic.twitter.com/v4zt9eK5aT

— Tennis TV (@TennisTV) May 1, 2021

 

 

SL Benfica | 5 possíveis dispensas no final da época

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O investimento de quase 100 milhões de euros por parte do SL Benfica para a presente época fez com que os adeptos benfiquistas sonhassem com bons resultados e muitas conquistas. O treinador, Jorge Jesus, prometeu “dar o litro” e jogar o triplo, mas os resultados obtidos pela equipa têm ficado aquém do esperado. É preciso pensar nas opções que tem à sua disposição e avaliá-las para chegar à conclusão de quem é fundamental e de quem é que pode ser dispensado.

Tendo em conta as últimas apostas do treinador e a exibição dos jogadores, decidi eleger cinco jogadores que considero dispensáveis para a próxima época.

Só um Leão de raça pode vencer o “velho sistema” | Sporting CP

Estrelinha? Enquanto os rivais, em particular o FC Porto, resumirem o sucesso do Sporting CP àquela palavra, nunca irão compreender e muito menos superar o esforço, dedicação e devoção empregues pelos Leões em cada partida disputada.

O jogo frente ao SC Braga a contar para a 29ª jornada do campeonato foi adjectivado por todos como decisivo para as contas finais do título. Afinal, o Sporting CP visitava o adversário que tem sido considerado, em tom de provocação aos líderes do campeonato, como o que melhor “pratica futebol”. Era mais que óbvio que, no entender do velho sistema, o Sporting CP tinha de perder a invencibilidade na cidade dos Arcebispos. Aliás, o presidente do FC Porto já tinha dado o mote, uns dias antes, quando afirmou que o clube nortenho seria campeão “se tudo corresse normalmente”. Falava-se mesmo que o Sporting CP iria ter uma “pedreira” no sapato.

Os astros começaram logo a alinhar-se com a nomeação de um árbitro do Porto, Artur Soares Dias, para dirigir o encontro. E tudo parecia encaminhado para a possível derrota dos Leões quando, aos 18 minutos, Gonçalo Inácio é expulso por duplo amarelo. Uma expulsão vergonhosa tendo em consideração que, momentos antes, o árbitro não dispôs do mesmo critério para expulsar o jogador SC Braga pela entrada assassina sobre João Palhinha.

Já na segunda parte, Coates é derrubado por Raul Silva na grande área minhota e Soares Dias diz que “não há nada”. De facto o (des)critério deste Sr. Árbitro, que todos gostam e dizem que é muito valorizado nos jogos europeus, foi bastante claro: para o Sporting CP, cinco cartões em nove faltas e, para o SC Braga, quatro cartões em 22 faltas. Ainda pouco satisfeito, Artur Soares Dias ainda mostrou o cartão amarelo a Adán, que viu o 5º (algo inédito para um guarda-redes dos “três grandes”), e a membros da equipa e do staff técnico do Sporting CP que se encontravam no banco de suplentes.

O que é certo é que Rúben Amorim fez ecoar no Municipal de Braga um verdadeiro recital defensivo que anulou por completo a ofensiva minhoto, com um verdadeiro protagonismo de Coates e Adan. Os bracarenses foram incapazes de definir na grande área muito devido ao bloco baixo dos Leões. Após os 60 minutos de jogo e com o marcador a zeros, o jovem técnico foi audaz na forma como mexeu no xadrez leonino apostando nas entradas de Tiago Tomás, Matheus Reis e Matheus Nunes, libertando Nuno Mendes para aparecer no ataque.

Em Braga, Gonçalo Inácio teve uma má entrada na partida e foi expulso em 18 minutos
Fonte: Bola na Rede / Carlos Silva

A grande oportunidade surgiu pela ala direita e Matheus Nunes, assistido por Pedro Porro, atirou para dentro da baliza adversário deixando estatelada a defesa bracarense. O SC Braga acusou animicamente o tento leonino e foi incapaz de reagir, deixando bem a descoberto o “mito” que se criou à volta do seu treinador e da sua equipa.

Já aqui tinha dito que o crer e a união deste grupo de trabalho conseguem superar todas as adversidades. E este jogo foi prova viva disso. Também disse que no que depender das “instâncias” que governam o futebol português, o Sporting CP não será campeão e, por isso, está condenado a jogar com um handicap em relação aos rivais, com o seu jovem treinador a ser perseguido.

Lembro-me aquando da visita ao FC Famalicão, após o golo anulado a Coates no último momento do jogo, que ouvi muitos especialistas do futebol asseverarem que o Sporting CP perdia por não ter influência nas instituições que gerem o futebol e as arbitragens. Chamem-me o que quiserem, mas eu não troco vitórias sofridas com “sangue e suor” como a de Braga, por jogos facilitados ou por penáltis encomendados.

