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SL Benfica 3-0 SC Braga: Em Dia de Reis, a eficácia foi a Rainha

A CRÓNICA: SL BENFICA TORNA-SE O 1.º CLUBE A VENCER A TAÇA DA LIGA NO MASCULINO E NO FEMININO

O equilíbrio era provavelmente a palavra que ia reinar nesta primeira final da Taça da Liga feminina entre SL Benfica e SC Braga. E não mentiram, mas também não é menos verdade que houve outra muito importante: eficácia. A verdade é que os primeiros minutos as duas formações quiseram mandar no jogo, mas com muita atrapalhação de parte a parte. Contudo, estávamos a ver um verdadeiro jogo de futebol e uma promoção ao Futebol Feminino.

Mas a novidade não era só a competição, mas sim a introdução do VAR nesta final, que estava a ser orientado por Fábio Veríssimo. A tecnologia entrou em ação, aos 35 minutos, quando as encarnadas marcaram. Carole Costa, que estava em fora de jogo, passou de cabeça para Catarina Amado, que fez o golo e que foi anulado. Foi um aviso para as bracarenses que não estavam cientes do que aí vinha.

Ao ver o lance que aconteceu, aos 44 minutos, só me vem uma frase à cabeça: “Meus senhores, isto não é futebol! Isto é ballet!” (os mais atentos vão perceber). A jogada começou em Beatriz Cameirão, passou por Matilde Fidalgo que acabou por fazer um passe importante para Cloé Lacasse. A canadiana encontrou Ana Vitória para esta fazer uma autêntica obra-prima e encontrar Nycole. O último passe da brasileira encontrou Cloé Lacasse para fazer o primeiro da partida (1-0)!

Foi com o 1-0 que as três equipas acabaram por recolher para os balneários. Porém, o intervalo parece ter feito bem às bracarenses que, aos 49 minutos, deixavam um ar de sua graça. Andreia Norton parecia imbatível no meio campo e conseguiu progredir. Depois, o passe cirúrgico foi de calcanhar de Dolores para Cindy, que acabou por introduzir a bola na baliza. O pior que podia acontecer… aconteceu! O golo acabou anulado por 21 centímetros, mas ficou uma bela jogada coletiva.

O SC Braga estava por cima do jogo, mas já se sabe “quem não marca, sofre”. A velha máxima não desiludiu e Ana Vitória resolveu a questão à “bomba”. Depois de um erro de Andreia Norton na saída de bola das bracarenses, Nycole combinou com a número dez encarnada para fazer o 2-0.

Não tardou para que houvesse novo golo do SL Benfica. Pauleta apareceu na grande área para rematar e Diana Gomes, defesa do SC Braga, acabou por intercetar a bola com a mão. A árbitra viu e assinalou bem o castigo máximo. Da marca dos 11 metros, Nycole desfez todas as dúvidas nesta Taça da Liga (3-0).

O resultado é pesado? É. Há um momento capital e decisivo? Há. O golo anulado às bracarenses foi um duro golpe para que as encarnadas vencessem por um resultado tão avolumado. O SL Benfica faz história ao vencer a primeira edição da Taça da Liga e torna-se a primeira formação ao fazê-lo no masculino e no feminino. Após um grande jogo de Futebol, esperamos já pelo próximo que será a Final da Taça de Portugal entre as duas formações, novamente!

 

A FIGURA

Ana Vitória – A brasileira foi preponderante do início ao fim, mas aquilo que podemos destacar desta final foi, sobretudo, a sua decisão no último terço do campo. No primeiro golo tem uma ação deliciosa sobre uma jogadora bracarense e ainda acabou por fazer um “golaço” que só não fechou o resultado, porque Nycole acabaria por marcar o terceiro. Foi decisiva, mas muito por culpa da grande exibição que as encarnadas tiveram no global.

O FORA DE JOGO

Myra Delgadillo – A norte-americana não conseguiu entrar no jogo como normalmente a vemos nos restantes. O facto de as bracarenses não conseguirem explorar da melhor forma a entrada na área das encarnadas, deixou a jogador muito desorientada em campo. Bem procurou de alguma forma encontrar espaços em zonas mais laterais, mas isso prejudicava muito a sua ação ofensiva. Há coisas a melhorar e, certamente, ainda vamos ver coisas bonitas por parte da jogadora.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A nova treinadora das águias, Filipa Patão, apostou num habitual 4-4-2 que era, normalmente, apresentado pelo anterior treinador, Luís Andrade. As jogadoras mais avançadas eram Nycole e Cloé Lacasse e no meio-campo continuava o losango com Pauleta a ser a jogadora no vértice mais recuado. A única surpresa aconteceu na inclusão da guarda-redes Carolina Vilão.

As encarnadas estavam a conseguir fazer uma situação defensiva muito bem. A pressão alta estava a condicionar a saída de jogo do SC Braga e esta foi uma ação muito eficaz. As águias conseguiram por algumas ocasiões recuperar a bola em zonas muito avançadas. Havia o mesmo sistema tático, mas algumas ideias muito diferentes das habituais. A equipa jogou mais fluída e apareceu de cara totalmente lavada daquilo que nos habituou ao longo de todo o ano passado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Carolina Vilão (7)

Matilde Fidalgo (6)

Sílvia Rebelo (5)

Carole Costa (6)

Catarina Amado (7)

Andreia Faria (6)

Pauleta (5)

Beatriz Cameirão (5)

Ana Vitória (8)

Cloé Lacasse (7)

Nycole (7)

SUBS UTILIZADOS

Francisca Nazareth (5)

Amélia Silva (-)

Christy Ucheibe (-)

Jolina (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

O treinador bracarense, Miguel Santos, apostou num 4-4-3, onde a frente atacante estava entregue às estrangeiras Jermaine, Myra Delgadillo e Cindy Konig. No meio campo notava-se a influência das três portuguesas: Regina, Dolores e Andreia Norton. As duas primeiras controlavam tanto o espaço mais recuado do meio campo e também tinham a função de construir. Já, Andreia Norton tinha a missão de ligar o jogo com as três da frente.

