De calções curtos, um físico que deixa a desejar, sapatilhas coloridas e um estilo de jogo peculiar. Em poucas palavras e pequenas frases, podia descrever Tyrese Haliburton, mas os quase dois meses que tem na NBA já obrigam a um escrutínio mais profundo ao rookie dos Sacramento Kings.
Escolhido na 12.ª posição do Draft de 2020, o ex-jogador da Universidade de Iowa State surpreendeu por ter caído tanto nessa noite. Durante todo o processo de treinos antes do seu nome ser chamado por Adam Silver, algumas equipas mais acima na tabela de escolhas pareciam estar atentas ao atleta.
Segundo o próprio, os Golden State Warriors (2.ª escolha, que acabou por ser James Wiseman) e os Chicago Bulls (4.ª escolha, com Patrick Williams a acabar na Windy City), entre outros, estabeleceram contactos e assumiram o interesse em Haliburton. No entanto, na hora da verdade, os minutos passavam e nenhum chapéu assentava na cabeça do jogador.
Alguns franchises não olharam ao talento de Tyrese, ou simplesmente achavam que não tinha uma margem de progressão como outros jogadores da classe de 2020. Em algumas análises de scouts, falava-se bastante do lançamento tosco do jogador mas, até ao momento, tem sido bastante eficaz (44,4% de três pontos e 49,5% de lançamentos de campo).
Os Sacramento Kings, apesar disso, não tiveram dúvidas e, segundo Adrian Wojnarowski, da ESPN, a equipa “não acreditava que podia ter Tyrese Haliburton na escolha número 12”. A confiança que o franchise tem no rookie é notória. Quando a estrela da companhia, De’Aaron Fox, descansa, o número 0 assume muitas vezes o lugar de maestro do ataque da equipa californiana.
O primeiro impacto na NBA não podia ter sido melhor. Como suplente e a jogar cerca de 28 minutos por jogo, Tyrese Haliburton venceu o prémio de Rookie do mês da Conferência Oeste, referente a dezembro e janeiro. Com médias de 11 pontos, três ressaltos, cinco assistências e um roubo de bola por jogo, o base dos Kings levou a melhor a James Wiseman, rookie dos Golden State Warriors.
O maior “rival” na luta pelo prémio final de novato do ano é, claramente, LaMelo Ball. Depois de se assumir titular e uma das grandes estrelas da equipa dos Hornets, parece-me que só um grande problema (que, claro, ninguém quer que aconteça) pode tirar o troféu das mãos do base da equipa de Charlotte.
Apesar de algumas dúvidas, a transição do College para a NBA correu muito bem. A encantar e a ser eficaz, acredito que os Sacramento Kings não estão nada arrependidos com escolha. Os números não são vistosos, os pontos por jogo ficam aquém dos melhores jogadores, mas Tyrese pode marcar uma era na liga.
Confesso que quando vejo jogar Haliburton, vejo o basquetebol no estado mais puro. Inteligência, poucos holofotes apontados, mas uma imensa vontade de trabalhar e ser cada vez melhor. Apesar de ter nascido em 2000, já no Século XXI, transmite no seu jogo algumas características dos anos 80/90.
Com apenas 20 anos (completa os 21 este fevereiro), assume-se como um jogador maduro e com qualidades acima da média para a tenra idade. A habilidade de jogar bem, quer na defesa, quer no ataque, dão valências para dominar durante os anos em que estiver na NBA. Na minha opinião, vai ser muitas vezes All-Star durante a carreira.
Na nova geração de ciclistas a aparecer em Portugal, Daniel Dias é um dos homens que tem enchido o olho aos apreciadores da modalidade. Tanto que os bons resultados e exibições na primeira época como Sub23 ao serviço da Sicasal levaram-no a rumar ao estrangeiro para 2021, assinando pela UC Monaco.
Já nos juniores o ciclista de Gaia mostrava talento, era presença assídua na seleção nacional e o líder da barcelense Seissa, equipa habituada a lançar jovens de qualidade para o pelotão nacional. Assim, não surpreendeu que acabasse na principal equipa Sub23 do país, a Sicasal – Miticar – Torres Vedras.
Como líder da Taça de Portugal de juniores Fonte: Bola na Rede
O que já não se estava tanto à espera era que, logo no primeiro ano, se assumisse como uma das principais figuras do conjunto da terra de Joaquim Agostinho, mas foi exatamente isso que aconteceu. Ainda que a pandemia tenha encurtado a temporada, Daniel Dias não teve escassez de oportunidades para se dar a conhecer com os principais sucessos a surgirem com o triunfo em Sub23 na Prova de Reabertura e a prata nos Nacionais de crono em Sub23.
O esforço individual é mesmo a sua principal arma e já mostra ter andamento para se intrometer entre os Elites nesta especialidade. Num país em que a modalidade foi descurada durante bastante tempo, uma nova geração de homens com talento no crono está a mudar essa tradição e Dias, em conjunto com Fábio Fernandes, que se junta este ano à Efapel, são os mais recentes a ter em conta.
Mas, não se fica por aqui o arsenal de Dias. Como seria de esperar para um croner, tem grande capacidade a rolar no plano, mas também as colinas não são grande obstáculo e passa-as sem dificuldade, conjunto de características que lhe permite ser alguém a ter muito em conta em provas de um dia, bem como em algumas competições por etapas. Para voltas mais duras, só o tempo dirá como evoluirá na alta montanha e, com isso, que papel poderá desempenhar nessas corridas.
