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NBA | Que o novo ano traga um novo James Harden

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Se há jogador na NBA a quem não se pode negar a qualidade é, definitivamente, a James Harden. No entanto, o que James Harden tem de barba e de qualidade, é o que lhe falta de senso comum e cabeça, por vezes.

O shooting guard de 31 anos carrega de forma praticamente solitária os Houston Rockets, desde que se juntou à franquia em 2012, após abandonar os Oklahoma City Thunder. Digo que “carrega a equipa” sendo que é, há quase dez anos consecutivos, o verdadeiro nome forte da casa. Harden é o contrabalanço daquilo que deve ser o jogo jogado: ótimo no ataque e, por vezes, péssimo na defesa. É possivelmente dos jogadores mais inteligentes da liga a nível de jogo, não fosse por isso que, de cada vez que chega à linha limite dos três pontos, o adepto comum de NBA já sabe que, das duas uma, ou o lançamento de James Harden cai sem espinhas dentro do cesto ou então é marcada falta.

Mas a questão parte verdadeiramente daquele que é o primeiro período do segundo parágrafo. Os Houston Rockets, nos últimos anos, tornaram-se na franquia do “Seja o que Harden quiser”. Já não existe outros termos para descrever o que os Rockets são hoje e tudo gira à volta do mesmo. A diferença de tratamento entre jogadores é abismal e a cedência às exigências de James Harden por parte do staff e dos donos da franquia é mais fácil do que ver o mesmo ganhar uma falta na linha de três pontos, e isso não é nada difícil.

Falamos de um jogador que, depois da pausa do fim-de-semana de All-Star, nunca aparecia ao primeiro treino da equipa para retomar o campeonato por “estar ausente” – como quem diz, o que acontece em Las Vegas fica em Las Vegas. Harden parece aquele filho mais novo que os pais não querem “educar a mal” então deixam com que faça o que quiser de livre vontade. Um antigo membro do staff dos Rockets chegou mesmo a dizer em público que James Harden nunca ouviu um não antes.

A verdade é mesmo essa e não há como a negar. Consegue ser um exemplo de jogador dentro da quadra, apesar de falhas que evidentemente todos têm (nem todos são como Kobe), mas fora do pavilhão, não está nada perto daquilo que deve ser considerado um exemplo.

Não existe uma offseason em que os rumores de trocas e saída de Harden não apareçam na ribalta, apesar de já todos saberem que é só uma manobra de diversão. É um dos que dá opinião nas grandes decisões da franquia, tanto a nível de jogadores como corpo técnico, tanto em contratações como despedimentos.

Mas uma das últimas gotas foi o quebrar de protocolo relativo à pandemia de COVID-19. James Harden não compareceu nos primeiros dias de treino, pouco antes da época começar no final de dezembro. Afinal, para Harden não tem mal andar em festas repletas de gente sem cumprir o mínimo de regras de segurança no meio de uma pandemia e publicitar isso mesmo nas redes sociais.

Custa genuinamente aceitar como não existe alguém que ponha mão nisto. Mas, no final de contas, ele pode fazer o que quiser. No jogo seguinte marca 50 pontos, faz um triplo-duplo e tudo está bem quando acaba bem.

Em suma, espera-se que 2021 traga um James Harden com mais consciência. Apesar do bom jogador que demonstra ser dentro do pavilhão e do exemplo de jogador inteligente que acaba por ser, que este novo ano traga um novo Harden.

Foto de Capa: NBA

FC Porto 3-0 Moreirense FC: Valeram Corona e os suplentes em noite de bater os dentes

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A CRÓNICA: MANTAS DO BANCO AQUECERAM OS PÉS AOS AVANÇADOS

Novo ano, a mesma luta. A Liga não pára e FC Porto e Moreirense FC encontraram-se no Estádio do Dragão para disputar o encontro da 12.ª jornada. Para os cónegos um jogo diferente, com certeza, já que o treinador, César Peixoto, havia sido despedido no dia anterior.

Ao contrário do que muitos previa, o Moreirense não veio ao Dragão apenas defender. Apesar de privilegiarem o aspeto defensivo, os homens de Leandro Pires procuraram sair em transições rápidas com futebol apoiado e remataram mesmo à baliza do FC Porto, só que sem perigo para Marchesín.

Aliás, numa e noutra baliza, registaram-se poucas oportunidades de golo no primeiro tempo. A primeira deu precisamente golo: Corona combinou com Manafá e, quando foi à disputa de bola com Ferraresi, dentro de área, tocou a bola sobre o defesa, que acabou por rasteirar o mexicano. Penalti para Sérgio Oliveira e estava feito o primeiro dos dragões.

Aos 33′, Taremi exagerou no desvio após um passe a rasgar a defesa de Sérgio Oliveira e aos 38′, o mesmo Taremi, respondeu afirmativamente a um cruzamento de Corona, mas acertou na trave, seguindo-se uma nova tentativa de Marega para uma soberba intervenção de Pasinato. O guarda-redes conseguiu, num curto espaço de tempo, levantar-se do chão e voar para impedir que o cabeceamento de Marega acabasse no fundo das redes. Vantagem mínima ao intervalo de uma primeira parte fria, quase tão fria como as minhas mãos a escrever este texto.