As bracarenses estavam a ter muito sucesso no controlo do meio campo e aproveitar os erros nos passes das encarnadas quando tentavam sair rápido para o ataque ou passes mais arriscados na mudança de flanco. Com alguma dificuldade em conseguir entrar na grande área das encarnadas, sem ser com um ataque rápido. Este foi o grande defeito da equipa bracarense. Dois lances capitais surgiram de dois erros bracarenses e isso foi um aspeto salientado por parte do seu treinador.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marie Hourihan (5)

Diana Gomes (4)

Rayane Machado (5)

Nágela Oliveira (5)

Ágata Filipa (5)

Dolores Silva (7)

Regina Pereira (5)

Andreia Norton (6)

Jermaine (5)

Cindy Konig (4)

Myra Delgadillo (4)

SUBS UTILIZADOS

Laura Luís (5)

Ana Teles (-)

Érica Costa (-)

Sofia Silva (-)

Portugal 26-24 Islândia: À melhor de três, Portugal leva vantagem

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A CRÓNICA: BALIZA PEQUENA PARA GUARDA-REDES GIGANTES

Portugal e Islândia mediram forças no que haveria de ser o primeiro de três encontros entre as duas seleções de Andebol em apenas uma semana.

Os portugueses, líderes do grupo quatro de qualificação para o Euro 2022, marcaram primeiro, através de Alexandre Cavalcanti, mas, de seguida, tiveram resposta islandesa por Elisson, que, ao intervalo, se viria a registar como melhor marcador da sua seleção, com três golos, a par de Gunnarsson.

Seguiu-se um período que serve de exemplo para todo o primeiro tempo: muito rigor defensivo e bastantes dificuldades nos ataques. Portugal, aos 4′, viu-se reduzido a quatro homens, com as exclusões de 2 minutos de Iturriza e de João Ferraz, mas nem assim a muralha lusa cedeu, com Quintana a estar em grande plano.

Os comandados de Paulo Jorge Pereira tentavam, entre cruzamentos e permutas, penetrar no sólido 6×0 islandês, mas só o 7×6 resolveu o assunto. Aos 16′, o selecionador nacional tirou Quintana pela primeira vez e, em oito ataques com esta tática, Portugal marcou por sete vezes. Com Fábio Magalhães, o homem com melhor poder de decisão, Rui Silva e Miguel Martins na primeira linha, a tarefa defensiva islandesa complicou-se e as brechas para haver penetrações aos seis metros começaram a aumentar. Portugal chegou, então, ao meio tempo a vencer por 14-11, a maior vantagem até ao momento.

Em destaque ainda no primeiro tempo esteve Pedro Portela, melhor marcador do encontro até à altura, com cinco golos apontados, 4 de livres de sete metros em quatro possíveis.

No segundo tempo, a Islândia entrou melhor e, ao terceiro minuto, o resultado estava em 15-14. Portugal estava com muitas dificuldades em penetrar na defesa adversária e, nem com dois homens a mais, aos dez minutos, conseguiu marcar.

A meio da segunda parte, o resultado da segunda metade estava em 6-9 para os islandeses e o jogo ainda ficou mais difícil quando Fábio Magalhães foi desqualificado. O primeira linha português contactou de forma demasiado violenta com Jónsson e os árbitros, de critério apertado, expulsaram o português. O mesmo critério e sanção se haveriam de aplicar a Arnarsson por um contacto excessivo com André Gomes, poucos minutos depois.

Num jogo onde tudo parecia muito equilibrado, foram os guarda-redes portugueses a fazer diferença no placar. Quintana, só no segundo tempo, defendeu seis remates e Humberto Gomes, chamado a defender dois livres de sete metros, agigantou-se na baliza nacional e defendeu as duas penalidades.

À entrada para os cinco minutos finais, havia empate a 23 golos. Cinco minutos de garra, superação e muita entreajuda dos homens portugueses carimbaram uma vitória por 26-24 no final dos 60 minutos. À melhor de três, Portugal vai vencendo por 1-0.

A FIGURA

Fonte: FAP

Guarda-redes portugueses – Os donos da baliza nacional estiveram em evidência e fizeram a diferença no resultado final. Se Quintana se agigantou no jogo corrido, Humberto Gomes não permitiu que nenhum sete metros entrasse na sua baliza.

O FORA DE JOGO

Pivots islandeses – Os pivots da Islândia não tiveram sorte com Portugal, passando ao lado do jogo, muito por causa dos terceiros defensores nacionais, que lhes bloquearam as linhas de passe.