Um ciclista polivalente com grande motor, Daniel Dias tem futuro na modalidade e até onde pode chegar dependerá também muito das escolhas que fizer. Se no seu horizonte estiver um regresso “a casa”, tudo tem para, em poucos anos, se afirmar como um dos mais fortes do pelotão nacional e ser nome habitual nos primeiros postos durante toda a época.
Se, por outro lado, o seu desejo for explorar a cena internacional, vejo nele potencial para ser um valioso gregário no World Tour. Fazendo uma comparação, escolheria Dries Devenyns, o fiável faz-tudo da Deceuninck – QuickStep, como um atleta de características semelhantes.
(Já) longe vão as épocas através das quais maçava a parafernália de seguidores da página, – aludindo ao Sporting CP – espetro que se rege pelo espírito nómada num extremo e pela assiduidade aborrecida no outro. Provavelmente, perdi a pouca aptidão que achava ter. Talvez nunca a reunisse no espólio das minhas capacidades. Porém, encarem isto como um “teste de fogo” e um último esforço em prol do meu bem-estar.
O mundo opera mudanças ao ritmo da circulação do oxigénio. Escrever sobre o Sporting CP era uma função inserida no compartimento da normalidade e desempenhada com uma palavra – pelo menos para mim – indizível. O masoquismo salutar tornou-se uma constante: para o exterior, o dedilhar de gracejos e o relato dos problemas de sempre; no interior, uma mágoa curada com álcool (ao invés de se estudarem variações de PIB’s, experimentem analisar quais os adeptos que mais gostam de fazer “conchinha” com o elixir dos deuses).
Para que se possua uma noção clara da fugacidade da mudança, Luís Filipe Vieira tremelicava num braço de ferro – ou material menos dúctil – por Edinson Cavani aquando dos últimos textos que redigi para uma das divisões do Bola na Rede.
Fevereiro de 2021, primeiro lugar do campeonato. Ora: metade da equipa nasce depois da entrada de Portugal no Euro, o atual treinador foi colega de equipa – no Belenenses – do técnico imediatamente transato (Jorge Silas), o presidente nos tempos livres foi também médico (militar) combatente no Afeganistão, Jérémy Mathieu não consta no onze inicial e Hugo Viana ainda ostenta os sapatos no chão encerado da Academia do Sporting CP.
O ar respirável é pandémico, a atualidade desportiva é endémica. De repente, a mensagem é sui generis e não adulterada do presidente ao roupeiro, o balneário rema e embala sob a tutela do mesmo vento, os jogadores não atiram a toalha ao chão, correm mais do que os adversários e submetem-nos à sua enorme vontade de vencer, a afeição e a interdependência entre jogador e treinador são transparecidas numa simples flash interview e o adepto “aproxima-se” e “aconchega-se” dos protagonistas da quadra através de iniciativas como o ADN de Leão e INSIDE SPORTING CP.
Sebastián Coates selou ontem a 15º vitória leonina em 18 jogos, mas o balneário continua a não adentrar por estados de euforia Fonte: Bola na Rede
Não me levem a mal, – nem me leguem alcunhas ao desbarato – mas eu sou do tempo do Keizerball e da conquista da Taça da Liga com Petrovic e André Pinto em campo, da bazófia de Jorge Jesus quando venceu três vezes consecutivas o eterno rival, do plantel integrar laterais esquerdos da linhagem de Evaldo, Paíto e Joãozinho e de José de Pina e outros ilustres serem porta-vozes (em diferentes estações) e estarem sob a tutela da Direção anterior. Ainda acordo de noite – sobressaltado, evidentemente – com Vercauteren, com a meia-final da Liga Europa perdida para o Atlethic Club de Bilbao e com o golo faltoso do Luisão, na Luz, no fatídico ano de 2005.
Sob a autoridade da minha mira, parece óbvia a obstinação pela persistência da acalmia e pela digestão dos factos históricos.
Para alguns – incluindo adeptos – a estrada percorrida entre uma gestão financeiro-desportiva ruinosa e um ministrar de um clube perfeitamente estável redunda em míseros metros. Contudo, qualquer comum que perceba o ABC do futebol enxerga o facto de o êxito encarcerar uma maratona de morosa logística: do marketing à estratégia comunicacional interna e externa, da psicologia de balneário às movimentações no mercado de transferências, da fusão entre a solidificação tática e o talento inapto, da ausência do vaticinar de uma época à estrelinha de campeão (temas em voga) …
O sportinguista não interiorizou nunca o lema “go with the flow” e, devido a essa razão, não sabe comportar-se perante a presença do chavão futebolístico mais famoso: “pensar jogo a jogo”. Com ou sem estrutura, com ou sem equipa, está prescrito vencer. Ninguém é tão exigente com a realização de omeletes quando escasseiam ovos no frigorífico…
Ah! Da minha largada de redação, pode depreender um dos motivos para o sucesso do Sporting CP. Para mim, a premissa do argumento é falaciosa: seria uma mudança demasiado fugaz para surtir efeito instantâneo…
Taça de Portugal, 1º mão da Meia Final: quarta-feira, 20h15, 10 de fevereiro de 2021 ANTEVISÃO: JOGO DIFÍCIL COM BAIXAS E CANSAÇO EVIDENTE
O mês de fevereiro tem sido difícil para o FC Porto não só a nível de resultados negativos, como também a nível de desgaste físico. Para além de Corona, que se encontra suspenso por conta de uma expulsão no jogo passado contra o SC Braga, Otávio e Zaidu estão em dúvida para o jogo desta quarta-feira a contar para a primeira mão da meia final da Taça de Portugal.