Corona, Corona e mais Corona, e Taremi, por vezes. Foi por eles que passou a maior parte do perigo portista na segunda parte. Aos 49′, Taremi isolou Corona, mas o mexicano foi demasiado altruísta a tentar dar o golo a Sérgio Oliveira e Rosic cortou o esférico.

O Moreirense não abdicava de atacar e, num contra-ataque rápido, poderia mesmo ter igualado a partida. Pasinato lançou para Yan, que desmarcou Pires. O brasileiro viu Marchesín fora de posição, cruzou ao segundo poste para Walterson, mas o 77 não chegou para desviar.

No minuto seguinte, voltou Corona a aparecer diante de Pasinato, mas não conseguiu finalizar. Desta vez foi com os olhos na baliza, mas o guarda-redes brasileiro agigantou-se e travou o remate do extremo.

Toni Martínez entrou para o lugar de Marega e mostrou mais trabalho que o maliano. Marcou aos 77′, mas o golo foi invalidado por fora de jogo de 3 centímetros de Taremi na jogada e, aos 87′, faturou novamente, com a ajuda de D’Alberto. Manafá cruzou, Toni Martínez rematou de forma atabalhoada, a bola desviou em D’Alberto e traiu Pasinato.

Houve ainda tempo para Evanilson entrar e faturar. Depois de uma viragem de jogo que só a visão de jogo de Fábio Vieira permite, Sérgio Oliveira assistiu Evanilson, que, no coração da área, desviou a contar para o terceiro dos portistas.

Numa noite fria no Dragão, os suplentes largaram as mantas e mostraram trabalho a Sérgio Conceição ao fecharem o jogo.

 

A FIGURA

Aos 49', Taremi isolou Corona, mas o mexicano foi demasiado altruísta a tentar dar o golo a Sérgio Oliveira e Rosic cortou o esférico.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Tecatito Corona – O mexicano foi o jogador em maior destaque ao longo da partida, a par de Taremi. Todo o perigo causado pelo FC Porto nasceu num destes  dois jogadores, sendo Corona o mais regular na criação dos lances de maior proximidade à baliza de Mateus Pasinato.

O FORA DE JOGO

 Nahuel Ferraresi – O defesa central do Moreirense não esteve feliz nesta noite. Além de cometer a grande penalidade que deu vantagem ao FC Porto, totalizou seis perdas de posse de bola.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Os dragões optaram pelo 4-4-2, com dois extremos puros: Corona e Luis Díaz. Sérgio Conceição não quis mexer no quarteto ofensivo que deu frutos em Guimarães e a opção mostrou-se válida, já que aparecendo por dentro ou mais junto à linha, Díaz e Corona foram os que mais perigo criaram. Taremi, como habitual, apareceu em zonas de finalização mais atrasadas em relação a Marega, que foi procurado sempre na profundidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)

Mbemba (6)

Diogo Leite (6)

Zaidu (6)

Manafá (6)

Uribe (6)

Tecatito (8)

Luis Díaz (6)

Sérgio Oliveira (7)

Marega (5)

Taremi (8)

SUBS UTILIZADOS

Toni Martínez (7)

Evanilson (7)

João Mário (5)

Fábio Vieira (6)

Romário Baró (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

O Moreirense FC apresentou-se desinibido no Dragão e procurou sair a jogar para surpreender o FC Porto. Em 3-4-3, com o veloz Walterson na frente, os homens de Moreira de Cónegos apresentaram-se ,na construção ofensiva, com Fábio Pacheco no meio dos centrais, com os laterais bem projetados e abertos para dar largura e com os extremos a procurarem diagonais mais para dentro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mateus Pasinato (7)

Rosić (5)

Fábio Pacheco (6)

Ferraresi (4)

D’Alberto (5)

Filipe Soares (6)

Alex Soares (4)

Abdu Conté (5)

Yan (7)

Pires (6)

Walterson (6)

SUBS UTILIZADOS

Ibrahima (5)

Galego (5)

Afonso Figueiredo (5)

David Tavares (-)

Franco (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Bola na Rede: Hoje os suplentes deram uma boa resposta quando entraram. Qual será a importância destas soluções alternativas num mês tão preenchido como será este de janeiro?

Sérgio Conceição: Não foi só hoje, ainda há bem pouco tempo, contra o Vitória, também deram uma boa resposta, tem sido habitual no nosso grupo os jogadores que entram darem sempre alguma coisa ao jogo. O jogo teve coisas boas e menos boas, ninguém se admiraria se houvesse mais um ou outro golo.

Moreirense FC

Bola na Rede: O Moreirense, apesar desta segunda mudança de treinador, está no nono lugar. Qual o segredo para esta aparente estabilidade na tabela classificativa? 