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Portugal saiu-se bem no primeiro tempo com o 7×6, chegando ao intervalo com três golos de vantagem, mas a solidez do 6×0 luso fez a diferença no final da partida.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (8)
Portela (7)
João Ferraz (6)
Rui Silva (6)
Alexandre Cavalcanti (6)
Diogo Branquinho (6)
Daymaro Salina (6)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

António Areia (6)
Iturriza (6)
Miguel Martins (6)
Belone (6)
Humberto (7)
André Gomes (7)
Leonel (6)
Frade (7)
Fábio Magalhães (6)

ANÁLISE TÁTICA – ISLÂNDIA

Os islandeses tentaram, através de permutas e cruzamentos, maioritariamente, desfazer o bloco nacional, abrindo bastante espaços para as pontas, onde Elisson, ponta esquerda, fez cinco golos.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Hallgrímsson (6)
Gunnarsson (7)
Peterson (5)
Gíslason (6)
Arnarsson (4)
Jónsson (7)
Elisson (7)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Kari Kristjansson (5)
Gudmunsson (5)
Magnusson (5)
Thorgeir Kirstjansson (5)
Bjorgvinsson (6)
Gudjonsson (-)
Viggo Kristjánsson (7)
Smarason (6)
Gretarsson (-)

Leixões SC 1-1 UD Oliveirense: Empate no jogo da sucessão de João Eusébio

A CRÓNICA: MURALHA NDUWARUGIRA NÃO DEIXOU DESCAMBAR O RESULTADO

De volta ao Estádio do Mar, o Leixões SC recebeu a UD Oliveirense no último jogo de João Eusébio a serviço da equipa como treinador, antes da sucessão de José Mota. E o jogo começou de feição para a equipa de Matosinhos, sendo que as primeiras oportunidades de golo no jogo foram a favor deles mesmos. Depois de um canto batido sem sucesso, Avto rasgou pelo flanco esquerdo e cruzou para o remate certeiro de Nenê ao segundo poste, que conseguiu ultrapassar o guarda-redes Arthur. Sete minutos depois do apito inicial, o Leixões via-se a vencer.
Depois de abrir o marcador, o Leixões demonstrou-se a equipa mais pressionante em campo e muito mais ofensivo do que a Oliveirense. As oportunidades que apareciam eram praticamente de forma única a favor da equipa de Matosinhos, mas não conseguiam ser concretizadas com sucesso.
A primeira parte prosseguiu sem muita mais história, dado que à medida que o jogo foi progredindo, o jogo arrefeceu quase ao nível da temperatura que se sentia no estádio. As oportunidades deixaram de aparecer e a Oliveirense começou a tentar pressionar a equipa da casa, mas sem sucesso.
Depois do intervalo, a primeira ocasião de golo surgiu, mais uma vez, a favor do Leixões. Nduwarugira um passe de rotura aos 62 minutos, mas Nenê não conseguiu finalizar na melhor forma, pois a bola passou a centímetro do poste esquerdo da baliza defendida por Arthur.
No entanto, o rumo do jogo começou a inverter a favor dos forasteiros. A Oliveirense começou a pressionar, a ponto de só se ver o Leixões a defender. Depois de tanto tempo e de tanta carga pelo flanco esquerdo do campo, acabaram por nascer os frutos. Leo Bahia cruzou em direção à pequena área e Beto não conseguiu parar o cabeceamento de Lima. Deu-se, assim, o empate no marcador aos 76 minutos da partida.
Já quase ao cair do pano, a turma de João Eusébio tentou a sua sorte, após cruzamento de Rafael Furlan, mas Jota Silva enviou a bola de forma a tirar tinta ao poste esquerdo. No entanto, não foi possível e ambas as equipas saíram do Estádio do Mar com um ponto cada e “celebram” um empate a uma bola.

 

A FIGURA

 

Christophe Nduwarugira é jogador da Leixões SC – Futebol, SAD. O médio do Burundi, de 26 anos, chega a Matosinhos…

Publicado por Leixões SC – Futebol, SAD em Domingo, 6 de setembro de 2020

Cristophe Nduwarugira – O jogador mais importante e influente do onze do Leixões. Todo o jogo, tanto ofensivo como defensivo, passava por Nduwarugira. Nas transições ofensivas, era ele próprio que arrastava os defesas da Oliveirense, de forma a dar espaço aos avançados do Leixões para concretizar. O dono e senhor do meio campo do Leixões.

 

O FORA DE JOGO

Lucas Lopes é o mais recente reforço do Leixões SC – Futebol, SAD. O avançado brasileiro, de 22 anos, chega a Matosinhos…

Publicado por Leixões SC – Futebol, SAD em Segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Lucas Lopes – Viu-se pouco do extremo do Leixões ao longo do encontro. Não foi tão pressionante como o jogo pedia e esteve completamente desaparecido em campo. Pedia-se mais do jogador brasileiro.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

No último jogo ao comando da equipa do Leixões, antes de passar o testemunho a José Mota, João Eusébio optou por um 4-4-2. Beto não largou a defesa entre os postes, com a linha defensiva montada por Rafael Furlan e Edu Machado, a ocupar as alas, e na zona central alinharam Brendon e Pedro Pinto.
No meio-campo, Nduwarugira continuou a segurar na zona central e no apoio aos avançados, com Rodrigo como companheiro de setor. A linha mais avançada no campo contou com Avto e Lucas Lopes como extremos e Nenê e Rui Pedro como homens-alvo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Beto (6)
Rafael Furlan (6)
Brendon (5)
Pedro Pinto (6)
Edu Machado (6)
Rodrigo (6)
Nduwarugira (7)
Rui Pedro (7)
Avto (7)
Lucas Lopes (4)
Nenê (7)