Logo no dia seguinte, assistimos em Moreira de Cónegos a uma situação paradoxal. Insultos a árbitros, agressões a um jornalista, etc. Vimos um sujeito que é treinador de futebol completamente descontrolado e frustrado com o resultado. O mesmo que há umas semanas queixava-se que o país não apoiava o FC Porto nas competições internacionais (como se se tratasse de uma obrigação). Todavia, quando o resultado não lhe interessa, atira-se a tudo e todos para branquear as más prestações da sua equipa, como se houvesse uma obrigação dos árbitros e adversários em terem que deixar o FC Porto a ganhar, seja a que custo for.

Para culminar somos ainda brindados com uma “entrevista” de Pinto da Costa, que nem sequer vou adjectivar.

Há mais de 40 anos que vale tudo para aqueles lados. Mas como o escândalo foi tal (até na imprensa internacional teve repercussão), o órgão de disciplina da FPF teve que passar uma “multinha” e acabou por aplicar-lhe uma suspensão de 21 dias. Apenas mais seis dias que Rúben Amorim!

Tudo isto me leva a crer, na minha modesta opinião, só um Leão de Raça dentro das quatro linhas pode vencer este velho sistema que domina o futebol português. Mais do que nunca, o Sporting CP tem de ser campeão!

O que mudou, dragões? | FC Porto

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Na última segunda-feira, o FC Porto deu um “murro no estômago” nas suas aspirações ao bicampeonato, após ter deixado 2 pontos em Moreira de Cónegos. Desta forma, o Sporting CP aumentou a sua vantagem para os 6 pontos, algo confirmado depois das respetivas vitórias na presente jornada, deixando a turma de Alvalade mais perto da conquista da liga portuguesa.

Abstraindo este artigo de toda a confusão que se passou no pós-jogo, que é totalmente reprovável, e das questões de arbitragem, a exibição dos dragões foi insuficiente e é algo que já tem vindo a ser recorrente neste tipo de jogos. Ou seja, pode-se dizer que o árbitro errou ali e acolá, mas a verdade é que o FC Porto não fez uma partida em que se possa afirmar que o resultado é injusto, porque a produtividade ofensiva dos azuis e brancos pouco perigo conseguiu criar. Não estamos a falar aqui do domínio do desafio, da posse de bola, do número de remates, mas sim na efetividade de oportunidades de golo, da aproximação à baliza contrária.

Sérgio Conceição já vai no 4.º ano seguido no comando técnico do FC Porto e o seu sistema tático pouco ou nada variou, nos seus princípios de jogo. A maior mudança tem sido na matéria-prima à sua disposição e aí é que tem sido o grande fator de diferenciação da qualidade de jogo dos dragões de ano para ano, que tem vindo a piorar. Não está aqui em causa, a raça, o querer, o acreditar, porque é evidente que os jogadores dignam a camisola que vestem, a respeito desse capítulo. Porém, comparando, essencialmente, com o primeiro ano de Sérgio Conceição, a temporada de 2017/2018, as exibições do FC Porto tem decaído a olhos vistos e a assertividade e a firmeza das suas performances não são tão evidentes, como mostram os resultados.

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

As culpas podem recair todas sobre o técnico bicampeão, mas quem o fizer não está a ser justo, porque a composição de um plantel não é só da sua competência, é também da estrutura de futebol. Muitos adeptos utilizam o argumento de que os jogadores são a sua imagem, o que não é totalmente mentira, mas também não é totalmente verdade. Veja-se um exemplo, os laterais do FC Porto, na 1.º época sob a sua liderança, eram Ricardo Pereira e Alex Telles. Agora, são Manafá e Zaidu. Um dos pilares da tática dos dragões é movimentar os seus extremos para zonas interiores e assim libertar a ala, para que os seus laterais possam explorar a profundidade e tirar cruzamentos, algo que a primeira dupla era muito forte. No caso da segunda dupla, podem ter características físicas muito admiráveis, mas a técnica dos cruzamentos não são os seus fortes, pelo que retira muito da eficácia do jogo do FC Porto.

Outro fator diferenciador é no leque de avançados. Tiquinho Soares podia não ser um avançado de excelência, mas algo em que era especialista era no jogo aéreo, que vai um pouco de encontro com o ponto anterior, sendo que essa sua característica aumentava as possibilidades de o FC Porto concretizar oportunidades de golo, tanto em jogo corrido, como em bolas paradas. Atualmente, analisando mais a dupla atacante, nem Taremi nem Marega possuem competência nesse momento, pelo que é outro aspeto técnico que os portistas já não tiram tantos frutos e que antes era uma das principais ameaças da formação da invicta.

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Tudo isto são conclusões que se puderam constatar da última partida, mas não só. Deste modo, após observar-se que muita coisa continua igual ao início, não se pode descurar que a qualidade do plantel tem vindo a descair e isso tem-se refletido, tanto nas exibições, como nos resultados.

