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Sporting CP 3-0 FC Porto: Leões mantém arranque vitorioso

À quarta jornada do campeonato, Sporting CP e FC Porto mediram forças no Pavilhão João Rocha com um grande jogo em perspetiva. Os leões vinham de um registo muito positivo – três jogos, três vitórias – e queriam manter a invencibilidade no campeonato. Já os azuis e brancos, que já tinham perdido pontos, queriam vencer para não deixar os rivais diretos escaparem mais.

O jogo não começou da melhor maneira, pois Pedro Gil, após um choque com Di Benedetto, acabou por ficar estendido no campo com muitas queixas. O número nove leonino teve de ser assistido pelos médicos de ambas as equipas e ainda pelos bombeiros. O espanhol acabou por ser levado de maca com colar cervical e a sua saída foi feita debaixo de muitos aplausos por parte dos adeptos de ambas as equipas. Desde já damos um voto de rápidas melhoras ao jogador!

Pedro Gil sofreu um contato violento no início do jogo e foi transportado de maca para o hospital
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Depois de várias oportunidades de perigo, João Souto teve a primeira oportunidade clara na partida. Gonçalo Alves partia para o início de um ataque portista, mas acabou por passar mal e deixar para Souto. Depois, o 44 leonino só tinha Xavier Malián pela frente enviou com estrondo à barra do FC Porto. Foi muita excesso de pontaria e o Sporting podia já estar a vencer.

O Sporting mostrava estar melhor na partida e a confirmação veio mesmo com um golo. Aos 12 minutos, na parte final da jogada houve um grande trabalho de Matías Platero, que em queda conseguiu ainda passar a bola para Toni Pérez. O número 54 dos leões com um toque subtil conseguiu meter a bola dentro da baliza portista, fazendo assim o primeiro golo da partida.

Um minuto depois, houve novo golo leonino. E quem mais? Matías Platero fez o que quis da defensiva portista e aumento a vantagem na partida. Numa jogada completamente a solo, Platero deu uma volta quase inteira à área do Porto e depois rematou com força para o ângulo direito do poste de Malián, que não teve qualquer hipótese para negar o segundo golo leonino. Era o 2-0 para o Sporting e Guillem Cabestany teve mesmo de pedir um desconto de tempo para parar a partida que não estava a correr nada bem.

O FC Porto mostrava muitas dificuldades para conseguir ter perigo junto da baliza de Girão e mesmo quando chegava perto tinha alguma barreira leonina para negar os remates dos jogadores portistas.

As duas formações foram para o intervalo com um vantagem por dois golos para os leões, que demonstravam estar muito melhor tanto a atacar como a defender. Os azuis e brancos deviam trazer outro tipo de atitude para a segunda parte se é que queriam entrar nas contas do jogo e não perder o mesmo. Uma primeira parte com um bom espetáculo, exceto o que aconteceu com Pedro Gil.

O recomeço do jogo foi exatamente como antes do intervalo: Sporting por cima do encontro. O FC Porto continuava a apostar nos remates de longa distância, mas nem isso estava a conseguir sair bem à equipa neste minutos iniciais do segundo tempo. Segunda parte que começou muito menos emocionante do que a primeira.

Em pouco tempo houve a 10.º falta tanto para um lado como para o outro. Primeiro foi o FC Porto chegar a essa falta e o Sporting beneficiar de um livre, mas Ferran Font não conseguiu bater Xavier Malián, que fez uma grande defesa. Minutos depois, foi a vez dos portistas beneficiaram de um livre, mas também não conseguiram concretizar. Guilio Coco teve pontaria a mais e atirou a bola ao poste de Ângelo Girão. Mantinha-se tudo na mesma na partida.

Depois de as décimas faltas de lado a lado, os azuis e brancos começaram a equilibrar e até a estar melhor na partida. Estavam em busca de reduzir a vantagem e de salientar muitas bolas perigosas, onde algumas até chegaram a bater no poste. Momentos de muito trabalho que Girão estava a saber controlar.

Ao minuto 12, houve cartão azul para Sergi Miras. Depois de grande trabalho de Verona, o italiano foi travado por Miras e a ganhou novo livre para o Sporting. Ferran Font assumiu a responsabilidade novamente para marcar e desta vez não falhou. O jovem espanhol meteu a bola entre o braço e a perna de Xavier Malián e devagarinho entrou na baliza do Porto. Era o 3-0 e se o Porto estava mal na partida este terceiro golo não ajudava em nada.

Foi marcada a 15.º falta contra o Sporting, aos 18 minutos, e era a oportunidade perfeita para os portistas encurtarem distâncias. Gonçalo Alves foi o escolhido para marcar o livre, mas o português teve do outro lado a parede Girão. O guarda-redes leonino por duas vezes conseguiu defender os dois remates que Gonçalo Alves fez e deixava o resultado igual (3-0).

Ângelo Girão foi novamente figura de destaque na equipa leonina onde conseguiu travar muitas das intenções dos azuis e brancos. O guarda-redes dos leões foi, talvez, um dos motivos para que o FC Porto não conseguisse sequer marcar, porque oportunidades não faltaram.