Leandro Pires: Penso que entramos bem no jogo. Foi uma infelicidade do Ferraresi cometer a grande penalidade. Se ao intervalo estivesse 0-0, seria mais justo. Na segunda parte, tentamos a mesma dinâmica, explorar a profundidade, podíamos ter feito um golo, embora o resultado seja desajustado, não é injusto. O segredo prende-se com o o compromisso e trabalho dos jogadores, que é de enaltecer.

Leixões SC 0-0 SC Covilhã: Nem história, nem fio de jogo, nem golos

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A CRÓNICA: O FILHO BOM À CASA TORNA, MAS NEM ISSO FOI SUFICIENTE

Passados dois meses, o Leixões SC voltou a jogar na sua casa. Depois de jogos adiados consecutivamente dado um surto de COVID-19 no clube, tanto em jogadores como em staff, a equipa matosinhense retornou ao Estádio do Mar para defrontar o SC Covilhã, em jogo a contar para a Segunda Liga Portuguesa.

O jogo começou sem grandes oportunidades, mas algo faltoso e agressivo por ambas as equipas. A primeira oportunidade flagrante de golo apareceu aos 18 minutos, onde Avto recebeu a bola às portas da baliza e, por centímetros, não inaugurou o marcador a favor do Leixões. Em jeito de resposta, a equipa visitante também possuiu uma oportunidade golo, dois minutos depois, onde Enoh rematou com força para uma grande defesa de Beto.

Apesar de um jogo bastante focado em posse de bola para ambas as equipas, o Covilhã esteve quase sempre por cima. O culminar disso mesmo foi o cruzamento de Jean Felipe, onde a bola foi telecomandada para a cabeça de Gleison, entrou na baliza de Beto, mas o golo foi invalidado por fora-de-jogo.

O jogo prosseguiu sem mais história, sendo que já era pouca a que existia para contar. A bola não saía do meio-campo e, se alguma vez chegava ao último terço do campo, não chegava à baliza de nenhum dos guarda-redes. Nem os serranos, nem os leixonenses conseguiam ter uma oportunidade verdadeiramente flagrante para alterar tanto o resultado como o rumo do jogo.

Em termos de critério, o Covilhã teve sempre muito mais a nível ofensivo do que o Leixões. As oportunidades de golo para os serranos, apesar de não serem evidentes, surgiam e com algo perigo, mas não foram eram suficientes para inaugurar o marcador. Critério largo foi também o escolhido pelo árbitro João Bento que, num jogo tão faltoso de ambas as equipas, só tirou o cartão amarelo do bolso aos 64 minutos.

A verdadeira oportunidade de golo para os serranos apareceu aos 69 minutos, com um remate à lei da bomba por parte de Gui Inters que obrigou Beto a uma enorme defesa. Passados dez minutos dessa grande oportunidade, o jogo das faltas acabou dentro da área do Leixões. Deivison Borges sofreu uma falta dentro da grande área e João Bento apontou para a marca dos onze metros. Filipe rematou, mas Beto, mais uma vez, salvou a equipa matosinhense de sofrer golo.

O jogo terminou mesmo desta forma. Sem história, sem golo e sem vitória para nenhuma das equipas. O marcador não se alterou e o 0-0 permaneceu até ao final dos 90 minutos.

 

A FIGURA

Beto – Se o resultado se manteve inalterado, deve-se a Beto. O veterano guardião do Leixões fez das tripas coração para salvar a equipa da derrota. Um exemplo dentro de campo e o homem que garantiu o único ponto que a equipa de Matosinhos arrecadou no encontro. Várias foram as defesas, incluindo a de uma grande penalidade.

O FORA DE JOGO

Jogo sem história – Esperava-se outro fio de jogo. Num encontro onde as duas equipas precisavam indubitavelmente de vencer, não houve a garra suficiente para tal acontecer. Viu-se um jogo muito mais faltoso e agressivo do que propriamente jogado para fazer a diferença no marcador e no rumo que ambas as equipas levam.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

João Eusébio manteve o 4-3-3 algo ofensivo, a nível tático e dadas as individualidades dos jogadores que escolheu para integrarem o onze inicial. O veterano Beto continuou a defenderas redes do Leixões. A linha defensiva manteve-se composta por Brendon, Pedro Pinto, Rafael Furlan e Edu Machado.

O meio-campo permaneceu seguro por Machado, Nduwarugira e Rodrigo, com vista a apoiar Avto e Encada, companheiros do homem mais avançado da equipa de Matosinhos, Nenê.

 XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Beto (7)

Paulo Machado (6)

Pedro Pinto (6)

Rafael Furlan (5)

Jefferson Encada (6)

Nenê (6)

Edu Machado (6)

Nduwarugira (6)

Avto (6)

Brendon (6)

Rodrigo (6)

 SUBS UTILIZADOS

Rui Pedro (6)

Kiki (6)

Jota Silva (-)

Jota (-)

 

 ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

Nuno Capucho foi a jogo com um 3-5-2, com um meio-campo bastante compacto. Léo segurou as redes, com uma linha de três defesas composta por André, Jorge Vilela e Joel Vital.

