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Carreiras estagnadas por más opções

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Como acontece todos os anos, houve muitos jogadores que não tomaram as melhores opções de carreira para a temporada 2013/14. Um desses casos é Stevan Jovetic. O montenegrino mudou-se para um Man City com muita qualidade ofensiva e não passou de um suplente regularmente utilizado (foi a quarta opção para o ataque, atrás de Agüero, Dzeko e Negredo). É certo que esteve algum tempo lesionado, mas isso não justifica a falta de protagonismo que teve. O craque, que brilhou durante vários anos na Fiorentina, é indiscutivelmente um avançado muito acima da média e parecia ter todas as condições – técnicas e físicas – para se destacar no futebol inglês. Contudo, isso não aconteceu, e a verdade é que se não sair nenhum jogador do ataque Jovetic vai ter muitas dificuldades para se afirmar nos citizens.

Younès Belhanda foi o melhor jogador da Liga Francesa no ano em que o Montpellier se sagrou campeão (de forma mais do que inesperada). A actuar no papel de criativo, o marroquino mostrou ter uma qualidade técnica soberba e uma enorme facilidade de aparecer em zonas de finalização. O seu talento não passou despercebido aos grandes clubes europeus, mas a opção que tomou não foi propriamente a melhor. A mudança para o Dínamo de Kiev foi um passo atrás na carreira (pelo menos no plano desportivo). Para além de o retirar dos grandes palcos do futebol europeu, não lhe tem dado a possibilidade de continuar a evoluir e de se afirmar como um jogador de topo.

Younès Belhanda brilhou na Ligue 1 Fonte: mirror.co.uk
Younès Belhanda brilhou na Ligue 1
Fonte: mirror.co.uk

Nas últimas épocas, Adam Maher foi um dos melhores jogadores a actuar na Eredivisie. Deu nas vistas no AZ Alkmaar ainda muito jovem e, com todo o mérito, chegou à principal selecção holandesa. Por se esperar que o médio desse o salto para o campeonato inglês (onde havia muitos clubes interessados), foi surpreendente a decisão de continuar no seu país. Depois de uma época, parece claro que a transferência para o PSV não foi benéfica para a sua carreira. Houve, essencialmente, dois aspectos que prejudicaram a adaptação de Maher: o facto de ter ocupado terrenos demasiado recuados, mais longe das zonas onde a sua qualidade de passe e visão de jogo fazem a diferença; e, claro, o facto de o emblema de Eindhoven ter andado longe dos lugares da frente (conseguiu o 4º lugar já nas últimas jornadas). Veremos como será a próxima época, sendo certo que, tendo apenas 20 anos, o médio tem tempo de recuperar a boa forma.

Vitinho foi a grande revelação do último campeonato brasileiro. Ao serviço do Botafogo, o jovem de 20 anos impressionou pela capacidade de desequilíbrio – fortíssimo no 1×1 e muito dotado tecnicamente – e facilidade de remate. Teve uma ascensão muito rápida e, em Agosto (ou seja, a meio do Brasileirão), transferiu-se para o CSKA. Como acontece frequentemente com os brasileiros que se mudam para os campeonatos de leste, Vitinho não teve uma adaptação fácil e esteve longe de justificar os 10 milhões de euros investidos pelos moscovitas. A sua saída da Rússia é um dado praticamente adquirido nesta altura e, com tanto talento, seria uma contratação fantástica para Porto ou Sporting.

A caminho da glória!

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Faltam poucos minutos para o jogo, mas mais parecem dias a passar. Estamos a caminho de fazer história. Depois de todo o sofrimento da época passada, temos uma segunda oportunidade. E este ano merecemos ser felizes. Não iremos jogar sozinhos. Vamos jogar com os milhares no estádio e os milhões por esse mundo fora.

Para esta final não temos algumas peças fundamentais. Enzo, Fesja, Markovic e Salvio estão de fora, mas os guerreiros que entrarem vão estar à altura do desafio. Tal como disse Unai Emery, “os (jogadores do Benfica) que estarão amanhã (quarta-feira) já estiveram, é uma continuidade constante de mudanças, a sua estrutura não muda”. Rúben Amorim, André Gomes e Sulejmani, confiamos em vocês.

Do outro lado estará um Sevilha de grande valor. Cresci a ver o Sevilha a vencer a Taça UEFA e a derrotar o Barcelona na Supertaça Europeia. Ficará para sempre na minha memória esta equipa: dos golos de Kanouté e Luis Fabiano à magia de Jesus Navas, passando pelas defesas de Andrés Palop. Os jogadores mudaram mas a qualidade manteve-se. Agora são Rakitic, Reyes, Beto, Kevin Gameiro, entre outros, que lideram o Sevilha para a conquista da terceira Taça UEFA, agora Liga Europa. No banco, estará um treinador que admiro muito. Unai chamou-me à atenção desde que treinava o Valência. Um treinador de respeito e cujo fantástico trabalho está à vista de todos.

Unai Emery, um treinador de valor  Fonte: Getty Images
Unai Emery, um treinador de valor
Fonte: Getty Images

Mas, mesmo assim, a vitória tem de ser nossa. Hoje não há favoritos, há, sim, duas equipas confiantes. Hoje vamos mostrar ao mundo aquilo de que somos feitos; vamos provar que não chegámos aqui por acaso; vamos provar que o ano passado já passou, que dos fracos não reza a história e que nos vamos reerguer e voltar a conquistar a Europa. Não haverá maldição que nos pare. Esta será por Eusébio e por Coluna, que estarão lá em cima a apoiar-nos. Esta será para todos aqueles que não podem estar em Turim. Esta será para todos os benfiquistas!!!

