Nesta edição do Mourinhos vs Guardiolas, recebemos um dos treinadores mais promissores do futebol português. Luís Freire foi o responsável pelo regresso do CD Nacional à I Liga na presente época.
Defender é talvez das artes mais difíceis no futebol e por conseguinte das mais desvalorizadas, quer na relevância do adepto comum, quer na atribuição de prémios onde normalmente os avançados são sempre os principais vencedores.
Neste artigo vou debruçar-me sobre os cinco melhores centrais que vi jogar, jogadores de várias gerações, todos eles com atributos diferenciados, mas que me marcaram pela qualidade apresentada!
Uma shortlistmuito pessoal e onde os defesas italianos, os meus favoritos, dominam, mas houve outros que fazem parte deste curto cardápio que me encheram as medidas e mostraram que para defender bem não é preciso músculo e agressividade, mas, sim, inteligência e espírito de sacrifício. Podiam estar outros jogadores na lista, mas, como disse, esta é uma escolha pessoal, convido-vos a analisarem esta lista e, no vosso caso, dizerem as vossas escolhas.
Um jogador completo e brilhante, que me faz vibrar a cada movimento ou toque na bola. O seu estilo de jogo é marcado pela inteligência, a forma única como pensa e executa o jogo. É uma mistura entre classe e um espírito guerreiro, como se cada lance fosse uma batalha, e Ramsey liderasse a sua equipa, pensando cada movimento ao pormenor.
É um jogador completo, com qualidade para ser um dos melhores da sua geração de futebolistas a atuar no meio campo, mas ficou sempre a sensação de que faltava algo mais. Ramsey não é muito rápido nem forte fisicamente, apesar de aguentar bem os confrontos “corpo a corpo”. O que diferencia o médio galês é o seu toque de bola, aliada a uma grande visão de jogo e elegância no movimento, com ou sem bola.
Ramsey despontou para o mundo do futebol no maior emblema da capital do seu país, o Cardiff City FC. Em 2008, com apenas 18 anos, foi contratado pelo Arsenal FC, mas demorou algum tempo até se afirmar em definitivo nos “Gunners”. Foi preciso esperar até à época 2011/2012 para o centro campista galês assumir-se como uma peça fundamental no clube do norte de Londres.
Durante este período (2008 a 2011), foi lançado a jogo com alguma regularidade no Arsenal, e até esteve emprestado a Nottingham Forest FC e, de novo, no Cardiff FC. No final da época transata terminou o seu vínculo com os “Gunners” e mudou-se para Turim a custo zero, para representar a Juventus FC. Apesar de ser utilizado com regularidade, ainda não se impôs em definitivo na “Vecchia Signora”.
Ao serviço dos “Gunners” conquistou por três ocasiões a Taça de Inglaterra (2014, 2015, 2017), e venceu a Supertaça inglesa por duas vezes (2015, 2016). Além de ter deixado a sua marca no Arsenal, chegando até a envergar a braçadeira de capitão, Ramsey é também um dos jogadores mais importantes da seleção nacional do País de Gales, na atualidade. Foi uma das principais figuras da chegada da sua seleção às meias finais do Campeonato de Europa de 2016, merecendo até o lugar no “onze ideal” do torneio, e conta com 60 internacionalizações.
Aos 29 anos de idade, Ramsey ainda tem, teoricamente, algumas temporadas para brilhar e deixar o seu nome na história da Juventus FC, clube a que está associado contratualmente até 2023. Apesar da sua qualidade incontestável e de ser um jogador que admiro pela forma como expressa a sua arte dentro das quatro linhas, penso que merecia ter alcançado outro tipo de conquistas, apesar de ainda ser possível de se concretizar.
Numa altura em que em Espanha se anuncia a conclusão dos dois principais escalões através do sistema da play-offs, a FPF já se pode concentrar na reformulação do Futsal nacional, não em relação às competições deste ano, mas em relação à nova temporada e relativamente a eventuais alterações competitivas – uma vez que o Futebol já viu o capítulo encerrado relativamente às competições seniores, dado que os escalões de formação já haviam sido encerrados sem qualquer título de campeão.