O meio-campo foi uma muralha composta por Enoh, Tiago Moreira, Filipe, Gui Inters e Jean Felipe. Os homens-alvo da equipa visitante foram Gleison e Daffe.

 XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo (7)

André (6)

Filipe (6)

Jean Filipe (6)

Joel Vital (6)

Daffe (6)

Tiago Moreira (6)

Jorge Vilela (6)

Gleison (7)

Gui Inters (7)

Enoh (7)

 SUBS UTILIZADOS

Lamine (6)

Deivison Borges (6)

Leo Cá (6)

Inusah (-)

 BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

LEIXÕES SC

BnR: Uma pequena análise daquilo que foi o jogo, e pergunto também o que falta para alterar o que rumo que a equipa está a levar, dado que não vencem desde novembro?

João Eusébio: Penso que foi um jogo bem disputado, equilibrado e com uma intensidade enorme. Houve momentos em que o Leixões esteve por cima, com uma atitude competitiva diferente e uma imagem diferente. Hoje, os jogadores tiveram uma atitude muito forte, mas também tenho de dar mérito ao Covilhã. Só tenho de ficar orgulhoso com esta cara, com este Leixões, penso que com esta atitude o Leixões vai ganhar mais jogos.

Quando vim para o Leixões, vim como coordenador técnico do futebol e era essa a minha função, sempre foi. Respondendo ao Bola na Rede, é um facto que os primeiros jogos do Leixões levaram a uma mudança de treinador. Temos dois jogos em atraso, temos jogadores que ficaram em confinamento, alguns acusaram o desgaste de 10 e 14 dias em casa. Foi preciso fazermos uma “mini-pré-época” para alguns terem uma melhor performance e equilibrada. O meu cargo era coordenador técnico. É esse cargo que eu ocupo, sempre ocupei e já me vieram dizer que sou mais útil nesse cargo. A partir de hoje, vou ocupar simplesmente o cargo de coordenador técnico e vou deixar o cargo de treinador.

SC COVILHÃ

BnR: Uma análise ao jogo e perguntava-lhe, igualmente, o que faltou para o Covilhã sair deste encontro com os três pontos?

Nuno Capucho: Foi um jogo dinâmico. O jogo foi repartido e tivemos a possibilidade de vencer. Tivemos uma melhor definição no último terço do campo. Os últimos jogos não demonstraram o melhor da nossa equipa: não pressionavam, não criavam ocasiões de golo, não defendia e, assim, tínhamos muito mais dificuldades. Este campeonato é muito competitivo e gostei do jogo.

Ciclismo | As 5 melhores etapas de 2020

Ao sprint, no contrarrelógio, a solo ou até em alta montanha. Apesar de atípico, 2020 foi pródigo em grandes momentos no escalão máximo do World Tour de ciclismo, presenteando todos os amantes da modalidade com vitórias simbólicas, estrondosas e frenéticas.

A sociedade entre os termos espetáculo e emoção pôde ser sentida no seu mais alto esplendor em qualquer uma das etapas a seguir mencionadas. Venha daí e relembre cinco vitórias que enalteceram uma temporada inesquecível pelas mais variadas razões.

Ranking sem ordem específica

CS Marítimo 0-0 Boavista FC: Insulares e axadrezados anulam-se nos Barreiros

A CRÓNICA: NINGUÉM SE FICA A RIR NO ANO NOVO

No primeiro jogo do ano novo, CS Marítimo e Boavista FC, subiram ao relvado do Estádio do Marítimo, com o objetivo de entrar em 2021 com o pé direito, e tendo em conta que os ´axadrezados´ entravam para esta jornada no 17º lugar do campeonato, perspetivava-se que fosse uma boa tarde de futebol, na Madeira, com ambas as equipas em busca dos três pontos.

O jogo encetou com o pé no acelerador e depressa se viu ação nas duas áreas, mas sem grande perigo quer para Amir, quer para Leo Jardim. À passagem do minuto dez da primeira parte, eram os ´leões da Madeira´ que tomavam conta do jogo, sempre com uma boa troca de bola entre os seus jogadores e demonstrar um excelente critério no que à posse de bola, diz respeito. Mas como no futebol, tudo pode mudar a qualquer instante, foi o Boavista que teve a primeira grande oportunidade da partida, numa desconcentração de René Santos, o luso-inglês Angel Gomes, aproveitou e disparou para uma defesa apertada do guarda-redes iraniano, Amir.

Em resposta, numa transição ofensiva, os homens de Milton Mendes introduziram a bola na baliza das panteras negras, mas de pronto o árbitro Luís Godinho assinalou fora-de-jogo a Rodrigo Pinho.