Ângelo Girão foi novamente figura de destaque neste jogo
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O final do jogo chegou e contou com a vitória do Sporting CP por 3-0 frente ao FC Porto, que desliza, assim, a segunda vez em apenas quatro jornadas. Os leões continuam a invencibilidade do campeonato tal como o SL Benfica, que também conta com quatro vitórias em quatro jogos. Encarnados e leões partilham assim a liderança do campeonato com os mesmos doze pontos.

CINCOS INICIAIS:

Sporting CP – Ângelo Girão (GR), Pedro Gil, João Souto, Matías Platero e Gonzalo Romero

FC Porto – Xavier Malián (GR), Carlo Di Benedetto, Reinaldo Garcia, Rafa e Gonçalo Alves

SL Benfica B 1-3 GD Chaves: Segunda parte de horror

Depois das festividades de Halloween, o Benfica B (12º classificado, com 10 pontos) entrava no Caixa Futebol Campus como uma das cinco equipas que ainda não tinha perdido em casa. Com esse bom augúrio, uma vitória sobre o experimentado Chaves de José Mota (7º classificado, com 12 pontos) parecia previsível e permitia a ultrapassagem na tabela classificativa, motivos mais que suficientes para os homens de Renato Paiva iniciarem cedo a procura por uma vitória convincente.

O que conseguiram, até ao intervalo: numa primeira parte de grande domínio encarnado no capítulo da posse (61%), o golo surge à passagem do 32º minuto, após insistência do estreante Luís Pinheiro, que recupera a bola junto à linha de cabeceira e entrega para Rodrigo Conceição, que dispara eficazmente para a baliza à guarda de Ricardo Moura. 1-0 e a confirmação da boa exibição benfiquista, apesar das constantes ameaças flavienses sob forma de contra-ataques protagonizados pelos supersónicos Fatai e Wagner: avisos aos quais o Benfica não tomou a devida atenção…

Regressados dos balneários, os jogadores do Benfica viram-se envolvidos numa verdadeira assombração: aos 47’, Luís Pinheiro e a sua ingenuidade fazem penalty, concretizado por André Luís; aos 56’, Wagner decide rematar a 30 metros da baliza e faz uma obra de arte; aos 61’, numa decisão muito duvidosa de Luís Máximo, árbitro da partida, é marcado novo penalty. André Luís bisava e o Benfica via-se a perder por 3-1, com 16 minutos após sair em vantagem do intervalo.

Renato Paiva anteviu «problemas diferentes» para este jogo e que isso seria «fantástico» para a sua equipa, mas certamente não esperaria tal segunda parte…
Fonte: SL Benfica

Envolvidos num estranho transe até ao apito final, os jogadores encarnados não conseguiram recuperar os índices anímicos e viram-se frequentemente em disputas desnecessárias com os jogadores flavienses, muito mais habituados a estas andanças.

Fruto da idade, nunca mais os jogadores do Benfica conseguiram superar as adversidades e elevar o nível de jogo, sendo completamente ineficazes na criação de oportunidades claras. José Mota mexeu de maneira perfeita ao intervalo e a sua equipa soube controlar a partida sem bola, travando as principais peças do xadrez encarnado, como David Tavares e Nuno Santos, enquanto a exploração do espaço entre Svilar e a dupla Zec-Kalaica foi efectuada de forma perfeita ao ritmo de Raphael Guzzo, da sua inteligência e visão de jogo.

As entradas de Vinicius Jaú, Pedro Henrique e Vukotic pouco trouxeram  de novo à partida. De notar as boas exibições de Svilar (mais uma), Diogo Mendes e Tiago Dantas, o único a tentar organizar o ataque benfiquista; bons apontamentos também do estreante Luís Pinheiro, apesar do erro na abordagem ao lance que deu penalty.

Renato Paiva, no final do encontro, aproveitou para relembrar os objectivos da formação encarnada e redobrar a sua confiança no plantel: «Tenho um orgulho enorme nestes miúdos. Já sabíamos que poderia haver erros, mas demos uma resposta de carácter que nos fez ter uma excelente primeira parte. Na segunda parte, não entrámos bem e perdemos um pouco o foco. O resultado não era o que queríamos, mas deixámos uma imagem de personalidade, vontade e ambição».

O Benfica é agora 13º classificado, enquanto o Desportivo de Chaves ascende ao sexto lugar, somando 15 pontos e estando a seis do líder Farense SC.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SL Benfica B: Svilar; Luís Pinheiro (Pedro Henrique, 84’), Kalaica, Zec e Frimpong; Rodrigo Conceição (Vínicius Jaú, 75’), Diogo Mendes (Vukotic, 76’), Dantas e Nuno Santos; David Tavares e Dos Anjos.

GD Chaves: Moura; Rafael Viegas, Diego Galo, Kevin Medina e Jean Filipe; Wagner (Gamboa, 82’), Guzzo, Jefferson (João Correia, 46’) e João Teixeira (David Moura, 46’); Fatai e André Luís.

Os novos cenários depois de Doha – Provas Femininas

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Esta é a 2.ª parte do nosso especial que analisa o que muda no pós-Mundiais de Doha em cada uma das disciplinas do atletismo de elite mundial.