A sobejamente conhecida situação pandémica em todo o Mundo afetou grandemente o decorrer das competições nacionais e continentais de clubes, tendo também o campeonato do Mundo 2020, a decorrer em Setembro na Lituânia, sido largamente afetado e, como tal, previsivelmente adiado. Por cá, apesar de sermos um dos países menos afetados, a regra da precaução indicia que, até não haver uma vacina, o risco inerente ao desenrolar das competições continua a ser bastante elevado.
A melhor medida, no meu entender, é anular esta competição, sem campeão atribuído, tal como muitas outras modalidades de pavilhão, algo que efetivamente se concretizou. É uma medida um pouco extremista, e potencialmente prejudicial para muitos clubes, mas aí a FPF tem que apoiar financeiramente os clubes mais afetados e com isso minorar os efeitos da grave crise financeira que já se começa a fazer sentir.
Em suma, acho que a melhor solução é ignorar esta época e começar já a preparar a próxima temporada de uma forma calma e natural, para tentar recomeçar a temporada 2020/21 da forma mais “normal” possível e com todos os cuidados, esperando que tudo esteja pronto e a própria pandemia já esteja praticamente controlada. Se não for esse ainda o caso, acho que nessa situação teremos que avançar para jogos à porta fechada, esperando que essa situação seja o mais breve possível, para os clubes começarem a receber o essencial valor monetário das transmissões televisivas.
Já todos sentimos saudades de um pavilhão bem composto, mas ainda não poderá ocorrer num futuro próximo Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
A grande essência do Desporto reside no apoio fervoroso dos adeptos e na paixão das pessoas que traz um ambiente festivo aos pavilhões espalhados por todo o país. Eu já sinto bastante falta e saudades de um jogo da nossa Liga, um daqueles repletos de emoção até ao último segundo, da competição feroz, dos pavilhões cheios de adeptos, de ver a bola rolar. Mas, pelo menos até Setembro, acho que não estão reunidas as condições para ver mais Futsal nesta época.
Tudo isto para dizer que a decisão de anular o campeonato em questão pareceu-me a mais sensata e concordo plenamente com ela, sendo este tempo de paragem essencial para uma eventual reformulação das nossas competições, tal como irá suceder com o Futebol. Esperemos serenamente pela decisão oficial a FPF relativamente ao nosso amado Desporto.
Ao que tudo indica, no verão de 2013, o Sporting CP andava atrás de Ghilas para reforçar o ataque. Aquilo que os adeptos leoninos não sabiam era que o melhor ponta de lança argelino estava a caminho de Alvalade, e que este lhes iria dar muitas alegrias, ao contrário daquele que acabou por ser reforço do FC Porto. Slimani chegou a Alvalade por uma quantia de 300 mil euros. Pouco se espera de uma contratação com este tipo de valores, pelo que o desempenho do “Super Sli” e a própria urgência de o pôr em campo não eram problemas maiores.
O internacional argelino começou a temporada 2013/2014 como suplente de Fredy Montero. O avançado colombiano fez uma primeira volta de campeonato bastante positiva, tendo mesmo apontado um total de 13 golos, nessa fase da competição. Já na segunda metade da época, e com a baixa de forma do “Avioncito”, Slimani “saltou” do banco e não desiludiu, tendo marcado 10 golos, nos jogos que restaram da temporada. O plantel do Sporting CP tinha aqui duas opções válidas para o setor ofensivo. Slimani assumia a titularidade na época seguinte, já com Marco Silva ao comando dos leões, mas foi com Jorge Jesus que “deu o salto” para outro patamar.
A passagem do “Super Sli” por Alvalade é capaz de ter sido uma das maiores progressões já vistas no clube leonino. A sua evolução tática e técnica foi estonteante, características estas que valeram ao Sporting um grande aproveitamento desportivo e um encaixe financeiro de 30 milhões de euros, com a transferência do jogador para o Leicester City FC, em 2016.