SUBS UTILIZADOS

Jota Silva (7)
Jota (6)
Wendel (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

Raul Oliveira enfrentou o jogo com o Leixões montando a equipa num 3-5-2. A baliza foi defendida por Arthur e, à sua frente, a linha defensiva foi composta por três centrais: Raniel, Steven Pereira e Machado.
O meio-campo foi composto por Ono, Oliveira, e Michel, com apoio nas alas por parte de Leandro e Leo Bahia. Os homens mais avançados no terreno foram Dionathã e Jorge Teixeira.
De salientar igualmente que a Oliveirense não tinha qualquer guarda-redes ou defesa no banco de suplentes.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Arthur (6)
Raniel (6)
Steven Pereira (6)
Machado (6)
Leandro (6)
Ono (6)
Oliveira (7)
Michel (7)
Leo Bahia (7)
Dionathã (6)
Jorge Teixeira (7)

SUBS UTILIZADOS

Filipe Gonçalves (6)
Lima (7)
Bortoluzo (6)
Pedro (6)
Thalis (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Leixões SC
BnR: Sendo este o seu último jogo ao comando da equipa, pergunto se está orgulhoso daquilo que a mesma fez em campo e se o resultado podia ter sido outro?
João Eusébio: Tivemos uma primeira parte muito boa, e no geral, estivemos sempre por cima. Acho que o Beto não fez nenhuma defesa. Claro que pedíamos mais dos jogadores e a atitude competitiva não foi a melhor. Nota-se o cansaço, apesar de não ser desculpa, porque falta competitividade. O Leixões vai virar, porque merece, porque é um símbolo enorme e temos de perceber que todos juntos vamos dar a volta.

UD Oliveirense
BnR: Peço-lhe uma análise ao jogo e pergunto como se está a sentir a equipa e o que se diz a estes jogadores, dado este seguimento de resultados?
Raul Oliveira: Foi um jogo bastante equilibrado. O Leixões acaba por fazer o golo muito cedo no jogo. A partir daí o jogo mudou, tivemos de assumir. O rumo do jogo estava a ser dececionante para nós e, quando fizemos as alterações, a equipa conseguiu ser superior e estivemos muito próximos da vitória. Não estamos satisfeitos com o resultado, queríamos ganhar, mas foi um ponto conquistado num campo difícil. Obviamente que, estando quase há dois meses sem ganhar, os jogadores estão ansiosos. Os níveis de confiança não estão os melhores, houve jogos em que podíamos vencer. Mas acredito que vamos ganhar e mudar a série de resultados. Não estamos mortos.

Diogo Leite | O novo patrão da defesa dos Dragões

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Há muito que se conhece o valor do jovem central. Faz parte da famosa geração dos “Diogos” (Costa, Dalot, Queirós e Leite) e tantas foram as vezes que o vimos fazer dupla com Diogo Queirós no eixo da defesa nas camadas jovens quer do FC Porto quer da seleção nacional. Foi titular nas conquistas dos Europeus sub-b17 e sub-19, e foi aí que começou a ganhar mais destaque.

Ainda assim, a entrada para a equipa principal do FC Porto não foi fácil. Até começou a época 2018/2019 a titular, com 90 minutos jogados na Supertaça e nos primeiros três jogos da Primeira Liga. Contudo, depois da derrota contra o Vitória SC na terceira jornada, saiu da equipa principal e foi relegado para a equipa B, onde se manteve na maioria da época. Fez apenas mais um jogo na Taça da Liga e outro na Liga dos Campeões.

Com a saída de Militão no final da época, antecipava-se que Diogo Leite pudesse ganhar mais espaço na equipa liderada por Sérgio Conceição, jogando ao lado do experientíssimo Pepe, com quem podia crescer. Esse não foi o caso, muito devido à contratação de Iván Marcano. O espanhol acabou por fazer dupla com Pepe durante grande parte da época 2019/2020, com Diogo Leite atrás ainda de Chancel Mbemba na hierarquia portista.

O espanhol lesionou-se na pausa imposta pela pandemia, abrindo espaço ao jovem português. Foi titular nos dois últimos jogos do campeonato, ainda que nunca tenha convencido completamente Sérgio Conceição. Acabou a época com apenas nove jogos na Primeira Liga, e só quatro como titular.

Começou esta época como suplente mais uma vez, com a dupla Pepe-Mbemba a ser preferida pelo treinador portista. Ainda assim, as lesões que se têm vindo a sentir em ambos titulares obrigaram o técnico a apostar mais no jovem português. O primeiro jogo que fez foi na derrota em FC Paços de Ferreira por 3-2, e voltou a ser relegado para o banco.

Apesar de ter oportunidades na época passada, não foi aposta imediata na presente época
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Como já tinha acontecido em épocas anteriores, Diogo Leite funcionou como uma espécie de bode expiatório dos problemas defensivos coletivos que a equipa estava a sentir. Com isto, não digo que Diogo não tenha cometido alguns erros e que seja o “produto final”. O central tem ainda aspetos a melhorar no seu jogo, disso não há grandes dúvidas. Mas só jogando, fazendo erros e crescendo com eles é que se pode aproximar do seu potencial.