Sporting CP 2-0 CD Nacional: Jovane serve de desbloqueio

A CRÓNICA: SPORTING X NACIONAL, UM JOGO DE EXTREMOS

Esta podia ser a derradeira luta por objetivos. Embora completamente antagónico (e daí o título desta crónica), tanto Sporting CP como CD Nacional subiam a relvado determinados a arrecadar pontos neste duelo. A vontade de vencer por vezes supera a teoria de um plantel mais forte e este campeonato já nos provou isso por diversas vezes. Restava que rolasse a bola para ver se hoje era um desses dias.

O Nacional entrou mais atrevido do que aquilo que inicialmente se poderia pensar (sim, daí o início desta crónica). A grande oportunidade até surge para os madeirenses. Aos cinco minutos, Camacho decide ameaçar a fortaleza leonina, mas valeu ao Sporting um desvio. Ficava então o primeiro aviso do conjunto de Manuel Machado.

A dinâmica ofensiva entre Rúben Micael (mais eficaz sem bola do que com ela) e Riascos parecia estar a surpreender os leões e, mais do que isso, estava até a causar bastantes dificuldades defensivas aos de verde e branco.

Ao longo do tempo, o conjunto de Rúben Amorim começou a crescer na partida. O Sporting teve grandes oportunidades, mas António Filipe mostrava-se inspirado esta noite. Não faltaram, por isso, remates nesta primeira parte. Foram muitas as ameaças e até se festejou golo do Sporting, mas foi invalidado por fora-de-jogo.

Por sua vez, o Nacional ia apresentando uma postura bastante pragmática, com os seus jogadores a não pouparem nas faltas (algumas cirúrgicas, outras nem tanto). Depois da entrada muito forte do conjunto de Manuel Machado, o Sporting conseguiu impor o seu jogo, nem sempre eficaz, é verdade, mas voltou aos balneários a justificar a superioridade no marcador.

A segunda parte começou nos mesmos moldes da primeira. O Nacional voltou a entrar bem, com um bloco defensivo mais coeso. Os madeirenses estavam a conseguir anular uma das mais-valias deste Sporting, o jogo pelos corredores. Restava o Sporting continuar a apostar na construção no centro do terreno e, apesar de estar pressionante e a impor a posse, não estava, por outro lado, a conseguir materializá-la em muitas oportunidades na frente de ataque.

Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Aos 67′, Alhassan é expulso por segundo amarelo. Reduzido a dez unidades, o Nacional acabou por abdicar do pendor ofensivo. O Sporting começa a carga, vendo-se ainda empatado e agora a jogar em superioridade numérica. Aos 70′, António Filipe nega uma grande oportunidade de Paulinho que surge depois de passe exímio de Pote. Os leões estavam a pressionar muito e essa pressão acabou por surtir efeito. Jovane entra bem do banco e faz a assistência pelo lado esquerdo para o primeiro da noite em Alvalade marcado por Feddal.

Mas aquilo que parecia difícil até aqui, acabou por se tornar fácil depois da entrada de Jovane. Depois do período regulamentar, Jovane é derrubado na área por Rui Correia. Assinalado penálti a favor dos leões convertido pelo próprio. Jovane saltou do banco e acabou por ser decisivo nesta vitória verde e branca. Jogo a jogo, ataque cardíaco a ataque cardíaco, este Sporting está cada vez mais próximo do título.

 

A FIGURA
Sporting
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Jovane – Como já o disse, saiu do banco para ser decisivo nesta vitória leonina. Sofre a falta que dá a expulsão, faz uma assistência e um golo de pénalti. Pénalti esse que o próprio sofre em mais uma das suas investidas na área madeirense. O Sporting estava a precisar de irreverência na frente de ataque e, aliás, até como já o fez algumas vezes, Jovane disse “presente” e ajuda assim a equipa na conquista de mais três pontos.

O FORA-DE-JOGO

Manuel Machado – Tendo em conta as caraterísticas defensivas de Alhassan, e ainda o rumo que o jogo tomava, o Sporting naturalmente iria pressionar alto até chegar ao golo da vitória. Alhassan já tinha, depois do primeiro amarelo, algumas faltas assinaladas e, dendo em conta a experiência, o técnico poderia e deveria ter acautelado esta questão e substituído o jogador antes da expulsão.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O onze de Rúben Amorim conta com três mudanças. Maximiano entra para o lugar de Adán. Neto substitui Gonçalo Inácio e Daniel Bragança “faz a vez” de João Mário.

O Sporting apostou essencialmente no jogo entre linhas. Uma das razões para isto foi o bom trabalho de Camacho que acompanhou muito bem Nuno Mendes e Witi, do lado oposto, a não permitir que Porro criasse desequilíbrios. Uma estratégia inteligente, mas não inovadora, tendo em conta a “dependência” do pendor ofensivo destes dois atletas no estilo de jogo leonino.