No início do seu percurso por Portugal, Slimani era um jogador fraco tecnicamente e com pouca cultura tática, pelo que é justificável o seu tempo de adaptação, antes de se afirmar na formação titular do Sporting. Porém, eram visíveis várias qualidades: um jogador possante fisicamente, com um bom alcance aéreo e um cabeceamento colocado e potente. Para além destas (e para mim a sua melhor característica), o antigo camisola 9 do Sporting não dava uma bola por perdida, graças ao seu pulmão inesgotável. Neste golo apontado ao Besiktas JK, consegue-se perceber a importância desta característica na eficácia do jogador:
A célebre época 2015/2016 foi, de longe, a melhor do ponta de lança argelino, visto que apontou 31 golos, em todas as competições. Mas não foram só os golos que fizeram de “Super Sli” um dos grandes avançados dos últimos anos, no campeonato português. O facto de ser uma máquina que pressionava os adversários e os obrigava a jogar mal; a forma como ajudava os colegas na manobra defensiva e ganhava bolas aéreas no meio-campo permitia que estes pudessem iniciar a manobra ofensiva. Basicamente, esta mobilidade que passou a ser sua característica tornou-o num avançado que trabalhava para a equipa, sem descartar a sua veia goleadora.
No 4x4x2 de Jorge Jesus, Slimani era uma grande mais valia, naquela que, apesar de ter sido a época do “quase” para o seio leonino, foi a última em que vimos uma equipa portuguesa a demonstrar uma qualidade superlativa no seu futebol.
Apesar do sucesso que teve em Portugal, com muita pena minha, a carreira do argelino lá fora não correspondeu às expetativas. Desde que saiu do Sporting, Slimani apontou apenas 27 golos nos clubes que representou, quando, em Alvalade, tinha feito 31 numa só temporada.
Um jogador muito querido entre os adeptos, e que demonstrou um carinho enorme na hora da despedida, o “Super Sli” vai sempre ser recordado pelo seu carisma em campo, entrega e pelos 57 golos que cá deixou, muitos dos quais deram grandes alegrias a mim e a todos os sportinguistas.
Nesta série da Netflix podemos acompanhar a época de 2018 dos Mumbai Indians, uma das mais importantes equipas de Cricket do Mundo e na altura (e, curiosamente, ao dia de hoje também) a campeã em título da Indian Premier League, conhecendo por dentro o funcionamento da organização.
Em grande destaque surgem também alguns elementos da família proprietária da equipa, os Ambani, cujo patriarca Mukesh está entre os 25 mais ricos do Mundo, segundo a Forbes, e no qual o filho assume agora maior preponderância na gestão do clube, procurando afirmar a sua capacidade de levar a equipa em diante.
No geral, trata-se de uma série que entretém e com vários momentos em que, através das emoções demonstradas pelos jogadores e de ficarmos a conhecer as suas histórias de vida, nos permite colocar-nos no seu lugar e ficar a compreender melhor estes atletas, que, apesar de pouco conhecidos no nosso país, são das personalidades mais famosas do segundo país mais populoso do mundo, a Índia.
Porém, um pequeno reparo é que a forma como são escolhidos os highlights de cada jogo disputado pelos Indians – praticamente só uma coleção de sixes e de wickets – acaba por não fazer justiça ao que se passou nos mesmos.
No primeiro episódio, desiludiu-me um pouco que praticamente não se falasse de Rohit Sharma, capitão dos Mumbai Indians e uma das grandes estrelas do Cricket, mas isso é corrigido nos episódios subsequentes, em que temos a oportunidade de conhecer um pouco melhor Sharma e de ver como o mesmo lida com uma temporada que não lhe correu de feição, quer a nível coletivo quer individual.
