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Belenenses SAD 2-0 CD Tondela: Três pontos caídos do céu

A CRÓNICA: “FRANGO” DE NIASSE ABRE CAMINHO A VITÓRIA CONFORTÁVEL

Em jogo a contar para a 15ª jornada da Primeira Liga, o aflito e penúltimo, Belenenses SAD recebeu o CD Tondela, mais tranquilo na tabela. A equipa da casa procurava reagir ao mau momento e o CD Tondela, apesar de mais tranquilo, ainda só tinha somado um ponto em deslocações a terrenos forasteiros.

Num duelo, em perspetiva muito equilibrado e com duas equipas a encaixarem taticamente uma na outra, a primeira nota vai para o relvado do Estádio do Jamor: já teve melhores dias, muito melhores.

O CD Tondela até começou melhor e criou algum perigo através de transições que ainda valeram calafrios à defesa azul. Os primeiros minutos do jogo foram marcados pelos erros dos guarda-redes, de parte a parte. Stanislav Kritsyuk abriu a partida com um erro que podia ter valido o golo ao adversário. Valeu a falta de pontaria de Mario González. Pouco depois foi a vez de Babacar Niasse. O guarda-redes fez um autêntico frango e deu, literalmente, o golo a Matteo Cassiera, que até tinha cabeceado com pouca força.

A primeira parte trouxe ainda mais motivos para celebrar, numa tarde onde o sol teimou em não aparecer. Nos últimos dez minutos do primeiro tempo surge cruzamento de Rúben Lima, ala esquerdo, para o lado contrário da grande área, onde apareceu o ala direito, Tiago Esgaio, que com uma excelente cabeçada finalizou a jogada da melhor maneira. O CD Tondela desesperava pelo final da primeira parte e o árbitro Artur Soares Dias apitou sem que houvessem mais mexidas no marcador.

A segunda parte começou como se esperava. O CD Tondela pressionou e remeteu o Belenenses SAD até ao seu setor defensivo, em busca do golo que os recolocasse na partida. Esta subida no terreno obrigou os beirões a descurarem a zona defensiva, que ficava cada vez mais exposta aos contra-ataques do conjunto caseiro, que por diversas vezes esteve perto do golo. Sem muitas mais oportunidades e com o jogo, aparentemente controlado, o Belenenses SAD acabou por regressar às vitórias

 

A FIGURA


Tiago Esgaio – Uma das melhores peças em campo. Marcou o segundo golo do jogo e selou uma vantagem confortável ainda antes do intervalo. As constantes subidas pelo corredor e o surgimento em zonas mais centrais permitiram ao Belenenses SAD procurar novas dinâmicas. Bom jogo do lateral-direito, muito preponderante no desfecho da partida.    

O FORA DE JOGO


Babacar Niasse – O guardião do CD Tondela teve poucos momentos para poder brilhar, mas a verdade é que na primeira grande oportunidade que teve, esteve mal e ofereceu o golo ao adversário. Sem grandes culpas no segundo golo, não teve grandes hipóteses de redimir e acabou por ficar como uma das desilusões desta tarde. Exibição tão apagada que quase fez esquecer o péssimo estado do relvado do Estádio do Jamor.

  ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

O conjunto da casa entrou em campo com o seu habitual 3-4-3 no momento ofensivo, que se transformava em 5-2-3 no momento defensivo. As situações de perigo surgiram preferencialmente quando a bola andou pelo ar, e equipa azul conseguiu mesmo marcar dois golos através de cruzamentos para a área. A consistência e solidez defensiva do Belenenses SAD manteve-se, apesar das investidas tondelenses. Finalmente apareceram os golos pelos quais Petit tanto desesperava.

  11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Stanislav Kristyuk (5)

Thibang Phete (5)

Gonçalo Silva (5)

Tomás Ribeiro (6)

Tiago Esgaio (8)

Bruno Ramires (5)

Afonso Taira (6)

Rúben Lima (7)

Silvestre Varela (6)

Miguel Cardoso (7)

Matteo Cassiera (7)

SUBS UTILIZADOS

Stephelo Sithole (6)

Francisco Teixeira (6)

Richard (5)

Edi Semedo (-)

Danny (-)

  

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

O CD Tondela alinhou também no seu habitual 3-4-3, mutável em 5-4-1 quando a equipa defendia. Esperava-se que as equipas encaixassem, e assim foi. A diferença entre as duas era que os beirões se guiavam pela procura dos laterais e extremos, prontos para servir o ponta-de-lança e referência no ataque, Mario González, que acabou por passar ao lado do jogo.

Salvador Agra e Jhon Murillo, os dois extremos, foram sempre os mais inconformados e procuraram rasgar com lances individuais, sem grande sucesso.

Pako Ayestarán fez entrar Rafael Barbosa em campo, por troca com o defesa-central Yohan Tavares. O médio juntou-se a Pedro Augusto e João Pedro e o Tondela passou a jogar num também rotinado, 4-3-3.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Babacar Niasse (4)

Bebeto (5)

Abed Medioub (5)

Yohan Tavares (5)

Enzo Martínez (6)

Naoufel Khacef (5)

João Pedro (5)

Pedro Augusto (5)

Salvador Agra (6)

Jhon Murillo (6)

Mario González (4)

SUBS UTILIZADOS

Roberto Olabe (5)

Filipe Ferreira (5)

Rafael Barbosa (5)

Souleymane Anne (-)

 

 BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD

Bola na Rede: Na antevisão da partida afirmou que faltava confiança aos seus jogadores e que isso iria mudar a partir do momento em que os golos começassem a aparecer, acha que este pode ser o ponto de viragem na temporada?

Petit: Foi um jogo bem disputado. Entrámos bem no jogo, mas também podíamos ter sofrido. Depois começamos a tomar conta do jogo e fomos eficazes. Foi um jogo bastante intenso e dividido, tanto podíamos ter feito como ter sofrido. Muito importante para o balneário, vamos ter muitos jogos seguidos então foi importante.

 CD Tondela

Bola na Rede: A entrada de Rafael Barbosa para o meio-campo fez com que a equipa passasse a jogar num 4-3-3, deixando o sistema inicial. O que procurava com esta alteração?

Pako Ayestarán: “Sim, podemos considerar que era um 4-3-3, esperávamos que com essa abertura do espaço no meio do campo, na medida do possível, tentámos aproveitar a capacidade dos nossos laterais para criar perigo ao adversário”.