O Nacional tentou pressionar ainda na primeira fase de construção. O Sporting, ultrapassando esse primeiro bloco, acabava por conseguir ter mais espaço. O adiantamento de muitas unidades do Nacional permitia por vezes mais espaço nas costas para o Sporting conseguir aproveitar, nomeadamente no espaço entre os defesas e os médios. Após a expulsão e entrada de Jovane, os leões começaram a ter mais caudal ofensivo.

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Maximiano (6)

Feddal (8)

Coates (7)

Nuno Mendes (5)

João Palhinha (6)

Nuno Santos (6)

Luís Neto (6)

Paulinho (6)

Pedro Porro (5)

Pedro Gonçalves (7)

Daniel Bragança (6)

SUBS UTILIZADOS

Jovane Cabral (8)

Plata (-)

Matheus Nunes (-)

Matheus Reis (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Manuel Machado é obrigado também a trazer uma novidade, visto que Pedro Mendes está emprestado pelo Sporting. Brayan Riascos salta então para o onze inicial da equipa madeirense.

Manuel Machado acabou por surpreender a armada leonina com a dinâmica ofensiva. As deslocações de Camacho, que partia da direita e depois aparecia livre no lado oposto, enquanto simultaneamente Rúben Micael cobria o lado direito e Riascos o corredor central, estavam a surpreender o setor mais recuado do Sporting.

Embora este Nacional contasse com uma linha defensiva de cinco, quando se via sem posse, formava um 5-2-1-2 com Rúben Micael a pressionar muito os homens mais recuados do Sporting. De facto a estratégia no setor mais avançado estava a resultar, mas a defesa do Nacional não estava a conseguir corresponder. Foram vários os erros a nível posicional que expuseram por várias vezes as fragilidades desta equipa madeirense. Depois da expulsão, o Nacional abdicou das projeções ofensivas.

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

António Filipe (8)

Pedrão (5)

Azouni (5)

Alhassan (4)

Camacho (6)

Rúben Micael (5)

Witi (6)

Ruben Freitas (5)

Rui Correia (4)

Júlio César (5)

Brayan Riascos (5)

SUBS UTILIZADOS

Eber Bessa (6)

Nuno Borges (5)

Bryan Rochez (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: O Sporting hoje não conseguiu jogar tanto pelos corredores laterais como gosta de o fazer. Pergunto-lhe quais foram as principais dificuldades que sentiu face a isto e tendo em conta que a alternativa foi apostar no jogo entre linhas?

Rúben Amorim: Depende de onde os adversários pressionam. Nós tivemos muitas bolas entre linhas. Tivemos muitas vezes o Pote e o Nuno nessas zonas. Demos alguma largura pelo lado esquerdo porque o Pote vai para o meio e o Porro fica um pouco sozinho. Depois o Plata entrou e levou a bola para a frente. Nós tentamos tudo. Não vendo o jogo, não sei se atacamos mais pelos corredores ou não do que nos outros jogos. Tenho de ver ainda. Acho que fizemos um jogo bastante completo. Falhámos na finalização, podíamos ter feito golos logo na primeira parte, que podia abrir o jogo. O que interessa é fazer golos, ter oportunidades, não sofrer. Mais uma vez, não sofremos golos. É uma vitória inteiramente justa e agora é seguir para o próximo jogo.

CD Nacional: Rúben Micael sai ao intervalo e até fez parte da dinâmica ofensiva que surpreendeu o Sporting nos minutos iniciais, que cobriu o lado direito quando o Camacho partia dessa zona para o lado oposto, com Riascos no corredor central. O que é que estava a faltar para aquilo que idealizou e que levou à substituição?

Manuel Machado: Do ponto de vista global resultou muito bem. Não quero estar a repetir-me mas até aos 65 minutos, aquilo que procurámos era manter o resultado a zero e tentarmos um contra-ataque. Isso funcionou perfeitamente. Relativamente à alteração, ela tem vindo a ser feita de forma recorrente. O Rúben entrou para a posição 10 e, como viu, não alterámos o esquema tático. E quando troquei o Rúben pelo Bessa, ele entrou exatamente para a mesma posição. Só alteramos o modelo quando ficámos com menos um jogador. Aquilo que aconteceu não tem que ver com a alteração tática. O Bessa até entrou muito bem. Teve que ver com a gestão de esforço que este jogos múltiplos nos obrigam a fazer. O Rúben é mais experiente, o Bessa mais dinâmico. Temos utilizado este tipo de critério já em jogos anteriores com algum sucesso. Neste passaria pelo mesmo e eu iria voltar a dizer.

Tribuna VIP: Sporting CP: O Clube mais trabalhador

Dia 1 de Maio. O Dia Mundial do Trabalhador. Jogo do Sporting CP contra o Clube Nacional da Madeira. É um jogo, numa data histórica, entre a equipa que mais tem trabalhado esta época e a equipa que mais tem de trabalhar para sair do último lugar.

