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FC Famalicão 2-0 Académica OAF: Estudantes por terra, primeira à vista

A época fantástica do FC Paços Ferreira fazia com este fosse um dos jogos mais emotivos da edição 2018/19 da Segunda Liga.

Afinal, sobrava apenas um poleiro para três ‘galos’ (FC Famalicão, Académica OAF e Estoril-Praia SAD) na luta pela subida à Primeira Liga e dois deles encontravam-se em Vila Nova de Famalicão com cinco pontos a separá-los e seis jogos por disputar até final.

Os famalicenses, motivados por duas vitórias consecutivas, não se limitaram a baixar linhas em busca de eventuais contra-ataques e partiram, determinados, em busca de conquistar terreno ao adversário. Os estudantes, por outro lado, não se intimidaram e foram, também, à procura dos três pontos de que tanto necessitavam.

Isto resultou num jogo aberto, com a bola a rondar as duas balizas. Jonathan Toro e Anderson tiveram situações prometedoras, mas desperdiçaram-nas e teve de ser um central, Luís Rocha, a dar uma lição de eficácia aos avançados, respondendo da melhor forma a um cruzamento perfeito de Feliz com 10 minutos decorridos.

O golo madrugador do Famalicão não afetou a reacção da Académica, que manteve um jogo fluído no terço atacante. Porém, faltou sempre qualquer coisa no último passe e o único sinal de perigo dos estudantes surgiu de um remate de longe de Mike, que obrigou Defendi a grande defesa.

Insatisfeito com o resultado, João Alves decidiu mexer cedo na equipa. Tirou Traquina, fez entrar Femi Balogun. Porém, a equipa parece não ter reagido bem à opção do técnico e o Famalicão passou a conseguir sair a jogar, com mais conforto, pelo lado lado direito do ataque academista (onde estava Traquina, e onde passou a estar Baldé).

Neste contexto, conseguiu criar duas oportunidades flagrantes de perigo até final da primeira parte – a primeira por Anderson, que ultrapassou Yuri e, isolado, falhou o chapéu a Ricardo Moura, e a segunda, através de Walterson, que uma perda de bola de Ricardo Dias a meio do meio-campo da Académica para se posicionar e rematar, com perigo, ao lado.

Académica teve apoio massivo em Famalicão
Fonte: Bola na Rede

Do intervalo esperava-se uma reacção da Académica, mas foi o Famalicão quem acentuou o domínio. Os quatro homens da frente (Feliz, Walterson, Anderson e Fabrício) iam causando o caos no setor defensivo da Académica, pecando apenas na finalização – Anderson, por duas vezes isolado, e Walterson, de livre direto, não conseguiram desfeitear Ricardo Moura.

A cadência ofensiva, porém, fazia adivinhar um golo do Famalicão… que surgiu mesmo. Walterson, num pontapé fulminante fora da àrea, fez o 2- 0.

Com praticamente meia hora por disputar, esperava-se que a Académica remasse, inconformada, contra uma maré que parecia levá-la, fatalmente, para o ponto de partida desta época e não para o ponto de chegada que todos ambicionam – o futebol de primeira. Não aconteceu. João Alves ainda colocou Marinho, o herói do Jamor, em campo mas a Briosa só “cheirou” o golo quando dispôs de uma grande penalidade caída do céu, a sete minutos do fim, no seguimento de um lance infeliz da defesa famalicense. Yuri assumiu a responsabilidade de tentar bater Defendi dos onze metros… mas a bola saiu ao lado.

O penalty falhado foi o canto do cisne para a Académica. Não só no jogo, como no campeonato. Com 15 pontos por disputar, e a 8 dos lugares de subida, é preciso um milagre. O Famalicão, por outro lado, eliminou, praticamente, uma das equipas que com ela concorria ao futebol de primeira e colocou pressão na outra, o Estoril, que só joga amanhã. Para os famalicenses, a Primeira é já ali.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Famalicão: Defendi, Garcia, Ricardo, Rocha, Jorge Miguel; Feliz (Guzzo 87’), Pathé Ciss, Capela (Hocko 79’),Walterson; Anderson e Fabrício.

Académica OAF: Ricado Moura, Brendon, Zé Castro, Yuri Matias, Mike; Ricardo Dias e Fernando Alexandre (Reko 51’); Traquina (Femi 35’), Jonathan Toro (Marinho 67’), Romário Baldé e Hugo Almeida.