Do céu ao inferno em poucos segundos | Saltos de Esqui, Lahti

No fim de semana que agora terminou, a Taça do Mundo de saltos de esqui viu serem cumpridas as etapas 17 e 18, com a ação a ter lugar na Finlândia, mais em concreto em Lahti.

O trampolim utilizado foi o Salpausselka, um HS 130, cujo tamanho é de precisamente 130m e com um K-point situado nos 116m. Já o record é pertença de Johann André Forfang  que em 2017 fixou essa marca nos 138m.

A sexta feira (dia 22) ocasião em que se deveria ter realizado a qualificação para a compita a disputar no domingo (dia 24), acabaria por ser um dia de descanso para os “homens pássaro”. Tudo devido a um vento fortíssimo que ia soprando a mais de 10m/s, facto que até poderia tornar-se perigoso para a integridade física dos saltadores, deixando a organização sem outro remédio, a não ser o de adiar essa ronda qualificativa.

Assim sendo a prova por equipas teve as honras de abrir o fim de semana Finlandês. Esta competição seria a terceira do género durante a presente temporada, isto após os dois triunfos da “armada” austríaca (ambos em terras polacas, o primeiro em Wisla e o segundo em Zakopane).

Na manga inicial da ronda inaugural, foi a seleção nipónica, por intermédio de Yukiya Sato com 128m a sair na frente, contudo e, diga-se sem nenhuma surpresa, o rendimento dos demais membros do quarteto foi insatisfatório, com a equipa do “país do sol nascente” a terminar a ronda inaugural, relegada para a quinta posição.

Na liderança ia estando, ao cabo das primeiras quatro mangas o quarteto da Noruega, constituído por Marius Lindvik, Robert Johansson, Daniel-André Tand e Halvor Egner Granerud.

A equipa polaca formada por David Kubacki, Piotr Zyla, Kamil Stoch e Andrzej Stekala, que ocuparam praticamente durante toda a primeira ronda a vice-liderança, viam-se agora a cair na classificação, por conta de um mísero registo rubricado por David Kubacki, apenas 116m, empurrando desta forma a equipa até ao degrau mais baixo do pódio.

O quarteto germânico, fazia precisamente a trajetória inversa, tendo chegado a “navegar” fora dos cinco primeiros lugares, vindo sempre em subida, terminando a ronda número um, na prata. De destacar ainda que o salto mais distante desta ronda de abertura, havia sido executado pelo veterano esloveno Peter Prevc, 130.5m, no entanto incapaz de levar a sua formação a melhor do que um sexto lugar. A até então imbatível, em competições da especialidade no decurso da temporada vigente,  Áustria essa ia apenas assegurando o quarto posto.

Finlândia e Suíça, eram os restantes conjuntos que haviam garantido vaga, para realizarem mais quatro registos, neste Salpausselka, com os ainda “verdinhos” atletas dos EUA, a serem a nação que ficava pelo caminho.

Numa ronda final em que o “samurai” Yukiya Sato se voltou a evidenciar, com uns impressionantes 131.5m, acabando por ser o voo mais longo nesta fase da competição. A vitória sorriu mesmo à equipa norueguesa, não obstante Halvor Egner Granerud ainda ter assustado com uns parcos 122m que, contudo, garantiram o triunfo do país nórdico.

Polónia e Alemanha, ocuparam por esta ordem os restantes metais de pódio, com a Áustria a terminar somente em qaurto lugar.

A tabela classificativa da derradeira ronda contou ainda e por esta ordem com: Japão quinto, Eslovénia sexto, Suíça sétimo e Finlândia, que a “saltar em casa” não conseguiu ir além de um oitavo lugar.

Na Taça das Nações é agora a Noruega  quem lidera, seguida da Polónia, que averbou três pódios em outras tantas competições, não tendo ainda ascendido ao degrau mais alto do mesmo. Já a anterior primeira classificada, a equipa da Áustria, vê-se agora cair até ao terceiro posto.

O domingo inicialmente destinado apenas a uma competição individual, acabou por também acolher a qualificação, que havia ficado por realizar desde sexta feira, com o vencedor desta a ser o polaco Piotr Zyla, que foi o premiado com os 3.000 francos suíços.

Já mais a doer, isto é, na competição, assistiu-se a uma primeira ronda em que as marcas iam ficando um pouco aquém do desejável. No entanto Granerud quase selou a sua vitória, apenas ao cabo do salto inicial, logrando atingir 132m. Algo que o levou a construir uma vantagem de mais de uma dezena de pontos para os restantes competidores.  O germânico Karl Geiger e o norueguês Robert Johansson, eram os que mais perto conseguiam chegar do líder da Taça do Mundo de Saltos de Esqui.

Pela negativa o destaque ia sendo a performance dos saltadores da Polónia, com Zyla a defender a honra deste convento, apenas com a nona marca. Kubacki 12.º e Stoch 14.º, iam sendo outras grandes desilusões. De realçar ainda que Lindvik, recentemente coroado vencedor da etapa de Zakopane, não lograra sequer qualificar-se para a ronda final, assinando apenas o 33.º registo.

Numa última ronda, em que se assistiu a uns 128m aparentemente fáceis de  ultrapassar, da autoria do japonês Ryoyu Kubayashi, mas que, contudo, permitiram ao ex vencedor da “Champions dos saltos de esqui” conquistar quinze postos, desde o 24.º até ao nono.

Seguidamente vimos mais um exemplo de que no desporto não há lugar a vitórias antecipadas. Granerud a necessitar de apenas voar na casa dos 120m, foi e como se costuma dizer na gíria popular com “demasiada sede ao pote”, terminando por assinar 137m,distância esta que acabou por se revelar inócua, pois o atleta foi ao chão ainda durante a zona de avaliação. Algo que o penalizaria de forma irremediável nas notas de estilo, levando este a concluir fora dos lugares de pódio.

De “boca aberta” com tudo isto, perplexo com o que acabava de ver, o compatriota de Granerud, Robert Johansson, desportista de 30 anos, natural de Oslo, foi quem somou a terceira conquista de toda a carreira, após ter vencido em 18/19, na sua cidade natal. Os restantes lugares de pódio foram para os saltadores alemães: Karl Geiger em segundo e Marcus Eisenbichler em terceiro. Em toda a linha falharam Stoch, apenas 16.º e Kubacki, 23.º.