Vamos fazer desta época uma época de glória, uma época inesquecível. Este ano merecemos ser felizes.

A festa está a começar!

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Existem alturas em que uma região para; o SATA Rallye Açores é uma delas. A edição deste ano conta com uma das melhores listas de inscritos de todos os ralis até agora disputados no ERC (Europeu de ralis), sendo a única ausência de peso a de Esapekka Lappi, atual líder do Europeu, e da sua equipa, a Skoda; apesar disto, o finlandês encontra-se em São Miguel para fazer os reconhecimentos da prova.

O rali tem 54 inscritos, sendo que, destes, 15 são das três categorias máximas permitidas. Assim sendo, temos Bernardo Sousa com o Fiesta RRC com que corre no WRC2. O piloto madeirense já por várias vezes afirmou que a prova açoriana é das suas favoritas e é um dos principais candidatos à vitória. Na nova classe R5 temos, com a equipa oficial da Peugeot, Craig Breen e Kevin Abbring; como equipa oficial e pela qualidade dos seus pilotos tem sempre de estar no topo dos favoritos, mas a “saúde” dos carros ainda não é a melhor, o que pode vir a causar muitas dores de cabeça à marca do leão. Na mesma categoria mas com o Fiesta R5 temos Kajetan Kajetanowicz, Ricardo Moura, João Barros e Diogo Salvi. O polaco tem de ser um candidato à vitória, apesar de não acreditar que tal venha a acontecer; já Ricardo Moura, apesar de ser a sua estreia com o Fiesta R5, acredito que esteja na luta pelo triunfo, pois o conhecimento do rali, assim como a sua facilidade de adaptação a novos carros, podem fazer com que nem se note as mudanças, tal como na edição do ano passado. Os restantes dois pilotos do Fiesta terão uma prova mais discreta, estando na prova principalmente para aprender, como os próprios reconhecem; além disso, só farão a primeira parte da prova, pois só esta conta para o Nacional de Ralis.

Primeiro teste de Moura com o Fiesta, em São Miguel Fonte: Facebook Ricardo Moura
Primeiro teste de Moura com o Fiesta, em São Miguel
Fonte: Facebook Ricardo Moura

Na categoria que falta – S2000 – , das três citadas, a Skoda terá três carros, Jaroslav Orsák, Antonín Tlusták e Pedro Meireles. De nenhum destes três pilotos penso que se pode esperar que lutem pela vitória, apesar de Orsák, pela prova do ano passado, e Meireles, pela temporada que está a fazer, têm de ser levados a sério. Para o português, a luta pelos lugares cimeiros também não vai acontecer, pois, tal como Barros e Salvi, não irá disputar a prova toda. Ainda nos S2000 temos o Fiesta de Vasiliy Gryazin, que faz a sua estreia na prova e pretende fazer o melhor possível. Para terminar esta categoria temos quatro 207, pilotados por Bruno Magalhães, Robert Consani, Giacomo Costenaro e Jean-Michele Raoux. Destes, apenas o português tem reais hipóteses de ganhar a prova, assim o carro o permita; de relembrar que Magalhães tinha previsto trazer o novo Peugeot T16, mas os atrasos nas entregas não o permitiram.

Na produção, os principais candidatos são Vitaly Pushkar (EVO X), Martin Hudec (EVO IX), Luís Miguel Rego (EVO IX), Adruzilo Lopes (Impreza Sti) e Ricardo Teodósio (EVO IX). Estes dois últimos também não deverão disputar o último dia de prova. Nas duas rodas motrizes a luta será animada, sendo talvez os açorianos Henrique Moniz e Paulo Maciel os principais candidatos, mas a armada vinda do continente não pode ser esquecida, tendo Diogo Gago como um dos seus principais candidatos.

Para terminar as várias disputas, falta falar do troféu Junior ERC. Destes, as minhas principais apostas vão para Jan Cerny e Stéphane Lefebvre  – ambos em 208 R2 –, por já terem disputado a prova. Apesar disso, existem vários jovens valores com muita qualidade, e não se pode dizer que a luta será apenas entre estes dois pilotos.

Kopecky não defenderá a sua vitória do ano passado Fonte: LusoMotores
Kopecky não defenderá a sua vitória do ano passado
Fonte: LusoMotores

A prova apenas começa na quinta-feira, mas hoje temos um dos eventos que mais público atraem, o City Show, que pode ser visto em http://www.rtp.pt/play/direto/rtpacores.  Assim como todos os troços em que aparecer a indicação do canal regional.

Termino este artigo com o calendário de transmissões (as horas são as dos Açores, para o continente é uma hora mais tarde). Todas as especiais podem ser vistas no link acima disponibilizado, assim como na Eurosport e no site do ERC.