Antevê-se um jogo complicado para ambas as equipas, que acusam um enorme cansaço por via de estarem a jogar, desde o início do mês, de três em três dias. Com a ausência de jogadores cruciais, e com o psicológico abalado devido à reviravolta sofrida no jogo passado, os Dragões defrontam (novamente) um SC Braga com “novos ares”, por efeito da saída de Paulinho e pela entrada de novos reforços como Lucas Piazón, Borja e Šporar.
10 DADOS RÁPIDOS
Nos últimos 5 jogos, o SC Braga conta com quatro vitórias e um empate, este precisamente contra o FC Porto.
Os portistas, nos últimos 5 jogos, contam com três vitórias e dois empates.
O FC Porto joga esta eliminatória com o SC Braga depois de eliminar oGil Vicente em Barcelos por 2-0, com golos de Corona e Taremi.
O vencedor da eliminatória de duas mãos entre FC Porto e SC Braga defronta, na final da competição, o vencedor da eliminatória entre SL Benfica e GD Estoril Praia.
O FC Porto leva 18 jogos sem perder na Taça de Portugal, sendo a última derrota contra o Sporting a 18 de abril de 2018, no desempate por grandes penalidades.
O SC Braga deixou o Trofense, o Olímpico Montijo, o Torreense e o Santa Clara pelo caminho, até chegar a esta meia final da Taça de Portugal.
O SC Braga tem o melhor ataque da competição, a par do GD Estoril Praia, com 18 golos marcados.
O FC Porto apresenta um registo de 3 golos sofridos na competição, à medida que o SC Braga sofreu apenas 2 golos.
O FC Porto conta com 17 Taças de Portugal no seu palmarés, ao passo que o SC Braga possui apenas 2 Taças de Portugal.
A última vitória do SC Braga na Taça de Portugal contra o FC Porto foi na época de 2015/2016, após o desempate por grandes penalidades, resultado este que deu o título da competição ao SC Braga.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Galeno – o extremo brasileiro é dos jogadores mais perigosos do SC Braga, especialmente em jogos grandes. Enquanto que contra equipas mais fechadas, seria mais relevante destacar, porventura, Ricardo Horta, num encontro contra o FC Porto, onde o espaço nas costas dos defesas vai existir, Galeno assume uma importância ainda maior para os Guerreiros. O ex-Dragão tem velocidade para dar e vender, e uma capacidade nos duelos 1×1 inigualável dentro do plantel bracarense. Já não tem o seu alvo preferencial para o último passe – Paulinho –, mas tanto Ricardo Horta como Abel Ruiz já mostraram que têm um faro apurado para o golo.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Taremi (FC Porto) – o iraniano tornou-se numa peça absolutamente indispensável para Sérgio Conceição. Demorou umas semanas para ganhar a titularidade, mas desde que entrou no onze inicial, mostrou que tem qualidade para de lá não sair. Um avançado muito completo, consegue atacar a profundidade com bons timings de desmarcação, da mesma forma que também baixa muito bem no terreno para ligar o meio-campo ao ataque. Com Marega ao lado, o seu papel recairá mais no segundo aspeto que referi. Para além da sua movimentação exímia, tem uma capacidade finalizadora dentro da área que não se via no FC Porto há vários anos.
XI’S PROVÁVEIS
SC Braga: Matheus, Ricardo Esgaio, Tormena, David Carmo, Borja, Al Musrati, Fransérgio, Lucas Piazón, Ricardo Horta, Galeno e Abel Ruiz
Treinador: Carlos Carvalhal “O foco é tentar conseguir um bom resultado e manter a eliminatória em aberto. Nada vai ficar decidido neste jogo, seja qual o resultado”
FC Porto: Diogo Costa, Manafá, Pepe, Diogo Leite, Malang Sarr, Sérgio Oliveira, Matheus Uribe, Fábio Vieira, Luis Díaz, Taremi e Marega
A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE EXÍMIA DO GIL VICENTE FC NÃO CHEGOU PARA ARRECADAR PONTOS
O Gil Vicente voltou a casa e teve o Sporting CP como convidado para mais um encontro da Liga Portuguesa. O Estádio Cidade de Barcelos recebeu mais uma partida sendo esta relacionada com a 18ª jornada do campeonato português.
Os leões entraram em jogo com a motivação de poder aumentar a sua vantagem pontual para o segundo lugar, ocupado, até então, pelo FC Porto. No que concerne aos gilistas, a vontade era de prolongar e criar uma série de vitórias (vindo de uma série negativa, o Gil Vicente venceu o Boavista no último encontro que disputaram). Com um Sporting CP que privilegia o jogar em posse e um Gil Vicente que possui uma defesa bastante compacta e que aposta nas transições ofensivas rápidas e juntando a chuva que se fazia sentir em Barcelos (alterando o estado do relvado), previa-se um jogo bastante exigente em termos físicos.
O Sporting CP pareceu algo descaracterizado e passivo em campo, ao contrário do técnico Rúben Amorim, que não se continha no banco. A passividade que os leões apresentaram no minutos iniciais permitiu algumas oportunidades de bastante perigo criadas pelo Gil Vicente. A primeira grande ocasião gilista teve lugar aos 26 minutos, após uma má jogada de João Palhinha, onde Baraye podia ter inaugurado o marcador, mas não conseguiu visar a baliza de Adán, que estava praticamente descoberta à sua frente.