Nas contas da geral, Granerud continua na liderança, mas agora com Marcus Eisenbichler a apenas 210 pontos: o norueguês contabiliza 1006 face aos 796 do atleta germânico. Stoch viu a reconquista mais complicada, com este resultado, somando agora 661 pontos.

Findado mais um fim de semana épico de saltos, a Taça do Mundo de Saltos de Esqui voltará em Willingen, na Alemanha, a partir da próxima sexta feira dia 29, para a realização da primeira edição do “Willingen Six”, em que todos os saltos (incluindo os das qualificações) valem pontos, para um mini torneio exclusivamente disputado nesta cidade.

O BNR como é hábito dar-lhe-á conta de tudo o que se passar de mais relevante nos saltos do trampolim olímpico de Willingen.

Foto de Capa: FIS Ski Jumping

Artigo redigido por Diogo Rodrigues

O melhor 5 da semana | NBA

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O 5 da semana é uma rubrica semanal do Bola na Rede que tem o objetivo de destacar os melhores cinco jogadores da NBA de cada semana. Desta forma, aqui estão cinco dos jogadores que mais se destacaram na semana de 18 de Janeiro até dia 25. Esta seleção será realizada todas as segundas feiras.

Foto de capa: Cleveland Cavaliers

Roger Federer | Será que ainda ganha mais um Grand Slam?

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Um dos maiores tenistas de todos os tempos. Para muitos, é mesmo o melhor. Com 39 anos, o jogador suíço já conquistou tudo o que havia a ganhar no ténis – bem, ainda não ganhou uma medalha de ouro olímpica. 103 títulos nos singulares: 20 Grand Slams, 24 ATP1000, 24 ATP500, 25 ATP250 e 6 ATP Finals. Enorme currículo.

Ora, apesar de todos esses títulos, Federer dificilmente volta a ganhar um Grand Slam. Aliás, atualmente a melhor hipótese para o suíço conquistar um Grand Slam é no Wimbledon. Costuma ser um torneio bastante imprevisível nos últimos anos. Por um lado, Novak Djokovic costuma dominar o Australian Open.. Por outro lado, Rafael Nadal domina, claramente, Roland-Garros. Até que o US Open costuma a ter surpresas, mas o piso duro já não é o melhor para o suíço.

Enquanto crescíamos, vimos muitos jogos do Federer em vários campos de ténis. E, apesar de todo o pouco interesse que dávamos à modalidade nessa altura, sabíamos quem era Roger Federer. Tal como também sabíamos quem era o Rafael Nadal e o Novak Djokovic. Os três são grandes nomes no panorama nacional.

A esquerda a uma mão de Federer é, talvez, a mais bonita do circuito. Além disso, o suíço tem uma ótima variabilidade no jogo e um dos melhores no toque de bola. Podia por muitos adjetivos e qualidade de Federer, mas assim a lista não terminaria.

A última vez que Federer jogou oficialmente num campo de ténis foi nas meias-finais do Australian Open de 2020, quando perdeu por 3-0 frente a Djokovic. Federer passou quase todo o ano civil de 2020 longe de campo.. Ora, o maior torneio australiano vai ocorrer entre os dias 8 e 21 de fevereiro. E não vai contar com a presença do maior tenista suiço de todos os tempos. Especula-se que o regresso do suiço será concretizado no Qatar, mais precisamente no ATP Doha.

Numa altura em que o seu recorde de Grand Slams foi igualado – Rafael Nadal também está com 20 títulos -, muitos de nós já sabemos, infelizmente, que o suíço vai deixar de partilhar esse recorde e vai ser ultrapassado. Porém, todos reconhecemos a qualidade fantástica de Federer!

Os dois últimos Grand Slams de Federer foram conquistados contra o croata Marin Cilic – Wimbledon 2017 e Australian Open 2018. O croata também não teve um ano civil 2020 muito bom. Porém, ao contrário de Cilic que ocupa o lugar 43 no ranking ATP, Federer ocupa o quinto lugar. Graças às regras implementadas no decorrer do primeiro confinamento, Federer continua a ter um dos melhores rankings no mundo do ténis.

Agora, a última vez que o suíço esteve numa final de Grand Slam foi em Wimbledon 2019. Porém não de foi boa memória tanto para ele como para os fãs. Teve dois championship points e não aproveitou. Apesar de não ter ganho, é um jogo para ver e rever. E também recomendo a visualização do jogo da final entre o suiço e o Rafael Nadal no Wimbledon 2008.

Ainda não sabemos quando será a última época para Federer. Mas sei que é triste saber que estamos cada vez mais perto da retirada de um dos melhores de sempre no desporto que pratica. E espero que ele volte a jogar contra o Marin Cilic numa final de Grand Slam.

Foto de Capa: ATP Tour

Sporting Clube de Portugal: Campeão da Taça dos “pequeninos”

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Quando a Taça da Liga foi criada, um dos objectivos era “favorecer” as equipas consideradas mais pequenas do futebol português. E em muitos casos, principalmente nos primeiros anos que esta competição de disputou, esses ditos pequenos conseguiram chegar muitas vezes à fase de decisão, tendo mesmo alguns deles conseguidos chegar à conquista da mesma. No entanto, não é a esses “pequeninos” que me quero referir neste texto.

Não me quero referir também, com este adjectivo, à mensagem “dispensável” do presidente do clube que o Sporting derrotou na final, em que, na sua ânsia de protagonismo, e querendo chamar a si e ao “seu” clube a grandeza que ainda não conseguiu conquistar em campo, tentou colocar-se em bicos de pés (não quero com isto mandar nenhuma indireta ao porte físico do protagonista) tentando querer comparar-se à Grandeza e histórico de conquistas do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL – O único e verdadeiro Sporting. (Tanto criticamos algumas das intervenções do nosso presidente, que quando vemos isto percebemos que talvez Varandas nem seja assim tão mau).

Ainda que o Sporting (o de Portugal – O original) tenha andado, nos últimos anos, arredado da conquista do principal título nacional e títulos internacionais, consegue ainda ter uma larga vantagem em número troféus para o outro Sporting (o de Braga). Mas este Sporting (o de Braga) pode ainda ser grande, e para isso precisa de começar a ter dirigentes que saibam sê-lo na forma de estar, respeitando os adversários. Depois, quem sabem, consiga ganhar algo significativamente relevante para se poder tentar comparar ao SPORTING CLUBE DE PORTUGAL (pode demorar).