Quarta-feira, 14 de maio

Prova Citadina, às 20h30 (RTP Açores)

Quinta-feira, 15 de maio

Grupo Marques, às 18h00 (RTP Açores)

6ª feira, 16 de maio

Feteiras, às 10h30 e às 16h30 (RTP Açores e www.fiaerc.com)

Sete Cidades, às 11h00 e às 17h00  (Eurosport, RTP Açores)

Sábado, 17 de maio

Tronqueiras, às 11h00 e às 17h00 (Eurosport e RTP Açores)

Grupo Marques, às 12h30 (RTP Açores)

Chegada dos Vencedores, às 19h00 (RTP Açores)

A cobertura será feita ainda nas várias rádios locais (Antena1 Açores, Rádio Atlântida e TSF Açores)

 

O jogo que vai decidir quem fica na Liga Zon Sagres

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Com o fim da fase regular das ligas profissionais do futebol português, ficamos a saber que o Olhanense baixa à Liga Cabovisão e que o Moreirense e o Penafiel ascendem ao escalão máximo do futebol do nosso país. De referir também que o Boavista irá figurar na Liga ZON Sagres como os dois últimos clubes referidos, devido a decisão da Federação Portuguesa de Futebol.

Também sabemos que a Liga Zon Sagres irá ter no próximo ano 18 clubes. O que não sabemos é qual será o clube de entre dois que irá ocupar a última vaga disponível no escalão maior.

Temos de um lado o Paços de Ferreira e do outro o Desportivo das Aves. Um playoff irá decidir qual deles se manterá no mais alto nível do futebol português. Esse play-off será a duas mãos: a primeira dia 16, na Vila das Aves, e a segunda no dia 21, na capital do móvel.

Com estes jogos como tema, analisemos as prestações dos clubes ao longo da época.

 

Bebé, a grande figura do Paços Fonte: fcpf.pt
Bebé, a grande figura do Paços
Fonte: fcpf.pt

O Paços de Ferreira começou a época da pior forma: a juntar às quatro derrotas consecutivas para o campeonato, foi eliminado do play-off da Liga dos Campeões com duas goleadas frente ao poderoso Zenit. No resto do campeonato o Paços nunca se encontrou e apenas em uma ocasião conseguiu vencer por duas vezes consecutivas. De resto teve longos jejuns sem vencer, sendo o mais longo de seis jogos, o que aconteceu por duas vezes. As seis vitórias em 30 jogos foram insuficientes para a salvação.

Na Taça de Portugal, os pacenses também não foram felizes, passaram com dificuldades até à quinta eliminatória e foi aí que caíram. E adivinhem contra quem? É verdade, contra o Aves, num jogo em que estiveram a vencer por 1-0 e acabaram por perder por 1-2 frente aos seus adeptos. Apenas um aparte: o destaque da partida foi para Jaime Poulson, que fez os dois golos do Aves. O jovem português é dos quadros do Paços de Ferreira, mas foi cedido e vingou-se do seu clube-mãe.

Quanto à Taça da Liga, os homens da capital do móvel também se mostraram impotentes para passar no grupo que foi liderado pelo Rio Ave, equipa sensação de Portugal este ano. A passagem pela fase de grupos da Liga Europa também foi muito inglória; apenas três pontos em seis jogos, com um golo marcado ao longo de toda a sua temporada europeia.

Pelo Paços passaram três treinadores, nenhum deles com o sucesso pretendido. Um destes três é Jorge Costa, que vai tentar salvar a época em dois jogos.

O Aves vai tentar o regresso à Primeira Liga Fonte: viva-agenda.com
O Aves vai tentar o regresso à Primeira Liga
Fonte: viva-agenda.com

 

Passando à equipa do Desportivo das Aves. A sorte da equipa da Vila das Aves foi outra: nos 42 jogos do longo campeonato perderam por 11 vezes, mas apenas três delas foram na segunda volta. Este poderio da segunda metade do campeonato valeu-lhes um lugar merecido no play-off.

A equipa do norte do país passou muito boas fases ao longo da época: esteve sem perder durante oito jogos e depois novamente sem perder durante sete jogos e ainda conseguiu por uma vez vencer por quatro vezes consecutivas.

Com Quim na baliza conseguiram ser a terceira melhor defesa do campeonato, um fator salutar e também um fator de aviso para o Paços.

Na Taça da Liga, o Aves ficou-se pela primeira fase de grupos, mas também não era este um dos objetivos da equipa; contudo, ficou um pouco aquém do esperado.

Na Taça de Portugal a história foi diferente. O Desportivo eliminou o Aljustrelense, o Fafe e o Paços, todos pela margem mínima. Ao chegarem aos quartos-de-final o desafio era maior. Pela frente, um Sporting de Braga que apesar da má época é sempre uma equipa de grande qualidade. O Aves acabou por empatar no tempo regulamentar, mas no prolongamento não conseguiu suster o poderio físico dos bracarenses e acabou por perder por 3-1. Mesmo assim fica um sinal mais da campanha positiva do Aves.

A época destes dois clubes resume-se pois a este play-off, ou liguilha, como preferirem. Dois jogos de emoções fortes, dois jogos da vida. Quem perder fica na segunda, quem ganhar integra a primeira. A diferença é de apenas um número, mas esse número significa muito para as aspirações destes dois clubes. Paços ou Aves: aguardemos atentamente para ver quem se superiorizará e consequentemente se integrará na Liga ZON Sagres.

Boas Férias

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dragaoaopeito

Acabou o campeonato nacional, não há finais a ser disputadas, e a nova época pode começar a ser preparada. 2013/2014 não vai figurar no Museu do Porto, disso ninguém tem dúvidas. Que o novo ano dê uma volta de 180º em termos de conquistas e níveis exibicionais (quanto ao plantel, uma volta de 70º também se impõe).