Jorge Jesus pode ser a solução para se sonhar mais alto

Jorge Jesus: aquele típico nome de que os portugueses, e principalmente os amantes da bola, ouvem falar tanto. Mesmo estando pela Arábia o nome do técnico surgia sempre num assunto ou noutro. Tanto por um possível regresso para o SL Benfica depois da saída de Rui Vitória, como também de toda a polémica gerada através do livro de Bruno de Carvalho, onde foi acusado como culpado de muitas das falhas na fase final do mandato do ex-presidente do Sporting CP. Agora, o nome do técnico português surgiu e desta vez associado ao SC Braga.

Nos últimos dias, houve rumores de que Jorge Jesus podia voltar para o clube minhoto, onde, inclusive, até já foi muito feliz. O Braga foi, de certa forma, o ponto de partida para um salto maior na sua carreira. Jorge Jesus nesse ano conseguiu um quinto lugar na Primeira Liga, ganhou uma Taça Intertoto e conseguiu pôr o SC Braga a jogar bom futebol. Disso ninguém tem dúvidas. Agora a questão é: um eventual regresso faria sentido tanto para o clube como para o treinador? Na minha opinião, sim.

Neste momento o Braga encontra-se em quarto lugar, acabado de perder a terceira posição perante o Sporting CP depois de ter escorregado frente àquela que, para mim, é a equipa sensação do campeonato – Moreirense FC. Para além disto, falhou também dois claros objetivos que eram as duas taças, quer Taça da Liga, quer Taça de Portugal e vem decaindo o seu nível de qualidade de jogo dentro de campo. Abel Ferreira já teve melhores dias e dá-me a sensação de que desde a derrota na Taça da Liga que a “rédea” está muito curta para o treinador.

O SC Braga encontra-se neste momento em quarto lugar, arredado da Taça de Portugal e da Taça da Liga
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Em relação a Jorge Jesus, já se percebeu por diversas declarações que a vontade do técnico é a de voltar a Portugal e, sejamos realistas, o único clube onde vejo que faça sentido o seu regresso é mesmo o clube arsenalista.

O Benfica está num bom momento em que os adeptos estão a 100% com o treinador. Já o Sporting CP dificilmente quererá um Jorge Jesus e tudo o que este acarreta em termos de custos, mas não só. Não acredito também que as aspirações de Jesus passem por Alvalade novamente. Por fim, o FC Porto tem um treinador com muita mística e identidade portista e tudo vai depender muito do desfecho do campeonato, mas, ainda assim, acho que seria precipitado o despedimento de Sérgio Conceição depois do excelente trabalho que fez principalmente a época passada.

Sendo assim, o SC Braga parece uma opção que deve agradar ao técnico, sendo uma casa que já conhece. Os minhotos ambicionam um campeonato há muito e há rumores também de que António Salvador vai apostar forte para a próxima época de modo a que o Braga deixe de ser o clube dos “quases” no que toca ao campeonato.

Para aspirações mais ambiciosas, que nome melhor para assumir este projeto que não o de Jorge Jesus? As qualidades do técnico são inegáveis. A dúvida passa muito, na minha opinião, por valores que o Braga poderá ter que auferir para contar com o mesmo na próxima época. Outro factor passa também por um eventual interesse de um clube inglês com quem Jorge Jesus até já esteve reunido.

 

Foto de Capa: Al-Hilal SFC

Irá Marquez vencer outra vez?

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A caravana do MotoGP segue esta semana para Austin, no Texas, para mais uma corrida. Marc Marquez (Repsol Honda Team) será, sem dúvida, o alvo a abater, visto que não perde no circuito americano desde 2013. Depois de seis vitórias seguidas, é difícil acreditar que o espanhol irá sair derrotado neste fim-de-semana. No entanto, nada é impossível e os seus adversários estarão lá para o provar.

Equipamento personalizado de Marc Marquez para o Grande Prémio das Américas
Fonte: Marc Marquez

Na conferência de imprensa, todos os pilotos, incluindo Marquez, referiram o nível de dificuldade desta pista, não só por ser bastante longa (com média de tempo por volta superior a dois minutos), mas também por ter muitas curvas (20, no total). “É muito difícil ser-se consistente nesta pista. É um circuito traiçoeiro”, sublinhou Valentino Rossi (Moster Energy Yamaha MotoGP). 

O piloto italiano está numa fase bastante positiva depois de ter subido ao pódio na Argentina. Rossi tem razões para estar otimista, não só pela sua boa forma, mas também porque, tal como referiu, preparou esta corrida o máximo que pôde e a mota não se dá mal no circuito americano.

Já Dovizioso (Mission Winnow Ducati), apesar de feliz com o resultado da corrida anterior realçou ter noção de que “Marquez é o rei deste circuito” e de que será muito difícil lutar pela vitória. No entanto, sente que a equipa está mais bem preparada do que no ano passado.

