Parece surpreendente, mas vou já levantar o véu de que os jogadores do Wolverhampton Wanderers FC estão em maioria. Apesar da incomparável história e palmarés entre as duas equipas, a verdade é que desde a entrada de Nuno Espírito Santo no comando técnico dos lobos, o rendimento da equipa e dos seus jogadores tem sido cada vez melhor, mais consistente e tem conseguido afirmar o clube na alta roda do futebol Inglês.
Em contrapartida, um Arsenal FC em decadência, cada vez mais longe da conquista de títulos e que inclusivamente deixou de ser uma presença assídua na Champions League.
Apesar das duas equipas atuarem em sistemas bastante diferentes, vou utilizar uma tática de 3-5-2.
Começou a aventura como treinador em 1980/81 e, atualmente, ainda está ligado ao Futebol, Henrique Calisto participou no Mourinhos vs. Guardiolas para contar a sua experiência. As passagens pelo Vietname, pela China e pela Angola não foram esquecidas, porém, não se esqueceu do passado em Portugal.
Com uma vasta experiência no Futebol estrangeiro, o histórico treinador português afirmou que para se ter sucesso lá fora é necessário recolher o máximo de informação sobre o novo ambiente (realidade do clube ou os hábitos sociais e culturais do país). Dentro de campo, Henrique Calisto encontrou no Vietname colegas sentados durante os 90 minutos e o treinador português não abdicou do seu estilo, continuando muito interventivo.
A passagem para a China foi uma experiência interessante, porém o treinador acredita que o futebol chinês não tem futuro nenhum com chineses. Henrique Calisto criticou o modo como é organização das camadas jovens nos clubes e que o campeonato chinês apenas vive (ou sobrevive) devido à quantidade de jogadores estrangeiros. Da Ásia para África, foi em Angola que encontrou um Futebol com muitas incongruências principalmente nas arbitragens, que condicionam os resultados. Contudo, realçou que o CR Desportivo do Libolo só teve um grande sucesso, porque era um clube muito estruturado – parecido a um clube de meia tabela em Portugal.
Henrique Calisto acredita que os treinadores, em Portugal, deviam ter um papel mais relevante tanto nos clubes como nas federações, principalmente a nível organizacional. O histórico treinador apontou diversas críticas ao Futebol português como, por exemplo, a falta de competitividade da Liga, a inexistência da centralização dos direitos e a extrema dependência dos três grandes.
O antigo treinador não deixou de criticar a falta de público nas bancadas dos estádios portugueses e voltou a relembrar: «O futebol português está organizado em função da televisão e não do adepto».
Ainda no final do mês de junho ficou confirmado: CD Aves desce à Segunda Liga Portuguesa. A equipa de Nuno Manta Santos não resistiu, embora tivesse tentando (mas não de forma intensa), não é matematicamente possível conseguir a manutenção. A equipa de Vila das Aves conta com apenas 14 pontos, menos 13 pontos que o penúltimo classificado – sendo este o Portimonense SC.
O treinador, Nuno Manta, despe-se de culpas e afirma que deu tudo de si para que a equipa avense estivesse numa situação mais satisfatória. A derrota caseira frente ao Moreirense FC por uma bola (e o triunfo inacreditável do CS Marítimo sobre o SL Benfica) determinou a descida inevitável.
De relembrar, que o CD Aves tinha uma equipa em plena reconstrução – contando com 17 novos reforços e alguns jogadores provenientes da equipa sub-23, visto a triste perda de nove titulares importantes. Augusto Inácio, que ainda estava ao comando técnico do CD Aves no início da época já não começou a mesma com o pé direito, face a isto dou como argumento as sete derrotas em apenas oito jornadas realizadas e a eliminação da equipa da Taça da Liga. O pico do comando técnico de Augusto Inácio deu-se na eliminação da equipa em fases precoces da Taça de Portugal, frente ao campeão da Segunda Liga Portuguesa, o SC Farense, e o técnico português é dispensado das suas funções.
Segue-se Leandro Pires, treinador da equipa sub-23 que conquistou a Taça Revelação da época passada, mas o estreante da Primeira Liga apenas dura três jogos no comando técnico.
A aposta mantém-se em Nuno Mantas desde a 12ª jornada, apenas dois dias depois de abandonar o CS Marítimo (que também não estava em bons lençóis, diga-se de passagem). O técnico português começou logo a colher frutos, conseguindo arrancar duas vitórias e saindo da zona de despromoção. Uma segunda volta penosa feriu, e de que maneira, a força avense.