100 METROS: SHELLY-ANN ESTÁ MELHOR DO QUE NUNCA

Regressar da maternidade e ser campeã mundial já seria um feito enorme, mas Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM), a poucos meses de completar os 33 anos, fê-lo de forma exemplar, correndo as eliminatórias mais rápidas de sempre (10.80) e fechando a final em 10.71 segundos. A atleta esteve bem próxima do seu recorde pessoal (10.70) e fez um tempo mais rápido do que qualquer um dos seus dois Ouros olímpicos, igualando o que melhor havia feito em Mundiais!

A Jamaicana não parece dar mostras de abrandar e não seria de surpreender que em 2020 batesse o seu recorde pessoal e fosse a Tóquio conquistar mais um ouro olímpico. Já a campeã olímpica Elaine Thompson (JAM) continua a levantar muitas dúvidas decorrentes dos seus problemas físicos e é, no cenário atual, uma grande incógnita.

200 METROS: DINA É ENORME, MAS HÁ UM GRANDE “MAS”…

Dina Asher-Smith (GBR) venceu a final dos 200 metros com uma grande marca de 21.88 (novo recorde britânico), depois de já ter alcançado a Prata nos 100 metros (também com recorde britânico, 10.83). Já no ano passado havia sido uma das imagens dos Europeus de Berlim, alcançando a dobradinha dos 100/200, não deixando dúvidas que é um dos maiores nomes da velocidade atual.

No entanto, os 200 metros de Doha ficam marcados por muitas ausências pelos mais variados motivos (lesões, conflito de calendário, desqualificações ou opções), sendo que a atleta mais rápida do ano nem sequer pôde participar. Shaunae Miller-Uibo (BAH) preferiu os 400 metros, uma vez que o calendário não permitia dobrar distâncias e perdeu a oportunidade de alcançar o seu primeiro Ouro nos 200, já depois de ter vencido a distância na Diamond League. Para o ano há mais e… esperemos que todos os grandes nomes.

400 METROS: AFINAL HAVIA OUTRA

Sim, Salwa Eid Naser (BHR) era já uma das duas principais favoritas – venceu as duas últimas edições da Diamond League –, mas poucos arriscariam a colocá-la com o mesmo grau de favoritismo de Shaunae Miller-Uibo (BAH), que vinha dominando a velocidade de 200 e 400. Havia batido Naser no único confronto entre as duas nos últimos dois anos e que se sabia que iria a Doha correr para recorde pessoal. Em previsões pessoais partilhadas no início do ano até coloquei Naser com o Ouro – o que já era uma previsão arriscadíssima –, mas certamente que pela cabeça não passou um tempo de 48.14 segundos!

O tempo coloca Naser como a 3.ª mais rápida de sempre (para muitos a 1.ª dadas as altas suspeitas em relação a Koch e Kratochvílová) e a mais rápida no mundo nos últimos 34 anos! Miller-Uibo também correu mesmo para recorde pessoal, com enormes 48.37, que a colocam como a 6.ª mais rápida de sempre. Isto promete… MUITO!

800 METROS: QUEM?

Com a saída de cena de Caster Semenya (RSA), Ajee Wilson (USA) assumia o absoluto favoritismo neste evento. A norte-americana justificou o seu favoritismo nas primeiras provas pós-Semenya, dominando por completo o circuito, mas falhou no momento-chave. Em Doha, Ajee procurou colocar um ritmo altíssimo desde o início e pagou a fatura, terminando apenas com o Bronze.

À sua frente ficou outra norte-americana (Raevyn Rogers), mas a grande surpresa foi mesmo o Ouro ter ido para Halimah Nakaayi (UGA), que bateu o recorde nacional do Uganda. Nakkayi tinha muito pouco de relevante a assinalar na sua carreira internacional, mas terá que ser agora um nome a considerar para o futuro do evento.

1.500 METROS: HASSAN AFASTA FANTASMAS

Em Doha, Sifan Hassan (HOL) provou que também sabe ganhar em eventos globais ao ar livre e fê-lo com mestria nos 10.000 e nos 1.500, alcançando uma dobradinha inédita. Nesta prova teve o mérito de bater três atletas que bateram os recordes pessoais, em 3:54 (!), sendo que uma delas era Faith Kipyegon (KEN) – a então campeã mundial e olímpica -, que bateu mesmo o recorde queniano, chegando apenas para a Prata!

Hassan correu em inacreditáveis 3:51.95, um novo recorde europeu e uma marca que a deixa apenas atrás de Genzebe Dibaba (ETH) e das suspeitas marcas chinesas na história da distância. Não que os fantasmas do doping não tenham pairado por Doha. Afinal, poucos dias antes, em plenos Mundiais, o famoso técnico de Hassan (Alberto Salazar) havia sido notificado da sua suspensão do Atletismo por quatro anos por… infrações do código antidoping. Com quatro atletas abaixo dos 3.55 (nove abaixo dos quatro minutos) e sem Genzebe que falhou os Mundiais por lesão, este evento será um dos mais excitantes para 2020.

GP Malásia: Viñales leva a Yamaha ao lugar mais alto do pódio!