Esta minha referência aos “pequeninos” vai directamente para outro objectivo para a qual foi criada a Taça da Liga – Dar oportunidade aos jovens da formação dos clubes. E nisso, o Sporting ganha de goleada a todos os outros clubes intervenientes.

O Sporting iniciou o jogo da final da Taça com seis jogadores formados na academia de Alcochete. Relembrando os mais distraídos, falo de Nuno Mendes, Gonçalo Inácio, Palhinha, Jovane, Tiago Tomás e João Mário. Sendo que ainda entrou mais um “pequenino” de Alcochete durante o jogo, ou seja, Matheus Nunes.

Ou seja, com uma equipa recheada de jovens leões, conseguimos ombrear com os outros “Graúdos” do futebol Português, e ganhar. Podem dizer que podemos ter tido alguma sorte, mas o futebol é também feito disso, desde que quem joga trabalhe para tal. E estes miúdos trabalharam que se fartaram. Quando faltou inspiração, correram, defenderam, atacaram, e no fim, foram premiados com o primeiro título da época desportiva (muitos deles ganharam o primeiro de muitos).

Palhinha Taça da Liga
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Assim estes “pequeninos”, com ajuda do treinador que “quer ficar muitos anos no Sporting”, vão crescer e tornar-se grandes jogadores.

Não sei se este plantel conseguirá aguentar a pressão que lhes vai ser colocada em cima a partir deste momento, principalmente pelos adversários (porque não se enganem, a partir de agora eles (os outros grandes) vêm com tudo para cima de nós, seja em campo ou fora dele), mas a verdade é que até ao momento não podemos criticar nenhum deles por falta de respeito pelo lema do nosso Clube. Todos eles se Esforçam, Dedicam e mostram devoção ao clube que representam. E assim conseguiram a Glória na conquista de um troféu que apesar de menor relevância, não deixa de ser mais um título para o vasto palmarés do clube de Alvalade.

Sim, este texto é dirigido aos “pequeninos” (apenas nos anos de vida) formados na melhor academia do mundo. Foram (são) enormes.

E já agora, falando em formação de Alcochete, o presidente do clube que foi nosso adversário na final não precisa agradecer. Não precisa agradecer por Ricardo Esgaio, nem por Iuri Medeiros, nem outros que já teve no “seu” clube, vindos da escola de Alvalade. Formamos para nós, para vós, e para muitos outros clubes. Não tem de agradecer. Somos grandes até nisso. De nada.

5 estatísticas a ter em consideração para o SC Farense x FC Porto

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Aproxima-se cada vez mais a 15.ª jornada e, depois de dois clássicos bem quentes, o FC Porto vai deslocar-se a Faro para defrontar o SC Farense no Estádio de São Luís.

OS DRAGÕES JOGAM NO ALGARVE E PROCURAM MANTER A INVENCIBILIDADE DOS ÚLTIMOS JOGOS. SERÁ QUE CONSEGUEM VENCER? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Nas horas que antecedem o duelo, o BnR elaborou um top de 5 dados estatísticos a ter em conta para o encontro. Venham daí connosco!

FC Famalicão 0-1 Vitória SC: Maturidade vitoriana aumenta impaciência famalicense

A CRÓNICA: JOÃO HENRIQUES, FORA DE CAMPO, DRIBLOU A EQUIPA FAMALICENSE

Neste domingo, no estádio municipal de Famalicão, FC Famalicão e Vitória SC estiveram frente a frente em jogo a contar para a 15º jornada do campeonato. A partida começou com um ascendente vitoriano. O Famalicão pareceu algo desconcentrado nos minutos iniciais e o Vitória foi aproveitando vários passes incompletos para sair em transição tanto por Quaresma ou Rochinha nas alas.

O primeiro golo do jogo surgiu numa iniciativa destas. Rochinha recebeu completamente solto em transição ofensiva e tentou deixar em Estupiñan. Babic cortou a bola para a frente da grande área onde surgiu André Almeida a chutar forte para o funda das redes da baliza de Vaná. Depois do golo inaugural, o Vitória dispensou da iniciativa e deu mais liberdade ao Famalicão para jogar. Com mais bola, o conjunto treinado por João Pedro Sousa insistiu bastante em jogadas individuais de Gil Dias para avançar no terreno de jogo ou de passes longos dos centrais para os alas abertos, mas que maior parte das vezes acabavam por não conectar.

A maior oportunidade da equipa da casa na primeira parte foi por intermédio de Kraev, outro dos elementos mais inconformados com o resultado, que cabeceou fraco para as mãos de Varela. As perdas de bola do Famalicão foram uma das constantes toda a partida e o Vitória só não aumentou a vantagem por causa da barra, depois de um cabeceamento de Estupiñan e por causa de um mau passe de Rochinha para um corte fácil da defesa famalicense. A única alteração aquando do reatamento da partida para a segunda parte foi Ivo Rodrigues que entrou para o lugar de Jhonata Robert. Esta substituição refletiu-se numa maior conexão entre os setores e numa maior fluidez nas jogadas. No entanto o efeito durou pouco, já que os vitorianos mostraram-se focados e conseguiram volta a exercer pressão sobre os defesas do Famalicão.

A grande oportunidade da formação da casa foi por intermédio de Patrick William, na conversão de um livre direto que obrigou Varela a fazer uma grande defesa para impedir o golo do empate. Foi este o tom de todo o resto do jogo. Vitória sempre por cima, com as melhores oportunidades e Famalicão a tentar de tudo para causar perigo, mas quase sempre sem sucesso. O resultado acabou por ser mesmo o que André Almeida estabeleceu logo na primeira parte, garantindo os três pontos para os vitorianos. Com este resultado, o Famalicão regressa às derrotas, depois da vitória nos Açores frente ao CD Santa Clara e o Vitória SC mantém-se firme na perseguição aos lugares europeus.