Na conferência de imprensa esteve também presente Alex Rins (Suzuki Ecstar), que, apesar de não se mostrar muito confiante na luta pelo pódio, sublinhou que sente estar num bom caminho devido ao facto de se sentir muito forte em corrida. No entanto, acrescenta que “há ainda muito trabalho pela frente” e que tem de “melhorar os tempos da qualificação.”

Por último, Jack Miller (Pramac Racing) apresentou-se um pouco mais motivado. Depois do resultado desastroso da primeira corrida, o australiano redimiu-se na Argentina, o que fez com que encarasse esta prova de uma forma mais positiva. Porém, ainda há muito para melhorar, pois considera este “um circuito muito difícil”, tal como os outros pilotos.

Dito isto, o único que parece não cair aos pés do circuito texano é Marc Marquez e, devido ao seu historial, é de facto o potencial vencedor desta corrida. 

Depois dos primeiros treinos livres, que decorreram ontem, foi possível constatar precisamente isso. Logo na primeira sessão de treinos livres, o espanhol liderou, mas seguido, de muito perto, por Maverick Viñales (Monster Energy Yamaha MotoGP), a 0.078s. Seguiram-se Jack Miller, Andrea Dovizioso e Valentino Rossi. O espanhol da Yamaha acabaria por bater Marquez na segunda sessão, também ele com uma margem muito curta de 0.044s. Nesta segunda sessão, o terceiro melhor tempo foi de Valentino Rossi e o quarto de Jack Miller, sendo que ambos melhoraram o seu tempo por volta. Já Dovizioso, apesar de também ter feito um melhor tempo por volta, não foi suficiente para se manter nos primeiros lugares e terminou a sessão em 11.º.

Já o português Miguel Oliveira diz que o grande objetivo é continuar a somar pontos. O piloto da Tech 3 deu uma entrevista exclusiva antes da conferência de imprensa e frisou que vai “tentar perceber como tirar o melhor da mota neste circuito.” Sabe que, para ter a possibilidade de terminar nos pontos, terá de ser mais agressivo na travagem para entrar na curva, um estilo “um pouco à Marquez”, tal como disse Miguel, em tom de brincadeira. Quando questionado acerca da sua prestação e objetivos na sua primeira temporada em MotoGP, o português disse não querer apressar as coisas, pois todas as pistas que se seguem, incluindo esta, são uma aprendizagem. 

Resta esperar para ver se Marquez levará ou não para casa o seu sétimo triunfo em Austin ou se este domingo algum dos outros pilotos conseguirá bater o rei do circuito americano.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Marc Marquez 

CACO 2-13 SL Benfica: Benfica goleia e Hugo Nascimento marca o golo da noite

A noite de sexta-feira foi de festa para as gentes do bairro do Campo de Ourique, com o Benfica a visitar o pavilhão Carlos Bernardino para defrontar o CACO, numa partida a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal de hóquei em patins. Os encarnados golearam por 13-2 e seguiram em frente, mas o momento da noite foi assinado pelo capitão da equipa da casa.

O Benfica era o grande favorito, mas não entrou muito forte. Teve bola e criou perigo, sim, através de uma stickada de meia distância de Casanovas logo aos primeiros segundos, mas pouco mais fez. Foi inclusivamente através de um erro na saída do CACO para o ataque que as águias chegaram ao golo por intermédio de Vieirinha. Pouco depois, os encarnados beneficiaram de uma grande penalidade após uma falta cometida por Paulo Tembo. Albert Casanovas continuou a sua senda negativa na transformação de pénaltis, pois João Robalo travou as intenções do espanhol com a caneleira esquerda. 

A vantagem animou o conjunto benfiquista que, para além de controlar o esférico, começou a criar várias chances de golo. Assim, depois de alguns avisos, Ordoñez, em posição frontal, stickou forte para o 2-0. Momentos depois, num lance de contra-ataque de três para dois, o guardião do CACO negou o terceiro a Vieirinha. 

Com o passar dos minutos, o clube de Campo de Ourique foi conseguindo ter bola, mas nunca teve arte e engenho para construir lances de perigo para a baliza defendida por Pedro Henriques. O Benfica, por seu lado, continuava a construir oportunidades de golo e, perto dos dez minutos, Casanovas redimiu-se do pénalti falhado e apontou o 3-0. 