Mesmo com um Gil Vicente FC a defender de forma compacta e bastante fechada (como o previsto), e um Sporting CP com algumas dificuldades em construir jogo, a resposta ao lance de Baraye surgiu nos minutos seguintes, com um lance, também ele, poderia ter inaugurado o marcador não fosse “à queima roupa” de Denis.
O nervosismo leonino aparente levou mesmo à inauguração do marcador por parte do Gil Vicente: Fujimoto surgiu nas costas de Samuel Lino, fez com que os defesas do Sporting CP saíssem de posição e aproveitou um cruzamento teleguiado de Baraye para marcar o primeiro golo da partida. Aos 37 minutos, o marcador apresentava 1-0 a favor da equipa da casa.
Ao intervalo, Rúben Amorim fez duas alterações na equipa e mostrou realmente que estava inconformado com o resultado. A nível de jogo, as substituições aparentaram ter resultado pois, desde esse momento, viu-se um Sporting CP muito mais aguerrido e perigoso na partida.
Enquanto que, na primeira parte, o Gil Vicente comprometeu bastantes vezes a construção de jogo da equipa verde e branca, na segunda parte viu-se um Sporting CP a encostar os gilistas à parede, dada a quantidade de tempo que os leões passavam na área da equipa de Ricardo Soares.
A pressão do Sporting CP, ao longo da segunda parte, nas transições ofensivas que “chove, chove, chove e é trovoada” e os leões tiveram golo abençoado. Aos 84 minutos, à entrada da área, Sebastián Coates rematou para igualar o marcador no Estádio Cidade de Barcelos. A verdade é que, depois de uma reviravolta na atitude dos jogadores, depois do intervalo, o golo leonino acabou por ser bastante merecido.
Para além do cântico tradicional da chuva e da trovoada, um outro ditado foi criado, desta feita, no futebol português que se aplicou de forma exímia aos 91 minutos do encontro: “Canto? É golo do Coates”. No seguimento de um canto e no momento exato em que caiu um relâmpago sob o Estádio Cidade Barcelos, Sebastián Coates voltou a marcar e, desta vez, a fazer a reviravolta no marcador.
Nada mais se jogou no encontro. O árbitro Nuno Almeida soou o apito final duma partida onde o Sporting CP conseguiu efetuar a reviravolta no marcador em apenas cinco minutos, e saiu do Estádio Cidade de Barcelos com três pontos na bagagem.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Sebastián Coates – Uma performance fantástica do central do Sporting CP, principalmente na segunda parte. Foi o homem que consumou inteiramente a reviravolta no marcador e quem deu a vitória aos leões.
O FORA DE JOGO
Luís Neto agarrou a titularidade e tem mostrado, ao longo da presente época, garra, espírito de sacrifício e devoção Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Nervosismo do Sporting CP na primeira parte – A equipa de Alvalade, apesar de, na sua plenitude, ser uma equipa jovem, é também bastante competente e com algumas provas dadas. No entanto, não entraram da melhor forma no encontro. A passividade e também a dificuldade em construir jogo criaram bastante nervosismo no Sporting CP, algo que acabou por ser colmatado na segunda parte do encontro.
ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC
Para o encontro frente ao Sporting CP, Ricardo Soares alterou o esquema tático no qual costuma colocar os seus jogadores e, desta vez, optou por um 5-2-3. Denis continuou na baliza, enquanto a linha defensiva acabou composta por cinco jogadores. Talocha foi adaptado a central e ocupou essa zona com Rodrigo e Ruben Fernandes. Henrique Gomes e Joel Pereira continuaram nas suas posições habituais como laterais. Esta linha defensiva acabou por dificultar bastante a construção de ocasiões de perigo por parte do Sporting CP, dado a estar muito bem posicionada e também bastante compacta (como o previsto).
O meio-campo, que costuma ser bastante preenchido, passou a ser ocupado apenas por Lucas Mineiro e Claude Gonçalves, ambos com a função de distribuir jogo para Baraye e Fujimoto. O homem alvo da equipa de Barcelos foi Samuel Lino, um avançado bastante posicional. Apesar dessa característica, os companheiros de setor eram móveis o suficiente para conseguir destabilizar a defesa sportinguista.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Denis (7)
Talocha (7)
Rúben Fernandes (6)
Rodrigo (6)
Joel Pereira (6)
Henrique Gomes (6)
Lucas Mineiro (6)
Baraye (7)
Claude Gonçalves (7)
Fujimoto (7)
Samuel Lino (6)
SUBS UTILIZADOS
Lourency (6)
Paulinho (6)
Pedrinho (6)
Bouba (-)
João Afonso (-)
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Para a deslocação ao Estádio Cidade de Barcelos, Rúben Amorim montou o seu onze à base de um 3-4-3, esquema tático a que já costuma recorrer. Adán permaneceu na baliza, com uma linha defensiva composto pelos já habituais Sebastian Coates e Feddal, a par de Luís Neto (que voltou a ser opção após estar suspenso). O corredor direito voltou a ficar a cargo de Pedro Porro, enquanto que, no corredor esquerdo, Antunes voltou a assumir, dadas as limitações físicas de Nuno Mendes.