De mencionar também que fica patente algum amadorismo dos Mumbai Indians. É verdade que as equipas têm um calendário muito apertado e pouco trabalho de fundo pode ser desenvolvido. Contudo, mesmo na gestão do dia-a-dia, parece tudo continuar muito old school, não sendo aproveitadas as maravilhas da tecnologia para melhorar tanto o desempenho dos próprios atletas, como o estudo dos adversários. Para uma equipa com tão alto orçamento e investimento, é caricato que assim seja, e uma análise ao modo de funcionamento de equipas de NBA ou NFL seria um bom exercício para a gestão dos Mumbai Indians encontrar detalhes que permitiriam ajudar a equipa a crescer.
Por último, da parte da Fisioterapia transparece uma ideia de que o que importa é colocar os jogadores prontos para o jogo o mais depressa possível, o que acaba por ser um pouco incompatível com uma aplicação moral da medicina desportiva, pensando sempre no bem estar do atleta a longo prazo.
A pré-época é um período especial. Espaço temporal de esperanças múltiplas e viveiro de sonhos de criança (todos se lembram de onde estavam quando Pablo Aimar aterrou em Tires para assinar pelo SL Benfica), as contratações de cada Verão dão azo ao esmiuçar obsessivo das bancadas: desenham-se onzes inovadores, pergunta-se como irá a nova peça encaixar no sistema e espera-se ansiosamente pelo rendimento merecedor de Bola de Ouro.
Algumas chegadas confirmam-se como reforços de peso, enquanto outras, pouco expectáveis ou não, ficam-se pela mediania. Outras existem que, de tão grande o engano na avaliação das suas qualidades ou tão más são as circunstâncias à chegada, não chegam sequer a envergar camisola em jogos oficiais – estes são os fantasmas dos corredores, os quais toda a gente sabe o nome, mas nunca os viu sem ser em amigáveis jogados num estádio periférico no meio dos Alpes. Cinco desses casos no Benfica vêm adiante, com o contexto mediático de cada contratação explicado de forma perceptível e que nos ajude a perceber quais as razões para tanto… Desperdício.
Muitas dúvidas pairam no ar quanto ao futuro das competições em diversas modalidades, mas se dúvidas houvesse quanto ao sistema de apuramento de campeão no Hóquei em Patins no próximo ano, ficou tudo esclarecido no BnR TV de hoje. Paulo Freitas, treinador do Sporting CP, confirmou que haverá play-offs no final da temporada para se descobrir o campeão nacional de 2020/21.
«Já tive uma ideia diferente e quando mudamos de ideia não é sinónimo de deixarmos de acreditar naquilo que pensamos, mas pelo contrário. Vejo como uma evolução e um processo de aprendizagem. Posso dizer que sou a favor da introdução de play-off e presumo que seja isso que, na próxima época, vai acontecer», confidenciou Paulo Freitas ao Bola na Rede.
O treinador leonino acredita que a introdução dos play-off será mais vantajosa por três grandes motivos: mudará o paradigma atual do Hóquei em Patins; criará uma maior espetacularidade à modalidade; e os clubes poderão rentabilizar de outra forma as suas épocas desportivas.
Pedro Gil, pupilo de Paulo Freitas no Sporting CP, relembrou os momentos duros de uma longa época acabar por ser destruída por um simples “azar” neste tipo de sistema. No entanto, Paulo Freitas rematou a questão desta forma: «Então se calhar na próxima época vais ter de ter essa motivação adicional ou acrescida para ser campeão nacional com play-off. É mais um desafio para ti [Pedro Gil] aos 40 anos».
Luís Figo fez a sua formação no Sporting Clube de Portugal, para se tornar um dos melhores jogadores da sua geração e um dos melhores do futebol português. O extremo luso foi galardoado com o Ballon D’Or em 2000 e o FIFA The Best em 2001.
Figo deu os seus primeiros passos no futebol ao serviço do Pastilhas, tendo sido um dos talentos descobertos pelo senhor Aurélio Pereira. Foi através do mestre da observação, que rumou ao Sporting em 1984. Seguiram-se 12 anos de leão ao peito, realizando a sua estreia na equipa principal num jogo frente ao Marítimo na época 91/92, com apenas 17 anos.