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O mundial de motociclismo continua na sua gira asiática e desta feita foi o circuito de Sepang, na Malásia, a receber a elite do desporto motorizado, num grande prémio sem o português Miguel Oliveira que continua a recuperar da queda no circuito de Philip Island. Aliás, o piloto português foi operado este domingo na Áustria.

Se no fim de semana passado, Márquez era dono e senhor do asfalto, em Sepang, já não teve tanta sorte e isso foi visível ao longo dos três dias. Aliás, o piloto espanhol sofreu um grande high side no sábado e acabou por se qualificar, apenas, em 11.º.

Por outro lado, Viñales dava sinais de que poderia levar a Yamaha de regresso às vitórias e não falhou.

Se estamos habituados a finais frenéticos, em Sepang, o início também foi de loucos. Morbidelli parecia ter o primeiro posto, mas foi Viñales a ficar com o primeiro posto, enquanto Márquez era terceiro depois de roubar a posição a Dovizioso.

Rossi e Rins a lutarem pela quarta posição
Fonte: MotoGP

Rossi, Dovizioso e Morbidelli lutavam ferozmente pelo quarto lugar, mas era Viñales que tentava fugir com a liderança. Já Márquez parecia não querer deixar fugir o rival da Yamaha, mas também por lá andava Miller a dificultar-lhe a vida e a impedir que o espanhol fosse atrás do compatriota. Aliás, Miller e Márquez chegaram a tocar-se algumas vezes. Mas Dovizioso acabou por roubar o terceiro lugar a Miller, enquanto Márquez corria atrás de Viñales.

A dez voltas do final, Viñales tinha uma vantagem de 1.7 segundos sobre o rival da Honda que ia cavando o fosso para Dovizioso que lutava com Rossi pelo último lugar do pódio.

Miller acabou por perder o gás inicial e foi ultrapassado por Morbidelli e Rins, enquanto Rossi tentava a todo o custo ultrapassar o compatriota da Ducati, Andrea Dovizioso.

A quatro voltas do fim, Rossi voltou a atacar o italiano da Ducati e a luta pelo terceiro lugar era a mais intensa até ao momento, já que Viñales era líder e Márquez mostrava não ter armas para combater o piloto da Yamaha.

O Il Doctore percebeu que o terceiro lugar era inatingível e teve de se aprimorar para guardar o quarto posto, já que Rins mostrava ter uma palavra a dizer.

Até ao final, o top manteve-se assim: Viñales, Márquez, Dovizioso, Rossi e Rins. Não foi um fim de corrida à antiga, com trocas e baldrocas de posições, mas foi uma vitória importante para Viñales e também para a Yamaha que regressa ao lugar mais alto do pódio.

Rossi felicitou o companheiro de equipa pela vitória
Fonte: MotoGP

Estoril Praia SAD 3-1 Académico de Viseu FC: Cheira a primeira liga!

Em jogo a contar para nona jornada da Segunda Liga Portuguesa, o Estoril Praia SAD recebeu a equipa do Académico de Viseu FC. As duas equipas encontravam-se separadas apenas por três pontos e a vitória era essencial para continuar no grupo da frente.

Em relação à última partida (vitória por 3-0 frente à UD Oliveirense), Tiago Fernandes operou uma única alteração no onze inicial: o brasileiro Juninho entrou na equipa para o lugar de Rafael Barbosa. Por sua vez, os visitantes vinham de uma derrota em casa frente ao Porto B por 2-0 e Rui Barros mexeu três unidades: Fall, Luisinho e Facundo Batista foram substituídos por João Oliveira, Bruno Filipe e Carter.

O jogo começou e cedo se percebeu quem é que iria estar por cima: o Estoril. Logo aos três minutos, Juninho rematou após uma jogada de insistência e a bola foi desviada para canto.

Com um caudal ofensivo muito intenso, o golo surgiu à passagem do minuto 13. Numa jogada de ataque planeado, Azougha rematou e a bola foi ao encontro do avançado Roberto, que, de forma acrobática, abriu o marcador com um pontapé de bicicleta.

Se o jogo já corria mal aos homens de Viseu, a situação piorou dois minutos depois do golo: Tiago Almeida perdeu a cabeça e recebeu ordem de expulsão depois de ter dado um pontapé no seu adversário. O defesa direito ainda recusou cumprimentar o treinador adversário e reagiu mal às palavras dos adeptos estorilistas presentes nas bancadas.

O ritmou do jogo reduziu com o decorrer da partida. Porém, os canarinhos dominaram a primeira parte toda e a 10 minutos do intervalo fizeram o segundo golo: Daniel Bragança (de longe o MVP desta equipa) foi lançado no flanco esquerdo e com um cruzamento rasteiro assistiu electricamente e de forma maravilhosa o avançado Roberto, que bisou assim na partida. Antes do intervalo, houve ainda tempo para Matheus Indio tentar o terceiro golo mas o guarda redes Janota travou o remate do avançado brasileiro.

O Estoril Praia SAD esteve por cima do jogo durante quase toda a partida
Fonte: Bola na Rede

Entretanto, a segunda parte começou como acabou a primeira: com o Estoril a fazer o golo. Gonçalo Santos cruzou com conta peso e medida e Roberto, com toda a classe do mundo, cabeceou de forma subtil para o fundo das redes.