Momentos depois, em virtude de uma falta sobre Augusto Cachucho, o CACO usufruiu de um livre direto que André Conceição não conseguiu concretizar devido a uma bela defesa do guarda-redes das águias. Instantes depois, Casanovas viu um cartão azul após uma falta cometida sobre André Conceição. O próprio regressou à marca do livre-direto, tentou uma “picadinha”, mas o esférico passou pouco ao lado do poste direto da baliza benfiquista. Não marcou o CACO, marcou o Benfica, apesar de estar com um jogador a menos dentro de campo. Lance individual de Ordoñez e o marcador passou a indicar 4-0. 

Volvidos alguns instantes, Tiago Rodrigues viu um cartão azul e foi a vez de Ordoñez avançar para a marca do livre-direto. O argentino conseguiu “sentar” João Robalo, mas o guarda-redes da equipa da casa ainda conseguiu evitar o tento do avançado encarnado. Pouco depois, em situação de superioridade numérica, Miguel Rocha stickou de longe e assinou o 5-0.

A menos de cinco minutos da pausa, através de uma boa transição rápida do Benfica, o marcador voltou a avolumar-se. Valter Neves colocou a bola na frente, Nicolia assistiu e Adroher fez o 6-0.

Terminada a primeira parte, o Benfica goleava o CACO por 6-0. Vantagem mais do que justa, que explicava a superioridade das águias em pista e fazia jus às inúmeras oportunidades de golo criadas pelas comandados de Alejandro Dominguez. A equipa de Campo de Ourique conseguia, a espaços, estar no ataque, mas nunca foi capaz de sequer assustar Pedro Henriques. 

Lucas Ordoñez, na imagem, e Vierinha foram os dois melhores marcadores do Benfica no jogo ao apontarem três golos cada
Fonte: Clube Atlético Campo de Ourique

O Benfica entrou no segundo tempo a todo o gás e, logo aos 25 segundos, após uma bela movimentação ofensiva, Miguel Rocha, com muito espaço à sua disposição, stickou forte para fazer o 7-0. 

Passados alguns minutos, o número 44 das águias viu um cartão azul devido a uma falta sobre Paulo Tembo. Hugo Nascimento foi o escolhido para a conversão do livre-direto e, com uma excelente execução técnica, surpreendeu tudo e todos, inclusivamente Marco Barros, que tinha entrado ao intervalo, reduzindo a desvantagem para 7-1. Instantes depois, os encarnados voltaram a dispor de uma grande penalidade. Lucas Ordoñez assumiu a marcação da grande penalidade, mas não conseguiu bater João Robalo. 

Em cima da marca dos 30 minutos de jogo, surgiu a 10ª falta do CACO. Adroher, especialista neste tipo de lances, foi simples e eficaz fazendo o 8-1. Cerca de três minutos depois, foi a vez do Benfica cometer a sua 10ª falta. Hugo Nascimento regressou à marca do livre-direto, mas não conseguiu marcar. Todavia, devido a falta de Marco Barros. O capitão do CACO avançou para a grande penalidade e com muita sorte à mistura conseguiu apontar o 8-2. 

Disputados cerca de 36 minutos, Augusto Cachucho viu um cartão azul devido a um enganchamento em Casanovas. Miguel Rocha, que deverá reforçar o OC Barcelos na próxima época, foi o selecionado para converter a bola parada, mas João Robalo, com a luta direta, impediu o nono golo encarnado. Volvidos alguns instantes, Frederico Nascimento viu um cartão azul por simular uma grande penalidade. Ordoñez retornou à marca do livre-direto e, após falhar uma “picadinha”, teve muita sorte e devagar, muito devagarinho, a bola lá entrou na baliza do conjunto de Campo de Ourique e fez o 9-2.

À entrada para os derradeiros onze minutos do encontro, assistido por Vieirinha, Miguel Rocha fez uso da sua forte meia distância e assinou o 10-2.

Com a passagem aos quartos-de-final mais do que garantida, o Benfica baixou o ritmo do encontro. Contundo, num espaço de segundos, as águias marcaram por mais duas vezes, colocando o score em 12-2. Vierinha e Miguel Rocha foram os marcadores dos golos.

A menos de cinco minutos do fim da partida, Vierinha, assistido por Casanovas, fez o terceiro tento da conta pessoal, aumentado a diferença para 13-2.

A faltar pouco mais de um minuto para se jogar, Vieirinha viu um cartão azul. Hugo Nascimento regressou a uma marca onde já havia sido feliz e, apesar da perspicácia técnica, Marco Barros já não foi na cantiga e negou o hacttrick ao capitão do CACO. 

Terminada a partida, o Benfica goleou o CACO por claros 13-2. Diferencial que espelha a disparidade de qualidade entre os dois conjuntos, mas também demonstra o quão aberto foi o encontro. A equipa de Campo de Ourique, sem nada a perder, jogou o jogo pelo jogo e talvez até merecesse ter marcado mais alguns golos, tendo tido oportunidades para isso, sobretudo, nos segundos 25 minutos. 