Ao serviço do Sporting, Luís Figo somou 158 jogos e apontou 23 golos. A despedida de Figo do clube de Alvalade foi com a conquista da Taça de Portugal em 1995, vencendo o Marítimo por 2-0, com dois golos de Ivaylo Iordanov.
O extremo português reforçou o FC Barcelona na época 95/96, numa transferência a rondar os 2.5M€. Ao serviço dos “blaugrana” realizou 249 jogos e marcou 45 golos. Com a camisola catalã venceu uma Taça das Taças, uma Supertaça Europeia, duas Taças do Rei e foi duas vezes campeão espanhol. Na Catalunha, Figo brilhou a par de nomes como Rivaldo, Ronaldo, entre tantos outros.
No verão de 2000, Luís Figo protagonizou uma das transferências mais polémicas do futebol mundial. Pela mão de Florentino Pérez, Luís Figo trocou o Barcelona pelo rival, Real Madrid, a troco de 60 M€. No Real Madrid, o português viria a vencer dois campeonatos, uma Liga dos Campeões, uma Supertaça de Espanha, uma Supertaça Europeia e uma Taça Intercontinental. Figo foi um dos galácticos do Real Madrid, como Zidane, Ronaldo, David Beckham, Roberto Carlos, entre outros, que marcaram uma era no clube. Durante cinco temporadas, Figo contabilizou 245 partidas disputadas e 45 golos marcados.
Figo viria a perder espaço no clube da capital espanhola e em 2005 rumou ao futebol italiano, rubricando contrato com o Inter de Milão, a custo zero. Em Itália, voltaria a comprovar a sua qualidade e experiência, vestindo a camisola número sete por 140 ocasiões, marcando 11 golos. No Giuseppe Meazza, voltou a viver uma aventura muito feliz, onde foi tetracampeão, venceu uma Taça de Itália e três Supertaças. Retirou-se dos relvados dia 31 de Maio de 2009, numa vitória do Inter de Milão diante da Atalanta por 4-3, sendo orientado por José Mourinho.
Luís Figo marcou a história do futebol português, foi um dos mais internacionais de sempre, com 127 jogos e 32 golos. Capitão da seleção portuguesa, uma figura incontornável do desporto nacional, venceu o Campeonato do Mundo de Juniores em 1991 e foi finalista do Euro 2004. O extremo formado em Alvalade participou em cinco fases finais de grandes competições e será eternamente recordado como um dos melhores de sempre do futebol português.
Figo ficará na memória dos adeptos do futebol mundial pela sua qualidade técnica, a sua meia distância, os dribles, as assistências, os golos, a atitude e entrega em campo. Uma carreira repleta de títulos, com as camisolas do Sporting CP, FC Barcelona, Real Madrid e Inter de Milão, conquistando 26 troféus.
Dada a vantagem na eliminatória, a equipa alemã apostou num jogo muito mais vertical do que na primeira mão. Ambas as equipas mudaram muitas das suas dinâmicas. O Tottenham Hotspur FC utilizou um sistema de 5-2-3 (defesas: Aurier, Tanganga, Dier, Alderweireld, Sessegnon; médios: Lo Celso, Winks; avançados: Lucas Moura, Dele Alli, Lamela. O Leipzig manteve o seu 5-2-3 (defesas: Mukiele, Klostermann, Upamecano, Halstenberg, Angelino; médios: Laimer, Sabitzer; avançados: Nkunku, Schick, Werner).
Em ataque posicional, o Leipzig apresentou várias novidades relativamente ao jogo anterior, principalmente pela pressão mais intensa da equipa de Londres. Para sair dessa pressão, o Leipzig utilizou uma dinâmica preferencial. Em ataque posicional, Upamecano subia no terreno para se juntar a Laimer, enquanto Sabitzer aproximava-se dos avançados. Esta dinâmica tinha o objetivo principal de dar mais soluções em momentos de ataques mais verticais, através de passes longos para Schick e com vários jogadores na aproximação para a segunda bola. Além disso, permitia uma superioridade numérica no meio-campo, após a supressão da primeira linha de pressão.