Desde as 17h30 que a envolvente do Estádio José Alvalade se vestiu de verde e branco. Centenas de adeptos quiseram marcar presença e apoiar a sua equipa.

Quando tanto mal se diz dos adeptos, eis que são eles que abrilhantam, mais uma vez, o ambiente e que apoiam a equipa. Como disse Feddal, nas redes sociais, a recepção dos adeptos, após o jogo de Braga, foi “muito linda”, e hoje, de certeza, considera-a fenomenal.

Apito inicial e vimos um Sporting CP que queria mandar no jogo. O Nacional queria, com uma marcação cerrada homem a homem, contrariar o ascendente leonino e tentar explorar os possíveis erros dos jogadores do Sporting.

Um jogo que começava com um remate perigoso de Camacho com Maximiano, de regresso à baliza, a demonstrar que estava atento.

E quase de seguida, ao minuto seis, uma jogada de envolvimento do ataque leonino, com Nuno Santos a centrar e Paulinho a ser pontapeado, na perna, pelo defesa Júlio César. Penálti que ficou por assinalar.

Do resto da primeira parte os destaques são para as 18 faltas do Nacional contra as quatro do Sporting. Os 70% de posse de bola dos Leões. E os dois lances de Paulinho, o golo anulado, ao minuto 35, por fora de jogo de Pote, e a bola ao poste, ao minuto 47, num remate, colocado e potente, à entrada da grande área.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ao intervalo Manuel Machado queria dar mais força ao ataque do Nacional e trocou Rúben Micael por Éder Bessa.

E a troca deu logo resultado ao minuto 46. Éder Bessa aproveitou uma falha de Coates mas, isolado em frente a Maximiano, não conseguiu marcar. Fica a nota para a excelente acção de Max.

Um jogo com nota dominante do Sporting mas algo desinspirado, até que, ao minuto 62, Rúben Amorim tomou uma decisão corajosa. Rúben quer o Sporting campeão e mostrou bem isso. A saída de um médio defensivo para a entrada de mais um extremo. Palhinha cedia lugar a Jovane e o meio campo ficava a cargo de Daniel Bragança e Pote. Daniel Bragança fez grande parte da sua formação na posição seis e, por isso, podia ocupar o lugar de Palhinha, libertando Pote para acções mais ofensivas.

Agora com dois extremos, Nuno Santos e Jovane, o ponta-de-lança Paulinho e um médio atacante Pote, o Sporting começava a forçar o Nacional a recuar no terreno e as oportunidades iam-se sucedendo.

Nuno Santos, Jovane e Porro foram tentando, até que, ao minuto 67, Alhasan repete o cartão amarelo, que já tinha visto ao minuto 23, na 1.ª parte. Ao minuto 70 Paulinho não consegue marcar e começa o espectáculo Jovane. É caso para dizer que o Sporting estava sob o “batuque” de Jovane Cabral.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ao minuto 79 Jovane quase enganava o guardião do Nacional, mas a bola saiu ao lado. Ao minuto 83 Jovane recebeu a bola, de Nuno Santos, assistindo Feddal para o primeiro golo dos Leões. Ao minuto 91 Jovane sofreu falta, para penálti, e converteu o mesmo no 2 a 0.

Está quase! Mas não foi só o futebol que trabalhou.

O futsal voltou a brilhar na Croácia e venceu por 5-2 ao Inter Movistar. Depois de perder as finais de 2011, 2017 e 2018, esta final pode dar o segundo título de campeão Europeu, após vitória em 2019. Segunda-feira o embate é com o Barcelona e todos desejamos a vitória leonina.

O basquetebol do Sporting bateu o Vitória de Guimarães e vai jogar com o Benfica as meias-finais do play-off do Campeonato Nacional.

O hóquei em patins venceu por 3-2 em Valongo e vai, também, disputar as meias-finais do play-off do Campeonato Nacional. Os jogos serão com o Óquei de Barcelos.

O futebol feminino venceu o Condeixa por 2-0 e mantém a liderança no Campeonato Nacional.

Texto da autoria de Bruno de Carvalho,
antigo Presidente do Sporting Clube de Portugal

Antevisão GP Portugal: Um Pastel de Nata para Bottas!

A ANTEVISÃO: PORTIMÃO PARECE TERRITÓRIO DA MERCEDES

O Autódromo Internacional do Algarve está de regresso ao calendário da Fórmula 1 para a terceira corrida do ano e novo GP Portugal. Nesta edição, o equilíbrio do início da temporada parecia manter-se, até chegar a qualificação.

Após nos treinos livres a liderança das três sessões ser dividida entre Valtteri Bottas (Mercedes), Lewis Hamilton (Mercedes) e Max Verstappen (Red Bull), a qualificação mostrou a equipa de Brackley mais forte na entrada para domingo.