O adeus de Luís Castro

Luís Castro fez um excelente trabalho na equipa B, tomou as rédeas da A quando era já insustentável ter Paulo Fonseca no comando da equipa, e voltou a assinar um contrato de 3 anos. Se é merecido? Eu digo que sim. Foi eliminado de ambas as taças nacionais (com um Benfica já desfalcado em ambos os jogos), teve uma saída inglória da Liga Europa, mas a verdade é que na sua posição qualquer treinador teria muitas dificuldades em fazer melhor. A renovação do seu contrato aceita-se, até porque é benéfico para o clube ter um treinador com a experiencia de Luis Castro na transição de jogadores das camadas jovens para as competições seniores. O Porto B acabou a Segunda Liga num segundo lugar, apenas a 2 pontos do líder Moreirense, algo que mostra bastante bem o sucesso que Castro teve esta época.

Luis Castro regressará a B, equipa que obteve o 2º Lugar na Segunda Liga Portuguesa  Fonte: ZeroZero
Luis Castro regressará a B, equipa que obteve o 2º Lugar na Segunda Liga Portuguesa
Fonte: ZeroZero

É ainda especial que no seu último jogo como treinador da equipa principal do Porto, Luis Castro tenha dado a titularidade a um talento do Porto B que pouca gente conhecia até à data. Mikel, na sua estreia pela equipa principal, contra um Benfica campeão (desfalcado, bem sei, mas a pressão de jogar contra um Benfica continuava a ser alta), mostrou poder vir a ser a curto-médio prazo uma boa alternativa a Fernando. O médio defensivo nigeriano de 20 anos esteve bastante bem no meio-campo portista, nomeadamente devido à agressividade que impôs em todos os lances, mostrando-se, no entanto, algo precipitado nos passes para os seus colegas.

Espírito de Grupo

É bom saber que após uma época terrível existe um espirito de grupo dentro do plantel que faça acreditar que nem foi assim tão mau. Em termos mentais foi claramente benéfico ter ganho ao Benfica e ver os jogadores felizes após o apito final, a postarem imagens do plantel nas redes sociais. São pequenos exemplos de que o primeiro passo para dar a volta já foi dado – aceitação. Já se aceitou que a época foi má, já se aceitou que nada mais se pode fazer, e agora é começar do zero, ir de férias (ou ir para o Brasil), e preparar 2015.

Ricardo Quaresma tornou-se uma peça fundamental em campo e no balneário (ainda que o seu temperamento continue igual, não seria de estranhar que a braçadeira de capitão fosse sua), e neste fim de época mesmo os jogadores menos utilizados não apresentam a habitual insatisfação e vontade de sair do clube. Muitos devem sair e muitos outros devem entrar, mas a verdade é que é notória a existência de um núcleo duro (Quaresma, Josué, Ghilas, Quintero, Carlos Eduardo, Danilo e Alex Sandro) com experiência e vontade de estar no clube, que facilitará a habituação de novas entradas.

Não deixa de ser positivo ver um plantel anormalmente feliz, pelo menos há um grupo  Fonte: Instagram de Steven Defour
Não deixa de ser positivo ver um plantel anormalmente feliz, pelo menos há um grupo
Fonte: Instagram de Steven Defour

O Mercado já começou

De novos jogadores, os mais falados (dados como certos pela imprensa) são Ayoze Peréz, avançado espanhol (a vir, não será seguramente o primeiro hermano a chegar ao Porto), e o guarda-redes Ricardo (actualmente na Académica). Como falei num artigo há umas semanas, contracções, saídas e empréstimos só serão certas após passadas algumas semanas do término do Mundial, mas não me parece errado que uma ou outra contratação (de jogadores que seguramente não estarão no Braisl), possa estar já a ser equacionada neste momento. Se há ano em que os jornais desportivos vão vender bem no Verão, é este, seguramente.

Acabou 2013/2014 para o Porto; começa agora a silly season. O que desejo neste momento é que o maior número possível de jogadores portistas seja convocado para o Mundial, com o desejo pessoal de ver Ricardo Quaresma na lista de Paulo Bento. O Porto 2014/2015 começou Sábado; agora é ter cabeça…

 

P.S. – Menção honrosa à Dragon Force

Não poderia deixar de dar os parabéns à equipa de basquetebol que derivou do FC Porto (abandonou o basquetebol profissional 2012), a Dragon Force. Com jogadores provenientes da formação portista, a Dragon Force venceu a ProLiga, batendo o Illiabum por 73-72, no segundo jogo da final, no Dragão Caixa, e Moncho Lopéz merecerá seguramente um Dragão de Ouro pelo trabalho que desenvolveu com este conjunto de extraordinários jovens jogadores que voltaram a colocar o Porto no patamar mais alto do basquetebol nacional.

A caminho do Brasil

portosentido

Chegam ao fim as competições de clubes e todas as atenções se viram para o Brasil. O Mundial 2014 está ai à porta e as convocatórias são as grandes incógnitas. Como adepto do bom futebol, estou naturalmente ansioso pelo pontapé de saída do Mundial. Como comentador do Porto, a minha atenção volta-se para os potenciais jogadores do clube que possam ter um bilhete de ida para o Brasil.