Porém, o terceiro golo fez mal aos homens da casa. Três minutos depois de Roberto ter completando o hat-trick, Lucas Silva avançou pelo lado esquerdo e cruzou para Jean Patrice. Os homens de Rui Borges reduziam assim a desvantagem num golo semelhante ao segundo do encontro.

A dez minutos do final, Daniel Bragança bateu um canto de forma fantástica e Luís Áfrico cabeceou para uma enorme intervenção de Janota. Já em período de descontos, Daniel Bragança levou um cartão vermelho direto numa decisão muito contestada pelos estorilistas.

Até final, não houve nada mais de registo e os três pontos ficaram mesmo no António Coimbra da Mota, numa tarde em que o Estoril mereceu a vitória de forma categórica. Os canarinhos mantém-se assim na luta pela subida. Por sua vez, esta foi a segunda derrota consecutiva dos homens de Viseu e o primeiro lugar está já a nove pontos de distância.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Estoril Praia SAD – Leite, Belima, Valente, Lucas Africo, Firmino, Gonçalo Santos (Duarte Valente, 57′), Azougha, Daniel Bragança, Matheus Indio (Miguel Crespo, 68′), Juninho (Careca, 73′) e Roberto.

Académico de Viseu FC – Janota, Almeida, Pereira, Lima Santos, Silva, Ribeiro Oliveira, Zimbabwe, Fernando Ferreira (Luisinho, 68′), Patric, Carter (Fall, 45′) e Bruno Felipe (João Mário, 45′).

O Passado Também Chuta: Os irmãos Laudrup

Michael e Brian Laudrup são unanimemente considerados dois dos melhores de sempre do futebol dinamarquês. Michael é denominado o Rei da Dinamarca, mas foi Brian um dos vencedores do Euro 92, o único título que a seleção venceu até aos dias de hoje.

Os irmãos Laudrup marcaram a história do futebol dinamarquês, tendo ambos jogado no inicio da carreira ao serviço do Brondby IF, sendo que Michael fez a sua formação no extinto Kjøbenhavns Boldklub.

As boas exibições de Michael Laudrup ao serviço do Brondby IF, valeram-lhe a transferência para o futebol italiano, para representar a Lazio. Ao serviço dos romanos disputou 70 jogos e marcou 12 golos, em duas épocas. Prosseguiu a sua carreira em Itália, desta feita em Turim, com a camisola da Juventus venceu o “scudetto” em 85/86, somando 152 jogos e 32 golos, em quatro temporadas.

Michael voltou a mudar de país, rumou a Espanha, onde representou o Barcelona e o Real Madrid. Ao serviço dos catalães conquistou quatro campeonatos, uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia, duas Supertaças de Espanha e uma Taça do Rei. Na época 94/95 transferiu.se para o Real Madrid, tendo vencido mais um campeonato, o quinto no futebol espanhol.

Michael saiu do Real Madrid e viveu mais uma aventura, desta feita no futebol nipónico, no Vissel Kobe. Viria a terminar a carreira, somando mais dois títulos ao serviço do Ajax, conquistando o campeonato e a Taça da Holanda.

Brian Laudrup foi um dos heróis, da histórica conquista do Euro 91
Fonte: Federação Dinamarquesa de Futebol

O mais novo dos irmãos Laudrup, Brian, jogou no seu Brondby IF durante quatro épocas, até que em 89/90 rumou à Bundesliga para representar o KFC Uerdingen 05. Brilhou no futebol alemão e transferiu-se para o Bayern München, onde venceu uma Supertaça e uma Liga dos Campeões.

Após o Euro 92 rumou a Itália, onde esteve duas épocas, uma na Fiorentina e outra no Milan. Com a camisola dos “rossoneri” venceu um campeonato. Sendo pouco utilizado, voltou mudar de clube, seguiu-se uma aventura na Escócia, no Rangers. No Glasgow Rangers permaneceu quatro épocas, nas quais venceu três campeonatos, uma Taça e uma Taça da Liga. Viria a retirar-se na temporada 1999/2000 ao serviço do Ajax, tal como Michael, tendo ainda representado o Chelsea e o FC Kobenhavn.

Os irmãos Laudrup deixaram uma marca histórica ao serviço da sua seleção, Brian somou 57 jogos e 16 golos, Michael um dos mais internacionais de sempre, com 104 jogos e 37 golos. Em conjunto participaram em várias fases finais de grandes competições, tendo vencido a Taça das Confederações em 1995.

No entanto, a Dinamarca no apuramento para o Euro 92 perdeu a qualificação perante a Jugoslávia. Nessa altura Michael Laudrup em rutura com o selecionador Richard Møller Nielsen, abdicou da sua seleção. O verão de 92, com a Jugoslávia em guerra, que foi impedida de participar no campeonato a Europa, trouxe uma enorme surpresa. Os jogadores dinamarqueses já estavam de férias, quando foram chamados a participar na competição, a tempo de fazer história.

Michael Laudrup não participou no Euro 92, mas o seu irmão foi fundamental para a conquista dos dinamarqueses. Brian Laudrup foi um dos melhores jogadores do campeonato da Europa, sendo um dos escolhidos para o “onze” ideal da competição.