No setor do meio-campo, João Palhinha voltou a ser titular e com a função de distribuir jogo, durante a sua construção, principalmente entrelinhas. O outro ocupante deste setor foi Matheus Nunes que voltou a render João Mário, dado este se encontrar indisponível por lesão. Pedro “Pote” Gonçalves e Nuno Santos voltaram a ser os homens de apoio a Paulinho.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Antonio Adán (6)
Zouhair Feddal (5)
Sebastián Coates (9)
Luís Neto (4)
Antunes (4)
Pedro Gonçalves (7)
João Palhinha (5)
Matheus Nunes (5)
Pedro Porro (7)
Nuno Santos (8)
Paulinho (6)
SUBS UTILIZADOS
Tiago Tomás (7)
Gonçalo Inácio (6)
Daniel Bragança (7)
Matheus Reis (6)
João Mário (6)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Gil Vicente FC
BnR: Mencionando maioritariamente a exibição na primeira parte e apesar do desfecho, considera que este jogo foi um dos jogos mais bem disputados pelo Gil Vicente esta época?
Ricardo Soares: Temos um conjunto de ferramentas que nos permite observar com grande assertividade os nossos adversários. É perceptível que tentamos combater a profundidade do Sporting. Na primeira parte, fomos melhores. Conseguimos fechar as linhas ao Sporting. Queria jogar pelo meio, não podiam porque estávamos a fechar. Queriam atacar na profundidade e não podiam porque, ou a bola acabava num dos meus defesas ou no Denis. Na segunda parte, a frescura física do Sporting prevaleceu. É inequívoco. Fizemos cinco jogos em 13 dias e o cansaço foi determinante. Mas os meus jogadores foram uns heróis e acredito que devíamos ter somado pontos.
Sporting CP
Não foi possível colocar questões ao técnico do Sporting CP, Rúben Amorim.
Todos sabemos que um jogo com golos pode ser mais frenético, empolgante, entusiasmante, tudo o que se lhe possa chamar, mas o cariz desta eliminatória tinha tendência para sobressair outros elementos-chave rumo ao sucesso. Após o triunfo da Juventus FC por 1-2 no reduto do FC Internazionale Milano, a segunda mão das “meias” da Taça de Itália acabou tal e qual como começou – resultado suficiente para apurar a equipa de Turim para a final da competição.
Num início de jogo muito “amarrado”, Antonio Conte bem gritava para que a equipa fosse mais capaz de travar a construção (calma!) do adversário, mas a pressão não era suficientemente alta para apertar o cerco aos homens de Turim. Contudo, o filme acabaria por sofrer alguns solavancos e o Internazionale não só intensificou esse posicionamento mais subido, como passou a criar perigo junto da baliza de Buffon, por Lukaku e Brozovic. Já se sabe que ação leva a reação e, à beira do intervalo, tais “riscos” foram abrindo brechas, com a Juventus a ameaçar o golo por três tentativas, as três por…Cristiano Ronaldo.
E a essas três tentativas, juntaram-se outras três no segundo tempo – novamente com o internacional português a ser o maior protagonista. Do outro lado, após o primeiro susto de Hakimi, as verdadeiras oportunidades só começaram a aparecer no último um quarto de hora. O recém-entrado Sensi esteve perto de inaugurar o marcador por duas vezes, mas a incessante procura do golo que relançasse a eliminatória não encontrou o caminho certo e o jogo acabaria por terminar com um nulo no marcador.
A equipa de Andrea Pirlo fica, assim, à espera do vencedor do embate entre SSC Napoli e Atalanta BC, sendo relevante recordar que, na edição passada, a Juventus perdeu a final da Taça para o conjunto de Nápoles, nas grandes penalidades, após um empate a zeros no tempo regulamentar. Estará o conjunto de Cristiano Ronaldo a caminho da 14ª Taça de Itália do seu palmarés?
Rodrigo Bentancur – Pelas oportunidades criadas, o destaque até poderia ir para a capacidade de desequilíbrio de Cristiano Ronaldo, mas tendo em conta todo o filme do encontro, a principal nota vai para Rodrigo Bentancur. O médio uruguaio revelou ser a unidade mais preponderante no encontro, não só nas várias vezes que intercetou momentos de perigo dos oponentes, como na importância que teve ao recuar para a primeira linha de construção, na ajuda aos dois centrais (que também estiveram a um bom nível).
Matteo Darmian – O italiano de 31 anos até foi um dos elementos mais pressionantes no primeiro tempo, mas quando a bola esteve em posse da sua equipa praticamente passou ao lado do jogo. Nas poucas vezes que a equipa optou por investir na ala esquerda, Matteo Darmian foi chamado a intervir, mas nem sempre correspondeu da melhor forma. A incapacidade de desequilibrar nesse corredor aliada às várias decisões erradas no momento de “soltar a bola” acabaram por contribuir para que fosse o primeiro jogador a ser substituído (por Perisic), ainda antes da hora de jogo.
ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC
Andrea Pirlo decidiu trocar apenas uma peça no “onze” em relação ao duelo da primeira mão, retirando Weston McKennie do meio-campo e colocando Danilo no corredor direito – desse modo, Cuadrado galgou uns metros nessa mesma ala.
A jogar em 4-4-2, o conjunto de Turim controlou a primeira meia hora de jogo com um futebol mais possante, assente numa construção a partir de trás assertiva e a resistir às linhas subidas do adversário. Nessa construção, foram várias as vezes que Bentancur baixou para a linha mais recuada, entre os centrais, tendo sido um elemento-chave nesses momentos da partida.