Para alguns jogadores a presença é certa. No México, tanto Herrera como Reyes carimbaram o passaporte para o Brasil. A escolha dos mexicanos do Porto não é surpreendente. Tanto Herrera como Reyes têm sido escolhas habituais na equipa do México e a convocação parecia garantida. Embora Reyes vá ser, provavelmente, suplente, Herrera é aposta habitual no miolo mexicano. Com uma corrente de jogo construída à volta do 4-3-3, é provável que Herrera vá ser um dos três homens a jogar de início pelo México.

Quem ainda não está certo mas tem o caminho aberto são os colombianos do Porto. Tanto Jackson como Quintero são nomes muito falados para a convocatória da Colômbia. Com Falcao ainda a recuperar de uma lesão grave – lesão no joelho que o chegou a pôr em dúvida a ida ao Mundial – Jackson tem espaço para finalmente sair da sombra de El Tigre. Existe, porém, a possibilidade de os dois avançados jogarem ao mesmo tempo. Caso José Pékerman, o seleccionador da Colômbia mantenha o esquema habitual de 4-4-2 Jackson, apresenta-se como o favorito para acompanhar Falcao na frente do ataque colombiano.

Jackson deverá fazer par com Falcao na frente do ataque colombiano  colombia.com
Jackson deverá fazer par com Falcao na frente do ataque colombiano
colombia.com

Para Quintero a titularidade é muito mais complicada. Embora seja um jogador de grande qualidade, com grande visão e técnica, na equipa da Colômbia joga um grande jogador que também passou pelo Porto: James Rodriguez. No 4-4-2 com número 10 é James que parte na pole position para ficar com o lugar. No entanto, aos 21 anos, Juan Quintero pode estar a caminho do seu primeiro Mundial pela selecção principal da Colômbia.

O grupo H é possivelmente o único grupo onde dois jogadores do Porto podem medir forças directamente. É composto pela Rússia, Bélgica, Argélia e Coreia do Sul e é daqui que vai sair o opositor de Portugal, partindo do pressuposto que a selecção das quinas passa a fase de grupos. Na Argélia, Ghilas deverá ser convocado mas vai ficar na sombra de outro argelino que joga em Portugal: Slimani, do Sporting. O esquema táctico argelino privilegia o ponto de lança único e Slimani parte para o Brasil como o dono da posição 9. Defour, pela Bélgica, pode ter um caminho mais fácil. O médio é uma peça influente no xadrez belga e já foi titular no passado. A Bélgica parte como favorita a vencer o grupo e é, potencialmente, o outsider mais forte tendo em conta a qualidade do plantel. Apoiados na classe de Hazard, Dembelé e Lukaku na frente de ataque, o miolo é assegurado pelo trio Witsel, Fellaini e Defour. Este trio de médios é muito forte na recuperação de bola e é capaz de construir jogo desde o seu próprio meio-campo.

Por cá, há várias incógnitas acerca de quem pode, do plantel do Porto, representar Portugal. O único jogador que aparenta ter lugar reservado para o Brasil é Silvestre Varela. O extremo ganhou quase que o estatuto de “jogador talismã” dentro das escolhas de Paulo Bento. Varela tem sido uma constante dentro dos convocados da selecção portuguesa e dificilmente vai perder esse estatuto. As grandes incertezas pendem sobre Quaresma e Josué. Josué foi debutante sobre a alçada de Paulo Bento mas não tem sido aposta fixa. Dos dois, é aquele com menos hipóteses de seguir para o Mundial. A grande dúvida recai então sobre Ricardo Quaresma, a situação mais delicada. Desde o seu regresso ao Porto que Quaresma têm mostrado que está numa forma invejável. Apesar dos 31 anos de idade, o Mustang tem fôlego para 90 minutos, é capaz de mexer no jogo e possui uma veia goleadora afinada.

Quaresma não veste a camisola das quinas desde 2012)  Fonte: Thesoccerroom.com
Quaresma não veste a camisola das quinas desde 2012)
Fonte: Thesoccerroom.com

Quaresma já afirmou que o Mundial é ambição pessoal e que tudo está a fazer para garantir o seu lugar. A história mostra que Quaresma não tem um feitio fácil. É um jogador que ferve em pouca água e que não está habituado a ficar no banco. O maior entrave à chamada à selecção nacional não pende sobre a qualidade do jogador, pende sobre se será capaz de lidar com a frustração de ficar no banco. É uma questão a ver que dará a Paulo Bento uma boa dor de cabeça. No entanto, na minha opinião, Quaresma merece um lugar nos 23 conquistadores que partem para o Brasil. O mister Paulo Bento é que escolhe e dia 19 estamos cá para ver que são aqueles que vão representar Portugal no Brasil.

Uma luta a quatro

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cab andebol

Quando faltam duas jornadas para o final do Campeonato Nacional de Seniores Masculinos, o Andebol 1, ainda nada está decidido. Os quatro primeiros classificados, FC Porto, Sporting, SL Benfica e ABC, estão na luta pelo título nacional de seniores.

Na primeira posição, e mais próximo de alcançar o título, temos o FC Porto, com 51 pontos – Porto que venceu mais um difícil encontro, esta semana, frente ao Águas Santas, por 27-24, na Maia. O Porto está cada vez mais perto do “Hexa”: basta um triunfo na próxima jornada frente ao ABC, o quarto classificado, para este inédito feito se concretizar.