No entanto, na qualificação, o finlandês fez Hamilton ter de esperar mais uma corrida antes de atingir a pole position número 100, qualificando-se em primeiro, apenas 0,007 segundos à frente do britânico. Os Mercedes parecem estar a lidar muito melhor com os pneus médios, com os quais começarão a corrida. Isto poderá fazer toda a diferença face ao que foi demonstrado pelos RedBull nos mesmos “sapatos”.

Com aparentes problemas de motor e dificuldade em lidar com o vento intenso que se fez sentir na última sessão de qualificação, Max Verstappen não foi capaz de na Q3 ir para além de um terceiro lugar, começando lado a lado com o seu colega de equipa, Sergio Perez.

Desta feita não existe a separação estratégica das últimas corridas, no entanto, ambas poderão tentar “sacrificar” um dos pilotos em prol do resultado, caso o ritmo em corrida seja equilibrado. Este tipo de decisões em corrida poderão fazer toda a diferença perante o equilíbrio que se tem feito sentir, contudo, a Mercedes parece estar um passo à frente.

Os Ferrari parecem ser os “melhores dos restantes” neste fim-de-semana, desta feita com Carlos Sainz a mostrar que já aprendeu bem o que o monolugar pode oferecer, com uma excelente qualificação em quinto lugar. Ao espanhol segue-se a equipa que deu o maior salto comparativamente às corridas anteriores, a Alpine, com Esteban Ocon a mostrar um excelente ritmo em particular nas sessões de sábado, e a qualificar-se em sexto, muito acima de Fernando Alonso, que ficou pelo 13º lugar.

Outro dos homens que foi capaz de superar o colega de equipa de forma contundente foi Lando Norris. O jovem da Mclaren não mostrou o ritmo alucinante de Imola, no entanto, qualificou-se na sétima posição, enquanto Ricciardo mostrou dificuldades durante quase todo o fim-de-semana, ficando pela Q1, e começando em 16º. O carro de Ricciardo é bastante mais forte do que os outros ao redor dele no fundo da tabela, por isso será de esperar que em ritmo de corrida seja capaz de se aproximar novamente dos pontos, tão importantes na batalha do pelotão.

Após Norris começa Charles LeClerc, que parecia o homem da Ferrari mais rápido, mas não conseguiu fazer melhor que Sainz. No entanto, o começo em oitavo lugar, dá à Ferrari o favoritismo até agora pertencente à Mclaren, no que toca a liderar o pelotão. O obrigatório AlphaTauri dentro do top 10 pertence a Pierre Gasly, que a começar em nono pode tentar quebrar o enguiço das últimas corridas. O francês tem um excelente ritmo de corrida, e o potencial de atrapalhar as equipas à sua volta.

O top 10 é fechado por alguém que não chegava à Q3 desde Silverstone 2020, falo claro de Sebastian Vettel (Aston Martin). O alemão, tetracampeão, finalmente se mostrou confortável no monolugar verde. Pode este ser o começo do reaparecimento de Vettel como um dos mais fortes pilotos da grelha.

Fora dos homens da Q3, há algumas surpresas, para além das já mencionadas. George Russell conseguiu a sua melhor qualificação de sempre pela Williams, com um 11º lugar, que por pouquíssimo não lhe deixou ir à Q3. O britânico mais uma vez a retirar tudo o que aquele monolugar tem para dar, e quem sabe, no caso de um pouco de caos mais à frente, conseguir os primeiros pontos pela lendária equipa britânica. Há também a destacar a saída de Lance Stroll na Q1, o canadiano não foi capaz de ter uma volta limpa, mesmo quando o colega de equipa mostrou que o carro conseguia.

O asfalto de Portimão ainda não se está a comportar da forma mais confortável para os pilotos, continuando a ser bastante escorregadio, com Lewis Hamilton a comparar até às condições de 2020. Se tal acontecer, há uma forte probabilidade de os homens que saem de macios, como Sainz, criarem problemas nas primeiras voltas. A partir desse ponto, os Médios deverão ser o melhor pneu de corrida, e se o que esta sessão demonstrou se traduzir, os Mercedes aparentam estar mais confortáveis numa volta.

A batalha do pelotão será interessante também, em particular devido á intromissão da Alpine na batalha entre a Mclaren e a Ferrari. Contudo, o favoritismo deverá recair sobre os italianos, em particular por terem os dois carros mais próximos um do outro, já nas posições pontuáveis.

Foto de Capa: Mercedes AMG

Os 5 jogadores em maior destaque na Segunda Liga

A Segunda Liga está a entrar numa fase decisiva. Apesar de estar praticamente consumada a subida de divisão do GD Estoril Praia, há ainda cinco outros emblemas a lutar também pelo acesso à Primeira Liga. Chega então uma boa altura para analisar os cinco atletas que se têm apresentado a melhor nível nesta edição da prova.