O relógio marcava os 30 minutos, e a verdade é que a qualidade do jogo tinha decaído um pouco, havendo uma maior ´batalha´ a meio-campo, com pouca ação juntos das balizas. Para os últimos doze minutos da primeira metade do encontro, a formação da AF Porto, começou a pegar mais na bola, mas nem por isso conseguia criar mais perigo.

Até final da primeira parte, o relvado do Estádio do Marítimo deu lugar a um terreno de batalha, pois era assim que se podia descrever os restantes minutos do primeiro tempo, uma tremenda ´batalha naval´, onde o espetáculo futebolístico andou algo desaparecido.

Ao intervalo, as estatísticas do encontro ditavam 58% de posse de bola para os condados do brasileiro Milton Mendes, e 42% para a equipa do professor Jesualdo Ferreira, o que não traduzia claramente aquilo que foi os primeiros 45 minutos.

Para o início da segunda metade, o Boavista veio mais determinado em provocar distúrbios no jogo maritimista, apostado em pressionar a saída de bola dos ´leões do Almirante Reis´. Todavia, o primeiro remate pertenceu aos madeirenses, pelos pés de Jean Irmer, ao qual Leo Jardim, defendeu sem grande dificuldade.

O placard teimava em não mexer e o treinador do Boavista ao vê-lo, decidiu mexer na turma do ´Bessa´, no entanto, foi o ´maior das ilhas´ que esteve mais próximo do golo com a dupla Joel-Pinho a se entender na perfeição, finalizando o internacional pela seleção dos Camarões, para mais uma boa defesa do guardião brasileiro do Boavista.

Jefferson Kibe entrou para os derradeiros 15 minutos da partida, com o propósito de desgastar a defensiva axadrezada, porém a formação do Boavista não parecia ceder, até foi quem criou a situação de maior aflição na área ´verde-rubra´.

Aos 90 minutos, o árbitro auxiliar levantou a placa de tempo extra, fazendo jogar mais sete minutos na primeira partida na ilha da Madeira em 2021, não se alterando o 0-0, até final.

 

A FIGURA

Angel Gomes – Deu um ´show´ de bola na tarde fria de domingo. Tem vindo a demonstrar jogo a jogo, o porquê de ser uma das maiores promessas do futebol europeu, e percebe-se bem porque tem esse rótulo. Joga com um perfume diferente dos outros, dos pés dele a bola sai sempre redondinha, sempre a distribuir com critério. É, aos 20 anos, um verdadeiro craque.

 

O FORA DE JOGO

René Santos – Esteve abaixo daquilo que costuma exibir. Apresentou-se algo desconcentrado para a tarde de domingo frente ao Boavista. Fez várias faltas, inclusivamente podia ter visto o cartão vermelho, e perdeu outras tantas bolas que podiam ter resultado no golo ´axadrezado´.

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

“Na equipa que ganha, não se mexe”, parece ter sido essa a máxima que Milton Mendes utilizou para defrontar o Boavista, visto que repetiu o mesmo onze que jogou em Vila do Conde, frente ao Rio Ave.

Num sistema de três centrais, o Marítimo saía a jogar de maneira curta, desde os defesas ´verde-rubros´, com o francês Rafik a ser o alvo preferido para construir jogo no último terço.

Defensivamente era um Marítimo quase sempre concentrado, impondo-se na maior parte das vezes ao seu adversário, recuperado a bola quase imediatamente a seguir ao momento da perda.

Na segunda parte do encontro, o CS Marítimo, entrou mais expectante daquilo que o Boavista poderia ser capaz de fazer, tentando sempre controlar a profundidade dos homens vestidos de preto e branco. Mas cedo percebeu que não podia ficar apenas a ´ver´, e então fez-se ao jogo, tentando jogar em ataque organizado ou em contra-ataque.

Aos 70´minutos, Milton Mendes meteu Rúben Macedo para a saída de Rafik Guitane, com o objetivo de imprimir mais velocidade no jogo ´verde-rubro´, no entanto em nada essa opção resultou. Então, o treinador interino do CS Marítimo substituiu o central René Santos, que não esteve muito abaixo do esperado, para o lugar do extremo Edgar Costa, a fim de atacar os três pontos, em 4-4-2. No entanto, nenhuma das substituições provocou uma alteração no placard final.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir Abedzadeh (6)

Claúdio Winck (6)

René Santos (SC) (4)

Zainadine © (5)

Leo Andrade (5)

Marcelo Hermes (5)

Jean Irmer (5,5)

Franck Bambock (5,5)

Rafik Guitane (5,5)

Joel Tangeue (5)

Rodrigo Pinho (5)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Macedo (4)

Jefferson Pessanha (4)

Edgar Costa (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Assim como Milton Mendes, Jesualdo Ferreira também optou por repetir o onze em relação à jornada anterior.

A jogar num 4-3-3 ofensivo, o Boavista não produziu muito em termos ofensivos, mas a verdade é que foi dos ´axadrezados´ a primeira grande oportunidade do jogo, aproveitando um erro do adversário.