Os irmãos Laudrup foram de facto, dois craques, vencendo vários títulos pelos clubes e seleção. Ambos os Laudrup venceram Ligas dos Campeões e em conjunto a Taça das Confederações pela Dinamarca. Dois jogadores que chutaram no passado e fazem parte da história do futebol dinamarquês.

Foto de Capa: Federação Dinamarquesa de Futebol

artigo revisto por: Ana Ferreira

Haaland: Boa genética e não só

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A história do futebol é imensa. Desde os seus primórdios; passando pela sua afirmação absoluta; até hoje, uma era de super especialização nas mais variadas áreas profissionais.

A sua visibilidade acarreta muita opinião, muitos querem ter razão, muitos comentam. Mas há muito pouca escuta ativa, as pessoas tendem em ver e andar, em falar sobre o que são levados a conhecer. O que importa, é ter assunto para rir, debater, partilhar.

A especulação dá dinheiro a qualquer economia de risco. Ser visionário é o mote, trazer algo original, numa era em que o acessório vende como nunca, assume-se como um desafio veemente.

O potencial pode, por si só, ter um valor bem considerável. Quanto mais jovem é o jogador, maior a sua margem de progressão. Mas não deixa de ser lógico, na teoria, e com mais procura do que oferta, o espaço para confirmação desse potencial vê-se reduzido. Há quem corra de imediato para caçar o “el dorado”, deixando para segundo plano, ou mesmo ignorando possíveis contrapartidas.

Haaland é, para mim, um dos principais candidatos a ser eleito Golden Boy. Tem tido registos impressionantes. E não me venham dizer que joga na Liga Austríaca. Ou que “só” marcou nove golos num jogo porque ocorreu num Mundial do escalão sub-20, e o adversário foi a seleção das Honduras. O seu ímpeto na Liga dos Campeões tem sido inolvidável! São seis golos em menos de 200 minutos! Entrou, em Anfield, e pouco depois marcou… Não é algo comum, de facto.

É filho de jogador, teve a sua formação altamente pensada, programada. Não basta isso, é certo, mas dificultar não dificulta. Alf-Inge Haland, ex-Manchester City, planeou meticulosamente a “pré-carreira” do ponta de lança: gerida por, nada mais, nada menos, do que Mino Raiola, sugere que um futuro profundamente idealizado desde muito cedo teve sequência, como por exemplo, a mudança do próprio nome: Haaland, antes de o ser, foi Haland.

Depois de Odegaard, é Haaland quem sobressai nas gerações de base do pouco cotado futebol norueguês
Fonte: FIFA

A “chuva” que lhe é reconhecida, não caiu nas primeiras nuvens. Jogou 16 jogos no seu primeiro clube, o Bryne, sem ter marcado golo algum. Mas atenção…. Fê-lo com apenas 15 anos! Saiu para o Molde, o principal clube da Noruega e, Ruben Gabrielsen, que aí partilhou balneário com o jovem, afirmou até que quando o viu pela primeira vez não imaginava, de forma alguma, o que viria a seguir: “Nunca pensei que ele fosse tudo o que evidenciou depois, ele se desenvolveu de um jeito que eu nunca vi antes. Ele é mais forte do que parece e é muito mais rápido do que parece: ele é uma besta!”

De entre muitos, mas muitos convites para ingressar em vários emblemas com peso, sobressaem City e United. O segundo já contava com claras e precisas referências acerca do miúdo, através do próprio Solskjaer, que o orientou no Molde. O primeiro, por via do pai, ex-cityzen. Mas não são só esses… São esses os que mais aparecem referenciados nos media, porque dispostos a receber o ponta de lança norueguês muitos estão. Inserido no grupo do Liverpool, mais atenção ainda remeteu, nomeadamente, aos emissários ingleses.

O seu destino não é conhecido, mas a sua chegada à elite do futebol europeu acontecerá, naturalmente, a curto/curtíssimo prazo. E ao continuar com este desempenho, dar-se-á ao luxo de ser o próprio a escolher o tubarão a representar, e não vice versa. O próprio diz que escolheu o RB Salzburgo. Talvez pela proximidade, talvez pelo nível, mas a verdade é que o jovem está a prosseguir a bom passo.

À imagem de Kylian Mbappé, que também contou com um acompanhamento muito próximo do pai, ingressou no Mónaco, apesar de haver camadas jovens do PSG, Manchester United, por exemplo, interessadas em instrui-lo e prepará-lo para o mundo sénior.

No caso de Haaland, está a ser feito algo numa linha bem similar. Enquanto Mbappé é comparado a Henry, pela fisionomia e forma de jogar; Haaland, por sua vez, tem Zlatan Ibrahimovic: é muito alto (1m94), e possui uma agilidade tremenda, pouco condizente com essa estatura. Uma característica superlativa, diga-se!

É realmente um jogador que não se prevê nada menos do que um sucesso imediato e constante. Algo menos do que isso surpreender-me-ia muito, mas muito mesmo.