 

A FIGURA

Sob o coro de latidos como som de fundo, João Henriques entrou na arena das entrevistas do Bola na Rede desde o seu Ribatejo
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

João Henriques Demonstrou toda a sua inteligência enquanto treinador. Jogador incrível em termos táticos. Tem jogadores para ter encarado o jogo com mais loucuras, mas preferiu incidir onde sabia que poderia causar danos e conseguiu. Jogadas simples de contra-ataque consequentes de pressão nos centrais. Os treinadores não jogam, mas pode-se dizer que esta vitória deve-se a uma jogada de génio de João Henriques.

 

O FORA DE JOGO

FC Famalicão x Vitória SC
Fonte: Bola na Rede

Defesa famalicense – Continuam a demonstrar muito debilidade, por se apresentarem muitas das vezes tão estáticos. Em todo o jogo houve apenas uma vez em que um dos centrais tentou sair com bola e até conseguiu originar um lance de perigo. De resto, havia pouco movimento no momento defensivo e ainda menos no momento ofensivo.

 

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

João Pedro Sousa repetiu a tática à qual já habituou os fãs do futebol quando vêem este Famalicão. Um 4-4-2, mas este ano tem mostrado algumas falhas no cumprimentou desta formação. Acontece que, existe alguma anarquia tática no meio campo da equipa famalicense. Entre os médios mais recuados (Ugarte e Lukovic) e os médios mais abertos nas alas (Gil Dias e Kraev) existe um espaço gigante em aberto com o qual os médios e os alas não estão a saber lidar. Especialmente Kraev não está a perceber que tem que recuar mais para receber as bolas, nem Ugarte que tem que avançar mais com bola no terreno para avançar as linhas numa transição. Ivo Rodrigues veio trazer mais dinâmica ao ataque, mas só nos minutos iniciais. O resto da partida continuou repleta de passes falhados, bolas perdidas por Babic ou Lukovic e quase sem jogadas construídas a partir de trás. Foi uma exibição menos conseguida do Famalicão.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vaná (6)

Patrick William (5)

Babic (5)

Diogo Queirós (5)

Rúben Vinagre (5)

Gil Dias (6)

Ugarte (6)

Lukovic (5)

Kraev (7)

Alexandre Guedes (5)

Jhonata (4)

SUBS UTILIZADOS

Ivo Rodrigues (6)

Pereyra (5)

Anderson (-)

Morer (-)

Verdonk (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

João Henriques veio a Famalicão com o seu 4-3-3 com duas alas de luxo e com Quaresma a continuar a fazer das suas. A equipa vitoriana demorou, mas à 15ª jornada para estar afinada. A pressão que conseguem fazer no meio campo contrário é eficiente e quando se joga com uma equipa como o Famalicão que tem muito espaço entre linhas, torna-se tremendamente eficiente. Bem o treinador do Vitória a ver esta oportunidade de atacar. As transições jogadores da cidade do berço foram chave para desmontar o nulo e para trazer problemas à defensiva contrária. Face à incapacidade do Famalicão em construir e em progredir, João Henriques voltou dos balneários com a mesma tática. Pressionar Babic e Diogo Queirós e obrigá-los a cometer erros. A partida passou muito por, podendo.se dizer que os vitorianos foram muito maduros na forma como encararam as fraquezas do adversário.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Varela(6)

Mensah (6)

Mumin (5)

Jorge Fernandes (5)

Sacko (6)

André André(7)

Pepelu (7)

André Almeida(7)

Quaresma (7)

Rochinha (6)

Estupinan (5)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Lameiras (5)

Miguel Luis (5)

Wakaso (5)

Marcus Edwards (-)

Bruno Duarte (-)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

BnR: O que pretendeu com a entrada de Ivo Rodrigues na segunda parte? Teve alguma coisa a ver com as dificuldades que estava a ter em  ligar os diferentes setores na primeira parte?

João Pedro Sousa: Sim, muito. Na nossa construção, quando tentámos encontrar espaço nas costas dos médios do Vitória, de facto, o espaço estava lá nas costas tanto do André André como do André Almeida. Os nossos jogadores estavam bem posicionados, mas depois de recebermos a bola, a tomada de decisão era muito fraca, o Jhonata teve uma primeira parte desastrosa, optei por tirá-lo e meter o Ivo. O Ivo é um jogador que tem qualidade nesse momento do jogo, pisa bem esses terrenos, conhece bem essa forma de jogar e tem uma tomada de decisão também muito interessa e foi por aí que passou a decisão de fazer entrar o Ivo.

Vitória SC

BnR: A pressão à linha defensiva do Famalicão foi na sua opinião o fator decisivo para este jogo? Viu esta fraqueza na equipa famalicense aquando da análise que fez na preparação para este jogo?

João Henriques: Sim, de facto, foi um dos fatores. Foi condicionar o Famalicão.. Gostam de circular a bola e depois quando chega ao terceiro na construção a três conduzir a bola para descobrir o jogador dentro para depois jogar à profundidade. Nós, ao condicionarmos isso, retirávamos muita dessa criatividade depois de ultrapassarem a nossa linha de pressão. Como fomos, na maior parte das vezes, competentes a fazer isso, o Famalicão teve mais dificuldade, teve que jogar mais direto e nós mais confortáveis quando essa situação existia. Quando não fizemos tão bem, a bola entrou dentro e o Famalicão criou uma ou outra situação de mais perigo ou conseguiram fazer a variação de jogo por dentro ou à largura e nós permitimos isso. Foram poucas as vezes, mas é natural que isso aconteça, já que também há qualidade do outro lado, há princípios muito bem definidos. Nós estrategicamente hoje estivemos competentes, pusemos na prática aquilo que trabalhámos no pouco espaço que tivemos entre os dois jogos e aí o mérito é todo dos jogadores, porque estão a assimilar muito bem aquilo que são as nossas ideias.

 

 

Portugal 23-32 França: O fim do sonho

A CRÓNICA: NUM DIA EM QUE SE PEDIA PERFEIÇÃO, OS HERÓIS DO MAR QUEBRARAM

Portugal e França encontraram-se na terceira e última jornada da Main Round da 27.ª edição do Campeonato do Mundo. Uma partida fulcral para as aspirações de ambos os países nesta competição, a seleção nacional portuguesa sabia que apenas um resultado lhe assegurava a passagem e mantinha o sonho das medalhas aberto: a vitória.

Ambas as equipas entraram com defesas 6:0. Com a vantagem física do lado francês, “Les Bleus” iam apostando nos remates de meia distância, enquanto que Portugal era obrigado a trabalhar mais para encontrar espaços para finalizar.