Defensivamente a equipa do distrito do Porto, entrou algo nervosa e demonstrava as franquezas que explicavam o facto de serem a par do CD Tondela, a pior defesa da Liga. Contudo, nas alturas os cruzamentos eram todos eliminados pelo nigerianano Chidozie.

Com o passar do tempo, o Boavista ia melhorando o seu jogo defensivo, e ia conseguindo controlar a profundidade que o Marítimo tentava dar aos seus laterais. Já ao nível atacante, sempre que tentava criar perigo era pelos pés do prodígio inglês, Angel Gomes, que tem vindo a mostrar jogo a jogo, o porquê de puder vir a ter um grande futuro.

Para a segunda metade, Yusupha Njie ficou no balneário e entrou para o seu lugar o brasileiro Gustavo Sauer, também ele um extremo. Assim, as ´panteras negras´ iniciaram os segundos 45 minutos a jogar em ataque organizado, a pressionar o seu adversário sempre que não tinha a bola.

Aos 67´minutos, Jesualdo Ferreira fez entrar Ricardo Mangas e Tiago Morais, mudando assim, ligeiramente, o desenho tático para um 4-2-3-1.

Ofensivamente, o Boavista atacava sempre através da inteligência de jogo de Angel Gomes, que parecia incansável, a trabalhar sempre em prol da equipa, quer a nível ofensivo, quer a nível defensivo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Leo Jardim (6)

Reggie Cannon (5)

Chidozie © (6)

Cristian Devenish (4)

Yanis Hamache (4)

Show (4)

Nuno Santos (SC) (4)

Angel Gomes (6)

Paulinho (5)

Yusupha Njie (4)

Alberth Élis (5)

SUBS UTILIZADOS

Gustavo Sauer (4)

Ricardo Mangas (3)

Tiago Morais (3)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Boavista FC

Não foram colocadas questões ao técnico do Boavista, Jesualdo Ferreira

CS Marítimo

BnR: A sua equipa teve mais posse de bola, fez mais remates, o que faltou para ganhar o jogo?

Milton Mendes: O golo (risos). Nós tentamos de tudo, por dentro, por fora, jogadas de combinação, tudo. Não posso pedir mais aos jogadores, porque eles fizeram tudo aquilo que nós treinamos. Tentamos de todas as formas. Mudamos durante o jogo, metemos o Macedo e tiramos o Rafik, para fazer o movimento de dentro para fora, mas nada resultou. Queríamos os três pontos, mas o empate foi muito bom.

Os 5 jovens jogadores internacionais a seguir em 2021

Todos os anos, o mundo vê surgir uma nova fornada de jovens craques. Uns já com o rótulo de estrela colado há algum tempo, mas outros, são uma prenda surpresa para os clubes. É sempre uma tarefa ingrata tentar prever qual vai ser o desenvolvimento do atleta. No entanto, ao mesmo tempo, é desafiante perceber se as nossas apostas se vão concretizar ou nos envergonhar.

Neste artigo viajamos até à Argentina, Holanda, Dinamarca, Alemanha e Escócia para colocar a lupa nestes cinco jovens jogadores. São todos muito jovens, mas com credenciais bastas para começarem a jogar entre os graúdos. Alguns até já se estrearam e estabeleceram-se como titulares nas respetivas equipas.

Universo Paralelo: E se Luka Doncic terminasse a carreira agora?

Perguntaram-me se achava que Luka Doncic merecia um lugar no Hall of Fame, caso se retirasse agora.

A minha resposta imediata foi que não, ainda não fez o suficiente com os Mavericks para o justificar. Mas depois relembraram-me que o Naismith Basketball Hall of Fame, não é apenas para jogadores da NBA. E que apesar da esmagadora maioria ter jogador na National Basketball Association, existem seis atletas que nunca jogaram na liga norte-americana, mas conseguiram o seu lugar no panteão da modalidade por tudo o que fizeram na Europa

Luka Doncic é a nova joia da coroa da NBA. Depois de ter sido escolhido em terceiro lugar no Draft de 2018 pelos Atlanta Hawks – e imediatamente trocado por Trae Young, escolhido na 5ª posição pelos Dallas Mavericks – o jovem esloveno assumiu-se como o líder da equipa, uma das caras da NBA, e como o futuro da liga.

No entanto, antes de chegar aos Estados Unidos, o jovem base esloveno já possuía uma carreira profissional em Espanha, recheada de troféus e prémios individuais.

Em 2015, com apenas 16 anos, estreou-se na equipa profissional do Real Madrid, e a partir desse momento foi-se tornando uma das suas peças fundamentais. Nos três anos que se seguiram venceu uma EuroLeague – na qual foi MVP, MVP da Final4 e esteve no cinco ideal – foi duas vezes jovem revelação, venceu três campeonatos espanhóis, MVP da Liga ACB, jogador jovem do ano por duas ocasiões, tudo enquanto conseguia médias de 14 pontos, 5 ressaltos e 5 assistências.