Foto de Capa: FC RB Salzburg

artigo revisto por: Ana Ferreira

Tecatito Corona: a história de um extremo que pode oferecer muito ao FC Porto

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Jesús Manuel Corona Ruíz, mais conhecido por Tecatito Corona é, como sabemos, uma das peças fulcrais na manobra ofensiva do FC Porto de há uns anos para cá.

Foi contratado pelos dragões em 2015 e desde cedo mostrou ao que vinha, com um bis frente ao FC Arouca. Daí para a frente, construiu-se uma história bonita de dragão ao peito, somando, na totalidade, 24 golos com uma camisola que, como sabemos, pesa no corpo de qualquer profissional de futebol.

Em termos de assistências para golo, Tecatito tem aperfeiçoado essa matéria, isto porque evoluiu de um simples jogador que deambulava para o centro do terreno à procura do remate de pé esquerdo, para alguém que agora procura ganhar a linha no um para um e cruzar, ou fintar o adversário e puxar pelo seu pé esquerdo para cruzar… e que belo pé esquerdo que o internacional mexicano tem!

Apesar da sua inconsistência demais visível nas últimas cinco épocas – o que prova que Tecatito é capaz do melhor e do pior –  este jogador tem vencido as críticas e lá consegue levantar a plateia do dragão com as belas jogadas que faz.

Nos tempos mais recentes, Corona tem sido adaptado a lateral direito… E porque não a lateral esquerdo se é o seu melhor pé? Deixo a resposta para o leitor, mas posso dar uma pista que se chama Alex Telles e a procura de um lateral que procure mais espaços interiores e o um para um.

Mais recentemente, Corona voltou à sua posição de origem (extremo direito/avançado) e é sobre esse mesmo impacto na equipa azul e branca que se debruça este artigo.

Tecatito jogou como extremo frente ao FC Famalicão e foi um dos melhores em campo
Fonte: FC Porto

Apesar de o internacional mexicano não estar a desiludir na posição de lateral direito, é mais que evidente que também é necessário que este jogador ocupe a posição de extremo direito/avançado, sendo que os dragões podem tirar muito proveito disso.

E porquê?

Aponto duas principais respostas que respondem a esta questão.

Primeiramente, o facto de não ser uma posição desconhecida para o jogador portista que, como já referi, gosta muito de encarar os adversários no um para um, procurar espaços interiores e o seu pé esquerdo, ou até fintar os oponentes e ganhar a linha para cruzar com o pé direito que, refira-se, não é nada mau. Isto tudo, claro, quando joga como extremo direito, pois este jogador também sabe brilhar a extremo esquerdo – a Seleção Mexicana que o diga!

Em segundo lugar, o facto de Tecatito já ter experienciado a posição de lateral direito, o que lhe incute uma maior capacidade para defender e recuperar a bola na transição defesa-ataque. Já o velho ditado dizia: os avançados são os primeiros defesas, e é isso que o internacional mexicano pode oferecer ao FC Porto. O facto de ter experimentado essa posição confere-lhe uma maior raça que, diga-se, é muito comum nos jogadores da América Central/do Sul.

Só no jogo com o FC Famalicão, em que Corona foi um dos melhores em campo na posição de extremo/avançado,  somou uma assistência, uma interceção e um desarme, o que vem provar aquilo que já estava explicado acima.

Já na partida frente ao CS Marítimo, não teve a mesma preponderância no jogo portista.

É esta a história de Tecatito, uma história de altos e baixos, e de um jogador que, ocupando uma posição mais avançada no terreno, pode oferecer muito à equipa azul e branca.

Uma coisa é certa: Sérgio Conceição pode estar-se a marimbar para muita gente, mas para Tecatito não está de certeza!

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

FC Porto 23-23 Montpellier HB: Gilberto gela o Dragão

No primeiro Match of the Week (o jogo mais importante da jornada) de sempre a realizar-se em Portugal, o FC Porto recebeu no Dragão Arena o ex-dragão Gilberto Duarte e o seu Montpellier HB, num jogo disputado até ao último segundo.

Com duas vitórias e um empate em três jogos disputados em casa, o Montpellier HB sabia que iria passar dificuldades no Dragão e apostava na experiência e conhecimento de Gilberto Duarte para ganhar uma vantagem competitiva.

E apesar de terem sido os dragões a marcar primeiro, foram os visitantes que entraram melhor no jogo, especialmente Gilberto Duarte que marcou dois golos de baliza aberta e deixou o marcador em 5-1.

Ao ver o resultado a dilatar Magnus Andersson pediu um time-out que acabou por inverter o sentido do jogo, com os dragões a conseguirem o empate a sete a meio da primeira parte, fruto de um sete-para-seis bem trabalhado e de alguma sorte – o Montpellier HB falharia três remates de baliza aberta – com o resultado ao intervalo a ser de 11-10 favorável aos azuis-e-brancos.

No segundo tempo, os 1989 espetadores presentes no Dragão Arena iriam continuar a assistir a uma verdadeira batalha.

Um jogo de parada e resposta, nenhuma das equipas era capaz de descolar no marcador, com os dois conjuntos a trocarem lideranças no marcador até aos últimos minutos.