A equipa orientada por Ljubomir Obradovic tem um papel dominante no andebol em Portugal, apesar de se ter deslocado a um campo tradicionalmente difícil, com o resultado ao intervalo a ser prova disso mesmo. As equipas recolheram ao intervalo empatadas a 12 golos. As principais dificuldades do FC Porto deveram-se à cerrada defesa dos homens do Águas Santas.

Na segunda parte do encontro os Dragões aumentaram o rendimento, assumiram a liderança do marcador e não mais a largaram até ao final do encontro. Gilberto Duarte, com dez golos marcados neste encontro, foi o melhor jogador da partida. É sem dúvida um dos maiores ativos desta equipa. Muito perto de fazer história no andebol nacional, os Dragões têm a oportunidade já na próxima jornada de concretizar o feito histórico de conquistar seis campeonatos seguidos.

Na segunda posição temos um Sporting perseguidor, com menos dois pontos do que o Porto (49 pontos), que também venceu este fim-de-semana, frente ao ABC. A equipa de Braga, com esta derrota (35-30), começa a ver cada vez mais longe as hipóteses de conquistar o título esta época. Sporting merecia mais esta época, mas não nos podemos esquecer da qualidade técnica dos Dragões, nomeadamente na segunda fase do campeonato. Sporting venceu confortavelmente o ABC, tendo a possibilidade de assegurar o título caso haja um deslize do FC Porto. E apesar de o adversário estar a lutar pelo título, o Sporting tomou como sua a partida e venceu justamente o encontro.

Pedro Portela em acção frente ao ABC Fonte: César Santos
Pedro Portela em acção frente ao ABC
Fonte: César Santos

Benfica e ABC estão mais longe do título, a quatro e cinco pontos do primeiro classificado respetivamente, quando faltam disputar apenas seis pontos. Os deslizes dos encarnados nesta segunda fase colocaram esta equipa numa situação mais complicada no que toca à conquista do título, mas ainda é possível e os jogadores têm de acreditar, apesar de não depender exclusivamente dos próprios jogadores encarnados.

ABC, que tinha uma boa oportunidade de subir na classificação e de se aproximar do Porto, acabou por perder e está praticamente afastado do título devido à dificuldade da receção ao Porto na próxima jornada. Apesar da capacidade técnica de equipa de Braga, a derrota com o Sporting não ajudou à motivação destes jogadores.

Vão ser jogos de muita emoção nas próximas duas semanas, com um título à vista e uma possível conquista do “hexa” por parte FC Porto.

Sporting 0-1 Estoril: Perdeu-se um belo registo

Sporting e Estoril entraram em campo com as respectivas classificações já definidas. O clube leonino jogava em casa o último jogo de uma época que superou todas as expectativas, ao passo que o Estoril, como já vem sendo hábito, findou mais uma excelente temporada, acabando em quarto lugar só atrás dos três grandes, com o acesso à Liga Europa garantido e com a melhor pontuação de sempre da história do clube. Com os objectivos alcançados, ambas as formações entraram em campo apenas para cumprir calendário.

As equipas entraram dispostas a ganhar o jogo, com onzes ambiciosos e com vontade de finalizar a época da melhor maneira. Do lado do Sporting tentava-se alcançar um belo registo: não perder em casa para nenhuma competição na época 2013/2014. Do lado dos canarinhos, tentava-se igualar o Benfica como a equipa que tem o melhor registo de jogos fora nesta edição do campeonato português.

Domingo à tarde, 16h00, e o jogo começa. O Sporting entra muito nervoso e inseguro, com o Estoril a entrar mais decidido. Reflexo de isso mesmo foi o penálti cometido por Marcos Rojo, num rasgo de desatenção pouco visto no defesa-central ao longo desta temporada, logo aos cinco minutos. Evandro não desperdiçou a oportunidade e fez o primeiro e único golo da partida.

Os leões não conseguiram reagir e aos 13 minutos Bruno Lopes esteve perto de aumentar a vantagem do Estoril, mas o cabeceamento saiu a poucos centímetros da baliza de Rui Patrício. Aos 19 minutos André Martins cai na área e o juiz da partida não tem dúvidas e assinala grande penalidade a favor do Sporting. Adrien, que nunca tinha falhado um penálti nesta temporada, não conseguiu concretizar esta grande oportunidade, muito por mérito de Wagner, que defendeu o penálti com uma bela defesa.

Adrien Silva falhou o primeiro penálti da temporada  Fonte: Zerozero/ Carlos Alberto Costa
Adrien Silva falhou o primeiro penálti da temporada
Fonte: Zerozero/ Carlos Alberto Costa

 

O Sporting acordou tarde para o jogo e o Estoril defendeu muito bem o resultado ao longo da primeira parte. Carrillo, que realizou uma das suas piores exibições, saiu aos 38 minutos, cedendo o lugar ao jovem Carlos Mané, que cinco minutos depois assustava os canarinhos com um cruzamento remate que Wagner defendeu com alguma facilidade.

O intervalo chegou e os adeptos não deixavam de apoiar as respectivas equipas. A segunda parte começou sem William Carvalho, que realizou, também ele, a exibição menos conseguida da temporada que hoje terminou. Slimani, que surpreendentemente tinha começado no banco, entrou para o lugar do médio português, dando ao futebol do Sporting uma maior dimensão ofensiva. Neste segundo tempo nada de relevante se passou. Remates sem perigo de parte a parte, assim como muitas perdas de bola e poucas jogadas de encher o olho. O maior destaque dos últimos 45 minutos vai para a estreia de Shikabala, que entrou aos 76 minutos debaixo de uma grande ovação e que na primeira vez que tocou na bola driblou dois jogadores e deu início a um dos lances mais perigosos da segunda parte.