A equipa de Turim não só controlou melhor as investidas adversárias em grande parte do segundo tempo, como ainda foi arriscando o golo, principalmente nas incursões de Cristiano Ronaldo. Os últimos minutos foram de maior sofrimento, é certo, mas uma grande disponibilidade coletiva na hora de defender barrou qualquer aspiração que o Inter ainda pudesse ter.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Gianluigi Buffon (7)
Alex Sandro (5)
Merih Demiral (7)
Matthijs De Ligt (7)
Danilo (6)
Federico Bernardeschi (6)
Adrien Rabiot (6)
Rodrigo Bentancur (8)
Juan Cuadrado (7)
Dejan Kulusevski (6)
Cristiano Ronaldo (8)
SUBS UTILIZADOS
Westton McKennie (7)
Giorgio Chiellini (-)
Federico Chiesa (-)
ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE MILANO
Já Antonio Conte optou por fazer três alterações no (habitual) 3-5-2 que apresentou no jogo de Milão: Ashley Young foi substituído por Achraf Hakimi na ala esquerda, Christian Eriksen rendeu Arturo Vidal e, como se esperava, Alexis Sanchéz deu lugar a Romelu Lukaku.
Alterações que deram outra dinâmica aos processos de transição do Internazionale. Lukaku revelava ser letal a vir buscar jogo atrás e a velocidade de Hakimi ia fazendo mossa na ala direita. Tudo isto num primeiro tempo em que a equipa de Milão ia pressionando alto numa primeira fase, mas depois de remetida ao seu meio-campo, esperava o erro na circulação para sair em contra-ataque.
Já na segunda metade, a urgência em chegar a um golo que relançasse a eliminatória era evidente, mas isso nem sempre acompanhou o processo e a Juventus acabou por controlar a vantagem que trazia da primeira mão.
O Estádio do Bessa pintou-se totalmente de preto e branco para a receção do Boavista FC ao CD Nacional. Depois do empate do Portimonense SC, horas antes, diante do FC Paços de Ferreira, os axadrezados viam com bons olhos os três pontos para fugirem à zona de despromoção.
Numa primeira parte em que os homens da casa estiveram melhor, essencialmente no momento defensivo, em que condicionaram grande parte do jogo madeirense, e criaram mais oportunidades na baliza adversária, foi o CD Nacional que chegou à vantagem na primeira oportunidade de golo. Num livre batido à direita do ataque nacionalista por Vincent Thill, Nuno Santos desviou para a própria baliza e adiantou os madeirenses no marcador.
No segundo tempo, o conjunto da casa esteve por cima à procura do empate e Javi García, aos 56′, recebeu já na área do Nacional e rematou com estrondo ao poste direito de Riccardo. O capitão axadrezada viria a estar novamente em destaque, aos 73′, mas pela negativa. O espanhol foi expulso com dois amarelos no mesmo lance, tendo sido o primeiro por protestos junto do árbitro e o segundo por agressão a Kalindi.
Mesmo com dez homens, o Boavista criou perigo junto da baliza do Nacional, mas os madeirenses conseguiram mesmo levar os três pontos do Bessa, num encontro em que a eficácia foi chave.
Pressão do Boavista na primeira parte – Os axadrezados pressionaram alto e condicionaram completamente o jogo madeirense. O trio ofensivo do CD Nacional passou despercebido devido ao mérito dos homens da casa.
Javi García – O capitão do Boavista FC, aos 73′, com a sua equipa por cima no jogo à procura do empate, levou dois amarelos consecutivos. O primeiro por protestos junto do árbitro e o segundo por agressão a Kalindi.
ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC
O Boavista FC apresentou-se em 4-3-3, com Yusupha a ser a referência na frente de ataque axadrezada. No momento ofensivo, primaram as individualidades, sendo os lances de maior perigo caseiro criados por Elis, a partir da esquerda.
No momento defensivo, os pupilos de Jesualdo Ferreira pressionaram a primeira fase de construção do Nacional, impedindo os adversários de ligar jogo através do miolo do terreno e obrigando, deste modo, os centrais a bater para zonas povoadas com panteras.
Na segunda parte, com a sua equipa a perder, Jesualdo retirou Devenish, defesa direito, para colocar Benguche, de forma a acrescentar pendor ofensivo à equipa. Paulinho passou a fazer toda a linha lateral direita, jogando o Boavista com dois avançados mais posicionais na frente.
O CD Nacional apresentou-se em 4-3-3 no Bessa, mas mostrou muitas dificuldades para chegar à baliza dos boavisteiros. No momento ofensivo, Nuno Borges baixou para o meio dos centrais para construir, mas faltavam ligações para conectar o jogo madeirense. Na primeira parte, viu-se muito pouco o trio da frente.
No momento defensivo, os homens de Luís Freire conseguiram conter o pouco perigo que o Boavista criou, povoando bem o seu meio-campo e ocupando o miolo de forma a encaminhar os axadrezados para as alas.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Riccardo (5)
Kalindi (6)
Pedrão (6)
Rui Correia (6)
João Vigário (5)
Gorré (5)
Nuno Borges (6)
Azouni (5)
Vincent Thill (6)
Rochez (5)
Francisco Ramos (5)
SUBS UTILIZADOS
Pedro Mendes (5)
Camacho (5)
Marco Matias (5)
Alhassan (-)
Júlio César (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Boavista FC
Bola na Rede: Na primeira parte, conseguiram recuperar a bola em zonas altas, mas depois não havia gente suficiente para criar mais finalizações na frente, concorda?