Gilberto Duarte continuava a ser o mais assertivo pelos visitantes e tremeu-se no Dragão Arena quando aos 54 minutos Victor Iturriza levou a sua terceira exclusão de dois minutos e recebeu ordem de expulsão. Um dos esteios defensivos da equipa e o melhor marcador do Porto nesta partida, a falta de Iturriza iria ser sentida nos últimos minutos. O Montpellier HB, contudo, não conseguiria capitalizar nas oportunidades para se distanciar.

António Areia fez o 23-22 com um minuto e 45 segundos por jogar. No ataque seguinte Gilberto Duarte falharia um remate da lateral direita, dando a oportunidade ao Porto de fechar o resultado. Quando a 38 segundos do fim Valentin Porte levou a sua terceira exclusão de dois minutos e foi expulso da partida, poucos eram os que achavam que o Montpellier HB ia ser capaz de chegar ao empate com menos um jogador em campo. Gilberto Duarte, no entanto, tinha outros planos.

O lateral conseguiu forçar uma falha técnica de Djibril Mbengue, que falhou a receção, e recuperou o esférico, correndo isolado para o golo do empate e partindo os corações de todos os adeptos que durante nove anos vibraram com cada golo do internacional português.

EQUIPAS:

FC Porto: Alfredo Quintana, Victor Iturriza (4), Yoan Balasquez, Miguel Martins (2), Djibril Mbengue (2), Rui Silva (2), Daymaro Salina (2), Ruben Rimeiro, Leonel Fernandes, Alexis Borges, Diogo Branquinho (3), Thomas Bauer, António Areia (3), Bernardo Pegas, André Gomes (3), Fábio Magalhães (2).

Montpellier HB: Marin Sego, Diego Simonet (1), Kyllian Villeminot (3), Jonas Truchanovicius (1), Hugo Descat (4), Mathieu Grebille, Giorgi Tskhovrebadze, Kevin Bonnefoi, Julien Bos, Marco Mengon, Frederic Pettersson (2), Valentin Porte (2), Yanis Lenne (2), Benjamin Afgour, Mohamed Soussi (2), Gilberto Duarte (6).

Antevisão GP Estados Unidos: Bottas surpreende ao garantir a sua quinta pole position da época

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Este fim-de-semana, reunimo-nos para mais um evento de Fórmula 1. Desta vez, acompanhamos a corrida oriunda do Estado do Texas, onde o Grande Prémio decorrerá no clamoroso e rural Circuito das Américas.

O fim-de-semana começou já da melhor maneira: para além da realização do evento que introduz a “festa” nos EUA – Hollywood Boulevard (Los Angeles) -, finalmente foram anunciados os novos protótipos dos carros de Fórmula 1 para 2021.

Como não é surpresa, é a Mercedes quem arrecada mais um lugar no pico mais alto da partida. Mas, para surpreender, não é o quase campeão Lewis Hamilton quem o faz.

O finlandês da equipa das Flechas Prateadas, Valtteri Bottas, não só ganha a sua quinta pole position da época, mas também faz o novo recorde de pista em qualificação.

Valtteri Bottas ganha, assim, a 11.ª pole position da carreira, conquistando o seu maior número de poles arrecadadas numa época (cinco)
Fonte: Formula 1

A finalizar o pódio de qualificação, temos Vettel (Ferrari) e Verstappen (Red Bull), com o segundo e terceiro melhor tempo da sessão.

Para completar os dez primeiros, contamos com Leclerc (Ferrari), Hamilton (Mercedes), Albon (Red Bull), Sainz e Norris (McLaren), Ricciardo (Renault) e Gasly (Toro Rosso).

Numa sexta-feira, onde as equipas experimentaram os novos protótipos de pneumáticos da Pirelli para 2020, a classificação dos Treinos Livres parecia um pouco confusa: A Ferrari e Mercedes pareciam estar escondidas, e a Red Bull aproveitou este facto para dar cartas; Gasly (Toro Rosso) consegue resultados sobrevalorizados; e a McLaren parece mais forte do que nunca.

No entanto, é a 6.ª campeã de construtores quem garante que não deixará escapar mais uma oportunidade de se sagrar vitorioso.

A verdade é que, este domingo, todos estarão à espera do inadiável: Sabemos bem que é praticamente certa a vitória de Lewis Hamilton no Campeonato de Pilotos. Apenas será adiada se amanhã acontecer uma calamidade – o que, pode ser provável, mas impossível.

Também a McLaren, se tudo correr como esperado, poderá arrecadar grandes resultados amanhã. Tanto Sainz como Norris parecem ter a motivação perfeita para tal, e a prova disso é o tempo mais rápido de Norris na primeira parte da qualificação (Q1).

Sergio Perez (Racing Point) começará do pit lane. Podemos também confirmar que, aquando os resultados, a Haas – equipa que corre em casa – e a Williams, esperam, ansiosamente, que a época acabe.

Concluindo, apesar de, possivelmente, se resolver o Campeonato de Pilotos, poderá ser uma corrida interessante: A scuderia italiana e os “touros vermelhos” poderão, sem dúvida, dificultar a vida a Valtteri Bottas, que, certamente, procurará tornar esta pole position uma vitória clara.

Resultados finais da qualificação
Fonte: Formula 1

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

artigo revisto por: Ana Ferreira