Na minha opinião, o treinador do FC Porto parecia mais exigente com Diogo Leite do que com os outros centrais. Sempre que cometia um erro num dos poucos jogos que fazia, era imediatamente relegado para o banco. Enquanto isso, víamos outros, como Marcano, Mbemba e mesmo Pepe, a fazer também eles erros, o que é normal em centrais, e a manterem os seus lugares na equipa. Mesmo tendo em conta o altíssimo nível que o atual capitão Pepe tem demonstrado, a verdade é que este cometeu vários erros, por exemplo, contra o CS Marítimo que custaram pontos à equipa.

Renato Paiva | Um até já

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Ao fim de 16 anos ao serviço do SL Benfica, Renato Paiva deixou os encarnados para abraçar o seu primeiro desafio no futebol sénior no Independiente del Valle. Talvez por ter sido a meio da época, a sua saída do Benfica foi uma surpresa para muitos, mas a verdade é que o técnico natural de Setúbal já tinha mostrado capacidades para ser testado num patamar competitivo mais elevado.

Foram 16 anos ao serviço do Benfica, onde passou por todos os escalões de formação, tendo ainda estagiado com todos os treinadores da equipa principal. Enquanto treinador principal, conquistou três campeonatos nacionais de juvenis A (2012/2013, 2014/2015 e 2017/2018).

Mas, mais do que os títulos que conquistou, Renato Paiva destacou-se pelos vários jogadores com os quais trabalhou e que viriam a destacar-se na equipa principal e a ser vendidos por muitos milhões; e, sobretudo, pelo futebol que as suas equipas praticaram e que rapidamente sobressaía.

Renato Paiva sempre foi um apologista do futebol de posse, sendo que a equipa que o inspirou a ter esta visão sobre o futebol foi a selecção do Brasil do Mundial de 1982. Para além disso, fez também um estágio na cantera de La Masia em 2012, estágio esse que o próprio assumiu que o fez seguir definitivamente essa visão.

Renato Paiva sempre defendeu que um estilo de jogo que estimulasse os jogadores a tomar múltiplas tomadas de decisão em variadas zonas do terreno do jogo faria com que estes evoluíssem mais e se tornassem melhores jogadores e com capacidade para responder a diversos contextos.

Para além disso, Renato Paiva também sempre foi um crítico activo da visão e da mentalidade resultadista que persiste no futebol português, tendo sofrido muito disso quando treinou a equipa B, quando a principal função desta é fazer evoluir os jogadores e prepará-los para a equipa principal.

Agora, irá rumar a um dos mais entusiasmantes projectos desportivos da América do Sul. O Independiente del Valle é um dos clubes em maior ascensão no futebol sul-americano, tendo conquistado a Copa Sul-Americana em 2019. É um clube que aposta na formação e privilegia um futebol de posse, sendo que a aposta no técnico português corresponde a um perfil idêntico ao do seu antecessor Miguel Angél Ramírez.

Caso consiga adaptar-se bem, estou convencido de que Renato Paiva irá mostrar as suas competências e dar continuidade ao projecto do clube. E que um dia possa regressar para treinar a equipa principal do clube do seu coração.

WWE | O que esperar de Roman Reigns em 2021?

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Roman Reigns é, neste momento, o principal campeão da WWE ao lado de Drew McIntyre. O autoproclamado Tribal Chief já leva mais de 130 dias como campeão, um reinado que teve início no Payback, no dia 30 de agosto do ano passado, quando derrotou The Fiend e Braun Strowman.

Mais surpreendente do que o seu regresso, foi a sua aliança com Paul Heyman, antigo advocate de Brock Lesnar, que agora é uma espécie de conselheiro do atual campeão universal. Depois de ter trabalhado com outras grandes estrelas como Big Show ou CM Punk, foi a vez de Heyman escolher Reigns – e o resultado não poderia ter sido melhor.

Nestes quatro meses que se passaram, já defendeu o título contra Jey Uso em duas ocasiões, no Clash of Champions e no Hell in a Cell, quando se firmou definitivamente como o Chefe da sua tribo, posteriormente contra Braun Strowman no SmackDown e finalmente contra Kevin Owens no TLC e no SmackDown, saindo vitorioso em todos os combates.

Tem se revelado um reinado interessante, já que a sua mudança para heel era algo bastante esperado pelos fãs desde 2017, quando Reigns derrotou The Undertaker na WrestleMania 33. Desde agosto, já defendeu o título em diversos tipos de combate, tais como um I Quit Hell in a Cell match, Tables, Ladders and Chairs match e num combate Steel Cage.

É certo que também tem contado com a preciosa ajuda do seu primo Jey Uso, principalmente nos combates contra Kevin Owens, algo que, no entender de alguns fãs, descredibiliza o próprio Roman Reigns, que não precisaria de ajuda para ganhar, já que é um campeão dominante com uma personagem bastante credível para o universo da WWE.

Recentemente, numa das edições do Talking Smack, Jey Uso, ao lado de Paul Heyman, mostrou-se incomodado com o facto de ser um subordinado de Roman Reigns, e apesar de toda a lealdade demonstrada, poderá estar para acontecer uma nova rivalidade entre ambos no futuro.

Em 2021, estando em janeiro e a poucas semanas do Royal Rumble, é ainda incerto quem o Head of the Table terá pela frente no primeiro evento do ano. De acordo com alguns rumores, o principal nome para ser seu adversário na WrestleMania 37 será nada mais nada menos que Bill Goldberg, que irá desafiar Drew McIntyre pelo título da WWE no Royal Rumble. Dependendo do resultado entre o WWE Hall of Famer e o lutador escocês, alguns combates futuros poderão ficar praticamente definidos.