O Clube Desportivo das Aves despede-se do maior escalão do futebol português após três épocas e uma conquista de Taça de Portugal, frente ao Sporting CP.
— Clube Desportivo das Aves (@cdaves_oficial) May 18, 2018
A equipa registou a sua melhor posição de sempre adquirida na época de 2017/2018, quando conseguiu arrancar o 13º lugar, sob o comando técnico de Ricardo Soares. Ao comando de Lito Vidigal a equipa consegue manter-se no primeiro escalão.
E, uma das maiores (se não a maior) conquista do clube de Santo Tirso foi vencer a Taça de Portugal de 2018, frente a um leão ferido após o ataque em Alcochete. O homem por detrás deste feito inédito é José Mota, que ainda assegurou a disputa da Supertaça Cândido Oliveira – onde perdeu frente ao FC Porto.
Uma equipa que marca a história do futebol português, destemida e ambiciosa. Que levou o nome de Vila das Aves a todo o lado e o orgulhou, e de que forma. CD Aves, promete regressar e continuar a sua história no futebol português!
São muitos aqueles que jogaram pelos dois emblemas. Uns com mais sucesso que outros, mas todos com muita qualidade. De transferências milionárias, a transferências indiretas e até a custo zero. Há de tudo na nossa lista.
Vejamos os melhores jogadores que contam com passagens nos dois clubes.
O Valência CF é um dos clubes mais renomados do futebol espanhol e, na minha opinião, o mais nostálgico do país vizinho, por toda a sua história e grandeza, que pouco se tem mostrado nas últimas temporadas. O clube che tem vivido tempos de transição que se têm refletido numa enorme instabilidade, dentro e fora do campo.
Ainda assim, contrariamente ao período atual, a viragem do século mostrou-se frutífera para os valencianos, tendo conseguido vencer o campeonato espanhol por duas vezes, intrometendo-se na hegemonia de FC Barcelona e Real Madrid CF, bem como duas presenças na final da Liga dos Campeões, em 1999/ 2000 e 2000/2001, e a conquista da Taça Uefa três anos depois.
Por esses motivos e mais alguns, recordo na seguinte lista os grandes craques que envergaram a camisola de um dos maiores clubes do mundo nos últimos 20 anos, estando dispostos numa formação tática de 4-2-3-1.
Todos podemos considerar que a época 2019/2020 foi um insucesso. Pela equipa técnica do Sporting CP passaram Marcel Keizer, Leonel Pontes, Silas, e, finalmente, o atual treinador, Rúben Amorim.
Desde a chegada de Rúben Amorim ao comando técnico do plantel principal do Sporting CP, a formação leonina tem vindo a crescer enquanto equipa. Em cinco partidas da era “pós-Covid”, os leões somam quatro vitórias e um empate. Para além do score positivo, as bancadas vazias de Alvalade têm presenciado a estreia de vários jovens jogadores formados em Alcochete.
— Sporting Clube de Portugal (@Sporting_CP) July 2, 2020
Não querendo desvalorizar o trabalho do técnico nem a sua qualidade enquanto jovem treinador, a verdade é que o Sporting está a viver uma espécie de pré-temporada da época 2020/2021. Acredito que Frederico Varandas apenas tenha exigido a qualificação europeia como o único objetivo do Sporting, neste desfecho de época. Será que teríamos esta aposta na juventude e a tranquilidade no processo de crescimento da equipa se tivéssemos objetivos para cumprir? Títulos para vencer?
O contexto é muito importante na análise do rendimento de um atleta ou da sua equipa. De facto, o Sporting apresenta ideias de jogo bem vincadas e está a jogar de uma forma bastante mais apelativa. O entusiasmo dos adeptos é natural. Porém, é bom não haver ilusões nem conclusões precipitadas. É só relembrar aquilo que aconteceu na época passada com o “Keizerball”.
O plantel do Sporting CP é muito curto e tem poucas soluções para lutar em todas as frentes. A irreverência e juventude que Rúben Amorim tanto menciona são as maiores qualidades deste grupo de jogadores. Imaginemos o que seria lançar, repentinamente, Eduardo Quaresma e Nuno Mendes, dois atletas que atuavam nos sub-19 antes da paragem da pandemia, num contexto de luta pelo título. Os erros cometidos por estes jovens, que seriam perfeitamente normais devido à sua inexperiência, seriam destaque e acabariam por retirar a confiança que é fulcral nesta fase de crescimento.