Numa partida em que tudo teria que ser perfeita, a seleção nacional mostrava alguma ansiedade no momento da decisão, tanto ofensiva, como defensivamente.

A defesa portuguesa, que normalmente se mostrava agressiva na saída ao portador da bola, demonstrava alguma passividade e preocupação com o pivot Ludovic Fabregas. Quem aproveitava era Dika Mem e Timothey N’Guessan, laterais franceses que tinham espaço para utilizar o seu potente remate.

Portugal demonstrava alguma inconsistência, e apesar de se ter conseguido aproximar a espaços, permitia sempre que França se distanciasse, e tal forma que ao intervalo o marcador assinalava uma vantagem gaulesa de quatro golos, 12-16.

Pedia-se uma resposta forte na segunda parte, e por momentos parecia que tal ia acontecer, mas foi sol de pouca dura.

Portugal continuou a mostrar muita intranquilidade em todos os momentos do jogo e a França ia aproveitando. O azar bateu à porta lusa, e remates que anteriormente terminavam no fundo da baliza, começaram a bater com estrondo nos postes, o que permitia aos gauleses marcar em contra-ataques e ataques rápidos.

Até ao final assistimos a um jogo que apenas serviu para a seleção francesa se distanciar no marcador. Alexandre Cavalcanti ainda mostrou que é uma opção viável para o futuro, ao entrar e apontar três golos de belo efeito, mas assim terminou a caminhada lusa.

Portugal falhou o objetivo de atingir os oito melhores, e o sonho de chegar às medalhas, mas esta equipa mostrou que o andebol português tem muita qualidade, e o futuro será brilhante.

A FIGURA

Fonte: IHF

Hugo Descat (França) – O jogador do Montpellier aproveitou todas as oportunidades que lhe foram dadas para castigar Portugal. Utilizou várias vezes o seu forte remate e terminou como o melhor marcador do encontro com oito golos.

O FORA DE JOGO

Portugal – Depois de cinco jogos de alto nível, a seleção portuguesa mostrou muita intranquilidade de início ao fim em todos os seus setores. Tal como se lê na Lei de Murphy: Tudo o que podia correr mal, correu mal.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Portugal entrou com o seu 6×0 característico, mas com alguma falta de agressividade ao portador da bola. Os defensores lusos ficaram muitas vezes “agarrados” ao atleta que tentavam defender, o que abria espaços para os rematadores franceses.

Ofensivamente, a seleção nacional mostrou uma grande falta de criatividade e, mais importante, eficácia.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (6)

Diogo Branquinho (6)

Fábio Magalhães (6)

Rui Silva (5)

Belone Moreira (6)

Pedro Portela (6)

Alexis Borges (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

André Gomes (6)

Gilberto Duarte (6)

António Areia (6)

Victor Iturriza (6)

João Ferraz (5)

Miguel Martins (6)

Alexandre Cavalcanti (6)

Daymaro Salina (5)

Humberto Gomes (6)

ANÁLISE TÁTICA – FRANÇA

A seleção francesa chegou a este jogo com a lição muito bem estudada, e tal foi visível durante toda a partida. Os jogadores franceses cobriram muito bem os pivots portugueses, e ficaram junto à linha dos seis metros, obrigando Portugal a rematar do exterior, o que provou ser muito difícil dada a desvantagem física existente.

Ofensivamente, França foi fiel aos seus princípios, aproveitando a velocidade e os seus fortes rematadores para castigar Portugal em cada ocasião.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Vincent Gerard (8)

Michael Guigou (7)

Timothey N’Guessan (8)

Luka Karabatic (6)

Ludovic Fabregas (7)

Dika Mem (8)

Luc Abalo (6)

 

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Kentin Mahe (7)

Valentin Porte (7)

Nedim Remili (7)

Romain Lagarde (7)

Melvyn Richardson (8)

Hugo Descat (8)

Adrien Dipanda (7)

Foto de Capa: IHF

Moreirense FC 2-2 Portimonense SC: Steven tentou a Vitória, mas Ricardo levou um ponto para Portimão

A CRÓNICA: VOO DE RICARDO ENTREGA UM PONTO AOS ALGARVIOS

Foi numa das poucas folgas dos aguaceiros intensos e característicos que se têm feito sentir na região minhota que Gustavo Correia, o juiz da partida no Estádio Comendador Joaquim Almeida Freitas, fez soar o apito inicial no duelo que opôs o Moreirense FC e o conjunto algarvio do Portimonense SC, numa partida a contar para a 15.ª jornada da Liga.

Similarmente, as condições do relvado acompanharam as condições climatéricas propensas a um bom espetáculo, e embora não se tenha assistido a uma primeira parte particularmente vistosa, as equipas confirmaram o momento relativamente positivo que atravessam com três golos nos 45 minutos iniciais: vantagem para os cónegos e com direito a reviravolta (2×1).

A turma de Portimão até começou melhor, aproveitando o posicionamento ofensivo de Fabrício e Aylton Boa Morte numa zona interior do terreno para criar desequilíbrio entrelinhas ou na tentativa de ganhar a bola nas costas da defesa caseira. Apesar de se superiorizar nesse capítulo do jogo, criando dificuldades ao duplo-pivot – Ibrahima e Alex Soares – de Vasco Seabra no que concerne ao controlo do desafio, foi pelo ar que os esforços algarvios tiveram resultados depois de, num lance de bola parada, Lucas Possignolo colocar o Portimonense em vantagem.

Se é verdade que o Moreirense demorou a entrar no jogo, o desbloqueador das dificuldades sentidas até então deu o primeiro ar da sua graça aos 23 minutos da partida. Regressado da China, Rafael Martins marcou o seu primeiro tento desde a sua recente chegada, assinando o empate com um excelente remate fora do alcance de Ricardo. Se o golo atestou a importância do avançado de 31 anos, a forma descomplicada como recuou no terreno para ajudar nas tarefas de construção no meio-campo ofensivo dos axadrezados enalteceu mais ainda a importância que se perspetiva em torno do número 99.

Foi então num momento de ligeira superioridade dos anfitriões que o suspeito que promete ser do costume carimbou a cambalhota no marcador. Steven Vitória voltou a faturar na sequência de uma bola parada, cabeceando para o (2×1) à passagem dos 35 minutos de jogo. Pela primeira vez na vantagem no encontro, o Moreirense conseguiu impor-se de forma visível, criando alguns lances de algum perigo através de jogadas pacientes e notoriamente trabalhadas em laboratório. Por outro lado, os indicadores dados pela equipa forasteira não eram animadores no final do primeiro tempo.