O combate estava programado para acontecer na WrestleMania 36, mas foi cancelado
Fonte: WWE

Daniel Bryan é outro dos nomes em cima da mesa, mas com menor probabilidade de acontecer, dado que o combate entre Reigns e Goldberg já era para ter sido realizado no ano passado, mas que acabou por ser cancelado (ou adiado…) e colocou então frente a frente Braun Strowman e Goldberg, com o Monster Among Men a sair vitorioso.

E outra opção seria… The Rock. Um dream match há muito esperado pelos fãs, mas que tarda em acontecer. Este ano, o principal evento da WWE terá Hollywood como tema e será, à partida, realizado na Florida, sendo o palco perfeito para acontecer este embate histórico, no entanto, a não presença de público é um dos fatores que deverá adiar o confronto para o próximo ano, até porque seria quase impensável The Rock regressar aos ringues sem os fãs presentes.

O reinado do Tribal Chief tem sido bastante dominante até aqui e a previsão é que se estenda pelo menos até à WrestleMania, visto que, no entender de Vince McMahon, não existe no atual plantel do SmackDown ninguém com credibilidade suficiente para lhe retirar o título, tendo em conta o push absurdo que tem recebido nos últimos meses.

As provocações entre Roman Reigns e Goldberg têm sido constantes nas últimas semanas, pelo que será, certamente, um combate que a WWE quererá realizar em breve. Todos sabemos o poder que Goldberg tem no backstage, pelo que poderá ser mesmo ele a tirar o título a Roman Reigns. O próprio Booker T já disse que é um combate que ‘’toda a gente quer ver’’, porque todos querem perceber quem tem realmente o melhor Spear. Resta saber quando veremos…

Foto de Capa: WWE

Futsal: Leões imparáveis! | Sporting CP

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A equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal terminou, no último fim-de-semana, a primeira volta da fase regular do campeonato nacional. A equipa comandada por Nuno Dias somou a 14ª vitória, com uma goleada histórica por 15-1, diante do Elétrico de Ponte Sôr. Na Liga, os leões somam 14 vitórias e apenas um empate, frente ao eterno rival SL Benfica.

O ano de 2020, para a equipa leonina, fechou com a conquista da oitava Taça de Portugal do palmarés do clube, troféu referente à temporada anterior. Os leões somaram duas goleadas: na semi-final frente aos Leões Porto Salvo por 5-1 e, na final, derrotando o SC Braga por expressivos 7-1, resultado idêntico à final de 2013. No entanto, o Sporting CP irá disputar a Taça de Portugal 2020/2021, que se encontra na segunda eliminatória.

As vitórias e as boas exibições têm feito, os adeptos acreditar numa época que pode ser histórica. A nível nacional, o Sporting CP tem o objetivo de voltar a sagrar-se campeão nacional. Além do campeonato, a equipa leonina terá no seu horizonte vencer a Taça da Liga, competição para a qual estão apurados os oito primeiros classificados da fase regular, no fecho da primeira volta.

O Sporting CP procura, por mais um ano consecutivo, conquistar títulos a nível interno e externo
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A equipa de Nuno Dias pretende ainda, ser tão grande como os maiores da Europa e, por isso, tem o sonho de voltar a conquistar a UEFA Futsal Champions League. Na competição que reúne a elite do futsal europeu, os leões irão defrontar os campeões dinamarqueses, do JB Futsal Gentofte, nos 1/16 de final.

O treinador Nuno Dias tem um plantel de enorme qualidade à sua disposição e sempre com a máxima ambição de conquistar todos os títulos. Por isso, esta época terá um denominador comum com as anteriores, Esforço, Dedicação e Devoção, para conquistar a Glória dos títulos para o Museu Sporting.

5 hipóteses de reforços para o SL Benfica

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Chegamos, por fim, a janeiro. O primeiro mês do ano traz consigo não só muito frio, mas também o mercado de transferências de Inverno. O SL Benfica atravessa uma altura complicada da época. Os resultados escasseiam e as exibições não impressionam ninguém.

É um dado adquirido que a equipa encarnada se vai reforçar neste mercado. Como tal, elaborei uma lista de boas (e realistas) contratações para  a realidade do SL Benfica. Alguns destes jogadores já foram associados ao clube das águias, outros são apenas sugestões algo fora do baralho, mas que acrescentariam muito à equipa.

As posições que considero mais necessitárias, defesa central, defesa direito e médio centro com características de transporte, influenciaram, naturalmente, as escolhas.

Gil Vicente FC 0-0 Belenenses SAD: Venceu o frio num jogo bastante morno

A CRÓNICA: CRITÉRIO NÃO FALTOU, MAS A EFICÁCIA DECIDIU NÃO APARECER

Depois da primeira vitória fora de portas, o Gil Vicente FC voltou à cidade de Barcelos para defrontar o Belenenses SAD. E foi a favor dos visitados que surgiu a primeira oportunidade golo. Aos oito minutos, no seguimento da recarga de um canto, Leautey rematou para o fundo da baliza defendida por Kritciuk, mas o golo acabou por ser invalidado pelo árbitro Hugo Silva, dada a posição irregular do jogador da formação de Ricardo Soares.

Os minutos iniciais do encontro demonstraram duas equipas com caráter bastante ofensivo. Viu-se um Belenenses SAD a chegar bastantes vezes à área da formação gilista, mas, apesar do número mais reduzido de oportunidades, o Gil Vicente atacava com muito mais critério.