Inter Movistar FS 2-5 Sporting CP: Mais uma exibição de gala

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A CRÓNICA: EFICÁCIA OFENSIVA VALE TRIUNFO

Pela frente, o Sporting CP tinha o gigante Inter Movistar FS. Os espanhóis contam com um currículo inigualável em termos europeus, “somente” cinco vezes campeão desta competição, já não contando com a grande figura do emblema madrileno nos últimos anos, o português Ricardinho, mas na mesma com um plantel e qualidade temíveis.

O cenário da gloriosa época 2018/19 repetia-se, com o Inter mas meias-finais e com a possibilidade de voltar a encontrar o Kairat Almaty na final. Sendo que, o clube representante do Cazaquistão apenas joga a partir das 19 horas na outra semi-final, contra o FC Barcelona.

A última vez que existiu os dois confrontos iguais… acabou com a vitória do Sporting CP, em 2019.

A primeira parte foi disputada a um ritmo alucinante, em 20 minutos onde ambas as equipas atingiram o limite de cinco faltas, algo que os Leões atingiram sensivelmente a dez minutos do intervalo, algo que não trouxe efeitos práticos, dado que nenhum atingiu a sexta falta, que iria oferecer um livre de dez metros sem barreira ao rival. Tirando esse aparte, a metade inicial trouxe três golos, um primeiro do goleador leonino nesta fase final, Cavinato, autor do terceiro golo na conta pessoal, contando também com a ajuda do guarda-redes espanhol Herrero, num lance onde o guardião podia claramente ter feito melhor.

O Inter empatou num lance de bola parada, boa finalização de Borja após uma desatenção da defesa verde e branca. Poucos segundos volvidos, Guitta arriscou num remate do meio campo, contando com a ajuda preciosa do jogador Interista Borja, desviando o esférico em direção à baliza.

Mérito para o guardião brasileiro pela forma como arriscou e petiscou, sendo vital no papel ofensivo ao criar um 5×4 momentâneo, que tantos desequilíbrios criou ao adversário e foi brilhante entre os postes. Como se costuma dizer “quem tem Guit(t)a tudo pode”. A parte final iniciou da mesma forma que a primeira, ritmo altíssimo e intensidade máxima, contando o Sporting com um golo a abrir, com Taynan a dobrar a vantagem no encontro.

Esse era um conforto ilusório no marcador, pois dois golos não é nada no futsal, mas sempre dá para gerir melhor e mais tranquilamente. Alguns minutos mais tarde, novamente através de uma bola parada, neste caso um pontapé de canto, a bola desviou em Tomás Paçó e voltou a devolver a vantagem mínima no marcador, algo que felizmente não durou muito tempo.

Pany Varela, numa jogada individual magnífica, fuzilou Jesus Herrero e devolveu a vantagem de dois tentos ao emblema nacional. O clube Interista apostou no guarda redes avançado, papel que coube ao brasileiro Pito, pivot que tem uma qualidade indiscutível mas é um jogador conflituoso, sempre envolvido em confusões e com atitudes infelizes, “pegado” com os jogadores leoninos mas algo que pode ser justificado com o calor do jogo e da competição.

O modo como foi defendida a vantagem com guarda-redes avançado do Inter foi soberba, aproveitando um erro do adversário para ampliar nos segundos finais, golo de Erick Mendonça a trazer o 5-2 final. Mais uma vez, o Sporting está apurado para a final, esperando pelo encontro de mais logo para conhecer o seu rival no encontro decisivo, agendado para segunda-feira às 19 horas. Mais uma exibição de gala e uma final europeia para os leões, a sua quinta e o regresso após a ausência em 2020.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede)

Guitta – Que exibição monumental do guardião brasileiro. Para além da segurança e eficácia entre os postes, foi decisivo ao avançar no terreno oportunamente para criar superioridade nos ataques da equipa e além disso ainda apontou um golo após um remate de longa distância, contando com o desvio em Borja, decisivo para o golo que na altura valeu o 2-1 ao Sporting.

O FORA DE JOGO

Golos sofridos de bolas paradas – A prestação leonina até agora tem sido incrível, mas é preciso ter um pouco mais de cautela na forma como se defende as bolas paradas. Todos os quatro golos concedidos vieram de bolas paradas e esse pormenor pode fazer a diferença numa final. É o único aspeto a apontar aos comandados de Nuno Dias, tudo o resto tem sido perfeito.