A segunda parte trouxe uma história ligeiramente diferente se a discussão se refletir sobre para onde pesou mais a balança do controlo da partida. A tripla alteração de Paulo Sérgio trouxe irreverência ao jogo do Portimonense, principalmente quando Luquinhas aparecia em primeiro plano. Sem mexer muito naquilo que eram os princípios táticos, os forasteiros realizaram uma segunda parte interessante, remetendo o Moreirense a um jogo conservador, que consistia essencialmente em colocar gelo no jogo e tentar matar a partida em lances de ataque rápido, sempre com a norma do equilíbrio no pensamento do seu treinador.

Oportunidades claras de golo? Não foram tantas quanto isso, de parte a parte até aí se denotou o fator equilíbrio, fator esse visivelmente observável ao logo dos 94 minutos. No campo, Vasco Seabra jogou a primeira grande cartada com a substituição de Yan Matheus por troca com o defesa-central Rosic. Paulo Sérgio respondeu com o melhor marcador da equipa, Beto, que saltou do banco pouco tempo depois. A linha de cinco homens apenas confirmou a incapacidade caseira para suster a ameaça algarvia e criar ocasiões de perigo. No meio de muito indefinição quanto ao resultado final, até porque o jogo se encontrava numa fase de alta tensão e nervosismo de parte a parte, foi já nos últimos capítulos que Dener, novamente na sequência de um cruzamento, finalizou e estabeleceu o empate.

83 minutos e as turmas de Vasco Seabra e Paulo Sérgio voltavam a estar da mesma forma como tinham subido ao relvado. A adrenalina sentia-se no Comendador Joaquim Almeida Freitas quando as duas equipas tinham enormes dificuldades para ameaçar as redes contrárias. Os duelos físicos e as segundas bolas, um pouco à imagem de todo o jogo, pautaram os minutos finais e quando parecia que teríamos um ponto para cada lado, Dener derrubou Galego na grande área, deixando a equipa verde e branca a 11 metros da vitória. Com o mesmo sobrenome, Steven foi o jogador encarregue de concretizar a grande oportunidade do Moreirense para levar os três pontos, mas da marca dos 11 metros, Ricardo agigantou-se, impediu o bis ao capitão do Moreirense e foi o máximo responsável por colocar o Portimonense de volta ao caminho dos pontos na condição de visitante.

A “sorte” do jogo ditou outra história desta vez para o Moreirense e um ponto saboroso para o Portimonense se atentarmos ao facto de ser o primeiro desde 17 de outubro de 2020 enquanto equipa visitante. Com este resultado, entendido como justo por quem pôde visionar a partida, ambas as equipas continuam separadas por três pontos, na 7.ª e 12.ª posição, com especial destaque para a exibição positiva de Rafael Martins na equipa que ronda os lugares cimeiros da tabela e ainda de Luquinha, Boa Morte e Ricardo em grande do lado de lá da barricada.

 

A FIGURA

Ricardo – Foi com uma defesa na marca de grande penalidade que Ricardo voltou a exibir-se em grande estilo. Depois de ter conseguido fazer algo idêntico aquando da sua passagem no Paços de Ferreira, desta vez foi com as cores do Portimonense que vestiu a capa de herói e voou para o remate de Steven Vitória, saindo por cima no lance capital do encontro e garantindo um ponto bastante importante para os de Portimão. Falamos do primeiro ponto em meses enquanto equipa forasteira, o que exalta a importância desta defesa e que psicologicamente pode servir de mote para o Portimonense alargar o seu bom momento para o capítulo onde tem mais dificuldades, os jogos na condição de visitante.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Fadh Moufi – Não foi uma exibição para mais tarde recordar para o marroquino de 24 anos. Outrora associado ao FC Porto e a outros clubes de nomeada, Moufi pegou de estaca no Portimonense, sendo uma carta importante para Paulo Sérgio. Hoje, simplesmente, não foi o seu dia. Não comprometeu, mas também não acrescentou e viu-se obrigado a abandonar o desafio por opção técnica, talvez não devido a uma questão individual, mas sim em termos das mudanças que o técnico português quis operar para a segunda parte. Moufi, ainda com 24 anos, é um lateral que promete para o futuro, a ver vamos se os acontecimentos de hoje foram apenas um acidente de percurso para o ex-Tondela.

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

A equipa cónega apresentou-se com três alterações em relação ao último jogo que realizou a contar para a Liga. A disposição tática observada contemplava um 4-4-2 no momento defensivo. Inicialmente, os pupilos de Vasco Seabra sentiram alguma dificuldade em corrigir as lacunas evidenciadas pela disposição estratégica do Portimonense na zona central do terreno. Pese embora ter começado a perder, estando notoriamente por baixo na partida, os golos serviram de fonte de motivação para as peças mais influenciadoras do jogo cónego começarem a aparecer, desinibidas e bastante práticas na função de distribuição no processo de criação e no posicionamento defensivo em situações em que a bola pertencia aos seus adversários, mas essa situação confortável de jogo não durou de forma linear durante o que restou de partida.

Na segunda parte, os de Moreira de Cónegos nunca conseguiram o controlo total da partida, potenciando os lances de contra-ataque e tentando garantir alguma consistência defensiva, ainda com a organização estabelecida inicialmente e com as linhas mais recuadas. A saída a três da equipa contrária revelou-se um problema e o golo de Dener castigou o Moreirense, já com uma linha de cinco – entrada de Rosic – e a tentar garantir algum conforto num jogo essencialmente físico e decisivo em questões como a reação à perda, posicionamento sem bola e as sempre importantes segundas bolas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pasinato – 5

Matheus Silva – 5

Steven Vitória – 6

Ferraresi – 5

Afonso Figueiredo – 4

Yan Matheus – 5

Alex Soares – 5

Ibrahima – 5

Walterson – 4

Filipe Soares – 5

Rafael Martins – 7

SUBS UTILIZADOS

Rosic- 4

Lucas Rodrigues- 4

Galego- 5

David Simão – 4

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

O conjunto orientado por Paulo Sérgio entrou por cima na partida. Explorando algumas fragilidades posicionais através da ação “vagabunda” de Aylton Boa Morte e Fabrício entre o meio-campo e a linha mais recuada do Portimonense. A liberdade desta dupla permitiu criar situações de desequilíbrio em diversos sítios do terreno, contudo, apesar de constatar alguns efeitos, o Portimonense nunca foi uma equipa absolutamente esclarecida no jogo.