No primeiro quarto de hora da partida, Silvestre Varela acabou por ser substituído devido a lesão e Petit começou a prever que poderiam existir problemas na sua equipa. A verdade é que, à medida que os minutos passavam, o frio fazia sentir-se mais e o jogo começou a arrefecer consequentemente. Os primeiros 15 minutos foram bastante mais aguerridos do que os restantes minutos da primeira parte onde ambas as equipas começaram a jogar de forma mais lenta, praticamente a passo.

As oportunidades pareciam só estar do lado dos homens de Ricardo Soares, mas existia sempre algo que impedia o aparecimento do golo. Kritciuk defendia, jogadores escorregavam na relva ou defesas no sítio certo à hora certa. Prova disto mesmo foi um dos cruzamentos de Talocha, aos 35 minutos. Esse mesmo cruzamento era “meio-golo”, mas Lucas Mineiro acabou por cair sozinho à entrada na grande área.

A primeira grande oportunidade do Belenenses SAD surgiu no minuto final da primeira partida, onde valeu o corte da defesa gilista. Foi também neste minuto que se consagrou a primeira vez que Brian Araújo tocou na bola no encontro, o que diz bastante do critério atacante da equipa visitante face à equipa da casa.

Foram precisos 15 minutos depois do retomar da partida, após o intervalo, para existirem oportunidades de golo. Na sequência de um canto batido por Talocha e um alívio da defesa da formação lisboeta, Leautey rematou para defesa de Kritciuk e, no minuto seguinte, também após um canto de Talocha, foi Samuel Lino que, fora da área, rematou para defesa do guarda-redes do Belenenses SAD.

E as oportunidades para a turma de Ricardo Soares não pararam de aparecer. Aos 65 minutos, Vítor Carvalho rematou “à lei da bomba”, mas nem assim conseguiu inaugurar o marcador do encontro. O problema da formação de Barcelos acabava por ser o mesmo que o técnico Ricardo Soares já mencionou ainda no decorrer da época: a eficácia.

No decorrer dos minutos e com o aproximar do final do encontro, a situação permanecia a mesma. Via-se um Gil Vicente à procura do golo, apesar de este não aparecer, e, como o futebol é o que é, sentia-se que o Belenenses SAD podia, a qualquer momento, inaugurar o marcador num contra-ataque.

A equipa visitante acabou mesmo por demonstrar isso. Afonso Sousa rematou de fora da área, sendo este mesmo o primeiro remate da equipa no segundo tempo, e que obrigou Brian Araújo a estender-se para tentar defender uma bola que passou a largos centímetros da trave da baliza gilista.

O jogo no Estádio Cidade de Barcelos terminou da mesma forma como começou, com um empate a zeros no marcador. Mais uma vez, a eficácia tramou os gilistas, mas salvou um ponto para cada lado.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Kritciuk Num jogo em que as oportunidades eram mais flagrantes a favor do Gil Vicente, foi Kritciuk que salvou o Belenenses SAD da derrota. O guarda-redes da equipa de Petit foi a muralha necessária para os visitantes conseguirem levar um ponto para casa.

 

O FORA DE JOGO

Carlos Silva / Bola na Rede

Falta de eficácia do Gil Vicente Além da muralha que foi Kritciuk, a falta de eficácia da turma de Barcelos foi um dos grandes fatores que levaram a que a equipa não arrecadasse os três pontos no encontro. As transições ofensivas do Gil Vicente eram bastante criteriosas, mas não tiveram critério suficiente para alterar o marcador.

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Ricardo Soares optou por um onze com bastantes alterações em relação ao último encontro. Apostou num 3-5-2, onde, desta vez, o jovem estreante Brian Araújo ficou encarregue de segurar as redes da baliza, com a linha defensiva à sua frente sendo composta por Talocha, Ruben Fernandes e Rodrigo.

No meio-campo, alinharam os restantes jogadores, à exceção de Samuel Lino e de Lourency, que voltaram a ser os homens mais avançados no terreno.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Brian (6)

Talocha (7)

Ruben Fernandes (6)

Rodrigo (6)

Claude Gonçalves (6)

Vítor Carvalho (7)

Lucas Mineiro (6)

Joel (6)

Antoine Leautey (5)

Samuel Lino (5)

Lourency (5)

SUBS UTILIZADOS

Kanya (5)

Renan Oliveira (-)

Ahmed (-)

Baraye (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

Em detrimento daquilo a que já tem habituado, Petit optou por um 4-4-2. Kritciuk alinhou na baliza dos visitantes e, à sua frente, a linha defensiva foi composta por Diogo Calila, Danny, o capitão Gonçalo Silva e Ruben Lima.

O meio-campo escolhido e montado por Petit teve como “muralhas” Afonso Taira e Yaya, com o apoio dos alas Tiago Esgaio, que por vezes alinhou mesmo como defesa central, e Afonso Sousa.

Os avançado ao serviço do Belenenses SAD foram o veterano Silvestre Varela e, ao seu lado, Miguel Cardoso.