 

ANÁLISE TÁTICA – INTER MOVISTAR FS

A tática não foi a errada para este jogo, mas os erros individuais e a falta de eficácia, a meias com a inspiração de Guitta impediram um resultado mais positivo e o objetivo de chegar à final. Mesmo na quadra os jogadores sentiram essa frustração, com Pito a ser o expoente máximo.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jesús Herrero (5)

Cecilio (6)

Boyis (6)

Saldise (6)

Eric (6)

SUBS UTILIZADOS

Trípodi (6)

Pola (C) (6)

Raya (6)

Iacovino (6)

Borja (6)

Fernando (6)

Pito (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Mais um jogo taticamente exímio do Sporting, marcou quando tinha que marcar e defendeu muito bem a sua vantagem. No entanto quem olhar apenas para o marcador final pode pensar que foi um jogo fácil para os leões. Não foi de todo o caso, mas foi um triunfo muito merecido e mais uma final na próxima segunda.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Guitta (9)

João Matos (C) (8)

Taynan (8)

Alex Merlim (8)

Cavinato (8)

SUBS UTILIZADOS

Tomás Paçó (8)

Zicky (8)

Erick (9)

Pany Varela (9)

Pauleta (8)

Foto de Capa: UEFA

Antevisão GP Espanha: Alguém vai conseguir parar Quartararo?

A ANTEVISÃO: YAMAHA VOLTA A ESTAR NA FRENTE, MAS DUCATI ESPREITA ALGO EM JEREZ

O circuito de Jerez, em Espanha, não abria desta vez o campeonato, mas era o terceiro na temporada a receber o mundial de MotoGP. Fabio Quartararo tinha dominado em 2020, mas esperava-se mais alguma competição nesta temporada. Sem esquecer que foi nesta pista que Marc Marquez perdeu a época transata devido a uma queda.

Na sexta-feira, as KTM de fábrica estiveram muito bem – algo estranho de se ver ultimamente, exceto no GP de Portugal. Brad Binder foi primeiro no FP1 e Miguel Oliveira ficou em sétimo lugar nas duas sessões de treinos livres desse dia. Apesar do domínio laranja na primeira sessão, Francesco Bagnaia (Ducati) foi dominador no FP2 seguido por Fabio Quartararo (Yamaha) e Aleix Espargaró (Aprilia Esponsorama).

A manhã de sábado em Jerez não trouxe boas notícias às KTM de fábrica que tinham estado tão bem na sexta. Brad Binder e Miguel Oliveira viram os seus tempos combinados levarem-nos para a Q1, juntamente com outros pilotos com pretensões a estar na Q2 (Marc Marquez e Franco Morbidelli, por exemplo). Takaaki Nakagami (LCR Honda) foi surpresa ao liderar o FP3, mas continuava Quartararo logo a seguir e depois Stefan Bradl.

Ainda de registar duas quedas aparatosas, que felizmente não ofereceram qualquer mazela aos pilotos. Na curva 7, Marc Marquez (Repsol Honda) teve uma queda muito grave. Por precaução, o espanhol foi avaliado no hospital e considerado “apto” para competir naquilo que resta deste Grande Prémio. Binder também não teve uma queda muito bonita durante a manhã.

A quarta sessão de treinos livres mostrava um domínio por parte da Yamaha de fábrica com Fabio Quartararo a ficar na liderança, mas a vir logo de seguida o colega de equipa Maverick Viñales. Alex Rins (Suzuki) a ficar com o último lugar do pódio no FP4. Contudo, nova queda para um dos piloto da Repsol Honda e desta vez para Pol Espargaró. O número 44 teve uma queda muito semelhante à de Marquez e na mesma curva. Dia horrível para a equipa que viria a ter mais uma prestação complicada na Q1, depois de ficarem fora dos dois primeiros lugares.

Já se sabia que íamos ter uma primeira qualificação muito intensa e depois de muitos terem passado pelos dois lugares da frente. Quem ficou com os bilhetes para a Q2 foram Franco Morbidelli (Petronas Yamaha STR) e Brad Binder.

Miguel Oliveira e por muito pouco não ficou à frente do colega de equipa, mas a sua volta acabou por ser anulada por ter ultrapassado os limites da pista. Acredito que uma saída de lugares mais atrás pode ser um estimulo tanto para a corrida do piloto português como para o resto da temporada.

Entrávamos na zona decisiva para saber quem ficaria com a pole position e não houve assim grandes novidades. Jack Miller (Ducati) começou a aproveitar muito bem a linha que o colega de equipa, Francesco Bagnaia, ia trançando à sua frente e conseguiu ficar na terceira posição de forma muito inteligente. Subindo no top três foi o segundo lugar para Franco Morbidelli, que esteve incrível nestas duas sessões de qualificação, e Fabio Quartararo ficou com o primeiro lugar.

Em suma, poucas surpresas naquilo que foi esta qualificação, mas acredito que neste GP de Espanha as duas Ducati vão fazer muita pressão às duas Yamaha que vão partir na primeira linha do grid. Fabio Quartararo vai ter aqui, muito provavelmente, o grande teste da temporada, pois, no GP de Portugal não teve a pressão de início ao fim, apenas a de Alex Rins. Vai ser um Grande Prémio muito interessante de se acompanhar.