Desta forma, o Benfica avança para os quartos-de-final da prova rainha do hóquei em patins português, na qual vai ter pela frente a Juventude de Viana. 

Os oitavos-de-final apenas vão ser finalizados no sábado, com o OC Barcelos a receber o Riba d’Ave HC.

Neste momento, o quadro dos quartos-de-final da Taça de Portugal, que se vão jogar no dia 4 de maio, é o seguinte:

  • SL Benfica-Juventude de Viana
  • Sporting CP-FC Porto
  • UD Oliveirense-AD Sanjoanense
  • OC Barcelos/Riba d’Ave HC-CD Paço de Arcos

CACO: 34-João Robalo (GR), 4-André Raposo, 6-Hugo Nascimento (CAP.), 78-Augusto Cachucho e 87-Paulo Tembo; Jogaram ainda: 7-Frederico Nascimento, 20-André Conceição, 46-Rodrigo Raposo e 95-Tiago Rodrigues

SL Benfica: 1-Pedro Henriques (GR), 2-Valter Neves (CAP.), 3-Albert Casanovas, 9-Lucas Ordoñez e 74-Vieirinha; Jogaram ainda: 10-Marco Barros (GR), 5-Carlos Nicolia, 7-Jordi Adroher e 44-Miguel Rocha

Guia para o verão mais agitado dos últimos tempos

Uma, duas, três, … onze! Este verão não se pode queixar com saudades de Futebol, porque este não parará. São dez fases finais de grandes competições de seleções que animarão os relvados, um pouco por todo o mundo. Desde a recém-criada Liga das Nações aos europeus de diferentes escalões, das decisões na América ao Mundial feminino, a bola rolará de 3 de maio a 28 julho. Embarque connosco nesta viagem cronológica pelas grandes competições que deverá acompanhar.

Estrelas da Formação: Gonçalo Loureiro

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“Mente sã em corpo são”. Esta expressão seria forte o suficiente para caracterizar Gonçalo Loureiro e entendê-lo como jovem desportista. Gonçalo é natural de Guimarães e foi precisamente no Vitória SC que se iniciou no futebol. Chegou ao Sport Lisboa e Benfica para a equipa de Iniciados e foi a partir daí que tem vindo a trilhar um caminho de excelência, seja dentro ou fora de campo.

Em Setembro de 2018 (e pela segunda vez desde que está no Seixal), foi considerado o melhor aluno do Caixa Futebol Campus no que toca ao escalão de Juniores e referente à temporada 2017/2018. Pessoalmente, considero Gonçalo um jogador especial tendo em conta a sua preocupação em manter um equilíbrio constante entre a sua evolução como jogador e a formação pessoal. Devido a esta distinção, conseguimos perceber muito bem como se comporta dentro de campo. Mas passemos a conhecer um pouco melhor o defesa-central de 19 anos como jogador.

Gonçalo Loureiro é um defesa-central bem constituido fisicamente. Mede 1,86m e apresenta uma robustez física bastante interessante que lhe confere uma grande vantagem nos duelos físicos com os seus adversários. É rápido e ágil e tem um excelente poder de impulsão que o ajuda nas jogadas aéreas. Trata-se também de um jogador bastante consistente no que toca à sua forma física, não apresentando grandes quebras ao longo da temporada.

Com 19 anos feitos recentemente, Gonçalo Loureiro já apresenta uma maturidade competitiva bastante invulgar
Fonte: SL Benfica

Gonçalo tem vindo a melhorar no que ao capítulo técnico diz respeito, principalmente na relação com a bola. Apesar de não ser sublime tem registado uma evolução francamente positiva neste aspecto, muito por fruto dos defesas-centrais da Formação do SL Benfica serem obrigados, cada vez mais, a assumir o jogo com bola nos pés e a participar activamente na construção de jogo da equipa. Gonçalo não é alheio a essa função e é cada vez mais normal vê-lo a sair com a bola controlada desde a defesa. A sua capacidade de passe tem também melhorado e são vários os momentos em que o vemos a executar passes de longo alcance com uma boa percentagem de acerto. Ainda assim, em termos técnicos, é precisamente no desarme (potenciado pela sua óptima orientação dos apoios em situação defensiva) e no cabeceamento que o jovem defesa-central se destaca.