A disposição tática nunca mexeu muito ao longo do desafio. O Portimonense, a par e passo, foi criando perigo em lances de insistência e meio que aos “trambolhões”. Aylton Boa Morte e Luquinhas foram os principais núcleos do jogo ofensivo dos alvi-negros. As bolas nas costas foram uma constante explorada pela equipa de Paulo Sérgio, que, no momento da verdade, foi mais forte nos lances de bola parada, fulcrais para o Portimonense quebrar o enguiço fora de portas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo – 5

Fahd Moufi – 4

Lucas Possignolo – 6

Maurício – 5

Anzai – 5

Dener – 6

Ewerton – 5

Willyan – 4

Aylton Boa Morte – 6

Fabrício – 4

Bruno Moreira – 4

SUBS UTILIZADOS

Candé- 4

Luquinhas- 6

Anderson- 4

Beto- (-)

Salmani- (-)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Moreirense FC

Bola na Rede: O Portimonense colocou Boa Morte e Fabrício em zonas muito interiores, explorando o espaço entrelinhas ou as costas da defesa. Apesar de ambos os golos terem surgido de bola parada, entende que esse pormenor tático foi essencial para o Moreirense não ter conseguido manter o equilíbrio de forma consistente e passar por alguns calafrios?

Vasco Seabra: Nós estávamos preparados para que isso pudesse acontecer, por isso não foi preocupante. Nós na primeira parte, nos primeiros 15, 20 minutos tivemos mais dificuldade, mas sinceramente até acho que foi mais um jogo de profundidade e ganho de segunda bola, seguido de cruzamento para a área. Na segunda parte é verdade que nós baixamos, mas acabou por não ser tantos calafrios quanto isso. Nós acabamos por baixar e não ter o estanque do jogo mais à frente como pretendíamos mas não senti que tivesse sido por terem jogadores entrelinhas porque nós estávamos preparados para reagir àqueles momentos com os nossos alas e médios a controlarem esse espaço, e fizemos efetivamente depois, com a linha de 5, com os nosso centrais a pressionarem entrelinhas para que o nosso lateral para pressionar fora e não permitisse cruzamentos. Essas foram as nossas intenções e o nosso objetivo.

Portimonense SC

Bola na Rede: Mister, o Portimonense volta a pontuar fora de casa passados três meses. O que retira desta partida que pode ser aproveitado e enaltecido para futuras preparações de jogos na condição de visitado?

Paulo Sérgio: Uma coisa que eu tenho de trabalhar muito é o seguinte, eu por vezes não estou satisfeito com a resposta antes de sermos agredidos. Parece que por vezes temos de estar a sofrer para pormos tudo aquilo que temos lá dentro. Isso não é bom. Ser necessário estar a perder para conseguir exprimir aquilo que tu és capaz. Vamos trabalhar, vamos conversar. Por outro lado, a equipa entrou muito bem, mas reagiu mal ao golo que marcou. Depois a correr atrás do prejuízo, apresentou discernimento e qualidade para encontrar as melhores soluções, sem dar um “chutão” de qualquer maneira. Temos de entrar um pouco por aqui, ser iguais a nós próprios do primeiro ao último minuto. Isto acontece derivado a alguma inexperiência, vários jogadores estão a jogar na Primeira Liga pela primeira vez, estrangeiros, jovens. As coisas levam o seu tempo

O Mercado de Inverno é descartável ou útil para o FC Porto?

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Estamos já na terceira semana de janela de transferências e como Sérgio Conceição costuma dizer, o mercado continua à porta do Estádio do Dragão. Contudo, nesta janela, parece estar ainda mais longe da porta do estádio. A única movimentação que se deu até agora foi a saída de Nakajima a título de empréstimo para o Al Ain FC dos Emirados Árabes Unidos e Felipe Anderson parece estar na linha sucessiva para o lado esquerdo do ataque, tornando-se numa opção válida. Dado o atual cenário de consequentes baixas devido à Covid-19, deverá o FC Porto reforçar alguma lacuna no plantel?

Com o consequente aumento dos casos de coronavírus em Portugal seria natural que o futebol fosse afetado e o FC Porto que o diga. São vários os casos Covid-19 ativos no plantel portista e certamente que não ficarão por aqui. Uma das posições mais afetadas foi a lateral direita da defesa. Wilson Manafá esteve infetado e falhou três jogos e Nanú e Carraça continuam em quarentena. Procurando resolver a situação, o treinador do FC Porto teve que lançar Mbemba como lateral direito frente ao Sporting CP.

Ainda assim, nem todas as posições têm atletas com o mesmo nível de polivalência. Por exemplo, o lado esquerdo da defesa tem unicamente Zaidu e Malang Sarr, apesar de não ser a posição em que jogou nos últimos anos. Poderia ser esta uma das lacunas a preencher até para dar mais competitividade a Zaidu e fazer subir a fasquia na luta pela titularidade. O mesmo acontece no lado direito do ataque portista em que Corona e, por vezes, João Mário, são os residentes da posição.

Marko Grujic foi o último jogador a ser contratado pelo FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Muito se tem falado de Pepê e até já se tornou numa novela que teve direito a temporada de verão e inverno, mas o jovem brasileiro faz exclusivamente a posição de médio-esquerdo, não resolvendo os principais problemas do FC Porto nesta época. Ainda assim, seria um acréscimo à qualidade e profundidade deste plantel. Apesar do clube ainda sofrer as consequências de uma intervenção no fair-play financeiro, talvez a procura no mercado de dois reforços de segunda linha com potencial para lutar por um lugar no onze fosse saudável para a equipa a todos os níveis.

Cabe a Conceição e ao seu staff técnico decidir as movimentações que farão melhor aos dragões, com nove dias para o fecho deste mercado. Em nove dias muita coisa pode acontecer e o FC Porto já nos provou que sabe mover-se em silêncio. Até lá, esperemos que a Covid-19 perca a sua força quer seja no futebol ou na sociedade em geral.