O jogo acabou e com ele o registo que o clube leonino queria ter mantido, interrompendo assim uma série de 17 jogos consecutivos sem perder no seu reduto. O Estoril conseguiu assim igualar o campeão nacional no melhor registo de jogos fora. Um jogo equilibrado, sem muita história e com pouco interesse. Acabou-se, isso sim, com um belo registo.

Figura

Wagner – O guardião canarinho acabou por ser o elemento que mais contribuiu para segurar o resultado que o Estoril cedo alcançou. Sempre que foi chamado a defender mostrou-se seguro e competente, não comprometendo em nada. Teve um papel determinante ao defender o penálti de Adrien Silva.

Fora-de-jogo

Carrillo –  O extremo peruano é conhecido por ser um jogador irregular, de altos e baixos. Hoje foi um dos baixos mais representativos dessa irregularidade. Não acertou em nenhuma decisão e comprometeu alguns lances que podiam ter acabado de melhor forma. Saiu, e bem, aos 38 minutos de jogo.

O primeiro dia do resto da tua vida

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Ao longo de 120 anos de história, há certos dias que são inesquecíveis para o universo azul e branco. Desde o 27 de maio de 1987, em que o calcanhar de Madjer entrou para sempre na memória portista, até 21 de maio de 2003, quando Derlei conduziu o FC Porto à conquista da Taça UEFA na cidade de Sevilha. Ainda assim, e não querendo de todo desvalorizar estas datas em que o FC Porto escreveu a sua história a nível internacional, permita-me que deixe aqui um especial apreço pelo dia 11 de maio, pela enorme importância que teve nestes últimos dois anos.
Mas vamos por partes: não é à toa que faço este endeusamento ao 11 de maio. Se bem se recorda, há 365 dias atrás, aquela noite de sábado tinha sido uma das mais felizes para o adepto portista. Com o golo de Kelvin no célebre minuto 92, o campeonato estava praticamente no bolso quando já poucos acreditavam. A partir dali, muito foi dito e escrito sobre aquele momento memorável na história dos campeonatos do nosso país. O que se seguiu a esse jogo, com todos os outros endeusamentos que foram feitos, foram gestos que a memória não apaga e sobre os quais dissertei em variadas ocasiões este ano. Um ano volvido, o dia 11 de maio tem novamente uma importância enorme para o FC Porto.
Depois de uma vitória sem grande importância frente ao SL Benfica na última jornada do campeonato, tenho que admitir que quando ouvi o último apito de Rui Costa para terminar a partida, senti-me aliviado. Aliviado porque ao ouvir aquele apito, senti de repente que tudo tinha finalmente terminado, que o tormento tinha chegado ao fim e que 9 meses depois, os portistas poderiam finalmente ter algo para festejar. Com o fim do clássico contra os encarnados, o sofrimento chegou ao fim. E por isso, este domingo de 11 de maio de 2014 é sem dúvida o mais importante dos últimos tempos no clube.

Na última terça-feira, enquanto lia as edições online dos jornais desportivos, dei conta da notícia de que Julen Lopetegui seria o próximo treinador do FC Porto. Não querendo ser hipócrita, admito que não reconheci o nome à primeira vista. Em primeiro lugar, porque apesar de ter sido um espetador daquela fantástica equipa sub-21 espanhola que venceu o último europeu em 2013, não me recordava que Lopetegui havia sido o técnico da equipa de nuestros hermanos; em segundo lugar, porque de entre todos os nomes que havia, inclusive, apontado no meu último artigo no Bola na Rede como possíveis treinadores do FC Porto, nenhum deles havia sido o técnico espanhol.

Lopetegui tem um novo desafio em mãos Fonte: Zerozero/ Catarina Morais
Lopetegui tem um novo desafio em mãos
Fonte: Zerozero/ Catarina Morais

Ao ter a confirmação na quarta-feira de que Lopetegui era mesmo “o” escolhido por Pinto da Costa, confesso que não tive qualquer reação, talvez por receio de que a história se repetisse depois do excelente presságio que havia feito aquando do anúncio de Paulo Fonseca. Ao longo dos últimos meses, em muitas ocasiões escrevi que o principal problema do FC Porto para ter tido uma época tão desastrosa não residia no treinador. Não querendo nunca retirar as culpas efetivas que Fonseca e Castro tiveram na má época portista, sempre afirmei que a má construção do plantel e os erros primários da estrutura desde o início da temporada foram causas bem mais graves para aquilo que aconteceu esta época. Por isso mesmo, nunca tive uma preferência quanto ao nome do próximo treinador portista. Desde Marco Silva a Fernando Santos, passando por Michel ou até Carlos Queiroz, foram vários os nomes que foram lançados, sem que para mim esse desfecho fosse o mais importante para conhecer o destino da história. Sem um plantel valioso em quantidade e qualidade, penso que nem o melhor treinador do mundo pode fazer uma equipa brilhar.
Por tudo isso, o nome de Lopetegui foi encarado por mim como uma escolha normal. Tendo sido ou não um treinador de sucesso nas camadas jovens espanholas, admito que não seja talvez o nome mais consensual nas hostes portistas. Ainda assim, e depois das desilusões desta época, questiono: haveria algum treinador que o fosse? A partir do início de julho, uma nova era começa no FC Porto. Depois de um ano em que as derrotas se acumularam e o mau futebol foi espetador cativo no relvado do Dragão, os adeptos portistas entrarão com toda a certeza para a nova temporada com muito menos paciência para o novo plantel e para o novo treinador. Após um ano a ver o adversário benfiquista a festejar, pensar na hipótese de voltar a ter mais uma época em branco não pode sequer passar pela cabeça da estrutura portista. Nas semanas que agora chegam, virão nomes de possíveis reforços e notícias de mais que prováveis saídas. Quando a campainha soar para o início da pré-época 2014-2015, um enorme desafio se coloca para o FC Porto: o de voltar a ser o que nunca devia ter deixado de ser, o de voltar a ganhar e, principalmente, o de voltar a ser FC Porto. Tudo porque, a partir de hoje, o dia 11 de maio é o primeiro dia do resto da sua vida.