As lacunas no plantel do Sporting são bastantes visíveis. Se o interesse da direção leonina for lutar por títulos na próxima temporada, nomeadamente ser campeão, a média baixa de idades não chegará. É necessária experiência e qualidade vinda de fora, pelo que é essencial um departamento de scouting rigoroso, competente e incisivo nas contratações. A aposta na formação é algo que me dá muito gosto de ver e, sem dúvida, faz parte do ADN verde e branco. Porém, se queremos alcançar voos mais altos – falo de títulos e da ida à Champions League – necessitamos também de atletas com andamento em outros campeonatos.
O regresso à Liga dos Campeões colocaria o clube num patamar superior Fonte: UEFA
Sem dúvida alguma que este é o contexto ideal para Rúben Amorim implementar o seu estilo de jogo, consolidar ideias e escolher os atletas que necessita para a próxima temporada. Como referi anteriormente, deixa-me satisfeito ver o Sporting CP a preparar a temporada seguinte com antecedência. Porém, isso também se deve ao facto de esta época ter sido um fracasso. É um pau de dois bicos. Seja como for, mediante o contexto que o clube vive, penso que se está a pensar de maneira positiva.
A forma de classificar jogadores da escola secundária nos Estados Unidos da América mudou imenso desde o fenómeno LeBron James, no início do século XXI. Numa escala diferente, o mundo começou a apontar o olhar para um jovem basquetebolista que, desde o primeiro dia em que pisou um court, é comparado às maiores estrelas da NBA.
Emoni Bates está a caminho do terceiro ano de High School, mas o talento demonstrado já não engana ninguém. Apesar da tenra idade e da prevalência de atletas mais velhos, o Small Forward tornou-se o mais jovem de sempre a vencer o Gatorade Player Of The Year. Todos os anos, o prémio é atribuído ao melhor jogador de basquetebol a atuar na escola secundária.
No caminho para a conquista do prestigiante prémio, o estudante da escola de Lincoln acabou com médias de 33.1 pontos, 9.1 ressaltos e quase três assistências por jogo. Números impressionantes se considerarmos que ainda tem mais dois anos de escolaridade para completar, antes de dar o salto para a liga universitária (NCAA).
Congrats to Emoni Bates for being the first-ever sophomore 2020 National Boys Basketball #GatoradePOY. We don’t want to say “we all saw this coming,” but… we all saw this coming. pic.twitter.com/SGUgbPXd1z
Recentemente, o prodígio americano verbalizou a intenção de, no futuro, representar a Universidade de Michigan State. Na conferência de imprensa do anúncio, o jovem assumiu que a formação do histórico treinador Tom Izzo foi a mais leal no processo de recrutamento. Por isso, viu nos Spartans um espelho da lealdade que sempre quis transmitir.
Idalécio fez dupla com Artur Jorge e José Soares fez dupla com Veríssimo. O que terão a dizer dos atuais técnicos-interinos? Junta-te a nós para o debate desta semana desportiva!
Com Pedro Diniz, Frederico Seruya, Mário Cagica, Idalécio e José Soares.
No jogo mais esperado desde a retoma do futebol inglês, o recém-coroado campeão Liverpool FC foi a casa do antigo vencedor da liga, o Manchester City FC, e o espetáculo proporcionado pelas equipas não desapontou.
Ambas as formações optaram por lançar as suas primeiras ofensivas através de jogadas rápidas, tentando aproveitar a velocidade que cada ataque possui. Contudo, e derivado ao acalmar do jogo a partir do primeiro quarto de hora, a primeira grande oportunidade de golo surgiu quando Mohamed Salah enviou a bola ao poste da baliza de Ederson. Na resposta, Raheem Sterling conquistou um penálti e Kevin De Bruyne, aos 25 minutos, não desperdiçou a oportunidade de colocar os “Citizens” a vencer por 1-0.
Passados dez minutos, foi a vez do próprio Sterling fazer o “gosto ao pé”. Na sequência de uma bela saída rápida para o ataque do City, Phil Foden definiu de forma perfeita e entregou a bola ao extremo inglês, que tirou Joe Gomez do caminho e enviou a bola com classe para o fundo das redes. O ataque do Manchester City não desacelerou e, mesmo antes do intervalo, o resultado começou a tomar proporções de goleada: Phil Foden combinou com De Bruyne e finalizou na cara de Alisson, colocando o 3-0 no placar ao intervalo.
No regresso para o segundo tempo, os “Citizens” voltaram com um ritmo estonteante e, nos primeiros dez minutos, dispuseram de três boas oportunidades para dilatar ainda mais a sua vantagem. Contudo, o quarto golo da formação de Pep Guardiola surgiu numa altura em que era o Liverpool que estava ligeiramente por cima. Fruto de mais um grande passe de Kevin De Bruyne, Sterling remata e, após um desvio de Alex Oxlade-Chamberlain, a bola acaba dentro da baliza de Alisson.