Em apenas três épocas, Luka Doncic conseguiu demonstrar todo o seu talento, de tal forma que foi eleito para a equipa da década 2010-2020 da EuroLeague.

A juntar a todos estas distinções, desde que chegou à NBA, Doncic elevou o seu nível a patamares ainda mais altos, e em duas épocas com os Mavericks foi eleito Rookie do Ano, esteve na All-NBA First Team, e ainda foi nomeado para o seu primeiro jogo All-Star.

São poucos os atletas que se podem gabar de ter um currículo tão extenso com apenas 21 anos, mas Luka não fica por aqui. Para além das conquistas ao nível de clubes, também com a seleção eslovena o base se destaca. Em 2017, e apesar de uma lesão, venceu o Campeonato da Europa, sendo eleito para o melhor cinco do torneio.

Olhando para todos os troféus e recordes, Doncic tem uma candidatura muito forte ao Hall of Fame. Mas será que já lá chegou? Diria que não.

Os seis atletas presentes nesse panteão do basquetebol, mas que nunca jogaram na NBA, venceram múltiplas EuroLeagues, foram grandes marcadores de pontos, e destacaram-se com as suas seleções nacionais em vários Jogos Olímpicos.

Apesar de estar perto, Luka precisa de se afirmar ainda mais no panorama da NBA. Se a sua carreira se desenvolver como todos pensamos, então não existem grandes dúvidas que chegará ao Hall of Fame. Mas para já, ainda é muito cedo para o colocar nesse patamar.

Foto de capa: Dallas Mavericks

Investir no futuro: Pedro Porro, Pedro “Pote” Gonçalves e Bruno Tabata

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Com o decorrer da época, Pedro Porro, Bruno Tabata e Pedro Gonçalves são os jogadores contratados que, efetivamente, podem dar um retorno desportivo e financeiro ao clube: . Antes de mais, devo dizer que os reforços desta época estão a surpreender pela positiva: nos anos passados, a maioria dos reforços não singraram com a camisola verde e branca, mas esta tendência inverteu-se este ano através da entrada de jogadores com muita qualidade que estão a contribuir para o aparente sucesso desportivo do Sporting CP.

No entanto, na época em que os jogadores contratados se estão a adaptar melhor ao clube, o Sporting CP, por motivos financeiros, não conseguiu garantir a totalidade de vários passes e necessitou de recorrer a alguns empréstimos. Assim, tanto Pedro Gonçalves como Pedro Porro e até Bruno Tabata são jogadores que o clube devia priorizar no que toca ao investimento do dinheiro no futebol.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Estes três são jogadores que, além de serem mais valias desportivas, se podem tornar em mais valias financeiras. São muito importantes para o desenvolvimento do clube de Alvalade. Pedro Gonçalves é o melhor marcador do campeonato, Pedro Porro aparenta ser um dos melhores laterais direitos que vi jogar no clube e Bruno Tabata está a começar a afirmar-se na equipa como um jogador que pode resolver jogos através dos desequilíbrios que cria.

O Sporting CP, apesar de possuir 100% do passe de Bruno Tabata e de Pedro Gonçalves (de acordo com o comunicado do SCP à CMVM), numa futura venda tem de dar 90% do valor de Bruno Tabata ao Portimonense SC e 50% do valor de Pedro Gonçalves ao FC Famalicão. Nesse mesmo relatório informa que o Sporting CP pode reduzir os 90% da futura venda de Tabata para 50% mas, mesmo assim, o clube devia procurar baixar esse valor em ambos os jogadores.

Em relação ao caso de Pedro Porro, que vem emprestado do Manchester City FC, o clube possui opção de compra que consta ser por volta dos oito milhões de euros, valor que está muito abaixo daquilo que o lateral pode vir a valer no futuro se continuar a mostrar-se ao nível que nos tem habituado.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Penso que uma parte do futuro do Sporting CP em termos desportivos e financeiros está nestes jogadores pelo que, se possível, deve-se fazer um esforço para garantir maiores percentagens de venda futura e, no caso de Porro, garantir o passe do jogador em definitivo. É claro que estamos a falar de quantias elevadas de dinheiro, mas, neste caso, seria dinheiro investido em jogadores com provas dadas pelo clube que seriam um risco muito menor.

Muito sinceramente, considero que o caso mais difícil de resolver dentro dos três que abordei seja o de Pedro Porro, visto que quem está do outro lado é o Manchester City FC que, certamente, pretende que o jogador volte, mas, nesse momento, o Sporting CP tem de garantir os seus interesses e pedir dinheiro para não ativar a cláusula de compra, conseguindo algum lucro com o jogador que, ao fim dos dois anos de empréstimo, já terá dado bastante retorno desportivo!