Um detalhe que penso ser bastante importante de destacar é a maturidade com que Gonçalo Loureiro se apresenta em campo. A componente mental deste jogador é muito forte e essa maturidade competitiva fá-lo ter muito boas noções dos seus limites, conferindo-lhe uma alta fiabilidade no eixo central da defesa. Por outro lado, a forma como lê o jogo defensivo, o seu poder de antecipação, a agressividade no ataque à bola, a capacidade de posicionamento, a concentração e a determinação nas acções fazem dele um defesa-central com tudo para singrar na equipa principal do SL Benfica e mesmo na Selecção Nacional.

Apesar de anteriormente já ter destacado Pedro Álvaro como o defesa-central que mais rapidamente poderia chegar ao plantel principal (aqui), sou da opinião que Gonçalo Loureiro está no mesmo patamar do seu companheiro de sector. É certo que este ainda nem sequer se estreou pela Equipa B, mas a sua qualidade não poderá simplesmente passar despercebida. Prevejo até que, dentro de duas ou três temporadas, ambos possam vir a reeditar a dupla da Formação, à imagem do que aconteceu com Rúben Dias e Ferro.

Foto de Capa: SL Benfica

CM01/02 | “Make Estrela great again” – Part II

Há cerca de ano e meio, em conversa com o Mário Cagica, calhou falarmos sobre CM01/02, ou Championship Manager 01-02, em Tó Madeira, e em fazer algo sobre o mesmo aqui no Bola na Rede.

Na altura, seguia o trabalho que o Ian Macintosh fazia (e faz) no Set Pieces, e onde começou um projeto no Everton FC na tentativa de o levar à glória em Terras de Sua Majestade.

LÊ MAIS: Os 11 magníficos do CM 01-02

Daí, surgiu um artigo sobre um onze composto pelas grandes pérolas do jogo, onde Portugal estava em destaque, com alguns jogadores nacionais a serem vistos como verdadeiros “Deuses” do simulador. Hugo Pinheiro, os “manos” Paralta e Tó Madeira são figuras incontornáveis do jogo lançado no primeiro ano do novo milénio e que ainda hoje ecoam no mundo virtual.

O início do projeto no CM0102 foi marcado por altos e baixos, mas a chegada de duas “Superstars” ao José Gomes voltou a colocar as esperanças e as exigências em altas…

LÊ MAIS: CM01/02 | “Make Estrela great again” – Part I

Carta Aberta a Bruno Fernandes

Olá Bruno,

Permites-me que te trate por tu? Pois bem. Deixa-me que te pergunte uma coisa: já reparaste que em Alvalade, existe bem visível perto das claques – por vezes – uma tarja que diz: Zero Ídolos. Reparaste? Já lá iremos.

Primeiro quero que recues comigo no tempo. Vamos recuar para o dia 15 de Maio de 2018. O tão falado ataque à Academia em Alcochete. Ainda hoje me custa perceber o que levou, aqueles “adeptos” a fazerem o que fizeram. Certamente que partilhamos da mesma opinião: não podem ser adeptos que amem o Sporting. Não podem ser adeptos que façam, verdadeiramente, o seu melhor para ver o clube sempre na frente. Custa-me a entender as razões e o contexto. Custa-me ainda mais não existir um desfecho lógico para tal situação.

Acredito que para ti e para os teus companheiros de equipa, que viveram isto na primeira pessoa, tenha sido para vocês um duro golpe. Mas acredita que para mim e para a maior parte dos Sportinguistas que sentem o clube de uma forma inexplicável, foi igualmente um murro no estômago. Onde já se imaginou? Um grande em Portugal com os jogadores a serem agredidos dentro da própria casa? O início de uma crise diretiva e desportiva nunca antes vista? As consequências seriam gravíssimas. Quando vi a notícia e posteriormente me contaram do sucedido, eu não quis acreditar, Bruno. Fiquei sem reação. Fiquei em choque. O clube que tanto amo, mais uma vez, caminhava para o abismo. Ficava novamente sem rumo. Uma casa a arder. Parece que temos um problema, que temos um problema que jamais irá ter solução.

Começam a surgir então certos rumores e notícias de eventuais rescisões. Era o descalabro total. O que seria do Sporting sem os seus maiores ativos financeiros e desportivos? O clube levaria anos e anos a recuperar de tal situação. Sem Champions que pudesse eventualmente minimizar os prejuízos. O que num dia eram rumores, no outro surge como confirmado. Num dia uma rescisão, no outro nove. Cada um com o seu motivo, cada um com a sua justificação. Mas naquela altura, Bruno? Fiquei angustiado. Não sabia mais o que sentir, o que dizer.