Ao longo do encontro, viu-se um Belenenses SAD a alinhar num 3-5-2, como Tiago Esgaio a ser um dos três centrais da equipa, principalmente nas transições defensivas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritciuk (8)

Diogo Calila (6)

Danny (6)

Gonçalo Silva (6)

Ruben Lima (6)

Tiago Esgaio (6)

Yaya (5)

Afonso Taira (5)

Afonso Sousa (6)

Varela (-)

Miguel Cardoso (6)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Teixeira (6)

Bruno Ramires (5)

Cassierra (-)

Cauê (-)

Richard (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Gil Vicente FC

BnR: Qual foi a razão pela qual só efetuou as restantes substituições já perto do final do jogo, sendo que duas delas aconteceram para lá dos 90 minutos?

Ricardo Soares: Na primeira parte tivemos uma intensidade altíssima. Conquistámos muita bola à frente, no nosso último terço, como não permitimos sequer nenhuma transição do Belenenses SAD. É uma equipa muito organizada defensivamente, das melhores defesas certamente. É uma equipa muito forte nas transições. A eficácia nas oportunidades de golo não tem sido a melhor. Analisámos meticulosamente este Belenenses SAD. Faltou-nos agressividade e eficácia. Temos de mérito a quem o tem. O Belenenses SAD fecha muito bem baliza. A minha decisão de não mexer tão cedo passa por ter um ritmo muito alto. O jogo ficou partido e podia pender para qualquer um dos lados. Preferi dar instruções para ajustar a equipa do que colocar jogadores que poderiam não ter o ritmo certo.

Belenenses SAD

BnR: A substituição forçada de Varela “estragou” o plano de jogo que o mister tinha pensado para este encontro?

Petit: Faz parte. Nós analisamos durante a semana o adversário. Nunca quisemos fazer uma substituição dessas. O Taira também veio de uma lesão. Com a entrada do Bruno, as coisas melhoraram. Começámos o jogo num 3-4-3 e acabou num 1-4-2-3. Na segunda parte, fomos crescendo. A equipa teve mais bola, mais situações, mas é

 

 

FC Porto | O passo que falta para se ver mais um Pepe, mas com ^

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Nas últimas horas, a imprensa voltou a dar ênfase a um nome que já parecia impossível para os lados do dragão: Pepê, extremo brasileiro de 23 anos do Grémio FB Porto Alegrense e suposto alvo do FC Porto.

Estamos em plena janela de transferências de inverno e o FC Porto precisa de resolver alguns problemas no plantel para atacar da melhor forma a segunda metade da época. Se são problemas que podem preocupar muito Sérgio Conceição? Nem por isso. Creio que existe apenas um toque ou outro que é preciso dar no plantel para a equipa estar completa e forte no ataque ao título.

Na minha opinião, se tivesse de sair um jogador nesta janela de mercado, escolheria claramente Felipe Anderson, até pelo bem da carreira do jogador. Muito se tem falado no regresso de Hulk, mas Pepê parece estar ainda mais próximo, não tivesse Sérgio Conceição já elogiado o jogador e, segundo consta, ter ligado ao próprio atleta a manifestar a sua vontade para que este fosse para a invicta.

Pepê não é um nome que só entrou agora nas cogitações portistas. Já desde o mercado de transferências do verão se falava na forte possibilidade de o extremo brasileiro rumar ao dragão numa transferência que ia significar um grande investimento monetário por parte do FC Porto.

A verdade é que entre a estrutura do Grémio FB Porto Alegrense não havia uma vontade para concluir o negócio. Contudo, a porta estava claramente aberta para se voltar a negociar no mercado de inverno. Parece que neste momento só falta esperar que a porta não feche para Pepê atravessar a rota do Brasil para Portugal.

Trata-se de um jogador que só nos últimos meses pegou destaca no Grémio FB Porto Alegrense depois da saída de Everton Cebolinha para o SL Benfica. Há mesmo quem o veja como o sucessor do atual número 7 do SL Benfica, mas são jogadores com algumas características díspares.

Em primeiro lugar, é importante referir que Cebolinha já tem um pergaminho e um estatuto bem vincado que até o levou à seleção brasileira. É um extremo puro com uma qualidade nos pés muito acima da média.

Pepê é ainda uma esperança, mas os números até agora não têm desiludido. Na presente época, e no somatório das competições, já são 17 golos em 52 jogos. É este o pormenor que o distingue de Otávio, jogador do FC Porto que mais se assemelha às suas características. Otávio é um guerreiro que ainda desequilibra o setor mais ofensivo do terreno. Um pau para toda a obra, se me permitem a expressão.

Pepê marca golos com uma maior facilidade, consegue ter uma capacidade de explosão superior, mas falta-lhe algo que, se não for corrigida, não vai ser do agrado de Sérgio Conceição. A capacidade de recuar e ajudar a equipa no processo defensivo. Esse é um problema recorrente dos jogadores que vêm do brasil, e, para isso, serve o período de adaptação no velho continente. O facto de poder jogar em terrenos mais interiores também é um pormenor interessante.

Ao longo deste artigo tenho falado que o negócio pode estar próximo de estar concluído, mas não deixo de pensar que a vinda de Pepê para o FC Porto não vai ser assim tão simples quanto isso.

Contudo, a verdade é que a generalidade dos órgãos de comunicação social noticiam que Sérgio Conceição já se pronunciou sobre o caso e que Deco, antiga glória portista que é sempre uma voz de peso para jogadores brasileiros, aconselhou Pepê a mudar-se para a cidade do Porto.

Até à rubrica estar feita, ainda muita tinta pode correr. O FC Porto ainda conta com Felipe Anderson e tem Hulk à espreita. No entanto, o desejo de vermos mais um Pepe, mas com ^, pode estar próximo de ser concretizado.