São três casos para a atual direção pensar e resolver… quanto mais cedo melhor porque com o passar do tempo e com o desenvolvimento dos jogadores, os clubes que detêm poder sobre esses mesmos jogadores vão começar a pedir mais para os libertar e, com um Sporting CP que até aparece num artigo do prestigiado jornal espanhol ‘Marca’, o preço dos jogadores de Alvalade vai aumentar! Frederico Varandas tem de aproveitar…

FC Porto x Moreirense FC | 5 dados estatísticos para o encontro

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À 12.ª jornada da Primeira Liga Portuguesa jogar-se-á o 25.º duelo entre FC Porto e Moreirense FC numa fase em que uma vitória de um dos lados pode levar a uma eventual subida de posição na tabela classificativa.

OS CÓNEGOS SÓ VENCERAM UMA VEZ OS AZUIS E BRANCOS PARA A LIGA E NO DRAGÃO NUNCA O FIZERAM. HAVERÁ SURPRESA OU CONTINUIDADE PORTISTA VITORIOSA? APOSTA JÁ EM BET.PT!

Neste momento, o FC Porto ocupa o terceiro lugar do campeonato com 25 pontos, menos quatro que que o Sporting CP e menos dois que o SL Benfica.  O Moreirense FC ocupa o oitavo lugar e, caso vença, pode empatar com o sexto classificado, FC Paços de Ferreira. Contudo, a estatística está do lado da equipa da casa, mas o futebol não é feito de estatísticas.

O Moreirense FC tem apenas duas vitórias ao FC Porto na sua história nos 24 jogos em que as duas equipas se encontraram. O FC Porto, por sua vez, ganhou 17 vezes, restando os cinco empates que se deram entre ambos. Pepe, Marcano, Mbaye falharão jogo por lesão, Otávio por castigo e Mbemba ainda é dúvida para a partida. Do lado do Moreirense FC, Lacerda, Pedro Amador, Pedro Nuno, Sori Mané, Matheus Silva e André Luís estarão de fora da partida.

A entrevista de Pinto da Costa no seu 83.º aniversário

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No seu 83º aniversário (a 28 de dezembro), Jorge Nuno Pinto da Costa concedeu uma entrevista ao jornal O JOGO. Ainda que tenha sido uma conversa algo curta, Pinto da Costa, no seu estilo de sempre, deixou promessas em relação ao plantel e lançou ainda fortes críticas ao executivo de António Costa.

Num aniversário especial, com a conquista da Supertaça dias antes, Pinto da Costa aproveitou para realçar o papel de Sérgio Conceição e também do plantel, destacando estes por, mesmo após tantos jogos, conseguirem “jogar assim e mostrar que sentem a camisola”. Naquele que foi o seu 63.º troféu, e o primeiro desde a morte de Reinaldo Teles, o presidente não esqueceu o mítico dirigente e seu próximo amigo: “E festejei-a também com Reinaldo Teles, que estava ali ao meu lado”.

Aproveitou também para mandar uma farpa para a comunicação social, que “coloca os nossos rivais sempre como uma equipa imbatível e nos apresenta como acompanhantes da festa dos outros”. Mas, apesar disso, espera que a época acabe, como “muitas vezes”, com o FC Porto a festejar.

Em relação às outras equipas a disputar o campeonato, Pinto da Costa confessa não ver as suas partidas sem ser contra os dragões, acrescentando que “pelo que tenho visto e pelos resultados, penso que sim, que somos a melhor equipa”.

O outro grande tema a ser falado nesta entrevista foi, como não poderia deixar de ser, a pandemia. Pinto da Costa lançou palavras muito fortes em relação à falta de público nos estádios, apelidando a decisão de “lamentável, incompreensível e estúpido”. Como já havia afirmado no passado, o presidente reiterou que se há público nas “touradas, congressos, festas políticas e espetáculos”, com alguns em espaços fechados, não faz sentido não haver nos jogos de futebol ao ar livre.

Acusou ainda o Governo de não considerar “importante o que vários clubes fazem por Portugal com as suas vitórias internacionais”. Para além de não permitir público nos estádios, o executivo não se apresentou, como é costume, na Supertaça do passado dia 23. António Costa estava em isolamento, mas o presidente do FC Porto não viu razão nenhuma para justificar a ausência do “Sr. ministro da tutela e o Sr. secretário de Estado do Desporto”.

As consequências deste fecho contínuo do público nos palcos do futebol podem ser fatais, segundo Pinto da Costa. Ao FC Porto, para já, causou um prejuízo de 29 milhões de euros, mas o presidente fala de um outro problema menos palpável: o afastamento dos mais novos da modalidade. “Está a afastar os jovens do futebol, como adeptos e praticantes”.

Ainda assim, mesmo com as quebras de receitas sentidas nesta época, Pinto da Costa assegura uma coisa: “Dos jogadores que formam o núcleo base da equipa, posso afirmar que não sairá ninguém em janeiro”. Em termos de chegadas, também não prevê nenhuma novidade, por acreditar que o plantel atual dá todas as garantias necessárias ao clube.

O FC Porto aproveitou ainda o aniversário da sua maior lenda para realizar a cerimónia de entrega da Supertaça ao Museu do clube.

Artigo revisto por Mariana Plácido