Jesualdo Ferreira: Temos que entender que há um adversário. Temos três avançados, dois médios à frente, temos de ter alguém para equilibrar. Temos sido uma equipa com pendor ofensivo, e, nos últimos jogos, as outras equipas não têm outro remédio que se fechar atrás e contra-atacar, e nós temos que nos preparar bem para isso.
CD Nacional
Bola na Rede: A equipa na primeira parte teve muitas dificuldades em sair com bola, face à pressão do Boavista. Faltou mais controlo do meio-campo ao Nacional, apesar da vitória, e foi daí que surgiram as maiores dificuldades?
Luís Freire: Primeiro, perceber bem o contexto. Viemos de um jogo com o Rio Ave fora, decidi apostar no mesmo 11, fizemos um grande jogo em Vila do Conde, estão todos a trabalhar muito bem. Em relação ao jogo, entramos mais reativos do que ativos no jogos, não estávamos proativos. Eles montaram um bloco médio com os 8 a saltarem a nossa linha de pressão, foi muito difícil jogar em jogo interior. O Boavista tentou em contra ataque com perigo, nunca nos expusemos, fomos competentes a defender, fizemos o golo na bola parda. Senti cansaço na equipa, acabamos por unir mais e conseguir fechar o jogo sem oportunidades ao intervalo. Na segunda parte, nunca igual a nós próprios com saídas mais em contra-ataque. Fomos refrescando a equipa e sempre muito controlados emocionalmente, tivemos capacidade de unir a defender, boa comunicação entre os jogadores, acabamos por saber que também é assim que se ganham jogos e temos um grupo forte e unido. Não é fácil ganhar pontos fora e fechamos bem o jogo, a vitória aceita-se. Houve jogos em que jogamos mais e não ganhamos, hoje fomos competentes a defender e fomos felizes na bola parada, procuramos o erro do adversário.
Esta é a altura do ano em que se discute os melhores combates de sempre da Wrestlemania, mas os candidatos são sempre os mesmos e o tema já está saturado.
Assim, porque não fazer algo diferente e falar de combates da Wrestlemania que, ano após ano, por boas ou más razões, são negligenciados?
Esta é uma lista de 5 combates esquecidos da Wrestlemania. Existem muitos mais, com certeza, alguns talvez até do ano passado (Elias vs King Corbin, por exemplo), mas estes destacam-se por conterem alguns momentos inesquecíveis (e outros devidamente esquecidos).
Revejamos então os combates da Wrestlemania que mereceriam ficar nos manuais do evento.
Estamos bastante habituados a apreciar os Mourinhos e Guardiolas, e toda a classe que estes treinadores espalham no futebol europeu e mundial. No entanto, no mítico Campeonato de Portugal há vários treinadores que merecem imenso destaque, porque fazem magia e nem sempre com condições incríveis. É então boa altura para destacar cinco treinadores a ter em conta no Campeonato de Portugal, sendo a ordem indiferente e deixando de fora, infelizmente, grandes nomes.
A CRÓNICA: PÓDIO? FALTAM DENTES A ESTE FC PAÇOS DE FERREIRA
No seio da biosfera dependente da atmosfera onde o esférico rola, sempre existiu uma preocupação acrescida acerca da reintrodução do castor na ribalta. A travessia para a sétima dentada consecutiva colocou frente a frente FC Paços de Ferreira e Portimonense SC e, em caso de boa aptidão dental, o castor calcorreava rumo ao pódio da Primeira Liga Portuguesa.
Na Capital do Móvel, figurou um vendaval atmosférico e uma tempestade no que dizia respeito à fertilidade criativa. Na primeira metade, Aylton quase provocou – por duas vezes – a boa morte do FC Paços de Ferreira, mas Fali Candé e Beto não encerraram em si a audácia suficiente para dadivar o castor com a extrema unção.
O insólito também compareceu. As três equipas viram-se obrigadas a cessar atividade por breves momentos pela queda abrupta de dilúvio em estado sólido. Os céus contemplavam a partida e teciam rugidos. A ausência de piedade não era uma metáfora…
Quem previu e confiou no seu instinto para apostar numa vitória tranquila dos castores, certamente não esperou que este Portimonense SC fosse folha difícil para herbívoro…
Sorriso amarelo e quadro em branco ao intervalo!
O Portimonense SC adentrou pela segunda parte com o pragmatismo e as linhas de pressão subidas junto da lapela – Dener seguiu as pisadas de Candé e Beto (na primeira parte), mas de forma mais escandalosa – enquanto que o FC Paços de Ferreira dava mostras sucessivas de apneia de sono.
O golpe de teatro (quase) teimou em comparecer no término da partida: Bruno Moreira, através de um movimento de corpo em sentido contrário e após ser solicitado por Salmina, atira rasteiro e permite a interseção de Marcelo no cimo da linha de golo.