Presença de Laimer e Upamecano em zonas centrais com Sabitzer mais próximo de Nkunku Fonte: SkySport
Outro aspeto diferente da primeira mão relaciona-se com a marcação individual dos avançados Werner, Schick e por vezes Nkunku (que se apresentavam, novamente quase sempre em espaço interior). O problema desta marcação individual setorial está na impossibilidade de o central realizar a cobertura ao seu lateral, quando Angelino e Mukiele subissem e forçassem o um contra um. Vejam na imagem:
Defesa Central (Tanganga) marca Werner Fonte: Skysport
O Tottenham apresentava-se uma equipa muito mais pressionante do que na primeira mão. Realizavam uma pressão com marcação individual. Dentro disso, a aposta coincidiu mais em ataques rápidos e em bolas longas a aproveitar o jogo aéreo do jogador referência Schick (só ele ganhou mais duelos aéreos do que os três centrais do Tottenham). Para baralhar os encaixes do Tottenham, Nagelsmann optou por juntar Upamecano a Laimer, assim como colocar lado a lado um avançado com Sabitzer. Este desenho tático permitia uma saída de bola muito mais facilitada. A primeira linha de pressão do Tottenham de 3 elementos era assim facilmente superada, e ,depois disso, havia superioridade numérica no meio-campo.
A verticalidade da equipa alemã provocou grandes dificuldades à equipa inglesa, por vários motivos. Primeiro, a superioridade em zonas de criação passada a primeira linha de pressão. O Tottenham apostou num duplo pivô e com três jogadores mais avançados, que davam pouco à equipa em processo defensivo. Dentro disso, e visto que o Tottenham pressionava alto, os passes longos foram o principal meio para superar a primeira linha de pressão. Passado esta linha, o Leipzig tinha os três avançados, Sabitzer e os dois laterais a subir no corredor. Sabitzer e, por vezes, Laimer faziam o papel de terceiro homem nas combinações com bola longa, para depois explorar a amplitude e profundidade oferecida pelos laterais. Estas aproximações de médios e dos avançados Nkunku e Werner, permitiam ao Leipzig ganhar a segunda bola e atacar muitas vezes com várias unidades.
Havia uma insistência dos jogadores da linha defensiva na realização de passes verticais para espaço entre linhas – priorização de passe progressivo para espaço central e com concentração elevada de jogadores. Depois do passe chegar a zonas centrais, os laterais (principalmente, Angelino) estavam sempre subidos e abertos no corredor para receber.
“Quando ameaçamos por dentro no corredor central, mas também o fazemos por fora, é quando se cria uma mais-valia para atacar a linha defensiva adversária” – Nuno Campos, em Quarentena da Bola, por Rémulo Jonátas.
A criação de indefinição aos laterais da equipa do Tottenham pelo posicionamento por dentro de Werner ou Nkunku, e por fora de Angelino ou Mukiele, foi um dos aspetos mais importantes nesta eliminatória. A dúvida que pairava sobre o lateral e também sobre a linha defensiva, se se marcava o jogador por dentro ou acompanhava o jogador por fora, resultou em jogadas perigosas e no golo do vídeo abaixo.
Outro aspeto importante foi o aproveitamento do espaço em situações de transição ofensiva. As características dos jogadores da frente de ataque, dos laterais e do médio Sabitzer de definir bem com pouco espaço e tempo, permite-lhes chegar a zonas de finalização muito rapidamente. Depois o aproveitamento que têm em situações de cruzamento é absolutamente absurda! Isto acontece não só pela forte presença em zonas de finalização, mas também pela qualidade dos seus executantes.
Não perca a terceira deste artigo sobre o momento defensivo do Leipzig que anulou completamente o ataque do Tottenham.