Este golo matou em definitivo o jogo e a meia hora que restou foi de pouca atividade, com algumas oportunidades para cada equipa, mas sem que nenhuma delas fosse clara de golo. Houve ainda um golo anulado a Riyad Mahrez, mesmo em cima do apito final.
Anteriormente ao encontro, o título já estava entregue ao Liverpool, mas esta partida veio mostrar que a equipa de Jurgen Klopp não é tão imbatível como se pensava. Quanto ao Manchester City, esta exibição de gala vem já colocar água na boca para a luta pelo título na próxima época e ajudar a equipa a consolidar o segundo lugar.
Kevin De Bruyne – Começam a faltar adjetivos para descrever as exibições do médio belga. Sempre com uma serenidade tal que o faz parecer de gelo, encontra linhas de passe, as quais nem os espectadores mais atentos, com uma vista de cima, as conseguem encontrar. É o maestro desta equipa do Manchester City e, apesar do falhanço na luta pelo título, merece estar na discussão do prémio de melhor jogador da competição.
O FORA DE JOGO
Joe Gomez’s game…
– Concedes a penalty
– Turned inside out by Sterling for City’s second
– Hooked at half-time
Joe Gomez – Apesar de apenas ter estado 45 minutos em campo, Joe Gomez teve uma noite para esquecer. Cometeu um penálti infantil, abordou vários lances de forma displicente e ficou em cheque no lance do terceiro golo dos “Citizens”, a par de Robertson. Uma exibição que vem dar razão aos críticos que afirmam que Virgil van Dijk precisa de um parceiro de outro nível no centro da defesa dos “Reds”.
ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC
Num 4-2-3-1 muito móvel, Phil Foden e Kevin De Bruyne assumiram as funções de organizadores e distribuidores do jogo ofensivo dos “Citizens”. Com uma exibição defensiva de grande nível, anulando por completo as poderosas armas ofensivas adversárias, o City deu uma verdadeira aula de como contra-atacar de forma (aparentemente) fácil, rápida e eficaz.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ederson (6)
Kyle Walker (6)
Eric García (6)
Aymeric Laporte (6)
Benjamin Mendy (6)
Rodrigo (6)
Ilkay Gundogan (6)
Kevin De Bruyne (8)
Phil Foden (7)
Raheem Sterling (7)
Gabriel Jesus (6)
SUBS UTILIZADOS
Riyad Mahrez (6)
João Cancelo (5)
Nicolás Otamendi (-)
Bernardo Silva (-)
ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC
O habitual 4-3-3 da formação de Jurgen Klopp não trouxe para este desafio a eficácia e coesão que mostrou durante toda a época. Com pouca precisão no momento ofensivo e com um “fosso” gigante entre o meio-campo e a defesa, permitiu ao Manchester City aproveitar o espaço a mais que foi concedido e capitalizar através das oportunidades que lhes foram permitidas. Apesar da sensacional época do Liverpool não ser colocada em causa por esta exibição, o fenomenal campeão pareceu uma equipa banal.
Rúben Amorim assumiu o comando técnico do leão em detrimento de Silas. Desde então, que soma seis jogos com cinco vitórias e um empate. Soma 12 golos marcados e quatro golos sofridos. Desde que assumiu o comando leonino que recuperou vários pontos aos principais rivais. Com o retomar da competição, o Sporting CP conseguiu encurtar para 15 a distância ao primeiro lugar, para nove a distância ao segundo e aumentar a vantagem para o quarto classificado, mantendo-se agora com cinco pontos de vantagem.
O Sporting CP parece ter acertado na escolha que fez e independentemente do valor pago pelo treinador português, por enquanto, vai colhendo o rendimento dessa aposta. Rúben Amorim demonstra-se destemido, sereno, com facilidade na comunicação, mas sobretudo com uma tremenda confiança – até um pouco arrogante – mas que nesta fase faz todo o sentido. Creio que tem coragem para conseguir lançar tantos jovens, mas demonstra também inteligência em perceber o atual momento leonino para lançar os mesmos, mas também para perceber qual a melhorar estratégia para o jogo que irá disputar.
Hoje iremos procurar analisar com algum detalhe a forma como dispõe as peças do leão, as principais dinâmicas do seu modelo de jogo com alguns movimentos padrão, olhando também para as vantagens do seu sistema, para as lacunas do mesmo e para o que ainda poderá ser melhorado.