Por um lado, fiquei do vosso lado, jamais poderia ficar do lado de um ataque hediondo como foi aquele. Mas por outro? Abandonar o clube? Abandonar milhares de adeptos leais, verdadeiros e que amam verdadeiramente o clube? Que nada têm a ver com o sucedido? Que são aqueles que sofrem nas vitorias e nas derrotas? Aqueles que vos apoiam sempre? Muitos que sonhavam e sonham estar no vosso lugar: poder pisar o relvado e vestir a verde e branca com o leão rampante ao peito. Não vos conseguia perdoar. Não conseguia de todo.

Este ano, o médio tem sido a figura de proa dos leões
Fonte: Sporting CP

Eu tenho 23 anos, as memórias que tenho do Sporting como campeão nacional são muitos poucas. Nós sempre fomos alvos de chacota. E quanto mais tempo teremos de ser? Imaginas quantos miúdos de 7 ou 8 anos apoiam o Sporting e tiveram de assistir a este episódio? Quantas crianças e jovens, que vivem na Academia e representam o Sporting, olham para vocês como exemplos a seguir, como vão olhar para o que vocês fizeram e pensar que podem fazer o mesmo? Que respeito pela instituição se vai passar para estas gerações? O que será do nosso futuro? Mais, Bruno! Existem jogadores que viveram o mesmo que vocês e que ficaram, que não rescindiram. Que se mostraram leais à instituição. Sabes o que é sentir que em Alvalade apoiavam mais quem rescindiu e voltou do que propriamente quem ficou por cá? Isso não era justo, Bruno.

Hoje, após tanto tempo, vejo as coisas de outra forma. Com outra clareza provavelmente, o tempo não cura tudo mas ajuda a sarar. E como sempre ouvi dizer: as pessoas merecem uma segunda oportunidade. E sabes, Bruno? Tu és uma dessas pessoas. Não sei que motivos te levaram a abandonar, mas regressaste. As coisas acalmaram e tu decidiste voltar. Dou valor a isso. E importa contar com quem está entre nós. Quem quer vestir realmente a verde e branca. Eventualmente o que se passou naquela altura foi uma decisão precipitada e as pessoas cometem erros, todos nós o fazemos diariamente. Mas tu, Bruno? Tu dentro de campo dás tudo o que tens e o que não tens. És, sem dúvida, um exemplo para os jogadores mais novos.

Custava-me ver-te com a braçadeira de capitão – apesar de reconhecer essas tuas capacidades já desde a época transata, pois tens o perfil de líder – achava que merecia ficar com alguém que não tivesse abandonado o clube. Mas ela fica-te tão bem. E fica-te melhor do que nunca. Porque és um verdadeiro leão. Demonstras a raça que tens. Desportivamente, bates recordes. Nunca ninguém se poderá queixar da tua entrega. E vejo em ti uma pessoa humilde, que sabe reconhecer que possa ter errado. Vejo em ti um exemplo a seguir.

O passado deixou marca, é verdade. Mas tu tens a capacidade de mudar o presente e o futuro. Tens a capacidade de deixar uma marca ainda maior no presente e no futuro. É a tua marca. É a nossa. É a de todos nós. O Sporting merece ser feliz. Nós merecemos ser felizes. Controlas a bola de uma forma apaixonante, tão apaixonante como aquele momento em que estico o meu cachecol para cantar O Mundo Sabe Que bem alto para vocês. Rematas a bola de uma forma explosiva, tão explosiva como o grito que dou quando festejo um golo teu, um golo nosso, um golo do Sporting. Entregas-te totalmente ao jogo, da mesma forma como eu me entrego ao Sporting.

Bruno, voltamos agora ao início do texto? Pois bem. Dizem que há Zero Ídolos, mas não é verdade. Tu és um dos ídolos de muitos no Sporting. Tu és um dos ídolos do Sporting. Um dos melhores que passou por cá e é um gosto ver-te jogar. É um gosto ver-te com a verde e branca e muitos jovens leões têm o sonho de ser como tu quando forem grandes: o número 8, o capitão dos leões, o maestro.

Desculpa se por alguma vez coloquei a minha emoção por cima da razão, é um erro comum do ser humano mortal. Mas Bruno, dou-te a minha segunda oportunidade. Mas isso tem um custo. Vais este ano com 27 golos. Ainda faltam alguns jogos e certamente que irás ultrapassar essa marca. Posto isto, para o ano peço-te no mínimo 40 golos e 30 assistências e que, no final, possas colocar a cereja no topo do bolo: espero encontrar-te no Marquês, para festejarmos em conjunto, aquele que é, sem dúvida, o maior objetivo dos sportinguistas. Não aceito um não.

Abraço, capitão!

Foto de Capa: Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Otávio 4.0 – A afirmação!