La Liga ao rubro

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No frenético e emotivo campeonato Espanhol jogou-se hoje a penúltima jornada de uma Liga que promete ser memorável.
A vitória na La Liga jogava-se em três campos, Atlético Madrid – Malaga, Elche – Barcelona e Celta de Vigo – Real Madrid, sendo que apenas o Atlético podia hoje sagrar-se campeão, caso Barcelona não conseguisse os três pontos.
Por outro lado, em outros quatro campos distintos (GranadaAlmeria, Getafe – Sevilha, Bétis – Valladolid e Español – Osasuna) jogava-se a salvação da descida, sendo que nesta jornada apenas o Bétis já tinha o destino traçado qualquer que fosse os resultados entre os intervenientes.

Assim sendo, no Vicente Calderón, e perante uma moldura humana fantástica nas bancadas, com a esperança de alcançar uma vitória e de, quiçá, conseguir carimbar o campeonato nacional já hoje, o Atlético de Madrid entrou em campo com duas baixas de peso, Diego Godín (castigado) e Diego Costa (lesionado), sendo o restante onze o habitual. Numa primeira parte fraca, o Atlético até entrou forte, com bastante intensidade, sendo que aos 12 minutos, numa jogada de contra ataque bem desenhada, Raul Garcia isola David Villa, e este atira à trave. Seguiu-se depois um período de adormecimento até aos 30 minutos, quando os colchoneros voltaram a acelerar a partida, e, aos 37 minutos, um cruzamento bem medido por Juanfran encontra a cabeça do belga Alderweireld, que, sozinho, atira ao lado.

Na segunda parte, a equipa de Simeone entrou com outra dinâmica, pressionando mais alto, mas nem por isso criando mais perigo. O tempo passava, e os adeptos desesperavam. Até que, aos 65 minutos, num lance mal abordado, primeiro pelo central belga do Atlético, Alderweireld, e depois pelo guarda redes Courtois, Samuel Garcia aproveita para inaugurar o marcador.

A partir deste momento não mais se viu o Málaga. Os colchoneros subiram no terreno; Simeone mexeu na equipa, primeiro com Adrián Lopez para o lugar de Koke, depois Sosa para o lugar de Raul Garcia, e posteriormente o brasileiro Diego, que entrou muito bem no jogo, para o lugar de Arda Turan. E só um inspirado e espectacular Willy Caballero ia impedindo o golo da equipa de Madrid, com um punhado de grandes defesas. Até que num canto, aos 72 minutos, o central Alderweireld se redime do erro e empata a partida. Daí até ao final foi sempre mais com o coração do que com a cabeça, procurando sem sucesso alvejar a baliza do argentino de Málaga. Já no período de descontos, numa excelente jogada, Adrián Lopez remata para a defesa da noite de Willy. Uma defesa que pode bem ficar na história, como ficou o famoso penálti falhado de Djukic, pelo Corunha.

O momento que poderia ter dado o título ao Atlético Fonte: Marca
O momento que poderia ter dado o título ao Atlético
Fonte: Marca

Nos outros campos, Real Madrid acaba por perder fora contra o Celta, e perde uma oportunidade de ouro para voltar a entrar nas contas, ficando assim completamente arredado do título. Barcelona não foi além do empate no terreno do Elche e deixa, portanto, as contas iguais para a última jornada, continuando a três pontos do líder Atlético e a precisar de vencer no último jogo em Camp Nou, contra os colchoneros.

Nos jogos que decidiam as descidas, Almeria e Getafe são os grandes vencedores da jornada. Ambos venceram os seus jogos e estão a salvo da descida. Almeria faz um jogo heróico, como já tinha feito na semana passada, frente ao Bétis, e com uma boa consistência defensiva consegue superar o Granada em duas grandes penalidades. O Getafe, por seu turno, vence um Sevilha em poupança para a final da Liga Europa. Em ordem inversa, Osasuna, Valladolid e Granada vão discutir até à última a permanência, sendo que na última jornada há um escaldante Valladolid – Granada, sendo que os de Valladolid, mesmo ganhando o jogo, não dependem apenas de si, precisando de que o Osasuna não vença o seu jogo.

Getafe festeja a permanência Fonte: Mundo Deportivo
Getafe festeja a permanência
Fonte: Víctor Lerena – EFE

O destaque da jornada vai para o emocionante jogo entre Bétis (já despromovido) e Valladolid, que acabou 4-3 a favor dos Sevilhanos, num jogo de emoções fortes e incerteza no marcador constante.