A possibilidade de inserção no pódio da tabela classificativa desvaneceu pelo nulo final. A mudança de que o mundo padece constantemente não atracou em Paços de Ferreira.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Setor defensivo do Portimonense SC – o quarteto defensivo esteve irrepreensível no desenrolar da partida. Controlou as movimentações dos castores desde o começo da partida e anulou a pujança e o pendor ofensivo que, num passado recente, resolveram jogos que se vislumbravam espinhosos. Destaque, ainda, para a capacidade ofensiva de Fali Candé e Moufi.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Poderio ofensivo do FC Paços de Ferreira – Douglas Tanque não constituiu o veículo através do qual os castores ingressaram numa guera, nem Luther Singh, Hélder Ferreira, João Amaral e João Pedro as locomotivas que apressavam e eram os apeadeiros de posíveis situações de perigo. A desinspiração foi a pedra de toque e capaz de se dividir pelos cinco atacantes de igual forma.
ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA
Pepa apostou numa estratégia que brada pragmatismo: um 4-3-3 objetivado pelo poder de explosão da frente de ataque, ocupada por Luther Singh, Douglas Tanque e Hélder Ferreira, e pelo possível controlo e gestão do miolo em vários momentos do jogo, onde normalmente pontifica a experiência de Luiz Carlos e a salto qualitativo de passe que Eustáquio confere aos castores.
Primeira metade muito abaixo das expetativas. O vendaval dificultou o processo ofensivo, mas o FC Paços de Ferreira foi dominado pela inépcia desde o apito inicial: Diaby construía mal e lateralizava demasiado, L. Singh e Hélder Ferreira raramente procuraram movimentos interiores e Eustáquio, aquando da posse do esférico, não progredia; além disso, o setor defensivo pacense aparentava intranquilidade quando deparado com Beto e Aylton Boa-Morte.
Na segunda metade, a passividade dominou e não existiram dentes para agarrar a partida. Um FC Paços de Ferreira descaracterizado face à primeira metade da época, incapaz de criar a barafunda na grande área adversária e perfeitamente conformado com os factos do jogo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Jordi (6)
F. Fonseca (5)
M. Baixinho (6)
Marcelo (7)
Rebocho (5)
Luiz Carlos (5)
Diaby (5)
S. Eustáquio (6)
H. Ferreira (5)
Tanque (5)
L. Singh (6)
SUBS UTILIZADAS
João Pedro (4)
Uílton (4)
João Amaral (3)
A. Castanheira (-)
ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC
A Sul, desenhou-se outro quadro. Paulo Sérgio gizou um 4-4-2 precavendo-se das ausências de Rúben Ferreira, Lucas e Pedro Sá. Perspetivam-se inúmeros golpes de contra-ataque e o estancar da criatividade adversária a partir do setor mais recuado do terreno. Boa-Morte e Beto eram as lanças apontadas ao horizonte e timoneiros de uma possível profundidade na quadra.
Aylton Boa-Morte e Beto, durante os 45 minutos iniciais, foram o rosto do inconformismo: lançados, sempre que possível, em profundidade, os extremos incomodavam o setor mais recuado do adversário, quer no gizar de triangulações, quer em tentativas individuais. Por acréscimo, Willyan parecia ter lido a enciclopédia das movimentações de Eustáquio e Luiz Carlos e revelava ser uma muralha a meio campo.
Segunda parte não premiada pelo golo, cor que faltou ao desenho das jogadas. As melhores intentonas vieram do sul. Dener e Willyan jogaram de pantufas e metamorfosearam-se em cortes nos rasgos de genialidade e nos momentos de construção pacense. Fali Candé e Moufi também se transfiguraram em avalanches ofensivas.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Samuel (5)
Cande (7)
Possignolo (7)
Mauricio (7)
Moufi (7)
Dener (7)
Ewerton (6)
Queiroz Cantero (6)
Willyan (7)
Boa Morte (6)
Beto (6)
SUBS UTILIZADAS
Bruno Moreira (6)
Salmani (6)
Henrique (6)
Lucas T. (-)
Poha (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Paços de Ferreira
BnR: Boa noite, mister. Nulo final. Certamente que não era o resultado esperado. Atualemente, caracterizam o FC Paços de Ferreira como uma equipa com um ímpeto ofensivo acima da média em Portugal, organizada, que sai bem a jogar a partir de trás. Sente que a equipa se descaracterizou hoje, face aos resultados anteriores?
Pepa: Somos uma equipa com dificuldade no jogo direto e isso é notório. Quando assim é, mesmo assim, conseguimos somar, conseguimos vencer. Temos que perceber que o jogo foi interrompido pelas condições atmosféricas. Mas os meus jogadores estão de parabéns. Tenho um balneário unido e com muita vontade de vencer. Do outro lado, hoje, encontramos uma equipa com uma tremenda capacidade física, que ganharam na maior parte das vezes as primeiras e as segundas bolas. Hoje, mesmo não jogando tremendamente bem, anulamos o Portimonense SC, não os deixamos crescer mais do que aquilo que eles cresceram em campo e tivemos uma atitude que considero positiva face ao que aconteceu. É verdade que também tivemos sorte em dois momentos do jogo, mas faz parte. Mais um ponto na nossa caminhada. Resta levantar a cabeça e pensar no próximo jogo.
Portimonense SC
BnR: Boa noite, mister. Do ponto de vista defensivo, o Portimonense SC esteve imperial. Qual a estratégia para cessar o poderio ofensivo deste Paços Ferreira?
Paulo Sérgio: Concentração, o segredo foi a concentração. Não mudamos nada daquilo que foi o nosso trabalho. Penso que os resultados, até os defensivos, estão somente a aparecer agora. A competitividade aumentou com a inclusão de mais três ou quatro jogadores no plantel. a qualidade do treino é melhor e quando tal acontece, reflete-se no jogo.