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Em novembro de 2016 a extensão do contrato que o ligava ao FC Porto passou a ser uma realidade e, então, o pequeno Otávio comprometeu-se com o clube até junho de 2021. A cláusula de rescisão é das mais altas do plantel e só comparável à de Danilo: 60 milhões. Estes dados mostram bem os planos e a esperança que o FC Porto deposita no atual número 25 dos azuis e brancos.

Adquirido em 2014, o primeiro ano serviu para uma adaptação à nova realidade com a inclusão na equipa B dos dragões, onde desde logo haveria de assumir um papel de destaque. O passo seguinte foi dado com os habituais empréstimos, dos quais se destaca a temporada muito interessante que acabou por ter em Guimarães, em 2015/16. De resto, essa boa campanha nos vimaranenses levou a que se fixasse no plantel principal doa dragões na época seguinte, então com Nuno Espírito Santo no comando.

Um começo auspicioso haveria, contudo, de ser sol de pouca dura, já que Otávio não conseguiu dar o melhor seguimento aos golos e assistências com que tinha iniciado a época. No ano seguinte, com a chegada de Conceição, Otávio viu-se obrigado a uma reformulação no estilo de jogo. A qualidade que exibia no pé direito não era suficiente para ganhar um lugar no plantel e, como tal, deu-se início a um processo de readaptação à realidade, à imagem do que se vai vendo atualmente com Óliver Torres.

Otávio tem contrato com o FC Porto até 2021
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Pois bem, com algumas lesões pelo meio a travagem a progressão do médio ofensivo de 24 anos, a verdade é que Otávio parece ter estagnado a determinado momento da época passada. Isso, contudo, não o impediu de voltar a merecer a confiança de Conceição para a presente temporada e assim, na versão 4.0 de Otávio, o brasileiro parece, enfim, ter atingido o ponto máximo de maturação e importância na dinâmica da equipa, ao ponto de ser hoje um elemento imprescindível.

Os números não enganam e contam que está é sem dúvida a melhor e mais produtiva época de Otávio no FC Porto. São já 36 jogos realizados em todas as competições, nos quais apontou seis golos e ofereceu o remate vitorioso aos colegas em oito ocasiões. Nem mesmo uma lesão algo prolongada no final do ano passado lhe travou a embalagem e, neste momento, imagine-se, é Brahimi quem correr para recuperar o lugar que, inquestionavelmente, pertence a Otávio.

Artigo revisto por: Jorge Neves

Portugal – e a Europa – deve aprender com os EUA

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O Desporto deve ser uma festa dentro e fora do campo e em mais nenhum lugar do mundo se leva isto tão à letra como nos Estados Unidos da América.

O Super Bowl é o expoente máximo disto, onde o jogo até quase que fica em segundo plano, algo com o qual não concordo.

Não sou o melhor conhecedor de Futebol Americano, muito longe disso e, como tal, vou falar mais sobre a NBA, que conheço melhor.

As pessoas vão aos jogos para ver as estrelas, mas também por tudo o que acontece nos tempos mortos, que são tudo menos mortos.

Acontece um pouco de tudo num desconto de tempo ou no intervalo. Temos as famosas cheerleaders, mas também concursos, ofertas, as famosas câmaras de beijos, danças ou outros. Tudo acontece para tornar as pessoas parte do evento e para que estas queiram voltar.

https://www.youtube.com/watch?v=MwgCx1JrK3M

‘Dance Cam’ num jogo dos Detroit Pistons, equipa da NBA

No caso português, pouco ou nada acontece. Num desconto de tempo, mete-se música e fica feito. No intervalo, por vezes, o speaker diz outros resultados do clube e pronto. Nos pavilhões mais pequenos, também por falta de condições para isso, muitas vezes nada acontece. Isto falando das modalidades ditas amadoras.

O Marketing desportivo é uma área que cada vez me interessa mais e que tenho estudado mais. E, como consumidor de desporto, também sei o que o adepto quer.

Chegar a um estádio/pavilhão, sentar, ver o jogo e sair será cada vez mais um desuso. Existe muita coisa a acontecer cá fora para as pessoas gastarem o seu tempo desta forma.

Mas se as pessoas souberem que podem voltar para casa com uma t-shirt oferecida – sejamos sinceros, por algo grátis fazemos quase tudo -, que podem participar no espetáculo, ainda que com coisas pequenas, é um incentivo extra para se deslocarem ao recinto desportivo.

Nos Estados Unidos já perceberam isso. Por cá, focando-me em Portugal, ainda estamos muito atrasados. Urge mudar, ou as assistências desportivas podem ficar para trás.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: NBA